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Responda à Pesquisa Nacional de Preferência de Marca de Produtos Industriais e concorra à camisa do seu time ou uma furadeira

1, dezembro, 2015 1 comentário

Todos os anos NEI realiza um sorteio com os leitores que responderam à Pesquisa Nacional de Preferência de Marca de Produtos Industriais, única no País. Além de concorrer a prêmios – que desta vez será uma camisa oficial do seu time do coração ou uma furadeira –, você ajuda a equipe de NEI a descobrir e a revelar na edição NEI Top Five as cinco marcas preferidas por categoria de produtos e serviços pelos profissionais da indústria.

Para responder a pesquisa, e concorrer aos prêmios, clique aqui. Não é preciso responder todo questionário, porém para cada marca mencionada, você ganha um cupom. Quanto mais marcas mencionar, mais chances você tem de ganhar. Sua participação é importantíssima! O sorteio será realizado em fevereiro de 2016. Serão contemplados dez leitores.


Instrumentação & Controle: Indústria 4.0 indica tendências tecnológicas para monitoramento de processos

Cada vez mais inserida no mundo, no Brasil a transição para a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial apenas se iniciou, por isso NEI colabora para expandir o conhecimento, consequentemente agilizar a inserção do novo conceito no País. Durante todo este ano, a equipe de reportagem de NEI entrevistou especialistas de diversas áreas da indústria que mencionaram o tema como tendência, e esse conteúdo foi apresentado aos leitores nos textos de abertura das seções especiais mensais da Revista NEI e aqui, neste Blog. Essas reportagens introduziram muitas notícias de lançamentos de produtos já relacionados à indústria do futuro. Para este mês, os entrevistados, focados na área de instrumentação e controle, não responderam diferente. Novamente citam a Indústria 4.0 como “a bola da vez”.

Para acompanhar este texto, aqui há uma seleção de novidades de instrumentação e controle pesquisadas no Brasil e no exterior, muitas já inseridas no conceito da nova revolução. Além de colaborar para a implantação da Indústria 4.0 no País, os lançamentos contribuirão para ampliar a qualidade e a produtividade industrial, reduzir os custos operacionais e fornecer maior segurança, aumentando a lucratividade das empresas, das pequenas às grandes, de todos os setores industriais.

“O que está em evidencia é a Indústria 4.0 e tudo o que se une para dar suporte a ela, como Identificação por Radiofrequência (RFID), Sistemas Ciberfísicos (CPS), Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem, realidade virtual, realidade aumentada e Big Data”, informou Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da USP. “As diferentes combinações desses elementos, pois não há necessidade de usar todos ao mesmo tempo, ditarão várias tendências. Evidentemente influenciarão os diferentes setores industriais de forma diferente.”

Ainda sobre tecnologia, um tema para discussão sugerido por Ludmila Correa de Alkmin e Silva, professora da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, doutora e pós-doutora em engenharia mecânica e especialista em projetos de máquinas, possibilitando uso no futuro, é a aplicação do Arduino na automação industrial (plataforma de prototipagem eletrônica). “É composto por um microcontrolador Atmel AVR e componentes complementares para facilitar a programação e a incorporação para outros circuitos com o conceito de software e hardware livre”, explicou a docente.

Segundo Ludmila, com a evolução e a popularização do Arduino, aumentou a discussão sobre seu implemento na automação de processos produtivos. “Algumas vantagens e desvantagens possui em relação aos controladores lógicos programáveis industriais – CLPs, que são os mais comuns atualmente”, contou. “Os CLPs são usados por serem robustos e seguros, porém apresentam custo mais elevado, enquanto o Arduino é mais simples no uso e na implementação.” Assim, a professora fomenta a discussão se em pequenas plantas automatizadas o Arduino poderia substituir o CLP.

A força da I&C na indústria

As tecnologias de instrumentação e controle sempre foram o pilar da produção industrial, mas agora não apenas completam o ciclo produtivo, tornam-se inteligentes o suficiente para nutrir os sistemas de gerenciamento de ativos, passando de apenas modernas para modernas e eficientes, disse Luiz Tadashi Akuta, gerente de desenvolvimento de negócios da Mitsubishi Electric do Brasil. “Quando bem aplicadas, as tecnologias podem levar muito mais modernização com eficiência às empresas, já que possibilitam conhecimento dos processos e otimização das linhas de produção, das quantidades estocadas, da qualidade do produto final e redução de gargalos, sendo as pontes entre as áreas produtiva e gerencial”, acrescentou Marcilio Pongitori, diretor da Shevat, empresa de projetos e treinamentos de controle de processos, elétrica, instrumentação e automação, de Campinas-SP. E Akuta finalizou: “A instrumentação ‘de ponta’ é a arma estratégica que fará diferença na competição de mercado, com eficiência e economia.”

