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Arquivo da Categoria ‘Oportunidades’

Fábrica da Hyundai-Rotem é inaugurada em Araraquara

A fábrica de trens e composições ferroviárias Hyundai-Rotem Brasil, ligada ao Grupo Hyundai Motors, inaugura sua unidade em Araraquara (SP) – a primeira planta da multinacional sul-coreana instalada no país. O investimento foi de R$ 100 milhões e estima gerar 300 novos empregos.

Com capacidade de produção de 200 carros/ano, o complexo já está com sua linha de montagem ativa. Foi erguido em uma área total de 150 mil m²,  sendo 21 mil m² de área construída.

A Hyundai Rotem Brasil já está produzindo 30 trens modernos, com 8 carros cada, para a CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). A previsão é de que comecem a circular ainda em 2016. A empresa também está produzindo trens e composições ferroviárias para o transporte público de Salvador (BA).


Conheça novas soluções para incrementar processos produtivos e atender as exigências da Indústria 4.0

Por acelerar a capacidade de produção, contribuindo para a modernização tecnológica do parque fabril, a automação é essencial para as indústrias que planejam otimizar sua manufatura e obter maior eficiência e qualidade e menores custos. Esta seção reúne novas soluções pesquisadas nos mercados nacional e internacional. Muitas delas já estão alinhadas à Indústria 4.0 – chamada também de Quarta Revolução Industrial –, novo conceito que apresenta uma evolução dos sistemas produtivos atuais a partir do uso de redes inteligentes, Internet das Coisas e Big Data.

Esse tem sido o foco dos debates em todo o mundo, pois os benefícios da Indústria 4.0 estão relacionados ao aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da segurança e precisão, economia de energia, fim do desperdício e personalização, essenciais para enfrentar a intensa concorrência mundial.

“Na Indústria 4.0, os setores de produção e automação crescem juntamente com as tecnologias da informação e da comunicação”, contou Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. “Nesse novo cenário, a fábrica está interconectada, comandando a si mesma, como exemplos: comunidades de máquinas se organizam, cadeias de suprimentos se coordenam automaticamente e produtos inacabados enviam dados necessários para as máquinas que vão transformá-los em mercadoria. Não é mais a produção rígida que determina o produto fabricado de maneira igual, mas, sim, a peça isolada – produto inteligente – que decide seu caminho na produção.” A chave para isso é a integração de softwares, sensores, processadores e tecnologias de comunicação via sistemas ciber-físicos (Cyber-Physical Systems).

Para aprofundar o tema, a equipe de reportagem de NEI também conversou com Roberto dos Santos, gerente regional de produtos para as Américas da Festo Brasil, empresa mundial especialista no fornecimento de tecnologias de automação.

Como exemplo de produto, ele discorreu sobre as novas unidades para tratamento de ar comprimido que possibilitam diagnóstico via internet, podendo ser acessadas a milhares de quilômetros da planta onde estão instaladas, para detectar quedas súbitas de pressão ou vazamentos de ar. Mencionou também que já estão disponíveis módulos de eficiência energética que otimizam o uso de ar comprimido como energia, possibilitando medição, controle e diagnóstico, inclusive detectam aumento do consumo de ar comprimido no ciclo-padrão, que pode ser causado por fugas, e indicam quando a produção, em estado de espera, interrompe o fornecimento de ar comprimido a fim de evitar consumo desnecessário.

O gerente explicou ainda a Internet das Coisas na Indústria 4.0, em que objetos terão conexão direta com a internet, enviando e recebendo dados que auxiliarão na identificação de necessidades, otimização de recursos e tomada de decisões. “Máquinas poderão analisar dados e reajustar o processo para tornar-se mais eficientes, seguras e confiáveis”, disse Santos. “No caso de maquinário decisivo do processo necessitar de manutenção, o fluxo de produção determinado por algoritmos existentes nas máquinas será desviado para outras, que poderão compensar a deficiência.”

Implantando a Indústria 4.0 no Brasil

Segundo Carlos Cesar Aparecido Eguti, pesquisador e pós-doutorando do Centro de Competência em Manufatura – CCM/Instituto Tecnológico de Aeronáutica – ITA, onde estuda o tema Indústria 4.0, a corrida para definir a Indústria 4.0 já começou, e o Brasil apresenta um panorama positivo porque tem parque industrial misto com empresas de origem europeia, norte-americana e outras. “De acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, o Brasil é o país que mais possui empresas de origem alemã, são 1.200, e isso cria um alinhamento muito grande com os conceitos do Deutsche Forschungszentrum für Künstliche Intelligenz GmbH – DFKI, que cunhou o tema Indústria 4.0 em 2011”, contou. “Muitas empresas já estão formando clusters para debater esse tipo de ‘comunicação das coisas’, mas nada surpreende ainda. Com certeza a heterogeneidade de empresas no Brasil pode contribuir, mas ainda não temos uma frente de ação unificada para isso. De qualquer maneira, essa revolução agora passa por aqui e ainda temos chance de pelo menos participar disso.”

