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Novidades da Indústria – NEI News 05/12

5, dezembro, 2017 Deixar um comentário

Conheça as novidades de produtos e serviços industriais divulgadas no NEI News da primeira semana de Dezembro de 2017, com os principais destaques e novidades para que você e sua empresa estejam sempre atualizados.

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DESTAQUES DA SEMANA

Máquina de impressão e fresagem híbrida 3D combina os benefícios da manufatura aditiva e subtrativa em uma única plataforma

Máquina de impressão e fresagem híbrida 3D combina os benefícios da manufatura aditiva e subtrativa em uma única plataforma

 

Baseada em nova plataforma de manufatura aditiva e subtrativa de pós metálicos, a máquina de impressão e fresagem híbrida 3D Orlas Creator, da O.R. Lasertechnologie, combina as vantagens da impressão 3D de componentes metálicos complexos utilizando o processo direto de derretimento de pó, com capacidades avançadas de fresagem… Veja +

 

Veículo guiado automaticamente aumenta a produtividade no processo de picking

Veículo guiado automaticamente aumenta a produtividade no processo de picking

Solução de armazenagem conectada à Intralogística 4.0 e voltada à cadeia logística, o iGo neo CX20, veículo guiado automaticamente (AGV), apresentado pela Dematic durante a Movimat 2017, segue o operador durante todo o seu trabalho de picking (seleção de pedidos) em cada corredor de um armazém. Produzido com sensores de rastreamento, o iGo neo se mantém sempre a uma distância segura do operador…  Veja +

NOVIDADES DA SEMANA

Câmera 3D industrial para condições ambientais severas vem com projetor LED e switch GigE integrado

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Bomba eletro-hidrostática de alta performance atende a ampla variedade de aplicações

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Talha industrial de alta performance movimenta cargas até 25 t e pode ser personalizada

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Inversora de solda TIG atua com capacidade de 7,0 kVA

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Pastilha bactericida atua sem agredir as superfícies onde é aplicada

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Luminárias e projetores de LED atingem 50 mil horas de vida útil

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Válvula solenoide é indicada para mais de 20 refrigerantes

Válvula solenoide é indicada para mais de 20 refrigerantes
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Filtros modulares possuem certificação ATEX (Atmosferas Explosivas

Filtros modulares possuem certificação ATEX (Atmosferas Explosivas)
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Etiquetadora permite pesar e rotular até 65 produtos/min

Etiquetadora permite pesar e rotular até 65 produtos/min
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Chiller modular ajusta-se à demanda térmica necessária da obra

Chiller modular ajusta-se à demanda térmica necessária da obra
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Linha de armazenagem oferece mais praticidade

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Suporte para bateria tracionária oferece mais de 12 opções de modelos

Suporte para bateria tracionária oferece mais de 12 opções de modelos
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Novidades da Indústria – NEI News 28/11

28, novembro, 2017 Deixar um comentário

DESTAQUES DA SEMANA

Solução de I/O remoto preenche os requisitos da Indústria 4.0

Classificadora de recicláveis

Desenvolvido pela Baumier para suportar três padrões industriais de Ethernet – Profinet, EtherNet / IP e EtherCAT, o módulo de E/S multiprotocolo LioN-Power apresenta-se como uma solução econômica e robusta para conectividade de campo para qualquer aplicação industrial especialmente os ambientes da Indústria 4.0. A solução de I/O remoto… Veja +

 

Monitor inteligente para aplicativos da Indústria 4.0 é baseado em controlador Raspberry PI

soldadora

Compatível com a IoT e baseado no módulo de controle recém-desenvolvido Artista-IoT, integrando a última geração do módulo de computação Raspberry PI (CM3), o monitor inteligente para aplicativos da Indústria 4.0 POS-Line IoT, da Distec, opera como monitor de rede ou PC de painel, dispensa periféricos e é facilmente adaptável a ambientes individuais… Veja +

 

NOVIDADES DA SEMANA

Equipamento para aplicação de gel coat inclui reservatório que armazena até 15 L

Equipamento para aplicação de gel coat inclui reservatório que armazena até 15 L.

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Coletor de dados possui menos de 16 cm de comprimento e aloja processador de 800 MHz

Coletor de dados possui menos de 16 cm de comprimento e aloja processador de 800 MHz
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 Roteador com ponto de acesso LTE para veículos integra WLAN e interfaces para ampla variedade de aplicações

Roteador com ponto de acesso LTE para veículos integra WLAN e interfaces para ampla variedade de aplicações
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Broca de encaixe rápido permite troca rápida

Broca de encaixe rápido permite troca rápida
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 Válvula seccional direcional tem vazão de 80 L/min e vem com controles eletro-hidráulicos integrados

Válvula seccional direcional tem vazão de 80 L/min e vem com controles eletro-hidráulicos integrados
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Dispositivo sem fio para monitoramento de bateria pode armazenar até 2.555 ciclos de vida

Dispositivo sem fio para monitoramento de bateria pode armazenar até 2.555 ciclos de vida
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 Conexões e acoplamentos possibilitam montagem rápida

Conexões e acoplamentos possibilitam montagem rápida
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Chave de segurança 12 W atua com força de retenção de 1.800 N

Chave de segurança atua com força de retenção de 1.800 N
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Ventilador axial de conceito modular oferece novos tamanhos: 630 mm e 710 mm

Ventilador axial de conceito modular oferece novos tamanhos: 630 mm e 710 mm
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Fluido refrigerante automotivo preserva a camada de ozônio

Fluido refrigerante automotivo preserva a camada de ozônio
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Válvula de balanceamento faz o controle dinâmico de pressão automaticamente

Válvula de balanceamento faz o controle dinâmico de pressão automaticamente
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Kit para prototipagem vem com 108 peças, incluindo 8 mini-breadboards e 100 jumpers

Kit para prototipagem e pequenos projetos vem com 108 peças, incluindo 8 mini-breadboards e 100 jumpers
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20 Tecnologias mais inovadoras da Expomafe 2017

20, outubro, 2017 1 comentário

Tecnologias inovadoras que contribuem para a necessária modernização do parque fabril

 

Robô feira Feimafe

 

A edição de ago/set 2017 da Revista NEI, especial de feiras, apresenta uma seleção dos produtos mais inovadores, na opinião dos editores de NEI, apresentados em quatro importantes feiras que movimentaram São Paulo em maio, junho e julho: EXPOMAFE, FEIMAFE, FISPAL TECNOLOGIA e FIEE.  Para compor esse ranking, nossa equipe editorial analisou centenas de produtos em função de seu caráter inovativo e importância nos meios produtivos, procurando compor um mix editorial amplo. Foi difícil escolher 20 de cada feira num montante repleto de inovações; muitas outras você conhece no NEI.com.br.

Começamos com a Expomafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial, que em sua primeira edição já consolida uma posição de destaque no calendário brasileiro de feiras industriais. Isso é atestado pelos 45 mil visitantes que compareceram em maio, no São Paulo Expo, para conhecer 630 marcas nacionais e internacionais de 400 expositores que apresentaram produtos de primeiríssima linha, capazes de contribuir na necessária modernização do parque fabril brasileiro.

No atual cenário econômico, enquanto muitos se deixam levar pelo desânimo, é bom ver que há quem acredite no futuro da indústria e trabalhe para isso. Quem sair na frente, ganhará mercado da concorrência, merecidamente.

