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Inovação da Klüber Lubrication comprova resultados de eficiência energética

A Klüber Lubrication, do Grupo Freudenberg, apresenta ao mercado o seu novo software analítico de medição de eficiência energética com o uso dos lubrificantes especiais. Desenvolvido pela subsidiária brasileira, mas destinado à utilização global, o EEM – Energy Efficiency Monitoring é pioneiro ao trazer os resultados em tempo real aos clientes, seja na redução do consumo de energia, de emissão de CO2, dos custos operacionais e os ganhos de produtividade.

Em um primeiro momento, a ferramenta deverá ser utilizada pela equipe de vendas da Klüber Lubrication para uso em campo nos clientes, nas reuniões de projeto e apresentações de resultados. Também serve para simular cenários específicos de cada aplicação, visando objetivos de negócio e ganhos financeiros.

Proporcionando grande valor tanto para a equipe de vendas como para os clientes, com o EEM, o cálculo e a comprovação dos resultados de eficiência energética passam de 20 horas para apenas 10 minutos, com aplicação em qualquer tipo de mercado, principalmente os de mineração, alimentício, automotivo, papel e celulose, cimento e siderurgia, entre outros. Os principais ganhos estão nas aplicações em compressores de ar, de refrigeração e redutores, levando em conta as características e complexidades próprias de cada um deles.

A Klüber Lubrication, empresa de origem alemã, presente em mais de 60 países, fornece graxas e óleos (sintéticos e minerais) para ampla gama de indústrias: automotiva, rolamentos, têxtil, siderúrgica, madeira, papel, bioenergia, energia eólica, alimentícia, fabricantes de equipamentos, mineração e cimento.


Produção de biomassa a partir de tocos e raízes de eucaliptos leva a Eldorado a anunciar investimentos de R$300 milhões em térmica no MS

A fabricante de celulose Eldorado Brasil vai aproveitar tocos e raízes de eucalipto, não utilizados na operação de colheita, para geração de energia a partir de biomassa. A empresa venceu o leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado no final de abril 2016, com o projeto Usina Termoelétrica (UTE) Onça Pintada, que vai gerar energia utilizando cavacos de madeira como principal combustível, com potência instalada de 50 MW. O investimento de R$ 300 milhões na construção da UTE de biomassa prevê gerar mais de 1.000 empregos diretos e indiretos para a região.

Um projeto-piloto de utilização da biomassa extraídas dos tocos e raízes de eucalipto das florestas da Eldorado foi realizado durante quatro meses ao longo de 2015. Esses cavacos de madeira, de elevado poder calorífico –superior ao da cana, por exemplo–, foram processados em térmicas da região de Três Lagoas, evidenciado a viabilidade da biomassa da companhia para geração de energia.

A UTE Onça Pintada será instalada em uma fazenda da companhia em Aparecida do Taboado (MS) e irá iniciar o fornecimento ao sistema elétrico nacional em janeiro de 2021, conforme previsto em leilão. O projeto agora segue para homologação na Aneel.

 


Novos produtos que vão ajudar a indústria a economizar

Energia e água são insumos essenciais para a atividade industrial e, como dizem os especialistas, com demanda crescente e oferta com restrições.

 A indústria brasileira é responsável por cerca de 41% do consumo de energia elétrica do País, segundo a Confederação Nacional da Indústria – CNI. Motores elétricos, refrigeração, ar comprimido e iluminação, juntos, representam mais de 50% desses custos. Em 2015, os preços da energia subiram aproximadamente 50%; e em 2016 os aumentos também serão salgados. Além disso, o Brasil desperdiçou R$ 12 bilhões com energia elétrica nos últimos cinco anos, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – Abesco, sendo uma das razões o fato de os equipamentos consumidores de energia elétrica em todos setores estarem obsoletos, consumindo mais energia para fazer o mesmo trabalho.

