Produção da indústria do plástico cai 1,5% em 2011

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do Plástico – Abiplast, houve queda de 1,5% da produção física do setor em 2011 em relação ao ano anterior, passando de 6 milhões para 5,9 milhões de toneladas. “O grande vilão de nossa indústria é o valor dos insumos, em especial das resinas, pelas quais pagamos mais caro do que nossos concorrentes”, disse José Ricardo Roriz Coelho, presidente da entidade. “Além disso, há excessiva carga tributária, câmbio desfavorável e juros muito altos, a despeito da retração para 11% da Selic.”

Ainda no comparativo 2011 e 2010, o estudo apresentou suave aumento de 2% nas exportações dos produtos transformados, enquanto as importações cresceram 20%. Segundo o presidente da Abiplast, há perda de mercado e haverá maior dificuldade de exportar, não só pela baixa competitividade endêmica do Brasil, como pela retração econômica mundial. Ele refere-se ao déficit da balança comercial do setor, que dobrou entre 2009 e 2011 e cresceu 40% em 2011 em relação a 2010, saltando de US$ 1,36 bilhão para US$ 1,89 bilhão.

BNDES libera R$ 43,8 bilhões à indústria em 2011

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES somaram R$ 139,7 bilhões em 2011. O maior destaque foram os repasses para grandes projetos de infraestrutura, cujo setor liderou com R$ 56,1 bilhões ou 40% do total liberado. Os montantes mais significativos foram para transporte rodoviário, com R$ 26 bilhões, e energia elétrica, com R$ 15,9 bilhões. Para a indústria foram aprovados R$ 43,8 bilhões (participação de 32%), com ênfase em material de transporte (R$ 8,2 bilhões), química e petroquímica (R$ 7,1 bilhões), alimentos e bebidas (R$ 6,8 bilhões) e indústria mecânica (R$ 4,5 bilhões).

Os financiamentos de máquinas e equipamentos nas linhas do Programa BNDES de Sustentação do Investimento – BNDES PSI contribuíram para atender todos os setores apoiados pelo banco.

Outro destaque foi o recorde de operações. Foram 896 mil financiamentos, alta de 47% em relação a 2010, ampliando o acesso ao crédito especialmente para as micro, pequenas e médias empresas – MPMEs, cujo total liberado, de R$ 49,8 bilhões, foi recorde. A proporção dos recursos destinados às empresas de menor porte também fechou o ano no maior patamar da história, de 36% sobre os desembolsos totais. O Cartão BNDES foi um dos fatores que impulsionaram esse crescimento, assim como a descentralização geográfica do crédito.

Apesar de representarem queda de 17% em relação ao repasse de 2010, de R$ 168,4 bilhões, as liberações ficaram em patamar semelhante às realizadas naquele ano. Subtraindo-se os R$ 24,7 bilhões aplicados pelo BNDES na capitalização da Petrobras, os desembolsos de 2010 atingiram R$ 143,6 bilhões.

Produção de gás natural tem alta de 6,2% em 2011

O volume de gás natural (sem gás liquefeito) produzido pela Petrobras no Brasil foi 6,2% acima da produção de 2010, atingindo 56 milhões 374 mil metros cúbicos/dia. Já a produção de petróleo bateu o recorde anual, alcançando média diária de 2.021.779 barris (17.607 barris a mais que a produção de 2010). Considerando a soma da produção de petróleo e gás natural, o volume registrado de 2.376.359 barris/dia  também foi recorde, indicando alta de 1,6% em relação a 2010.

No exterior, em 2011, a produção de gás natural foi de 6 milhões 538 mil metros cúbicos/dia, indicando um crescimento de 3,3% frente a 2010. Já o volume de 147.511 barris/dia produzido de petróleo apontou retração de 2,5%. Somando a produção de gás e petróleo, a Petrobras fechou o ano de 2011 com pequena queda, de 0,2%.

Os resultados de dezembro último, comparados com novembro, indicam crescimento contínuo na produção de gás e petróleo no Brasil: gás natural (sem gás liquefeito): aumentou 5,3% frente a novembro; petróleo: 1,1% e petróleo e gás: aumentou 1,7%.

Nova família de fusíveis eletrônicos facilita a gestão de energia

A STMicroelectronics, empresa focada em semicondutores e soluções para set-top boxes, está lançando nova família de dispositivos hot swap de gestão de energia para ajudar a reduzir custos com dispositivos de armazenamento de dados, computadores, acessórios USB, sistemas empresariais e eletrodomésticos.

Os dois novos fusíveis eletrônicos, nomeados STEF05 e STEF12, oferecem recursos inteligentes, econômicos e com redução de espaço do circuito para proteção contra sobretensão e sobrecorrente de equipamentos eletrônicos alimentados com 5V e 12V.

10 ideias para sua política “verde”

A Argal Química, empresa de São Caetano do Sul (SP) que atua no setor de tratamento de água, efluentes e vernizes gráficos, elaborou um decálogo para as indústrias ecologicamente corretas.

 

  1. Prevenir é melhor do que tratar os resíduos ou limpar o lixo.
  2. Desenvolver substâncias para maximizar a incorporação de todos os materiais utilizados no processo, que possuam pouca ou nenhuma toxicidade para a saúde e o meio ambiente.
  3. Usar substâncias auxiliares, como solventes e agentes de separação, sempre que possível.
  4. A energia para processos químicos deve ser reconhecida por seus impactos ambientais e econômicos e, por isso, minimizada.
  5. Utilizar matérias-primas renováveis.
  6. Reduzir ou evitar derivados, porque certos compostos requerem reagentes adicionais que podem gerar resíduos.
  7. Os reagentes catalíticos são superiores aos reagentes estequiométricos.
  8. As substâncias químicas devem ser concebidas de modo que, ao final das funções, decomponham-se em produtos inócuos.
  9. Metodologias analíticas devem ser desenvolvidas para que o monitoramento evite a formação de substâncias poluentes.
  10. Observar atentamente o uso da substância química e o processo utilizado para evitar acidentes, como vazamentos e explosões.

