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Arquivo da Categoria ‘Pesquisa & Inovação’

IoT pode impulsionar o setor de logística em US$ 1,9 trilhão

Segundo informações da 2S, pioneira em soluções IoT no Brasil, um Relatório de Tendências da DHL, com foco em Internet das Coisas, revela que na próxima década o setor de logística pode alavancar níveis mais elevados de eficiência operacional à medida que a IoT conecta (em tempo real) os milhões de embarques deslocados, rastreados e acondicionados diariamente.

O estudo, apresentado em 2015 na Conferência Global de Tecnologia da companhia em Dubai, mostra que a Internet das Coisas pode impulsionar o setor de logística em US$ 1,9 trilhão. No setor de armazenagem, paletes e itens conectados serão diferenciais importantes na gestão inteligente de estoques, mostra o relatório.

No setor de transporte, onde a conexão de sensores e atuadores é bastante difundida com o rastreamento e a telemetria, a novidade está nas novas tecnologias, que podem extrair diferentes informações e, principalmente, na camada de inteligência – que reúne a leitura de todos os dispositivos embarcados em uma única plataforma. Por meio desse recurso, é possível processar, analisar e fornecer ao decisor informações completas.

Renato Carneiro, presidente da 2S Inovações Tecnológicas, afirma que a Internet das Coisas permite a transformação de dados absolutos em conhecimento integrado e útil para a operação de transporte e logística. “As vantagens podem ir além: quando os veículos se conectam ao ambiente (estradas, sinais, outros veículos, relatórios de qualidade do ar e sistemas de inventário, etc), os custos caem e a segurança e a eficiência aumentam”, avalia.

Desde 1992, a 2S é uma integradora de soluções de infraestrutura Cisco para o mercado corporativo. Entre as áreas em que atua, os destaques são as soluções Internet of Things (IoT), Colaboração, Mobilidade, Datacenter e Segurança. Acesse www.2s.com.br/iot para mais informações

 

 


Desafios e oportunidades

Um estudo recente e inédito sobre o uso das tecnologias digitais na indústria brasileira, realizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI com mais de 2 mil empresas, revela que o uso da digitalização ainda é pouco difundido por aqui: 58% conhecem a importância dessas tecnologias para a competitividade, mas menos da metade as utiliza. O avanço da Indústria 4.0, segundo a sondagem especial da CNI, depende da maior percepção das empresas pelos ganhos proporcionados pela digitalização, como aumento de produtividade, flexibilização da produção, redução de custos, eficiência energética, etc. Essa “fotografia” mostra que há muitos desafios tanto para o setor privado como o público. A cada um cabe uma lição de casa.

Os avanços proporcionados pela introdução de novas tecnologias abrem oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios e incrementos de processos atuais. Conhecer as tendências e as inovações que despontam, principalmente nos mercados mais desenvolvidos, é essencial para identificar soluções capazes de ajudar a indústria a modernizar seus modelos atuais de produção.

Em todas as edições de NEI, nossa equipe editorial tem se dedicado a pesquisar soluções alinhadas às necessidades da indústria, incluindo às relacionadas à Indústria 4.0. Na edição da Revista NEI de julho, o tema Eletroeletrônica Industrial ganha destaque; e nada mais alinhado a um dos grandes desafios atuais: o de reduzir e gerenciar o consumo de energia. No Brasil, a indústria é a maior consumidora de energia elétrica, respondendo por cerca de 40% do consumo. Por isso, produtos que ajudam a controlar, medir e usar menos energia interessam muito à indústria.

A participação da eletroeletrônica nos produtos finais e em toda a cadeia produtiva também tem crescido rapidamente; por isso conhecer essas inovações pode ser determinante para o desenvolvimento de novos projetos e a inovação de máquinas e equipamentos. Essas novas soluções estão reunidas a partir da página 10 da Revista NEI de julho. Algumas delas foram apresentadas na Hannover Messe 2016, uma referência mundial em tecnologia industrial, que colocou em pauta novamente o tema Indústria Integrada, fazendo referência à Indústria 4.0 e às energias renováveis.