 

1- Centro de usinagem híbrido de 5 eixos combina usinagem e manufatura aditiva

131 - Romi - centro usinagem DCM 620-5X Hybrid.jpg

 

 Híbrido, o centro de usinagem de 5 eixos DCM 620-5X Hybrid, da Romi, combina usinagem e manufatura aditiva (impressão 3D metálica), além de permitir a adição de diversos materiais, como Inconel e aço inox, na quantidade exata para atingir o perfil complexo desejado, e posteriormente usiná-los, obtendo-se economia no uso destes materiais de custo elevado. Veja mais


 

 

2- Robô de 6 eixos com IHM segura compatível com a Indústria 4.0

 

Stäubli

Seguros e rápidos, os robôs colaborativos de seis eixos da nova geração TX2 da Stäubli, lançados durante a Expomafe 2017, trazem novo conceito de manufatura inteligente, bem como representam patamar inovador em termos de colaboração homem-máquina.  Veja mais

 

 


3- Sistema eletropneumático de válvulas alinhado à Indústria 4.0

175 - Metal Work - EB80De baixo consumo energético e estruturável em infinitas combinações, como um Lego, a família EB80, da Metal Work, consiste de um conjunto de válvulas solenoidefontes de alimentação e de um sistema de gestão de sinais analógicos e digitais de entrada e saída, que executa funções pneumáticas tais como 2/2, 3/2, 5/2 e 5/3 controladas tanto manualmente como eletricamente. Alinhado à Indústria 4.0, vem equipado com microprocessadores em cada uma das bases, que podem transmitir numerosas informações, reduzindo de 60 a 80% o número de códigos em relação aos produtos similares. Veja mais


 4- Garra colaborativa atende a ISO 12100

 

garra-colaborativa2Desenvolvida com tecnologia que que viabiliza futura colaboração humano-robô, a linha HRC, chamada de Co-act (atuação colaborativa), está dividida em quatro diferentes modelos: JL1, EGP, EGN e HSG. Apresenta-se em conformidade com a norma de segurança ISO 12100, sendo alguns modelos específicos fabricados segundo a ISO 13849, e outros de acordo com as normas de segurança 10218-1/-2 e ISO/TS15066, que ditam as tratativas de segurança para trabalhos colaborativos humano-robô. Veja mais

 

 

 

 

 


5- Presetter compacto mede e pré-ajusta por imagens

120 - Bermat - Zoller CompactVoltado a pequenas e médias empresas, como fabricantes de moldes, matrizarias e pequenas usinagens, o novo presseter Zoller Compact, lançado na Expomafe 2017 pelaBermat, é uma máquina com recursos de medição e pré-ajuste de ferramentas por processamento de imagens (câmera CCD de alta resolução), construída com dimensões menores. Veja mais

 


6- Compressor de ar de parafusos lubrificados reduz o consumo e energia

157 - Ingersoll-Rand - compressor RS200 e RS250.JPGDesenvolvidos para grandes operações, os novos compressores de ar de parafusos rotativos lubrificados Nova Geração da Série-R, da Ingersoll Rand, proporcionam soluções eficientes em termos de consumo de energia elétrica, para clientes com grandes demandas de ar comprimido, podendo reduzir os custos de energia. Os modelos RS200 e RS250 kW estão disponíveis com novas unidades compressoras, de simples e duplo estágio, que aumentam o fluxo de ar em até 16%, e têm velocidade fixa até 10% mais eficiente em comparação aos equipamentos anteriores, enquanto a opção de velocidade variável é até 35% superior à média da indústria, segundo o fabricante. Veja mais

 

 

 


7- Robô de pequeno porte ideal para espaços de trabalho reduzidos

152 - Comau - robô Rebel-SDesenvolvidos com conceito modular, os robôs Rebel-S da família Scara, da Comau, são ideais para aplicações rápidas de manuseio e montagem em espaços de trabalho reduzido. Encontram-se disponíveis em cinco modelos, com carga de trabalho até 5 kg. Veja mais

 

 

 

 


8- Sistema de corte a plasma diminui pela metade os custos operacionais

89 - Hypertherm - corte a plasmaProduzido com a tecnologia mais avançada desenvolvida até hoje pela Hypertherm, o sistema de corte a plasma XPR300 conta com a plataforma de plasma X-Definition, lançada durante a Expomafe 2017, reduzindo em 50% os custos operacionais. Além disso, realiza perfurações 30% mais profundas em aço-carbono e 20% em aço inoxidável, e aprimora a qualidade do corte também em alumínio, graças à potência ampliada e ao exclusivo processo assistido por argônio. Veja mais

 

 

 

 

 

 


9-Centro de usinagem multitarefa combina tecnologias inteligentes com informações digitais

234 - Okuma - Multus U3000Equipado com a nova interface CNC OSP-P300S e com o software OSP-Suite, o centro de usinagem multitarefa Multus U3000 da OKUMA combina tecnologias inteligentes com informações digitais que permitem operações mais simples e intuitivas da máquina. Com cursos de 645 a 520 x 1.600 x 250 x 1.580 mm nos eixos X, Z, Y e W, respectivamente, permite a usinagem de peças de trabalho de até 650 mm de diâmetro e 1.500 mm de comprimento, e opera com ângulos de indexação de 240º no eixo B e de 360º no eixo C. Veja mais

 

 


 

 

10- Máquina de corte a Laser alia flexibilidade e alta produtividade

164 - Trumpf - TruLaser Tube 7000

Construída com Laser desenvolvido especialmente para o corte de tubos, a máquina TruLaser Tube 7000 da Trumpf processa, com elevada qualidade de borda, quase todo tipo de tubos e perfis com até 250 mm de diâmetro externo e espessuras de parede até 8 mm. Dotada de tecnologia de travamento de tubos, perfis e perfis abertos de alta precisão, bem como de sistema automático de alimentação de barras com carregamento em feixes, pode trabalhar com lotes pequenos e grandes de forma eficiente, além de efetuar cortes perpendiculares à superfície. Veja mais

 

 

 

 

 


11- Módulo I/O de segurança por IO Link permite comunicação e transmissão segura de sinais

189 - Balluff - IO-LinkPara melhorar a eficiência de conceitos de segurança e integrá-los ao sistema de controle, a Balluff desenvolveu o Balluff Safety-Hub – solução de segurança integrada baseada no IO-Link. Apresenta infraestrutura para tecnologia de segurança e automação até PLe/SIL3 por IO-Link. Uma vez que o sistema é totalmente aberto até o nível de sensor, pode-se conectar praticamente qualquer dispositivo de segurança. Veja mais

 

 

 

 

 

 


 

12- Guia linear miniatura ideal para uso em ambientes limpos

167 - NSK - guias lineares copyAs novas guias lineares modelo miniatura da série PU/PE, da NSK Brasil, ideais para utilização em ambientes limpos, são 20% mais leves que os modelos convencionais, possuem movimento mais suave, baixa emissão de particulados, provenientes da movimentação linear, e alta resistência à corrosão. Veja mais

 

 


13- Célula robotizada para corte e solda possibilita reduzir respingos até 95%

113 - Elite - célula robotizadaUtilizando os robôs Panasonic dedicados à soldagem, a célula robotizada para processos de corte e solda da Elite possibilita repetibilidade e confiabilidade nos processos – o que inclui aumento de segurança no parque fabril e melhoria na qualidade de vida dos operadores –, bem como aumento de produção, com diminuição de espaço físico e economia de custos operacionais, pois reduz, em média, 20% de arame de solda, 85% de energia elétrica e 38% de gás de solda. Veja mais

 

 

 

 

 

 


14- Sistema de fixação reduz o tempo de setup

Industécnica - Zero Point copy

Considerado uma solução moderna, econômica, segura, precisa e rápida para a fixação de peças, ferramentais e dispositivos, o sistema de fixação Zero Point da Industécnica é utilizado em vários setores das indústrias mecânica, elétrica, química, farmacêutica e calçadista, entre outras, promovendo redução de setup, além de agilizar o processo de produção Just-in-Time. Oferece tempo médio de fixação de 2 s e reduz os riscos de acidentes, já que dispensa a intervenção ou o manuseio mecânico (chaves ou alavancas) do operador para fixar a ferramenta. Desenvolvido com variadas possibilidades de montagem, possui acionamento hidráulico ou pneumático, e é fornecido em diferentes tipos de módulos, seja para fixação e/ou para construção. Veja mais

 

 

 