As três principais mudanças para a prática da Indústria 4.0 no País, na opinião do gerente da Festo, envolvem desafios tecnológicos, organizacionais e de capacitação.

Tecnológico: destaque para a infraestrutura adequada ao grande volume de dados necessários para a comunicação com clientes e fornecedores e entre equipamentos capazes de realizar o autoajuste do processo produtivo. A internet será o canal por onde trafegará toda a informação necessária para os processos de vendas, logística e produção.

Fabrício Junqueira complementou que será preciso uma infraestrutura similar à da Coreia do Sul, onde um usuário comum consegue contratar velocidades reais na casa dos Gigabits, ou seja, será necessário que as empresas disponibilizem infraestrutura para Terabits ou mais. “A Fapesp, por volta de 2002, lançou um projeto de pesquisa chamado TIDIA-KyaTera, que era nesse sentindo”, lembrou. Além disso, reforçou que, visto as empresas e os equipamentos necessitarem se comunicar via internet, é necessário garantir que não sofrerão ataques e que as informações trocadas entre eles não sejam acessadas por pessoas desautorizadas.

Organizacional: para a adaptação da produção às necessidades dos consumidores, as empresas necessitarão desenvolver novos modelos de negócio, em que a personalização de produtos e serviços será a regra, e a velocidade para atender o pedido será fator crítico para a competitividade, exigindo novas formas de trabalho com menor interferência humana e alta confiabilidade nos processos produtivos e logísticos. Com isso, novas regras serão necessárias para reger as relações de consumo, por exemplo, como tratar a devolução desses itens? Outra demanda organizacional está relacionada com a necessidade de se estabelecer inúmeros padrões técnicos que possibilitarão o fluxo de informação desde o cliente até as máquinas de produção; o estabelecimento desses padrões passa por um complexo e amplo processo de normalização de equipamentos, protocolos de comunicação, identificação de produtos, rastreabilidade, etc., que serão desenvolvidos a partir da cooperação de empresas, inclusive concorrentes.

Capacitação: necessidade de novos perfis profissionais nas diversas fases do processo, começando por vendas, os quais precisarão atuar como verdadeiros consultores dos clientes. Com isso, o conhecimento de necessidades passará a ser o diferencial competitivo. Na indústria, serão necessários especialistas em sensores, redes industriais, comunicação e tecnologia da informação. O processo logístico será personalizado e demandará planejamento ainda mais complexo e eficiente para atender pequenos pedidos em prazos menores.

Para Junqueira, a Indústria 4.0 é uma ótima oportunidade para pequenas e médias empresas, no entanto não dá mais para o governo negligenciar a educação. “Se não qualificarmos as pessoas – e isso vem do ensino fundamental –, não vamos conseguir acompanhar o resto do mundo industrializado e continuaremos sendo fornecedores de commodities”, declarou. “Já os empresários não podem esperar que o governo faça tudo. Por um lado, devem cobrar o governo, por outro, se engajar no processo de capacitação.”

Automação e robótica ganhando mais espaço

Com o objetivo de promover e ampliar a utilização de robôs e sistemas de automação nos processos de fabricação de pequenas, médias e grandes empresas, a Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – CSMF da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq formou o Grupo de Trabalho de Robótica e Automação.Empresas de automação, integradores de robôs, fabricantes de máquinas nacionais e filiais brasileiras das indústrias de robôs participam do grupo, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Segundo a Abimaq, o banco tem interesse em desenvolver um programa dentro do ProBK que facilite a aquisição por meio de financiamentos para promover a melhoria dos processos nas linhas de montagem.

O uso de robôs na cadeia produtiva contribui para acelerar o processo de modernização de fábricas, automatizando os mais diversos tipos de aplicações. De acordo com a ABB, empresa mundial de tecnologias de energia e automação, as dez principais razões para investimentos em robôs são: aumento de produtividade, redução dos custos operacionais, melhoria da qualidade do processo, aumento da segurança do trabalho, maior flexibilidade na fabricação de produtos, redução do desperdício de material e aumento do rendimento, queda da rotatividade e dificuldade de recrutamento de trabalhadores, economia de espaço, diminuição dos custos de capital (ex. estoques) e melhoria da qualidade de trabalho para os funcionários.