Temos pela frente um cenário desafiador, mas também de oportunidades. É preciso se preparar para a retomada.


Produção de biomassa a partir de tocos e raízes de eucaliptos leva a Eldorado a anunciar investimentos de R$300 milhões em térmica no MS

A fabricante de celulose Eldorado Brasil vai aproveitar tocos e raízes de eucalipto, não utilizados na operação de colheita, para geração de energia a partir de biomassa. A empresa venceu o leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado no final de abril 2016, com o projeto Usina Termoelétrica (UTE) Onça Pintada, que vai gerar energia utilizando cavacos de madeira como principal combustível, com potência instalada de 50 MW. O investimento de R$ 300 milhões na construção da UTE de biomassa prevê gerar mais de 1.000 empregos diretos e indiretos para a região.

Um projeto-piloto de utilização da biomassa extraídas dos tocos e raízes de eucalipto das florestas da Eldorado foi realizado durante quatro meses ao longo de 2015. Esses cavacos de madeira, de elevado poder calorífico –superior ao da cana, por exemplo–, foram processados em térmicas da região de Três Lagoas, evidenciado a viabilidade da biomassa da companhia para geração de energia.

A UTE Onça Pintada será instalada em uma fazenda da companhia em Aparecida do Taboado (MS) e irá iniciar o fornecimento ao sistema elétrico nacional em janeiro de 2021, conforme previsto em leilão. O projeto agora segue para homologação na Aneel.

 


RS pode se tornar um polo industrial de produtos e insumos nanotecnológicos

Um contrato assinado este mês irá contribuir para que o Rio Grande do Sul se torne um polo industrial no país de produtos e insumos nanotecnológicos. O acordo envolve o Grupo empresarial FK-Biotec S.A. e a Fundação de Ciência e Tecnologia (CIENTEC) – fundação pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado do Rio Grande do Sul.

Com investimentos globais de R$ 2 milhões, o Grupo FK estima produção inicial, com início ainda no mês de maio, de até 600 L diários de fragrâncias e óleos essenciais de nanoestruturados, devendo chegar a 2.000 L até o fim do ano, informa o cientista Fernando Kreutz, pesquisador à frente da Holding de pesquisa.

O Grupo utilizará a multiplanta tecnológica da CIENTEC, localizada em Cachoerinha, RS, para realização de testes piloto e produção em escala industrial do produto Nanovech – um odorizador de ambientes com nanogotículas de citronela (Nanocitronela) que já está disponível nas gôndolas de supermercados de todo o Brasil.

Além disso, a FK trabalha para o lançamento de uma linha de fragrâncias nanoestruturadas da empresa Khala, uma spin out do grupo FK-Biotec, especializada em cosméticos e insumos nanotecnológicos.

A CIENTEC foi o berço de criação do Grupo FK, que, em 1999, iniciava suas atividades na Incubadora Tecnológica da Cientec.

Estimativas de profissionais do campo da nanotecnologia, informa o Grupo FK-Biotec, é de que o setor possa movimentar no mundo, até 2018, um montante de R$ 4 trilhões; e o Brasil espera ter 1% de todo esse mercado, gerando negócios ao redor de R$ 40 bilhões.


FEIMEC oferece e-book gratuito sobre Manufatura Avançada

Tudo o que você precisa saber sobre a 4ª Revolução Industrial e os desafios a serem enfrentados para sua implementação no Brasil está no e-book “Manufatura Avançada”, oferecido gratuitamente no site da FEIMEC – Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos e que traz depoimentos de vários especialistas no assunto.

Para fazer o download gratuito, acesse o endereço http://feimec.com.br/a-voz-da-industria/e-book—manufatura-avancadaFeimec-ebook-manufatura-miniatura2. Basta inserir seu nome, e-mail, cargo e cidade, e selecionar o segmento da empresa e estado. Tudo de forma rápida e simples.