 

 


 

15- Robô de soldagem tem interação com operador otimizada

Fronius

 

Voltado ao uso em todos os segmentos industriais, como automobilístico, de óleo e gás, assim como de fabricação e recuperação de peças, equipamentos e estruturas, o robô da Fronius TPS/i Robotics, para uso em processos de soldagem robotizada pesada, será apresentado durante a Expomafe 2017. Veja mais

 

 


16- Sistema de controle de máquinas atende às exigências da NR-12

Schmersal1Projetado para atender pequenas ma´quinas quanto ao acionamento de comandos e, principalmente, ao monitoramento de funções de seguranc¸a, o sistema de controle BMC até 7,5 cv da Schmersal possui certificação da TU¨V Rheinland e atinge as categorias de seguranc¸a 4, PLe e SIL3. Veja mais

 

 

 


17- Torno universal CNC automatizável por robô colaborativo

115 - Ergomat - tornoDotado de construção compacta com barramento inclinado de 60º, o torno automático universal CNC tipo Gang, modelo TNG 42 da Ergomat, oferece grande conforto operacional, assim como eficiente saída dos cavacos e fluxo do líquido refrigerante. Com automação por robô colaborativo, que atua na carga dos banks no alimentador e na retirada da peça acabada da máquina, o equipamento funciona em sintonia com a Indústria 4.0. Fabricada com mesa porta-ferramenta tipo Gang com até dez posições, a máquina favorece curtos tempos de cavaco a cavaco e possui blocos porta-ferramenta de troca rápida que reduzem os tempos de preparação. Veja mais

 


18- Disco abrasivo possui alta taxa de remoção

166 - Saint-Gobain Norton - disco QuantumFabricado com grãos abrasivos cerâmicos de alta tecnologia e elevada taxa de remoção – MRR (as microfraturas dos grãos geram arestas de cortes ainda mais afiadas e prontas para o desbaste), o novo disco Norton Quantum³, lançado no Brasil pela Norton Saint-Gobain, é indicado para desbaste, rebarbação de ligas de alta resistência, remoção de soldas de alta dureza e para todo e qualquer tipo de aço-carbono e aço inoxidável. É voltado ao uso nos mercados industrial e de construção civil, incluindo usinas de álcool, estaleiros, setor de óleo e gás, e offshores, em aplicações como manutenção e reparação industrial, e desbaste de soldas especiais. Veja mais

 

 

 

 

 


19- Máquina de medição por coordenadas apresenta 4 novas tecnologias embarcadas

94 - Hexagon Metrology

Lançada pela Hexagon Manufacturing Intelligence na Expomafe 2017, a máquina de medição por coordenadas Global S possui quatro novas tecnologias embarcadas. Uma delas, a Compass, possibilita a medição de peças até 40% mais rápida, quando comparada aos modelos convencionais, sem perda de precisão na medição. Veja mais

 

 


20- Sistema CNC de medição visual realiza medição por imagem e toque

QV-Active copy

De construção compacta e equipado com recursos de medição por imagem e toque, apresenta área de medição de 250 x 200 x 150 mm, câmera CMOS colorida com resolução de 0,1 µm e exatidão de 2,0 +3L/1000 µm, capacidade de carga de 10 kg e unidade de observação com oito passos de ampliação. Veja mais 

 

 

 

 


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1º Fórum de Inovação comprova o sucesso do Programa Nacional Conexão Indústria da ABDI

27, setembro, 2017 Deixar um comentário

Representantes de startups, CEOs de grandes indústrias, agentes públicos envolvidos com inovação, especialistas, empresários e acadêmicos compuseram os mais de 500 participantes que marcaram presença no 1º Fórum de Inovação Startup Indústria, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no dia 22 de setembro, em São Paulo, com o objetivo de debater os desafios de inovar no País e de como estimular a conexão entre startups e indústrias.

O evento foi um marco que consolidou e comprovou o sucesso do Programa Nacional Conexão Startup Indústria da ABDI, lançado pela entidade em março deste ano, buscando inaugurar no Brasil uma cultura de gestão voltada para resultados, pois, de acordo com a pesquisa Sondagem de Inovação, realizada pela ABDI com 408 empresas da indústria de transformação, 21% das indústrias já realizam negócios com startups; 45% ainda não sabem como proceder, mas estão se preparando para uma futura conexão com empresas novas; e 21% ainda não têm interesse.

“Estamos inserindo R$ 50 milhões, nos próximos três anos, no ecossistema de inovação brasileiro, de uma forma cirúrgica e com o claro objetivo de estimular a inovação e promover projetos e ações voltados à Indústria 4.0”, explicou Guto Ferreira, presidente de Desenvolvimento da ABDI, que representou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, na abertura do Fórum, ao mencionar outros programas com o mesmo perfil, como Startup Brasil, InovAtiva, Rota 2030, que poderão elevar o Brasil para outro patamar.

Segundo Ferreira, o conceito de Indústria 4.0 vai atingir uma parcela da nossa indústria que pode levar o Brasil a outro patamar de produtividade; “pode levar a economia a sair da 9ª posição e voltar a ser a 5ª ou a 4ª”.

De acordo com ele, se antes a negociação entre indústria e startups era mais complexa, hoje já é possível perceber que ambas conseguem se entender como duas partes de um mesmo negócio. “É uma janela de oportunidades comprovada pelos resultados do evento”, explicou o presidente da ABDI. Ele afirmou que no mundo inteiro esse papel tem ficado cada vez mais claro. Segundo sua avaliação, “não existe outra possibilidade para a indústria inovar, reduzir custos e resolver os seus problemas que não seja pelas soluções mais baratas e eficientes propostas pelas startups”.

Convidado pela ABDI para falar sobre os desafios da inovação, Dennis Tsu, um dos principais executivos de economia global e diretor de Estratégia Corporativa do Stanford Research Institute (SRI), afirmou que “a única opção para o desenvolvimento de um país é por meio de investimentos em inovação”. O executivo ressaltou que há muitos modelos de políticas de inovação no mundo, mas podemos resumir todas as metodologias em três principais caminhos:

  • o estímulo às invenções (ideias);
  • a capacitação de recursos humanos (pessoas);
  • e o capital (investimentos em pesquisa e inovação).

O evento contou, ainda, com quatro grandes painéis, onde representantes de indústrias e startups discutiram a importância de a indústria se conectar com mecanismos de apoio ao desenvolvimento de negócios; por que inovar por meio das startups; os desafios e soluções da indústria para inovar com as startups; e as perspectivas futuras da conexão startup indústria.

 

Novas tecnologias para inovar

Fabiana Kuroda, gerente executiva da Confia, definiu o papel da startup como essencial. Segundo ela, “a startup consegue fazer uma disrupção dentro da indústria, traz inovação, consegue fazer a indústria pensar um pouco mais ‘fora da caixa’, pode enxergar o problema melhor e propor solução”. Na opinião da executiva, a startup propõe soluções em toda a cadeia, não só na produção. “Pode haver diversos tipos de inovação dentro da indústria”, alertou Fabiana.

Um exemplo de inovação é a Virturian, startup de monitoramento de motores elétricos de Belo Horizonte (MG). A empresa desenvolveu o software Virturian SenseMaker (VSM), que faz análise e virtualização de motores, dentro do conceito da Indústria 4.0, de espaço ciber-físico. “Nós conseguimos auxiliar a indústria em seus processos produtivos; aumentamos sua eficiência”, declarou João Marinheiro, diretor de vendas da empresa.

Ele explicou que, com o software, é possível prever a quebra de motores elétricos, garantindo assim a diminuição do risco de paradas não programadas e catastróficas, que automaticamente geram grande prejuízo para a indústria. A Virturian faz isso através da análise de motores elétricos, respondendo a quatro principais perguntas: se o motor vai quebrar; qual motor seria esse; quando isso irá ocorrer; e o porquê. “Nós medimos corrente e rotação do motor, sem fazer nenhuma instrumentação interna dentro do equipamento”, concluiu Marinheiro.

