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Arquivo da Categoria ‘Petróleo & Pré-sal’

USP inaugura em setembro laboratório para desenvolver soluções aplicadas ao pré-sal

A Escola de Engenharia de São Carlos – EESC da Universidade de São Paulo – USP  inaugurará em 4 de setembro o Laboratório de Escoamentos Multifásicos Industriais – LEMI, financiado pela Petrobras com objetivo de desenvolver tecnologias que envolvam soluções na área de exploração e produção com aplicações no pré-sal. O prédio de 2 mil m2, localizado no campus 2 da USP, em São Carlos-SP, está em fase de acabamento.

Oscar Mauricio Hernandez Rodriguez, coordenador do laboratório, disse que as instalações viabilizarão simular processos que envolvam escoamentos multifásicos em alta pressão – fase de produção em que há mistura de petróleo e bolhas de gás dióxido de carbono denso – com o objetivo de assemelhar-se aos métodos utilizados nas indústrias petrolíferas. “Para tanto, a infraestrutura também foi planejada para as condições industriais, com tubulações de aço, instrumentação avançada e normas de segurança mais rígidas”, explicou Rodriguez.

Novos equipamentos serão adquiridos para o laboratório, como Particle Image Velocimetry – PIV, câmera filmadora de alta velocidade e Anemômetro por Laser Doppler. Já está em fase de importação um Densitômetro de Raios Gama Dual Source para fazer medições de propriedades do escoamento por meio de técnicas nucleares. “O LEMI será o único laboratório de mecânica dos fluidos do Brasil a desenvolver pesquisas com técnicas nucleares”, afirmou o coordenador.

Dois projetos, em processo de formalização, envolvendo as empresas Petrobras e British Gas devem iniciar as atividades no LEMI. Apesar de a Petrobras ter financiado o projeto, não há contrato de exclusividade e demandas de outras empresas poderão gerar pesquisas. Os convênios firmados serão de cooperação e contarão com a participação de alunos de pós-graduação. “O laboratório, como patrimônio da USP, também tem a finalidade de viabilizar o desenvolvimento de projetos acadêmicos no âmbito de ensino, pesquisa e extensão, e não oferecerá privilégios em projetos ou trabalhos de consultoria a petrolíferas”, destacou Rodriguez.


Santo André tem posto para auxiliar o cadastro de candidatos a fornecedores da Petrobras

O Posto Avançado de Cadastramento – PAC da Petrobras, recém-inaugurado na sede da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, em Santo André, tem como objetivo esclarecer dúvidas sobre o preenchimento do cadastro eletrônico de candidatos a fornecedores de bens e serviços da Petrobras, que é consultado com frequência para processos licitatórios.

O técnico da Petrobras responsável pelo atendimento é Hamilton Aparecido Boa Vista, que receberá o público na agência até 20 de dezembro, das 8 às 17 horas. O agendamento pode ser feito pelo 0800 282 8484 ou www.petronect.com.br. Nesse site é possível consultar a lista de oportunidades e critérios de compras.

A empresa passará por processo de avaliação de acordo com os critérios estabelecidos para os bens ou serviços que fornece. Com a aprovação, estará habilitada a participar das licitações abertas pela Petrobras.

Rafael Marques, presidente da agência, disse que a missão é aproveitar as oportunidades do pré-sal e do leilão do Campo de Libra. “Muitas empresas têm capacidade instalada de 20 a 30% desocupadas e com potencial muito forte para aproveitar as oportunidades da cadeia do petróleo e gás”, disse.


Coppe inaugura centro de pesquisa para separar CO2 do gás natural

A Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia já conta com o Centro de Excelência em Gás Natural – CEGN. Na unidade, localizada no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, com 2.200 m2, serão estudados diferentes processos destinados à separação do dióxido de carbono – CO2 do gás natural. Após sua separação, o CO2 é reinjetado nos poços de petróleo, agilizando a extração do óleo e do gás. A remoção traz vantagens econômicas e ambientais.

