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Arquivo da Categoria ‘Estoque’

Como Aumentar a Competitividade das Empresas Integrando os Canais de Distribuição

O mercado mundial vem presenciando um crescimento em sua demanda a um nível acima do esperado. O consumo está se expandindo em diversas partes do globo, inclusive em países que outrora eram considerados inexpressivos e sem previsibilidade de crescimento no mercado mundial.

Nesse contexto há uma visão de oportunidade, por parte das indústrias, e de expansão de suas operações a nível global, porém, esta visão também é do conhecimento de empresários de muitos países, tornando a competição acirrada e complexa.

Para que possamos sobreviver a esse cenário turbulento e competitivo, é necessário avaliar três variáveis, sendo a primeira a presença cada vez mais forte, em nosso mercado, de diversas empresas que fornecem produtos e serviços de vários segmentos. Essas empresas são originadas de diversas partes do globo, tornando cada mercado/oportunidade um alvo não mais regional, mas mundial. A segunda é o nível de qualidade dos produtos, tornando-os cada vez mais próximos em relação às suas características técnicas (comoditização). Independentemente do segmento social abordado ou do produto vendido, as manufaturas devem ter como características básicas a qualidade. Portanto, os produtos devem ter esse atributo como padrão para sobreviver aos consumidores cada vez mais exigentes. A terceira, e talvez mais complexa, é o nível de serviço apresentado. Esse atributo, no escopo da Logística, é a disponibilidade. O alto nível de serviço é garantia de que um produto esteja disponível no momento que o cliente irá procurá-lo. Muitas vezes o alto nível de serviço está atrelado à necessidade de manter estoques perto do consumidor. Qual o motivo de se manter estoques? O motivo está atrelado a diversas variáveis, sendo uma delas a incapacidade da cadeia suprir na hora certa que se deseja e com a velocidade pretendida. Atraso no abastecimento significa, por muitas vezes, perda de vendas. Este problema da cadeia está atrelado, em muitos casos, à necessidade de aumento do poder de barganha com o fornecedor, ou então à falta de parcerias concretas com sua cadeia de abastecimento. Outro problema é decorrente da volatilidade de demanda, quando se torna necessário determinar o exato consumo, optando-se por ter estoques para garantir o nível de serviço. Esta equação mostra-se sem sintonia, pois estoques excessivos possuem altos riscos de obsolescência, pois o ciclo de vida dos produtos, cada vez mais reduzidos, faz com que os mesmos sejam substituídos em uma velocidade cada vez maior.

A consequência disso é clara. Apesar da expansão mundial, nunca foi tão complexo vender, pois o consumidor, cada vez mais exigente, vem recebendo produtos melhores a preços mais acessíveis. Cabem aqui as perguntas:

- Como ser escolhido pelo consumidor?

- Como obter sua preferência?

- Como se destacar em um ambiente com milhares de marcas e nomes?

- Como se diferenciar em um cenário onde todos os produtos são de qualidade e os preços são cada vez mais semelhantes?

O cenário acima descrito vem se acelerando a cada dia, exigindo das empresas mais atenção em sua cadeia de suprimentos, cada vez mais essenciais para a estratégia de uma organização.

As cadeias são formadas por diversos componentes: os fornecedores, a manufatura que transforma a matéria-prima em produto acabado e, em muitos casos, o distribuidor, o atacadista e o varejista. Quanto mais complexo é o produto, mais componentes tem uma cadeia e quanto maior o número de componentes, maior a complexidade da cadeia e maiores os riscos de erros.

A gestão da cadeia de suprimentos passa a ser mais estratégica, pois é ela que irá definir o sucesso ou o fracasso de uma organização; não existe nenhuma indústria que concentre todos os processos. Esse é um processo nitidamente colaborativo e, como tal, deve ser percebido. Precisa ser percebido.

Em um contexto global com cenários mais complexos e mais variáveis para se controlar, torna-se necessária a visão holística da cadeia, pois certamente essa é única forma de sobrevivência.

O desafio dos estoques

9, fevereiro, 2010 27 comentários

Atualmente, quando as empresas falam em redução de estoques, a área de Vendas fica muito preocupada, pois sempre paira a seguinte pergunta: “o que será reduzido irá comprometer meu trabalho junto com o cliente?”.  Por seu lado a área de Produção se preocupa com os materiais que irá precisar, pois precisa produzir com o melhor custo.

estoqueAo mesmo tempo, o setor de Compras preocupa-se como irá negociar com os fornecedores. Nesse ínterim, quem controla o estoque está preocupado em reduzir, sendo este o principal responsável por organizar a logística e as  informações com a fluência necessária para atender as diretrizes da empresa. Pensemos:

1)     Para aumentar as “vendas” as empresas precisam aumentar a disponibilidade de estoque?

2)     Mais estoque é sinônimo de mais vendas?

3)     Quanto é o custo financeiro de estoque?

4)     Reduzindo estoque a empresa irá perder vendas?

5)     Quanto vale cada percentual de vendas perdidas em relação ao faturamento? Será que essa perda é prejudicial a imagem da empresa no mercado?

6)     O que a empresa está prometendo vender ela tem condição de cumprir?

7)     Meus fornecedores tem condições de me atender naquilo que irei precisar?

8)     Qual é o meu estoque ideal?

Hoje as empresas estão preocupadas em “atender o cliente”, e assim o fazem, ou seja, atendem o que o cliente quer sem analisar o custo desse atendimento; muitas vezes isso acontece devido à correria do dia a dia, e também porque essa filosofia ou forma de pensamento está enraizada. Na maioria das vezes o que se ouve é “o importante é atender o cliente”

Sabemos que:

-   Produção produz, Vendas vende, Compras compra, Financeiro analisa o fluxo de caixa e paga os fornecedores, Expedição separa e entrega os produtos, Almoxarifado armazena.

Porém quem administra o “estoque” (o patrimônio físico mensurável) da empresa, nem sempre sabe ou consegue obter informações necessárias, ou não tem autonomia para tomada de decisões como:

- Quais itens manter em estoque?

-  Como serão atendidas as necessidades de vendas?

- Quando repor e quanto comprar?

É necessário que as pessoas que trabalham dentro de uma empresa, e que estão ligadas ao estoque, seja por uma informação, uma tomada de decisão ou pela execução de algum produto, tenham a consciência de que isso um dia irá se transformar em estoque, e que  “todos são responsáveis por uma parcela do que está dentro desse estoque”,

O importante é definir o processo de como será gerado o fluxo de informações, quem irá administrar o estoque e as responsabilidades de cada um dos envolvidos.

Por esta linha de raciocínio, o responsável por administrar o estoque é quem organiza, controla e detém as informações, com isso tomando as decisões necessárias para “redução de estoques“, de forma que as vendas sejam afetadas o mínimo possível e que exista o máximo de disponibilidade de estoque, conforme as diretrizes estabelecidas “pelos próprios envolvidos”, sendo eles os principais responsáveis pelo fluxo de informações e pelo que existe dentro do estoque.

Celso Luchezzi – Consultor em Logística e Professor Universitário

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