Já a Phelcom Technologies, startup focada em criar produtos inovadores na área de IoT Healthcare, unindo soluções em óptica, eletrônica e computação, transforma smartphones em equipamentos médicos portáteis e conectados. O primeiro produto da empresa é o Smart Retinal Camera (SRC), que transforma o smartphone em um retinógrafo portátil e conectado. Segundo Diego Lencione, physicist & co-founder da Phelcom, através dele é possível fazer exames de fundo de olho em alta resolução, num equipamento muito mais barato e muito mais acessível. “Estamos testando o equipamento em hospitais e centros de referência em oftalmologia”, informou.

De acordo com Lencione, a Phelcom também está utilizando os mesmos módulos tecnológicos, as mesmas plataformas tecnológicas dos produtos da empresa para as indústrias. “As indústrias nos procuram para automatizar processos, para fazer  processos de inspeção, e nós usamos sistemas de visão computacional, aprendizagem de máquina, que fazemos para os nossos produtos, para aplicação na indústria também”, explicou.

A Nearbee, uma das cinco startups vencedoras do Desafio Cisco de Inovação Urbana, empresa focada em desenvolvimento de tecnologias de rastreamento utilizando plataformas mobiles, smartphones e IoT, também tem levado esse tipo de flexibilidade para a indústria. Felipe Fontes, CEO da Nearbee, declarou que a empresa cria sistemas de logística e monitoramento de time de entrega, de logística um pouco mais flexíveis, que utilizam a própria estrutura. “Nosso sistema viabiliza operações de logística integrada de forma mais eficiente, que inclui desde o motorista utilizando o próprio smartphone até a integração de um equipamento IoT de custo menor”, enfatizou Fontes.

Daniel Uchôa, CEO da OvermediaCast, comentou que já é possível perceber que a indústria está comprando das startups, e que muitas empresas ainda estão se preparando para dar esse passo. “Nós acreditamos que este é um caminho inevitável, isso está acontecendo no mundo inteiro, e a inovação é necessidade de sobrevivência”, analisou o executivo que participou do Fórum.

Para justificar o retorno sobre investimento em serviços de manutenção industrial, a BirminD desenvolveu um software que coleta os dados automaticamente da planta, aprende como funciona aquele processo e modela matematicamente para identificar ali quanto está sendo desperdiçado e qual a oportunidade de melhoria. Diego Mariano de Oliveira, CEO da BirminD, explicou que a ideia é responder para o gestor “quanto ele irá receber de retorno, se ele investir em determinado produto, processo ou em uma melhoria”.

Cliente da BirminD, a BRF possui uma grande área de manutenção, muitos custos no setor e estava em busca de uma solução que possibilitasse fazer um trabalho de planejamento mais preciso, com maior eficiência e menor custo. Cyro Calixto, especialista em engenharia industrial da empresa, disse ter visualizado na BirminD uma oportunidade muito boa através de uma solução apresentada, “que é a predição de tudo isso, de modo que nós possamos conseguir atingir nossos objetivos”.

Com um formato interativo, o palco ABDI permitiu a aproximação do público com os projetos desenvolvidos, esclareceu dúvidas e, principalmente, recolheu sugestões de indústrias, startups, empresariado e academia quanto aos setores produtivos trabalhados pela Agência.

Para Cynthia Mattos, gerente de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico, “a participação das pessoas durante a exposição orientou a conversa do palco ABDI. E esse modelo, característica do ambiente das startups, facilita as relações e conexões entre os atores da inovação no país”.

Texto escrito por Miriam Dias, jornalista e colaboradora de NEI Soluções.  

Manutenção de máquinas e equipamentos industriais

11, setembro, 2015 1 comentário

As organizações vêm buscando incessantemente novas ferramentas de gerenciamento, direcionadas para uma significativa competitividade, por meio da qualidade e da produtividade.

E tudo requer ação ágil imposta a todas as organizações, visando a eficácia na tomada de decisões. O fato tem levado às mutabilidades organizacionais constantes. Uma dinâmica que exige efetivas atividades operacionais, que desdobrem na busca das disponibilidades e da produção de resultados. A competitividade passa a ser necessidade empresarial, com a apresentação de resultados excelentes não apenas nacionais, mas necessariamente internacionais.

Assim, desde os anos 70, observa-se que há o aumento significativo da disponibilidade e da credibilidade na área de manutenção industrial, ações consideradas como a terceira geração do processo de prevenção e manutenção de máquinas e equipamentos. Ao mesmo tempo, ocorre significativo avanço na relação custo-benefício. O fato está na ocorrência de diversas intervenções nos equipamentos, todas elas baseadas na análise da qualidade e no risco da falha, para melhor condição dos produtos e do controle dos riscos para a segurança e a saúde do trabalhador.

Observa-se também a necessária preocupação com o meio ambiente, a partir da criação de computadores munidos de potentes “softwares”, para intervenções e gerenciamento da manutenção, e o surgimento de grupos de trabalho multidisciplinares, que cada vez mais ganham destaque de base para os procedimentos na área em questão. E a resposta para o bom desempenho desse processo é simples, ela está na soma de todas essas ações.

No Brasil, especificamente, ainda se trabalha com muita manutenção corretiva não planejada e com manutenção preventiva em excesso, ações não aconselháveis. É preciso promover uma mudança, na qual o nível de atuação, por meio da aplicação de manutenção preditiva, ganhe rapidez. Assim, é necessário reduzir fortemente a manutenção preventiva e aumentar a participação da manutenção preditiva, que é uma das ferramentas efetivas que podem ser aplicadas à otimização do gerenciamento de operações industriais. Isso como forma de obtermos melhores resultados para nossas empresas, visto que o objetivo é a redução de custos de manutenção e maior produtividade. É preciso salientar, porém, que a manutenção preditiva é a 1ª quebra de paradigma na manutenção para a excelência da engenharia empresarial.

Quanto às tendências mundiais vinculadas aos tipos de manutenção, no que diz respeito às tendências mundiais, a partir de análises de empresas líderes e do sucesso obtido por elas, percebe-se que, cada vez mais, essas organizações adotam técnicas preditivas e a prática da engenharia de manutenção. A manutenção torna-se estratégica para as organizações, pois ela garante disponibilidade dos equipamentos em instalações que apresentam confiabilidade, segurança e custos adequados.

Em razão do exposto, conclui-se que a manutenção, como função estratégica das organizações, apresenta-se como responsável direta pela disponibilidade dos ativos, tendo importância capital nos resultados da empresa. Contudo, será o tipo de manutenção adequado para cada uma das organizações o fator de sucesso, garantia de otimização nos processos e, consequentemente, lucros? É preciso ter em mente que o desejado por uma empresa não deve ser apenas a garantia de sobrevivência, mas seu crescimento e sua expansão.

Com esta exposição, espera-se que os resultados se apresentem cada vez melhores a cada empresa, em razão da eficácia da gestão de manutenção aplicada por elas. Logo, as organizações devem procurar as melhorias contínuas na sua gestão de manutenção, buscando incessantemente conhecimentos inovadores e aplicação das melhores práticas da manutenção do primeiro mundo, distanciando-se do apenas emergente.

Crédito

Artigo escrito por José Rui Camargo, professor doutor em engenharia mecânica e reitor da Universidade de Taubaté.

 


Enfrentando desafios

19, março, 2015 Deixar um comentário

Apesar de as perspectivas para o crescimento da indústria em 2015 não serem otimistas, podemos admitir que há muito tempo não temos um câmbio tão favorável, a economia norte-americana em expansão e o valor das commodities (metais) em queda.

As empresas que no passado se prepararam para competir no exigente mercado globalizado, que investiram em tecnologia e capacitação profissional, estarão mais preparadas para enfrentar qualquer crise, no momento em que as exportações podem compensar uma eventual queda no consumo interno.