Os pesquisadores da Coppe e da Escola de Química da UFRJ testarão tecnologias que possibilitarão a separação do CO2 por intermédio de membranas ou por absorção e adsorção. O novo centro, que contará inicialmente com quatro unidades piloto – duas de permeação por membranas e duas com equipamentos de absorção e adsorção –, é ambiente para estudar os processos de separação do dióxido de carbono, avaliar os tipos de membranas e estudar as melhores rotas de tratamento do gás natural. Os resultados contribuirão para a exploração dos poços da camada do pré-sal, onde o teor de CO2 do gás natural é superior ao dos reservatórios localizados em áreas menos profundas.

A Petrobras investiu cerca de R$ 30 milhões no CEGN. O valor inclui as instalações do centro e os recursos destinados aos seis primeiros projetos que o Programa de Engenharia Química da Coppe e a Escola de Química da UFRJ desenvolverão para a companhia.

“O gás natural, comparativamente aos outros combustíveis fósseis, tem vantagem pela forma que é utilizado, ambientalmente menos agressiva”, comentou Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe. “Um dos desafios do Brasil será separar o CO2 do metano, no caso do pré-sal, e reinjetá-lo por razões de recuperação do petróleo, mas também evitar que vá até a atmosfera. Há o problema do efeito estufa e o Brasil tem compromissos assumidos em relação a essa questão.” Pela legislação brasileira, o gás natural consumido no País pode ter no máximo 3% de dióxido de carbono em sua composição.


Ugas Brazil Forum 2013: mercado está otimista para explorar gás de produção não convencional no Brasil

Representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, Ministério de Minas e Energia – MME, Cemig, Secretaria de Desenvolvimento de Estado de Minas Gerais e outras entidades públicas e privadas do setor petroleiro brasileiro participaram do primeiro dia de apresentações de debates do Fórum Nacional de Exploração de Gás Não Convencional – UGas Brazil Forum 2013. Questões essenciais para o setor foram abordadas, como regras, desenvolvimento da cadeia de valor, financiamentos de projetos e inovações tecnológicas para explorar estas novas reservas. Para os especialistas do setor, o gás de xisto (também conhecido como folhelhos) é um dos principais itens que vai impulsionar o desenvolvimento da indústria petroleira.

Dorothea Werneck, secretária de Estado (MG), disse que o gás de produção não convencional será um dos vetores de desenvolvimento regional nos próximos anos e, inclusive, está na lista de prioridades no plano de desenvolvimento industrial de Minas Gerais. Além disso, Symone Christine de Araújo, diretora de gás natural do Ministério de Minas e Energia, afirmou que o governo federal pretende incentivar a exploração deste insumo em âmbito nacional.

Outro importante impulso para o setor será a 12º rodada de leilões a realizar-se em novembro. Segundo Helder Queiroz, diretor da ANP, o foco das novas rodadas será as bacias terrestres. Serão 240 blocos, entre jazidas maduras e novas fronteiras.

Financiamentos específicos para quem deseja investir na exploração de gás não convencional também foi destacado. Entre os bancos apoiadores, estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Caixa Econômica Federal, Agência Brasileira de Inovação (Finep) e Banco Votorantim.

O UGas Brazil Forum 2013 termina hoje (20). Indústria consumidora de gás natural, operadoras que já atuam na exploração destas novas reservas, líderes do setor de geração termelétrica e especialistas nos desafios ambientais são os representantes do dia. Para mais informações, acesse aqui.


Recorde: Petrobras produz 2,139 milhões de barris/dia

O desempenho contribui para a redução das importações de derivados, respeitando integralmente os princípios de Segurança, Meio Ambiente e Saúde – SMS que norteiam as ações da Companhia. Este é o terceiro recorde mensal de processamento de petróleo atingido em 2013.

Segundo a Petrobras, no mês de julho, a carga média processada de petróleo nas suas refinarias no Brasil foi de 2,139 milhões de barris de petróleo por dia (bpd), o que representa um acréscimo de 29 mil bpd frente ao recorde mensal anterior de 2,110 milhões de bpd, obtido em maio de 2013.


Unicamp terá laboratório para pesquisa de exploração de petróleo e gás

Estudos no campo da visualização científica devem ganhar novo fôlego com a conclusão das obras de um laboratório na Universidade Estadual de Campinas – Unicamp financiado pela Petrobras, disse José Mario de Martino, professor da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação – FEEC. O objetivo do projeto é prover infraestrutura para pesquisa e desenvolvimento de soluções voltadas aos problemas relacionados à exploração de petróleo e gás.

