Arquivo

Arquivo da Categoria ‘Gás Natural’

Concorra a uma inscrição para a Gas Summit America 2012

Reunir o mercado, a academia, governos e instituições públicas a fim de identificar de forma crítica quais são as perspectivas reais para os países latinos e avaliar os obstáculos para implantação e/ou consolidação da indústria de gás. Esse é o objetivo da 9ª edição da Gás Summit America, promovida pela Informa Group, que acontecerá de 14 a 16 de maio, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro.

Os organizadores prevêem reunir tomadores de decisão dos principais mercados da indústria do gás na América Latina, fomentando debates e gerando oportunidades de novos negócios entre os participantes.

As inscrições poderão ser feitas até o dia do evento. Para mais informações acesse aqui ou ligue (11) 3017-6808.

Concorra a uma inscrição gratuita
NEI Soluções sorteará entre seus leitores, usuários e parceiros uma inscrição para o evento. Para participar, basta acessar aqui e clicar em “Quero participar”.

O resultado será divulgado na sexta-feira, 11 de maio de 2012, na Fan Page de NEI Soluções no Facebook.

Petrobras prevê contratação de 200 mil novos trabalhadores até 2015

Em 10 anos, a Petrobras produzirá em média 6 milhões de barris de petróleo por dia. Até 2015, a companhia prevê investir US$ 224,7 bilhões e contratar cerca de 200 mil novos funcionários em 185 categorias profissionais na cadeia de petróleo e gás. A afirmação foi feita por Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras, durante o painel “Parcerias em Energia”, no fórum “Brasil-EUA: Parceria para o Século XXI”, em Washington, nos Estados Unidos.

A presidente da Petrobras também projetou crescimento do mercado de etanol e biocombustíveis. “O preço do petróleo poderá abrir novas oportunidades para combustíveis alternativos. Acredito que em cinco anos seremos a companhia número um em produção de etanol do Brasil”, afirmou.

O evento, encerrado pela presidenta Dilma Rousseff, reuniu empresários brasileiros e americanos de diversos setores, com o objetivo de estreitar relações comerciais e de educação entre os dois países.

Koch Metalúrgica e Bergen Group Dreggen do Brasil fecham parceria

Com o objetivo de desenvolver e produzir guindastes offshore para a indústria brasileira de petróleo e gás, as empresas Koch Metalúrgica e Bergen Group Dreggen do Brasil, integrante da norueguesa Bergen Group Dreggen, assinaram parceria. As companhias informaram que os produtos terão grande percentual de conteúdo nacional, em atendimento às especificações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. É propósito do consórcio tornar-se um dos principais fornecedores de guindastes offshore no Brasil.

Há 25 anos, a Bergen Group Dreggen fornece guindastes marítimos para a construção naval e guindastes offshore. A Koch Metalúrgica, há mais de 87 anos, disponibiliza máquinas de elevação e movimentação de carga, como pontes rolantes, talhas elétricas e equipamentos manuais.

Baixada Santista abrigará Centro de Pesquisa em Petróleo e Gás

A Petrobras e o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas – Cruesp assinaram recentemente convênio para a concepção do Centro de Pesquisa Tecnológica em Petróleo e Gás da Baixada Santista. A previsão é de que comece a funcionar em 2014.

Após um ano de estudos de viabilidade, foi decidido que o centro terá como finalidade realizar pesquisas ligadas à exploração de petróleo e gás natural, com foco no pré-sal na Bacia de Santos; estimular e executar projetos com vistas à introdução de novas tecnologias que favoreçam o setor e o desenvolvimento sustentável da região; e possibilitar a formação e a capacitação de recursos humanos atrelados às áreas de investigação científico-tecnológicas do centro, entre outras atividades.

Duas causas da desindustrialização

Em oito anos, a energia elétrica subiu 246% no Brasil, enquanto a alta nos Estados Unidos foi de 35,3%. O levantamento realizado pela MB Associados também mostra que em Camaçari, na Bahia, o gás natural custa US$ 15 por milhão de British Thermal Unit – BTU (medida-padrão do setor), ante US$ 2,50 em Louisiana, nos Estados Unidos. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o início da exploração das imensas jazidas de gás de xisto deve assegurar o baixo custo de gás natural nos EUA. “Com insumos e mão de obra mais baratos, os Estados Unidos estão se tornando novamente atrativos para a produção industrial”, diz.

