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Produção mais integrada e alinhada à Indústria 4.0

              A 7ª edição da pesquisa “Panorama Global do Setor de Produção 2016” (do original, em inglês, KPMG 2016 Global Manufacturing Outlook), realizada pela KPMG, aponta que empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo a Indústria 4.0. Segundo o estudo, 25% dos CEOs entrevistados disseram que já investiram em impressoras 3D e fabricação aditiva. Um número similar disse já ter investido também em inteligência artificial e tecnologias de computação cognitiva.

O estudo indica que o uso de robótica no chão de fábrica vai atrair investimentos significativos: 40% dos entrevistados revelaram que pretendem, nos próximos 2 anos, investir de modo significativo em P&D para robótica. A pesquisa ouviu 360 executivos de alto nível em 14 países, entre eles, o Brasil, e aborda estratégias de crescimento, entrada em novos mercados e desenvolvimento de novos produtos e serviços, P&D, tecnologia e cadeia de suprimentos.

Quando perguntados sobre o quanto esperam investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D), 21% disseram que vão disponibilizar mais de 10% das receitas para essa finalidade nos próximos 2 anos, e 49% afirmaram que deverão gastar 6% das receitas ou mais nesse período.

Mais de 50% dos CEOs entrevistados classificaram a estratégia de crescimento adotada como agressiva e mais de 16% disseram que ela é muito agressiva. O estudo também apontou que 74% deles relataram o crescimento como prioridade alta ao longo dos próximos 2 anos, num mercado de competição pela participação acirrada.

Outros levantamentos da pesquisa:

– 92% disseram que estão intensificando o foco em novos mercados ao longo dos próximos 2 anos;

– 43% dizem que a principal motivação em relação a investimentos estrangeiros é capitalizar oportunidades de produção de custos mais baixos e 34% dizem que é obter acesso a novos mercados;

–  Em relação aos planos de mudanças da gama de produtos, 56% disseram que farão investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado;

– 39% investirão no lançamento de um ou mais novos serviços.

Sobre a pesquisa

O estudo foi conduzido pela Forbes Insights, no início deste ano, com 360 executivos de alto nível.  Os entrevistados atuam em 6 setores industriais (aeroespacial e de defesa, automotivo, conglomerados, dispositivos médicos, produtos industrial e de engenharia e de metais) e estão localizados nas Américas, Europa e Ásia. Os países participantes foram Austrália (10), Brasil (12), Canadá (13), China (36), França (10), Alemanha (40), Índia (38), Japão (34), México (11), Países Baixos (13), Rússia (12), Coreia do Sul (10), Reino Unido (41) e Estados Unidos (80).

Para ter acesso à pesquisa na íntegra, basta clicar no link  www.kpmg.com/gmo.

Fonte:  KPMG


IoT pode impulsionar o setor de logística em US$ 1,9 trilhão

Segundo informações da 2S, pioneira em soluções IoT no Brasil, um Relatório de Tendências da DHL, com foco em Internet das Coisas, revela que na próxima década o setor de logística pode alavancar níveis mais elevados de eficiência operacional à medida que a IoT conecta (em tempo real) os milhões de embarques deslocados, rastreados e acondicionados diariamente.

O estudo, apresentado em 2015 na Conferência Global de Tecnologia da companhia em Dubai, mostra que a Internet das Coisas pode impulsionar o setor de logística em US$ 1,9 trilhão. No setor de armazenagem, paletes e itens conectados serão diferenciais importantes na gestão inteligente de estoques, mostra o relatório.

No setor de transporte, onde a conexão de sensores e atuadores é bastante difundida com o rastreamento e a telemetria, a novidade está nas novas tecnologias, que podem extrair diferentes informações e, principalmente, na camada de inteligência – que reúne a leitura de todos os dispositivos embarcados em uma única plataforma. Por meio desse recurso, é possível processar, analisar e fornecer ao decisor informações completas.