Mesmo neste período de dificuldade econômica que o Brasil enfrenta, Pongitori justifica o investimento nesse setor: “Em uma implantação de melhoria nos processos, a I&C apresenta o menor custo no total de investimento, pois tradicionalmente representa menos de 5% do total, porém em termos de impacto no processo é a área que tem maior retorno”. De acordo com o gerente de desenvolvimento da Mitsubishi, nos momentos de crises, há necessidade de se gerenciar tudo, e isso só é possível com a I&C para obter os dados que fazem aumentar a eficiência dos processos. “O momento atual é para preparar as fábricas para ser o mais hábil possível, pois após essa fase, os que se organizaram responderão com maior velocidade e rentabilidade”, sugeriu Akuta.

Colaboraria ainda se todas as partes envolvidas com a I&C investissem em qualificação profissional e parcerias. Para Junqueira, um bom exemplo é como agem os japoneses, que “debruçam-se” sobre um problema, um produto, um ciclo de produção, uma forma de transportar mercadorias, esgotando tudo o que se pode fazer. “Isso todos nós poderíamos fazer aqui”, destacou o docente, que ainda orienta as empresas concorrentes a se unir para dominar conhecimento para concorrer com outros países. “Como engenheiro, gostaria de ver o ‘boom’ da engenharia no País, da industrialização, da exploração expressiva dos produtos”, almejou o professor.

A parceria indústria e comunidade acadêmica foi sugerida por Rodrigo Alvite Romano, doutor em engenharia elétrica e professor do Instituto Mauá de Tecnologia. “Infelizmente há uma visão equivocada de que os pesquisadores e acadêmicos não podem cooperar para resolver os problemas da indústria”, disse Romano. “Deixo algumas perguntas para os leitores da NEI refletirem: quantos profissionais existem na sua empresa com perfil para buscar soluções inovadoras? quantas vezes recorreu a uma universidade para solucionar um problema recorrente?

A experiência de Romano com esse tema mostra que há pouca interação entre os meios industrial e universitário. “Além de cooperar para a solução de problemas, essa parceria certamente colabora para a qualificação de profissionais.

Se desejar opinar sobre as questões sugeridas pelos especialistas, deixe sua mensagem aqui.


Com R$ 42 mi, Termomecanica moderniza suas fábricas

Os investimentos programados pela Termomecanica em 2015 serão 100% concluídos até o final do ano. Ao todo são aplicados R$ 42 milhões na modernização das duas unidades industriais em São Bernardo do Campo-SP, destinados à aquisição de novos equipamentos. Até agora os resultados são: aumento de cerca de 15% na capacidade produtiva e manutenção de postos de trabalho.

Realizado em diversas etapas, o projeto priorizou a qualidade e a produtividade das linhas de fornos contínuos para fabricação de produtos como barra chata horizontal de latão e bronze fosforoso e das linhas de tubos extrudados. Os recursos também foram destinados à modernização das torres de resfriamento, com a aquisição de equipamentos ambientalmente corretos.

“No momento atual de redução do patamar industrial no Brasil, a Termomecanica acredita que o quadro negativo pode ser minimizado com estímulo governamental e iniciativa das empresas, principalmente na manutenção de seus programas de investimentos em produtividade”, afirmou Regina Celi Venâncio, presidente da Termomecanica. “Nesse contexto, o apoio da Investe São Paulo tem sido fundamental para viabilidade do nosso projeto de ampliação e modernização, em especial nos aspectos relacionados à obtenção de benefícios fiscais, impactando diretamente na manutenção dos postos de trabalho e no aumento de 15% da produção”.


Novas tecnologias para incrementar o desempenho de máquinas e equipamentos

5, novembro, 2015 1 comentário

A seção especial da Revista NEI de novembro reúne novas soluções voltadas à automação hidráulica e pneumática – pesquisadas nos mercados nacional e internacional – que podem contribuir para aumentar a eficiência e a produtividade de processos industriais. São tecnologias que apoiam a automação industrial, hoje tão importante para permitir maior flexibilidade da produção, além de ganhos de qualidade, rapidez e segurança. A segurança, em particular, está ganhando destaque nessa área, já que cresce a demanda por produtos de segurança em sistemas pneumáticos e hidráulicos, como revela Guilherme Bezzon, docente de graduação e pós-graduação na área de engenharia de controle e automação e coordenador do curso de engenharia mecânica da Metrocamp, em Campinas-SP. Segundo o professor doutor, normas e padrões de segurança atuais exigem soluções inteligentes para elevar o nível de confiabilidade, o que requer cada vez mais a introdução de componentes e equipamentos que atuem para a prevenção de acidentes.

Exemplo de componente pneumático inovador em questão de segurança, citado pelo professor, é o tipo de válvula de alimentação progressiva e escape rápido com sistema de segurança veloz e efetivo, resultando em rápida despressurização da máquina por meio de processos confiáveis. Dessa forma, preservam-se os componentes e previnem-se acidentes no caso de uma parada de emergência em áreas críticas. O escape rápido e seguro da válvula garante que o sistema tenha sua alimentação de ar comprimido cortada em segundos, de maneira suave em sistemas de tubulação pneumática e dispositivos finais da indústria. O escape seguro também ocorre quando há falha da válvula.

