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Arquivo da Categoria ‘Petróleo & Pré-sal’

Parceria com instituição canadense, Poli/USP terá centro de treinamento de ROV em 2014, em Santos

Devido à demanda por mão de obra especializada para a exploração de petróleo e gás no pré-sal – que será concentrada em grande parte na Bacia de Santos, de acordo com Giorgio de Tomi, professor do Departamento de Engenharia de Minas e de Petróleo da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo – USP –, a instituição desenvolveu parceria com o Marine Institute do Canadá para formar técnicos especializados na operação de Remotely Operated Vehicle – ROV.

O recém-inaugurado campus da USP em Santos, que alocará o curso de Engenharia de Petróleo, contará com a Academia ROV, coordenada por Tomi, a ser inaugurada em 2014, com uma turma-piloto de 12 a 20 pessoas. Os alunos cursarão dois semestres no Brasil e três semestres no Canadá. O plano da USP é diminuir gradualmente os cursos especializados no Canadá até que a Academia ROV esteja em pleno funcionamento em até cinco anos, com todos os cursos teóricos e práticos sendo oferecidos no Brasil.

Segundo Tomi, a princípio, o único requisito para se inscrever é ter diploma de 2º grau, boas notas e aptidão para trabalhar em equipe. Para a turma-piloto, a seleção será feita por especialistas, por meio de documentação e entrevistas pessoais. O processo seletivo começará no início de 2014, mas o anúncio deverá ser feito no 2º semestre de 2013, em data a ser anunciada.

Conforme os resultados, o processo será ajustado para as próximas turmas. A quantidade de vagas dos futuros grupos dependerá dos recursos levantados junto à iniciativa privada.

O Marine Institute do Canadá criou programa para capacitar formandos do ensino médio na carreira de técnico e piloto de ROVs. Com duração de dois anos, o curso engloba física, matemática, comunicação oral, eletrotécnica e oceanografia, além de aprendizado de sistema, operação e manutenção de ROVs, segurança e inspeção elétrica, hidráulica, lançamento e recuperação, comunicação eletrônica, controle eletrônico, segurança e pilotagem. O curso é seguido por estágio prático para consolidar os conhecimentos e as habilidades necessárias para a formação.


Nova fábrica da RuhrPumpen começa operar neste mês

2, junho, 2013 2 comentários
Fachada da RuhRPumpen no Brasil

Fachada da RuhRPumpen no Brasil

Até o momento foram investidos mais de R$ 30 milhões na unidade brasileira, que prevê iniciar a produção já neste mês de junho. A nova fábrica, localizada em Duque de Caxias (RJ), contará com aproximadamente 280 funcionários. Com a chegada da empresa no País, estima-se um aumento de 20% na capacidade brasileira de produção de equipamentos de alta tecnologia para bombeamento de fluidos.

Comprovando a necessidade do mercado, antes mesmo da inauguração da fábrica, a RuhrPumpen já fechou contrato com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro – Comperj. A unidade brasileira da multinacional alemã vai contribuir na produção de 16 bombas centrífugas para o bombeamento de derivados de petróleo. “Além das bombas, também seremos os responsáveis pelo sistema de combate a incêndio da Comperj. Tudo será feito com bombas 100% nacionais”, comemora Carlos Falconiery, diretor da empresa no Brasil.

A RuhrPumpen é fabricante de bombas centrífugas direcionadas aos mercados de petróleo e gás, geração de energia, indústria química, projetos de água, saneamento e industrial. Atualmente possui fábricas na Alemanha, Argentina, Colômbia, Egito, Estados Unidos (Oklahoma e Califórnia), México e Índia (em construção). No total, emprega mais de dois mil funcionários.


Pré-sal supera 192 milhões de barris de óleo equivalente, informa Petrobras

A produção acumulada dos reservatórios do pré-sal nas bacias de Campos e Santos desde 2008 até abril de 2013 chegou a 192,4 milhões de barris de óleo equivalente (petróleo e gás natural), afirmou Carlos Tadeu Fraga, gerente executivo do pré-sal da área de Exploração e Produção da Petrobras, em apresentação na Offshore Technology Conference 2013, que ocorreu neste mês nos Estados Unidos. Segundo ele, a produção diária superou 311 mil barris por dia em 17 de abril, mais do que o dobro da produção de 2011, de 121 mil barris por dia, em média. A produção média do mês de abril no pré-sal foi de 294 mil barris por dia.

No evento, Fraga informou que existem sete plataformas e 19 poços produzindo atualmente no pré-sal, nas duas bacias. Ele destacou a produção média por poço do FPSO (sigla em inglês para unidade flutuante que produz e armazena petróleo) Cidade de Angra dos Reis, no projeto-piloto de Lula, de cerca de 25 mil barris por dia, valor superior às previsões de 15 mil barris por dia. Ressaltou também a entrada em produção do FPSO Cidade de São Paulo, em Sapinhoá, em janeiro deste ano e informou que o FPSO Cidade de Paraty, destinado a Lula Nordeste, já se encontra na locação e o início da produção ocorrerá ainda neste mês.