Oportunidades de crescimento surgem todos os anos, mas para aproveitá-las é preciso ser rápido e correr contra o tempo, aproveitar a indecisão da concorrência e investir, trabalhar para colher bons frutos no futuro. Todos sabemos que essa tarefa não é fácil; entre outras, essa atitude pede confiança, ousadia, competência, planejamento e, acima de tudo, a colaboração de parceiros antigos e fiéis como a NEI, que agora em março comemora 41 anos de estreita colaboração com a indústria nacional.

Para ajudá-lo nessa empreitada, em março trazemos cerca de 200 produtos criteriosamente selecionados para que você conheça os lançamentos mais relevantes para o mercado industrial brasileiro e internacional, com atenção especial a produtos do setor de eletroeletrônica. São produtos inovadores que vão contribuir para a busca pela excelência na qualidade, pelo aumento da produtividade e pela otimização do consumo de energia e outros recursos vitais. Muitas dessas novidades você só vai encontrar nas grandes feiras industriais que começam agora, a partir de março com a FIEE.

 


Cooperação com clientes: uma forma de responder à Política Nacional de Resíduos Sólidos e de melhorar o desempenho ambiental organizacional

26, janeiro, 2015 Deixar um comentário

O governo brasileiro, a exemplo de outros países em desenvolvimento, tem buscado instituir um ambiente político legal para a modernização ecológica, que prega a coexistência entre desenvolvimento econômico e ambiental. Como consequência, foi promulgada em 2010, com data de definitiva efetivação em 2014, a nova Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, que propõe, dentre outros aspectos, a responsabilidade estendida entre produtores, distribuidores, varejistas e consumidores finais com o pós-consumo dos produtos e embalagens.

Em função desse novo contexto institucional, as organizações tendem a buscar práticas operacionais ambientalmente mais adequadas. Como a responsabilidade ambiental será cobrada dos vários elos de uma cadeia produtiva, práticas de Green Supply Chain Management – GSCM emergem como oportunidade de melhorar a competitividade e o desempenho ambiental organizacional.

Um projeto de pesquisa financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp1 e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq2 questionou empresas certificadas pela ISO 14001 e localizadas no Brasil se a adoção de práticas de cooperação com cliente e de “compras verdes” (tipos de práticas de GSCM) resultam na melhoria do desempenho ambiental organizacional. Os resultados da pesquisa apontam que:

 

  • Tanto práticas de “compras verdes” como de cooperação com cliente são benéficas para a melhoria do desempenho ambiental organizacional, mas a influência da cooperação com cliente é mais significativa;

 

  • Em particular, disponibilizar aos fornecedores especificações de projeto dos itens comprados que incluam requisitos ambientais e a cooperação com cliente para o desenvolvimento e o uso de “embalagens verdes” são ações de maior destaque para otimizar o desempenho ambiental no que tange as dimensões reputação ambiental e melhoria geral do desempenho ambiental.

 

A fim de propor guidelines ao setor produtivo para responder aos desafios da PNRS, a pesquisadora profa. dra. Ana Beatriz Lopes de Sousa Jabbour, docente da Universidade Estadual Paulista – UNESP, investigou adicionalmente como empresas brasileiras líderes em seus segmentos de mercado consideram o papel dos clientes e dos fornecedores para a melhoria do desempenho ambiental organizacional. Obtiveram-se os seguintes resultados:

 

  • Cabe aos fornecedores: cumprir especificações ambientais técnicas e contratuais e ser proativos e inovadores ao oferecer novas soluções ou melhorar seus processos;

 

  • Os clientes podem ser: indutores da melhoria ambiental da organização (por exemplo, comunicando uma demanda e colaborando na busca de novas soluções tecnológicas; sendo envolvidos no processo de “stakeholders engagement”); e/ou difusores da solução ambiental da organização, como uso de embalagem refil ou retornável e uso de “selo verde” na embalagem do produto para incentivar o consumo de um produto ambientalmente adequado.

 

Fornecedores e clientes são muito importantes, cada um desempenhando um papel para incentivar as organizações a melhorar o desempenho ambiental. Mas, em função da responsabilidade estendida dos produtores, a cooperação do cliente, em particular seu olhar para as embalagens e o pós-consumo delas, é importante, pois as organizações tendem a depender dos clientes para que seus produtos não sejam alvo da legislação ambiental brasileira.

Portanto, as organizações que atuam no Brasil ou pretendem fazer negócios com empresas no Brasil precisam considerar o cliente como um stakeholder que pode exercer um papel diferente ao de um elo de pressão. Os clientes podem ser indutores e difusores da solução ambiental, então, criar mecanismos de comunicação e troca de know-how com eles, como:

(a) usar ações de open innovation,

(b) mapear redes sociais para identificar demandas e comportamentos de consumo,

(c) intensificar o uso da ferramenta “stakeholders engagement”,

(d) ampliar canais de “marketing verde”, entre outros, são relevantes para a busca da melhoria ambiental das organizações e para responder à PNRS.

1Processo FAPESP 2013/22380-0

2Processo CNPq 304225/2013-4

Crédito:

Artigo escrito por Ana Beatriz Lopes de Sousa Jabbour. Doutora, mestra e graduada em engenharia de produção; professora do Departamento de Engenharia de Produção da UNESP; Faculdade de Engenharia de Bauru, e pesquisadora do CNPq e da Fapesp para temas de Green Supply Chain Management no Brasil.


Mais de R$ 42 mi investidos em modernização levam a Imbil a aumentar sua receita líquida em 33%

3, dezembro, 2014 Deixar um comentário

De 2010 a 2014, a empresa nacional de bombas centrífugas renovou seu parque fabril, lançou produtos e conquistou novos mercados e clientes. Tudo graças a um plano estratégico que prevê investimentos em novas  tecnologias, especialização de processos, ampliação da fábrica, reestruturação de vendas e treinamentos, e expansão para novos mercados.

Quando a crise financeira mundial eclodiu no final de 2008 e início de 2009, causando turbulências na economia de vários países, muitas empresas brasileiras suspenderam ou adiaram seus projetos de expansão e modernização, mantendo uma postura mais cautelosa. O Brasil não foi então profundamente afetado pela crise, mas registrou alguns entraves ao crescimento, como queda no consumo das famílias, redução no investimento das empresas e aumento de desemprego, levando, na época, o governo a lançar pacotes anticrise. Foi um momento de expectativa e incertezas, registradas diariamente pelos grandes veículos de comunicação, que divulgavam informações sobre o vaivém da economia. A notícia da seção de Economia/Negócios do Estadão de março/2010 é um exemplo: “PIB do Brasil fecha 2009 com retração de 0,2%, a primeira queda anual em 17 anos”.

Para algumas empresas, a crise que se estabelecia e se insinuava  na época foi encarada como oportunidade de desenvolvimento. Ou investiam para melhorar seus processos e produtos, e crescer, ou enfrentariam um período de estagnação, com consequente perda de competitividade. Ao redor do mundo muitos economistas divergem sobre a crise financeira, mas concordam que a capacidade de inovar é o diferencial mercadológico para as empresas. As companhias que acreditaram nisso foram as primeiras a elaborar ou reativar seus projetos de estímulo à inovação.

Optando por “colocar o pé no acelerador”, a fabricante nacional de bombas centrífugas Imbil encarou a desafiadora situação, utilizando a inovação como ferramenta-chave para ampliar seus negócios. A companhia elaborou o Plano Estratégico Rumo a 2015 – Inovando em Busca da Excelência que combinava investimentos em tecnologia e inovação de gestão. Graças às ações de modernização, que envolvem compra de tecnologias, especialização de processos, aumento da fábrica, expansão da atuação e treinamentos, a Imbil ampliou seu portfólio de produtos, lançando em média 60 novos modelos por ano, desde a implantação do plano, e conquistou novos mercados, como os de petróleo e gás, tornando-se, inclusive, fornecedora da Petrobras. Investiu mais de R$ 42 milhões na compra de máquinas, equipamentos e estrutura física. Alguns números comprovam que o plano de modernização ajudou a empresa a crescer: de 2011 a 2014 a Imbil registrou aumento de receita líquida de 33% e de lucro bruto de 59%.