O e-book traz uma definição sobre o que é manufatura avançada, sua relação com as revoluções industriais e seus benefícios para tornar a indústria mais eficiente, flexível e ágil. Além de tratar a manufatura avançada no mundo e no Brasil, apresentando, inclusive, os desafios que precisamos enfrentar para iniciar sua implantação, o documento discute a relação da manufatura avançada com emprego e ainda traz indícios de que a demanda por máquinas-ferramenta no Brasil será enorme, em vista da necessidade de modernização do parque fabril.

Você também encontra no e-book informações sobre linhas de financiamento de incentivo à Manufatura Avançada, oferecidas pelo BNDES, além de ter a oportunidade de saber mais sobre a Fábrica Inteligente, na FEIMEC – um espaço que vai demonstrar de forma exclusiva os princípios da manufatura avançada.

A FEIMEC – que acontece de 3 a 7 de maio, no São Paulo Expo Exhibition Center, em São Paulo – é uma iniciativa da ABIMAQ (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), Informa Exhibitions e várias entidades do setor. Para se credenciar, acesse o site da feira.


BNDES faz chamada pública para estudo sobre IoT

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou uma Chamada Pública que selecionará propostas para a realização de um amplo estudo técnico de diagnóstico e sugestão de políticas públicas no tema Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

O estudo, realizado a partir de uma parceria entre o BNDES e o Ministério das Comunicações, será o mais abrangente já realizado no Brasil sobre o tema. Ele deverá estimular a cooperação e articulação entre empresas, poder público, universidades e centros de pesquisa e será apoiado com recursos não reembolsáveis do Fundo de Estruturação de Projetos do BNDES, constituído com parcela dos lucros do Banco.

O estudo também avaliará o estágio e as perspectivas de implantação da IoT no mundo e no país. Com base nisso, deverá propor políticas públicas que potencializem tanto os benefícios para a sociedade brasileira, quanto impactos econômicos, tecnológicos e produtivos.

Como produto final, será entregue um plano de ação, com cronograma para cinco anos (2017 a 2022), que aponte objetivos, metas e ações a serem empreendidas. O plano deve ser referência para iniciativas concretas para acelerar a implantação de soluções em IoT em áreas que o estudo virá a selecionar, apontando as questões mais relevantes – tecnológicas, regulatórias e institucionais – a serem superadas.

Para mais detalhes sobre a chamada pública, a assessoria de imprensa do banco sugere que acesse o link: http://goo.gl/nmko8s


São Paulo terá o maior centro de pesquisa em Grafeno da América Latina

Dias 2 e 3 de março datam os primeiros dias de atividade do MackGraphe, Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, considerado umas das principais referências em grafeno no mundo.

Com investimento de R$ 100 milhões, o projeto é o primeiro desenvolvido por uma universidade privada e com recursos próprios.

Para os membros do Instituto, as expectativas são grandiosas: “Pesquisas e produtos em grafeno já são o foco de grandes universidades do mundo e, agora, com o apoio da Fapesp – Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, nós colocamos a América Latina nesse patamar”, aponta Dr. Maurício Melo de Meneses, presidente do Instituto Presbiteriano Mackenzie.

Para mais informações acesse: http://mackgraphe.mackenzie.br/index.php?id=26893&L=1

grafeno

 

 

 


Indústria integrada: Soluções para permitir e intensificar a comunicação no chão de fábrica

A Indústria 4.0 está em curso e promete revolucionar os processos produtivos, com sistemas, máquinas, sensores e dispositivos integrados que “conversam” entre si, colaborando para o aumento de eficiência, produtividade e flexibilidade, além de redução de custos, entre outros benefícios. A comunicação em rede será capaz de gerar dados e informação para apoiar decisões numa indústria, permitindo melhor interação entre as várias áreas, como engenharia, produção, vendas e manutenção. Esse é o futuro, cedo ou tarde essas soluções chegarão à sua empresa. 