A maior parte da energia elétrica produzida no Brasil vem das hidrelétricas. Com a crise hídrica, a preocupação com a geração de energia cresce.

Esse cenário exige a adoção de medidas urgentes e soluções tecnológicas capazes de promover a redução do consumo de energia e água, e seu uso eficiente, bem como o uso de fontes renováveis, gerando ganhos econômicos e ambientais.

Para facilitar sua busca por essas soluções, nesta seção estão reunidos novos produtos – pesquisados no Brasil e no exterior – que propiciam economia de água e/ou energia, apoiando sua empresa a enfrentar mais esse desafio. Consultamos também especialistas para conhecer as tecnologias em evidência e as tendências para essa área. No quesito Água, as atenções se voltam à pesquisa de tecnologias para reúso. Em relação à Energia, os sistemas fotovoltaicos estão em evidência. Para se ter uma ideia dessa dimensão, relatório da Agência Internacional de Energia – AIE aponta que as energias renováveis devem representar 26% da produção de eletricidade em todo o mundo em 2020, mobilizando investimentos em torno de US$ 230 bilhões anualmente; em 2013, o índice foi de 22%.

 

As dicas dos especialistas

Haroldo de Araújo Ponte, professor da Universidade Federal do Paraná e engenheiro mecânico doutor em Ciência e Engenharia dos Materiais destaca, como tecnologia limpa, o reprocesso de resíduos industriais, transformando-os em matéria-prima para novos processos ou aplicações diretas. “Quando o reprocessamento é possível, o que se tem é o aproveitamento indireto da água e energia que foram utilizadas em alguma produção”, explicou o docente, que desenvolve pesquisas na área de Tecnologia Ambiental. “Um exemplo: estamos finalizando a criação de um processo para reciclagem de embalagens longa vida após a remoção do papel, nesse caso visamos à obtenção de alumínio na forma metálica e do Polietileno de Baixa Densidade – PEBD como palet. Toda energia e água gastas na produção do alumínio são preservadas, assim como para o PEBD. Nesse processo, praticamente, toda a água é reprocessada e a quantidade de energia utilizada é mínima. Ao final, os reativos químicos usados geram como resíduo um produto de alto valor agregado.

Para colaborar com a contenção de energia e/ou água em uma indústria, a professora da pós-graduação em engenharia de produção e sistemas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, Cláudia Viegas, sugere investir em sistemas de automação, os quais considera úteis para controlar tempo de uso. Mas orienta: “a melhor tecnologia ou o conjunto delas precisa ser escolhido de acordo com uma avaliação prévia dos sistemas industriais em questão; primeiramente é necessário fazer uma análise de todas as matérias-primas e os insumos utilizados (entradas) e seu ciclo de vida.”

Porém, reforçou que medidas simples e baratas como redução do fator de carga e do fator de potência ajudam muito, elevando a eficiência energética. Além dessas, orienta a remodelação de ambientes internos, com uso de telhados de material transparente ou translúcido, ajudando a “salvar” energia; e o uso de lâmpadas LED.

Já Guilherme Luz Tortorella, engenheiro mecânico pós-doutor em sistemas de produção e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, recomenda para a indústria metalmecânica o uso de equipamentos que propiciam usinagem a seco (sem utilização de óleo de refrigeração). “Não só pelos benefícios ambientais, uma vez que gera menos efluentes para tratamento, mas também por apresentarem em média menor consumo de energia”, disse Tortorella, que é membro dos Laboratórios de Gestão e Avaliação Ambiental e de Simulação de Sistemas de Produção.

