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Arquivo da Categoria ‘Economia’

BNDES empresta mais para infraestrutura e empresas de pequeno porte

Dos R$ 24,5 bilhões liberados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES no primeiro trimestre deste ano, o setor de infraestrutura, com desembolsos de R$ 9,9 bilhões, respondeu por 41% das liberações totais no período. A análise setorial do desempenho do banco permite observar que os financiamentos em infraestrutura refletem importantes investimentos em curso no País, grande parte deles incluídos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC, sobretudo nos segmentos de energia elétrica (R$ 2,6 bilhões liberados) e transporte rodoviário (R$ 4,2 bilhões), este último com financiamentos de obras relativas às rodovias de concessões federais e estaduais.

O primeiro trimestre foi marcado também pela participação recorde das micro, pequenas e médias empresas – MPMEs no total desembolsado pelo banco. Com R$ 10,1 bilhões, as MPMEs responderam por 41% do valor total liberado pela instituição de janeiro a março.

Pacote de obras de US$ 21 bi para integrar América do Sul é discutido na Fiesp

A construção de um novo modelo de infraestrutura nos setores de transportes, energia e comunicações envolvendo países da América do Sul será debatida no fórum empresarial Oportunidades e Desafios para a Integração da Infraestrutura na América do Sul, nos dias 24 e 25 de abril, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp. Na ocasião, serão comentados os 31 projetos que compõem a Agenda de Projetos Prioritários de Integração – API, o Conselho Sul-Americano de Infraestrutura e Planejamento – Cosiplan e a União de Nações Sul-Americanas – Unasul.

A estimativa é de que com o investimento de mais de US$ 21 bilhões sejam construídos 2,4 km de pontes, 14 km de túneis, 57 km de anéis viários, 360 km de linhas de transmissão, 379 km de dragagem de rios, 1. 500 km de gasodutos, 3.490 km de hidrovias, 5. 142 km de rodovias e 9.739 km de ferrovias.

Devem participar representantes dos governos, bancos de fomento, construtoras, concessionárias e investidores de toda a América do Sul.

Siemens inaugura centro de P&D em smart grid

A Siemens, empresa focada em engenharia elétrica e eletrônica, inaugurou ontem, 19 de abril, em Curitiba, seu primeiro centro de pesquisa e desenvolvimento voltado às soluções de smart grid (redes inteligentes de monitoramento de sistemas elétricos) da América Latina.

O empreendimento vai ocupar dois prédios do Parque Tecnológico da Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC-PR e, inicialmente, terá atividades focadas em softwares e soluções de tecnologia da informação para a gestão e automação de sistemas de energia. “Este novo centro de pesquisa e desenvolvimento nasce integrado à nossa estratégia global para soluções em smart grid, desenvolvendo tanto aplicações para os clientes do mercado brasileiro quanto para aplicação internacional”, diz Paulo Stark, CEO e presidente do grupo Siemens no Brasil. Além dos 24 profissionais da Siemens, os estudos terão também a contribuição de professores e alunos da PUC-PR.

Segundo a empresa, a iniciativa faz parte do pacote de US$ 600 milhões em investimentos previstos para a criação de mais linhas de pesquisa e ampliação da capacidade produtiva no País. “O Brasil está adquirindo uma posição de vanguarda na estratégia da companhia e, por isso, estamos investindo em centros globais de competência em setores estratégicos, como smart grid e oil&gás”, afirma Stark – que pretende ainda inaugurar até o final de 2012 um novo centro de pesquisa e desenvolvimento voltado para o setor de petróleo e gás.

Petrobras prevê contratação de 200 mil novos trabalhadores até 2015

Em 10 anos, a Petrobras produzirá em média 6 milhões de barris de petróleo por dia. Até 2015, a companhia prevê investir US$ 224,7 bilhões e contratar cerca de 200 mil novos funcionários em 185 categorias profissionais na cadeia de petróleo e gás. A afirmação foi feita por Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras, durante o painel “Parcerias em Energia”, no fórum “Brasil-EUA: Parceria para o Século XXI”, em Washington, nos Estados Unidos.