Além da questão da segurança, que tem ganhado relevância na hidráulica e pneumática, outras tecnologias revelam avanços nessa área, como as que promovem a popularização de sistemas de monitoramento e controle, com o compartilhamento de informações via M2M (Machine to Machine)  e IoT (Internet of Things) – tudo para facilitar a análise e tomada de decisões. Podemos notar ainda, na sequência de produtos apresentados, soluções que mostram a incorporação cada vez mais frequente da eletrônica, proporcionando aumento significativo da precisão e repetitividade nas aplicações pneumáticas, bem como o uso de novos materiais, capazes de reduzir o peso e o tamanho dos componentes.

“A automação H&P é uma das principais e mais viáveis formas de modernizar os processos fabris, transformando máquinas e equipamentos antigos em sistemas de alta produção, com elevado desempenho e qualidade.” Esta afirmação é de José Eduardo May, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA, da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, e gerente da Metal Work Pneumática do Brasil. O presidente da CSHPA reforçou que em períodos de recessão os empresários buscam maior produtividade e redução de estoque, e a automação hidráulica e pneumática viabiliza essas ações, pois aumenta a disponibilidade dos produtos finais, ajudando a atingir novos mercados, inclusive o internacional, tendo em vista que o dólar atual está viável para isso; e elimina gargalos produtivos, que forçam o empresário a manter estoques.

De acordo com José Eduardo May – como em toda crise –, as criações, os desenvolvimentos e as readequações de antigos processos fabris ocorrem mais frequentemente. “A estabilização da economia está prevista a partir de 2016 e a melhora deve se iniciar no final do mesmo ano, por isso quem se preparou já começou a criar soluções para o segmento de automação H&P desde 2014; outros empresários esperaram um pouco para mudar e hoje passam por dificuldades”, comentou May. “Dedicação, atualização e inovação – essas três pequenas palavras farão toda a diferença nessa fase de crise”, finaliza o presidente da CSHPA.


Manutenção: novas tecnologias para aumentar a eficiência dos ativos nos processos de produção

7, outubro, 2015 1 comentário

O momento exige da indústria soluções para melhorar a eficiência dos processos produtivos, bem como reduzir custos operacionais. É preciso produzir melhor, sem perdas e com aproveitamento máximo de recursos e tempo. Sabemos que o parque fabril brasileiro está obsoleto, com idade média em torno de 20 anos, como aponta o Documento Nacional 2015, estudo elaborado a cada dois anos pela Abraman – Associação Brasileira de Manutenção. Isso significa que valorizar a manutenção é primordial e urgente.

Eduardo Linzmayer, especialista em engenharia de manutenção e professor-mestre do Instituto Mauá de Tecnologia, afirmou que o investimento em manutenção neste momento permite à indústria aumentar sua produtividade e eficiência, tornando-se mais competitiva. “É necessário transformar as ações de manutenção em investimentos que se traduzem em melhorias na eficiência e produtividade”, reforçou Linzmayer. “Encarar a manutenção como custo industrial somente prejudicará os resultados finais.”

Nos últimos anos, no exterior, a gestão de manutenção deixou de ser vista pelas empresas como “mal necessário” e se tornou um dos fatores determinantes para o aumento da competitividade, isso porque infere diretamente nos custos e na disponibilidade de equipamentos para os processos fabris, informaram Rodrigo Baldo, professor doutor da Faculdade de Ciências Aplicadas – FCA da Unicamp, onde é responsável por disciplinas como Manutenção Industrial, e seu aluno de mestrado Ailson Renan Santos Picanço.

Segundo os especialistas, a engenharia de confiabilidade e a manutenção preditiva estão em alta. “A primeira se debruça sobre um arcabouço matemático, que estuda a vida dos equipamentos e a probabilidade de falha, prevendo com certo grau de assertividade a chance de um equipamento funcionar ou falhar, se compensa ou não fazer manutenção preventiva e o melhor momento para trocar um equipamento.” Já a manutenção preditiva, conforme comentaram, analisa os sintomas que o equipamento apresenta e sinaliza, por exemplo, por uma análise de vibração, qual componente trocar. Esses dados revelam que os profissionais de manutenção necessitam conhecer novas tecnologias, por isso esta seção reúne diversas novidades pesquisadas pela equipe editorial de NEI Soluções no Brasil e no exterior.

É importante lembrar que, tradicionalmente, a partir de outubro as indústrias começam o planejamento das paradas para manutenção de suas produções de final do ano, sendo este, então, o período ideal para compras e contratações.

