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Arquivo da Categoria ‘Meio Ambiente’

Caterpillar terá em Piracicaba sua primeira unidade de remanufatura da América do Sul

Para proporcionar que produtos no fim da vida útil tenham as mesmas condições de novos, a Caterpillar instalará em Piracicaba-SP sua primeira fábrica da América do Sul destinada à remanufatura. A empresa investirá R$ 20 milhões, gerando 70 empregos diretos. A operação também incluirá uma linha de montagem de mangueiras hidráulicas para dar suporte às atividades das fábricas da Caterpillar no País. A previsão é de que os trabalhos comecem em agosto deste ano.

A remanufatura começará quando o cliente entregar ao fabricante um componente sem condições de uso. Em seguida, este será desmontado e passará por limpeza e inspeção. Nessa etapa, com base no modelo original, será verificado o que deve ser feito com cada peça para que o componente volte a ter as características de um produto novo.

Na recuperação de subcomponentes, poderão ser empregadas diversas técnicas. Por isso, a linha de produção da nova unidade será bastante similar à de uma peça nova. Na fase de recuperação, também poderão ser adicionados itens novos.

A penúltima etapa da remanufatura será a de montagem do equipamento e, a última, a realização de uma série de testes. Por isso, após passar pelo processo de remanufatura, o componente sairá da fábrica com a garantia original e chegará a custar 40% menos que o novo.

“Essa é uma das mais importantes contribuições da Caterpillar ao desenvolvimento sustentável, pois estenderemos a vida útil dos recursos não renováveis”, afirmou Luiz Carlos Calil, presidente da Caterpillar Brasil.

Atualmente, nas 17 fábricas de remanufatura da Caterpillar no mundo, apenas 1% do material recebido é descartado como resíduo. A empresa é capaz de remanufaturar mais de seis mil tipos diferentes de peças.

Caso de sucesso: Petrobras economizou mais de 23 bilhões de litros de água em 2012

A Petrobras investe em ações para o uso racional e eficiente da água em suas instalações, principalmente em projetos de reúso. No ano passado, a companhia petrolífera reusou mais de 23 bilhões de litros, quantidade suficiente para suprir 11% das atividades da empresa ou abastecer uma cidade de aproximadamente 550 mil habitantes por um ano. Segundo o planejamento da Petrobras, com a contínua implantação de novos projetos de reúso em refinarias, em 2015 o reaproveitamento da água chegará a 35 bilhões de litros por ano.

Entre as medidas adotadas para alcançar os resultados positivos, está a criação do Centro de Pesquisas da Petrobras – Cenpes, que em julho de 2012 iniciou a operação da Estação de Tratamento e Reúso de Água – Etra, responsável pelo tratamento dos esgotos sanitários e industriais de todo o empreendimento. Integrado ao projeto da Etra, a captação da água de chuva contribui também para evitar o descarte anual de 600 milhões de litros de água, o que representa economia de R$ 12 milhões em consumo de água potável.

Já na área de refino, o destaque é a introdução de processos pioneiros para reúso de efluentes. A Refinaria Gabriel Passos – Regap, em Minas Gerais, foi a primeira a fazer o reúso de efluente em seu sistema de resfriamento, empregando o processo de dessalinização por eletrodiálise (EDR). Essa tecnologia permitiu a economia de 420 milhões de litros de água em 2012, equivalente ao consumo de 8 mil habitantes.

Em 2012, a Refinaria Henrique Lage – Revap, em São Paulo, também criou uma nova estação de tratamento de despejos industriais, com capacidade para tratar até 300 litros por hora de efluentes, podendo gerar economia de até 2,6 bilhões de litros de água por ano. Além disso, a unidade paulista implantou a tecnologia de biorreatores a membranas (MBR) para tratamento biológico de efluentes oleosos de refinarias.

Em dezembro de 2012, a Refinaria do Paraná também criou uma nova estação de tratamento de despejos industriais com a tecnologia de MBR. A nova medida possibilitará o reúso de 200 mil litros por hora de efluentes.

Patrocínio. A Petrobras patrocina projetos ambientais e sociais voltados à preservação dos recursos hídricos, incluindo iniciativas para recuperação e preservação de nascentes. No final de 2012, novas seleções públicas do Programa Petrobras Ambiental e Programa Petrobras Desenvolvimento & Cidadania definiram que nos próximos dois anos serão destinados R$ 102 milhões para projetos ambientais e R$ 145 milhões para projetos sociais.

