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Boas notícias para a agroindústria

12, agosto, 2013

Com investimentos de R$ 136 bilhões, o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 prevê 18% a mais de recursos em comparação à safra que se encerra. O volume disponibilizado está distribuído em R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. A taxa de juros anual média será de 5,5%, podendo chegar a 3,5% em programas de aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem.

Faz parte do plano o lançamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária – Inova Agro, que destinará R$ 3 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para pesquisa e desenvolvimento de máquinas e equipamentos e R$ 1 bilhão para que os produtores rurais incorporem novas tecnologias. Um dos temas ligados a esse programa é a Agricultura de Precisão. O dinheiro do Inova Agro sairá da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Para Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a agricultura brasileira é uma das mais competitivas e produtivas do mundo. “Um exemplo é o setor de máquinas e implementos agrícolas, também representado pela associação, que diferentemente dos demais setores vive momento de plena produção, fruto de eficaz política agrícola.” 

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos agrícolas encerrou 2012 com receita bruta de R$ 11,2 bilhões, crescimento de 13% sobre o desempenho do ano anterior, segundo a Abimaq. Para 2013, a estimativa de aumento é de 10% a 15%.

Dados da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq apontam que, de janeiro a maio deste ano, o faturamento nominal foi de R$ 4,8 milhões, crescimento de 15,6% em relação ao valor do mesmo período de 2012; as exportações somaram US$ 392 mil e as importações, US$ 260 mil.

Além disso, outra boa notícia é que a sexta estimativa do ano da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 185,7 milhões de toneladas. Caso se confirme, será 14,7% superior à obtida em 2012. A previsão da área a ser colhida em 2013, de 52,6 milhões de hectares, cresceu 7,8% frente à área colhida em 2012. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos desse grupo, que somados representam 92,2% da estimativa da produção e respondem por 86,2% da área a ser colhida. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Para completar o quadro positivo, as vendas internacionais do agronegócio brasileiro foram recordes. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil exportou US$ 100,61 bilhões em produtos durante a safra 2012/13 (julho de 2012 a junho deste ano), o que representou crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período anterior. O superávit comercial do setor também atingiu novo recorde, somando US$ 83,91 bilhões.

“O resultado deve-se ao crescimento das vendas externas dos principais complexos agropecuários, como carnes e sucroalcooleiro, e principalmente de cereais, que aumentaram 115% no período”, afirmou o ministro Antônio Andrade. Em relação aos cereais, destaque para o aumento de 211,5% das vendas de milho, que passaram para 26,44 milhões de toneladas na temporada 2012/13.

Para o setor sucroenergético, a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab prevê que a produção brasileira de cana deve crescer 11% na safra 2013/14, atingindo 653,8 milhões de toneladas (levantamento realizado em março). No etanol, o crescimento esperado alcança 8,99%, com a produção passando de 23,64 bilhões de litros para 25,77 bilhões.

Algumas ações são implementadas para fomentar a competitividade e o desenvolvimento do etanol no Brasil. Uma delas é o aumento do percentual de mistura de etanol anidro à gasolina de 20% para 25% que está em vigor desde 1º de maio. Outra é a redução dos juros do Prorenova, linha de financiamento BNDES para renovação e implantação de novos canaviais. Com recursos de R$ 4 bilhões, o programa tem taxa de juros de 5,5% ao ano, ante 8,5% a 9,5% que vigoraram no ano passado. O prazo de pagamento é de 72 meses, com 18 meses de carência. Além disso, há estudos para desenvolvimento de tecnologias para produção do etanol celulósico, que utiliza matérias-primas vegetais, com baixo custo.


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