Fraga dimensionou o pré-sal ao público: “A área total da província, de 150 mil km², equivale a seis mil blocos do Golfo do México”. Ele disse que a companhia tem conseguido reduzir o tempo de perfuração dos poços no pré-sal. “Estamos trabalhando para reduzir custos de perfuração, que compõem 50% dos investimentos. O tempo de perfuração já caiu 50% desde 2006. À época, a média era de 134 dias para a perfuração e hoje conseguimos isso em 70 dias, o que é excelente”.

O Plano de Negócios da Petrobras para o período de 2013 a 2017 prevê que a marca de 1 milhão de barris por dia (bpd) operada pela Petrobras no pré-sal será superada em 2017 e atingirá 2,1 milhões de bpd em 2020.


Petrobras tem potencial para dobrar de tamanho em sete anos

Segundo Maria das Graças Silva Foster, presidente da Petrobras, a companhia dobrará de tamanho até 2020. A Afirmação foi dita na Offshore Technology Conference, que ocorreu neste mês nos Estados Unidos. A executiva apresentou a palestra “O futuro da energia no Brasil: o papel da Petrobras”.

A produção do Brasil, destacou a presidente, de 2,2 milhões de barris equivalentes (petróleo e gás natural) por dia (2012) chegará a 5,7 milhões em 2020, considerando a produção da empresa e de parceiras. E o pré-sal será o grande responsável por esse aumento. “A Petrobras fez 53 descobertas no Brasil nos últimos 14 meses. Só no pré-sal, foram 15”, destacou. “As reservas da companhia têm potencial para dobrar de tamanho e atingir 31,5 bilhões de barris de óleo equivalentes nos próximos anos”, acrescentou.

Para ela, não há dúvida de que os resultados são frutos dos investimentos, que cresceram 21,5% ao ano desde 2000 e atingiram US$ 42,9 bilhões em 2012. Nos últimos doze anos, os recursos para pesquisa e desenvolvimento cresceram 18,3% ao ano. Em 2012 atingiram US$ 1,1 bilhão. O plano de investimento da Petrobras para o período de 2013 a 2017 é de US$ 236,7 bilhões.

Maria das Graças também ressaltou o crescimento da demanda do mercado brasileiro, bem acima da média mundial. Entre 2000 e 2012, cresceu 73% contra 17% no mundo. No mesmo período, a demanda por diesel no País subiu 52%, enquanto o crescimento mundial foi de 31%. “E a comparação quando falamos em querosene de aviação é ainda mais impressionante. Enquanto no Brasil cresceu 58%, no mundo, caiu 3%”, comparou a presidente.

A executiva lembrou ainda que os investimentos da companhia, aliados à política de valorização do conteúdo local, estimularam a ida de estaleiros estrangeiros para o Brasil, a fim de se tornarem parceiros tecnológicos dos implementados no País. Entre eles, estão parceiros com origem no Japão, China e Coreia.


Petrobras confirma importância de parcerias para as tecnologias do Pré-sal

“A colaboração com universidades de todo o mundo, empresas e fornecedores tem sido uma prática da Petrobras e tem gerado muitos frutos”, disse Solange da Silva Guedes, gerente executiva de engenharia de produção da área de Exploração e Produção da Petrobras, destacando as oportunidades de desenvolvimento tecnológico geradas com a descoberta do Pré-sal. A declaração fez parte da apresentação de Solange no painel Global Deepwater Technology Development, realizado em 6 de maio em Houston, EUA, que abriu o primeiro dia do evento Offshore Technology Conference.

“Com tecnologia, conseguimos, apenas sete anos depois da descoberta, produzir 300 mil barris por dia na região”, dimensionou a executiva. Entre os destaques tecnológicos no Pré-sal, a gerente pontuou os avanços nas áreas de desenvolvimento de soluções avançadas de caracterização de reservatórios, as tecnologias de perfuração e completação de poços, os sistemas de equipamentos submarinos, a integridade de instalações e o processamento e o tratamento de CO2.

Solange destacou que o desenvolvimento de tecnologias em parceria com outras instituições conta, na Petrobras, com programas estratégicos de sucesso comprovado, como o Programa de Capacitação Tecnológica em Águas Profundas – Procap, que viabilizou a maior parte das soluções para a Bacia de Campos. “O primeiro Procap foi criado para desenvolver tecnologia para produção em campos com mais de 400 metros de profundidade”, contou. “Hoje, o Procap Visão Futuro busca antecipar necessidades, prover e aperfeiçoar tecnologias.” O programa é voltado para soluções tecnológicas na área de exploração e produção de óleo e gás e agrega mais de 40 instituições do mundo nas áreas de engenharia de poços, logística, reservatórios e sustentabilidade.