Empresa especialista em lubrificantes especiais anuncia área exclusiva de eficiência energética

A subsidiária sul-americana da Klüber Lubrication, especializada em soluções com lubrificantes especiais, anuncia a criação de um departamento específico para atuar no mercado de eficiência energética. “O objetivo é fortalecer a presença da empresa em setores estratégicos e estreitar ainda mais o relacionamento com as indústrias instaladas no continente”, diz Enrique Garcia, diretor-geral da companhia na América do Sul.

O novo departamento de eficiência energética tem a missão de oferecer métricas dos resultados em sustentabilidade das soluções fornecidas pela Klüber. “Isso é possível por meio da adoção de metodologias certificadas internacionalmente que registram a eficiência energética dos nossos lubrificantes e confirmam a redução do consumo de energia, da emissão de CO2 e dos custos operacionais”, conta Irajá Ribeiro Jr., engenheiro líder da nova área e um dos poucos no Brasil que possuem a Certified Measurement & Verification Professional – CMVP, certificação que reconhece a competência do profissional para validar e assinar projetos de medição e verificação do desempenho e consumo de energia.

Segundo Ribeiro Jr., a substituição de mil litros de lubrificantes convencionais pelos da Klüber Lubrication gera:

1) Economia de energia elétrica de mil MWh ao ano:
• Energia bastante para abastecer durante um ano 710 consumidores;
• Redução anual de R$ 250 mil na conta de energia elétrica.

2) Redução de carbono emitido: 650 toneladas/ano:
• Equivale ao plantio de 140 árvores em uma área de 550 m2 de floresta.

3) Economia da água usada para remover resíduos dos lubrificantes.

Meio ambiente: 65% da indústria paulista já pratica o reuso da água

No que se refere ao abastecimento público, 26% das águas superficiais são utilizadas. Já a indústria nacional reutiliza 17% da água. Os dados foram revelados por Eduardo San Martin, diretor dos Departamentos de Meio Ambiente – DMA da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), durante a abertura do Seminário Internacional Sobre Reuso da Água.

A indústria paulista foi destacada como exemplo a ser seguido. Segundo Martin, incentivadas por campanhas de conscientização e estímulos a produção mais “limpa”, 65% das indústrias de São Paulo já adotam a prática de reuso da água. “O desenvolvimento das nações está diretamente ligado a uma gestão eficaz da água”, diz Martin, enfatizando ainda não ser possível pensar em desenvolvimento e na erradicação da miséria, sem pensar na água, o bem natural mais essencial à vida.

Premiação às boas práticas
Na ocasião, a Fiesp divulgou os vencedores do 8º Prêmio Fiesp/Ciesp de Conservação e Reuso da Água, iniciativa das entidades para reconhecer as melhores práticas sustentáveis adotadas por indústrias paulistas relacionadas a gestão da água.

A Aquapolo Ambiental S/A e Braskem Unib 3 ABC foram as campeãs, na categoria empresas de médio e grande porte, com o projeto “Produção de Água de Reuso Industrial”. O projeto de água de reuso industrial reduziu 7900 m³ o consumo de água potável pelas indústrias do pólo petroquímico – o maior consumidor de água da região do Grande ABC. E, considerando as 13 empresas do pólo petroquímico, foi estimada uma economia de 6 bilhões de litros de água por ano. Além disso, a iniciativa contribuiu para reduzir o uso de produtos químicos para tratamento de água, gerando economia de aproximadamente R$ 2,5 milhões por ano.

Na categoria micro e pequena empresa, o primeiro lugar foi ocupado pelo projeto “Viva Ribeira”, da mineradora Pirâmide Extração e Comércio de Areia, da cidade de Registro. A introdução de valas de decantação antes do decantador final permitiu que a água voltasse a circular na planta livre de materiais orgânicos particulados e outros contaminantes que alterem a qualidade da areia. Esse procedimento garantiu sedimentação de 100% dos contaminantes ao longo da extensão. Além disso, deixou de captar 318 m³/h da água do rio.

Política Nacional de Resíduos Sólidos: ideias de implantação e linhas de financiamento

Ideias sobre como implantar a logística reversa na indústria brasileira e linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES para atender as novas demandas marcaram o Simpósio de Adequação da Indústria à Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS (Lei 12.305), promovido pela Blue Ocean em parceria com NEI Soluções, que foi realizado entre 18 e 19 de março, no Quality Berrini, em São Paulo.