Sabemos que a conjuntura atual tem dificultado a modernização tecnológica da indústria nacional. A boa notícia, segundo Renan Billa, professor titular da Faculdade de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Uberlândia, é que não precisamos passar por todo o processo de modernização fabril ocorrido nos países desenvolvidos nas últimas décadas para então abraçar as tecnologias da Indústria 4.0. Segundo o docente, podemos e devemos queimar etapas. O que não podemos é ignorar essa revolução se quisermos preservar a indústria no Brasil e prepará-la para esse novo panorama competitivo. Nesse novo cenário, afirma Renan, as tecnologias de informação e de automação – e não a mão de obra de baixo custo – serão as responsáveis por gerar as vantagens competitivas para as nações com setor de manufatura relevante.

De acordo com o professor Renan, o termo Indústria 4.0 já tem sido abordado com mais frequência no Brasil, mas com aplicações mais restritas nos bastidores da tecnologia da informação. “É importante ressaltar que o maior benefício que esta mudança proverá é a disponibilidade de grandes quantidades de dados, em qualquer dispositivo e em tempo real. A Indústria 4.0 pode nos levar a uma harmonização heterogênea de arquitetura dos sistemas legados, onde diferentes sistemas conversam e se integram a outras centenas de aplicações, reduzindo, assim, custos de operação, iniciando investimentos pendentes e instalando conceitos de longo prazo, além de proporcionar aumento de segurança em processos de gestão de risco, com mais transparência e estabilidade.”, afirma.

O professor doutor Rene F. B. Gonçalves, da engenharia mecânica da Universidade Federal do Pará também afirma que o conceito da Indústria 4.0 representa uma evolução natural e que os avanços tecnológicos serão constantemente aplicados em processos produtivos para aumento de velocidade e qualidade de produtos e processos. Além disso, diz o docente, as fábricas serão mais enxutas e compactas; e os profissionais poderão ter acesso e controle total das operações de qualquer lugar por meio de smartphones ou qualquer aparelho com acesso à internet. Isso fará com que o custo e o preço de insumos sejam reduzidos, acarretando desenvolvimento mais rápido das cidades e dos profissionais.

Na opinião de Valder Steffen Jr., professor doutor da engenharia mecânica da Universidade Federal de Uberlândia, o conceito de Indústria 4.0 envolve uma mudança de paradigma na indústria; os sensores inteligentes passam a orientar as máquinas e os sistemas de engenharia quanto ao seu funcionamento, de maneira autônoma ou descentralizada, com grandes reflexos na produção, na segurança e nos custos operacionais de forma geral. Exemplo dessa evolução pode ser visto no setor aeronáutico, informa o docente, que tem registrado desenvolvimentos no monitoramento da integridade estrutural das aeronaves a partir da introdução de sensores atuadores inteligentes distribuídos convenientemente. Com isso visa-se à redução de custos de inspeção e manutenção, assim como ao aumento da segurança da estrutura.

Segundo Valder Steffen, existem grupos de pesquisa no Brasil que vem trabalhando no desenvolvimento de tecnologias para o monitoramento da integridade estrutural de aeronaves. Como exemplo, citou o INCT-EIE de Estruturas inteligentes para Engenharia, que reúne vários laboratórios universitários no Brasil e no exterior. “Penso que é inevitável a utilização de novas tecnologias e materiais na indústria conforme já se pode identificar em diversos projetos de inovação tecnológica. Algumas dessas inovações já são realidade e muito está por acontecer nos próximos anos”, prevê o docente.