Na edição de agosto, alguns robôs, como os colaborativos, podem ser vistos despontando como realidade tecnicamente amadurecida. Fazem parte de um novo conceito que ganha força e aos poucos é incorporado aos processos produtivos. Uma corrida tecnológica está em curso. É preciso se atualizar sobre o desenvolvimento de novas tecnologias e conhecer soluções inovadoras que possam contribuir para tornar os processos produtivos cada vez mais eficientes.

Carlos Cesar Aparecido Eguti escreveu exclusivamente para NEI um artigo sobre a evolução industrial do século XVIII até a Indústria 4.0.

 


Eficiência é a palavra de ordem!

Diariamente recebemos as mais diversas informações sobre o mundo empresarial: lançamentos de produtos, feiras de negócios, notícias econômicas, pesquisas, descobertas e artigos de especialistas. Uma infinidade de temas, áreas e empresas. O que tem nos chamado a atenção são as soluções que muitas companhias estão ofertando e também adotando para reduzir custos e ser mais eficientes. Desde iniciativas para economizar energia e fazer uso racional da água – com práticas conscientes e novas tecnologias –, até revisitar e simplificar processos, reduzir custos, descobrir novas estratégias de negócios e investir na inovação de produtos – valorizando seu papel na busca de eficiência.

E essa tem sido a palavra de ordem na indústria – EFICIÊNCIA. Em entrevista recente à NEI, o gerente de desenvolvimento de negócios da Mitsubishi Electric, Luiz Tadashi Akuta, afirmou que o cenário atual – aqui e lá fora – dá sinais de uma megatendência: inovar focando eficiência e otimização. Segundo Tadashi Akuta, precisamos preparar nossas fábricas para se tornar o mais eficiente possível; assim reagirão com muito mais velocidade e custo baixo tão logo o mercado volte a aquecer.

Por isso a necessidade de conhecer soluções tecnológicas que realmente venham somar, ajudando a indústria a se tornar mais moderna e eficiente. A edição da Revista NEI de agosto dedica parte de seu conteúdo editorial ao tema Automação Industrial, essencial para as companhias que planejam otimizar sua manufatura e obter maior eficiência, qualidade e menores custos.  São mais de 40 novos produtos voltados à automatização dos mais variados processos industriais! Algumas das notícias apresentadas nessa edição estão alinhadas à Indústria 4.0 – conceito que preconiza a evolução dos sistemas produtivos atuais a partir do uso de redes inteligentes, Internet das Coisas e Big Data.

Para aprofundar esse tema, ainda pouco disseminado no Brasil, conversamos com três especialistas no assunto que ajudaram a conceituar a indústria 4.0, explicando seus benefícios e desafios: Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; Roberto dos Santos, gerente regional de produtos para as Américas da Festo Brasil; e Carlos Cesar A. Eguti, pesquisador e pós-doutorando do Centro de Competência em Manufatura do ITA. Essa reportagem abre a seção Automação Industrial na página 18. Uma evolução da indústria do século XVIII até a Indústria 4.0. também pode ser conferida no artigo exclusivo de Eguti, divulgado aqui.

A Indústria 4.0 tem sido foco dos debates em todo o mundo. Seus benefícios estão relacionados ao aumento de produtividade, redução de custos, melhoria da qualidade, aumento da segurança e precisão, economia de energia, fim do desperdício e personalização. Tudo isso impacta no desenvolvimento de novas soluções que venham acrescentar eficiência ao processo industrial. Independente do momento econômico atual, as inovações estão acontecendo. E sua empresa precisa conhecê-las!


Prêmio Kaizen-Lean terá primeira edição no Brasil. Inscrições até 31/10

As empresas interessadas podem fazer suas inscrições para a primeira edição do Prêmio Kaizen-Lean até 31 de outubro deste ano. Serão admitidos projetos nacionais que tenham sido concluídos há menos de dois anos. A iniciativa contemplará três categorias: Excelência na produtividade, Excelência na qualidade e Excelência no sistema de melhoria contínua. Os melhores casos serão premiados com inscrições para o Japan Benchmark Tour, vagas em workshops e treinamentos do Kaizen Institute e a realização do Lean Assessments na empresa. A premiação ocorre desde 2011 em Portugal e Espanha.

