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ABB comemora 105 anos no Brasil e lança ABB Ability

Em evento que marcou seus 105 anos no Brasil, a ABB lançou o ABB Ability, oferta digital de produtos e soluções que possibilita às empresas otimizar a análise de dados de suas operações e obter ganhos de eficiência, melhorando simultaneamente sua produtividade. A nova solução também permite reduzir manutenções e prolongar a vida útil dos ativos, resultando em eficiência de custos e operações mais sustentáveis e seguras. A ABB estima que as soluções digitais possam adicionar US$ 20 bilhões em sua receita anual.

Com o ABB Ability, a ABB oferece uma transição significativa da conectividade para digitalização, automação e robótica, um diferencial para a indústria. “A ABB está presente no Brasil há mais de cem anos e vem contribuindo de forma inovadora para alguns dos projetos de infraestrutura mais icônicos, como Itaipu e Belo Monte”, afirmou o CEO da companhia, Ulrich Spiesshofer, no evento que aconteceu no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. “Nós fornecemos os primeiros equipamentos elétricos para o Bondinho do Pão de Açúcar, o primeiro teleférico da América Latina, inaugurado em 1912”, acrescentou.

A ABB é ainda uma das principais fornecedoras do S11D, o maior projeto de mineração do mundo, localizado no sudeste do estado do Pará. A empresa desenvolveu uma solução única para gerenciamento de ativos em tempo real e forneceu tecnologia de automação para as esteiras transportadoras, permitindo o sistema truckless.

foto ABBComo parte das celebrações dos 105 anos da ABB no País, o YuMi, robô colaborativo industrial de dois braços desenvolvido pela ABB, e o renomado artista plástico Caio Chacal criaram uma obra de arte juntos, demonstrando que a interação entre máquinas inteligentes e humanos não é mais uma projeção para o futuro. A peça ficou como legado para o Museu do Amanhã.

A ABB opera em mais de 100 países e conta com cerca de 136 mil colaboradores.


1º Fórum de Inovação comprova o sucesso do Programa Nacional Conexão Indústria da ABDI

27, setembro, 2017 Deixar um comentário

Representantes de startups, CEOs de grandes indústrias, agentes públicos envolvidos com inovação, especialistas, empresários e acadêmicos compuseram os mais de 500 participantes que marcaram presença no 1º Fórum de Inovação Startup Indústria, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), no dia 22 de setembro, em São Paulo, com o objetivo de debater os desafios de inovar no País e de como estimular a conexão entre startups e indústrias.

O evento foi um marco que consolidou e comprovou o sucesso do Programa Nacional Conexão Startup Indústria da ABDI, lançado pela entidade em março deste ano, buscando inaugurar no Brasil uma cultura de gestão voltada para resultados, pois, de acordo com a pesquisa Sondagem de Inovação, realizada pela ABDI com 408 empresas da indústria de transformação, 21% das indústrias já realizam negócios com startups; 45% ainda não sabem como proceder, mas estão se preparando para uma futura conexão com empresas novas; e 21% ainda não têm interesse.

“Estamos inserindo R$ 50 milhões, nos próximos três anos, no ecossistema de inovação brasileiro, de uma forma cirúrgica e com o claro objetivo de estimular a inovação e promover projetos e ações voltados à Indústria 4.0”, explicou Guto Ferreira, presidente de Desenvolvimento da ABDI, que representou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marcos Pereira, na abertura do Fórum, ao mencionar outros programas com o mesmo perfil, como Startup Brasil, InovAtiva, Rota 2030, que poderão elevar o Brasil para outro patamar.

Segundo Ferreira, o conceito de Indústria 4.0 vai atingir uma parcela da nossa indústria que pode levar o Brasil a outro patamar de produtividade; “pode levar a economia a sair da 9ª posição e voltar a ser a 5ª ou a 4ª”.

De acordo com ele, se antes a negociação entre indústria e startups era mais complexa, hoje já é possível perceber que ambas conseguem se entender como duas partes de um mesmo negócio. “É uma janela de oportunidades comprovada pelos resultados do evento”, explicou o presidente da ABDI. Ele afirmou que no mundo inteiro esse papel tem ficado cada vez mais claro. Segundo sua avaliação, “não existe outra possibilidade para a indústria inovar, reduzir custos e resolver os seus problemas que não seja pelas soluções mais baratas e eficientes propostas pelas startups”.