Para o docente da UFSC, ainda há uma grande gama de empresas que não adotam práticas sustentáveis, por isso cabe aos órgãos de fiscalização serem mais severos com tais companhias para que possam encarar tal aspecto com a seriedade que ele merece. “Por outro lado, há um grande movimento em prol do desenvolvimento de pesquisas voltadas à sustentabilidade, fato que deve repercutir em resultados consistentes nos próximos anos”, revelou. Ele mesmo desenvolve pesquisas que associam práticas de produção enxuta com práticas “green”, trazendo como principal resultado a evidência de que é possível ser competitivo em termos globais e possuir ações de sustentabilidade robustas nas empresas. “Isto quebra alguns paradigmas acerca do tema, pois permite lapidar a visão de negócio dos empresários que eventualmente correlacionam tais atitudes com custos altos de implementação, comprometendo a viabilidade do negócio”, informou.

Exemplos de alguns novos produtos que vão ajudar a industria a economizar água e energia:

Máquina p/limpeza a seco economiza mais de 50% de energia: Destinada à limpeza intermediária de componentes de motores e transmissões, a EcoCVac remove a seco e sem ar comprimido contaminantes em 1,30 a 3 segundos, não apenas da peça, mas também …

Compressor Scroll tem desempenho otimizado – A série compreende o modelo DSH, com capacidade de 7,5 a 40 TR e até 120 TR, quando configurado em trio, e o modelo DCJ, com …

Sensor digital inteligente possui transmissor integrado – Para medição de pH, ORP e condutividade, o Smartsens possui transmissor integrado, oferecendo sinal de saída de 4-20 mA/Hart 7, para controle de …

Veja mais produtos na revista NEI digital.


Reduza, reutilize, recicle

Reduzir o consumo, reutilizar os recursos e reciclar os rejeitos compõem a política dos 3R, há anos ensinada nas escolas dos EUA como iniciação aos conceitos de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. No Brasil, acrescentamos a essa nobre intenção a urgente necessidade de preservar margens de lucro, hoje tão comprometidas. As perspectivas para este ano indicam uma clara tendência de aumento para os produtos com preços chamados “controlados”, ou seja, as tarifas de água e energia devem ficar mais salgadas, desafiando os setores produtivos – em particular a indústria – a encontrar alternativas que ajudem a enfrentar mais um ano de vacas magras.

Felizmente, o mercado oferece uma grande variedade de produtos e serviços que devem ajudar na missão de economizar água e energia. O leitor encontrará na edição de fevereiro/16 da Revista NEI, a partir da página 10 (acesse a versão digital da revista), uma seleção de soluções tecnológicas que vão auxiliá-lo na tarefa de se adequar ao novo cenário, desde uma simples lâmpada de LED até um sistema completo de reaproveitamento de águas de processo, ou seja, o investimento necessário para tornar uma empresa mais sustentável cabe em qualquer orçamento.

Nos últimos 5 anos, o Brasil desperdiçou R$ 12 bilhões apenas com energia elétrica e a tendência é que o desperdício aumente proporcionalmente nos próximos anos, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO). Uma das razões para esse desperdício é a idade dos equipamentos consumidores de energia elétrica em todos os setores – inclusive o industrial, que estão ficando obsoletos, consumindo mais energia. A renovação do parque fabril, com a introdução de novas tecnologias que favoreçam a eficiência energética, é, portanto, necessária e importante para reduzir custos operacionais.

A ABESCO tem trabalhado junto com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para montar uma agenda de ações que viabilizem o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEF a partir de 2016 e assim seja possível alcançar a meta de redução de 10% no consumo de energia em 2030. Soluções para eficiência energética, e também reúso da água, não são apenas uma opção, mas prioridade nos dias de hoje e imprescindíveis para o futuro.


Mercedes-Benz aplica adesivos em máquinas e equipamentos para reduzir energia

Após implementar nas instalações produtivas, áreas administrativas e de infraestrutura, recursos para o acionamento automático, a Mercedes-Benz do Brasil, em São Bernardo do Campo-SP, lança campanha interna que consiste em colocar adesivos em máquinas de setores que apresentam as maiores perdas energéticas para conscientizar os funcionários. Até este mês, mais de 2 mil equipamentos receberão os adesivos.   

adesivo1adesivo2A meta é reduzir quase 12% com as medidas implementadas de 2012 até o final deste ano. Apenas em 2015, a expectativa é atingir 4% de economia em relação ao resultado de 2014. Com as várias medidas adotadas de 2012 a 2014, cerca de 13.100 megawatt-hora deixaram de ser consumidos no ano passado.

