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Metal Work Pneumatic lança manual de economia de energia

1, agosto, 2014 1 comentário

O Manual para Economizar Energia e Práticas Sustentáveis com 16 páginas, ilustrado e colorido, produzido pela Metal Work Pneumatic (São Leopoldo-RS), está disponível gratuitamente. Com o objetivo de incentivar a redução de energia na produção de ar comprimido, o manual engloba quatro principais tópicos: escolha correta do tamanho do cilindro, uso de ferramentas que ajudam na economia, eliminação de vazamentos e projeção e operação do sistema de distribuição. Para solicitá-lo, entre em contato pelo e-mail: metalwork@metalwork.com.br. Além disso, a empresa oferece palestra gratuita para as indústrias sobre redução de energia.


Pesquisa mostra que microrganismos podem reduzir produção de energia solar

Biofilmes superficiais formados por fungos e outros microrganismos, e associados a outros materiais particulados, podem reduzir em até 10% a produção de energia de painéis fotovoltaicos. A descoberta é resultado do estudo “Avaliação da influência de biofilmes (fungos e fototróficos) na eficiência energética de módulos fotovoltaicos”, realizado pela pesquisadora Márcia Aiko Shirakawa, do Departamento de Engenharia de Construção Civil, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. A pesquisa avaliou se o crescimento de microrganismos, no caso fungos e organismos fototróficos (como cianobactérias e microalgas), poderiam diminuir a aquisição da energia solar em módulos fotovoltaicos expostos na cidade de São Paulo.

De acordo com Márcia, há vários estudos na literatura científica que mostram os problemas causados nos módulos fotovoltaicos por outros tipos de poluição, como poeira e fuligem. “Fatores biológicos são incluídos na composição das poeiras, mas até o momento a caracterização microbiológica desses fatores ainda não foi realizada”, explicou. “O crescimento de fungos (bolores) pode ser visto em lentes de microscópios e câmeras fotográficas sendo, portanto, um fenômeno conhecido na superfície de vidros, mas ainda não havia sido estudado em painéis solares. Nossa pesquisa preenche uma lacuna do conhecimento científico em área multidisciplinar, envolvendo a microbiologia e a redução de produtividade em sistemas fotovoltaicos instalados em telhados urbanos.”

Para realizar o estudo, Márcia e sua equipe instalaram 18 módulos fotovoltaicos, composto por 36 células, de 10 cm² cada, de silício policristalino, no Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos do Instituto de Energia e Ambiente. Depois de 18 meses exposto ao sol, foram coletadas amostras da área superficial externa de seis módulos. “Constatamos que os fungos colonizaram intensamente a superfície dos módulos”, contou. “Verificamos que até cerca de 50% da ‘poluição’ depositada sobre os painéis pode ser composta por matéria orgânica e que os fungos são preponderantes em relação aos organismos fototróficos.”

Segundo ela, esses resultados ganham ainda mais importância porque até esse estudo não se conhecia a influência dos fungos na aquisição da energia solar, principalmente nas condições climáticas tropicais do Brasil. “A maioria dos fungos encontrados possui melanina na sua parede celular, o que lhes dá uma coloração escura”, disse. “Por isso, o crescimento deles reduz a passagem da luz solar para as células fotovoltaicas e, portanto, diminuem a eficiência dos módulos. Como esses microrganismos também produzem exopolissacarídeos, que são compostos com aspecto mucoso, favorecem a adesão de outros materiais particulados atmosféricos, o que bloqueia ainda mais a passagem da luz solar.”

A pesquisadora diz que a limpeza periódica dos módulos fotovoltaicos é importante para retirar essa comunidade microbiana, assim como as partículas atmosféricas de origem abiótica. Além disso, os resultados apontam para a necessidade de investigar e investir em pesquisas com vidros que tenham a capacidade de evitar a formação desses biofilmes, pois muitas vezes os módulos fotovoltaicos estão situados em locais de difícil acesso. “Também são necessários estudos em diferentes regiões climáticas e cenários de biodiversidade microbiana para estimar a contribuição dos biofilmes compostos por fungos e organismos fototróficos para cada região do Brasil”, acrescentou.

A avaliação dos fungos sem a etapa de cultura é realizada por meio de colaboração com a Universidade Livre de Berlim.


USP inaugura em setembro laboratório para desenvolver soluções aplicadas ao pré-sal

A Escola de Engenharia de São Carlos – EESC da Universidade de São Paulo – USP  inaugurará em 4 de setembro o Laboratório de Escoamentos Multifásicos Industriais – LEMI, financiado pela Petrobras com objetivo de desenvolver tecnologias que envolvam soluções na área de exploração e produção com aplicações no pré-sal. O prédio de 2 mil m2, localizado no campus 2 da USP, em São Carlos-SP, está em fase de acabamento.