Convidado pela ABDI para falar sobre os desafios da inovação, Dennis Tsu, um dos principais executivos de economia global e diretor de Estratégia Corporativa do Stanford Research Institute (SRI), afirmou que “a única opção para o desenvolvimento de um país é por meio de investimentos em inovação”. O executivo ressaltou que há muitos modelos de políticas de inovação no mundo, mas podemos resumir todas as metodologias em três principais caminhos:

  • o estímulo às invenções (ideias);
  • a capacitação de recursos humanos (pessoas);
  • e o capital (investimentos em pesquisa e inovação).

O evento contou, ainda, com quatro grandes painéis, onde representantes de indústrias e startups discutiram a importância de a indústria se conectar com mecanismos de apoio ao desenvolvimento de negócios; por que inovar por meio das startups; os desafios e soluções da indústria para inovar com as startups; e as perspectivas futuras da conexão startup indústria.

 

Novas tecnologias para inovar

Fabiana Kuroda, gerente executiva da Confia, definiu o papel da startup como essencial. Segundo ela, “a startup consegue fazer uma disrupção dentro da indústria, traz inovação, consegue fazer a indústria pensar um pouco mais ‘fora da caixa’, pode enxergar o problema melhor e propor solução”. Na opinião da executiva, a startup propõe soluções em toda a cadeia, não só na produção. “Pode haver diversos tipos de inovação dentro da indústria”, alertou Fabiana.

Um exemplo de inovação é a Virturian, startup de monitoramento de motores elétricos de Belo Horizonte (MG). A empresa desenvolveu o software Virturian SenseMaker (VSM), que faz análise e virtualização de motores, dentro do conceito da Indústria 4.0, de espaço ciber-físico. “Nós conseguimos auxiliar a indústria em seus processos produtivos; aumentamos sua eficiência”, declarou João Marinheiro, diretor de vendas da empresa.

Ele explicou que, com o software, é possível prever a quebra de motores elétricos, garantindo assim a diminuição do risco de paradas não programadas e catastróficas, que automaticamente geram grande prejuízo para a indústria. A Virturian faz isso através da análise de motores elétricos, respondendo a quatro principais perguntas: se o motor vai quebrar; qual motor seria esse; quando isso irá ocorrer; e o porquê. “Nós medimos corrente e rotação do motor, sem fazer nenhuma instrumentação interna dentro do equipamento”, concluiu Marinheiro.

Já a Phelcom Technologies, startup focada em criar produtos inovadores na área de IoT Healthcare, unindo soluções em óptica, eletrônica e computação, transforma smartphones em equipamentos médicos portáteis e conectados. O primeiro produto da empresa é o Smart Retinal Camera (SRC), que transforma o smartphone em um retinógrafo portátil e conectado. Segundo Diego Lencione, physicist & co-founder da Phelcom, através dele é possível fazer exames de fundo de olho em alta resolução, num equipamento muito mais barato e muito mais acessível. “Estamos testando o equipamento em hospitais e centros de referência em oftalmologia”, informou.

De acordo com Lencione, a Phelcom também está utilizando os mesmos módulos tecnológicos, as mesmas plataformas tecnológicas dos produtos da empresa para as indústrias. “As indústrias nos procuram para automatizar processos, para fazer  processos de inspeção, e nós usamos sistemas de visão computacional, aprendizagem de máquina, que fazemos para os nossos produtos, para aplicação na indústria também”, explicou.

A Nearbee, uma das cinco startups vencedoras do Desafio Cisco de Inovação Urbana, empresa focada em desenvolvimento de tecnologias de rastreamento utilizando plataformas mobiles, smartphones e IoT, também tem levado esse tipo de flexibilidade para a indústria. Felipe Fontes, CEO da Nearbee, declarou que a empresa cria sistemas de logística e monitoramento de time de entrega, de logística um pouco mais flexíveis, que utilizam a própria estrutura. “Nosso sistema viabiliza operações de logística integrada de forma mais eficiente, que inclui desde o motorista utilizando o próprio smartphone até a integração de um equipamento IoT de custo menor”, enfatizou Fontes.

