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2011 – um ano memorável

No balanço de 2011 é fundamental incluir o vigésimo aniversário da edição Top Five, lançada em 1992 como um caderno especial dentro de Noticiário de Equipamentos Industriais-NEI. Ela nasceu para atender as solicitações reiteradas de profissionais da indústria que contribuíam para a Pesquisa de Preferência de Marca e queriam conhecer seus resultados. A pesquisa, parte de nosso compromisso com os anunciantes, mede a preferência que a marca desfruta no mercado como resultado da totalidade dos esforços promocionais das empresas.

A celebração dos vinte anos do Top Five foi também a oportunidade de ampliar a informação gerada pela Pesquisa de Preferência de Marca e pelo Top Five. O banco de dados nos permitiu identificar as empresas que se mantiveram como Top Five, na mesma categoria de produto, durante 20 anos. As vinte e seis empresas selecionadas por esse critério contaram suas histórias e revelaram métodos e estratégias usadas para alcançar e manter o status de empresa Top Five.

As preocupações de todas elas, durante esses 20 anos, foram iguais: qualidade do produto, seriedade da empresa, confiabilidade na entrega, fornecedores bem selecionados, qualificação da mão de obra e monitoramento permanente do mercado. Essas preocupações estão sempre presentes no dia a dia das empresas. O que varia de empresa para empresa é a alocação de recursos e de tempo entre elas, em função das mutações do mercado e dos diferentes projetos de cada uma.

A grande lição que emerge das histórias de todas as empresas Top Five, e em especial, das histórias das 26 empresas que sustentaram a posição de Top Five durante 20 anos é o monitoramento incansável do comportamento dos clientes.

Foi ouvindo os nossos leitores e usuários de nossas mídias eletrônicas que iniciamos em 2011 a reestruturação do departamento editorial – agora Central de Geração de Conteúdo – com a responsabilidade de produzir os conteúdos editoriais para esta publicação e para as outras mídias reunidas sob a denominação NEI Soluções – NEI News, Blog NEI, NEI.com.br, NEI Meetings e NEI Top Five.

O resultado desta evolução você encontra neste link, nas ideias que onze palestrantes apresentaram e discutiram no recém-concluído II NEI International Industrial Conference & Show, sob o título “Ideias e Tecnotendências que estão Modelando a Fábrica do Futuro”. Para quem deseja conhecer mais a respeito dos conteúdos das palestras, existe informação adicional disponível em NEI.com.br.

Esta notícia das evoluções em curso, contudo, também chama sua atenção para os 215 novos produtos de dezembro. Eles revelam enfaticamente que os produtos continuam sendo o conteúdo prioritário da revista e de nossa política editorial.

Ainda há tempo para conhecer a fábrica do futuro

Nos próximos dias 25 e 26 deste mês, NEI Meetings reúne no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, um grupo de especialistas com a incumbência de examinar a evolução das principais tendências tecnológicas aplicadas ou aplicáveis no chão de fábrica. Em outras palavras, antecipar para a audiência de profissionais da indústria uma visão clara e objetiva do que é possível esperar para suas empresas e suas carreiras profissionais.

Esta perspectiva começa a ser desenvolvida no primeiro dia e de forma abrangente por Richard Morley, com suas credenciais de palestrante internacional, físico pelo MIT e criador do CLP.

Para a sequência deste evento, NEI Meetings foi buscar, no meio universitário e na cúpula das corporações mais comprometidas com o desenvolvimento tecnológico, especialistas que vão elaborar o tema central em áreas mais específicas, como automação, gestão da informação no chão de fábrica, evolução dos sensores, pré-condições para assumir o papel de global player, o papel e a importância das redes neurais na integração da indústria, para mencionar algumas das palestras programadas (veja programação completa em http://www.eventosnei.com.br/congresso.php).

Depois de cada palestra e dos dois brain stormings programados, haverá tempo reservado para as perguntas. Além das perguntas, NEI Meetings está encorajando a audiência a enriquecer os debates com suas próprias contribuições ao tema discutido.

No final do segundo dia, o evento se encerra com a celebração dos 20 anos da edição NEI Top Five e com a palestra de Eduardo Tomiya, diretor-geral da Brand Analytics, sobre a monetização do valor das marcas.