Segundo ele, o laboratório será voltado à computação de alto desempenho e ambiente 3D de visualização científica. Participam da iniciativa docentes da engenharia mecânica, civil, elétrica e de computação e arquitetura e urbanismo.


Pré-sal – novas tecnologias para a indústria do petróleo

Uma delas é o ROV, que será foco de centro de treinamento em 2014, na cidade de Santos, parceria da USP com instituição canadense

A indústria do petróleo tem se deparado com condições progressivamente mais difíceis, exigindo tecnologias cada vez mais avançadas. O desenvolvimento de novos materiais, mais resistentes e espessos, capazes de suportar altas pressões em águas profundas; e o aprimoramento das técnicas de geofísica para se “enxergar” abaixo da camada de sal, como uma “radiografia” da subsuperfície, são alguns exemplos dos avanços tecnológicos para exploração de petróleo e gás, de acordo com Ricardo Cabral de Azevedo, professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP.

“No caso do pré-sal, em alguns pontos, chega-se a profundidades de 2.000 m, o que corresponde à pressão de 200 vezes a atmosférica, exigindo equipamentos projetados com materiais ultrarresistentes para suportar essa pressão por longos períodos, e ainda funcionar sem falhas”, declarou Azevedo.

Para o docente, o melhor exemplo de tecnologia de ponta usada hoje na indústria do petróleo é o Remotely Operated Vehicle – ROV.

Trata-se de um robô subaquático, com excelente manobrabilidade, operado por pessoal embarcado em navio-sonda ou plataforma de produção. “Usado para inspeções e intervenções, é relevante para a indústria de petróleo e gás em águas profundas, como é o caso do pré-sal, e também para outras aplicações, entre elas destruição de minas, construção de estações subaquáticas, pesquisas e inspeções de carcaças de navios abandonados”, explicou Giorgio de Tomi, também professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da USP.

Existem cinco classes de ROV caracterizadas pela profundidade de operação e propósito do veículo. São equipados com câmeras, luzes e propulsores. Recebem, adicionalmente, equipamentos como estações totais, câmeras de alta definição, manipuladores, ferramentais e instrumentos para qualidade e temperatura da água. A maioria dos ROVs é operada por sistema eletro-hidráulico, com alimentação de alta voltagem.

Estatísticas do Canadá indicam que haverá crescimento de pelo menos 43% na demanda de técnicos de ROVs nos próximos cinco anos para apoiar novas aplicações, especialmente na instalação e inspeção da perfuração, reparo e manutenção, informou Tomi. “Isso criará demanda intensa nos próximos anos para técnicos prontos para ser alocados à operação de ROVs.”

Em NEI.com.br/produtos, você tem a oportunidade de conhecer dois ROVs, além de outros produtos pesquisados por NEI Soluções no mercado nacional e internacional. Alguns deles são específicos para a indústria do petróleo; outros encontram aplicação também em outros segmentos industriais.


“A indústria pode ser maior e melhor”

Vamos avistar o ano de 2022. De toda a produção mundial de industrializados, 2,2% sairão do Brasil. Hoje, nossa participação é de 1,7%. A produtividade média da indústria brasileira crescerá 4,5% ao ano, saindo dos atuais 2,3% registrados nos últimos 20 anos.  A taxa de investimento (formação bruta de capital fixo sobre o PIB), atualmente de 18,1%, saltará para 24%. Consequentemente, as melhores relações entre empregado e empregador do Fórum Econômico Mundial levarão o Brasil a ocupar a 40ª posição no ranking mundial, saindo do 72º lugar.

Estas são algumas das metas que compõem o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI em parceria com mais de 500 representantes empresariais. O cenário, otimista e audacioso, depende, é claro, da construção de um ambiente propício ao desenvolvimento. Alguns fatores-chave serão responsáveis por estimular a competitividade da indústria. Entre eles, a formação profissional qualificada, a solidez do ambiente macroeconômico, os estímulos para aumentar a participação internacional das empresas brasileiras e, é claro, o incremento aos investimentos em inovação, entre outros não menos importantes. “A indústria pode ser maior e melhor”, estimou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, no lançamento do documento.

