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Arquivo da Categoria ‘Logístca Reversa’

Projetos holandeses de gerenciamento de resíduos sólidos são apresentados em SP

Empresários e representantes do governo da Holanda compartilharam experiências positivas do país durante o Seminário Internacional de Gerenciamento de Resíduos Sólidos, realizado em 10 de abril na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp. A Holanda é referência mundial na adoção de práticas de gestão de resíduos, uma vez que 80% do lixo é reciclado.

Na ocasião, Herman Huisman, coordenador da NL Agency, entidade governamental de implementação de políticas nacionais, defendeu a criação de um mercado para produtos recicláveis e a redução dos aterros sanitários.

Huisman considerou ambicioso o prazo estabelecido pelo governo brasileiro para o cumprimento da Política Nacional dos Resíduos Sólidos – PNRS, que entrará em vigor em 2014. “O tempo é bastante limitado para que vocês possam atingir os altos objetivos estabelecidos pela lei. É uma tarefa bastante difícil”, avaliou.

Para fazer o download das apresentações do seminário, clique aqui.

Nova unidade de manufatura reversa permite reciclar 1.000 toneladas/mês

A Essencis Manufatura Reversa investirá R$ 6 milhões na construção de uma unidade de manufatura reversa na Central de Tratamento de Resíduos – CTR de Curitiba. A empresa prevê recuperar 500 toneladas/mês já no início do processo e, até 2013, espera duplicar essa quantidade para 1.000 toneladas/mês.

A nova planta permitirá a recuperação de 90% dos materiais e matérias-primas que compõem eletrodomésticos, eletroeletrônicos, refrigeradores, produtos de informática e telefonia. “O projeto vem ao encontro da Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS, que completou um ano em agosto, e prevê que todas as empresas serão responsáveis pelo seus produtos, da produção até seu destino final, a partir de janeiro de 2012. Essa nova planta fechará todo o ciclo da sustentabilidade, desde a eficiência energética até o reaproveitamento para a indústria”, diz Roberto Lopes, superintendente da Essencis Manufatura Reversa.

O processo. A manufatura reversa consiste em reciclar matérias-primas para ser reutilizadas em outros processos industriais. Antes de o produto ser descartado, passa por um processo de desmontagem, descaracterização e reaproveitamento das partes recicláveis. Esse processo transforma os produtos descartados em novos materiais e matérias-primas, permitindo seu reaproveitamento nos processos industriais.

Indústria se prepara para o novo plano de resíduos sólidos

29, dezembro, 2011 Deixar um comentário

Para promover o descarte de lixo de forma adequada foi estabelecido pela Lei 12.305 de 2010 a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS. O plano pretende colocar em prática o recolhimento, tratamento e destinação final de resíduos sobre responsabilidade de fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes e Poder Público, entre outros geradores. O objetivo do PNRS é de fazer um gerenciamento de resíduos priorizando a sequência de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento e descarte adequado dos materiais.

De acordo com levantamento de 2010 da Abrelpe – Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais dos 60.868 milhões de toneladas de lixo produzidos por ano no País, 57,6 % vão para aterro sanitário, 24,3% aterro controlado e 18,1% para o lixão. Já pesquisa do Ipea – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada revela que apenas 2,4% dos resíduos urbanos são reciclados e que programas de coleta seletiva está presente em 8% dos municípios brasileiros. As perdas estimadas pela falta de reaproveitamento de materiais descartado giram em torno de R$ 8 bilhões anuais.

Um dos pontos discutidos no PNRS é o conceito de logística reversa no qual determina que os consumidores devolvam aos produtores as embalagens utilizadas ao invés de jogar em lixões. Após o descarte caberá ao gerador a adoção de políticas de reaproveitamento dos produtos ou a destinação ambientalmente adequada. Para Ricardo Martins, diretor do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo, Distrital Leste é importante que a implantação do programa seja feita por etapas com a elaboração de um cronograma que atenda as especificidades de cada setor. “O principal desafio do plano é envolver todos os participantes desse processo, ou seja, definir o papel de cada um na cadeia produtiva para que a implantação da legislação tenha efeitos positivos”, ressalta.

Segundo Martins a Política Nacional de Resíduos Sólidos tem muitas especificações que os produtores terão que atender a partir de 2014. Entre eles:

  • Diagnóstico de origem, volume, caracterização e passivos ambientais (a empresa é responsável pelos danos causados por ela).
  • Atendimento das normas dos órgãos como Sisnama – Sistema Nacional de Meio Ambiente, SNVS – Sistema Nacional de Vigilância Sanitária, Suasa – Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária.
  • Metas e procedimentos para a minimização da geração de resíduos e à reutilização e reciclagem.
  • Ações preventivas e corretivas a serem executadas em situações de gerenciamento incorreto ou acidentes.