Um evento que justifica amplamente o adjetivo imperdível.

Um momento para refletir sobre as tecnotendências que estão mudando a indústria

NEI Meetings é um componente de NEI Soluções que organiza eventos especializados para a área industrial. Sua estreia aconteceu em junho passado, quando cerca de 400 profissionais da indústria assistiram a palestras, participaram dos talk shows e visitaram os expositores e patrocinadores do NEI International Industrial Conference & Show.

As avaliações dos participantes mostraram que o evento cumpriu suas metas. Gerou conteúdos relevantes para os profissionais da indústria, criou um espaço e um tempo favoráveis aos relacionamentos profissionais e aproximou fornecedores de clientes potenciais.

O segundo evento, programado para outubro próximo, terá um conjunto de palestras sob responsabilidade de profissionais altamente qualificados da indústria e na Universidade. Eles vão desdobrar para os participantes o grande tema “Ideias e Tecnotendências que estão modelando a fábrica do futuro”.

O ciclo será aberto por Richard Morley, conferencista internacional, físico pelo Massachusetts Institute of Technology e considerado o “pai” do PLC. Palestrantes e debatedores convidados mostrarão como as tecnologias em franca evolução modificam os processos industriais e o próprio negócio da indústria.

Para o “grand finale”, teremos a celebração dos 20 anos de circulação ininterrupta do Top Five, com distinção especial para as empresas que se mantiveram entre as cinco preferidas, na mesma categoria de produto, ao longo dos 20 anos em que o Top Five registrou o desempenho das marcas no mercado industrial.

A importância dos temas e a qualificação profissional dos palestrantes, somadas à oportunidade de conhecer as experiências bem-sucedidas de fidelização de clientes, como as registradas nos 20 anos de Top Five, nos estimulam a convidá-lo a aderir ao segundo NEI International Industrial Conference & Show.

Por fim, mas igualmente importante, alertamos sua atenção para que publicamos neste mês, especialmente para a seção de Instrumentação & Controle. Este conteúdo e o evento decorrem, afinal, de nossa permanente preocupação com as necessidades dos profissionais da indústria.

QR Code – Um passaporte multimídia

A partir da edição de Julho/11, a começar pela capa e pela primeira vez, o assinante da Revista NEI encontra os Quick Response Code assinalando os produtos que podem ser vistos em funcionamento nos vídeos colocados na internet.

Os QR, além de uma alternativa mais rica em informações e mais compacta do que os conhecidos códigos de barras, representam uma ponte conectando a mídia impressa e a eletrônica. Eles viabilizam uma conexão rápida entre as mídias impressa e digital.

O QR Code é uma tecnologia de armazenamento de informação criada e decodificada por softwares conhecidos genericamente pela expressão Códigos 2d. A tecnologia foi criada no Japão, em 1994, e permite a inclusão de 7.089 caracteres numéricos dentro de uma imagem.

Para obter as informações e conexões permitidas pelos QR Code é preciso usar leitores de tecnologia Imager que, literalmente, focalizam e depois decodificam o código. Essa imagem em seu celular ou computador o levará diretamente ao vídeo desejado.

Tome por exemplo o código ao lado, divulgado na capa da edição de julho/11 da Revista NEI. O QR Code associado a esse produto traz o link http://www.youtube.com/watch?v=HoLoQkuxWT4.

Baixe da internet para seu celular um dos aplicativos leitores de QR Code. Sugerimos que você use um dos quatro seguintes: Kaywa Reader, quiQR, I-Nigma ou ScanLife. Em seguida, passe o celular para o modo imagem e focalize o QR Code. O aplicativo reconhecerá o código e o levará automaticamente para o vídeo desejado.

Para conhecer mais sobre os leitores de QR Code acesse NEI.com.br/qrcode ou leia o código abaixo pelo seu celular.

No próximo mês, um encontro com o futuro da manufatura

Durante dois dias, sete e oito de junho próximos, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo, renomados especialistas da Alemanha, Estados Unidos e Brasil vão mostrar o estágio atual das tecnologias emergentes e projetar sua influência sobre a manufatura.