Daniel Uchôa, CEO da OvermediaCast, comentou que já é possível perceber que a indústria está comprando das startups, e que muitas empresas ainda estão se preparando para dar esse passo. “Nós acreditamos que este é um caminho inevitável, isso está acontecendo no mundo inteiro, e a inovação é necessidade de sobrevivência”, analisou o executivo que participou do Fórum.

Para justificar o retorno sobre investimento em serviços de manutenção industrial, a BirminD desenvolveu um software que coleta os dados automaticamente da planta, aprende como funciona aquele processo e modela matematicamente para identificar ali quanto está sendo desperdiçado e qual a oportunidade de melhoria. Diego Mariano de Oliveira, CEO da BirminD, explicou que a ideia é responder para o gestor “quanto ele irá receber de retorno, se ele investir em determinado produto, processo ou em uma melhoria”.

Cliente da BirminD, a BRF possui uma grande área de manutenção, muitos custos no setor e estava em busca de uma solução que possibilitasse fazer um trabalho de planejamento mais preciso, com maior eficiência e menor custo. Cyro Calixto, especialista em engenharia industrial da empresa, disse ter visualizado na BirminD uma oportunidade muito boa através de uma solução apresentada, “que é a predição de tudo isso, de modo que nós possamos conseguir atingir nossos objetivos”.

Com um formato interativo, o palco ABDI permitiu a aproximação do público com os projetos desenvolvidos, esclareceu dúvidas e, principalmente, recolheu sugestões de indústrias, startups, empresariado e academia quanto aos setores produtivos trabalhados pela Agência.

Para Cynthia Mattos, gerente de Desenvolvimento Produtivo e Tecnológico, “a participação das pessoas durante a exposição orientou a conversa do palco ABDI. E esse modelo, característica do ambiente das startups, facilita as relações e conexões entre os atores da inovação no país”.

Texto escrito por Miriam Dias, jornalista e colaboradora de NEI Soluções.  

Com aporte de R$ 19 milhões, pesquisas sobre biocombustíveis avançados ganham impulso no Brasil

Com apoio conjunto da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), um dos sete Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês), as pesquisas para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração devem ganhar impulso no Brasil com o início de dois grandes projetos.  Com aporte de cerca de R$ 19 milhões, as pesquisas visam à obtenção de novas rotas para exploração e quebra de barreiras químicas à produção de biocombustíveis avançados a partir de cana e outras matérias-primas.

O financiamento total aos projetos será de 5 milhões de libras esterlinas (aproximadamente R$ 19 milhões), dos quais £ 3,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões) ficarão a cargo do BBSRC, e outros £ 1,5 milhão (algo em torno de R$ 5 milhões) da FAPESP. O valor investido representa um dos maiores volumes de recursos já aplicados pela Fundação em uma chamada conjunta de propostas, e é justificado pelos desafios científicos e tecnológicos envolvidos a serem enfrentados nos próximos quatro a cinco anos.

Um dos projetos foi apresentado por Telma Teixeira Franco, coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Estratégico (Nipe) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e David Leak, professor da University of Bath (Inglaterra). Os pesquisadores pretendem desenvolver enzimas e novos microrganismos fermentativos, melhorar as características da biomassa de plantas (palha, bagaço de cana, sorgo e resíduos de eucalipto) para produz ir biocombustíveis avançados e produtos químicos, além de explorar novas rotas tecnológicas e avaliar sua viabilidade industrial e comercial.

O outro projeto, proposto por Fábio Squina, pesquisador do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), e Timothy David Howard Bugg, professor da University of Warwick (Inglaterra), visa desenvolver novas rotas biotecnológicas para valorizar a lignina (particularmente de cana-de-açúcar e trigo), utilizada, sobretudo, para queima e fornecimento de energia para processos biotecnológicos, a partir do uso de microrganismos, desenvolvidos por engenharia metabólica, em produtos químicos.