Renato Carneiro, presidente da 2S Inovações Tecnológicas, afirma que a Internet das Coisas permite a transformação de dados absolutos em conhecimento integrado e útil para a operação de transporte e logística. “As vantagens podem ir além: quando os veículos se conectam ao ambiente (estradas, sinais, outros veículos, relatórios de qualidade do ar e sistemas de inventário, etc), os custos caem e a segurança e a eficiência aumentam”, avalia.

Desde 1992, a 2S é uma integradora de soluções de infraestrutura Cisco para o mercado corporativo. Entre as áreas em que atua, os destaques são as soluções Internet of Things (IoT), Colaboração, Mobilidade, Datacenter e Segurança. Acesse www.2s.com.br/iot para mais informações

 

 


Fundação Vanzolini apoia empresas do ABCD Paulista a exportarem

O PEIEX – Projeto Extensão Industrial Exportadora no Estado de São Paulo –, de responsabilidade da Fundação Vanzolini, tem como objetivo trazer melhorias de gestão, aumento de competitividade e capacidade exportadora às empresas do ABCD Paulista, ajudando a alavancar a geração de negócios no mercado global.

De forma gratuita, o projeto desenvolve para cada empresa participante planos de ação de aperfeiçoamento no mercado brasileiro e internacional. Além de receber um diagnóstico que mostra oportunidades de competitividade no mercado interno e externo, a empresa pode ter acesso a ações de promoção comercial da Apex-Brasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, como viagens para feiras internacionais e rodadas de negócios com compradores estrangeiros.

A Fundação e a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, braço do Consórcio Intermunicipal Grande ABC para as ações voltadas à economia regional, assinaram, no final de maio, o Termo de Adesão e Cooperação Técnica para ampliar as ações do PEIEX nos 7 municípios que compõem a região. O convênio permanece até 2017, e deve atender mais de 400 companhias.

Segundo Felipe Bussinger Lopes, Gestor do Projeto no Estado de São Paulo, a perspectiva é aumentar o número de empresas exportadoras nos 2 anos do novo ciclo do projeto, para que possam trabalhar no mercado internacional.

Para mais informações, acesse o site do programa: www.peiexsp.com.br

A Fundação Vanzolini é uma instituição privada, sem fins lucrativos, mantida e gerida por professores do Departamento de Engenharia de Produção da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo.


Crise perde fôlego, principalmente na indústria, aponta pesquisa do Ipea

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada –Ipea divulgou, esta semana, pesquisa sobre o comportamento da atividade econômica no Brasil. Realizada pelo seu Grupo de Conjuntura (Gecon), o estudo revela que o desempenho recente de alguns indicadores da atividade econômica sugere que a crise está perdendo fôlego. E a boa notícia é que os primeiros sinais deste possível início de recuperação cíclica estão concentrados na indústria.

O foco no comércio exterior está gerando efeitos positivos, principalmente nos setores de têxteis, calçados e madeira. Além do aumento na competitividade, nota-se também, segundo o Ipea, que a desvalorização da moeda está estimulando a substituição de importações, principalmente na produção de bens intermediários.

Por sua vez, a contração da demanda doméstica segue provocando forte ajuste de estoques, o que pode representar mais uma fonte de estímulo à recuperação da produção. Os níveis de confiança dos empresários também cresceram – embora se mantenham em patamares muito próximos dos mínimos históricos. O desempenho da produção da indústria ainda apresenta-se volátil, afirma o Ipea, mesmo com resultados positivos mais frequentes. Após duas altas consecutivas, o indicador de produção industrial do Ipea aponta queda de 1,6% da produção industrial física na passagem entre abril e maio, no comparativo com ajuste sazonal, o equivalente a uma queda de 6,5% sobre o mesmo período de 2015.

Enquanto o setor industrial dá indícios de melhora, espera-se uma recuperação mais lenta do consumo de bens e serviços, cujo desempenho está associado à dinâmica do mercado de trabalho. Além disso, a queda continuada na demanda doméstica gerou forte redução no grau de utilização da capacidade na indústria, o que pode retardar a recuperação dos investimentos.

