ABB comemora 105 anos no Brasil e lança ABB Ability

Em evento que marcou seus 105 anos no Brasil, a ABB lançou o ABB Ability, oferta digital de produtos e soluções que possibilita às empresas otimizar a análise de dados de suas operações e obter ganhos de eficiência, melhorando simultaneamente sua produtividade. A nova solução também permite reduzir manutenções e prolongar a vida útil dos ativos, resultando em eficiência de custos e operações mais sustentáveis e seguras. A ABB estima que as soluções digitais possam adicionar US$ 20 bilhões em sua receita anual.

Com o ABB Ability, a ABB oferece uma transição significativa da conectividade para digitalização, automação e robótica, um diferencial para a indústria. “A ABB está presente no Brasil há mais de cem anos e vem contribuindo de forma inovadora para alguns dos projetos de infraestrutura mais icônicos, como Itaipu e Belo Monte”, afirmou o CEO da companhia, Ulrich Spiesshofer, no evento que aconteceu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. “Nós fornecemos os primeiros equipamentos elétricos para o Bondinho do Pão de Açúcar, o primeiro teleférico da América Latina, inaugurado em 1912”, acrescentou.

A ABB é ainda uma das principais fornecedoras do S11D, o maior projeto de mineração do mundo, localizado no sudeste do estado do Pará. A empresa desenvolveu uma solução única para gerenciamento de ativos em tempo real e forneceu tecnologia de automação para as esteiras transportadoras, permitindo o sistema truckless.

foto ABBComo parte das celebrações dos 105 anos da ABB no País, o YuMi, robô colaborativo industrial de dois braços desenvolvido pela ABB, e o renomado artista plástico Caio Chacal criaram uma obra de arte juntos, demonstrando que a interação entre máquinas inteligentes e humanos não é mais uma projeção para o futuro. A peça ficou como legado para o Museu do Amanhã.

A ABB opera em mais de 100 países e conta com cerca de 136 mil colaboradores.


20 Tecnologias mais inovadoras da Expomafe 2017

20, outubro, 2017 Deixar um comentário

Tecnologias inovadoras que contribuem para a necessária modernização do parque fabril

 

Robô feira Feimafe

 

A edição de ago/set 2017 da Revista NEI, especial de feiras, apresenta uma seleção dos produtos mais inovadores, na opinião dos editores de NEI, apresentados em quatro importantes feiras que movimentaram São Paulo em maio, junho e julho: EXPOMAFE, FEIMAFE, FISPAL TECNOLOGIA e FIEE.  Para compor esse ranking, nossa equipe editorial analisou centenas de produtos em função de seu caráter inovativo e importância nos meios produtivos, procurando compor um mix editorial amplo. Foi difícil escolher 20 de cada feira num montante repleto de inovações; muitas outras você conhece no NEI.com.br.

Começamos com a Expomafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial, que em sua primeira edição já consolida uma posição de destaque no calendário brasileiro de feiras industriais. Isso é atestado pelos 45 mil visitantes que compareceram em maio, no São Paulo Expo, para conhecer 630 marcas nacionais e internacionais de 400 expositores que apresentaram produtos de primeiríssima linha, capazes de contribuir na necessária modernização do parque fabril brasileiro.

No atual cenário econômico, enquanto muitos se deixam levar pelo desânimo, é bom ver que há quem acredite no futuro da indústria e trabalhe para isso. Quem sair na frente, ganhará mercado da concorrência, merecidamente.

 

1- Centro de usinagem híbrido de 5 eixos combina usinagem e manufatura aditiva

131 - Romi - centro usinagem DCM 620-5X Hybrid.jpg

 

 Híbrido, o centro de usinagem de 5 eixos DCM 620-5X Hybrid, da Romi, combina usinagem e manufatura aditiva (impressão 3D metálica), além de permitir a adição de diversos materiais, como Inconel e aço inox, na quantidade exata para atingir o perfil complexo desejado, e posteriormente usiná-los, obtendo-se economia no uso destes materiais de custo elevado. Veja mais


 

 

2- Robô de 6 eixos com IHM segura compatível com a Indústria 4.0

 

Stäubli

Seguros e rápidos, os robôs colaborativos de seis eixos da nova geração TX2 da Stäubli, lançados durante a Expomafe 2017, trazem novo conceito de manufatura inteligente, bem como representam patamar inovador em termos de colaboração homem-máquina.  Veja mais

 

 


3- Sistema eletropneumático de válvulas alinhado à Indústria 4.0

175 - Metal Work - EB80De baixo consumo energético e estruturável em infinitas combinações, como um Lego, a família EB80, da Metal Work, consiste de um conjunto de válvulas solenoidefontes de alimentação e de um sistema de gestão de sinais analógicos e digitais de entrada e saída, que executa funções pneumáticas tais como 2/2, 3/2, 5/2 e 5/3 controladas tanto manualmente como eletricamente. Alinhado à Indústria 4.0, vem equipado com microprocessadores em cada uma das bases, que podem transmitir numerosas informações, reduzindo de 60 a 80% o número de códigos em relação aos produtos similares. Veja mais