 

Apoio estratégico

O investimento anunciado para os dois projetos deve intensificar o trabalho entre o Brasil e o Reino Unido na pesquisa biológica voltada para o desenvolvimento e produção de biocombustíveis. A estratégia para o apoio aos projetos considerou a elevada qualidade científica das pesquisas realizadas em instituições de ambos os países, bem como a liderança exercida pelo Brasil na produção mundial de biocombustíveis.

Para ler a notícia na íntegra acesse o site da Fapesp, clicando aqui.

Fonte:  Gerência de Comunicação da FAPESP / Assessoria de Comunicação

 

 

 


Automação industrial – novas tecnologias para acelerar a modernização do parque fabril

Imprescindível para as indústrias que buscam maior competitividade num mercado globalizado e cada vez mais exigente de soluções eficientes, a automação industrial é decisiva para acelerar a modernização do parque fabril em todas as etapas de produção. Ela introduz no chão de fábrica a necessidade de adoção de novas tecnologias, capazes de proporcionar mais eficiência, produtividade, exatidão, qualidade e segurança, além de contribuir com a redução de custos e eficiência energética.

Por isso, reunimos na seção “Automação Industrial”, da Revista NEI de novembro/dezembro de 2016, algumas novidades em automação industrial pesquisadas nos mercados nacional e internacional que podem ajudá-lo a incrementar os processos produtivos de sua empresa.

Para conhecer as novas soluções apresentadas na edição de nov/dez da Revista NEI, incluindo as de automação industrial, acesse a seção “Lançamentos de Produtos” do NEI.com.br, clicando aqui.

 

Panorama da automação industrial

Os modos de produção vêm se transformando nos últimos anos, impactados pelos avanços da quarta revolução industrial.  Segundo Renato Ely Castro, professor da Faculdade SENAI de Tecnologia de Porto Alegre/RS, a Indústria 4.0 está associada a um novo modelo de negócio que, no âmbito da automação, demanda capacidades de operação em tempo real, virtualização dos processos, distribuição (descentralização) das funções de controle, orientação a serviços, “eficientização” dos processos produtivos, estruturação e modularização das aplicações, ou seja, produzir mais, melhor, mais rápido e com menos impacto energético. O tema eficiência energética, de acordo com o professor, está em evidência e a automação desempenha importante papel nesse contexto.

Nessa área, as inovações acontecem com rapidez. Renato Ely destaca o crescimento consistente da rede Ethernet Industrial que, por sua natureza padronizada, aberta e com múltiplos fornecedores, facilita a monitoração e o controle de processos, otimizando o tempo de produção. Com o avanço da Internet das Coisas no meio industrial, cresce em importância a automação baseada em PC (IPC), afirma o docente, agregando novas possibilidades ao já consagrado controlador programável (PLC), como, por exemplo, maior flexibilidade, conectividade e desempenho, mídias variadas de armazenamento e novas soluções de interfaces de operação (HMI).

No âmbito do desenvolvimento de programas aplicativos, Renato Ely ressalta o conceito de programação modularizada e estruturada preconizado pela IEC 61131, que enfatiza o uso de blocos funcionais (FBs), facilitando a reutilização, portabilidade e validação da aplicação, incluindo a redução no tempo de comissionamento dos sistemas.

O avanço das novas tecnologias aplicadas à automação industrial também vai exigir profissionais bem preparados. O perfil do engenheiro que trabalha nessa área, por exemplo, deve ser multidisciplinar, como sugere o professor, agregando competências que incluem a gestão (liderança) de projetos de sistemas automatizados, o conhecimento das novas tecnologias, tanto de hardware quanto de software, e a busca de soluções inovadoras em automação industrial. Sem contar, é claro, do domínio de ferramentas de tecnologia da informação e comunicação (TIC).


Setor de metais e mineração prevê investimentos em robótica, inteligência artificial, 3D e computação cognitiva

A pesquisa “Panorama global do setor de metais e mineração”, elaborado pela KPMG, aponta que 77% dos executivos entrevistados, do setor de metais e mineração, consideram o gerenciamento de custo e o desempenho prioridades importantes para o futuro. Segundo o estudo, considerando o investimento pesado realizado durante a alta temporada do mercado, muitas operações do setor buscam por novas oportunidades de crescimento para ajudar na absorção de parte da produção excedente: 71% dos entrevistados disseram que o crescimento é uma prioridade importante ou muito importante para os próximos dois anos.

