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Novos produtos que vão ajudar a indústria a economizar

2, fevereiro, 2016

Energia e água são insumos essenciais para a atividade industrial e, como dizem os especialistas, com demanda crescente e oferta com restrições.

 A indústria brasileira é responsável por cerca de 41% do consumo de energia elétrica do País, segundo a Confederação Nacional da Indústria – CNI. Motores elétricos, refrigeração, ar comprimido e iluminação, juntos, representam mais de 50% desses custos. Em 2015, os preços da energia subiram aproximadamente 50%; e em 2016 os aumentos também serão salgados. Além disso, o Brasil desperdiçou R$ 12 bilhões com energia elétrica nos últimos cinco anos, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – Abesco, sendo uma das razões o fato de os equipamentos consumidores de energia elétrica em todos setores estarem obsoletos, consumindo mais energia para fazer o mesmo trabalho.

A maior parte da energia elétrica produzida no Brasil vem das hidrelétricas. Com a crise hídrica, a preocupação com a geração de energia cresce.

Esse cenário exige a adoção de medidas urgentes e soluções tecnológicas capazes de promover a redução do consumo de energia e água, e seu uso eficiente, bem como o uso de fontes renováveis, gerando ganhos econômicos e ambientais.

Para facilitar sua busca por essas soluções, nesta seção estão reunidos novos produtos – pesquisados no Brasil e no exterior – que propiciam economia de água e/ou energia, apoiando sua empresa a enfrentar mais esse desafio. Consultamos também especialistas para conhecer as tecnologias em evidência e as tendências para essa área. No quesito Água, as atenções se voltam à pesquisa de tecnologias para reúso. Em relação à Energia, os sistemas fotovoltaicos estão em evidência. Para se ter uma ideia dessa dimensão, relatório da Agência Internacional de Energia – AIE aponta que as energias renováveis devem representar 26% da produção de eletricidade em todo o mundo em 2020, mobilizando investimentos em torno de US$ 230 bilhões anualmente; em 2013, o índice foi de 22%.

 

As dicas dos especialistas

Haroldo de Araújo Ponte, professor da Universidade Federal do Paraná e engenheiro mecânico doutor em Ciência e Engenharia dos Materiais destaca, como tecnologia limpa, o reprocesso de resíduos industriais, transformando-os em matéria-prima para novos processos ou aplicações diretas. “Quando o reprocessamento é possível, o que se tem é o aproveitamento indireto da água e energia que foram utilizadas em alguma produção”, explicou o docente, que desenvolve pesquisas na área de Tecnologia Ambiental. “Um exemplo: estamos finalizando a criação de um processo para reciclagem de embalagens longa vida após a remoção do papel, nesse caso visamos à obtenção de alumínio na forma metálica e do Polietileno de Baixa Densidade – PEBD como palet. Toda energia e água gastas na produção do alumínio são preservadas, assim como para o PEBD. Nesse processo, praticamente, toda a água é reprocessada e a quantidade de energia utilizada é mínima. Ao final, os reativos químicos usados geram como resíduo um produto de alto valor agregado.

Para colaborar com a contenção de energia e/ou água em uma indústria, a professora da pós-graduação em engenharia de produção e sistemas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, Cláudia Viegas, sugere investir em sistemas de automação, os quais considera úteis para controlar tempo de uso. Mas orienta: “a melhor tecnologia ou o conjunto delas precisa ser escolhido de acordo com uma avaliação prévia dos sistemas industriais em questão; primeiramente é necessário fazer uma análise de todas as matérias-primas e os insumos utilizados (entradas) e seu ciclo de vida.”

Porém, reforçou que medidas simples e baratas como redução do fator de carga e do fator de potência ajudam muito, elevando a eficiência energética. Além dessas, orienta a remodelação de ambientes internos, com uso de telhados de material transparente ou translúcido, ajudando a “salvar” energia; e o uso de lâmpadas LED.

Já Guilherme Luz Tortorella, engenheiro mecânico pós-doutor em sistemas de produção e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, recomenda para a indústria metalmecânica o uso de equipamentos que propiciam usinagem a seco (sem utilização de óleo de refrigeração). “Não só pelos benefícios ambientais, uma vez que gera menos efluentes para tratamento, mas também por apresentarem em média menor consumo de energia”, disse Tortorella, que é membro dos Laboratórios de Gestão e Avaliação Ambiental e de Simulação de Sistemas de Produção.

Para o docente da UFSC, ainda há uma grande gama de empresas que não adotam práticas sustentáveis, por isso cabe aos órgãos de fiscalização serem mais severos com tais companhias para que possam encarar tal aspecto com a seriedade que ele merece. “Por outro lado, há um grande movimento em prol do desenvolvimento de pesquisas voltadas à sustentabilidade, fato que deve repercutir em resultados consistentes nos próximos anos”, revelou. Ele mesmo desenvolve pesquisas que associam práticas de produção enxuta com práticas “green”, trazendo como principal resultado a evidência de que é possível ser competitivo em termos globais e possuir ações de sustentabilidade robustas nas empresas. “Isto quebra alguns paradigmas acerca do tema, pois permite lapidar a visão de negócio dos empresários que eventualmente correlacionam tais atitudes com custos altos de implementação, comprometendo a viabilidade do negócio”, informou.

Exemplos de alguns novos produtos que vão ajudar a industria a economizar água e energia:

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