Programa de recolhimento de Pilhas e Baterias atende Resolução Conama 401

11, outubro, 2011 1 comentário

Em novembro de 2010, a ABINEE – Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica, iniciou a implantação do programa de Logística Reversa de pilhas e baterias de uso doméstico, conforme estabelecia a Resolução Conama 401. O programa, que está em fase de consolidação e expansão, prevê o recebimento, em todo território nacional, das pilhas usadas, devolvidas pelo consumidor ao comércio, e seu encaminhamento, por meio de transportadora certificada, a uma empresa que faz a reciclagem desse material.

Para implantação da logística, houve um cuidado especial dos fabricantes no sentido de buscar uma auditoria externa para prévia avaliação do processo de destinação final dos produtos pós-uso.

Desta forma, a GM&C, empresa de logística contratada pelos fabricantes e importadores legais, cumpre estritamente todas as exigências para o transporte dos produtos. O custo do transporte das pilhas recebidas nos postos de coleta é de responsabilidade das empresas fabricantes e importadoras.

As pilhas e baterias de uso doméstico coletadas nos postos de recolhimento estão sendo encaminhas à empresa Suzaquim Indústria Química, localizada na região metropolitana da Grande São Paulo, e os custos desta destinação final também são arcados pelos fabricantes e importadores.


Leia também:
- O que é sustentabilidade?
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Por meio de parcerias com empresas do setor varejista, o programa já conta com mais de mil postos de coleta espalhados por todas as capitais e grandes cidades do país, e tem o objetivo de aumentar a capilaridade para atender cada vez melhor as demandas. A operação contempla todas as pilhas e baterias de uso doméstico comercializadas no país, porém de forma diferente. As pilhas das marcas que participam do programa e que fazem parte do grupo da Abinee (Bic, Carrefour, Duracell, Energizer, Elgin, Kodak, Panasonic, Philips, Pleomax, Qualita, Rayovac e Red Force) seguirão todos os trâmites normais.

As demais, que forem devolvidas no mesmo lote, terão tratamento específico. Se forem regulares, a ABINEE notificará a marca responsável para que assuma seu passivo. Porém, se forem ilegais, as autoridades de órgãos como o Ibama, Polícia Federal, Receita Federal e o próprio MMA serão informadas para que adotem as medidas cabíveis.

O sucesso do programa está diretamente ligado à adesão do consumidor. Primeiro, evitando a compra de pilhas e baterias clandestinas e depois, devolvendo suas pilhas usadas ao comércio, que por sua vez tem que encaminhá-las aos postos de recebimento da indústria para que se providencie a destinação final.

Veja aqui, a relação dos postos de recolhimento.

Municípios brasileiros terão de implantar sistemas de gestão de resíduos até 2014

19, setembro, 2011 1 comentário

Nova lei determina a correta disposição de resíduos e obriga as empresas a implementarem sistemas de reciclagem e logística reversa

A partir de 2014, os lixões a céu aberto serão proibidos no País. Com essa imposição legal, todos os municípios serão obrigados a separar os resíduos para fazer o descarte ambientalmente correto. Atualmente, o serviço de coleta seletiva está presente em apenas 18% das cidades brasileiras, porque ela ainda não é obrigatória  em nosso País. Nos grandes cidades brasileiras, cada cidadão produz, em média, um quilo de resíduo por dia.

O lixo é hoje um dos mais graves problemas ambientais do Planeta. A destinação incorreta do lixo nas cidades, por exemplo, entope bueiros, agravando o problema das enchentes que têm resultado em várias tragédias nas cidades no período de chuvas. O Brasil produz por dia mais de 183 mil toneladas de lixo urbano. Mais de um milhão de pessoas trabalham e sobrevivem da reciclagem desse lixo. Mesmo assim, grande parte dessa riqueza vem sendo desperdiçada.

Para discutir soluções e disseminar exemplos e as boas práticas que já surgiram no País, a Planeja & Informa Comunicação e Marketing realizará, no próximo dia 20 de outubro, no Rio de Janeiro, o workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos”. O evento tem como tema central as soluções e tecnologias para as empresas e administrações municipais que terão de se adaptar às mudanças introduzidas pela nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Entre os temas abordados no evento, estão os desafios a serem enfrentados pelas cidades ao transformar os grandes lixões em aterros sanitários. Pela nova lei os lixões a céu aberto serão proibidos no país a partir de 2014 e todos os municípios serão obrigados a separar os resíduos para fazer o descarte ambientalmente correto. O desafio se mostra gigantesco quando a coleta seletiva atualmente se encontra implementada em apenas 18% das cidades brasileiras.