 

Quando questionados sobre o que fariam para incentivar o crescimento na economia atual, os executivos citaram como principais motivações para a realização de investimentos estrangeiros aumentar a fatia de mercado atual e entrar em novos mercados (29%, igualmente).

 

“O fato que os executivos da área de mineração afirmarem na pesquisa que estão confiantes e que podem alcançar um crescimento ao longo dos próximos anos é uma boa notícia. Com tanta incerteza na demanda ultimamente, isso pode ajudar as mineradoras a começar a repensar investimentos de longo prazo e planos de produção. No geral, esperamos ver uma menor variação nos preços neste ano em comparação com o ano passado, mas a melhora de valores será gradual”, explica o sócio da KPMG, Pieter van Dijk.

 

Uso de novas tecnologias: robótica, inteligência artificial, 3D e computação cognitiva

 

Os executivos também planejam, segundo o relatório, canalizar investimentos para implementação e desenvolvimento de novas tecnologias que auxiliem na automação de operações, aumentem eficiência e melhorem qualidade e segurança. Pouco mais de 25% dos entrevistados disseram que já investiram em manufatura aditiva e impressão em 3D, e 27% deles dizem que certamente investirão mais no futuro. Já 16% dos entrevistados afirmam já ter investido em inteligência artificial e soluções de computação cognitiva, e 32% revelam que certamente investirão mais. Enquanto isso, o maior foco de investimento recai na robótica, área na qual 42% dos entrevistados dizem que definitivamente vão investir nos próximos dois anos.

 

Sobre a pesquisa

 

O relatório é baseado em uma pesquisa feita com 62 executivos de nível sênior do setor de metais, conduzida no início deste ano pela Forbes Insights e pela KPMG. Cerca de 35% dos entrevistados estão nas Américas, e o mesmo número está na Ásia, estando o restante na Europa e no Oriente Médio. Empresas com receitas globais anuais de mais de cinco bilhões de dólares representam 40% dos entrevistados e 5% são organizações com receitas de mais de 25 bilhões de dólares.

Para apoiar os dados da pesquisa, a KPMG Internacional conduziu entrevistas com os principais profissionais do setor de mineração da KPMG ao redor do mundo, que oferecem experiência, ideias e previsões de importantes segmentos da mineração para fornecer uma visão inédita dos desafios e oportunidades que as organizações de metais e mineração da atualidade enfrentam.

 

A pesquisa “Panorama global do setor de metais e mineração” pode ser baixada em www.kpmg.com/metalsmining.

 


Inovação e Competitividade ganham destaque no Siemens Industry Symposium 2016

Para falar sobre as tendências, estratégias e desafios para a inovação da indústria no País, a Siemens PLM Software realizará nos dias 31 de outubro, em São Paulo, e 3 de novembro, em Porto Alegre, o Siemens Industry Symposium 2016.

Gratuito, o evento terá entre os palestrantes o vice-presidente e diretor gerente da Siemens PLM Software, Del Costy, responsável pelas vendas, suporte e serviços de entrega à região das Américas. Em sua apresentação, o executivo falará sobre a visão da empresa sobre a inovação na indústria.

Em São Paulo, outro destaque será a palestra de Paulo Mól Júnior, superintendente do IEL Nacional, associação ligada à CNI (Confederação Nacional da Indústria), que abordará o conceito de inovação no meio empresarial. Em Porto Alegre, os participantes poderão conferir a palestra de Heitor José Müller, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.

A agenda também inclui temas como gerenciamento da rentabilidade e dos custos na Indústria 4.0, digitalização da manufatura e desenvolvimento virtual com simulações avançadas. Para conferir a agenda completa e se inscrever, clique aqui .


9ª edição do Concurso Acelera Startup, promovido pela Fiesp, recebe inscrições até 26 de outubro

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – FIESP recebe até 26 de outubro inscrições para a 9ª edição do Concurso Acelera Startup. Podem ser inscritos projetos de empresas pré-operacionais (sem faturamento) como operacionais (com faturamento), nas categorias geral; esporte; negócio social; realidade virtual e games.