A presidente da Petrobras também projetou crescimento do mercado de etanol e biocombustíveis. “O preço do petróleo poderá abrir novas oportunidades para combustíveis alternativos. Acredito que em cinco anos seremos a companhia número um em produção de etanol do Brasil”, afirmou.

O evento, encerrado pela presidenta Dilma Rousseff, reuniu empresários brasileiros e americanos de diversos setores, com o objetivo de estreitar relações comerciais e de educação entre os dois países.

Toyota Industries Corporation investe em sua primeira fábrica de empilhadeiras no País

O início da produção da primeira unidade de empilhadeiras da Toyota Industries Corporation no Brasil está programado para outubro de 2013. O terreno de cerca de 93 mil m2, com 31 mil m2 de área construída, fica na cidade de Artur Nogueira (SP). A empresa deve começar a operar com aproximadamente 120 colaboradores, com capacidade de produção anual estimada em cinco mil unidades. O investimento total é de cerca de R$ 101 milhões.

Atualmente, a companhia possui a distribuidora Toyota Material Handling Mercosur no Estado de São Paulo, a qual atua com vendas e serviços de empilhadeiras importadas. A nova fábrica será estabelecida como uma divisão industrial da distribuidora.

Agência de Fomento Paulista e Bradesco financiarão negócios na Mecânica

Linhas de crédito especiais para atender os expositores e os visitantes serão oferecidas por representantes da Agência de Fomento Paulista e do Bradesco durante a 29a Feira Internacional da Mecânica. O principal evento de máquinas e equipamentos industriais da América Latina será realizado de 22 a 26 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo.

Na ocasião, a instituição financeira do governo do Estado oferecerá crédito pré-aprovado, taxas a partir de 0,57% ao mês e prazo de pagamento de até 10 anos. A Agência de Fomento Paulista, que completou três anos em março, já aprovou cerca de R$ 550 milhões para vários setores em todo o Estado, entre eles a indústria de bens de capital mecânicos.

Pequeno empresário de SP mostra disposição para investir

Estudo interno da Agência de Fomento Paulista mostra que 73% do valor desembolsado em março foi destinado a pequenas e médias indústrias, o que representa R$ 31,7 milhões. Entre elas destacam-se as relacionadas às atividades da construção, eletricidade e gás e transformação.

Somente o desembolso realizado na última quinzena representa 48% do total liberado no mês. Se a busca por crédito se mantiver no mesmo ritmo, a instituição deve atingir, nos próximos dias, a marca dos R$ 600 milhões emprestados desde março de 2009, data de início das operações.

BNDES reduz taxas e amplia prazos

Redução de taxas para financiamentos de máquinas e equipamentos, ampliação de prazos, aumento de níveis máximos de participação e condições especiais para apoiar a inovação são as principais medidas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES para estimular a produção industrial brasileira.

O Programa BNDES PSI, que financia máquinas e equipamentos, foi prorrogado por mais um ano, até dezembro de 2013. Os juros caíram de 8,7% ao ano para 7,3%, no caso de grandes empresas, e de 6,5% para 5,5%, para as micro, pequenas e médias empresas – MPMEs.

As taxas para compra de ônibus e caminhões passaram de 10% para 7,7%, e o prazo ampliou-se de 96 para até 120 meses. O nível máximo de participação do BNDES foi elevado de 80% para 100% (MPMEs) e de 70% para 90% (grandes empresas).

Para as linhas de exportação, a taxa permaneceu em 9% para grandes empresas e 7% para MPMEs, mas o prazo foi ampliado de 24 para até 36 meses.

Foi também criado um subprograma do PSI cujo objetivo é apoiar a sofisticação tecnológica do setor industrial brasileiro. O programa vai financiar, com taxa de 5% ao ano e prazo de até 144 meses, investimentos que criem capacidade tecnológica e produtiva em setores de alta intensidade de conhecimento e engenharia. O foco é a produção de bens ainda não fabricados no Brasil.

As taxas mais atraentes continuam sendo para as linhas de inovação. As linhas Capital Inovador, Inovação Tecnológica e Inovação Produção foram unificadas, com taxa de 4% ao ano. Os prazos ampliaram-se de 36 para até 48 meses.