Empresa de SC produz sistema de exaustão para veículos pesados conforme Proconve P-7

Os novos veículos a diesel de carga ou passageiros, desde 1º de janeiro, devem obedecer às exigências da fase P-7 do Programa Nacional de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – Proconve, do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), equivalente à norma europeia Euro V. Para atender as novas regras, a Tuper, localizada em Santa Catarina, iniciou a fabricação de sistemas para pós-tratamento que possibilitam reduzir 60% da emissão de óxido de nitrogênio e 80% de outros gases.

Para isso, o investimento chegou a R$ 24 milhões. A empresa introduziu uma linha robotizada em sua fábrica, ampliou em mais de quatro mil m2 sua unidade de sistemas de exaustão e fez parceria com companhias estrangeiras. Além dos robôs, adquiriu prensas, calandra com comando numérico, máquina de solda a Laser e uma máquina que possibilita que cada conversor catalítico seja produzido de acordo com as dimensões do monolito cerâmico, que é montado dentro do catalisador.

Interruptor automático permite ajuste de tempo

O interruptor automático com fotocélula modelo 6022 da empresa DNI – Key West surge como opção sustentável de iluminação e economicamente mais interessante para as empresas que precisam ou desejam fixar o tempo de iluminação de um ambiente.

Indicado para áreas industriais, como passagens, estoques, refeitórios, banheiros, garagens, corredores e pátios, o interruptor permite, não só programar o acendimento automático das luzes conforme o uso local, como também ajustar o tempo que as lâmpadas permanecerão acessas.

Segundo a R Johnson – empresa focada em novas tecnologias para suprimento e economia de energia – o interruptor automático pode ser instalado com qualquer tipo de lâmpada e, por acender as luzes apenas quando necessário, proporciona economia de até 60% no consumo de energia.

 

Petrobras investirá na construção do primeiro terminal oceânico

Em 18 de janeiro, a Petrobras assinou um contrato de 25 anos com a empresa Tanker Pacific Offshore Terminals – TPOT para a construção de uma unidade para armazenamento e transferência de petróleo, tecnicamente chamada de Floating Storage and Offloading – FSO. A base do terminal será o casco de um navio-tanque com capacidade de armazenamento de 339 mil metros cúbicos. O trabalho de conversão do navio em FSO deverá durar 18 meses.

O FSO é uma das principais etapas para a implantação do primeiro terminal oceânico da Petrobras. O projeto, nomeado de Unidade Offshore de Transferência e Exportação – UOTE, elimina o transbordo para terminais terrestres, facilitando o escoamento da produção de petróleo para exportação e para as refinarias do Nordeste.

Com capacidade de armazenamento de dois milhões de barris de petróleo, a UOTE será instalada a 80 quilômetros do litoral de Macaé e conectará o FSO a um sistema submarino e duas monoboias. O esquema possibilitará operar simultaneamente até três navios vindos de plataformas de produção.

Metav organiza fórum sobre processos de corte sustentáveis

A necessidade de apresentar métodos de eficiência energética e recursos econômicos para usinagem, além das novidades e do avanço em materiais e design constituem os desafios para um processo de corte inovador. Por isso, em 29 de fevereiro e 1o de março será realizado o Fórum de Tecnologia Metav com o tema Processos de corte sustentáveis, que ocorrerá durante a Feira Internacional de Tecnologia de Fabricação e Automação – Metav, em Düsseldorf, na Alemanha. O evento tem início em 28 de fevereiro e se estende até 3 de março.

Na ocasião, fabricantes de máquinas e ferramentas vão apresentar as inovações em produtos, tecnologias e serviços que oferecem a seus clientes, de acordo com o tema do fórum. Os organizadores também selecionaram pontos-chave sobre perfuração para serem debatidos no primeiro dia e sobre usinagem de precisão e usinagem de exatidão em materiais duros, para o segundo dia de discussão.

Para conhecer as empresas participantes e mais detalhes sobre o fórum, clique aqui.

LED promete reduzir custos de energia

Para minimizar os impactos ao meio ambiente e aumentar a competitividade dos negócios, indústrias estão adotando cada vez mais o uso de lâmpadas Light Emitting Diode – LED. Segundo Kelly Salfatis do grupo DNI–Key West, empresa especializada na fabricação de produtos eletro-eletrônicos, a demanda por lâmpadas de LED cresce a cada ano. “Pesquisas indicam que, em 2015, 45% do mundo será iluminado por LED”, diz.

O preço elevado do produto ainda é um obstáculo para sua substituição. A lâmpada LED chega a ser trinta vezes mais cara que uma lâmpada incandescente comum e dez vezes mais que a lâmpada fluorescente. “É um investimento a longo prazo. Lâmpadas LED economizam muito mais energia e têm durabilidade muito maior”, diz Salfatis.

De acordo com o site style.greenvana.com, a lâmpada LED converte 40% de energia elétrica em luz, sendo 80% mais econômica que a incandescente (converte 5%) e a fluorescente (converte 25%). A vida útil é outro benefício do LED, que dura, em média, 50.000 horas. Já a lâmpada comum resiste a somente 1.200 horas e a lâmpada fluorescente, embora mais durável, não ultrapassa as 10.000 horas.

 

Comparativo entre as lâmpadas (em dólares):

Fonte: Greenstyle