Com essa ação, todo colaborador terá visão dos alertas colocados nas máquinas, equipamentos e acessórios, indicando os que podem ser desligados durante os intervalos de parada de funcionamento das máquinas.

adesivo01Cerca de dez multiplicadores com perfil de liderança e influência no grupo, que também são gestores de metas, contribuem para a prática diária dos procedimentos recomendados para o desligamento das máquinas nos postos de trabalho de cada área. Existem também comitês e subcomitês formados por colaboradores que solicitam empenho do grupo para praticar as recomendações. O sucesso dessa iniciativa está totalmente atrelado à conscientização dos colaboradores.

Antes de decidir pelos adesivos, a empresa realizou projeto piloto durante um ano com equipamentos do prédio da produção de agregados, obtendo redução de 30% no consumo em horários não produtivos.

Outra importante ação para atingir a meta de redução de 4% em 2015 ocorre no prédio administrativo, que teve seu sistema de iluminação substituído por LED, aliado a cores claras no
forro, paredes, piso e até mobiliário, que proporcionaram redução de cerca de 50% no consumo de energia elétrica desse local.


AZ Armaturen investe 1,5 mi para evitar queda de energia em sua fábrica

Devido principalmente à insegurança com a energia gerada no País, podendo prejudicar a produção industrial, a AZ Armaturen do Brasil, fabricante de válvulas localizada em Itatiba-SP, investe 1,5 milhão na captação de energia por meio de gerador a diesel para toda sua planta fabril de 25.000 m² – produção, fundição, setores administrativos, enfim todas as áreas estarão ligadas ao gerador. Na segunda etapa, prevista para o final do ano, adotará gerador solar. A mudança conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Foto da Fábrica da AZ Armaturen do Brasil em Itatiba (SP)A fabricante trabalha com o projeto desde janeiro de 2015 e a intenção é terminar a primeira fase neste mês. Para isso, contratou uma empresa para executar a construção.

De acordo com o diretor Alexander Schmidt, não é possível prever um número exato da economia que será gerada, pois diariamente os valores da energia e diesel são alterados, mas a melhor forma de retorno financeiro é a normalidade da produção.

A princípio os geradores serão para uso próprio da empresa, porém, assim que permitido pela Portaria 44 da Aneel, é de interesse a venda da energia, a exemplo da matriz alemã.

Há 20 anos no Brasil a empresa de válvulas moderniza sua planta fabril, investindo em automatização da produção, readequação do projeto e construção de novos modelos de válvulas. De acordo com Luiz Fernando Santos, gerente de vendas da filial brasileira, os investimentos possibilitaram o lançamento de válvulas macho com tampas conforme a norma ISO 5211.

Outra novidade é a abertura de um escritório em Lima, no Peru. Esse é o primeiro escritório aberto no exterior pela divisão brasileira, responsável pelas operações da multinacional alemã na América Latina.


Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Conversamos com especialistas de engenharia ambiental e sanitária, elétrica, eletrônica e de automação para trazer as tendências quando o assunto é economia de água e/ou energia nas indústrias.

Segundo Carmela Maria Polito Braga, professora do Depto. de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e Anísio Rogério Braga, docente do Setor de Eletrônica do colégio técnico da UFMG, o uso racional desses elementos é viável por meio de medições e monitoramentos ubíquos, isto é, em toda parte, o tempo todo, o que torna possível: planejamento de oferta, demanda e comercialização; minimização de custos de produção, otimização do uso e redução de perdas.