 4- Garra colaborativa atende a ISO 12100

 

garra-colaborativa2Desenvolvida com tecnologia que que viabiliza futura colaboração humano-robô, a linha HRC, chamada de Co-act (atuação colaborativa), está dividida em quatro diferentes modelos: JL1, EGP, EGN e HSG. Apresenta-se em conformidade com a norma de segurança ISO 12100, sendo alguns modelos específicos fabricados segundo a ISO 13849, e outros de acordo com as normas de segurança 10218-1/-2 e ISO/TS15066, que ditam as tratativas de segurança para trabalhos colaborativos humano-robô. Veja mais

 

 

 

 

 


5- Presetter compacto mede e pré-ajusta por imagens

120 - Bermat - Zoller CompactVoltado a pequenas e médias empresas, como fabricantes de moldes, matrizarias e pequenas usinagens, o novo presseter Zoller Compact, lançado na Expomafe 2017 pelaBermat, é uma máquina com recursos de medição e pré-ajuste de ferramentas por processamento de imagens (câmera CCD de alta resolução), construída com dimensões menores. Veja mais

 


6- Compressor de ar de parafusos lubrificados reduz o consumo e energia

157 - Ingersoll-Rand - compressor RS200 e RS250.JPGDesenvolvidos para grandes operações, os novos compressores de ar de parafusos rotativos lubrificados Nova Geração da Série-R, da Ingersoll Rand, proporcionam soluções eficientes em termos de consumo de energia elétrica, para clientes com grandes demandas de ar comprimido, podendo reduzir os custos de energia. Os modelos RS200 e RS250 kW estão disponíveis com novas unidades compressoras, de simples e duplo estágio, que aumentam o fluxo de ar em até 16%, e têm velocidade fixa até 10% mais eficiente em comparação aos equipamentos anteriores, enquanto a opção de velocidade variável é até 35% superior à média da indústria, segundo o fabricante. Veja mais

 

 

 


7- Robô de pequeno porte ideal para espaços de trabalho reduzidos

152 - Comau - robô Rebel-SDesenvolvidos com conceito modular, os robôs Rebel-S da família Scara, da Comau, são ideais para aplicações rápidas de manuseio e montagem em espaços de trabalho reduzido. Encontram-se disponíveis em cinco modelos, com carga de trabalho até 5 kg. Veja mais

 

 

 

 


8- Sistema de corte a plasma diminui pela metade os custos operacionais

89 - Hypertherm - corte a plasmaProduzido com a tecnologia mais avançada desenvolvida até hoje pela Hypertherm, o sistema de corte a plasma XPR300 conta com a plataforma de plasma X-Definition, lançada durante a Expomafe 2017, reduzindo em 50% os custos operacionais. Além disso, realiza perfurações 30% mais profundas em aço-carbono e 20% em aço inoxidável, e aprimora a qualidade do corte também em alumínio, graças à potência ampliada e ao exclusivo processo assistido por argônio. Veja mais

 

 

 

 

 

 


9-Centro de usinagem multitarefa combina tecnologias inteligentes com informações digitais

234 - Okuma - Multus U3000Equipado com a nova interface CNC OSP-P300S e com o software OSP-Suite, o centro de usinagem multitarefa Multus U3000 da OKUMA combina tecnologias inteligentes com informações digitais que permitem operações mais simples e intuitivas da máquina. Com cursos de 645 a 520 x 1.600 x 250 x 1.580 mm nos eixos X, Z, Y e W, respectivamente, permite a usinagem de peças de trabalho de até 650 mm de diâmetro e 1.500 mm de comprimento, e opera com ângulos de indexação de 240º no eixo B e de 360º no eixo C. Veja mais

 

 


 

 

10- Máquina de corte a Laser alia flexibilidade e alta produtividade

164 - Trumpf - TruLaser Tube 7000

Construída com Laser desenvolvido especialmente para o corte de tubos, a máquina TruLaser Tube 7000 da Trumpf processa, com elevada qualidade de borda, quase todo tipo de tubos e perfis com até 250 mm de diâmetro externo e espessuras de parede até 8 mm. Dotada de tecnologia de travamento de tubos, perfis e perfis abertos de alta precisão, bem como de sistema automático de alimentação de barras com carregamento em feixes, pode trabalhar com lotes pequenos e grandes de forma eficiente, além de efetuar cortes perpendiculares à superfície. Veja mais

 

 

 

 

 


11- Módulo I/O de segurança por IO Link permite comunicação e transmissão segura de sinais

189 - Balluff - IO-LinkPara melhorar a eficiência de conceitos de segurança e integrá-los ao sistema de controle, a Balluff desenvolveu o Balluff Safety-Hub – solução de segurança integrada baseada no IO-Link. Apresenta infraestrutura para tecnologia de segurança e automação até PLe/SIL3 por IO-Link. Uma vez que o sistema é totalmente aberto até o nível de sensor, pode-se conectar praticamente qualquer dispositivo de segurança. Veja mais

 

 

 

 

 

 


 

12- Guia linear miniatura ideal para uso em ambientes limpos

167 - NSK - guias lineares copyAs novas guias lineares modelo miniatura da série PU/PE, da NSK Brasil, ideais para utilização em ambientes limpos, são 20% mais leves que os modelos convencionais, possuem movimento mais suave, baixa emissão de particulados, provenientes da movimentação linear, e alta resistência à corrosão. Veja mais

 

 