“Essa história de resíduos sólidos não é o apocalipse. A verdade é que, por enquanto, o governo não exerceu sua função. Ainda não impôs suas ideias para as coisas começarem a andar”, comenta Lucien Belmonte, superintendente da Associação Técnica Brasileira das Indústrias Automáticas de Vidro – Abividro.

Para Belmonte, o Brasil precisa se espelhar em ideias internacionais, como as implantadas em Israel e Austrália. “Esses países enfrentaram o problema, começando pelo mercado de bebidas. Lá existem pontos de descarte de garrafas PET. Quando o consumidor dispensa o recipiente, o sistema lê o tipo de produto e devolve um tíquete de dez centavos. Nesses países o índice de reciclagem chega a 90%”, diz.

O superintendente também sugeriu a centralização dos custos de reciclagem da indústria brasileira. Nesse caso, uma empresa de reciclagem seria responsável por todo o processo de logística reversa. “No segmento de vidro, por exemplo, a logística reversa custaria cerca de R$ 50,00 a mais por tonelada, que seriam repassados para a gerenciadora cuidar das neutralidades, dos processos”, comenta.

Para exemplificar a situação atual da logística reversa no Brasil, Belmonte lembrou uma parábola de origem judaica que explica a diferença entre o paraíso e o inferno. Segundo o conto, um rabino foi convidado por Deus para conhecer o céu e o inferno. Deus o levou primeiro ao inferno. Chegando lá, viram no centro de uma sala um caldeirão com uma suculenta sopa. À sua volta estavam sentadas pessoas famintas e desesperadas. Cada uma delas segurava uma colher de cabo tão longo, que até era possível alcançar o caldeirão, mas não a própria boca. O sofrimento era intenso.

Em seguida, Deus levou o rabino para conhecer o céu. Entraram em uma sala idêntica à primeira. Havia o mesmo caldeirão, a tal sopa suculenta e as mesmas colheres de cabo longo. A diferença era a satisfação das pessoas. Então o rabino questionou Deus, dizendo que não compreendia por que as pessoas no céu estavam tão felizes, enquanto as outras no inferno morriam de aflição. Deus sorrindo respondeu: é porque aqui elas aprenderam a dar comida umas as outras.

“Ou seja, o Brasil já tem as ferramentas e as ideias necessárias, mas o trabalho coletivo será de extrema importância para o sucesso da implementação da logística reversa”, finaliza Belmonte.

Outro destaque no simpósio foi a apresentação de Márcio Macedo Costa, chefe de departamento de meio ambiente do BNDES. Ele expôs as principais – e tradicionais – linhas de financiamento do banco, como a Finem, Linha de Inovação, BNDES Automático, Finame e Cartão BNDES. “Mas a grande novidade é a linha Fundo Clima”, revela.

Vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, o programa Fundo Nacional sobre Mudança do Clima – Fundo Clima objetiva apoiar a implantação de empreendimentos, a aquisição de máquinas e equipamentos e o desenvolvimento tecnológico relacionados à redução de emissões de gases de efeito estufa e adaptação às mudanças do clima.

Com orçamento disponível de R$ 560 milhões, hoje o programa contempla seis sub-setores: Modais de transporte eficientes, Máquinas e equipamentos eficientes, Energias renováveis, Resíduos com aproveitamento energético, Carvão vegetal e Combate à desertificação.

Segundo o chefe de departamento do meio ambiente do BNDES, em breve entrará o subsetor Logística reversa. “Estamos aguardando apenas a aprovação do Conselho Monetário Nacional e do Ministério da Fazenda”, diz, indicando ainda o site do BNDES para o interessado conhecer as taxas e os prazos de cada linha de financiamento.

Na ocasião, foi apresentado o caso sobre logística reversa envolvendo a Embratel, os Correios, a Prac e a Silcon Ambiental por Alvaro Goulart, gerente de segurança empresarial da Embratel. Os Correios queriam devolver à Embratel os nobreaks em desuso em suas agências espalhadas por todo o Brasil. Os equipamentos foram fabricados para atender apenas as necessidades dos Correios. A Embratel teria custos para armazenar em um único lugar as 2.500 unidades. Também estava ciente de que não poderia descartar esses produtos. Então, a opção foi devolvê-los à indústria.

Firmou as parcerias e deu início ao trabalho. Os Correios ficaram responsáveis pelo transporte. As baterias foram encaminhadas à Prac. Os demais produtos foram levados à Silcon Ambiental, em São Paulo, que ficou responsável pelo armazenamento, desmontagem, separação, trituração e venda dos materiais (plásticos, papéis e metais) para a indústria. Os não recicláveis, como madeiras, adesivos e feltros, foram destinados à geração de energia.

