Página Inicial > Economia > CNI, Fiesp e Abimaq comemoram pacote de estímulos à economia, mas fazem ressalvas

CNI, Fiesp e Abimaq comemoram pacote de estímulos à economia, mas fazem ressalvas

Na última semana, Guido Mantega, ministro da Fazenda, anunciou o PAC Equipamentos, programa de compras governamentais para estimular a economia brasileira, visando minimizar os impactos da piora da crise europeia.

O programa planeja investir R$ 8,434 bilhões neste segundo semestre. Entre as aquisições previstas estão máquinas agrícolas e equipamentos para os setores de agricultura, saúde, educação e defesa. Para acessar a lista completa das compras previstas pelo PAC Equipamentos, clique aqui.

Do valor total, R$ 6,6 bilhões serão alocados a partir de Medida Provisória autorizada por Dilma Rousseff. “Com isso, o PAC 2012 sobe de R$ 42,6 bilhões para R$ 51 bilhões”, diz Mantega.

TJLP – Mantega também anunciou a redução de 6% para 5,5% ao ano da Taxa de Juro de Longo Prazo – TJLP para o trimestre de julho a setembro. Segundo o ministro, a TJLP é parâmetro para os empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Para Robson Braga de Andrade, presidente da Confederação Nacional da Indústria – CNI, a redução da TJLP e o PAC Equipamentos são muito bem-vindos para a indústria, principalmente para os setores de veículos e material de transporte. “Estamos chegando aonde sempre pleiteamos. Diante da inflação, a redução da TJLP para 5,5% ao ano representa quase juro zero para o investimento”, comemora.

Já para a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, as novas medidas de estímulo à economia são positivas, mas insuficientes frente à necessidade de reanimar a economia brasileira. Segundo a federação, o Brasil precisa recuperar a sua competitividade por meio de medidas adicionais, que ajudem a reduzir os custos de produção no País. “No curto prazo, uma solução eficiente, prática e democrática é alongar os prazos de recolhimento de impostos federais e estaduais”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp. “Dessa forma, haveria maior liquidez para todas as empresas, e isso estimularia a economia como um todo”, completa.

As empresas recolhem os impostos, em média, 49 dias antes de receber de seus clientes. De acordo com os estudos da Fiesp, cada dez dias a mais no prazo de recolhimento de impostos equivale a injetar um volume de capital de giro superior a R$ 2 bilhões ao longo da cadeia produtiva da indústria de transformação.

Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, acredita que o PAC Equipamentos vai conter as demissões do setor. “Acho que dá para parar de demitir até o final do ano”, diz. Ao falar sobre a redução da TJLP, Neto foi direto: “é excelente para os investimentos”.

  1. Nenhum comentário ainda.
  1. Nenhum trackback ainda.