O BNDES Proengenharia, linha focada no desenvolvimento de engenharia nacional, foi prorrogado até o final de 2013, com taxa reduzida de 7% para 6,5% ao ano.

Fábrica de R$ 6,8 bilhões da Klabin vai gerar receita para 12 municípios paranaenses

A construção da nova fábrica da Klabin Papel e Celulose será enquadrada no programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo. O empreendimento, previsto para final de 2014, terá investimento aproximado de R$ 6,8 bilhões e produção anual de 1,5 milhão de toneladas de celulose.

Segundo a Agência Estadual de Notícias do Paraná, a nova fábrica da Klabin é o único projeto em andamento no Brasil que combinará a produção de celulose de fibra curta e de fibra longa. Todos os projetos atuais são de fibra curta (insumo para papel de impressão, papel higiênico e outros). Já a fibra longa, produzida a partir de pinus, é usada para embalagens, absorventes higiênicos e fraldas, por exemplo. “Esse é o maior investimento do setor privado na história do Paraná e poderá mudar a realidade de uma região muito carente”, comemora o governador Beto Richa.

Outra novidade é a partilha do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS. Foi assinado um convênio entre a diretoria da Klabin e prefeitos de doze municípios paranaenses para compartilhar o ICMS proveniente das operações da nova fábrica de celulose. Os municípios conveniados são: Cândido de Abreu, Congoinhas, Curiúva, Imbaú, Ortigueira, Reserva, Rio Branco do Ivaí, São Jerônimo da Serra, Sapopema, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. O município-sede (ainda não definido) ficará com 50% do tributo e os 50% restantes serão partilhados conforme termos préestabelecidos entre todos os municípios fornecedores de matéria-prima.

Para Ricardo Barros, secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, a iniciativa pode ser replicada para outros setores industriais, como a indústria integrada de carne, frangos e suínos. “É preciso distribuir a riqueza, e esse exemplo é fantástico, por isso vamos repetir no Estado, ampliando as oportunidades para os paranaenses”, finaliza.

Fonte: Com informações da Agência Estadual de Notícias do Paraná

Setor de bens de capital mecânicos fecha bimestre com receita de R$ 12 bi

No primeiro bimestre deste ano, o faturamento bruto real da indústria brasileira de máquinas e equipamentos foi de R$ 12,1 bilhões, valor 7,4% superior ao dos dois primeiros meses de 2011. O faturamento bruto real do setor em fevereiro foi de R$ 6,4 bilhões, alta de 9,9% em relação ao mês anterior. As informações foram divulgadas pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

De acordo com a entidade, seguindo o comportamento verificado em 2011, os setores de máquinas agrícolas e de bens sob encomenda continuam apresentando crescimento significativo. Já os setores de máquinas têxteis, para plástico e para madeira estão entre os cinco que apresentaram queda do nível de faturamento na comparação com o primeiro bimestre de 2011, e ainda estão abaixo dos níveis pré-crise.

A balança comercial fechou o primeiro bimestre com déficit de US$ 3,1 bilhões, resultado 24,7% superior ao observado no mesmo período do ano anterior. Houve aumento de 9% das exportações, que alcançaram US$ 1,8 bilhão, e das importações, que somaram 18,3% sobre o primeiro bimestre de 2011, chegando a US$ 4,9 bilhões.

Caixa Econômica Federal reduz taxas de juros para micro e pequenas empresas

Melhores condições de financiamento para micro e pequenas empresas foram anunciadas nesta semana pela Caixa Econômica Federal. Para pessoas jurídicas, na linha Giro Caixa Fácil, crédito de capital de giro diretamente na conta corrente, a taxa passou de 2,72% para 0,94% a.m. (redução de 68,73% na taxa anual). Nessa modalidade, R$ 8 bilhões serão alocados para suprir a demanda por capital de giro, inclusive para novas empresas.

O prazo máximo de pagamento foi estendido de 18 para 40 meses e os limites de contratação passam de R$ 60 mil para até R$ 1 milhão. O banco também reduziu a taxa para desconto de cheques e duplicatas de 1,72% a.m. para 1,25% a.m., corte de 29,12% na taxa anual. Clique aqui e confira outras reduções.