Entre 2003 e 2009, o custo da mão de obra na indústria brasileira aumentou 150% em relação ao custo dos parceiros comerciais do País, segundo trabalho recente do economista Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia – Ibre, da Fundação Getulio Vargas – FGV no Rio de Janeiro. “A produtividade do trabalho teria de ter crescido a uma taxa cavalar para compensar o aumento do custo unitário do trabalho”, explica.

O custo unitário do trabalho, de forma simplificada, é o custo do trabalhador brasileiro comparado ao de outros países. Esse dado é um dos principais componentes para medir a competitividade internacional, principalmente em setores que empregam muita mão de obra, como o industrial.

No geral, o custo unitário do trabalho brasileiro subiu 120% entre 2003 e 2009. No setor agropecuário, a alta foi de 82%, e no setor de serviços, de 114%.

Mesmo considerando o ano de 2000 como ponto inicial, ano em que o câmbio estava bem mais valorizado do que em 2003, o encarecimento da mão de obra até 2009 ainda é alto: 72% para a economia como um todo, 57% para a agropecuária, 61% para os serviços, e 93% para a indústria.

Em números gerais, a produtividade (média produzida por trabalhador) cresceu em média 0,6% entre 2000 e 2009. Mas se considerar somente a indústria, esse desempenho aponta queda média de 0,8% ao ano de 2000 a 2009. A indústria não só sofre com a concorrência internacional, como vê seus preços serem comprimidos pelo crescimento da produção chinesa e pela redução da demanda dos países avançados, ocasionada pela crise.

O setor de serviços teve aumento anual de 0,5%, próximo da economia como um todo. Como esse segmento não sofre tanto com a concorrência internacional, o aumento dos custos acaba sendo repassados aos preços praticados.

Já o segmento agropecuário apresentou resultado positivo, com aumento de produtividade ao ritmo médio anual de 4,3%. Além dos ganhos de produtividade, o setor foi beneficiado pela incomum alta da cotação das commodities na esteira da demanda asiática.

Essas divergências explicam boa parte da diferença na evolução do custo unitário do trabalho dos diversos setores. Quanto pior a produtividade, mais caro é produzir para um mesmo nível de salário.

“A rentabilidade total das exportações caiu 19% entre 2003 e 2011, mas a da indústria de transformação caiu 35%, com destaque para material eletrônico e comunicações, com queda de mais de 60%”, resume o economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – Funcex, Rodrigo Branco.

Fonte: Raquel Landim, O Estado de S. Paulo, seção Economia. Fernando Dantas, O Estado de S. Paulo, seção Economia.

Petrobras investirá R$ 320 mi em 5 mil bolsas de estudo

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP autorizou a Petrobras a investir R$ 320,9 milhões na concessão de cinco mil bolsas de estudo, sendo 2.754 de graduação e 2.246 de doutorado, no âmbito do programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. Das bolsas de doutorado, 1.901 são para a modalidade sanduíche, em que o aluno estuda no exterior por 12 meses e retorna ao País para completar o curso, e 345 para a modalidade plena, com duração de até 48 meses.

Os recursos são referentes a 1% da receita bruta que a empresa obtém nos campos de grande produção ou de alta rentabilidade, segundo estipulado na Cláusula de Investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, prevista nos contratos de concessão. De 1998 a 2011 a cláusula garantiu geração equivalente a R$ 6,2 bilhões, sendo R$ 3,1 bilhões aplicados em instituições de pesquisa de 21 Estados brasileiros e R$ 569 milhões na formação de mão de obra, por meio do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural.

Fonte: com informações da Agência Brasil

Setor de gás natural bate recorde em 2011

O mercado de gás natural no Brasil encerrou 2011 com mais de 2 milhões de clientes e a média de 47,6 milhões de metros cúbicos consumidos por dia, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado – Abegás. “É um marco histórico. Nos últimos anos, o número de consumidores de gás natural aumentou 42%. Até 2020, estima-se um crescimento ainda maior, de 67,3%”, diz Luis Domenech, presidente da Abegás.