Outro fator negativo para o crescimento do consumo aparente de bens de capital é a desvalorização do real frente ao dólar, que encarece a importação de máquinas e equipamentos. Mesmo assim, de acordo com estimativas do Ipea, o bom desempenho dos indicadores da construção civil e do consumo aparente de máquinas e equipamentos no mês de abril indica que os investimentos tiveram um bom início de segundo trimestre, com alta de 2,8% em abril, na comparação com ajuste sazonal.

Fonte: Ipea. Para ler a íntegra do estudo, acesse aqui.


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Setor eletroeletrônico está mais confiante

Dois estudos realizados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee mostram que o setor eletroeletrônico está mais confiante. Em junho, uma sondagem com as indústrias elétricas e eletrônicas revela que 66% delas estão confiantes na melhora do desempenho da economia em decorrência da mudança no Executivo. A consulta é a primeira realizada durante o governo Temer.

O levantamento revela que a expectativa é favorável, mas ainda não se converteu em alteração na decisão de investimentos. Entre as empresas consultadas, apenas 3% pretendem investir este ano impulsionadas pela troca no Executivo. “Considerando o nível de falta de confiança a que se chegou, é natural que a retomada dos investimentos ocorra de forma gradual”, afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Outro levantamento  realizado pela Abinee mostra que o desempenho do setor eletroeletrônico, em maio, registrou a 16ª queda consecutiva no nível de emprego, apurado com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged).

Mesmo com o fechamento de 469 postos de trabalho, em maio, o resultado é o menor desde fevereiro de 2015, o que indica uma diminuição no ritmo de demissões no setor eletroeletrônico, que chegou a eliminar 2,8 mil vagas apenas no mês de março.

As duas sondagens revelam que a indústria, aos poucos, está retomando a confiança; o que é positivo para a geração de negócios.

                


Confiança da indústria cresce, revela pesquisa da FGV

A Sondagem da Indústria da Transformação, divulgada pela Fundação Getúlio Vargas, revela que o Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 4,2 pontos em junho, alcançando 83,4 pontos – considerado o maior nível desde fevereiro de 2015. O bom resultado contempla 14 dos 19 principais segmentos da pesquisa e foi determinado principalmente pela melhora das expectativas, mostrando uma tendência de recuperação da confiança industrial.  O superintendente adjunto para ciclos econômicos da FGV/IBRE, Aloisio Campelo Jr., afirma que o retorno da confiança aos níveis médios históricos dependerá, de agora em diante, de uma efetiva recuperação da demanda interna e da redução das incertezas originadas no ambiente político.

Segundo a sondagem, o Índice de Expectativas (IE) chegou a 85,7 pontos em junho, ficando 7,5 pontos acima do mês anterior – a segunda maior alta registrada, perdendo apenas para a variação mensal de janeiro de 2002 (7,6 pontos). A maior influência para a alta do IE foi dada pelo indicador que capta as perspectivas para a produção nos três meses seguintes. Após o terceiro aumento consecutivo, o indicador atinge 93,9 pontos, o maior patamar desde abril de 2014 (96,1 pontos), mostra o estudo.

Entre maio e junho, o percentual de empresas que pretendem reduzir a produção nos meses seguintes caiu de 28,7% para 16% do total, enquanto a parcela de empresas que espera aumentar a produção passou de 23,4% para 24,2%.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) mostrou-se estável este mês, em 73,9%, 0,1 ponto percentual acima do observado em maio. Em bases trimestrais, este é o primeiro avanço do NUCI desde o terceiro trimestre de 2013: a média do indicador no segundo trimestre, de 74%, ficou 0,2 p.p. acima da média do trimestre anterior (73,8%).

A edição de junho de 2016 do estudo coletou informações de 1.114 empresas entre os dias 01 e 23 deste mês. A próxima divulgação da Sondagem da Indústria ocorrerá em 29 de julho de 2016. Para ler o estudo completo, acesse aqui.