Tecnologias e soluções para esse novo conceito de gestão serão apresentadas no evento junto a casos de sucesso de cidades do Brasil e até de outros países. Além disso, o financiamento para a gestão integrada de resíduos e a produção de energia a partir do biogás gerado pelo Esgoto Sanitário estão entre os temas abordados no evento.

A nova política se baseia na máxima dos “três erres”: redução, reuso e reciclagem. Por isso, entra em foco o estudo do ciclo de vida das mercadorias que acabam se tornando resíduo sólido em algum momento. De acordo com um estudo encomendado ao Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o país perde cerca de R$ 8 bilhões por ano quando deixa de reciclar o resíduo que é encaminhado aos aterros e lixões das cidades.

A questão do lixo precisa, portanto, envolver todos os cidadãos, empresas, Academia e Poder Público na busca de soluções que evitem que os resíduos sejam descartados de forma inadequada, contaminando solos, rios, córregos e mares, provocando doenças e prejuízos para o meio ambiente.

O workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos” tem este objetivo: debater e buscar modelos, soluções e experiências que possam ser difundidas por todo o País, de forma séria e criativa, apontar as fontes de recursos e mecanismos destinados a buscar a capacitação dos gestores públicos e privados, além do engajamento da sociedade.

Para participar do workshop “Gestão Integrada de Resíduos Sólidos 2011”, solicite o formulário de inscrição pelo e-mail cristiana.iop@planejabrasil.com.br ou ligue para (21) 2262-9401/ 2244-6211. As vagas são limitadas.

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Lições Aprendidas, Logística Reversa e Equipamentos para Reciclagem: um olhar multicultural.

Entrevista realizada pela Profa. Dra. Ana Paula Arbache com o representante da empresa espanhola IMABE IBERICA, sr. Javier Toríbio – Maio de 2011.

Assuntos voltados à logística reversa são de grande interesse para empresários que buscam aliar esta prática ao lucro da empresa. A partir de uma demanda legal, as empresas estão se empenhando para usá-la de forma estratégica e inteligente, buscando aliados para gerar regularidade ambiental e lucro em sua cadeia produtiva. Uma vez que estamos vivenciando, cada vez mais, a troca multicultural de lições aprendidas, procurei conhecer um pouco mais as questões relativas à logística reversa e os equipamentos que podem contribuir para sua prática, a partir de uma empresa espanhola. Em recente entrevista com um representante de máquinas para reciclagem advindas da Europa, foram apresentadas as especificidades e “vantagens” que podem ser agregadas às práticas de logística reversa em nosso cenário. Os questionamentos abaixo foram discutidos com Javier Toríbio Miquel, que representa a IMABE IBERICA no Brasil, e o foco incidiu na questão da viabilidade econômica e na integração das práticas de logística reversa.

O que são e para que servem

A maquinaria da que falamos são máquinas e equipamentos para a recuperação de materiais recicláveis (sucatas, papel, plástico, RSU e RSI) em benefício do meio ambiente e dos processos industriais.

Vantagens dos equipamentos de reciclagem da Europa

• Experiência de mais de 40 anos na fabricação.

• Tecnologia de primeira linha e de vanguarda utilizada na fabricação dos equipamentos.

• Fabricação com aços especiais, para que os equipamentos tenham uma longa vida.

Viabilidade economica

• O custo econômico pela compra dos equipamentos é recuperado em curto prazo.

• No caso da maquinaria para o tratamento de sucata, papel, papelão, etc., consegue-se valorizar o material recuperável e seu preço no mercado é maior, além de contribuir para uma poupança energética (eletricidade, combustível etc.).

• As plantas de reciclagem de RSU não são viáveis economicamente, porque o preço dos materiais recuperados é oscilante; seria viável se fosse imposto um sistema de pagamento de um fee de reciclagem de todas as empresas a um órgão gestor, tal como sucede na maior parte dos países europeus (www.ecoembes.com (Espanha), www.pontoverde.pt (Portugal)).

O que as empresas podem fazer com esses equipamentos para integrar a gestão de logística reversa

• Têm que incorporar os equipamentos como uma parte a mais de seu processo de produção e utilizá-los para reciclar aqueles elementos que foram postos em circulação no mercado como bens de consumo.

• Com a incorporação dos equipamentos, consegue-se minimizar o custo de tratamento dos materiais recicláveis e isso influi no consumo de outras energias, como elétrica ou combustível.