O ano de 2011 também foi histórico para o segmento industrial. Além de confirmar sua posição de principal consumidor de gás natural, sendo responsável por 60% da demanda brasileira, o setor, em agosto de 2011, apresentou a maior média de sua história, comercializando 29,9 milhões de metros cúbicos por dia. Na comparação com 2010, os números apontam alta de 9,79% na demanda industrial.

Como um “efeito dominó”, a Petrobras também entregou volume recorde de gás natural em 2011. A histórica média diária de 37 milhões de metros cúbicos ofertada no ano passado representou um crescimento de 15,3% em relação a 2010.

“A distribuição de gás canalizado empregou 15 mil pessoas em 2011. As distribuidoras prevêem investir R$ 18 bilhões até 2020. Este insumo energético deve ser um grande apoiador do desenvolvimento nacional, atuando no viés de políticas públicas, gerando renda, ampliando a capacidade de produção das indústrias, estimulando novas tecnologias e, principalmente, contribuindo para o crescimento sustentável do País”, finaliza o presidente da Abegás.

Petrobras oferece mais de 11 mil vagas em cursos gratuitos de petróleo e gás

Começam hoje, 7 de março, e vão até 12 de abril as inscrições do processo seletivo para os cursos gratuitos que a Petrobras disponibiliza por meio do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – Prominp. Serão oferecidas 11.671 vagas em 14 Estados, divididas em níveis básico, médio, técnico e superior. A prova será realizada em 13 de maio e o resultado estará disponível no dia 6 de junho.

A participação nos cursos não garante emprego. Essa ação tem objetivo de melhorar a qualificação dos profissionais que serão aproveitados pelas empresas fornecedoras de bens e serviços do setor de petróleo e gás natural. Os aprovados que estiverem desempregados durante o curso receberão bolsa-auxílio mensal no valor de R$ 300,00 (nível básico), R$ 600,00 (médio e técnico) ou R$ 900,00 (superior).Para os cursos de nível básico, a inscrição custa R$ 25,00, e de níveis médio e técnico, R$ 42,00. Para as categorias de nível superior, o valor é de R$ 63,00. Existe a possibilidade de isenção da taxa. Para concorrer a uma vaga, é necessário ter idade igual ou superior a 18 anos, além de preencher os pré-requisitos do curso desejado. Para mais informações e inscrições, clique aqui.

Por um mercado de gás natural competitivo

8, fevereiro, 2012 Deixar um comentário

O Brasil vive hoje a transição de um ambiente de escassez de gás natural para um ambiente de potencial sobreoferta do combustível. A Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres – Abrace tem trabalhado para garantir que a indústria possa compartilhar esse cenário positivo, de modo que o aumento da oferta do combustível seja aproveitado num processo de reversão da perda de competitividade da qual tem sido vítima nos últimos anos.

Para tanto, não basta que o futuro seja uma repetição aperfeiçoada e ampliada do passado. É preciso reconhecer um novo paradigma que se impõe pelas condições de oferta e pelo desenvolvimento tecnológico que vem impactando o setor de gás nos últimos anos. O País tem de revisitar as premissas usadas na definição do seu modelo de gás, desenvolvido num cenário de custo elevado, escassez do produto e de capitais e necessidade de altos investimentos em infraestrutura de transporte. Hoje a situação é completamente diferente, pois as descobertas do pré-sal e os campos onshore apontam para um aumento significativo da oferta. Associado às novas tecnologias de exploração e produção, transporte e liquefação, esse fato cria oportunidades únicas às quais o mundo todo está atento, tendo em vista inclusive a preocupação crescente com o uso de combustíveis menos impactantes ao meio ambiente.

É preciso que esses fatos, bem como a ameaça de desindustrialização do Brasil devido à energia cara e o impacto desse custo sobre as condições macroeconômicas do País, sejam levados em conta no estabelecimento de uma política que garanta o gás natural em patamares competitivos para os grandes consumidores. Só assim será possível aproveitar a riqueza do pré-sal em favor do verdadeiro desenvolvimento do País.

 

O texto acima foi desenvolvido por Ricardo Pinto, coordenador da área de Energia Térmica da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres – Abrace.