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Arquivo da Categoria ‘Economia’

Fábrica da Jac Motors no Brasil vai movimentar 13.500 empregos

Em março a empresa Jac Motors iniciará a construção da sua primeira fábrica no Brasil. Localizada no Polo Industrial de Camaçari, na Bahia, a nova planta da montadora contará com um investimento de 900 milhões para produzir 100 mil veículos por ano. Com inauguração prevista para março/14, a fábrica vai gerar cerca de 3.500 empregos direto e 10.000 indiretos.

O recrutamento de mão de obra para a fábrica ainda não começou. De acordo com a equipe de Recursos Humanos da Jac Motors Brasil, as contratações serão iniciadas poucos meses antes da inauguração. No momento, a equipe de RH está criando uma base de dados de currículos. Aqueles que tiverem interesse podem se cadastrar no site www.jacmotorsbrasil.com.br.

Montadoras pedem flexibilização para construir fábricas no País

As empresas BMW, JAC, Chery, Land Rover e Suzuki, interessadas em se estabelecer no Brasil, aguardam decisão do governo sobre a alteração do índice de nacionalização, pelo menos para os primeiros anos. A solicitação poderá ser definida em março, informou a Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores – Abeiva. Hoje é exigido o mínimo de 65% de componentes nacionais nos automóveis fabricados nos País. O que as interessadas pedem é prazo mais longo para se adaptar ao porcentual exigido, em média, 15%, 25%, 35%, 45% e 65%, consecutivamente, para o primeiro, segundo, terceiro, quarto e quinto anos.

Além disso, a Abeiva quer discutir com Guido Mantega, ministro da Fazenda, a reversão do aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI dos carros das montadoras que ficaram de fora da lista das 18 fábricas que estão livres do pagamento de imposto mais alto até dezembro deste ano. A associação sugere cobrança do IPI antigo até o número total de vendas de cada empresa em 2011. Em 16 de dezembro, entrou em vigor oficialmente o aumento de 30 pontos porcentuais para as alíquotas do IPI dos automóveis importados.

No ano passado, as 27 associadas da Abeiva somaram 199.366 unidades vendidas no Brasil.

Fabricante alemã de equipamentos de movimentação planeja produção local no Brasil

O volume acumulado de investimentos alemães no Brasil é estimado em UU$ 25 bilhões. Das mais de 1.200 empresas de origem alemã instaladas no País, cerca de 800 delas estão sediadas na Grande São Paulo, região com a maior concentração de companhias alemãs no mundo. É o que mostram os dados da Câmara Brasil-Alemanha – AHK.

Para somar e consolidar melhor a presença de empresas alemãs nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, a Jungheinrich, grupo alemão focado na fabricação de máquinas e equipamentos de movimentação, está com estudo em andamento para realizar produção local no País, aumentando ainda mais a competitividade do setor. Atualmente, a empresa atua apenas com mediadores e vendas diretas no Sul e Sudeste.

O plano de fabricação local está em fase inicial. Segundo Markus Grallert, diretor da Jungheinrich no Brasil, a equipe ainda analisa as particularidades do mercado brasileiro. “Enquanto na Europa e nos Estados Unidos se usa mais máquinas elétricas, no Brasil, os caminhões a combustão representam cerca de 70% do mercado. Os clientes ainda priorizam equipamentos mais econômicos em relação à aquisição e manutenção”, comenta o diretor sobre uma das particularidades já apontadas pelo estudo.

Empresários querem revitalizar a zona industrial do Jacaré, no Rio

Importante região industrial da cidade do Rio de Janeiro na década de 1960, o bairro Jacaré perdeu cerca de 25% de suas indústrias e tem agora a oportunidade de retomar sua importância econômica com a criação da Associação Empresarial da Zona Industrial do Jacaré e Região. No próximo dia 9, será realizada a reunião para definir as bases da entidade, já que o contrato social está pronto e deve ser entregue à Junta Comercial em breve. Antes mesmo de sua instalação formal, membros da associação já entraram em contato com a prefeitura para solicitar obras no bairro.

De acordo com Roberto Nóbrega, idealizador da entidade, a principal razão para a revitalização da área é sua localização privilegiada, com fácil acesso ao porto, Metrô, avenidas importantes e aeroporto. “Em termos de logística, o bairro é sensacional”, afirmou. Além disso, acredita-se que, com a construção de prédios residenciais na região, a geração de emprego beneficiará os moradores.

Nóbrega montou sua primeira empresa no Jacaré na década de 1970, saiu em 1982 e agora retorna ao bairro para iniciar uma companhia de armazenagem de equipamentos industriais. Segundo ele, os demais interessados querem investir em empresas de equipamentos para petróleo, de móveis, de confecção e na área naval.

Indústria de bens de capital mecânicos prevê bons negócios este ano

De janeiro a novembro de 2011, o faturamento da indústria nacional de bens de capital mecânicos foi de R$ 73.688 milhões, o que representa crescimento de 9,4% se comparado ao mesmo período de 2010. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq. Segundo a entidade, a indústria, que hoje emprega cerca de 263 mil profissionais, está capacitada para atender os projetos de infraestrutura previstos para este ano e os próximos.

Ainda de acordo com a associação, de janeiro a novembro de 2011, o Brasil exportou US$ 10.697 milhões, aumento de 29,2% sobre o mesmo período de 2010. Os setores que mais tiveram aumento na exportação de máquinas e equipamentos foram os de máquinas para logística e para construção civil, que juntos atingiram 42,5%; seguidos pelos setores de máquinas para infraestrutura e para a indústria de base (ambos somaram 22%). Os dados completos de 2011 serão divulgados apenas no próximo mês.

