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Extintor de Incêndio. Conheça melhor este equipamento que salva vidas.

O extintor de incêndio é um equipamento de proteção das edificações que geralmente não é levado a sério no dia a dia. É comum encontrá-lo obstruído e até mesmo depredado, o que impossibilita ao usuário alcançá-lo ou ter acesso a ele de forma rápida quando há necessidade de uso. Outro problema comum é o descontrole de sua renovação; a validade deve ser respeitada, pois, uma vez vencido, sua pressão ou material para combate ao fogo pode estar inutilizado.

Sem controle periódico, o extintor pode não apresentar condições de uso no momento de um incêndio ou até mesmo não estar em seu lugar. Faça um teste e verifique as condições dos extintores do seu trabalho ou residência (em caso de condomínio) e veja se não há extintores em situações irregulares.

A utilização do extintor exige alguns conhecimentos necessários para evitar acidentes e obter o melhor aproveitamento do equipamento. Vamos a alguns:

Após fazer a inspeção visual de todos os extintores e certificar-se de que estão desobstruídos, sinalizados e com a validade em dia, o segundo passo é fazer o correto reconhecimento dos extintores: eles são classificados de acordo com a classe de fogo que apagam, conforme a NBR-12693 Sistemas de Proteção de Extintores de Incêndio:

Fogo classe A
- Fogo envolvendo materiais combustíveis sólidos, tais como madeira, tecidos, papéis, borracha, plásticos termoestáveis e outras fibras orgânicas, que queimam em superfície e profundidade, deixando resíduos.

Fogo classe B
- Fogo envolvendo líquidos e/ou gases inflamáveis ou combustíveis, plásticos e graxa que se liquefazem por ação do calor e queimam somente em superfície.

Fogo classe C
- Fogo envolvendo equipamentos e instalações elétricas energizadas.

Fogo classe D
- Fogo em metais combustíveis, tais como magnésio, titânio, zircônio, sódio, potássio e lítio.

Cada extintor traz impresso em seu cilindro e em sua identificação na parede a classe de fogo a qual se destina. Procure reconhecer essas classes e os tipos de extintor. Ainda segundo a NBR 12693, vale conhecer o conceito de extintor: “Aparelho de acionamento manual, constituído de recipiente e acessórios contendo o agente extintor destinado a combater princípios de incêndio”.

Os extintores comumente encontrados em prédios são os de água pressurizada de classe A, os de pó químico seco que tem classe B e C, os de CO2 (dióxido de carbono) que tem classe B e C e os de pó químico, mais modernos, que apagam o fogo das classes A, B e C.

Em caso de incêndio, deve ser tomado o seguinte cuidado: utilizar o extintor certo para cada tipo de fogo e saber que o extintor serve para apagar apenas o princípio do fogo. Depois do fogo já estabelecido, o usuário deve abandonar o prédio e chamar o Corpo de Bombeiros, pelo número 192.

Quanto ao pessoal treinado para combater incêndios, a NBR 12693 traz as seguintes recomendações:

a) Para os sistemas de proteção de que trata essa Norma, deve ser organizado e mantido um grupo de pessoas treinadas e habilitadas na utilização dos extintores, para operá-los a qualquer momento.

b) Nas edificações residenciais multifamiliares, devem integrar tal grupo de pessoas os empregados dessas edificações.

c) No mínimo uma vez por ano, devem ser levados a efeito treinamentos teóricos e práticos para uso dos extintores.

d) Recomenda-se que os extintores utilizados para treinamento sejam aqueles que passaram por manutenção, observando-se as normas vigentes, e que apresentam condições de operação.

e) A organização dos grupos mencionados, bem como o seu treinamento, é de responsabilidade do proprietário ou possuidor de qualquer título do estabelecimento.

Esses são conhecimentos básicos sobre os extintores, e devem ser complementados por atividades práticas, geralmente realizadas pelo Corpo de Bombeiros em condições controladas e seguras.

Crédito: Giovani Pons Savi é técnico em segurança do trabalho e graduando em engenharia civil da UFRGS.

  1. Adriano Geri
    17, maio, 2011 em 21:53 | #1

    Uma sugestão seria organizar no mesmo bairro os empreendimentos que obviamente utilizam o dispositivo de segurança, assim poderiam realizar treinamentos, ensaios, vistorias pré-AVCB pelos próprios vizinhos, visitas mais frequentes dos bombeiros militares para se familiarizarem com o empreendimento, realizar testes de rotas e vias que podem ser interditadas ou não em caso de sinistro, etc, etc…
    Já existe um exemplo concreto PAM – Plano de Auxilio Mutuo em Barueri/Alphaville.

  2. Wesley de Almeida Sarto
    18, maio, 2011 em 09:07 | #2

    @Adriano Geri Adriano, muito legal a sugestão!
    O caso da PAM está disponível on-line? Poderia compartilhar aqui com os demais leitores?
    Creio que seria de grande ajuda.
    Abs.
    Wesley

  3. Adriano Geri
    24, maio, 2011 em 20:14 | #3

    Sim. Possuem um site que frequentemente postam videos, fotos, comunicados, parcerias, etc.
    Uma parceria que dá mais credibilidade à intensão é o proprio Grupo Corpo de Bombeiros Militares, Defesa Civil, Policia Militar, Rodoviaria, Civil, Demutran, outros profissionais peritos em segurança, em combate a incendio, brigadistas….muita, muita informação e experiencia para podermos nos preparar.
    Confiram no link abaixo.

    http://www.pambarueri.org.br/

    Abraços.

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