BNDES financia tecnologia para produção de cimento “verde”

Denominado cimento pozolânico, é obtido a partir da reciclagem da fração fina (grãos menores do que 0,15 mm de diâmetro) de resíduos de obras civis e demolições, como cimento hidratado e cerâmica vermelha. Financiada com R$ 2,5 milhões (50% do valor total do projeto) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, a tecnologia, inédita no mundo, gera um cimento de baixo custo, com alto potencial de exploração comercial. 

Diferente da fabricação do cimento convencional, o processo para produção do cimento pozolânico não gera gás carbônico (CO2), apenas água – o que consequentemente reduz as emissões de gases de efeito estufa. O novo produto também tende a reduzir a quantidade de resíduos da construção civil enviados para os aterros, auxiliando as empresas do setor no cumprimento da nova Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Os recursos são do Fundo Tecnológico (BNDES Funtec) e serão destinados ao Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo – IPT, empresa criada em 1975 para apoiar projetos experimentais do setor de construção civil da Escola Politécnica da USP. O projeto também contará com a parceria da InterCement Brasil S.A., companhia do grupo Camargo Corrêa, que investirá recursos próprios e disponibilizará profissionais especializados.

Por possuir resistência mecânica inferior à do cimento tradicional, o novo produto é indicado para ser base estabilizada em revestimento de pavimentos rígidos ou reaterros de valas de água, esgoto e telefonia. Além disso, os produtos obtidos pelo processo poderão se diversificar para outras aplicações, como argamassa e pré-fabricados de concreto.

Caso a tecnologia desenvolvida obtenha viabilidade técnica e comercial, a InterCement será a responsável por introduzir o novo produto no mercado.

Inseed lança primeiro fundo destinado à inovação tecnológica aplicada ao meio ambiente

Nomeado de Fundo de Inovação em Meio Ambiente – FIP Inseed Fima e criado pela Inseed Investimentos, gestora de fundos especializada em assessoria financeira para empresas em estágio inicial, o fundo já nasce com R$ 150 milhões – com possibilidade de alcançar R$ 200 milhões – de capital comprometido, captados junto a investidores como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, fundos de pensão e investidores institucionais. A expectativa é de efetuar aporte de 20 empresas do setor de tecnologias “limpas”.

O novo programa é voltado para empresas com faturamento anual de até R$ 20 milhões, cujos negócios estejam relacionados com a promoção da sustentabilidade, redução de impacto ambiental e que incorporem inovação em suas tecnologias, produtos ou processos para favorecer o desenvolvimento de ciclos produtivos sustentáveis ao longo de todas as etapas da cadeia de valor.

A estratégia do FIP Inseed Fima é composta por três possibilidades de investimentos: Soluções Ambientais (gestão e recuperação de resíduos sólidos, reúso e tratamento de água e efluentes, descontaminação do solo, recuperação de paisagens, despoluição do ar e redução da poluição sonora); Tecnologias Avançadas (gestão e uso sustentável de energia, materiais alternativos, construções verdes e agropecuária sustentável); Novos Modelos (serviço de logística e mobilidade urbana, ecofranquias, novos projetos, desenho de produtos e serviços sustentáveis).

inseed

A Inseed já conta com cerca de 200 iniciativas cadastradas e em análise. Aprovado o investimento, a Inseed participará do dia a dia dessas empresas, oferecendo consultoria na gestão e no desenvolvimento do negócio e buscando oportunidades de crescimento para a empresa. “A maior conscientização e a crescente demanda global pela manutenção do meio ambiente e de recursos naturais estabeleceu um ambiente favorável às oportunidades de desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas à sustentabilidade. Vamos aplicar a experiência da equipe da Inseed para incrementar ainda mais esse mercado”, finaliza Gustavo Junqueira, diretor de planejamento da Inseed.

 

As empresas mais sustentáveis do mundo

O Global100 de 2013 (a lista anual das 100 empresas mais sustentáveis do mundo) foi anunciado pela Corporate Knights durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. O reconhecimento das 100 companhias é baseado na análise de indicadores-chave de 4.000 empresas dos mercados emergentes e desenvolvidos.

No nono ano da publicação, o ranking Global100 apresenta empresas de 22 países, abrangendo todos os setores da economia. As eleitas representam mais de US$ 3 trilhões em faturamento – cerca de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial – e cerca de 5,3 milhões de funcionários empregados.