Manutenção no Brasil

A gestão de manutenção no Brasil, com raras exceções, ainda tem um longo caminho pela frente se comparada às políticas adotadas em outros países. Para Baldo e Picanço, a Manutenção Produtiva Total e a Manutenção Centrada em Confiabilidade fazem parte do dia a dia de um grupo seleto de empresas, em geral robustas e/ou de origem estrangeira, sobretudo da cadeia automobilística. “Se pensarmos no Brasil, fundamentalmente agroindustrial e com base econômica nas pequenas e médias empresas, ainda temos muito para evoluir. Em geral, a manutenção ainda é vista como ‘um mal necessário’.”

Segundo eles, hoje inúmeras empresas de softwares vendem programas ou módulos incorporados a Enterprise Resource Planning – ERP, de gestão de manutenção, mas o que percebem é que os mais robustos não estão sendo aplicados efetivamente na indústria, seja por falta de conhecimento técnico, pouca familiaridade, baixa adesão aos sistemas ou ausência de cultura organizacional assertiva para a área de manutenção.

“Quando pensamos também em geração de conhecimento na academia, ainda se encontra em estágio inicial de desenvolvimento, uma vez que no País, com dimensões continentais, há poucos pesquisadores que têm a engenharia de manutenção como alvo de suas pesquisas, se comparado a outras áreas da engenharia de produção e manufatura”, relataram.

Mas há “sementes sendo adubadas” na academia. Baldo informou que o desenvolvimento de um sistema de manutenção descomplicado e intuitivo para aplicar à indústria nacional tem sido alvo de pesquisas na FCA-Unicamp. “Não basta ser um sistema simples, precisa ter a robustez necessária para que nossa indústria seja mais competitiva nos mercados globais”, destacaram.

E Linzmayer completou que a equipe de engenharia de produção do Instituto Mauá de Tecnologia criou o Birô de Manufatura Digital, utilizando técnicas de simulação que podem ser aplicadas na Manutenção Baseada em Confiabilidade ou Reliability Centered Maintenance – RCM.

Documento Nacional 2015

O estudo elaborado a cada dois anos pela Abraman e apresentado no 30° Congresso Brasileiro de Manutenção e Gestão de Ativos, que ocorreu em paralelo à Expoman 2015 – Exposição de Produtos, Serviços e Equipamentos para Manutenção e Gestão de Ativos, em Campinas, em agosto, aponta queda do custo relativo com o pessoal de manutenção e a redução dos treinamentos: de 3,9%, em 2013, para 2,7% em 2015.

Outro item que também apresentou queda foi a disponibilidade dos equipamentos do parque fabril, que caiu de 89,3% para 88,7%; a indisponibilidade por paradas para manutenção subiu para 6,32%, 0,17% superior ao estudo anterior. A indisponibilidade por outros fatores subiu de 4,6 para 5%.

Essa edição do documento apresenta ainda o remanejamento das equipes de manutenção de ativos nas empresas, mostrando a diminuição da terceirização do serviço, com as companhias preferindo treinar a própria equipe e adquirir os recursos necessários.


HellermannTyton celebra 45 anos no Brasil

HELLERMANN

Luis Fernando, diretor de marketing da HellermannTyton no Brasil

São 80 anos de presença mundial e, no dia 1º de outubro, 45 anos no País. Mesmo com um cenário pouco favorável, a HellermannTyton prevê crescimento de 10% neste ano. “Nossa estratégia é encontrar oportunidades de fornecimento além do mercado elétrico, como energias alternativas, automobilístico, construção civil, construção de trens e metrôs, telecomunicações, linha branca, estaleiros; e exportar especialmente para a América do Sul”, comentou Luis Fernando, diretor de marketing da companhia. Alexandro Zavarizi, presidente da empresa no Brasil, completou: “Mesmo nas adversidades, continuamos investindo localmente, pois acreditamos no País e valorizamos nossos produtos e nossas pessoas”.

Por anos consecutivos, a HellermannTyton é lembrada e preferida na categoria Abraçadeiras plásticas por especificadores e compradores industriais que responderam à Pesquisa Nacional de Preferência de Marca, realizada pela equipe da Revista NEI. A companhia também é NEI Top Five nas categorias: Abraçadeiras metálicas, Canaletas de PVC, Elementos de fixação, Marcadores de identificação industrial, Presilhas de fixação e Terminais elétricos.

Hoje, no Brasil a empresa conta com 60 mil itens, divididos nos sistemas de amarração, fixação, identificação, proteção e isolação de fios e cabos. Os clientes também podem solicitar projetos personalizados. “Contamos com um parque de máquinas de última geração e de alta produtividade, chegando a processar mais de 300 toneladas de matéria-prima por mês”, contou Luis Fernando.


Conheça as mais recentes soluções das empresas que conquistaram o selo NEI Top Five 2015/2016

“Inovação é essencial para qualquer empresa se manter competitiva e seus produtos desejadospor clientes, portanto as inovadoras constroem marcas fortes”, afirmou Afonso Carlos Braga, professor responsável pela disciplina Marketing Industrial do Instituto Mauá de Tecnologia, em São Caetano do Sul-SP. Eduardo Tomiya, engenheiro industrial, professor e diretor da Millward Brown Vermeer, também afirmou que “quem não inova e não busca uma proposta de valor diferenciada com finalidade clara, não sobrevive”. Para trazer exemplos de empresas seguidoras das orientações desses e de outros especialistas, NEI reúne neste mês novidades em produtos de algumas companhias nomeadas NEI Top Five 2015/2016. Mesmo em ano difícil essas empresas se esforçam para lançar produtos e tornar suas marcas mais lembradas pelos especificadores e/ou compradores no momento da decisão.