Acompanhar as inovações tecnológicas é fundamental para que você conheça soluções que vão ajudá-lo a produzir melhor. A Indústria 4.0 está em curso, e cada vez mais vai se aproximar do seu, do nosso dia a dia. Por isso preparamos uma seção especial na na edição de março/16 da Revista NEI, reunindo produtos que podem contribuir para proporcionar maior integração e comunicação entre processos nos ambientes fabris, selecionados pela área editorial de NEI nos mercados nacional e internacional.


FEI inaugura Laboratório de Manufatura Digital

A FEI inaugura este mês o Laboratório de Manufatura Digital para pesquisas e estudos em engenharia, desenvolvido para fomentar o ensino e a pesquisa de sistemas na área de projetos, planejamento e gestão do ciclo de vida de um produto. Criado em parceria com a Siemens PLM Software, unidade de negócios da Siemens Digital Factory Division, tem como objetivo estreitar o relacionamento entre o meio acadêmico e as empresas do setor.

A manufatura digital está inserida em um conceito mais amplo de digitalização, alinhando-se à Indústria 4.0, onde as máquinas serão mais autônomas e se comunicarão entre si, tornando integrados os recursos desses sistemas e o processo produtivo muito mais eficiente.

Segundo Fabio Lima, um dos coordenadores do projeto e professor do curso de Engenharia de Produção da FEI, o novo laboratório deve colocar a FEI na vanguarda do estudo de sistemas de manufatura. “O projeto tem um caráter multidisciplinar, permitindo o envolvimento de alunos e professores de praticamente todos os cursos da Instituição”, afirma.

O coordenador do curso de Engenharia de Produção da FEI, Prof. Dário Alliprandini, diz ainda que esse novo projeto vai permitir aos alunos da FEI aplicar conhecimentos da engenharia no contexto da manufatura digital durante a sua formação, trabalhando com um dos elementos da indústria 4.0.

 

 


Instrumentação & Controle: Indústria 4.0 indica tendências tecnológicas para monitoramento de processos

Cada vez mais inserida no mundo, no Brasil a transição para a Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial apenas se iniciou, por isso NEI colabora para expandir o conhecimento, consequentemente agilizar a inserção do novo conceito no País. Durante todo este ano, a equipe de reportagem de NEI entrevistou especialistas de diversas áreas da indústria que mencionaram o tema como tendência, e esse conteúdo foi apresentado aos leitores nos textos de abertura das seções especiais mensais da Revista NEI e aqui, neste Blog. Essas reportagens introduziram muitas notícias de lançamentos de produtos já relacionados à indústria do futuro. Para este mês, os entrevistados, focados na área de instrumentação e controle, não responderam diferente. Novamente citam a Indústria 4.0 como “a bola da vez”.

Para acompanhar este texto, aqui há uma seleção de novidades de instrumentação e controle pesquisadas no Brasil e no exterior, muitas já inseridas no conceito da nova revolução. Além de colaborar para a implantação da Indústria 4.0 no País, os lançamentos contribuirão para ampliar a qualidade e a produtividade industrial, reduzir os custos operacionais e fornecer maior segurança, aumentando a lucratividade das empresas, das pequenas às grandes, de todos os setores industriais.

“O que está em evidencia é a Indústria 4.0 e tudo o que se une para dar suporte a ela, como Identificação por Radiofrequência (RFID), Sistemas Ciberfísicos (CPS), Internet das Coisas (IoT), computação em nuvem, realidade virtual, realidade aumentada e Big Data”, informou Fabrício Junqueira, docente e membro do Laboratório de Sistemas de Automação da Escola Politécnica da USP. “As diferentes combinações desses elementos, pois não há necessidade de usar todos ao mesmo tempo, ditarão várias tendências. Evidentemente influenciarão os diferentes setores industriais de forma diferente.”

Ainda sobre tecnologia, um tema para discussão sugerido por Ludmila Correa de Alkmin e Silva, professora da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, doutora e pós-doutora em engenharia mecânica e especialista em projetos de máquinas, possibilitando uso no futuro, é a aplicação do Arduino na automação industrial (plataforma de prototipagem eletrônica). “É composto por um microcontrolador Atmel AVR e componentes complementares para facilitar a programação e a incorporação para outros circuitos com o conceito de software e hardware livre”, explicou a docente.