Boas perspectivas

Um novo governo, uma nova equipe econômica e muitos desafios, sobretudo o de se recuperar a confiança do brasileiro, do investidor, do empresário. Alguns estudos divulgados este mês apontam para dias melhores. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), por exemplo, medido pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, registrou um crescimento positivo em maio: 4,5 pontos a mais em relação a abril, atingindo 41,3 pontos – a maior alta em 6 anos. O valor do ICEI é o maior em 16 meses, mesmo estando abaixo dos 50 pontos. A forte alta foi puxada, segundo a CNI, pela melhora das expectativas dos industriais, cujo indicador cresceu 5,7 pontos em maio ante abril. O índice de expectativa sobre a economia brasileira teve elevação de 8,6 pontos e o de perspectivas sobre a empresa aumentou 4,1 pontos.

O mês de maio também marcou o superávit de nossa balança comercial, atingindo US$ 1,747 bilhão – resultado das exportações de US$ 4,370 bilhões e US$ 2,622 bilhões das importações. Entre os destaques das exportações estão o crescimento de 13,2% na venda de produtos semimanufaturados e a queda de 3,3% dos produtos básicos.

Uma análise do economista Ricardo Amorim, no artigo “e agora, Temer?”, publicada logo após a aprovação, pelo Senado, do processo de impeachment de Dilma Rousseff, sugere que este novo governo tem todas as condições de colocar o Brasil de volta em uma rota de crescimento econômico, e ainda sinaliza uma recuperação econômica no segundo semestre deste ano, desde que as medidas econômicas discutidas sejam realmente implementadas.

Segundo Amorim, o Brasil está passando por transformações importantes na aplicação da lei, na política e na condução da economia. E que a crise econômica deve ser seguida de uma recuperação mais forte do que a imensa maioria imagina. O futuro do Brasil, afirma Amorim, dependerá de como a sociedade vai se posicionar não apenas durante, mas também passada a tormenta atual. E ainda sugere que o futuro está cheio de oportunidades.Transformá-las em realidade dependerá de cada um de nós. Ricardo Amorim acaba de lançar o livro “Depois da Tempestade”, uma análise do governo do PT e de como o Brasil mergulhou nessa crise. Mas mostrando que a recuperação pode ser mais rápida do que se espera.

Para ler o estudo da CNI, acesse aqui.

Para ler o o artigo de Ricardo Amorim, acesse aqui:


Novas medidas do BNDES melhoram condições de financiamento ao setor produtivo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES está adotando novas medidas para melhorar as condições de financiamento ao setor produtivo brasileiro que prevêem refinanciamento de operações do BNDES PSI; ampliação do apoio a exportações e capital de giro, com custos menores; e MPMEs com melhores condições em todas as linhas do Banco, além de aumento do prazo do cartão para 60 meses. 

Os custos dos financiamentos para aquisição de máquinas e equipamentos no mercado doméstico também foram reduzidos, estimulando o aumento da eficiência do sistema produtivo nacional. As novas medidas representam um volume de recursos da ordem de R$ 26 bilhões, o que não afeta o orçamento de disponibilidade do BNDES para 2016.

Veja, em detalhes, as informações fornecidas pela assessoria do BNDES:

Refin PSI – Poderão ser refinanciadas operações automáticas do BNDES PSI para máquinas e equipamentos. O custo será de 15,73% para todos os portes de empresas; e a demanda potencial do Refin PSI, da ordem de R$ 15 bilhões. Poderão ser renegociadas operações com até doze parcelas vincendas. As prestações renegociadas vão compor novo subcrédito que poderá ser amortizado em até 24 parcelas mensais.

Capital de giro – O BNDES baixou as taxas para financiamento de capital de giro por meio do Programa BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren). As menores taxas são para micro e pequenas empresas (com receita operacional bruta até R$16 milhões/ano). Para esse grupo, a redução foi de até 25%, com juros de 11,67% ao ano. Para as médias (ROB entre R$16 milhões e R$90 milhões/ano), a queda foi de cerca de 9%, com taxa de 14,71% ao ano. Sobre esses custos incidirá ainda a remuneração do agente financeiro, livremente negociada entre as partes.  O orçamento disponível do Progeren será de até R$ 5 bilhões. Essas operações podem contar com apoio do BNDES FGI – Fundo Garantidor para Investimentos, o que amplia a possibilidade dos agentes repassadores concederem financiamento.