Em palestras, painéis e “talk shows” serão apresentadas e abertas para discussão e perguntas as aplicações industriais da nanotecnologia, manufatura aditiva, micromanufatura, nuvem computacional e mecatrônica. O evento se preocupa também em oferecer aos participantes informação sobre a gestão das inovações tecnológicas. Em outras palavras, como a empresa e o chão de fábrica, em particular, podem otimizar os benefícios oferecidos por esse elenco de novas tecnologias.

O NEI International Industrial Conference & Show assinala o ingresso da marca NEI no campo dos eventos industriais de uma forma inovadora. Ele foi desenhado para oferecer informação relevante, criar espaços e oportunidades para resolver dúvidas, propiciar relacionamentos profissionais importantes e conhecer produtos e serviços de um grupo selecionado de empresas.

Na história que precede essa realização estão extensas pesquisas de mercado que mostraram as necessidades crescentes dos profissionais da indústria em relação à atualização profissional, ao contato com criadores e desenvolvedores de conhecimento tecnológico e à troca de experiências com profissionais de interesses comuns.

Para atender essas necessidades e introduzir a marca NEI nesse setor de eventos, criamos o NEI Meetings. Para saber mais sobre ele e sobre sua primeira realização, o International Industrial Conference & Show, nós o convidamos a visitar EVENTOSNEI.com.br.

Confira e participe da promoção do evento, clique aqui.

Impactos das tecnologias emergentes – ouça de viva-voz

A descoberta mais recente no campo da informação é uma verdade jurássica – o homem é um animal social. As tecnologias introduzidas nas duas últimas décadas e suas aplicações nas atividades cotidianas permitiram a cada pessoa ampliar seu círculo de relacionamento, participar de vários círculos, especializar os círculos por assunto ou tipo de participação, mantendo os focos profissionais ou pessoais que lhe interessam.

A descoberta mais recente, contudo, é a de que tudo isso é importante, moderno, dinâmico, útil…. mas não dispensa o encontro face a face, o contato pessoal. O animal social, em resumo, não quer se limitar a ser uma personalidade virtual.

Não quer e não pode se limitar a essa forma de desenvolver suas aptidões, sejam profissionais ou pessoais, e isso se explica porque, apesar do ensino a distância e das teleconferências, é importante ouvir de viva-voz as pessoas e vê-las com os próprios olhos, principalmente quando se trata de conhecimento especializado.

E isso é parte importante das razões que nos levam a promover, dias 7 e 8 de junho próximo, o NEI International Industrial Conference & Show. Ele foi desenhado para oferecer uma visão das tecnologias emergentes, seus desafios, os impactos que provocam na manufatura e também, por fim, mas não menos importante, propiciar aos participantes os relacionamentos que podem fazer diferença em suas atividades profissionais.

Sem contar, é claro, que essa é uma forma prática de ratear os custos de aquisição do conhecimento especializado.

Essas novas formas enriquecem a gama de informações que entregamos ao mercado industrial, da qual este mês é outro exemplo marcante. Nele você conhece, em primeira mão, 52 produtos que estarão expostos de 23 a 28 de maio na Feimafe 2011 e 23 produtos da CeMAT, feira que está estreando na América Latina neste início de abril.

A reforma fundamental

O governo Dilma Rousseff começa sua jornada política desfrutando um capital de boa-vontade inédito na História pós-República. Afinal, nenhum governante antes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao final do mandato com uma avaliação positiva que se aproximou tanto da unanimidade. Em contrapartida, nenhum governante também assumiu seu mandato devendo tanto ao carisma e à obra de seu antecessor.

O carisma é intransferível, e a obra realizada nos últimos 16 anos ainda está por fazer. Estamos nos referindo à modernização do Estado e, nesse ponto, vale a pena visitar algumas fontes com autoridade na economia e desapego partidário.

Uma fonte, por exemplo, como o Fórum Econômico Mundial, que se dedicou a estimar os principais indicadores de competitividade dos países, dividindo-os em fortes, médios e fracos.