Quanto às tecnologias para medição distribuída de água e energia, os docentes informaram que elas evoluem rapidamente, como soluções de hardwares, softwares e os sistemas microcontrolados – com capacidade de comunicação em rede, com ou sem fio, de baixo custo, associados à miniaturização dos sensores eletrônicos. Comentaram também que os aplicativos de softwares para monitoramento de grandes massas de dados ainda são caros, mas opções de baixo custo para viabilizar aplicações em larga escala estão em desenvolvimento.

Para que seja possível o acesso remoto aos dados das medições, é preciso identificar os pontos de entrada do consumo de cada área de processo, incluindo de equipamentos especiais com grande consumo de água e/ou energia elétrica, e estudar e especificar a instalação de medições nesses pontos, bem como sua integração aos sistemas de automação.

De acordo com os professores, as medições permitem um bom diagnóstico dos usos desses insumos nos processos. Quando o consumo de uma determinada área for o esperado, sua prática pode servir de referência e deve ser valorizada; quando for desproporcional, pode indicar a necessidade de investimentos em projeto e melhoria nas instalações para redução dos consumos. A automação de processos que regula segundo as referências pré-estabelecidas também pode contribuir para a redução dos consumos, uma vez que estabelece os valores devidos para as vazões e/ou acionamentos, e o sistema de controle automático regula o funcionamento compensando perturbações nas demandas e garantindo o uso minimizado dos insumos.

Carmela e Braga informaram que os melhores resultados de uso racional de energia elétrica e água com os consumos típicos de ambos, em condições normais de operação, são obtidos com modelos estatísticos, a partir dos quais monitora-se no tempo certo (just in time) os consumos em relação ao perfil típico nominal. Esse monitoramento pode se valer de técnicas de controle estatístico de processos, que detectam desvios dos consumos médios em relação ao perfil usual. Uma mudança no perfil de consumo, se esperada por alguma operação ou alteração programada no processo, estará justificada, mas quando não houver nenhuma razão conhecida poderá ser indício de uso indevido dos insumos ou perda. Como exemplos, fuga de corrente, no caso de energia elétrica, e vazamento, no caso de água.

Alertaram os docentes que as medições e os monitoramentos podem ser usados também como subsídios para medidas educativas na planta. Mesmo automatizando muitos sistemas, ainda restam aqueles que demandam decisão humana. Nesses casos, apenas medidas educativas continuadas podem prover resultados de uso racional de água e energia elétrica.

Para os professores, com certeza, as indústrias que se antecipam tecnologicamente a esse novo contexto reduzem seus riscos, pois conhecendo quanto e como consomem podem planejar o investimento em melhorias para o uso racional dos elementos.

“A medição é imprescindível para alcançarmos três objetivos estruturantes: conhecer o consumo típico e a perda, valorizar as boas práticas de uso racional de água e energia e responsabilizar consumidores e fornecedores”, finalizaram Carmela e Braga.

Outras novidades tecnológicas que contribuem para economizar energia foram apresentadas por Helmo Morales Paredes, doutor em engenharia elétrica e docente do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp. São as microrredes inteligentes (smart micro-grid). “Esse conceito não envolve apenas medição eletrônica, é a integração dos sistemas computacionais, mini e micro geração distribuída (energias renováveis) e automação de redes”, explicou Paredes. “Por exemplo, sistemas de telecomunicação, que captam informações da operação em tempo real, contribuem para a otimização dinâmica do sistema elétrico da empresa, e a tecnologia de informação abrange todos os controles de gestão das companhias.”

Para Hermes José Gonçalves Júnior, docente do curso de Tecnologia em Sistemas Embarcados e coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da Faculdade Senai de Tecnologia, em Porto Alegre-RS, as energias renováveis também se destacam com alta inovação. A instituição desenvolve pesquisa aplicada em geração e condicionamento de energia proveniente de fontes alternativas e renováveis.