Oscar Mauricio Hernandez Rodriguez, coordenador do laboratório, disse que as instalações viabilizarão simular processos que envolvam escoamentos multifásicos em alta pressão – fase de produção em que há mistura de petróleo e bolhas de gás dióxido de carbono denso – com o objetivo de assemelhar-se aos métodos utilizados nas indústrias petrolíferas. “Para tanto, a infraestrutura também foi planejada para as condições industriais, com tubulações de aço, instrumentação avançada e normas de segurança mais rígidas”, explicou Rodriguez.

Novos equipamentos serão adquiridos para o laboratório, como Particle Image Velocimetry – PIV, câmera filmadora de alta velocidade e Anemômetro por Laser Doppler. Já está em fase de importação um Densitômetro de Raios Gama Dual Source para fazer medições de propriedades do escoamento por meio de técnicas nucleares. “O LEMI será o único laboratório de mecânica dos fluidos do Brasil a desenvolver pesquisas com técnicas nucleares”, afirmou o coordenador.

Dois projetos, em processo de formalização, envolvendo as empresas Petrobras e British Gas devem iniciar as atividades no LEMI. Apesar de a Petrobras ter financiado o projeto, não há contrato de exclusividade e demandas de outras empresas poderão gerar pesquisas. Os convênios firmados serão de cooperação e contarão com a participação de alunos de pós-graduação. “O laboratório, como patrimônio da USP, também tem a finalidade de viabilizar o desenvolvimento de projetos acadêmicos no âmbito de ensino, pesquisa e extensão, e não oferecerá privilégios em projetos ou trabalhos de consultoria a petrolíferas”, destacou Rodriguez.


Brasil tem chances de liderar a produção de etanol de segunda geração

Márcio Rebouças, gerente de desenvolvimento de processos da GranBio, disse que serão investidos cerca de R$ 4 bilhões até 2020 no projeto do etanol de segunda geração, o qual deverá ter capacidade anual de produção de 82 milhões de litros. A empresa, cuja planta está instalada no Estado de Alagoas, será a primeira fábrica de etanol do Brasil e do Hemisfério Sul. Deve iniciar em breve suas operações em escala comercial. “Vejo que o Brasil pode assumir essa liderança”, ressaltou Rebouças.

O gerente contou que a GranBio tem na palha de cana sua matéria-prima, mas que está buscando outras variedades, como biomassa a partir do trigo, milho, resíduo de milho e capim. “Pretendemos acessar o açúcar que está na fibra e tentar o melhoramento genético”, contou. O etanol celulósico é desenvolvido na planta da empresa, mas sua obtenção ainda encontra gargalos de caráter tecnológico.

A GranBio foi fundada em 2011. Tornou-se sócia em 2013 do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e depois da Rhodia, para desenvolver bio n-butanol, que será primeiro bioquímico desenvolvido. O centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa fica em Campinas, no Technopark.

Fonte: Unicamp.


Três parques eólicos serão instalados no RN

No município de Areia Branca-RN serão construídos três parques eólicos e seus respectivos sistemas de transmissão. Os projetos – Usina de Energia Elétrica Carcará I, II e Terral – fazem parte do Complexo Areia Branca, controlado pela Voltalia Energia do Brasil, e terão capacidade instalada de 90 MW. Serão formados por 30 aerogeradores, produzidos pela Acciona Windpower do Brasil. Na etapa de obras, devem ser gerados 660 empregos.

Os novos parques contribuirão para a diversificação da matriz energética brasileira com uma fonte de recursos renovável, sem risco hidrológico, além de permitir a complementação sazonal entre o regime hídrico e o eólico, evitando o despacho das hidrelétricas nos períodos de menores vazões.

As empresas têm contrato de 20 anos para a comercialização de energia com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, para início de suprimento no segundo semestre de 2014.

Para esse projeto, a diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou financiamento de R$ 309,4 milhões. O apoio equivale a 74,6% do investimento total e contribuirá para a criação dos 660 empregos durante a execução das obras. O financiamento inclui subcrédito por meio da linha Investimentos Sociais de Empresas, que prevê programas de educação e capacitação de mão de obra.


Furnas desenvolve usina para gerar energia a partir de ondas de alto-mar

Furnas iniciou projeto de usina flutuante inédita no País, chamada de conversor offshore, para a geração de energia a partir das ondas de alto-mar com capacidade inicial de 100 quilowatts. “A ideia é de que a unidade atenda o Farol da Ilha Rasa e cerca de 200 casas existentes no local”, disse Renato Norbert, gerente da área de pesquisa, desenvolvimento e inovação de Furnas. Na segunda etapa, deverá gerar energia para plataformas do pré-sal. O gerente completou que a intenção também é atender navios que estejam ancorados a pouca distância da costa, aguardando para entrar em algum porto.

A pesquisa é desenvolvida em parceria com a Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, e a empresa Seahorse.

Já foi iniciada a construção do protótipo, em pequena escala, que será testado no tanque de ondas da Coppe. Após os aperfeiçoamentos, os técnicos se dedicarão à construção da unidade. A expectativa é de que as operações comecem até o primeiro trimestre de 2016.