O objetivo é reconhecer e incentivar as organizações que adotam as boas práticas de melhoria contínua, encorajando as lideranças a suportar e a dinamizar esforços na busca da excelência. Para essa primeira edição, o prêmio contará com diversos parceiros, entre eles o Instituto Mauá de Tecnologia e a Fundação Vanzolini.

“Temos acompanhado de perto o movimento de muitas empresas no Brasil na busca por melhor desempenho e maior produtividade”, disse Ruy Cortez de Oliveira, CEO do Kaizen Institute Brasil. Segundo ele, em um ambiente econômico que desafia executivos e gestores de todos os segmentos empresariais a melhorar a performance de suas organizações, é imperativo também promover e liderar, em suas empresas, programas que busquem a excelência operacional para aumentar a produtividade e a qualidade de seus processos e produtos e, como consequência, tornar-se mais competitivo em escala mundial. “As empresas terão de se reinventar para continuar crescendo”, destacou o executivo.

O formulário de candidatura está disponível aqui.


Uma amostra da inovação para otimizar os processos produtivos

Estamos em um momento em que a inovação é mais que necessária, é uma questão de sobrevivência”, destacou Gisela Schulzinger, presidente da Associação Brasileira de Embalagem – ABRE. “Precisamos buscar alternativas ‘fora da caixa’ para superar um ano atípico, mas com situações já esperadas por todo o mercado. Inteligência e estratégia são duas palavras que devem ser incorporadas pelas empresas de todos os segmentos.” 

Enquanto se aguarda o novo ciclo de crescimento a partir de 2016, previsto pelos cientistas econômicos, a palavra de ordem é inovar, um dos mandamentos listados pelos próprios economistas para este ano de ajuste. E no setor de embalagem a situação não é diferente, pois acompanha os demais, já que atua com diversas indústrias, tanto de matérias-primas quanto as usuárias, sendo a interface do produto para o consumidor e, portanto, deve ser vista como parte integrante do produto. Por isso, esta seção reúne novas soluções para o mercado de embalagens, uma amostra da inovação de empresas empreendedoras, que proporcionam aumento da produtividade e da qualidade em sua fábrica. E nos próximos meses, veja mais lançamentos, já que ocorreu recentemente a Fispal Tecnologia – Feira Internacional de Processos, Embalagens e Logística para as Indústrias de Alimentos e Bebidas, no Anhembi, em São Paulo-SP.

A equipe de reportagem da Revista NEI questionou professores de engenharia de produção, materiais, embalagens e alimentos para descobrir as novidades na área de processos industriais de embalagens. E as respostas foram unânimes: bioplásticos, derivados de fontes de biomassa renováveis, como milho e cana-de-açúcar, que, como alternativas aos originados do petróleo, causam menor impacto ambiental.

José Alcides Gobbo Junior, pós-doutor no departamento de Packaging Logistics da Lund University, Suécia, e livre-docente da Faculdade de Engenharia de Bauru da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – Unesp, citou os bioplásticos de especial interesse para o Brasil, já que o País é fonte de recursos renováveis e tem grande parte do lixo urbano depositado em aterros. “Bioplásticos podem ter um papel essencial na satisfação de necessidades como a mitigação da mudança climática”, disse Junior. “Existe um consenso de que eles serão necessários em um futuro de baixo carbono.”

Segundo o livre-docente, os bioplásticos têm aplicações e características que crescentemente se assemelham às dos plásticos comuns. Podem ser processados utilizando-se tecnologias convencionais; apenas os parâmetros dos equipamentos precisam ser ajustados para as especificações de cada tipo. Apesar do custo mais elevado, os preços têm continuamente caído dado o crescimento da demanda e o potencial aumento do custo de petróleo, mas ainda é pouco explorado. Embalagem é o mercado principal, mas há aplicações em etiquetas, brinquedos, cosméticos, contêineres e nos setores automotivo, eletrônico e têxtil, como roupas de segurança.

O professor explicou que os bioplásticos são uma família de materiais que variam de um para outro. Existem três grupos: bioplásticos integrais ou parciais (não biodegradáveis), exemplo PE, PET e PP; bioplásticos biodegradáveis, como PLA e PHA; e novos biopolímeros à base de recursos fósseis, PBAT e PCL, por exemplo. Os materiais do segundo e do terceiro grupo são biodegradáveis e, sob certas circunstâncias, compostáveis. Produtos de polímeros biodegradáveis, que sejam certificados como compostáveis, podem ser utilizados em compostagem industrial. Dependendo do tipo de material/aplicação, os bioplásticos podem ser reciclados nos fluxos existentes.