13- Célula robotizada para corte e solda possibilita reduzir respingos até 95%

113 - Elite - célula robotizadaUtilizando os robôs Panasonic dedicados à soldagem, a célula robotizada para processos de corte e solda da Elite possibilita repetibilidade e confiabilidade nos processos – o que inclui aumento de segurança no parque fabril e melhoria na qualidade de vida dos operadores –, bem como aumento de produção, com diminuição de espaço físico e economia de custos operacionais, pois reduz, em média, 20% de arame de solda, 85% de energia elétrica e 38% de gás de solda. Veja mais

 

 

 

 

 

 


14- Sistema de fixação reduz o tempo de setup

Industécnica - Zero Point copy

Considerado uma solução moderna, econômica, segura, precisa e rápida para a fixação de peças, ferramentais e dispositivos, o sistema de fixação Zero Point da Industécnica é utilizado em vários setores das indústrias mecânica, elétrica, química, farmacêutica e calçadista, entre outras, promovendo redução de setup, além de agilizar o processo de produção Just-in-Time. Oferece tempo médio de fixação de 2 s e reduz os riscos de acidentes, já que dispensa a intervenção ou o manuseio mecânico (chaves ou alavancas) do operador para fixar a ferramenta. Desenvolvido com variadas possibilidades de montagem, possui acionamento hidráulico ou pneumático, e é fornecido em diferentes tipos de módulos, seja para fixação e/ou para construção. Veja mais

 

 

 

 

 


 

15- Robô de soldagem tem interação com operador otimizada

Fronius

 

Voltado ao uso em todos os segmentos industriais, como automobilístico, de óleo e gás, assim como de fabricação e recuperação de peças, equipamentos e estruturas, o robô da Fronius TPS/i Robotics, para uso em processos de soldagem robotizada pesada, será apresentado durante a Expomafe 2017. Veja mais

 

 


16- Sistema de controle de máquinas atende às exigências da NR-12

Schmersal1Projetado para atender pequenas ma´quinas quanto ao acionamento de comandos e, principalmente, ao monitoramento de funções de seguranc¸a, o sistema de controle BMC até 7,5 cv da Schmersal possui certificação da TU¨V Rheinland e atinge as categorias de seguranc¸a 4, PLe e SIL3. Veja mais

 

 

 


17- Torno universal CNC automatizável por robô colaborativo

115 - Ergomat - tornoDotado de construção compacta com barramento inclinado de 60º, o torno automático universal CNC tipo Gang, modelo TNG 42 da Ergomat, oferece grande conforto operacional, assim como eficiente saída dos cavacos e fluxo do líquido refrigerante. Com automação por robô colaborativo, que atua na carga dos banks no alimentador e na retirada da peça acabada da máquina, o equipamento funciona em sintonia com a Indústria 4.0. Fabricada com mesa porta-ferramenta tipo Gang com até dez posições, a máquina favorece curtos tempos de cavaco a cavaco e possui blocos porta-ferramenta de troca rápida que reduzem os tempos de preparação. Veja mais

 


18- Disco abrasivo possui alta taxa de remoção

166 - Saint-Gobain Norton - disco QuantumFabricado com grãos abrasivos cerâmicos de alta tecnologia e elevada taxa de remoção – MRR (as microfraturas dos grãos geram arestas de cortes ainda mais afiadas e prontas para o desbaste), o novo disco Norton Quantum³, lançado no Brasil pela Norton Saint-Gobain, é indicado para desbaste, rebarbação de ligas de alta resistência, remoção de soldas de alta dureza e para todo e qualquer tipo de aço-carbono e aço inoxidável. É voltado ao uso nos mercados industrial e de construção civil, incluindo usinas de álcool, estaleiros, setor de óleo e gás, e offshores, em aplicações como manutenção e reparação industrial, e desbaste de soldas especiais. Veja mais

 

 

 

 

 


19- Máquina de medição por coordenadas apresenta 4 novas tecnologias embarcadas

94 - Hexagon Metrology

Lançada pela Hexagon Manufacturing Intelligence na Expomafe 2017, a máquina de medição por coordenadas Global S possui quatro novas tecnologias embarcadas. Uma delas, a Compass, possibilita a medição de peças até 40% mais rápida, quando comparada aos modelos convencionais, sem perda de precisão na medição. Veja mais

 

 


20- Sistema CNC de medição visual realiza medição por imagem e toque

QV-Active copy

De construção compacta e equipado com recursos de medição por imagem e toque, apresenta área de medição de 250 x 200 x 150 mm, câmera CMOS colorida com resolução de 0,1 µm e exatidão de 2,0 +3L/1000 µm, capacidade de carga de 10 kg e unidade de observação com oito passos de ampliação. Veja mais 

 

 

 

 


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1º Fórum de Inovação comprova o sucesso do Programa Nacional Conexão Indústria da ABDI

27, setembro, 2017 Deixar um comentário

Representantes de startups, CEOs de grandes indústrias, agentes públicos envolvidos com inovação, especialistas, empresários e acadêmicos compuseram os mais de 500 participantes que marcaram presença no 1º Fórum de Inovação Startup Indústria, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no dia 22 de setembro, em São Paulo, com o objetivo de debater os desafios de inovar no País e de como estimular a conexão entre startups e indústrias.