Cartão BNDES – As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) foram beneficiadas também pela ampliação do prazo de amortização do Cartão BNDES, de 48 meses para 60 meses. No ano passado, os desembolsos do Cartão BNDES atingiram R$ 11,2 bilhões, com cerca de 750 mil operações contratadas.

Exportação – O Banco reduziu ainda os custos da Linha BNDES Exim Pré-Embarque, destinada ao financiamento da produção interna de bens e serviços que serão comercializados no mercado internacional. Assim cria condições para que a indústria nacional aproveite a conjuntura cambial favorável e amplie os mercados de exportação para seus produtos de maior valor agregado. Para isso, serão disponibilizados até R$ 4 bilhões. As taxas disponíveis do Exim Pré-Embarque tiveram redução de até 10% em relação às praticadas anteriormente, ao mesmo tempo em que foram ampliados os níveis de participação do BNDES no financiamento. Os custos mais baixos são para os chamados bens de capital com alta externalidade, isto é, com importante cadeia de valor no País e forte esforço em inovação. Para esses equipamentos (entre os quais máquinas e implementos agrícolas e rodoviários, equipamentos para energia, máquinas-ferramenta, etc.), a taxa cobrada pelo BNDES será de 11,62% ao ano, acrescida de um spread a ser negociado entre o cliente final e o agente financeiro, com cobertura de até 70% do valor a ser exportado. As taxas para os outros bens manufaturados, incluindo demais bens de capital, aeronaves, embarcações, caminhões, ônibus, autopeças e motores, ficaram em 13,64% ao ano, com cobertura de 50%.

Garantias com o BNDES FGI – Importante instrumento de acesso a crédito por meio da complementação de garantias em operações de financiamento, as MPMEs, os Micro Empreendedores Individuais (MEIs) e os caminhoneiros autônomos poderão contar com o FGI em suas operações de financiamento. O FGI poderá dar cobertura de até 80% do financiamento.  O custo será entre 0,8% e 4,9% do valor financiado, variando em função do prazo e do percentual garantido contratado.

Bens de capital – O BNDES melhorou as condições dos financiamentos à aquisição de bens de capital indutores de eficiência energética. A modalidade “BK Eficiência” da linha Finame teve juros reduzidos de 10% ao ano para 9%. Além de reduzir custos, foi ampliada a lista de máquinas e equipamentos passíveis de financiamento. Para essa modalidade, o BNDES destinou R$ 2 bilhões.Essa iniciativa se soma às medidas adotadas pelo BNDES no final do ano passado, de melhoria das condições do financiamento para a aquisição de bens de capital por meio da linha BNDES Finame.

Para esses bens de capital, inclusive agrícolas, o custo será de 9,9% ao ano, com 80% de participação do BNDES. Para a aquisição de ônibus e caminhões e para a produção de máquinas e equipamentos, o custo do financiamento do BNDES será de 11,8%. Sobre essas operações, incidirá também a remuneração do agente financeiro, negociada livremente entre o banco repassador e o cliente final, e a taxa de intermediação financeira, de 0,1% (MPMEs) e 0,5% (grande empresa).


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Perspectivas 2016 – Desafios e oportunidades num ano de mais ajustes

O Brasil tem adiante muitos desafios, começando por enfrentar os problemas de governabilidade, e decisões políticas importantes que vão determinar novos rumos. Mas essa não é a primeira vez que enfrentamos turbulências. Já passamos por outras crises, e saímos delas. Novamente teremos que ser resilientes. O cenário desafiador exigirá de todos, inclusive da indústria, muito planejamento, mais jogo de cintura e visão estratégica dos negócios. É hora de “arrumar a casa”.

A indústria tem sido desafiada a encontrar soluções para reduzir custos, melhorar processos, evitar desperdícios e aumentar a produtividade. A preocupação com energia, por exemplo, está impondo ao setor novas rotinas e a introdução de novas tecnologias, ou seja, máquinas e equipamentos mais eficientes, novas fontes alternativas e a adoção de uma gestão eficaz de recursos. Portanto, esses desafios vão continuar.