De “produtividade energética” a “diversidade de cargos de liderança”, as avaliações refletem a importância que cada país dá ao tema “sustentabilidade”. Canadá e Estados Unidos lideram a lista com 10 empresas cada, seguidos de Austrália, Grã-Bretanha e França, com nove empresas.

O Brasil tem cinco empresas entre as 100 mais sustentáveis do mundo – duas a mais em relação à lista de 2012. A Natura ficou em 2º lugar na categoria Consumo Básico. Na categoria Utilitários aparece a Companhia Energética de Minas Gerais, na 43ª posição. Já a Vale S.A., no quesito Materiais, ocupa a 49ª colocação.  O Grupo Pão de Açúcar está em 74º lugar na categoria Consumo Básico, enquanto a 100ª posição é ocupada pelo Banco do Brasil, na categoria Finanças.

 

País

Número de empresas na lista Global100

Canadá

10

Estados Unidos

10

Austrália

9

Grã-Bretanha

9

França

9

Alemanha

7

Brasil

5

Suécia

5

Japão

4

Holanda

4

Noruega

4

Espanha

4

Dinamarca

3

Finlândia

3

Singapura

3

Suíça

3

Bélgica

2

Portugal

2

Hong Kong

1

Irlanda

1

África do Sul

1

Coreia do Sul

1

Para acessar a lista completa, clique aqui.

Os principais indicadores analisados pela Corporate Knights são: produtividade energética, produção de CO2, produtividade da água, produtividade de resíduos, diversidade de cargos de liderança (% de mulheres é contabilizada), salário médio, imposto pago, capacidade de inovação e rotatividade de funcionários.

Ainda falta muito diálogo antes de ampliar a proporção de biodiesel

7, fevereiro, 2013 Deixar um comentário

Em meados de 1999, uma proposta encontrou amplo respaldo no Ministério de Minas e Energia e chegou-se a aventar sua introdução imediata: a mistura obrigatória de 3% de etanol anidro com óleo diesel, em âmbito nacional. Colocada a questão para o setor automotivo, que anteviu o risco para a frota circulante, este apressou-se a consultar os fabricantes de sistema de injeção de diesel (Bosch, Delphi e outros). Testes em veículos operando em usinas de álcool, com misturas maiores, entre 5% e 10%, já haviam sido iniciados. Mas os sistemistas trabalharam rapidamente e identificaram o calcanhar de Aquiles da proposta.

O uso de misturas de diesel contendo etanol, mesmo que em baixíssimas proporções, acarreta desgaste acelerado nas bombas injetoras rotativas (que são lubrificadas pelo próprio combustível) e sua quebra. Alguns fabricantes de motores demonstraram também que havia risco de motor não pegar após uma parada a quente (devido ao efeito de “vapor lock” do álcool). A proposta, amplamente respaldada pelo governo, mostrou-se inviável tecnicamente e sua implementação não se concretizou, evitando maiores problemas para a frota nacional.

Quatro anos mais tarde (2003), no governo Lula, uma acertada mudança de foco tornou viável a implementação do Programa Nacional de Produção e Uso do Biodiesel ? PNPB. Iniciado com a prudência reclamada pela indústria automotiva (em função da lição anterior) com adição de apenas 2% (B2) de biodiesel, previa o aumento do percentual da mistura para 5% (B5) em 2013… leia a integra do artigo, clicando aqui.

Alta de 10% na reciclagem de embalagens longa vida em 2012

Mais de 65 mil toneladas de embalagens da Tetra Pak foram recicladas no ano passado. O volume representa incremento de quase 10% em relação a 2011. Segundo Fernando von Zuben, diretor de meio ambiente da empresa, com os avanços da implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a expectativa é de que esse número aumente ainda mais.

“Atualmente 29% de toda a produção segue para a reciclagem, sendo que o gargalo da cadeia está na coleta seletiva. Com o aumento da conscientização ambiental e a destinação correta dos resíduos, nossa previsão é de que até 2015 a porcentagem atinja pelo menos 35% do total”, completou o diretor.

Segundo a Tetra Pak, atualmente o Brasil é referência no desenvolvimento de tecnologias de reciclagem, havendo no País 33 indústrias que trabalham com as embalagens longa vida da empresa, somando R$ 80 milhões em negócios anualmente. Até o final do ano, mais cinco empresas recicladoras devem iniciar as operações, aumentando a geração de emprego e renda na cadeia.