Carlos Eduardo Sanches da Silva, pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Universidade Federal de Itajubá, além de pós-doutor em engenharia de produção, informou que a tecnologia para as biorrefinarias vem sendo desenvolvida no Brasil em universidades – com destaque para a rede colaborativa Network of Excellence in Biomass and Renewable Energy – Nobre, que reúne USP, UFRJ, Unicamp e UFRN, empresas e agências de fomento do Brasil e da Finlândia –, cujas pesquisas devem resultar em soluções que possam ser utilizadas pelo setor produtivo que atua em atividades florestal, química, de petróleo e biomassa.

Os filmes biodegradáveis, películas finas comestíveis ou não preparadas a partir de materiais biológicos e até rejeitos da indústria alimentícia, foram os destaques da entrevista realizada com Carla Saraiva Gonçalves, mestre e doutoranda em Ciência dos Alimentos e professora da Universidade Federal de Viçosa, e com Márcio de Andrade Batista, doutorando em engenharia mecânica, mestre em engenharia química e professor da Universidade Federal de Mato Grosso. “Já pensou em colocar uma pizza no forno sem precisar retirar a embalagem plástica?”, questionou a docente. “O filme ou película que a envolve pode ser composta por tomate e, ao ser aquecida, se incorpora à pizza, fazendo parte da refeição. Esse material já existe e foi desenvolvido por pesquisadores da Embrapa Instrumentação, que produziram películas comestíveis de diferentes alimentos, como espinafre, mamão, goiaba e tomate. A Unicamp também já desenvolveu filmes comestíveis.”

Segundo Carla, os materiais têm características físicas semelhantes às dos plásticos convencionais, como resistência e textura, e igual capacidade de proteger alimentos. O fato de poderem ser ingeridos abre um imenso campo a ser explorado pela indústria de embalagens.

“Acredito que em breve as embalagens vacuum forming possam utilizar biofilmes comestíveis”, opinou Batista. “As com cascas de babaçu e cascas de castanha-de-baru podem ser novidades interessantes e de boas aplicações futuras.”

Outra novidade foi comentada por Gobbo Junior. São as Intelligent Tags, usadas para mensurar a temperatura acumulada e o tempo de exposição do produto e da embalagem à determinada temperatura, da produção ao consumo. Já a engenheira de alimentos citou a injeção digital e uma série de novas possibilidades na impressão digital para tubos, potes e garrafas. E o livre-docente finalizou que o Estado da Arte no setor é o uso de grafeno, bioplásticos e polímeros biodegradáveis com características de barreiras de qualidade superior, tecnologias de impressão de circuitos e nanotecnologia. “Muitos desses exemplos não têm aplicações comerciais ainda, mas em breve veremos sistemas de embalagem/produtos advindos dessas tecnologias”, disse.

De acordo com Carla, o desenvolvimento de materiais para embalagem de alimentos é a categoria de destaque das aplicações da nanotecnologia. Porém, compartilha a ideia de autores de que a produção de nanopartículas e de materiais nanoestruturados em escala industrial traz consequências imprevisíveis quando comparada aos métodos tradicionais. O que se descobriu ainda é considerado insuficiente para contato com o meio ambiente e o corpo humano.

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

O futuro
Na visão de Gobbo Junior, para a melhora da indústria de embalagens, é necessário ter uma visão holística, considerando uma alteração de perspectiva de fornecedor de commodities para provedor de novas oportunidades e soluções.

Fettermann completou que a indústria de embalagem deve estar integrada ao projeto do produto e da logística de forma a otimizar o processo de produção e distribuição, combinando com o conhecimento das necessidades do consumidor final. Assim, a embalagem deve ser pensada de forma integrada.

Quanto à mão de obra, Silva informou que a formação qualificada ainda é escassa. “A curva de aprendizagem dura anos, o domínio tecnológico é desenvolvido no trabalho, são poucos especialistas que atuam na área, sendo comum a formação no exterior; e as competências necessárias envolvem vários conhecimentos, por exemplo, materiais, desenvolvimento de produtos, automação de processos e legislações”, justificou, deixando um alerta para as instituições de ensino, nas áreas de graduação, pesquisa e pós-graduação.

Dever de todos

Há quem diga que o principal nessa área não são as tecnologias, mas sim o pensamento racional do uso/reúso das embalagens. Na visão de Diego Fettermann, doutor e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina, práticas de aproveitamento, redução de matéria-prima e peso e reciclagem são as principais necessidades da área atualmente.

