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Manutenção – As novas soluções para melhorar a eficiência de máquinas e equipamentos

3, outubro, 2016

A preocupação em manter as linhas de produção operando sem falhas e perdas tem elevado o nível de exigência da manutenção nas indústrias. Considerada uma atividade estratégica, ela auxilia na gestão dos ativos e colabora para que a indústria atinja excelência operacional, melhorando a disponibilidade e confiabilidade de máquinas, equipamentos e instalações das fábricas.

A Revista NEI de outubro reúne novos produtos utilizados nas áreas de manutenção, pesquisados nos mercados nacional e internacional, que podem ajudar a indústria a encontrar soluções para melhorar a eficiência dos processos produtivos, bem como reduzir custos operacionais, já que a manutenção objetiva preservar os ativos e zelar pelo seu bom desempenho.

É importante lembrar que a partir de outubro as empresas começam a planejar as paradas programadas de manutenção no final do ano. É o momento certo para conhecer novos produtos, equipamentos, instrumentos e ferramentas.

Panorama da Manutenção

Embora predomine hoje, no Brasil, muito mais ações corretivas e emergenciais com poucas ações preventivas e preditivas, como afirma Eduardo Linzmayer, professor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, a Manutenção vem ganhando importância nos meios produtivos. Entre as novas tecnologias em alta nessa área estão a utilização de modelagem matemática e a simulação para aplicação da Manutenção Baseada em Confiabilidade (MBC) ou Reliability Centered Maintenance (RCM).

No Brasil, existem, segundo o docente, iniciativas e laboratórios aplicados em engenharia de confiabilidade, como no Instituto Mauá de Tecnologia, Politécnica da USP, Unicamp, ITA, UFRS, UFMG, Unifei e outras instituições de ensino e pesquisa. No exterior, destacam-se países como EUA, Alemanha, França, Japão, Coreia do Sul e Inglaterra.

Um bom exemplo da importância da Manutenção é o destaque que ganhará, em 2017, na Feira de Hannover, na Alemanha, onde será discutida a integração da Manutenção Preditiva com a Automação Industrial, denominada Manutenção Preditiva 4.0 (Conceito da Indústria 4.0).

De acordo com Linzmayer, o avanço da Indústria 4.0 também vai exigir mais capacitação e qualificação dos engenheiros e técnicos de manutenção, já que teremos muito mais análise e avaliação do que ação executiva. Eles terão que ter uma postura mais analítica, de pesquisa técnico-científica e de manuseio, com a utilização de softwares e modelos matemáticos para resolução de problemas do dia a dia das indústrias.

Tal fenômeno, lembra o professor, ocorreu na década de 60, quando o Japão introduziu maciçamente a Automação Industrial, investindo pesado na nova formação dos operadores, denominados JIDOKA ou, em português, AUTONOMAÇÃO, que significa Autonomia dos Operadores em relação à Introdução dos Robôs com a Automação. “Este mesmo fenômeno deverá ocorrer com os engenheiros, técnicos e especialistas de manutenção industrial”, prevê.


  1. J. David Mita Montero
    6, outubro, 2016 em 13:24 | #1

    A era da Indústria 4.0, já começou…Os processos de manutenção evoluíram de ser preventivos para serem preditivos e por tanto as industrias e outros setores deverão pensar em aumentar a qualidade de serviços e produtos, ter maior eficiência, menores custos de operação, etc. acelerando os ciclos de inovação e otimizando os processos do negócio de forma inteligente e, para garantir as operações, a manutenção deverá ser um dos pilares fundamentais através da Manutenção Preditiva 4.0 ligada a IOT: Internet das Coisas, que é uma revolução tecnológica a fim de conectar dispositivos eletrônicos como máquinas industriais, meios de transporte, etc. à Internet. A Manutenção  Preditiva é muito mais do que uma ferramenta de agendamento de manutenção e não deve ser restrito a  gestão da manutenção, mas sim como parte de um programa de gestão de desempenho da planta  como  um  todo, fornecendo  os  meios  para  melhorar  a  capacidade  de  produção, qualidade do produto e eficiência geral nos processos de fabricação.

  2. Claudio de Oliveira
    18, outubro, 2016 em 11:29 | #2

    Tenho certeza que as industrias teriam menos paradas corretiva de manutenção, e seriam mais produtivas com equipamentos mais confiável se acreditassem mais nas preventivas, mas de acordo com o mercado “sempre” ha desculpas ou culpados para apontar.
    Mas existe empresários ou responsáveis pela produção que diz, “não é hora de investir”, não prevê no futuro uma grande produção, ai não vão estar preparados para o mercado,

  3. Agnaldo
    19, outubro, 2016 em 11:04 | #3

    Bom Dia, isso Já existe desde 1980 no mercado nacional com nome diferente como: (TPM)
    manutenção total produtiva. existem também sistemas tecnológicos que controla, Basta alimentar
    com informações.

  4. Arnaldo
    9, novembro, 2016 em 11:15 | #4

    Bom dia.
    Acredito que essa evolução na manutenção já está acontecendo e tende a ser cada vez mais aplicada, como é o caso dos veículos, onde tudo é controlado pela central eletrônica.
    O que vejo já a muito tempo é que muito é feito para o controle e o perfeito funcionamento dos equipamentos, linha e processos, mas como disse o Cláudio de Oliveira, existe um descrédito nos deptos de manutenção, deixando sempre para depois as intervenções, somente em casos extremos.
    Sem a necessária análise preditiva e preventiva estaremos sempre correndo atrás das ações corretivas, é lógica, matemática.

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