Finalizando a parte tecnológica, Marlon Cavalcante Maynart, docente de engenharia ambiental e sanitária do Centro Universitário Senac, informou que diversos estudos são realizados para aperfeiçoar o sistema de tratamento por osmose reversa, como o desenvolvido por ele em seu doutorado em ciência e tecnologia/química na Universidade Federal do ABC com tecnologia eletroanalítica que possibilita identificar contaminantes, como pesticidas em óleo, exemplo do petróleo.

Há quem diga que a economia de água e energia é muito mais uma questão de atitude que de tecnologia, como Alexandre Marco da Silva, pós-doutor em ecologia, ciências ambientais e engenharia sanitária, livre-docente e professor da Unesp. “É preciso trabalhar em prol da melhoria da educação, incentivo, comprometimento das pessoas para economizar água e energia elétrica, mostrando as contas do mês anterior e atual, evidenciando ganhos e perdas, desde o faxineiro ao presidente da indústria.”

Como enfrentar a crise

Algumas dicas dos especialistas para reduzir o gasto com água e/ou energia; afinal, a crise tem de servir também para mudar o comportamento das empresas e da sociedade em geral.

  • Para um planejamento eficiente se faz necessário mapear o uso da água e energia conforme equipamentos, atividades, ambientes, etc., chegando às prioridades. Esse processo deve ser construído com as pessoas que participam das atividades.
  • Substituir máquinas e equipamentos ineficientes e planejar consumo adequado de seus energéticos.
  •  Manutenção frequente dos ativos.
  •  Alteração de energéticos. Exemplos: energia solar, gás natural, biomassa, resíduos industriais.
  •  Cogeração de energia.
  •  Combate intenso ao desperdício.
  •  Reduzir o consumo e trocar produtos, como torneiras, mangueiras, chuveiros e descargas, por versões mais eficientes.
  •  Aumentar o reúso: coletar e tratar a água de chuva e esgoto.
  •  Uso de poços artesianos e de águas subterrâneas.
  •  Apagar as luzes e desligar os aparelhos de ar-condicionado em ambientes vazios;
  •  Usar lâmpadas econômicas.
  •  Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  •  Aproveitar a luz natural.
  •  Ações de conscientização, como oferecer palestras para funcionários e clientes.
  •  Valorizar ideias e atitudes que contribuem para o uso parcimonioso.
  •  A gerência deve estabelecer metas de caráter ambiental. A distribuição dos lucros para a equipe pode estar associada a essas novas metas.
  •  Apresentação trimestral dos dados.

Mais um desafio para o Brasil em 2015: tornar-se exemplo de boas ações a favor do meio ambiente.

Brasil sediará 1ª edição latina de feira de tecnologias ambientais

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, será realizada a primeira edição na América Latina da Pollutec – Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Bianual de origem francesa, também já promovida em Marrocos e Argélia, contemplará tratamento de água e efluentes; gestão de resíduos, reciclagem e limpeza; eficiência energética; remediação de áreas contaminadas; medição, monitoramento, análise; e gerenciamento de riscos.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento, assim como visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.

 


Driblando as crises a partir de novas tecnologias

A indústria brasileira tem, neste ano, a difícil tarefa de enfrentar, além da crise econômica, as crises hídrica e energética, todas de uma só vez. Para driblar essa conjunção de fatores, a indústria precisa se planejar e ainda administrar de forma eficiente recursos como água e energia, indispensáveis à atividade industrial.

Para ajudá-lo a enfrentar mais esse desafio, a equipe editorial de NEI pesquisou novas tecnologias que contribuem para o uso eficiente da água e energia nos processos industriais. O resultado desse trabalho compõe a seção Água e Energia, que reúne soluções inéditas para melhor aproveitamento dos recursos e que colaboram para a redução de custos, principalmente de energia. Além disso, clique aqui para conhecer as tendências tecnológicas desses segmentos, na opinião de especialistas acadêmicos da área, e suas recomendações, entre elas, medição e monitoramento full time, facilitado pelo avanço tecnológico de hardwares, softwares e sensores. Uma série de dicas para reduzir custos com água e energia também complementa a reportagem.