Ainda neste mês você receberá a edição NEI Top Five 2015/2016 com esse ranking qualificado preparado por NEI Soluções há 24 anos consecutivos, que traz os cinco fornecedores mais lembrados pelos profissionais da indústria em 418 categorias de produtos e serviços, poupando seu tempo na busca por parceiros confiáveis, indispensáveis principalmente no momento atual, quando as empresas precisam ainda mais firmar parcerias com credibilidade para as compras de seus próximos ativos e serviços. A relação das marcas mais fortes da indústria em centenas de categorias, na opinião de seus colegas do segmento, está disponível desde 1º de setembro no NEI.com.br, um mês antes do tradicional, justamente para você aproveitar ainda mais as referências e planejar melhor as compras para 2016. Todas as empresas NEI Top Five 2015/2016 foram convidadas a enviar seus lançamentos para divulgação nesta seção, e os produtos recebidos em tempo hábil e aprovados pelos editores pelo grau de inovação você confere a seguir. São soluções que podem pertencer a uma categoria diferente daquela em que a empresa foi nomeada NEI Top Five.

Convidado pela equipe de reportagem de NEI a sugerir recomendações para uma marca ser mais lembrada e preferida em momentos de crise econômica, o professor Braga recomendou, no geral, não cair na tentação do corte radical de verba e da visibilidade, e fazer um esforço para se manter em contato com os clientes. “Não abandone o clientes, não desapareça”, disse o docente. Sugeriu também que a equipe de marketing converse com compradores e observe como os concorrentes e as empresas de outros setores se comportam diante dos impactos da crise, estimulando o surgimento de soluções interessantes e criativas. E, independente do momento econômico, disse ainda que é predominante nos mercados B2B e B2C que a marca conquiste a confiança e fidelize o consumidor.

As conquistas de premiações e as menções, como o NEI Top Five, fazem parte do processo de lembrança e preferência que as marcas fortes possuem. Para a indústria, a credencial NEI Top Five é, portanto, vantagem competitiva.

Feitos esforços para o reconhecimento, as marcas podem se beneficiar das crises, segundo Tomiya, aproveitando para converter a força em vantagens competitivas e explorar novas categorias de produtos e serviços. Ainda de acordo com ele, uma empresa que deixa de investir na divulgação de suas marcas em momentos de crise conseguirá economizar recursos no curto prazo, mas é inegável que quando a crise acabar, ela perde velocidade de recuperação em relação aos concorrentes que mantiveram os investimentos. “Muitas vezes as empresas fazem cortes de maneira muito radical e depois se arrependem, por isso recomendamos que invistam em metodologias de Retorno sobre Investimento (ou ROI)”, comentou.

As marcas têm papéis importantes, que são: proteger, distinguir, identificar e conferir grau de percepção de qualidade em qualquer mercado ou momento econômico em que se esteja, informou Braga. “Assim sendo, esperar que por causa da crise as pessoas abandonam as marcas, é engano, no máximo ocorre um movimento temporário em categorias onde o consumidor não tem clara percepção da diferença de desempenho dos produtos, mas passada a crise, a tendência é de volta às marcas preferidas”, disse o professor, completando: “No momento da recuperação, quem os clientes vão preferir? Aqueles que não os abandonaram”.


Conheça novas soluções para incrementar processos produtivos e atender as exigências da Indústria 4.0

Por acelerar a capacidade de produção, contribuindo para a modernização tecnológica do parque fabril, a automação é essencial para as indústrias que planejam otimizar sua manufatura e obter maior eficiência e qualidade e menores custos. Esta seção reúne novas soluções pesquisadas nos mercados nacional e internacional. Muitas delas já estão alinhadas à Indústria 4.0 – chamada também de Quarta Revolução Industrial –, novo conceito que apresenta uma evolução dos sistemas produtivos atuais a partir do uso de redes inteligentes, Internet das Coisas e Big Data.

Esse tem sido o foco dos debates em todo o mundo, pois os benefícios da Indústria 4.0 estão relacionados ao aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da segurança e precisão, economia de energia, fim do desperdício e personalização, essenciais para enfrentar a intensa concorrência mundial.

“Na Indústria 4.0, os setores de produção e automação crescem juntamente com as tecnologias da informação e da comunicação”, contou Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. “Nesse novo cenário, a fábrica está interconectada, comandando a si mesma, como exemplos: comunidades de máquinas se organizam, cadeias de suprimentos se coordenam automaticamente e produtos inacabados enviam dados necessários para as máquinas que vão transformá-los em mercadoria. Não é mais a produção rígida que determina o produto fabricado de maneira igual, mas, sim, a peça isolada – produto inteligente – que decide seu caminho na produção.” A chave para isso é a integração de softwares, sensores, processadores e tecnologias de comunicação via sistemas ciber-físicos (Cyber-Physical Systems).

