O Brasil é o quarto país com maior presença de empresas (69,1%) nas mídias sociais, ficando atrás apenas de China (82,7%), Estados Unidos (71,5%) e Índia (70,2%). É o que aponta o estudo Going Social: How businesses are making the most of social media da empresa KMPG International, realizado em dez países com 1.850 gerentes e 2.016 funcionários.
Os motivos desta presença estão na análise de Malcolm Alder, sócio da área de economia digital da KPMG na Austrália: na média geral, 70,4% das organizações ao redor do mundo estão presentes nesses novos meios de comunicação. Entre os profissionais ouvidos, os chineses, indianos e brasileiros mostraram-se de 20% a 30% mais propensos a afirmar que suas empresas recorreram às mídias sociais para impulsionar os negócios, em relação aos britânicos, australianos, alemães ou canadenses.
Dentre as empresas integradas nas mídias sociais, 80% dos respondentes identificaram pessoalmente, ou por relatórios da própria empresa, benefícios decorrentes da atuação nesses espaços virtuais. Para Sanjaya Krishna, sócio da área de economia digital da KMPG nos Estados Unidos, existem inúmeros estímulos para uma empresa ingressar nas mídias sociais, mas tudo deve ser avaliado e planejado, pois há riscos a ser considerados.
Funcionários satisfeitos
Outra informação interessante apurada pelo estudo é a ligação entre o acesso às mídias sociais e a satisfação dos empregados: 63% dos funcionários de organizações com livre acesso às mídias sociais estão satisfeitos em seu trabalho, contra 41% daqueles com acesso bloqueado. “Proibir o acesso às redes sociais não elimina o seu uso pelos colaboradores, já que essas atividades podem ser transferidas para os seus equipamentos pessoais”, diz Tudor Aw, diretor de tecnologia da KPMG na Europa.