O mercado de robôs, por outro lado, será crescente. Segundo a pesquisa World Robot Statistics, da International Federation of Robots, até 2018 o mercado global de robôs terá crescido em média 15% ao ano. O número de unidades vendidas passará de 200.000 para 400.000, e China, Japão, EUA, Coreia do Sul e Alemanha serão responsáveis por 70% desse total. Para dimensionar a força desse mercado, a Epson vai impulsionar o desenvolvimento de robôs nos próximos 3 anos, com a estimativa de gerar uma receita anual de robótica, em 10 anos, de US$ 833 milhões.

E tem mais: o mercado global de IoT (Internet das Coisas) prevê triplicar para US$ 1,7 trilhão até 2020, conforme apontou recente pesquisa da IDC – International Data Corp. A própria indústria automobilística já começa a se preparar para a era móvel e conectada. Esses são apenas alguns exemplos da dimensão do que vem por aí com a Indústria 4.0 – a chamada quarta revolução industrial, que promete modificar os modos atuais de produção e será marcada pela integração, conectividade, adaptabilidade e sustentabilidade. Novas tecnologias já despontam e outras virão, cedo ou tarde chegarão aqui.

Ao mesmo tempo que acontece uma corrida tecnológica lá fora, estamos vivenciando momentos de turbulência política e econômica no mercado interno, com muitos desafios, como colocar as finanças públicas em trajetória sustentável, combater a corrupção e recuperar a confiança de empresários e da sociedade. Para saber como esse cenário vai impactar a indústria em 2016, consultamos especialistas em economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, Universidade de Campinas – Unicamp e Fundação Getulio Vargas – FGV.

Com a palavra, os economistas
Especialistas consultados por NEI confirmam que a economia brasileira vai continuar em recessão em 2016 – fato já esperado. O Relatório Focus do Banco Central, divulgado em dezembro, confirma isso. O mercado prevê retração do PIB de 3,50% em 2015 e 2,31% em 2016. Em relação à produção industrial, a queda prevista será de 7,60% em 2015, e 2,40% em 2016.

Segundo José Luis Oreiro, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, o PIB industrial deverá continuar seu processo de queda no primeiro semestre de 2016, mas a estimativa é de que apresente recuperação no segundo semestre, impulsionado pelo aumento das exportações de manufaturados e pela substituição de importações por produção doméstica em função da taxa de câmbio mais desvalorizada. O dólar deverá continuar se valorizando frente à nossa moeda, alcançando cerca de R$ 4,50 no final de 2016, o que é considerada uma boa notícia pelos economistas que colaboraram com este artigo.

Setores com capacidade de exportar têm mais oportunidade de sair primeiro da crise e contribuir para puxar o resto da economia, afirma Antônio Márcio Buainain, professor do Instituto de Economia da Unicamp. De acordo com o docente, o setor automobilístico deve apresentar ligeira recuperação em relação a 2015, assim como a construção civil, principalmente se o governo conseguir retomar o programa de concessões e organizar o financiamento habitacional.

Com a taxa de câmbio mantida nessas condições, a produção e as vendas da indústria nacional também apresentarão sinais consistentes de recuperação, prevê Oreiro. E isso tende a se refletir no aumento de investimentos em modernização e atualização do equipamento de capital. O parque fabril brasileiro tem máquinas e equipamentos com idade média em torno de 17 anos, segundo estudos do professor David Kupfer do Instituto de Economia da UFRJ – o que reforça a urgência de modernização. Na Alemanha, por exemplo, esse tempo é de apenas 7 anos, 40% menos que no Brasil.

“A defasagem reflete o baixo nível de investimentos na modernização e atualização de ativos nos últimos dez anos em função dos efeitos negativos da taxa de câmbio sobrevalorizada em relação à rentabilidade dos investimentos na indústria. À medida que a taxa de câmbio ficar novamente competitiva, os investimentos em modernização se tornam novamente lucrativos. Assim o hiato tecnológico da indústria brasileira irá se reduzir ao longo do tempo, aumentando sua capacitação tecnológica”, afirma Oreiro.