Serão selecionados os 300 melhores projetos e/ou empresas que terão a oportunidade de participar de palestras, mentorias e avaliações classificatórias. A divulgação dos projetos e empresas escolhidas acontecerá no dia 28 de Outubro, na página do evento abaixo.

Além de aproximar os empreendedores de potenciais investidores, a Fiesp espera colaborar com a difusão do tema no meio empresarial. O evento, que acontece nos dias 7 e 8 de novembro, no edifício-sede da Fiesp, é multissetorial e destinado a projetos/empresas de todo e qualquer setor.

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 11.500 inscrições de todo o Brasil e participaram mais de 300 mentores e 250 investidores. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 5 milhões.

As inscrições podem ser feitas na página do evento http://hotsite.fiesp.com.br/acelera/

Fonte: Assessoria de Jornalismo Institucional da Fiesp

 


Manutenção – As novas soluções para melhorar a eficiência de máquinas e equipamentos

A preocupação em manter as linhas de produção operando sem falhas e perdas tem elevado o nível de exigência da manutenção nas indústrias. Considerada uma atividade estratégica, ela auxilia na gestão dos ativos e colabora para que a indústria atinja excelência operacional, melhorando a disponibilidade e confiabilidade de máquinas, equipamentos e instalações das fábricas.

A Revista NEI de outubro reúne novos produtos utilizados nas áreas de manutenção, pesquisados nos mercados nacional e internacional, que podem ajudar a indústria a encontrar soluções para melhorar a eficiência dos processos produtivos, bem como reduzir custos operacionais, já que a manutenção objetiva preservar os ativos e zelar pelo seu bom desempenho.

É importante lembrar que a partir de outubro as empresas começam a planejar as paradas programadas de manutenção no final do ano. É o momento certo para conhecer novos produtos, equipamentos, instrumentos e ferramentas.

Panorama da Manutenção

Embora predomine hoje, no Brasil, muito mais ações corretivas e emergenciais com poucas ações preventivas e preditivas, como afirma Eduardo Linzmayer, professor do Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, a Manutenção vem ganhando importância nos meios produtivos. Entre as novas tecnologias em alta nessa área estão a utilização de modelagem matemática e a simulação para aplicação da Manutenção Baseada em Confiabilidade (MBC) ou Reliability Centered Maintenance (RCM).

No Brasil, existem, segundo o docente, iniciativas e laboratórios aplicados em engenharia de confiabilidade, como no Instituto Mauá de Tecnologia, Politécnica da USP, Unicamp, ITA, UFRS, UFMG, Unifei e outras instituições de ensino e pesquisa. No exterior, destacam-se países como EUA, Alemanha, França, Japão, Coreia do Sul e Inglaterra.

Um bom exemplo da importância da Manutenção é o destaque que ganhará, em 2017, na Feira de Hannover, na Alemanha, onde será discutida a integração da Manutenção Preditiva com a Automação Industrial, denominada Manutenção Preditiva 4.0 (Conceito da Indústria 4.0).

De acordo com Linzmayer, o avanço da Indústria 4.0 também vai exigir mais capacitação e qualificação dos engenheiros e técnicos de manutenção, já que teremos muito mais análise e avaliação do que ação executiva. Eles terão que ter uma postura mais analítica, de pesquisa técnico-científica e de manuseio, com a utilização de softwares e modelos matemáticos para resolução de problemas do dia a dia das indústrias.

Tal fenômeno, lembra o professor, ocorreu na década de 60, quando o Japão introduziu maciçamente a Automação Industrial, investindo pesado na nova formação dos operadores, denominados JIDOKA ou, em português, AUTONOMAÇÃO, que significa Autonomia dos Operadores em relação à Introdução dos Robôs com a Automação. “Este mesmo fenômeno deverá ocorrer com os engenheiros, técnicos e especialistas de manutenção industrial”, prevê.


Feimafe 2017 acontece em junho, no Expo Center Norte, em SP

Organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado, a 16ª Feimafe – Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura acontece em nova data e local: de 20 a 24 de junho de 2017, no Expo Center Norte, em São Paulo/SP.