Para aprofundar o tema, a equipe de reportagem de NEI também conversou com Roberto dos Santos, gerente regional de produtos para as Américas da Festo Brasil, empresa mundial especialista no fornecimento de tecnologias de automação.

Como exemplo de produto, ele discorreu sobre as novas unidades para tratamento de ar comprimido que possibilitam diagnóstico via internet, podendo ser acessadas a milhares de quilômetros da planta onde estão instaladas, para detectar quedas súbitas de pressão ou vazamentos de ar. Mencionou também que já estão disponíveis módulos de eficiência energética que otimizam o uso de ar comprimido como energia, possibilitando medição, controle e diagnóstico, inclusive detectam aumento do consumo de ar comprimido no ciclo-padrão, que pode ser causado por fugas, e indicam quando a produção, em estado de espera, interrompe o fornecimento de ar comprimido a fim de evitar consumo desnecessário.

O gerente explicou ainda a Internet das Coisas na Indústria 4.0, em que objetos terão conexão direta com a internet, enviando e recebendo dados que auxiliarão na identificação de necessidades, otimização de recursos e tomada de decisões. “Máquinas poderão analisar dados e reajustar o processo para tornar-se mais eficientes, seguras e confiáveis”, disse Santos. “No caso de maquinário decisivo do processo necessitar de manutenção, o fluxo de produção determinado por algoritmos existentes nas máquinas será desviado para outras, que poderão compensar a deficiência.”

Implantando a Indústria 4.0 no Brasil

Segundo Carlos Cesar Aparecido Eguti, pesquisador e pós-doutorando do Centro de Competência em Manufatura – CCM/Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, onde estuda o tema Indústria 4.0, a corrida para definir a Indústria 4.0 já começou, e o Brasil apresenta um panorama positivo porque tem parque industrial misto com empresas de origem europeia, norte-americana e outras. “De acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o Brasil é o país que mais possui empresas de origem alemã, são 1.200, e isso cria um alinhamento muito grande com os conceitos do Deutsche Forschungszentrum für Künstliche Intelligenz GmbH – DFKI, que cunhou o tema Indústria 4.0 em 2011”, contou. “Muitas empresas já estão formando clusters para debater esse tipo de ‘comunicação das coisas’, mas nada surpreende ainda. Com certeza a heterogeneidade de empresas no Brasil pode contribuir, mas ainda não temos uma frente de ação unificada para isso. De qualquer maneira, essa revolução agora passa por aqui e ainda temos chance de pelo menos participar disso.”

As três principais mudanças para a prática da Indústria 4.0 no País, na opinião do gerente da Festo, envolvem desafios tecnológicos, organizacionais e de capacitação.

Tecnológico: destaque para a infraestrutura adequada ao grande volume de dados necessários para a comunicação com clientes e fornecedores e entre equipamentos capazes de realizar o autoajuste do processo produtivo. A internet será o canal por onde trafegará toda a informação necessária para os processos de vendas, logística e produção.

Fabrício Junqueira complementou que será preciso uma infraestrutura similar à da Coreia do Sul, onde um usuário comum consegue contratar velocidades reais na casa dos Gigabits, ou seja, será necessário que as empresas disponibilizem infraestrutura para Terabits ou mais. “A Fapesp, por volta de 2002, lançou um projeto de pesquisa chamado TIDIA-KyaTera, que era nesse sentindo”, lembrou. Além disso, reforçou que, visto as empresas e os equipamentos necessitarem se comunicar via internet, é necessário garantir que não sofrerão ataques e que as informações trocadas entre eles não sejam acessadas por pessoas desautorizadas.

Organizacional: para a adaptação da produção às necessidades dos consumidores, as empresas necessitarão desenvolver novos modelos de negócio, em que a personalização de produtos e serviços será a regra, e a velocidade para atender o pedido será fator crítico para a competitividade, exigindo novas formas de trabalho com menor interferência humana e alta confiabilidade nos processos produtivos e logísticos. Com isso, novas regras serão necessárias para reger as relações de consumo, por exemplo, como tratar a devolução desses itens? Outra demanda organizacional está relacionada com a necessidade de se estabelecer inúmeros padrões técnicos que possibilitarão o fluxo de informação desde o cliente até as máquinas de produção; o estabelecimento desses padrões passa por um complexo e amplo processo de normalização de equipamentos, protocolos de comunicação, identificação de produtos, rastreabilidade, etc., que serão desenvolvidos a partir da cooperação de empresas, inclusive concorrentes.