  • Para moderar o consumo de água e/ou energia, em primeiro lugar deve-se reciclar as embalagens.
  • Aperfeiçoar ou substituir os processos, focando também: redução e reutilização.
  • Estabelecer metas de consumo diário/semanal/mensal e fiscalizar.
  • Sugestão da profa. Carla Gonçalves, da Universidade Federal de Viçosa, é trocar embalagens de alumínio pelas de aço. A produção consome menos água e energia quando comparada com a de outros materiais, e a decomposição leva em média cinco anos, sem comprometer o solo. É 100% reciclável, sem que o aço perca as propriedades.
  • Aumentar a produção do refil para conservar a embalagem original.
  • Evitar desperdício. A embalagem inadequada pode causar prejuízo ao produto interno, que pode ser destruído devido à falta de proteção correta. Nesse caso, o produto e a embalagem são desprezados. Do ponto de vista ambiental, é melhor otimizar o sistema de embalagem.

 


Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Conversamos com especialistas de engenharia ambiental e sanitária, elétrica, eletrônica e de automação para trazer as tendências quando o assunto é economia de água e/ou energia nas indústrias.

Segundo Carmela Maria Polito Braga, professora do Depto. de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e Anísio Rogério Braga, docente do Setor de Eletrônica do colégio técnico da UFMG, o uso racional desses elementos é viável por meio de medições e monitoramentos ubíquos, isto é, em toda parte, o tempo todo, o que torna possível: planejamento de oferta, demanda e comercialização; minimização de custos de produção, otimização do uso e redução de perdas.

Quanto às tecnologias para medição distribuída de água e energia, os docentes informaram que elas evoluem rapidamente, como soluções de hardwares, softwares e os sistemas microcontrolados – com capacidade de comunicação em rede, com ou sem fio, de baixo custo, associados à miniaturização dos sensores eletrônicos. Comentaram também que os aplicativos de softwares para monitoramento de grandes massas de dados ainda são caros, mas opções de baixo custo para viabilizar aplicações em larga escala estão em desenvolvimento.

Para que seja possível o acesso remoto aos dados das medições, é preciso identificar os pontos de entrada do consumo de cada área de processo, incluindo de equipamentos especiais com grande consumo de água e/ou energia elétrica, e estudar e especificar a instalação de medições nesses pontos, bem como sua integração aos sistemas de automação.

De acordo com os professores, as medições permitem um bom diagnóstico dos usos desses insumos nos processos. Quando o consumo de uma determinada área for o esperado, sua prática pode servir de referência e deve ser valorizada; quando for desproporcional, pode indicar a necessidade de investimentos em projeto e melhoria nas instalações para redução dos consumos. A automação de processos que regula segundo as referências pré-estabelecidas também pode contribuir para a redução dos consumos, uma vez que estabelece os valores devidos para as vazões e/ou acionamentos, e o sistema de controle automático regula o funcionamento compensando perturbações nas demandas e garantindo o uso minimizado dos insumos.

Carmela e Braga informaram que os melhores resultados de uso racional de energia elétrica e água com os consumos típicos de ambos, em condições normais de operação, são obtidos com modelos estatísticos, a partir dos quais monitora-se no tempo certo (just in time) os consumos em relação ao perfil típico nominal. Esse monitoramento pode se valer de técnicas de controle estatístico de processos, que detectam desvios dos consumos médios em relação ao perfil usual. Uma mudança no perfil de consumo, se esperada por alguma operação ou alteração programada no processo, estará justificada, mas quando não houver nenhuma razão conhecida poderá ser indício de uso indevido dos insumos ou perda. Como exemplos, fuga de corrente, no caso de energia elétrica, e vazamento, no caso de água.

Alertaram os docentes que as medições e os monitoramentos podem ser usados também como subsídios para medidas educativas na planta. Mesmo automatizando muitos sistemas, ainda restam aqueles que demandam decisão humana. Nesses casos, apenas medidas educativas continuadas podem prover resultados de uso racional de água e energia elétrica.

Para os professores, com certeza, as indústrias que se antecipam tecnologicamente a esse novo contexto reduzem seus riscos, pois conhecendo quanto e como consomem podem planejar o investimento em melhorias para o uso racional dos elementos.

“A medição é imprescindível para alcançarmos três objetivos estruturantes: conhecer o consumo típico e a perda, valorizar as boas práticas de uso racional de água e energia e responsabilizar consumidores e fornecedores”, finalizaram Carmela e Braga.