Buainain sugere que, para se modernizar, a indústria terá também que importar bens de capital, mas o custo deve ser reduzido por políticas tarifárias mais consistentes com a realidade global, ou seja, diminuindo-se a proteção à indústria brasileira de bens de capital. Segundo o docente, isso pode ser feito preservando os incentivos para o setor de bens de capital baixar seus custos, se modernizar e se qualificar para participar de forma ativa da retomada do crescimento industrial no Brasil.

Um forte indicador nesse sentido foi a notícia de redução do imposto de importação para 158 máquinas e equipamentos industriais sem produção nacional equivalente – os chamados ex-tarifários – até 30 de junho de 2017. Com a redução das alíquotas, que passaram de 14% para 2%, no caso de bens de capital, e de 8-18% para 2%, para bens de informática e telecomunicações, os custos de vários projetos industriais, os quais totalizam investimentos globais de aproximadamente US$ 640,4 milhões, tendem a diminuir. Pelas informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, serão beneficiados projetos para fabricação de motores para veículos, equipamentos de exploração de petróleo e equipamentos para sistemas de comunicação óptica, entre outros.

Mercado externo
É importante lembrar que a retomada de confiança e do investimento – que é fundamental – vai depender não apenas da evolução da situação política e das expectativas, como também do comportamento do setor externo, principalmente o relacionado à demanda chinesa, principal parceiro comercial do país, alertou Danilo Sartorello Spinola, consultor da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal – Nações Unidas).

De acordo com o último relatório semestral da OCDE – Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, a China deve desacelerar em sua taxa de crescimento para 6,8% em 2015, alcançando 6,2% em 2017, quando a atividade econômica deve se reequilibrar. Para os EUA, estima-se um crescimento do PIB de 2,5% no próximo ano e 2,4% em 2017. Já para a Zona do Euro projeta-se um aumento de 1,8% de atividade em 2016 e 1,9%, em 2017. Para o Brasil, a OCDE prevê que a recuperação só aconteça em 2017, quando é esperado um aumento do PIB de 1,8%, desde que melhorem os resultados fiscais, haja controle da inflação e se reestabeleça a confiança.

Pondo a casa em ordem
Muito se tem ouvido falar que a crise oferece oportunidade de crescimento. Antonio Buainain, do Instituto de Economia da Unicamp, diz que muitas empresas de setores industriais e de serviços conseguem melhorar sua produtividade. “De imediato essa melhora se dá pelas demissões, mas com poucos gastos é possível melhorar os processos, cortar desperdícios e se preparar para crescer de forma mais saudável quando o mercado reverter”, afirmou.

Felippe Serigatti, professor e pesquisador do Centro de Agronegócios da FGV, mencionou que o aumento de produtividade nas cadeias industriais tem sido prejudicado pelos elevados custos de produção decorrentes de mão de obra cara e pouco produtiva, carga tributária elevada, infraestrutura precária e, até 2014, taxa de câmbio que tornava os bens importados mais barato que os do mercado doméstico. Não é à toa que esses são alguns dos desafios que compõem as agendas de discussão das entidades representativas da indústria do país.

Uma das ações recentes da CNI para elevar a produtividade das empresas é o programa Indústria + Produtiva – desenvolvido em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – SENAI, cujo propósito é estimular as empresas a produzir mais e melhor com os recursos existentes, permitindo reduzir desperdícios, organizar a produção e oferecer melhorias de gestão capazes de trazer resultados em pouco tempo. Aumentar a produtividade é imprescindível: no Brasil, além de baixa, ela cresceu apenas 6,6% entre 2002 e 2012 contra índices superiores a 30% em economias como Japão e Estados Unidos, informou a CNI. Podemos afirmar, sem dúvida alguma, que a produtividade também depende da melhoria da gestão das empresas.

Outras orientações de especialistas são repensar estratégias, produtos e processos, e desenvolver programas de melhoria contínua em busca da maior eficiência possível. A lição de casa deve pautar inclusive as discussões nas empresas de micro e pequeno porte, sem exceção.