Assista ao vídeo de apresentação da Feimafe.

 

O evento terá espaços dedicados à apresentação de novas tecnologias, como a Área de Inovação, reunindo o que há de mais recente mundialmente em máquinas e equipamentos, e também a Ilha do Conhecimento, onde acontecerão debates técnicos e apresentações de expositores e parceiros. Além disso, uma extensa grade de seminários e palestras está prevista para o evento, ajudando a promover a atualização profissional dos participantes.

A feira deve reunir cerca de 1.400 marcas nacionais e internacionais e receber 70 mil visitantes/compradores qualificados. Entre os setores do evento estão: Acessórios – Dispositivos e Componentes; Automação; Controle de Qualidade – Integrado à Fabricação; Controle de Qualidade e Medição; Equipamentos Hidráulicos e Pneumáticos, Válvulas, Bombas e Compressores; Equipamentos para Movimentação e Armazenagem; Ferramentas; Máquinas e Equipamentos Diversos e Acessórios para Metal-Mecânico; Máquinas-Ferramenta; e Soldagem.

Para se credenciar, acesse aqui.

Para acompanhar as notícias sobre a Feimafe 2017, acesse aqui.

 


Produção mais integrada e alinhada à Indústria 4.0

              A 7ª edição da pesquisa “Panorama Global do Setor de Produção 2016” (do original, em inglês, KPMG 2016 Global Manufacturing Outlook), realizada pela KPMG, aponta que empresas do setor de produção estão caminhando para uma estratégia de produção integrada e desenvolvendo a Indústria 4.0. Segundo o estudo, 25% dos CEOs entrevistados disseram que já investiram em impressoras 3D e fabricação aditiva. Um número similar disse já ter investido também em inteligência artificial e tecnologias de computação cognitiva.

O estudo indica que o uso de robótica no chão de fábrica vai atrair investimentos significativos: 40% dos entrevistados revelaram que pretendem, nos próximos 2 anos, investir de modo significativo em P&D para robótica. A pesquisa ouviu 360 executivos de alto nível em 14 países, entre eles, o Brasil, e aborda estratégias de crescimento, entrada em novos mercados e desenvolvimento de novos produtos e serviços, P&D, tecnologia e cadeia de suprimentos.

Quando perguntados sobre o quanto esperam investir em pesquisa e desenvolvimento (P&D), 21% disseram que vão disponibilizar mais de 10% das receitas para essa finalidade nos próximos 2 anos, e 49% afirmaram que deverão gastar 6% das receitas ou mais nesse período.

Mais de 50% dos CEOs entrevistados classificaram a estratégia de crescimento adotada como agressiva e mais de 16% disseram que ela é muito agressiva. O estudo também apontou que 74% deles relataram o crescimento como prioridade alta ao longo dos próximos 2 anos, num mercado de competição pela participação acirrada.

Outros levantamentos da pesquisa:

– 92% disseram que estão intensificando o foco em novos mercados ao longo dos próximos 2 anos;

– 43% dizem que a principal motivação em relação a investimentos estrangeiros é capitalizar oportunidades de produção de custos mais baixos e 34% dizem que é obter acesso a novos mercados;

–  Em relação aos planos de mudanças da gama de produtos, 56% disseram que farão investimentos significativos para lançar um ou mais novos produtos no mercado;

– 39% investirão no lançamento de um ou mais novos serviços.

Sobre a pesquisa

O estudo foi conduzido pela Forbes Insights, no início deste ano, com 360 executivos de alto nível.  Os entrevistados atuam em 6 setores industriais (aeroespacial e de defesa, automotivo, conglomerados, dispositivos médicos, produtos industrial e de engenharia e de metais) e estão localizados nas Américas, Europa e Ásia. Os países participantes foram Austrália (10), Brasil (12), Canadá (13), China (36), França (10), Alemanha (40), Índia (38), Japão (34), México (11), Países Baixos (13), Rússia (12), Coreia do Sul (10), Reino Unido (41) e Estados Unidos (80).

Para ter acesso à pesquisa na íntegra, basta clicar no link  www.kpmg.com/gmo.

Fonte:  KPMG