A reforma fundamental
O governo Dilma Rousseff começa sua jornada política desfrutando um capital de boa-vontade inédito na História pós-República. Afinal, nenhum governante antes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou ao final do mandato com uma avaliação positiva que se aproximou tanto da unanimidade. Em contrapartida, nenhum governante também assumiu seu mandato devendo tanto ao carisma e à obra de seu antecessor.
O carisma é intransferível, e a obra realizada nos últimos 16 anos ainda está por fazer. Estamos nos referindo à modernização do Estado e, nesse ponto, vale a pena visitar algumas fontes com autoridade na economia e desapego partidário.
Uma fonte, por exemplo, como o Fórum Econômico Mundial, que se dedicou a estimar os principais indicadores de competitividade dos países, dividindo-os em fortes, médios e fracos.
A lista dos pontos fracos inclui a elevada tributação, a elevada regulação estatal, o desperdício nas despesas públicas, a burocracia nos negócios, a rigidez no mercado de trabalho, o spread da taxa de juros e a burocracia aduaneira. Em um conjunto de 139 países, esses fatores situam o Brasil entre o 122° e o 139° lugares. Como se diz na gíria esportiva, em todos esses fatores o País está “segurando a lanterna”.
Se quisermos sair dessas incômodas posições – e todos querem – é preciso avançar na reforma do Estado. O novo Congresso é também uma renovada esperança de que a tarefa será retomada. Poucos ainda pensam na tese do Estado-mínimo, mas não há dúvida de que todos querem um Estado que pese menos.
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