Governo federal quer fortalecer a indústria de petróleo, gás e naval
Alinhado com as diretrizes do Plano Brasil Maior, o governo federal prometeu implementar projetos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo & Gás Natural – Prominp, visando aumentar a competitividade e a quantidade de fornecedores da cadeia produtiva de petróleo, gás e naval. O acordo foi assinado em 13 de agosto, na sede da Petrobras, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI e Petrobras.
Apoio ao desenvolvimento de polos empresariais e Arranjos Produtivos Locais – APLs, identificação de oportunidades financeiras e tributárias ao longo da cadeia de fornecedores, estímulo ao desenvolvimento da engenharia nacional, o aprimoramento da inteligência em logística e o fortalecimento da política de conteúdo local são algumas das ações previstas no acordo. O detalhamento de cada uma delas será divulgado conforme os programas forem definidos.
Para Heloisa Menezes, secretária de desenvolvimento da produção do MDIC e coordenadora do Conselho de Competitividade de Petróleo, Gás e Naval (um dos 19 grupos setoriais do Plano Brasil Maior), “a grande demanda por bens e serviços do setor é um incentivo para investir na qualificação e ampliação da cadeia produtiva, garantindo o cumprimento de uma política de conteúdo nacional que beneficie a produção do conhecimento científico e a tecnologia para inovação do setor”.
“A assinatura do acordo e a iniciativa da Petrobras para suportar a ampliação do conteúdo local sinalizam uma sintonia fina entre os setores público e privado para o fortalecimento da cadeia nacional de fornecedores. A elevada demanda de investimentos no setor requer ações coordenadas para aumentar a capacidade de gestão das empresas brasileiras, em termos de estrutura corporativa, escala produtiva, tecnologia, inovação e inserção internacional”, completa Mauro Borges Lemos, presidente da ABDI.
Inova Petro
Também em 13 de agosto, a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES lançaram o Inova Petro, programa que destinará R$ 3 bilhões para desenvolver fornecedores nacionais na cadeia produtiva de petróleo e gás natural, visando alavancar a competitividade da indústria nos mercados interno e externo e contribuir para a geração de empregos.
A voz da Petrobras
“A indústria de petróleo e gás no Brasil vai muito bem. No País, nós temos 278 blocos exploratórios em concessão, sendo praticamente a metade da Petrobras. São 78 empresas conduzindo atividades exploratórias, metade delas brasileiras”, disse Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, durante o 13º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo – Fiesp.
O Brasil é o 14º país em tamanho de reservas provadas (92% offshore), com 15,7 milhões de barris de óleo equivalente – boe. “Nós temos um futuro promissor, prevendo crescer 15,8 bilhões de boe. Para 2020, esse volume já deve constar como reservas provadas”, afirma a presidente.
A priorização de conteúdo local nos projetos da Petrobras também será mantida e, possivelmente, ampliada para os próximos anos. De acordo com Foster, a política de conteúdo local da empresa não é um dogma, mas sim decisão gerencial que representa ganho de competitividade. De 2004 a 2011, o conteúdo local cresceu de 55% para 62% no setor de Exploração & Produção – E&P e de 70% para 90% em Gás e Energia.
No Plano de Negócios de Gestão 2012-2016 da Petrobras, estão previstos investimentos de US$ 236,5 bilhões, sendo US$ 131,6 bilhões (55,6%) destinados para Exploração e Produção – E&P. “Tudo começa no E&P. Todas as outras cadeias de valor da Petrobras dependem do sucesso de produção de petróleo e gás”, finaliza.