A lista dos pontos fracos inclui a elevada tributação, a elevada regulação estatal, o desperdício nas despesas públicas, a burocracia nos negócios, a rigidez no mercado de trabalho, o spread da taxa de juros e a burocracia aduaneira. Em um conjunto de 139 países, esses fatores situam o Brasil entre o 122° e o 139° lugares. Como se diz na gíria esportiva, em todos esses fatores o País está “segurando a lanterna”.

Se quisermos sair dessas incômodas posições – e todos querem – é preciso avançar na reforma do Estado. O novo Congresso é também uma renovada esperança de que a tarefa será retomada. Poucos ainda pensam na tese do Estado-mínimo, mas não há dúvida de que todos querem um Estado que pese menos.

Aproveite para conhecer os lançamentos de produtos do NEI.com.br

A geração da qualidade na informação

Suponha que um dos supervisores do chão de fábrica entra em sua sala para reclamar do mau comportamento daquela velha talha que já não vem prestando bons serviços há muito tempo. Você reconhece que está na hora de substituí-la, em benefício da produtividade e da segurança. Confiando na internet, você promete solução rápida.

Logo que o colega se retira, você abre o computador e digita “talha” no browser de sua preferência e, 0,19 segundo depois, recebe a informação de que existem 162.000 opções.

Claro que estão embutidos nesse número muitos fabricantes de filtros domésticos de água que também são talhas, mas que não resolvem seu problema.

É preciso selecionar melhor, então você digita “talhas industriais”. Em apenas 0,24 segundo você fica sabendo que há 92.700 opções. É preciso continuar tentando. Talhas elétricas?

Aparecem 87.700 opções. Fabricantes de talhas elétricas? Você esperava uma redução de opções e surpreende-se – agora são 384.000 sites disputando sua atenção. Resolve então ir ao extremo da especificação e pede fabricantes de talhas elétricas automáticas para 5 toneladas. O número melhora muito, mas está longe de ser uma solução, pois você precisaria visitar 8.650 sites.

Gastando a mesma fração de segundos, você poderia digitar NEI.com.br e encontrar informações mais precisas, mais completas e confiáveis. Os produtos que você encontra em NEI.com.br foram identificados pela equipe de pesquisa editorial desta publicação nas visitas a meia centena de feiras em três continentes ou através de pesquisas diretas com fabricantes do País e do exterior, em intercâmbio com as revistas internacionais especializadas associadas.

Cada produto identificado é comparado com o banco de dados para assegurar que nunca foi publicado. A partir desse ponto, ele gera uma notícia que identifica claramente o produto e inclui suas principais características técnicas, com ênfase naquela que o fabricante identifica como diferencial mercadológico. Pronta a notícia, ela é enviada para consultores técnicos, que avaliam sua relevância para o mercado interno.

Para que todos os setores encontrem, em cada edição, produtos de seu interesse imediato, o espaço editorial disponível (250 notícias neste mês, 3.199 de janeiro a dezembro) é rateado entre os diferentes segmentos da indústria, conforme as proporções estabelecidas pela Pesquisa Anual de Intenção de Compras. Assim, todos os leitores encontram, em todas as edições, produtos de seu interesse direto.

Esse cuidadoso processo, executado por equipes experientes, produz informação de alta qualidade – porque poupa seu tempo, é fácil de ser localizada em qualquer das mídias do sistema NEI e está orientada para as exigências e necessidades específicas dos profissionais da indústria.

Se aquela talha continua problemática e o supervisor voltou a reclamar, veja nesta edição a mais recente talha lançada no mercado e/ou digite “talha” em NEI.com.br. Você verá como é fácil, simples e rápido.

“A qualidade em primeiro lugar”

“O mercado está pragmático.” Pragmático além da conta,  segundo a queixa e a crítica que nos chegam do leitor Jaime Ortiz Jimenez, gerente-geral da empresa Italbronze: “ O preço é a base de grande parte das relações comerciais entre empresas, em qualquer dos setores econômicos. Evidentemente, a … redução de custos impacta diretamente na rentabilidade, mas o que está ocorrendo é uma verdadeira subversão de valores — empresas líderes, que investem fortemente para oferecer produtos e serviços de qualidade, sofrem … uma concorrência acintosa, muitas vezes despercebida pelos seus clientes … mas totalmente prejudicial a toda a sociedade.”