Segundo Norbert, a construção da usina é muito mais barata do que usina de geração eólica da mesma capacidade, por exemplo, e a manutenção terá custo baixo. O investimento total da estatal deve ser de R$ 8,2 milhões.

A Coppe e a empresa Tractebel Energia desenvolvem a primeira usina de ondas para produzir energia elétrica da América Latina, situada no Porto do Pecém-CE. Essa unidade se diferencia do projeto de Furnas porque é fixada no porto (onshore).

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Energia renovável atingirá 25% da produção mundial em 2018, informa IEA

A produção de energia renovável crescerá 40% até 2018, alcançando 7 mil TWh ou 25% da matriz mundial. Em 2035, a previsão é de que as fontes renováveis superem o gás natural, ficando atrás apenas do carvão na geração de energia. Os dados constam do Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energia Renovável, produzido pela Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês).

O documento aponta que o Brasil acrescentará 130 TWh de energia renovável até 2018. Com isso, a matriz nacional será de 600 TWh. Podem contribuir leilões com contratos de venda de energia de longo prazo e financiamento a baixo custo. O potencial de crescimento recai sobre hidrelétricas, parques eólicos e usinas de biomassa de cana-de-açúcar.

De acordo com Paolo Frankl, chefe da Divisão de Energia Renovável da agência, China e Brasil liderarão o incremento das fontes renováveis nos próximos anos. Ele frisou que a expansão do mercado será acelerada mesmo em meio a incertezas sobre os rumos da economia mundial. “Os países emergentes compensarão o menor ritmo de crescimento e a volatilidade dos mercados norte-americano e europeu”, afirmou Frankl.

Fonte: com informações de Furnas.


Minas almeja ter fábrica de placas e células fotovoltaicas

9, novembro, 2013 3 comentários

IMG_1323A intenção é construir no Estado de Minas Gerais indústria de produção de placas e células fotovoltaicas. Para isso, autoridades, empresários e técnicos visitaram nesta semana a região de Rhône-Alpes, na França, famosa pelo conhecimento na área de energia renovável, microeletrônica e nanotecnologia. Na ocasião, o grupo conheceu centros de pesquisas e de inovação, laboratórios e empresas de energia.

“Saímos daqui com a expectativa de ser instalada em Minas uma unidade industrial que fabricará placas e células fotovoltaicas e será capaz de beneficiar silício. Será enorme salto para  a economia mineira”, enfatizou Alberto Pinto Coelho, vice-governador do Estado.

Minas Gerais quer se consolidar como centro de referência na produção de energia limpa no País. Lançado em agosto deste ano, o Programa Mineiro de Energia Renovável – Energias de Minas cria incentivos para estimular a implantação de novos empreendimentos no setor e, com isso, aumentar a participação de energias renováveis na matriz energética mineira.


Primeiro voo comercial com biocombustível é feito no Brasil

Avião da Gol Linhas Aéreas realizou neste mês o primeiro voo comercial no Brasil, entre as cidades de São Paulo e Brasília, abastecido com 25% de bioquerosene. O combustível foi desenvolvido sem exigir modificações nas turbinas, sistemas de armazenamento ou distribuição de combustível.

“O biocombustível em geral, e em particular para a aviação, é eficaz para acelerar o desenvolvimento da região, atrair mais investimentos, gerar empregos, aumentar a receita empresarial e trazer tecnologias e desenvolvimento rural de forma sustentável”, disse Arnaldo Vieira de Carvalho, especialista em energia e líder da Iniciativa de Biocombustíveis Sustentáveis para Aviação do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID, sobre a América Latina e o Caribe.

Segundo Juan Diego Ferrés, presidente do Conselho Superior da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene – Ubrabio, “o novo mercado de biocombustíveis para aviação permite que o transporte aéreo no Brasil cresça sem aumentar a emissão de gases de efeito estufa”.

O BID apoia o desenvolvimento de biocombustíveis sustentáveis para a aviação no Brasil, México, Argentina, Chile e América Central. A ferramenta gratuita do BID Sustainable Biofuels Scorecard, também disponível em português, ajuda produtores a avaliar questões associadas à produção de biocombustíveis, do campo ao tanque, estimulando níveis mais altos de sustentabilidade nesses projetos.


Novas pesquisas com etanol de segunda geração

Representantes da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” – Esalq da Universidade de São Paulo – USP, em Piracicaba-SP, e do Centro de Tecnologia Canavieira – CTC firmaram neste mês convênio para projeto que envolve leveduras no processo de etanol de segunda geração. A pesquisa conta com cerca de nove pessoas, que estudarão as leveduras existentes e as possibilidades de melhorias. Jaime Finguerut, assessor técnico da presidência do CTC, ressaltou que se trata de oportunidade para estabelecer produção sólida e viável do etanol lignocelulósico.