Capacitação: necessidade de novos perfis profissionais nas diversas fases do processo, começando por vendas, os quais precisarão atuar como verdadeiros consultores dos clientes. Com isso, o conhecimento de necessidades passará a ser o diferencial competitivo. Na indústria, serão necessários especialistas em sensores, redes industriais, comunicação e tecnologia da informação. O processo logístico será personalizado e demandará planejamento ainda mais complexo e eficiente para atender pequenos pedidos em prazos menores.

Para Junqueira, a Indústria 4.0 é uma ótima oportunidade para pequenas e médias empresas, no entanto não dá mais para o governo negligenciar a educação. “Se não qualificarmos as pessoas – e isso vem do ensino fundamental –, não vamos conseguir acompanhar o resto do mundo industrializado e continuaremos sendo fornecedores de commodities”, declarou. “Já os empresários não podem esperar que o governo faça tudo. Por um lado, devem cobrar o governo, por outro, se engajar no processo de capacitação.”

Automação e robótica ganhando mais espaço

Com o objetivo de promover e ampliar a utilização de robôs e sistemas de automação nos processos de fabricação de pequenas, médias e grandes empresas, a Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – CSMF da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq formou o Grupo de Trabalho de Robótica e Automação.Empresas de automação, integradores de robôs, fabricantes de máquinas nacionais e filiais brasileiras das indústrias de robôs participam do grupo, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Segundo a Abimaq, o banco tem interesse em desenvolver um programa dentro do ProBK que facilite a aquisição por meio de financiamentos para promover a melhoria dos processos nas linhas de montagem.

O uso de robôs na cadeia produtiva contribui para acelerar o processo de modernização de fábricas, automatizando os mais diversos tipos de aplicações. De acordo com a ABB, empresa mundial de tecnologias de energia e automação, as dez principais razões para investimentos em robôs são: aumento de produtividade, redução dos custos operacionais, melhoria da qualidade do processo, aumento da segurança do trabalho, maior flexibilidade na fabricação de produtos, redução do desperdício de material e aumento do rendimento, queda da rotatividade e dificuldade de recrutamento de trabalhadores, economia de espaço, diminuição dos custos de capital (ex. estoques) e melhoria da qualidade de trabalho para os funcionários.

Na edição de agosto, alguns robôs, como os colaborativos, podem ser vistos despontando como realidade tecnicamente amadurecida. Fazem parte de um novo conceito que ganha força e aos poucos é incorporado aos processos produtivos. Uma corrida tecnológica está em curso. É preciso se atualizar sobre o desenvolvimento de novas tecnologias e conhecer soluções inovadoras que possam contribuir para tornar os processos produtivos cada vez mais eficientes.

Carlos Cesar Aparecido Eguti escreveu exclusivamente para NEI um artigo sobre a evolução industrial do século XVIII até a Indústria 4.0.

 


Necessidade de reduzir custos e aumentar a produtividade incentiva desenvolvimento de tecnologias

O último Estudo dos Custos Logísticos no Brasil, realizado pela Fundação Dom Cabral, mostrou que o custo logístico consome, em média, 11,19% da receita das empresas pesquisadas, cujo faturamento equivale a 17% do PIB. Estas revelaram ter alto nível de dependência de rodovias (85,6%), máquinas e equipamentos (68,5%) e energia elétrica (66,7%) e apontaram que os maiores custos logísticos se referem ao transporte de matéria-prima e do produto acabado. Sendo assim, é importante que a indústria conheça soluções para gerenciar melhor a cadeia logística, da produção até a distribuição, colaborando para a redução de custos, maior eficiência e qualidade. Conheça a seguir uma amostra de novos produtos que podem ajudar sua empresa a otimizar os processos logísticos.

A equipe de reportagem da Revista NEI conversou também com especialistas da área para trazer os novos debates do setor. Predominaram: Radio Frequency Identification – RFID, robôs, automação, uso de dados de variadas origens para as tomadas de decisões e softwares.

Para começar, Fabiano Stringher, professor de pós-graduação em logística e supply chain da Fundação Vanzolini e pesquisador do Centro de Inovação em Sistemas Logísticos – CISLog/Poli USP, informou que pesquisadores brasileiros criaram um sistema inédito de segurança para empilhadeiras com RFID com o objetivo de prevenir acidentes. As pesquisas começaram em fevereiro de 2013 e hoje duas empresas já estão habilitadas para comercializar a tecnologia, que foi desenvolvida pela Ambev e pelo CISLog com a participação da Poli Elétrica.

O incentivo ao desenvolvimento dessa solução veio após estudos de três soluções prontas: norte-americana, espanhola e italiana. Todas baseadas em tags com RFID ativos, porém, embora acionassem alarmes sonoros para detecção de pedestres, não dispunham de sistema de atuação desejado, além disso havia o alto custo para suas implantações. “Por não ser importado e ter sido customizado para uso em empilhadeiras, o sistema com implantação completa pode ser de 30 a 40% mais competitivo”, disse Stringher.