“Quanto mais pessimista está o cenário econômico e político do País, mais cedo acordamos, idealizamos, produzimos, lançamos produtos e nos reinventamos.” Esse discurso empreendedor de Vladislav Siqueira, diretor executivo, move a empresa em seus 32 anos. Localizada em Itapira, SP, a Imbil tem hoje cerca de 900 funcionários.

O Plano Rumo a 2015
O planejamento estratégico executado previa o desenvolvimento da empresa em várias frentes, como a tecnológica, a física e a comercial. Era preciso melhorar os processos produtivos e acelerar o desenvolvimento de novos produtos, passando pela renovação tecnológica do parque fabril; reduzir perdas e garantir maior flexibilidade e agilidade aos processos – benefícios proporcionados pela descentralização e racionalização das unidades de produção.

Além disso, expandir-se para novos mercados, como os de óleo e gás, mineração, papel e celulose, e saneamento, passou a ser a meta primordial para a conquista de novos clientes. Para atingir esse objetivo, o desenvolvimento de produtos específicos e a adoção de nova política comercial precisaram ser perseguidos. O plano ainda previu o desenvolvimento de nichos específicos em mercados já atendidos pela Imbil, também a partir do desenvolvimento de soluções direcionadas. Na ponta, a reestruturação de toda a área comercial e da rede de distribuição, e o fortalecimento da marca, com o investimento em publicidade e a participação em feiras, foram determinantes para mostrar ao mercado a oferta de novas soluções e o comprometimento com a inovação.

As metas estabelecidas no início do plano exigiam decisões corajosas. Investir em novas tecnologias não era suficiente. Desde sua implantação, foi indispensável primeiramente motivar as pessoas, engajando-as e fazendo-as entender como valores da empresa as atividades que consideravam apenas prioritárias, como gestão de qualidade, processos de melhoria contínua, gerenciamento de pessoas e segurança no trabalho. O processo inovativo passava obrigatoriamente por aqui.

Considerando essas duas frentes, tecnológica e de recursos humanos, a Imbil consegue, hoje, mostrar algumas das conquistas importantes proporcionadas por esse plano estratégico.  Entre elas estão:

Produção mais eficiente
A aquisição de máquinas, equipamentos, softwares ehardwares melhorou a eficiência e agilizou a produção.Tecnologicamente mais preparada, registra lançamento médio anual de 60 novos produtos (somente com suporte ANSYS CFX e SolidWorks).

Especialização
Adquiriu know-how para dominar o processo de fundição de ligas inoxidáveis e especiais, como aços duplex, superduplex, Hastelloy, Monel e alto-cromo, permitindo maior competitividade e flexibilidade nas aplicações; e também o processo de fundição de precisão, tipo lost wax, com obtenção de alta eficiência energética nas bombas de pequeno porte. Com isso, passou a fundir os rotores de pequeno e médio porte com pequenos detalhes na geometria, determinantes para o bom desempenho hidráulico e rugosidade superficial.

Como a eficiência hidráulica aumenta, o consumo de energia diminui, tornando a operação mais econômica. No caso de uma bomba acoplada a um motor de 125 cv, com a melhoria da eficiência de bombeamento de 3 a 5% absolutos, a economia anual pode passar de 50 mil kWh, com redução do custo de cerca de R$ 12 mil por bomba na conta de energia elétrica.

Em suma, a Imbil oferta hoje produtos mais eficientes e sustentáveis.

Ampliação da fábrica
Para descentralizar as operações produtivas, ampliou a fábrica, ao comprar área próxima à empresa (totalizando 120 mil m²) e a dividiu em unidades, cada uma voltada para um nível de especialização. São elas: Bombas de pequeno porte, Bombas de médio porte, Bombas de grande porte, Bombas para óleo e gás, Fundição de ferro fundido e WCB, Fundição de precisão, Fundição de aços inoxidáveis e ligas especiais, Contratos e serviços de manutenção, Centro de desenvolvimento e Acoplamento e expedição.

Conquista de novos mercados e clientes
Obteve o Certificado de Registro de Classificação Cadastral – CRCC para fornecimento de serviços e produtos á Petrobras, incluindo bancada de ensaio de performance e os referentes à norma API 610. Tornou-se também fornecedora de bombas para a Vale, como as revestidas com Ni-Hard com mais de 700 HB de dureza. Além da Petrobras e da Vale, conquistou outros clientes, como Enseada Indústria Naval – Unidade Paraguaçu, Jari Celulose e Bayer.

Reestruturação de vendas
Criou novos grupos de vendas para atender os setores de óleo e gás, naval, papel e celulose e arroz irrigado. Além disso, aumentou o número de distribuidores autorizados e contratou profissionais para reforçar o departamento de exportações, que até 2009 dedicava-se apenas à América Latina.

Consolidação da marca
A partir de 2010, passou ainda a investir mais na divulgação e consolidação da marca, com anúncios em revista especializada, materiais promocionais dos produtos e presença em feiras de negócios nacionais e internacionais.

 

“O planejamento das ações e muito trabalho ao longo desses anos valeram a pena”, destacou Gleidemilson Batista, assessor da diretoria. “O projeto não só ajudou a amenizar os efeitos da crise, como também nos preparar melhor para enfrentar os desafios do mundo econômico e nos tornar mais competitivos. Para nós, crise é sem o ´s´, ou seja: crie.”

Para definir o conjunto de ações, a Imbil estruturou-se também nas informações do potencial do setor – adquiridas com a colaboração da Abimaq e da Sociedade Brasileira do Vácuo –; e da economia global. Embora reconheça a importância de se acompanhar mercados, indicadores econômicos, projeções, tendências, etc., o diretor executivo afirmou que a sobrevivência e o sucesso de uma empresa dependem, fundamentalmente, da sua capacidade de elaborar e implantar um planejamento estratégico consistente, trabalhar incansavelmente para atingir suas metas e, principalmente, adequar seus produtos e recursos para buscar as melhores e mais rápidas soluções para as necessidades dos clientes.

Batista lembrou que dificuldades existiram, como a obtenção de recursos financeiros em linhas de longo prazo, considerando as taxas de juros e os spreads; e o processo de desenvolvimento e de maturação das soluções tecnológicas, que foram superadas com planejamento.

“Mesmo que o cenário tenha mudado e oferecido potenciais restrições, a Imbil não aceita parar de crescer ou se desenvolver”, disse Siqueira. “Acreditar na possibilidade de realizar nossos sonhos desperta a energia capaz de realizá-los. A motivação, a criatividade, a velocidade de decisão, o uso consciente de recursos e a nossa união estão presentes diariamente em nossas ações rumo à construção do futuro que desejamos.”

Atualmente a companhia concentra suas forças na conclusão do projeto, mas já planeja seu novo conjunto de metas, batizado de Rumo a 2020, que, segundo Batista, está em fase evoluída. E os objetivos maiores continuam no novo plano: modernização, desenvolvimento de produtos, aperfeiçoamento de processos, conquista de novos clientes e fidelização, e educar e reeducar o time de profissionais. “Consideramos a tecnologia intrínseca à evolução”, enfatizou o assessor.

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Reportagem produzida pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções.    


O impacto da impressão 3D na manufatura

27, novembro, 2014 Deixar um comentário

A impressão 3D está para a manufatura o que a primeira viagem à Lua foi para o desenvolvimento da tecnologia aeroespacial e demais tecnologias, incluindo telecomunicações, eletrônica e óptica. Na impressão 3D também o importante não é o destino, mas a jornada. É o que se cria no caminho para alcançar um objetivo, que beneficiará muitas outras áreas.