Maioria das empresas já conversa nas mídias sociais

O Brasil é o quarto país com maior presença de empresas (69,1%) nas mídias sociais, ficando atrás apenas de China (82,7%), Estados Unidos (71,5%) e Índia (70,2%). É o que aponta o estudo Going Social: How businesses are making the most of social media da empresa KMPG International, realizado em dez países com 1.850 gerentes e 2.016 funcionários.

Os motivos desta presença estão na análise de Malcolm Alder, sócio da área de economia digital da KPMG na Austrália: na média geral, 70,4% das organizações ao redor do mundo estão presentes nesses novos meios de comunicação. Entre os profissionais ouvidos, os chineses, indianos e brasileiros mostraram-se de 20% a 30% mais propensos a afirmar que suas empresas recorreram às mídias sociais para impulsionar os negócios, em relação aos britânicos, australianos, alemães ou canadenses.

Dentre as empresas integradas nas mídias sociais, 80% dos respondentes identificaram pessoalmente, ou por relatórios da própria empresa, benefícios decorrentes da atuação nesses espaços virtuais. Para Sanjaya Krishna, sócio da área de economia digital da KMPG nos Estados Unidos, existem inúmeros estímulos para uma empresa ingressar nas mídias sociais, mas tudo deve ser avaliado e planejado, pois há riscos a ser considerados.

 

Funcionários satisfeitos

Outra informação interessante apurada pelo estudo é a ligação entre o acesso às mídias sociais e a satisfação dos empregados: 63% dos funcionários de organizações com livre acesso às mídias sociais estão satisfeitos em seu trabalho, contra 41% daqueles com acesso bloqueado. “Proibir o acesso às redes sociais não elimina o seu uso pelos colaboradores, já que essas atividades podem ser transferidas para os seus equipamentos pessoais”, diz Tudor Aw, diretor de tecnologia da KPMG na Europa.

 

 

 

Brasil quer renegociar acordo automotivo com o México

O governo revê o contrato automotivo com o México, podendo até suspendê-lo, enquanto autoridades mexicanas têm interesse em renegociar os termos do acordo em vigência. Firmado em 2002, o documento permite as importações de automóveis, peças e partes de veículos do México. Uma das ideias é evitar a imposição de tarifas de importação para as compras mexicanas até 2013.

Ainda não há uma definição sobre o assunto. Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior, apenas confirmou no dia 1º de fevereiro as articulações em curso. “O assunto está em discussão no governo”, disse, sem detalhar a proposta.

Pelos dados preliminares do governo, nos primeiros anos do contrato, o Brasil registrou saldo positivo no comércio de automóveis com o México. Mas, nos últimos anos, esse resultado passou a indicar dados negativos. Dos países do Mercosul, o Brasil é o principal importador do México.

Fonte: com informações da Agência Brasil.

Produção industrial fecha 2011 estagnada

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE indicam estagnação da produção industrial brasileira em 2011, apontando alta de apenas 0,3% – resultado muito baixo se comparado aos 10,5% de 2010 frente a 2009.

Dos 27 setores investigados, 12 sofreram queda de produção em 2011. Os destaques negativos vieram da indústria têxtil (-14,9%), calçados e artigos de couro (-10,4%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,7%). Redução do IPI para as compras nacionais e aumento IPI para as importações não bastam, segundo analistas econômicos. Falta ainda agir sobre as raízes da falta de competitividade da indústria brasileira, como a alta carga tributária, a logística ineficiente e o alto custo sobre o emprego.

Destaque positivo. Entre os 15 setores que expandiram a produção, os destaques foram a indústria de fumo (13,4%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalares, ópticos e outros (11,4%) e outros equipamentos de transporte (8%).

Acesse aqui a pesquisa completa realizada pelo IBGE.

 

 

Inadimplência das empresas é a maior desde 2009

Alta de 19% em 2011 na inadimplência das empresas é a maior desde 2009, conforme aponta pesquisa da Serasa Experian. De acordo com os economistas da Serasa, os fatores determinantes do indicador negativo foram o aumento da inflação, que pressionou os custos dos negócios; os juros elevados, que tornaram o capital de giro mais caro; a desaceleração econômica no segundo semestre, que dificultou as vendas e ampliou os estoques; e o aumento da inadimplência do consumidor, que elevou o risco de crédito e definiu perdas financeiras. No comparativo entre dezembro de 2011 e dezembro de 2010, a alta foi ainda maior, 23,7%.

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas considera as variações do número de cheques sem fundos, títulos protestados e dívidas vencidas com instituições financeiras.

Setor de transformação lidera otimismo da indústria em janeiro

O otimismo dos empresários da indústria em janeiro, na comparação com dezembro de 2010, aumentou nos três segmentos analisados para o Índice de Confiança do Empresário Industrial – ICEI, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI: indústria extrativa, de transformação e da construção. A confiança no setor de transformação foi a que mais cresceu, subiu 2,1 pontos, registrando 56,5 pontos. Foi seguido pela indústria da construção, cujo otimismo aumentou 1,8 ponto, atingindo 59,7 pontos. Já o índice da indústria extrativa teve crescimento de 0,4 ponto, alcançando 60,3 pontos. O ICEI varia de zero a cem. Valores acima de 50 mostram confiança e abaixo de 50, pessimismo.

O estudo de janeiro de 2011 foi calculado com base em entrevistas feitas com 2.220 empresas, entre 2 e 18 de janeiro, das quais 1.169 são pequenas, 748 médias e 303 de grande porte. O ICEI é formado com base em quatro perguntas: condições atuais da economia brasileira e da empresa e expectativas sobre a economia nacional e a empresa. Antes trimestral, a partir de janeiro de 2010 o levantamento passou a ser mensal.