Embarcadas nessas tendências, segundo Jimenez, estão empresas “que, incapazes de investir em processos produtivos atualizados, em novas tecnologias ou mesmo em sistemas de qualidade, acabam mascarando seus produtos, tornando-os atrativos por serem … mais ‘competitivos’ ”.

Na mesma tendência, segundo Jimenez estão “empresas lideradas por profissionais insensíveis e até mesmo aéticos … interessados somente na curva ascendente dos gráficos de vendas … pouco valorizando os benefícios intrínsecos de seus produtos e serviços, depositando suas forças na habilidade negocial”.

Na visão do leitor, o resultado é que o cliente balança indeciso entre o discurso que enfatiza a economia imediata e os benefícios da qualidade nem sempre fáceis de medir. Sua decisão, portanto, terá um forte componente lotérico.

O que fazer? O leitor se pergunta e responde: “Sem dúvida, a melhor perspectiva é o investimento declarado e comprovado em qualidade. Um mercado maduro, competitivo, é aquele no qual a balança pende para as empresas que oferecem garantias de seus produtos e serviços … ancorado em … regras e referências niveladas ‘por cima’. Isso significa que, em princípio, empresários, líderes e decisores devem apostar no ganho conjunto do mercado.”

E conclui a carta que nos enviou propondo teses e erguendo sua bandeira:

“É mister esse ganho de consciência, propagando a todos os setores da economia que atitudes evolucionistas não têm nada a ver com a ‘fome por lucros’ … com a concorrência predatória. Atitudes evolucionistas passam pela coerência … pela determinação em se produzir cada vez mais e melhor … Como atingir esse estado ideal? Através da educação, da discussão dos valores, da propagação dos benefícios das decisões e ações éticas.”

E finaliza: “Soa melhor a qualidade em primeiro lugar do que o preço em primeiro lugar.”

Conheça fornecedores industriais de qualidade AQUI.

Exportação – o desafio dos 3%

A pauta exportadora do País precisa – e com urgência – ampliar a participação de bens industriais. É neles que está o maior valor econômico agregado e, portanto, é com eles que o esforço exportador obtém maior recompensa.

Se queremos alcançar sucesso nessa ampliação, governo e indústrias exportadoras precisam organizar sua estratégia para apropriar-se do maior número possível de oportunidades criadas por um mercado mundial competitivo e dinâmico. Em resumo, é preciso adotar um viés global, um “pensar grande”, sobretudo um pensar grande que inclua os países emergentes.
Segundo previsões do Fundo Monetário Internacional-FMI, até 2015, a participação dos países emergentes, Rússia, Brasil, China e Índia, no comércio internacional passará, dos 28% registrados em 2005, para 33% em 2015.
A má notícia é que o Brasil – ainda segundo as perspectivas do FMI –
vai manter seus 3% de participação, caso se limite ao que está fazendo hoje.
A parcela de participação perdida pelo chamado G7, cerca de 6% do comércio mundial, será abocanhada exclusivamente pela China e Índia.
Os fluxos de importação e exportação de bens industriais e industrializados estão mudando, e novos players estão ingressando no jogo. Em resumo, competição e oportunidades crescem simultaneamente, e analistas da economia internacional mencionam como países que merecem ser acompanhados pelo Brasil, além dos seus concorrentes do BRIC, México, Coreia do Sul, Tailândia, África do Sul, Turquia, Malásia, Indonésia e Cingapura.
São esses os países que dão melhor resposta aos critérios de desenvolvimento potencial, importância econômica, infraestrutura tecnológica e crescimento demográfico.
Encontrar uma hierarquia dentro desse grupo, para melhor focar atenção e recursos, é parte do desafio exportador brasileiro. Que se resume no dilema de contentar-se com os 3% do crescimento vegetativo do mercado internacional, ou fazer jus realmente à condição de emergente.
Isso sem abandonar os grandes mercados europeu e norte-americano, que, apesar das perdas relativas, ainda são, disparados, os melhores mercados para nossos produtos industriais. Sem eles não se pode sonhar nem com os 3%.