O evento foi um marco que consolidou e comprovou o sucesso do Programa Nacional Conexão Startup Indústria da ABDI, lançado pela entidade em março deste ano, buscando inaugurar no Brasil uma cultura de gestão voltada para resultados, pois, de acordo com a pesquisa Sondagem de Inovação, realizada pela ABDI com 408 empresas da indústria de transformação, 21% das indústrias já realizam negócios com startups; 45% ainda não sabem como proceder, mas estão se preparando para uma futura conexão com empresas novas; e 21% ainda não têm interesse.

“Estamos inserindo R$ 50 milhões, nos próximos três anos, no ecossistema de inovação brasileiro, de uma forma cirúrgica e com o claro objetivo de estimular a inovação e promover projetos e ações voltados à Indústria 4.0”, explicou Guto Ferreira, presidente de Desenvolvimento da ABDI, que representou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, na abertura do Fórum, ao mencionar outros programas com o mesmo perfil, como Startup Brasil, InovAtiva, Rota 2030, que poderão elevar o Brasil para outro patamar.

Segundo Ferreira, o conceito de Indústria 4.0 vai atingir uma parcela da nossa indústria que pode levar o Brasil a outro patamar de produtividade; “pode levar a economia a sair da 9ª posição e voltar a ser a 5ª ou a 4ª”.

De acordo com ele, se antes a negociação entre indústria e startups era mais complexa, hoje já é possível perceber que ambas conseguem se entender como duas partes de um mesmo negócio. “É uma janela de oportunidades comprovada pelos resultados do evento”, explicou o presidente da ABDI. Ele afirmou que no mundo inteiro esse papel tem ficado cada vez mais claro. Segundo sua avaliação, “não existe outra possibilidade para a indústria inovar, reduzir custos e resolver os seus problemas que não seja pelas soluções mais baratas e eficientes propostas pelas startups”.

Convidado pela ABDI para falar sobre os desafios da inovação, Dennis Tsu, um dos principais executivos de economia global e diretor de Estratégia Corporativa do Stanford Research Institute (SRI), afirmou que “a única opção para o desenvolvimento de um país é por meio de investimentos em inovação”. O executivo ressaltou que há muitos modelos de políticas de inovação no mundo, mas podemos resumir todas as metodologias em três principais caminhos:

  • o estímulo às invenções (ideias);
  • a capacitação de recursos humanos (pessoas);
  • e o capital (investimentos em pesquisa e inovação).

O evento contou, ainda, com quatro grandes painéis, onde representantes de indústrias e startups discutiram a importância de a indústria se conectar com mecanismos de apoio ao desenvolvimento de negócios; por que inovar por meio das startups; os desafios e soluções da indústria para inovar com as startups; e as perspectivas futuras da conexão startup indústria.

 

Novas tecnologias para inovar

Fabiana Kuroda, gerente executiva da Confia, definiu o papel da startup como essencial. Segundo ela, “a startup consegue fazer uma disrupção dentro da indústria, traz inovação, consegue fazer a indústria pensar um pouco mais ‘fora da caixa’, pode enxergar o problema melhor e propor solução”. Na opinião da executiva, a startup propõe soluções em toda a cadeia, não só na produção. “Pode haver diversos tipos de inovação dentro da indústria”, alertou Fabiana.

Um exemplo de inovação é a Virturian, startup de monitoramento de motores elétricos de Belo Horizonte (MG). A empresa desenvolveu o software Virturian SenseMaker (VSM), que faz análise e virtualização de motores, dentro do conceito da Indústria 4.0, de espaço ciber-físico. “Nós conseguimos auxiliar a indústria em seus processos produtivos; aumentamos sua eficiência”, declarou João Marinheiro, diretor de vendas da empresa.

Ele explicou que, com o software, é possível prever a quebra de motores elétricos, garantindo assim a diminuição do risco de paradas não programadas e catastróficas, que automaticamente geram grande prejuízo para a indústria. A Virturian faz isso através da análise de motores elétricos, respondendo a quatro principais perguntas: se o motor vai quebrar; qual motor seria esse; quando isso irá ocorrer; e o porquê. “Nós medimos corrente e rotação do motor, sem fazer nenhuma instrumentação interna dentro do equipamento”, concluiu Marinheiro.

Já a Phelcom Technologies, startup focada em criar produtos inovadores na área de IoT Healthcare, unindo soluções em óptica, eletrônica e computação, transforma smartphones em equipamentos médicos portáteis e conectados. O primeiro produto da empresa é o Smart Retinal Camera (SRC), que transforma o smartphone em um retinógrafo portátil e conectado. Segundo Diego Lencione, physicist & co-founder da Phelcom, através dele é possível fazer exames de fundo de olho em alta resolução, num equipamento muito mais barato e muito mais acessível. “Estamos testando o equipamento em hospitais e centros de referência em oftalmologia”, informou.

De acordo com Lencione, a Phelcom também está utilizando os mesmos módulos tecnológicos, as mesmas plataformas tecnológicas dos produtos da empresa para as indústrias. “As indústrias nos procuram para automatizar processos, para fazer  processos de inspeção, e nós usamos sistemas de visão computacional, aprendizagem de máquina, que fazemos para os nossos produtos, para aplicação na indústria também”, explicou.