Segundo Ludmila, com a evolução e a popularização do Arduino, aumentou a discussão sobre seu implemento na automação de processos produtivos. “Algumas vantagens e desvantagens possui em relação aos controladores lógicos programáveis industriais – CLPs, que são os mais comuns atualmente”, contou. “Os CLPs são usados por serem robustos e seguros, porém apresentam custo mais elevado, enquanto o Arduino é mais simples no uso e na implementação.” Assim, a professora fomenta a discussão se em pequenas plantas automatizadas o Arduino poderia substituir o CLP.

A força da I&C na indústria

As tecnologias de instrumentação e controle sempre foram o pilar da produção industrial, mas agora não apenas completam o ciclo produtivo, tornam-se inteligentes o suficiente para nutrir os sistemas de gerenciamento de ativos, passando de apenas modernas para modernas e eficientes, disse Luiz Tadashi Akuta, gerente de desenvolvimento de negócios da Mitsubishi Electric do Brasil. “Quando bem aplicadas, as tecnologias podem levar muito mais modernização com eficiência às empresas, já que possibilitam conhecimento dos processos e otimização das linhas de produção, das quantidades estocadas, da qualidade do produto final e redução de gargalos, sendo as pontes entre as áreas produtiva e gerencial”, acrescentou Marcilio Pongitori, diretor da Shevat, empresa de projetos e treinamentos de controle de processos, elétrica, instrumentação e automação, de Campinas-SP. E Akuta finalizou: “A instrumentação ‘de ponta’ é a arma estratégica que fará diferença na competição de mercado, com eficiência e economia.”

Mesmo neste período de dificuldade econômica que o Brasil enfrenta, Pongitori justifica o investimento nesse setor: “Em uma implantação de melhoria nos processos, a I&C apresenta o menor custo no total de investimento, pois tradicionalmente representa menos de 5% do total, porém em termos de impacto no processo é a área que tem maior retorno”. De acordo com o gerente de desenvolvimento da Mitsubishi, nos momentos de crises, há necessidade de se gerenciar tudo, e isso só é possível com a I&C para obter os dados que fazem aumentar a eficiência dos processos. “O momento atual é para preparar as fábricas para ser o mais hábil possível, pois após essa fase, os que se organizaram responderão com maior velocidade e rentabilidade”, sugeriu Akuta.

Colaboraria ainda se todas as partes envolvidas com a I&C investissem em qualificação profissional e parcerias. Para Junqueira, um bom exemplo é como agem os japoneses, que “debruçam-se” sobre um problema, um produto, um ciclo de produção, uma forma de transportar mercadorias, esgotando tudo o que se pode fazer. “Isso todos nós poderíamos fazer aqui”, destacou o docente, que ainda orienta as empresas concorrentes a se unir para dominar conhecimento para concorrer com outros países. “Como engenheiro, gostaria de ver o ‘boom’ da engenharia no País, da industrialização, da exploração expressiva dos produtos”, almejou o professor.

A parceria indústria e comunidade acadêmica foi sugerida por Rodrigo Alvite Romano, doutor em engenharia elétrica e professor do Instituto Mauá de Tecnologia. “Infelizmente há uma visão equivocada de que os pesquisadores e acadêmicos não podem cooperar para resolver os problemas da indústria”, disse Romano. “Deixo algumas perguntas para os leitores da NEI refletirem: quantos profissionais existem na sua empresa com perfil para buscar soluções inovadoras? quantas vezes recorreu a uma universidade para solucionar um problema recorrente?

A experiência de Romano com esse tema mostra que há pouca interação entre os meios industrial e universitário. “Além de cooperar para a solução de problemas, essa parceria certamente colabora para a qualificação de profissionais.

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