Trazemos ainda neste mês as novidades na área da Embalagem, setor presente em toda cadeia industrial e que representa parcela significativa dos custos de produção. Neste ano, o segmento deverá movimentar, no Brasil, algo em torno de R$ 58 bilhões, 6% a mais que em 2014, portanto estar bem equipado nesse quesito é fundamental para a competitividade imposta pelo mercado. As novas matérias-primas, máquinas e equipamentos podem, sem dúvida, contribuir para o esforço de renovação dos processos de embalagem. 

Sempre há soluções para melhorar os processos produtivos, otimizar a performance das máquinas, reduzir perdas e custos. Novas tecnologias são introduzidas com frequência no mercado global, por isso NEI pesquisa diariamente os lançamentos de produtos e visita feiras no Brasil e no exterior. Como exemplo, visitamos recentemente a Hannover Messe 2015 para conhecer os últimos avanços, entre eles os relacionados às energias renováveis, que serão divulgados nas próximas edições. Nesses megaeventos percebemos que tecnologias que pareciam distantes, como os robôs colaborativos, por exemplo, despontam agora como realidade palpável e tecnicamente amadurecida. Conceitos como a indústria 4.0 ganham força e aos poucos vão sendo incorporados aos processos industriais.

Fica evidente que uma corrida tecnológica está em curso. O esforço para a atualização do parque fabril brasileiro é necessário e urgente. É preciso começar. E conhecimento é fundamental nesse processo!


Ações para melhorar a eficiência dos sistemas de ar comprimido

Uma pesquisa recente realizada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos, segundo informou a Eccofluxo, mostra que para uma instalação industrial típica aproximadamente 10% da energia elétrica consumida é destinada à geração de ar comprimido e para algumas outras instalações, pode representar 30% ou mais. De acordo com a empresa, a eficiência global de um sistema de ar comprimido típico pode estar entre 10% e 15%, ou seja, para operar 1 cv de um motor pneumático, com 7 bar, cerca de 7 cv de energia elétrica são fornecidos a um compressor de ar.

Para melhorar a eficiência em sistemas de ar comprimido, segue tabela fornecida pela Eccofluxo. O quadro do Fraunhofer Institute da Alemanha leva em consideração a média dos consumidores industriais. Mostra 11 classes de ações para redução do consumo de energia, cada uma com um exemplo. O campo Aplicação apresenta um porcentual possível de ser implementado e o campo Efetividade traz o benefício médio trazido pela ação. O Resultado Global é o produto do campo Aplicação e Efetividade e traz um índice de importância para a classe de ação.

tabela eco


FLC lança aplicativo gratuito, que calcula e compara eficiência entre lâmpadas

O Ministério de Minas e Energia, o Ministério de Ciência e Tecnologia e o Ministério de Indústria e Comércio regulamentaram a portaria que proíbe a venda de lâmpada incandescente a partir de 2016. Para atender essas exigências, muitas indústrias já estão substituindo suas lâmpadas incandescentes por outros tipos de lâmpadas, como a LED.

Pensando em facilitar a escolha da nova lâmpada, a FLC lançou o aplicativo “Calculadora Econômica FLC LED”, que permite ver o quanto cada tipo de lâmpada consome de energia e qual modelo resultará em maior economia na conta de luz de uma indústria.

Desenvolvido no Brasil, o aplicativo sugere a substituição de lâmpadas não eficientes por modelos eficientes, que economizam até 90% de energia, duram até 30 vezes mais do que as tradicionais, não aquecem o ambiente e são sustentáveis.

Gratuito, o aplicativo está disponível na App Store, em: http://goo.gl/Av9ihi.