A tecnologia básica da impressão 3D já existe há algum tempo. Mas somente agora, com o grande desenvolvimento de software e modelos matemáticos em três dimensões, é que a impressão 3D aplicada à manufatura de componentes metálicos e funcionais está mostrando seu real potencial.

Hoje em dia a indústria de protótipos e de moldes para fundição e indústria plástica já fazem bom uso da tecnologia, não só sob o ponto de visto tecnológico, mas também sob o ponto de vista da justificativa financeira e operacional. Por outro lado, estamos no limiar das aplicações da impressão 3D. Formas geométricas complexas, projetos de peças com cavidades internas, montagens intrincadas e muitas outras se tornaram possíveis, o que era inalcançável com os métodos convencionais de usinagem. A manufatura aditiva, em contraposição à manufatura subtrativa, cria possibilidades somente limitadas por nossa imaginação.

Até agora, no mundo da manufatura convencional, evoluímos com boa velocidade, mas ainda reagindo às limitações do estímulo do mercado. Quando os engenheiros de software no Silicon Valley se cansaram de desenvolver programas de realidade virtual e se dedicaram a criar objetos tangíveis e concretos, usando o conhecimento de software acumulado por todos esses anos, eles abriram um portal inusitado ao tomar uma posição pró-ativa. Não só isso, eles “popularizaram” a manufatura. Explico. Hoje pode se comprar uma máquina de impressão 3D por US$ 1,200 e produzir peças de plástico na mesa da sua cozinha. O que antes só se fazia no chão de fábrica com toda a infraestrutura necessária, hoje pode ser feito em qualquer lugar, com um mínimo de recursos e custo bem reduzido. Faz parte da produção por demanda pontual e da customização em massa. Ao considerar as possibilidades da impressão 3D, devemos manter nossa mente bem aberta, pois as oportunidades são ilimitadas.

Na IMTS 2014, em setembro nos Estados Unidos, a presença da impressão 3D estava por todo lado. De moldes de fundição em areia até a produção de componentes médicos e de carro elétrico, que foi todo manufaturado e montado nos seis dias da feira e saiu andando pelo recinto de exposições e nas ruas de Chicago. Durante o evento também surgiram as primeiras máquinas hibridas, isto é, combinando manufatura subtrativa (com arranque de material) com a manufatura aditiva, criando um meio de produção integrada de alta eficácia e, ao mesmo tempo, de total flexibilidade. A mesma ênfase foi dada à impressão 3D e às máquinas híbridas durante a Jimtof de 30 de outubro a 4 de novembro, em Tóquio.

A impressão 3D é parte de uma nova era na indústria de manufatura em nível mundial. Essa fase que estamos vivendo está focada em criar meios de produção que visam ao aumento de produtividade, barateiam o custo total da manufatura e tornam possível produzir bens de uma maneira que não era possível alguns anos atrás. Os Estados Unidos estão se tornando rapidamente o lugar de custo de produção total de bens duráveis de alta tecnologia mais barato do planeta. Mais barato que qualquer outro país com mão de obra mais barata, inclusive a China. Um outro fator que possibilita esse feito é a inovação criada no país de novos materiais, incluindo fibra de carbono e novas ligas metálicas de alta resistência; processos de manufatura, como de extrusão a frio, arremesso de material e liga, fotopolimerização contida, impregnação de fibra de carvão, fusão de pó e deposição por meio de energia direcionada; criação de processos de ultra alta precisão; e processamento de big data.

Um dos mitos que estão sendo criados é que a automação industrial e a impressão 3D criariam desemprego. Nada mais longe da verdade. Esse mesmo mito, que se mostrou equivocado, foi criado no advento do Comando Numérico (NC e CNC), da robótica. O fato é que, a cada robô implantado, foram criados cinco empregos adicionais para manter a eficiência da implementação da automação e dos serviços necessários para garantir sua sustentabilidade. Por sinal, os empregos criados garantem um salário mais alto, pois se necessita de mão de obra especializada para viabilizar essa sustentabilidade.

A nossa geração é deveras privilegiada em poder assistir ao desenvolvimento do uso do computador, automação inteligente, meios de comunicação cada vez mais sofisticados, miniaturizados e personalizados;  internet e agora da Internet das Coisas e impressão 3D.

Crédito

Artigo escrito por Mario Winterstein, diretor de desenvolvimento de negócios da The Association For Manufacturing Technology (EUA) – AMT.


Nova automação para a aviação

5, novembro, 2014 Deixar um comentário

Linhas automatizadas para construção de aviões não são lançadas todos os anos, tampouco são parecidas com aquelas que entregam um automóvel a cada 50 minutos. As soluções para o setor aeronáutico exigem critérios de segurança, rastreabilidade, confiabilidade e qualidade que, se não adequadamente atendidos, podem causar falhas catastróficas. Um grave defeito em um único ponto de solda da carroceria de um automóvel pode passar despercebido e talvez nunca causar problema. Já um simples defeito em qualquer uma das etapas do processo de rebitagem pode comprometer toda a aeronave e certamente colocar em risco a vida de várias pessoas. Quando uma solução de automação surge no setor aeronáutico, representa inovação com elevado conteúdo tecnológico e de ineditismo.

A Embraer tomava forma em 1950 com a fundação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA para fomentar e desenvolver a indústria aeronáutica no País, pouco antes de o Brasil receber as primeiras montadoras de automóveis no início da década de 60. Desse o início, a demanda de produção de aeronaves nunca alcançou um número que justifique o investimento de uma linha de produção com elevado nível de automação, porém algo já está mudando.

A grande quantidade de automóveis fabricados diariamente exige nível alto de automação na produção, que facilmente alcança o ponto de equilíbrio para viabilizar o investimento. No entanto, no setor aeronáutico, esse equilíbrio é obtido por outros critérios, como nível de criticidade do processo, redução no tempo de preparação e montagem e ganho com a qualidade de execução do processo. Uma única aeronave pode demorar até dois meses para ser fabricada, testada e entregue ao cliente. Logo, um pedido de dez aeronaves pode exigir até dez vezes esse prazo. Esse fato produz um frenesi contraditório; por um lado a empresa fica satisfeita com a quantidade do pedido, por outro, insegura, caso o cliente o cancele no meio tempo. Logo, a ação importante consiste em reduzir o prazo de entrega (time to market) de cada aeronave, sendo essa a justificativa-chave para automatizar os processos de montagem.

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Figura 1 – robô tipo manipulador Fonte: autor

figura 1As soluções de automação para o setor aeronáutico são bem diferentes quando comparadas às estabelecidas no setor automotivo. Um bom exemplo é o uso de robôs industriais do tipo manipuladores (antropomórficos), já que são os representantes definitivos de qualquer processo de automação (figura 1). Todavia, seu emprego em processos aeronáuticos não ocorre naturalmente, pois as tolerâncias e os requisitos de montagem de aeronaves estão pelo menos uma ordem de grandeza menor. Pode-se citar o processo de solda a ponto das partes que compõem a carroceria de um automóvel. Existem robôs no mercado prontos para essa operação (on the shelf), bastando comprá-los e colocá-los para trabalhar: em média, erram em 1 mm na posição de cada ponto de solda (erro de posicionamento absoluto), o que para um automóvel não representa problema algum, já que é a tolerância de execução típica. Entretanto, para o setor aeronáutico, a grande maioria dos processos de fabricação tem como tolerâncias e requisitos de montagem valores em torno de 0,1 mm, ou seja, dez vezes menores (uma ordem de grandeza). Dessa forma, para que um robô industrial possa ser utilizado em processos de junção de partes do setor aeronáutico, mecanismos adicionais de refinamento de sua exatidão de posicionamento absoluto devem ser considerados.