A Nearbee, uma das cinco startups vencedoras do Desafio Cisco de Inovação Urbana, empresa focada em desenvolvimento de tecnologias de rastreamento utilizando plataformas mobiles, smartphones e IoT, também tem levado esse tipo de flexibilidade para a indústria. Felipe Fontes, CEO da Nearbee, declarou que a empresa cria sistemas de logística e monitoramento de time de entrega, de logística um pouco mais flexíveis, que utilizam a própria estrutura. “Nosso sistema viabiliza operações de logística integrada de forma mais eficiente, que inclui desde o motorista utilizando o próprio smartphone até a integração de um equipamento IoT de custo menor”, enfatizou Fontes.

Daniel Uchôa, CEO da OvermediaCast, comentou que já é possível perceber que a indústria está comprando das startups, e que muitas empresas ainda estão se preparando para dar esse passo. “Nós acreditamos que este é um caminho inevitável, isso está acontecendo no mundo inteiro, e a inovação é necessidade de sobrevivência”, analisou o executivo que participou do Fórum.

Para justificar o retorno sobre investimento em serviços de manutenção industrial, a BirminD desenvolveu um software que coleta os dados automaticamente da planta, aprende como funciona aquele processo e modela matematicamente para identificar ali quanto está sendo desperdiçado e qual a oportunidade de melhoria. Diego Mariano de Oliveira, CEO da BirminD, explicou que a ideia é responder para o gestor “quanto ele irá receber de retorno, se ele investir em determinado produto, processo ou em uma melhoria”.

Cliente da BirminD, a BRF possui uma grande área de manutenção, muitos custos no setor e estava em busca de uma solução que possibilitasse fazer um trabalho de planejamento mais preciso, com maior eficiência e menor custo. Cyro Calixto, especialista em engenharia industrial da empresa, disse ter visualizado na BirminD uma oportunidade muito boa através de uma solução apresentada, “que é a predição de tudo isso, de modo que nós possamos conseguir atingir nossos objetivos”.

Com um formato interativo, o palco ABDI permitiu a aproximação do público com os projetos desenvolvidos, esclareceu dúvidas e, principalmente, recolheu sugestões de indústrias, startups, empresariado e academia quanto aos setores produtivos trabalhados pela Agência.

Para Cynthia Mattos, gerente de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico, “a participação das pessoas durante a exposição orientou a conversa do palco ABDI. E esse modelo, característica do ambiente das startups, facilita as relações e conexões entre os atores da inovação no país”.

Texto escrito por Miriam Dias, jornalista e colaboradora de NEI Soluções.  

Novo projeto de biorrefinaria de algas prevê reduzir emissões de CO2

Buscando acelerar a comercialização e a adoção de tecnologias de energia limpa, o Governo do Canadá está apoiando um projeto demonstrativo de biorrefinaria de algas, resultado de pesquisa colaborativa entre o programa de Conversão Algal de Carbono do Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá (NRC, em inglês), a Pond Technologies e a St Marys Cement, da Votorantim Cimentos.

O projeto usa um fotobiorreator de 25 mil litros, dentro de uma biorrefinaria de algas em escala piloto, para transformar dióxido de carbono e outros poluentes de ar industriais em biomassa de algas que possam ser convertidas em produtos sustentáveis, incluindo biocombustíveis renováveis e biomateriais. A iniciativa – conduzida por especialistas do NRC e seus parceiros – foi concebida para reciclar dióxido de carbono (CO2) e outras emissões industriais, transformando-as rapidamente em biomassa através da fotossíntese.

“Para a St Marys Cement e a Votorantim Cimentos, esta colaboração com a Pond Technologies e o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá ajuda a cumprir nossos objetivos de inovação de produtos e desenvolvimento sustentável, ao mesmo tempo em que fortalece nossa posição como líderes no setor de materiais de construção”, afirma Filiberto Ruiz, presidente da Votorantim Cimentos na América do Norte.

O Governo do Canadá se uniu, em novembro de 2015, a um esforço global para acelerar inovações em energia limpa e se comprometeu a dobrar os investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de energia limpa até 2020.

“Com o auxílio do programa de Conversão Algal de Cabono do NRC, o potencial desta tecnologia será traduzido em aplicações reais que irão beneficiar o meio ambiente e a economia”, diz Roman Szumski, vice-presidente de Ciências da Vida do (NRC).

Presente no negócio de materiais de construção (cimento, concreto, agregados e argamassas) desde 1933, a Votorantim Cimentos é uma das maiores empresas globais do setor, com capacidade produtiva de cimento de 56,8 milhões de toneladas/ano e receita líquida de R$ 14 bilhões em 2015.

Fonte: assessoria de imprensa da Votorantim Cimentos


Produção industrial cresce em 9 dos 14 locais pesquisados em setembro, aponta IBGE  

Em setembro, a indústria nacional registrou resultado positivo de 0,5% em relação a agosto (com ajuste sazonal) e ainda cresceu em 9 dos 14 locais pesquisados, revela a Pesquisa Industrial Mensal Produção Física – Regional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. O avanço mais acentuado foi registrado no Espírito Santo (9,0%), que compensou a perda de 7,0% observada no mês anterior.