Outras novidades tecnológicas que contribuem para economizar energia foram apresentadas por Helmo Morales Paredes, doutor em engenharia elétrica e docente do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp. São as microrredes inteligentes (smart micro-grid). “Esse conceito não envolve apenas medição eletrônica, é a integração dos sistemas computacionais, mini e micro geração distribuída (energias renováveis) e automação de redes”, explicou Paredes. “Por exemplo, sistemas de telecomunicação, que captam informações da operação em tempo real, contribuem para a otimização dinâmica do sistema elétrico da empresa, e a tecnologia de informação abrange todos os controles de gestão das companhias.”

Para Hermes José Gonçalves Júnior, docente do curso de Tecnologia em Sistemas Embarcados e coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da Faculdade Senai de Tecnologia, em Porto Alegre-RS, as energias renováveis também se destacam com alta inovação. A instituição desenvolve pesquisa aplicada em geração e condicionamento de energia proveniente de fontes alternativas e renováveis.

Finalizando a parte tecnológica, Marlon Cavalcante Maynart, docente de engenharia ambiental e sanitária do Centro Universitário Senac, informou que diversos estudos são realizados para aperfeiçoar o sistema de tratamento por osmose reversa, como o desenvolvido por ele em seu doutorado em ciência e tecnologia/química na Universidade Federal do ABC com tecnologia eletroanalítica que possibilita identificar contaminantes, como pesticidas em óleo, exemplo do petróleo.

Há quem diga que a economia de água e energia é muito mais uma questão de atitude que de tecnologia, como Alexandre Marco da Silva, pós-doutor em ecologia, ciências ambientais e engenharia sanitária, livre-docente e professor da Unesp. “É preciso trabalhar em prol da melhoria da educação, incentivo, comprometimento das pessoas para economizar água e energia elétrica, mostrando as contas do mês anterior e atual, evidenciando ganhos e perdas, desde o faxineiro ao presidente da indústria.”

Como enfrentar a crise

Algumas dicas dos especialistas para reduzir o gasto com água e/ou energia; afinal, a crise tem de servir também para mudar o comportamento das empresas e da sociedade em geral.

  • Para um planejamento eficiente se faz necessário mapear o uso da água e energia conforme equipamentos, atividades, ambientes, etc., chegando às prioridades. Esse processo deve ser construído com as pessoas que participam das atividades.
  • Substituir máquinas e equipamentos ineficientes e planejar consumo adequado de seus energéticos.
  •  Manutenção frequente dos ativos.
  •  Alteração de energéticos. Exemplos: energia solar, gás natural, biomassa, resíduos industriais.
  •  Cogeração de energia.
  •  Combate intenso ao desperdício.
  •  Reduzir o consumo e trocar produtos, como torneiras, mangueiras, chuveiros e descargas, por versões mais eficientes.
  •  Aumentar o reúso: coletar e tratar a água de chuva e esgoto.
  •  Uso de poços artesianos e de águas subterrâneas.
  •  Apagar as luzes e desligar os aparelhos de ar-condicionado em ambientes vazios;
  •  Usar lâmpadas econômicas.
  •  Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  •  Aproveitar a luz natural.
  •  Ações de conscientização, como oferecer palestras para funcionários e clientes.
  •  Valorizar ideias e atitudes que contribuem para o uso parcimonioso.
  •  A gerência deve estabelecer metas de caráter ambiental. A distribuição dos lucros para a equipe pode estar associada a essas novas metas.
  •  Apresentação trimestral dos dados.

Mais um desafio para o Brasil em 2015: tornar-se exemplo de boas ações a favor do meio ambiente.

Brasil sediará 1ª edição latina de feira de tecnologias ambientais

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, será realizada a primeira edição na América Latina da Pollutec – Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Bianual de origem francesa, também já promovida em Marrocos e Argélia, contemplará tratamento de água e efluentes; gestão de resíduos, reciclagem e limpeza; eficiência energética; remediação de áreas contaminadas; medição, monitoramento, análise; e gerenciamento de riscos.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento, assim como visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.

 


Driblando as crises a partir de novas tecnologias

A indústria brasileira tem, neste ano, a difícil tarefa de enfrentar, além da crise econômica, as crises hídrica e energética, todas de uma só vez. Para driblar essa conjunção de fatores, a indústria precisa se planejar e ainda administrar de forma eficiente recursos como água e energia, indispensáveis à atividade industrial.