Durante o 15° Seminário de Planejamento Estratégico Empresarial 2016, realizado no final de 2015 pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, e que teve como tema “Desafios para o Planejamento de 2016”, Carlos Pastoriza, presidente da entidade, reforçou a necessidade de se “arrumar a casa”, aumentar o market share em relação aos importados no mercado interno e aumentar as exportações. Na ocasião, Pedro Estevão Bastos, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas – CSMIA, orientou as empresas a melhorar seu planejamento orçamentário de vendas, conhecendo suas variáveis, os fatores econômicos e sociais que impactam diretamente o negócio, assim como elaborar previsões de vendas, revisar o plano mensalmente e inserir programas internos para dar maior velocidade às mudanças.

O tema “qualificação de mão de obra” também norteou as discussões e se pôs como um dever de casa. Nesse contexto, o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também afirmou, durante sua palestra no 10° ENAI, que a educação é um componente importante da produtividade e um desafio sobre o qual as lideranças precisam ter foco e objetivos claros.

O Brasil tem uma agenda cheia e muitos desafios a enfrentar a partir deste ano. Como diz a Carta da Indústria 2015 – documento consolidado durante o 10º Encontro Nacional da Indústria – ENAI, organizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, em novembro, em Brasília: “O momento impõe urgência à correção de rotas e enfrentamento de questões econômicas, políticas e institucionais. Mas o Brasil já enfrentou outros momentos difíceis e graves. E soube enfrentá-los.”

E é sempre bom lembrar que, apesar de todas as turbulências, somos a 7ª economia mundial, com um PIB de US$ 2,3 trilhões.


Enfrente a crise controlando melhor os seus processos

Em tempos de vacas magras, a indústria se vê desafiada a encontrar meios para reduzir custos de produção, cortar gastos supérfluos, eliminar desperdícios e aumentar a eficiência produtiva. Resumindo, controlar melhor os processos é uma das saídas para a crise e certamente a mais importante. O controle eficiente dos processos de produção deve ser uma meta permanente, em qualquer tempo, e é o grande diferencial das empresas bem-sucedidas. Felizmente, nunca foi tão grande a presença de produtos e sistemas oferecendo soluções, das mais simples às mais sofisticadas. Mais uma vez, a tecnologia se mostra aliada da indústria.

edição de dezembro da Revista NEI, na seção Instrumentação e Controle, uma variada seleção de sensores, controladores e sistemas supervisórios alinhados à Indústria 4.0 que vão ajudar na busca da melhor solução para indústrias de pequeno, médio ou grande porte. Não importa o tamanho do desafio, haverá sempre uma solução a um custo compensador. A difusão de tecnologias novas, como comunicação wireless, armazenamento de informações na nuvem e aumento de capacidade dos sistemas digitais, tem transformado de tal forma os recursos de instrumentação e controle, que muitos consideram se tratar de uma nova revolução industrial.

Ao contrário do que se possa imaginar, estar alinhado a essas novas tecnologias não é difícil, nem tão dispendioso. Talvez o mais difícil seja dar o primeiro passo. A indústria do futuro será mais produtiva principalmente porque poderá contar com formas mais eficientes de medir e controlar os processos de produção, produzindo mais e a custos menores. Como podemos ver, investir agora nessas tecnologias, além de nos blindar contra crises, também nos deixa mais competitivos e capacitados a enfrentar qualquer concorrência.

Na verdade, muitas empresas já vêm investindo nessa direção, conforme indica a Pesquisa Mensal de Produção Física do IBGE: em relação a 2014 houve aumento de 5,5%  na produção Bens de Capital para Fins Industriais – Seriados (apesar da crise). Isto é uma pista de que, embora os índices de consumo tenham caído, produtos destinados a melhorar a eficiência na indústria estão em alta – provavelmente seu concorrente já está investindo para ser mais competitivo.

Enfim, não adianta parar e esperar a economia entrar nos eixos, é mais garantido tomar a iniciativa e acreditar na própria capacidade de resolver problemas. Investir em tecnologia tem se mostrado a estratégia certa para superar obstáculos e crescer, mesmo em tempos difíceis. É preciso se manter informado sobre o que há de mais novo e moderno no mercado; por isso a Revista NEI traz todos os meses uma seleção do que há de melhor no mercado de máquinas e equipamentos para a indústria.