Minas Gerais (2,0%), São Paulo (1,6%), Rio Grande do Sul (0,7%), região Nordeste (0,6%), Amazonas (0,5%), Pará (0,5%), Rio de Janeiro (0,5%) e Pernambuco (0,2%)  também tiveram índices positivos em setembro de 2016. Por outro lado, Goiás (-3,3%) teve o mais acentuado resultado negativo e registrou o segundo mês consecutivo de queda da produção, acumulando 7,7 %.  As demais taxas negativas foram observadas no Ceará (-1,9%) e na Bahia (-1,6%), enquanto Paraná (0,0%) e Santa Catarina (0,0%) repetiram o valor registado em agosto.

Segundo o IBGE, o acumulado nos últimos doze meses – com o recuo de 8,8% em setembro de 2016 para o total da indústria nacional – reduziu o ritmo de queda frente ao registrado em junho (-9,8%), julho (-9,6%) e agosto (-9,3%).

Para ler a pesquisa na íntegra, acesse aqui:

Fonte: IBGE – Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

 


Crise da indústria passa em 2016 por fase de moderação, aponta o IEDI

O Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial – IEDI fez uma análise dos últimos resultados da produção industrial  e mostra que a crise da indústria passa, em 2016, por uma fase de moderação, como indicam os números a seguir:

  • Indústria geral:  -11,5% no primeiro trimestre, -6,6% no segundo trimestre e -5,5% no terceiro trimestre, sempre frente ao mesmo período do ano anterior;
  • Bens de capital: -28,1%, -10,0% e -4,5%
  • Bens intermediários: -10,3%, -7,3% e -5,3%
  • Bens de consumo duráveis: -27,4%, -16,8% e -11,2%
  • Bens de consumo semi e não duráveis: -4,1%, -0,5% e -4,6%

Segundo o IEDI, em setembro, a produção industrial cresceu 0,5% em relação a agosto sem efeitos sazonais, graças à evolução de poucos setores, compensando parcialmente o declínio verificado nos dois meses anteriores. O trimestre de julho a setembro não escapou de fechar no vermelho, no entanto. O declínio foi de 1,1% frente ao trimestre anterior, também com ajuste sazonal. Com isso, a indústria retomou, na margem, um ritmo de queda equivalente ao do final de 2015, após um melhor resultado nos dois primeiros trimestres do corrente ano.

Depois de um terceiro trimestre que sob qualquer critério não deixou de ser ruim, analisa o IEDI, não surpreende que os indicadores de confiança dos empresários industriais tenham caído em outubro.

Em contrapartida, até setembro os estoques da indústria continuaram ajustados, diferentemente do que ocorreu ao longo de 2015, quando estiveram acima do planejado. Segundo análise do IEDI, esse é um sinal favorável porque indica que não há necessidade de novos cortes expressivos do volume produzido para compensar a formação indesejada de estoques.

Assim, a produção industrial vem reduzindo seu patamar de queda em relação ao ano passado, inclusive porque a base de comparação ficou bastante baixa, dado que a situação já tinha piorado muito na segunda metade de 2015. Continua válido, então, o diagnóstico de que a crise da indústria passa, em 2016, por uma fase de moderação, como sugerem os números citados no início do texto.

A Carta IEDI (edição 758) sintetiza esse quadro em que se encontra a indústria, com ênfase no resultado de setembro bem como no do terceiro trimestre do ano. Dentre os macrossetores, o de bens de capital, aponta o IEDI, continuou dando os sinais mais consistentes de moderação da crise.

Porém, se as quedas cada vez menores na produção desses bens dão um bom sinal para a futura evolução do investimento, infelizmente não parece que essa retomada virá do investimento industrial. Isso porque a produção de bens de capital para a indústria voltou a cair muito no terceiro trimestre de 2016 (-13,2% frente ao mesmo período de 2015).

Bens intermediários e bens de consumo duráveis, por sua vez, reduziram expressivamente suas quedas, mas elas permanecem em níveis muito elevados, aponta a carta. No primeiro caso, essa situação reflete o baixo dinamismo da economia como um todo, já que produz insumos para outros setores industriais, para agropecuária, construção etc. No segundo caso, é difícil pensar numa reversão do quadro com o crédito se contraindo no ritmo em que está e com os juros tão elevados.

Quem se aproximava mais claramente da saída da crise eram os bens de consumo semi e não duráveis, mas o terceiro trimestre de 2016 voltou a jogá-los em um nível de contração semelhante ao do início do ano. A redução da massa de rendimentos da população ocupada, que chegou a -3,8% no trimestre em questão, é um destacado fator a prejudicar a produção desses bens.

A carta, em sua íntegra, ainda faz uma análise detalhada dos resultados da indústria de transformação, exportação, estoques, confiança e expectativas. Neste último item vale destacar que o Índice de Confiança da Indústria de Transformação da FGV, que tinha ficado em 88,2 pontos em setembro, recuou para 86,6 pontos em outubro, informa o IEDI. Segundo o Instituto, como permanece abaixo da marca dos 100 pontos, a partir da qual a avaliação torna-se positiva, o indicador ainda sugere insatisfação dos empresários com seus negócios. De qualquer forma, esse patamar dos últimos meses indica algum avanço, já que a marca de dezembro de 2015 foi 75,6 pontos.