Para ajudá-lo a enfrentar mais esse desafio, a equipe editorial de NEI pesquisou novas tecnologias que contribuem para o uso eficiente da água e energia nos processos industriais. O resultado desse trabalho compõe a seção Água e Energia, que reúne soluções inéditas para melhor aproveitamento dos recursos e que colaboram para a redução de custos, principalmente de energia. Além disso, clique aqui para conhecer as tendências tecnológicas desses segmentos, na opinião de especialistas acadêmicos da área, e suas recomendações, entre elas, medição e monitoramento full time, facilitado pelo avanço tecnológico de hardwares, softwares e sensores. Uma série de dicas para reduzir custos com água e energia também complementa a reportagem.

Trazemos ainda neste mês as novidades na área da Embalagem, setor presente em toda cadeia industrial e que representa parcela significativa dos custos de produção. Neste ano, o segmento deverá movimentar, no Brasil, algo em torno de R$ 58 bilhões, 6% a mais que em 2014, portanto estar bem equipado nesse quesito é fundamental para a competitividade imposta pelo mercado. As novas matérias-primas, máquinas e equipamentos podem, sem dúvida, contribuir para o esforço de renovação dos processos de embalagem. 

Sempre há soluções para melhorar os processos produtivos, otimizar a performance das máquinas, reduzir perdas e custos. Novas tecnologias são introduzidas com frequência no mercado global, por isso NEI pesquisa diariamente os lançamentos de produtos e visita feiras no Brasil e no exterior. Como exemplo, visitamos recentemente a Hannover Messe 2015 para conhecer os últimos avanços, entre eles os relacionados às energias renováveis, que serão divulgados nas próximas edições. Nesses megaeventos percebemos que tecnologias que pareciam distantes, como os robôs colaborativos, por exemplo, despontam agora como realidade palpável e tecnicamente amadurecida. Conceitos como a indústria 4.0 ganham força e aos poucos vão sendo incorporados aos processos industriais.

Fica evidente que uma corrida tecnológica está em curso. O esforço para a atualização do parque fabril brasileiro é necessário e urgente. É preciso começar. E conhecimento é fundamental nesse processo!


Brasileiro ex-diretor da AMT cria empresa de consultoria de negócios internacionais de manufatura nos EUA

Após mais de quatro décadas atuando com tecnologias de produção em vários países, inclusive ocupou até o início deste ano a posição de diretor de desenvolvimento de negócios da The Association For Manufacturing Technology – AMT, dos EUA, Mario Winterstein, abre a IBDGi – International Business Development Group, Inc, uma prestadora de serviços de apoio e planejamento estratégico a empresas na área de marketing e vendas internacionais de equipamentos de manufatura. Está localizada em Herndon, Virgínia, na área metropolitana de Washington, DC,  nos Estados Unidos.

“Eu gostaria muito de apoiar as empresas brasileiras interessadas em fazer negócios nos Estados Unidos”, disse Winterstein. “Em muitos anos de atuação no comércio internacional de bens de capital, notei que muitas companhias de porte médio não têm todos os conhecimentos necessários para levar um produto ao mercado internacional de maneira planejada, estruturada e sustentável. Acredito que os produtos brasileiros têm um mercado a ser conquistado por aqui.”

Nascido no Brasil e formado pelo Centro Universitário da FEI, Winterstein é morador dos Estados Unidos há 29 anos. Recentemente, foi nomeado para o Conselho Distrital de Exportação – DEC de Washington e Virgínia pelo Ministro de Comércio dos Estados Unidos.


Brasil sediará em 2016 a primeira edição latina da Pollutec

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no novo espaço de eventos, o São Paulo Expo, antigo Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo-SP, será realizada a primeira edição na América Latina da feira bianual de origem francesa Pollutec. Já promovida também no Marrocos e Argélia, a Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais é dedicada a apresentar as mais recentes inovações para o setor ambiental no mundo.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento com os temas: Cidade sustentável, Indústria sustentável e competitiva, Desafios do setor de saneamento no Brasil e na América Latina, Economia circular e verde e Melhores práticas internacionais. Visitas técnicas em empreendimentos sustentáveis completarão a programação.

No Brasil, a organização e a promoção são da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que conta com apoio da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – Abes para realizar esse evento. O anúncio da nova feira foi feito nessa quarta-feira em encontro para convidados na cidade de São Paulo. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.


UFABC procura empresas para parcerias

A Agência de Inovação InovaUFABC, órgão da Universidade Federal do ABC, está cadastrando empresas interessadas em desenvolver cooperação tecnológica e projetos de empreendedorismo com a universidade. Para fazer a inscrição, basta preencher o formulário de manifestação de interesse.