Os avanços da biotecnologia, nanotecnologia, automação e robótica e tecnologia da informação estão transformando os modelos de produção atuais, assim como a economia sustentável e de baixo carbono. A inovação é um requisito ímpar para que a indústria torne-se mais competitiva, principalmente no mercado global.

Os investimentos estimados em torno do pré-sal, por exemplo, preveem uma grande demanda por equipamentos, sistemas e produtos tecnologicamente avançados. Para que você conheça alguns dos recentes desenvolvimentos nacionais e internacionais que giram em torno do pré-sal, NEI Soluções consultou empresas do mercado mundial e universidades. As novidades estão reunidas numa seção inédita, que você pode conferir em NEI.com.br/produtos. Nela, você conhecerá produtos inovadores para a indústria do petróleo, como os ROVs, uma das tecnologias de ponta do setor.

Em NEI.com.br, você ainda poderá conhecer os fundamentos da manutenção de classe mundial, centrada na cultura de “zero perda”. O artigo revela as diretrizes para se desenvolver competências e reestruturar os processos, melhorando os índices de produtividade, disponibilidade e confiabilidade dos equipamentos e das máquinas. Novas tecnologias e métodos que ajudarão a indústria a trilhar seu rumo para 2022.


País precisará de 100 novas usinas de etanol até 2020, dizem especialistas

29, junho, 2013 1 comentário

Nos próximos oito anos a procura por combustíveis leves, como etanol, gasolina e gás natural, crescerá 50%, segundo estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar – Unica. Na avaliação de representantes do setor sucroalcooleiro, para atender o aumento da demanda serão necessárias pelo menos 100 novas usinas. Esses dados foram apresentados em 27 de junho, por Elisabeth Farina, presidente da entidade, durante a abertura do Ethanol Summit 2013.

Ela destacou que o setor tem condições de dar conta da expansão da demanda. “Nós temos que dobrar de fato a produção [de etanol] e isso significa ter de investir”, disse. “A gente precisaria repetir o crescimento de 2006 a 2009.” Elisabeth complementou que é preciso ter clareza na política de preço de combustível.

Marco Antônio Martins Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, reforçou que os próximos anos serão de grande oportunidade para investimentos, a partir do que está previsto no Plano Decenal de Energia.

Para complementar, Wagner Bittencourt, vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, informou que neste ano o banco deve voltar aos patamares históricos de desembolso para o setor, alcançando R$ 6 bilhões. Em 2012 foram financiados R$ 4 bilhões. “De 2008 a 2012, o banco desembolsou cerca de R$ 30 bilhões”, informou. “Os investimentos resultaram em modernização e expansão de fábricas e lavouras.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Gás não convencional poderá reduzir preço do produto no País

A exploração do gás retirado diretamente da rocha geradora, chamado de shale gas, ainda não começou a ser feita no Brasil, mas poderá ajudar a reduzir o preço do produto nos próximos anos. Conhecido nos Estados Unidos como gás de xisto, por ser retirado dessa rocha, no Brasil, o shale gas será extraído de outra rocha, folhelho betuminoso.

“Se o País conseguir aumentar substancialmente a oferta, isso terá certamente impacto no preço”, disse Marco Antonio Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia. No entanto, não se deve esperar por quedas significativas em curto e médio prazos.

As empresas que vencerem a 12ª rodada de exploração de petróleo, prevista para outubro, deverão cumprir exigências de pesquisas em shale gas, com o objetivo de disponibilizar as informações para que o governo possa mapear o potencial do Brasil. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis estima que o País tenha 14,6 trilhões de metros cúbicos de reserva de shale gas.

Almeida reconhece que existem riscos ambientais na exploração, principalmente pelo risco de rompimento da rocha, com vazamento de óleo ou gás, mas ressaltou que existem empresas especializadas que fazem esse trabalho com segurança. O governo quer que o licenciamento ambiental seja feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – Ibama.

Fonte: com informações da Agência Brasil.