Leia na íntegra a Carta do IEDI, edição 758. Acesse aqui: http://www.iedi.org.br/cartas/carta_iedi_n_758.html

 

 


Inovação da Klüber Lubrication comprova resultados de eficiência energética

A Klüber Lubrication, do Grupo Freudenberg, apresenta ao mercado o seu novo software analítico de medição de eficiência energética com o uso dos lubrificantes especiais. Desenvolvido pela subsidiária brasileira, mas destinado à utilização global, o EEM – Energy Efficiency Monitoring é pioneiro ao trazer os resultados em tempo real aos clientes, seja na redução do consumo de energia, de emissão de CO2, dos custos operacionais e os ganhos de produtividade.

Em um primeiro momento, a ferramenta deverá ser utilizada pela equipe de vendas da Klüber Lubrication para uso em campo nos clientes, nas reuniões de projeto e apresentações de resultados. Também serve para simular cenários específicos de cada aplicação, visando objetivos de negócio e ganhos financeiros.

Proporcionando grande valor tanto para a equipe de vendas como para os clientes, com o EEM, o cálculo e a comprovação dos resultados de eficiência energética passam de 20 horas para apenas 10 minutos, com aplicação em qualquer tipo de mercado, principalmente os de mineração, alimentício, automotivo, papel e celulose, cimento e siderurgia, entre outros. Os principais ganhos estão nas aplicações em compressores de ar, de refrigeração e redutores, levando em conta as características e complexidades próprias de cada um deles.

A Klüber Lubrication, empresa de origem alemã, presente em mais de 60 países, fornece graxas e óleos (sintéticos e minerais) para ampla gama de indústrias: automotiva, rolamentos, têxtil, siderúrgica, madeira, papel, bioenergia, energia eólica, alimentícia, fabricantes de equipamentos, mineração e cimento.


Com aporte de R$ 19 milhões, pesquisas sobre biocombustíveis avançados ganham impulso no Brasil

Com apoio conjunto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), um dos sete Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês), as pesquisas para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração devem ganhar impulso no Brasil com o início de dois grandes projetos.  Com aporte de cerca de R$ 19 milhões, as pesquisas visam à obtenção de novas rotas para exploração e quebra de barreiras químicas à produção de biocombustíveis avançados a partir de cana e outras matérias-primas.

O financiamento total aos projetos será de 5 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 19 milhões), dos quais £ 3,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões) ficarão a cargo do BBSRC, e outros £ 1,5 milhão (algo em torno de R$ 5 milhões) da FAPESP. O valor investido representa um dos maiores volumes de recursos já aplicados pela Fundação em uma chamada conjunta de propostas, e é justificado pelos desafios científicos e tecnológicos envolvidos a serem enfrentados nos próximos quatro a cinco anos.

Um dos projetos foi apresentado por Telma Teixeira Franco, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Estratégico (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e David Leak, professor da University of Bath (Inglaterra). Os pesquisadores pretendem desenvolver enzimas e novos microrganismos fermentativos, melhorar as características da biomassa de plantas (palha, bagaço de cana, sorgo e resíduos de eucalipto) para produz ir biocombustíveis avançados e produtos químicos, além de explorar novas rotas tecnológicas e avaliar sua viabilidade industrial e comercial.

O outro projeto, proposto por Fábio Squina, pesquisador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), e Timothy David Howard Bugg, professor da University of Warwick (Inglaterra), visa desenvolver novas rotas biotecnológicas para valorizar a lignina (particularmente de cana-de-açúcar e trigo), utilizada, sobretudo, para queima e fornecimento de energia para processos biotecnológicos, a partir do uso de microrganismos, desenvolvidos por engenharia metabólica, em produtos químicos.

 

Apoio estratégico

O investimento anunciado para os dois projetos deve intensificar o trabalho entre o Brasil e o Reino Unido na pesquisa biológica voltada para o desenvolvimento e produção de biocombustíveis. A estratégia para o apoio aos projetos considerou a elevada qualidade científica das pesquisas realizadas em instituições de ambos os países, bem como a liderança exercida pelo Brasil na produção mundial de biocombustíveis.

Para ler a notícia na íntegra acesse o site da Fapesp, clicando aqui.

Fonte:  Gerência de Comunicação da FAPESP / Assessoria de Comunicação

 

 

 


Automação industrial – novas tecnologias para acelerar a modernização do parque fabril

Imprescindível para as indústrias que buscam maior competitividade num mercado globalizado e cada vez mais exigente de soluções eficientes, a automação industrial é decisiva para acelerar a modernização do parque fabril em todas as etapas de produção. Ela introduz no chão de fábrica a necessidade de adoção de novas tecnologias, capazes de proporcionar mais eficiência, produtividade, exatidão, qualidade e segurança, além de contribuir com a redução de custos e eficiência energética.

Por isso, reunimos na seção “Automação Industrial”, da Revista NEI de novembro/dezembro de 2016, algumas novidades em automação industrial pesquisadas nos mercados nacional e internacional que podem ajudá-lo a incrementar os processos produtivos de sua empresa.

Para conhecer as novas soluções apresentadas na edição de nov/dez da Revista NEI, incluindo as de automação industrial, acesse a seção “Lançamentos de Produtos” do NEI.com.br, clicando aqui.