Existem vários caminhos críticos no processo de montagem de uma aeronave, que consomem uma quantidade significativa de tempo. Destaca-se a montagem das seções da fuselagem, que não é realizada pelo processo de soldagem, mas de rebitagem. A automação desse processo é complexa, exige soluções criativas e recheadas de toques de inovação, pois não existe algo pronto no mercado para atender seus requisitos e tolerâncias. Devido a isso, mais de 95% da cravação de rebites para fechamento de fuselagens é realizada por colaboradores especializados e com uso extensivo de ferramentas manuais de furação, além da aplicação de selante.

figura 2

Figura 2 – projeto de pesquisa para utilizar robôs no alinhamento e rebitagem de seções de fuselagem Fonte: autor

Recentemente a Embraer adquiriu uma célula especial para realizar o fechamento da fuselagem de sua linha de jatos executivo Legacy™. Essa máquina realiza de forma automática a furação e a rebitagem das seções da fuselagem (chamadas de charutos), além do alinhamento prévio dessas partes. Essa aquisição é o resultado de um projeto de pesquisa que durou dois anos em conjunto com o ITA para justamente desenvolver esse processo de alinhamento e rebitagem com o uso de robôs industriais, os mesmos usados no setor automotivo. Um fragmento desse projeto é apresentado na figura 2, em que é possível ver um robô (à direita) suportando uma seção de fuselagem e outro com uma ferramenta especial de rebitagem. Seu uso em sistemas de manufatura aeronáutica representa uma inovação para o setor, sendo que, nesse projeto de pesquisa, eles foram usados tanto para o posicionamento das seções de fuselagem, quanto para realizar os processos de furação, aplicação de selante e rebitagem.

Para atender o requisito de erro de posicionamento do processo de alinhamento das seções de fuselagem, tipicamente da ordem de 0,5 mm, um sistema metrológico externo foi integrado ao controlador de posição dos robôs para corrigir interativamente seu posicionamento. Foram avaliadas soluções de metrologia de grandes volumes, como sistemas de iGPS (in door Global Positioning System), CLR (Coerent Laser Radar) e Fotogrametria, sendo esse o sistema de melhor desempenho para o processo.

figura 3

Figura 3 – destaque dos sensores de um sistema de Fotogrametria para melhoria do posicionamento absoluto de robôs Fonte: Nikon K-series system

O uso do sistema metrológico baseado em CLR também atendeu o desafio, porém seu elevado custo e atuais problemas de integração com o controlador do robô acrescentam fatores negativos para sua escolha. O sistema de iGPS não apresentou, até a data de fechamento do projeto, maturidade tecnológica suficiente para viabilizar sua aplicação em uma linha de produção de alta criticidade produtiva. Já o sistema de Fotogrametria avaliado foi capaz de realizar medições estáticas e dinâmicas com elevada acurácia (tipicamente ± 0,02 mm), sendo formado por conjunto de três câmeras digitais e um aplicativo dedicado a medir e fornecer as coordenadas espaciais de cada grupo visível de marcadores luminosos. Esses marcadores, destacados no exemplo da figura 3, são pontos luminosos no infravermelho formados por LED que piscam cada um em uma determinada frequência, sendo detectados pelas câmeras. Esses pontos no espaço são calculados pelo computador de coordenadas do sistema, que, por sua vez, fornecem um retorno de posição e orientação para o robô, aumentando a exatidão de posicionamento absoluto. Esse sistema foi escolhido devido à sua robustez, boa relação custo/benefício e relativa facilidade de operação.

Figura 4 – ferramenta para realizar a rebitagem automática de estrutura aeronáutica com robô industrial Fonte: autor

Figura 4 – ferramenta para realizar a rebitagem automática de estrutura aeronáutica com robô industrial
Fonte: autor

Para realizar o processo automático de furação, aplicação de selante e rebitagem, esse projeto apresentou o desenvolvimento de um ferramental exclusivo (end-effector), fixado no punho de um robô industrial, sendo capaz de realizar cada um desses processos, conforme apresenta a figura 4. Para cravar cada rebite, são necessárias seis operações sequenciais e distintas: furação, escareamento, aplicação de selante no rebite, inserção do rebite, cravação e inspeção visual do processo. O dispositivo desenvolvido realiza todas com a vantagem de gerar pouco cavaco na interface de fixação das fuselagens, além de corrigir a posição e a orientação do robô para atender os requisitos exigentes de tolerância do setor aeronáutico.

A tolerância típica de erro de posicionamento de cada furo é de ± 0,1 mm, impossível de ser obtida por um robô industrial sem um sistema metrológico externo. Com efeito, cada furo deve atender os requisitos de forma (erro de circularidade < 36 µm) e orientação (erro de desvio de perpendicularidade < ± 0,5°), conforme ilustrado na Figura 5.

figura 5

Figura 5 – exemplo de erro de circularidade, posicionamento e perpendicularidade em furos Fonte: autor

Um típico avião comercial pode conter mais de 100 mil rebites, exigindo para isso a mesma quantidade de furos com a mesma qualidade e repetição dos demais processos. Esses procedimentos devem ainda ser repetidos em outras aeronaves com a máxima semelhança possível e confiabilidade, principalmente devido aos requisitos de segurança de fabricação impostos ao produto. A automação desse processo, mesmo que realizado parcialmente em uma aeronave, acarreta ganhos consideráveis de produtividade e qualidade, sendo esse o divisor de águas para investir em automação do processo de rebitagem em estruturas aeronáuticas. Grande parte dessa nova automação, chamada de automação de precisão, está representada por atividades de pesquisa realizada em laboratórios dedicados para isso, a exemplo do Laboratório de Automação da Manufatura do Centro de Competência em Manufatura do ITA, mostrado na figura 6.

figura 6

Figura 6 – vista parcial do processo de alinhamentos de fuselagens desenvolvido no CCM/ITA Fonte: autor

Apesar das limitações com relação à exatidão de posicionamento absoluto, robôs industriais apresentam erro de repetitividade (capacidade de repetir seu posicionamento) muito baixo (± 0,2 mm), ou seja são muito bons para realizar tarefas repetitivas. A grande oferta de capacidade de carga (payload), aliada à elevada robustez de funcionamento, colocam os robôs industriais em uma categoria de equipamento confiável e de elevada maturidade tecnológica (Technology Readiness Level 9). Seu uso em sistemas de manufatura aeronáutica ou aeroespacial é possível pela integração de sistemas metrológicos para medição de grandes volumes junto ao controlador de eixos do robô.

Existem diferentes tecnologias capazes de permitir a medição da posição e atitude (coordenadas e orientação) de ferramentas ou peças acopladas em um robô industrial, porém sua correta seleção e integração representam os desafios tecnológicos de automação que o setor aeronáutico e aeroespacial enfrenta.

Referências consultadas:

Alvarado, B. H. L., Avaliação do desempenho metrológico do sistema de medição iGPS, Dissertação de mestrado, ITA, 2010.

Amorim, D. Y. K., Avaliação de um sistema de fotogrametria para medição e correção da posição de robô industrial empregado na montagem de fuselagem aeronáutica. Dissertação de mestrado, ITA, 2011.

Anjos, J. M. S., Proposta de arquitetura de software de controle para efetuador robótico multifuncional. Dissertação de mestrado, ITA, 2010.

Eguti, C. C. A. & Trabasso, L. G., Design of a robotic orbital driller for assembling aircraft structures, Mechatronics Vol. 24, pp. 533-545, 2014.

Mosqueira, G. L., Towards the robotic assembly of fuselage, Dissertação de mestrado, ITA, 2012.

Crédito:

Artigo escrito por Carlos Eguti, doutor em engenharia mecatrônica pela Technische Universität Darmstadt – TUD e pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA na área de engenharia aeroespacial e mecatrônica, mestre em engenharia mecânica (ciências térmicas) pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” –Unesp e engenheiro elétrico pela Unesp. Atualmente faz pós-doutorado no Centro de Competência em Manufatura – CCM/ITA na área de mecatrônica, onde atua como pesquisador.

Para ler outros artigos, acesse: http://www.nei.com.br/artigos/artigos.aspx