O sistema de segurança é instalado nas empilhadeiras, podendo ser vendido à parte ou em conjunto com a empilhadeira. As tags de RFID alojadas nos pedestres e operadores (quando não estão atuando) que ocupam a região de segurança acionam o sistema com atuações sonora, luminosa e de parada da empilhadeira. A tecnologia permite guardar e exportar os registros de ocorrências com o objetivo de identificar a frequência de acionamento e as pessoas envolvidas.

Já Daniel de Oliveira Mota, professor do Instituto Mauá de Tecnologia, mestre em engenharia industrial e de sistemas, especialista em logística e supply chain pelo Massachusetts Institute of Technology e engenheiro de produção, discorreu sobre um robô, que também utiliza automação por meio de tags com RFID, indicado para uso em centros de distribuição para as atividades relacionadas à separação das ordens a ser transportadas. “Não o vejo como substituto do trabalho humano, mas auxiliar, complementando os operários em tarefas repetitivas”, opinou Mota. “O que torna essa tecnologia viável e interessante é o fato de ser eficiente e sustentável, por ser produtiva e movida a energia elétrica.” Esses robôs são utilizados por empresas estrangeiras há alguns anos; um exemplo é a Amazon, que passou de usuária a dona da empresa fabricante.

Ainda sobre robôs, Paulo Ignacio, doutor em engenharia de transportes, engenheiro de produção mecânica e professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas – FCA/Unicamp, comentou os que estão em teste para inspeção de cargas em portos e aeroportos, capazes de, em minutos, “visualizar” o interior de contêineres, tirar amostras para inspeção e classificar os materiais verificados. Ignacio aposta que as novidades nos processos logísticos continuarão envolvendo a automação.

“O conceito geral é aumentar o número de robôs para ganhar em flexibilidade e redundância, pois os robôs podem ser rapidamente reprogramados para seguir uma nova estratégia de operação e, no caso de quebra, são prontamente substituídos por outro robô do mesmo modelo”, comentou Eduardo Okabe, doutor em engenharia mecânica, professor da Unicamp, com ênfase em estática e dinâmica aplicada. “No entanto, a estratégia de movimentação de materiais se torna razoavelmente complexa e, sem a devida otimização, não se extrai o melhor desempenho do sistema. O conhecimento em temas tradicionalmente associados à logística, como a pesquisa operacional e os métodos de otimização, é cada vez mais necessário na gestão e concepção dos novos sistemas logísticos.”

Outro pronto comentado por Mota foi o uso de dados para as tomadas de decisões. Antes chamado de controle estatístico de processo, depois Data Driven, recentemente, Big Data, hoje o conjunto de informações utilizadas no ambiente de negócios é conhecido por Analytics. “Quando se diz Analytics não se refere somente ao uso de estatísticas para a tomada de decisões, mas ao abundante uso de dados de variadas origens para ganho de eficiência”, comentou o docente da Mauá. “Pode-se utilizar as informações do banco de dados da empresa, celular do funcionário e hábitos, entre outros, tudo isso com o objetivo de tornar mais precisas as decisões; portanto, a habilidade para lidar com volumes massivos de dados é requisito primordial para o praticante da logística nos dias atuais, por isso as escolas tradicionais de engenharia passam por uma mudança profunda para preparar os profissionais para essa nova realidade.”

Para finalizar a parte tecnológica, Mauro Vivaldini, doutor em engenharia de produção, especialista em logística e professor de pós-graduação em administração da Universidade Metodista de Piracicaba, listou mais novidades da logística:

* Software de interface uniforme (Warehouse Control System) para gestão dinâmica e controle de uma vasta gama de sistemas de manuseio de materiais e equipamentos, incluindo qualquer combinação de transportadores de triagem, armazenamento automatizado, sistemas de Pick/put by light, sistemas de escalas em movimento, equipamento de dimensionamento, impressão/aplicação, scanners, câmeras e outros;

* Labor Management System integra o Warehouse Management System com a gestão de mão de obra servindo de ferramenta para auxiliar nessa gestão;

* Sistemas de rastreamento e monitoramento de veículos;

* Sistema de picking/separação de produtos via voz, Voice Picking, com uso de headfone;

* Transelevadores e miniloads – sistemas de armazenagem que facilitam e otimizam a estocagem;

* Tecnologia LED na iluminação, telhas translúcidas e baterias de empilhadeiras inteligentes que economizam 50% de energia são usadas em centros de distribuição.

Convém acrescentar que a expansão da Internet das Coisas beneficiará os armazéns, o transporte de cargas e outros elementos da cadeia de abastecimento, alavancando a eficiência operacional.

 

 


Previsão para a eletroeletrônica e a automação

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, o faturamento dessa indústria em 2015 deverá ter crescimento nominal de cerca 3% em relação a 2014, somando R$ 158 milhões. Os investimentos do setor em 2015 deverão ficar no mesmo nível de 2014, aproximadamente 2,4% sobre o faturamento. Por área, automação industrial poderá ter incremento de 7% em 2015 no faturamento de 2014.