 

Panorama da automação industrial

Os modos de produção vêm se transformando nos últimos anos, impactados pelos avanços da quarta revolução industrial.  Segundo Renato Ely Castro, professor da Faculdade SENAI de Tecnologia de Porto Alegre/RS, a Indústria 4.0 está associada a um novo modelo de negócio que, no âmbito da automação, demanda capacidades de operação em tempo real, virtualização dos processos, distribuição (descentralização) das funções de controle, orientação a serviços, “eficientização” dos processos produtivos, estruturação e modularização das aplicações, ou seja, produzir mais, melhor, mais rápido e com menos impacto energético. O tema eficiência energética, de acordo com o professor, está em evidência e a automação desempenha importante papel nesse contexto.

Nessa área, as inovações acontecem com rapidez. Renato Ely destaca o crescimento consistente da rede Ethernet Industrial que, por sua natureza padronizada, aberta e com múltiplos fornecedores, facilita a monitoração e o controle de processos, otimizando o tempo de produção. Com o avanço da Internet das Coisas no meio industrial, cresce em importância a automação baseada em PC (IPC), afirma o docente, agregando novas possibilidades ao já consagrado controlador programável (PLC), como, por exemplo, maior flexibilidade, conectividade e desempenho, mídias variadas de armazenamento e novas soluções de interfaces de operação (HMI).

No âmbito do desenvolvimento de programas aplicativos, Renato Ely ressalta o conceito de programação modularizada e estruturada preconizado pela IEC 61131, que enfatiza o uso de blocos funcionais (FBs), facilitando a reutilização, portabilidade e validação da aplicação, incluindo a redução no tempo de comissionamento dos sistemas.

O avanço das novas tecnologias aplicadas à automação industrial também vai exigir profissionais bem preparados. O perfil do engenheiro que trabalha nessa área, por exemplo, deve ser multidisciplinar, como sugere o professor, agregando competências que incluem a gestão (liderança) de projetos de sistemas automatizados, o conhecimento das novas tecnologias, tanto de hardware quanto de software, e a busca de soluções inovadoras em automação industrial. Sem contar, é claro, do domínio de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC).


Setor de metais e mineração prevê investimentos em robótica, inteligência artificial, 3D e computação cognitiva

A pesquisa “Panorama global do setor de metais e mineração”, elaborado pela KPMG, aponta que 77% dos executivos entrevistados, do setor de metais e mineração, consideram o gerenciamento de custo e o desempenho prioridades importantes para o futuro. Segundo o estudo, considerando o investimento pesado realizado durante a alta temporada do mercado, muitas operações do setor buscam por novas oportunidades de crescimento para ajudar na absorção de parte da produção excedente: 71% dos entrevistados disseram que o crescimento é uma prioridade importante ou muito importante para os próximos dois anos.

 

Quando questionados sobre o que fariam para incentivar o crescimento na economia atual, os executivos citaram como principais motivações para a realização de investimentos estrangeiros aumentar a fatia de mercado atual e entrar em novos mercados (29%, igualmente).

 

“O fato que os executivos da área de mineração afirmarem na pesquisa que estão confiantes e que podem alcançar um crescimento ao longo dos próximos anos é uma boa notícia. Com tanta incerteza na demanda ultimamente, isso pode ajudar as mineradoras a começar a repensar investimentos de longo prazo e planos de produção. No geral, esperamos ver uma menor variação nos preços neste ano em comparação com o ano passado, mas a melhora de valores será gradual”, explica o sócio da KPMG, Pieter van Dijk.

 

Uso de novas tecnologias: robótica, inteligência artificial, 3D e computação cognitiva

 

Os executivos também planejam, segundo o relatório, canalizar investimentos para implementação e desenvolvimento de novas tecnologias que auxiliem na automação de operações, aumentem eficiência e melhorem qualidade e segurança. Pouco mais de 25% dos entrevistados disseram que já investiram em manufatura aditiva e impressão em 3D, e 27% deles dizem que certamente investirão mais no futuro. Já 16% dos entrevistados afirmam já ter investido em inteligência artificial e soluções de computação cognitiva, e 32% revelam que certamente investirão mais. Enquanto isso, o maior foco de investimento recai na robótica, área na qual 42% dos entrevistados dizem que definitivamente vão investir nos próximos dois anos.

 

Sobre a pesquisa

 

O relatório é baseado em uma pesquisa feita com 62 executivos de nível sênior do setor de metais, conduzida no início deste ano pela Forbes Insights e pela KPMG. Cerca de 35% dos entrevistados estão nas Américas, e o mesmo número está na Ásia, estando o restante na Europa e no Oriente Médio. Empresas com receitas globais anuais de mais de cinco bilhões de dólares representam 40% dos entrevistados e 5% são organizações com receitas de mais de 25 bilhões de dólares.

Para apoiar os dados da pesquisa, a KPMG Internacional conduziu entrevistas com os principais profissionais do setor de mineração da KPMG ao redor do mundo, que oferecem experiência, ideias e previsões de importantes segmentos da mineração para fornecer uma visão inédita dos desafios e oportunidades que as organizações de metais e mineração da atualidade enfrentam.

 

A pesquisa “Panorama global do setor de metais e mineração” pode ser baixada em www.kpmg.com/metalsmining.