Brasil pode ter seu maior centro hiperbárico em 2016

A Coppe – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia, localizada na Universidade Federal do Rio de Janeiro, e a Petrobras projetam o maior centro hiperbárico do Brasil voltado para testes em escala real de equipamentos e estruturas de grande porte usadas na exploração e produção de petróleo e gás em águas profundas e ultraprofundas. O centro poderá operar a partir de 2016, caso os recursos para sua implantação sejam obtidos em 2014.

Com aproximadamente 850 m2 de área construída, o centro contará com duas câmaras hiperbáricas capazes de simular ambientes marinhos até 13 mil m de profundidade. Nessas câmaras, serão testados e qualificados os equipamentos a ser utilizados na exploração do pré-sal brasileiro.

Segundo Ilson Paranhos Pasqualino, professor do Programa de Engenharia Oceânica da Coppe e coordenador do projeto, a instalação possibilitará o desenvolvimento de novos sistemas capazes de suportar as condições adversas do ambiente marinho em águas com lâminas d’água superiores a 2 mil m de profundidade.

“O Brasil passará a ser um dos poucos países no mundo a dispor de um centro hiperbárico desse porte voltado para o setor de óleo e gás. Testar os próprios equipamentos que serão instalados no mar torna os resultados ainda mais confiáveis do que os realizados em escala reduzida”, destacou o professor.

Na nova instalação, serão testados equipamentos como válvulas submarinas de grande porte, ferramentas de instalação de equipamentos e módulos de controle submarinos. Além disso, poderão ser desenvolvidas novas técnicas de manutenção e inspeção submarina, conexões especiais e outros equipamentos da área de processamento submarino.

Uma câmara, com 2,65 m de diâmetro interno e 8 m de comprimento útil interno, será capaz de gerar pressões até 6 mil psi, pressão similar à que ocorre em profundidades de 4 mil m, o que equivale ao peso de 20 t sobre a cabeça de um ser humano. A outra, com 70 cm de diâmetro e 7 m de comprimento, atenderá, principalmente, as empresas que atuarão nos campos do pré-sal. Capaz de produzir pressões até 20 mil psi (aproximadamente 13,3 mil m de profundidade), poderá testar e qualificar todos os equipamentos de poços de até 7 mil m de profundidade.

As câmaras hiperbáricas instaladas no centro serão projetadas no Laboratório de Tecnologia Submarina da Coppe, ao qual o centro estará vinculado. Também serão instaladas no local outras duas câmaras hiperbáricas que hoje já realizam testes nesse laboratório.


Brasil recupera em 2014 a suficiência em petróleo. Palavra da Petrobras

A partir do ano que vem a produção de petróleo no País voltará a atingir a autossuficiência volumétrica, ou seja, volumes iguais de petróleo produzido e de derivados consumidos, contando a produção da estatal, de seus parceiros e de outras produtoras, informou a Petrobras.

De acordo com a empresa, a autossuficiência em petróleo tinha sido atingida em 2006, mas, entre 2007 e 2012, a demanda por derivados cresceu 4,9%, enquanto a produção aumentou 3,4%.

A previsão é de que a curva de produção da Petrobras no Brasil apresentará crescimento contínuo até atingir a meta estabelecida pelo Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, que é 2,5 milhões de barris por dia em 2016, 2,75 milhões em 2017 e 4,2 milhões em 2020.

Em 2020, a companhia estima que terá capacidade de refinar 3,6 milhões de barris por dia, enquanto o consumo deverá ficar em torno de 3,4 milhões de barris diários. “A produção brasileira de petróleo passará, então, a superar a produção de derivados, o que também dará ao País a autossuficiência em derivados”, afirmou a empresa, em nota.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Petrobras investe R$ 83,6 mi em novos simuladores e ambientes virtuais

18, abril, 2013 Deixar um comentário

Serão produzidos 14 novos simuladores – tecnologia que capacita operadores, técnicos e engenheiros em técnicas de operação offshore e de emergências por meio de simulação de ocorrências do dia a dia. Esses equipamentos também reduzirão os custos de treinamento, já que as empresas do setor não precisarão encaminhar operadores para o exterior. O investimento será de R$ 83,6 milhões, proveniente da aplicação de recursos associados aos investimentos obrigatórios em Pesquisa e Desenvolvimento – P&D e em treinamento.

Os novos simuladores ficarão instalados no Núcleo de Treinamento Offshore Nelson Stavale Malheiro, em Benfica, no Rio de Janeiro. No mesmo ambiente já estão instalados outros três simuladores: o Simulador de Lastro, o de Planta de Processamento Primário e o Centro de Treinamento em Instalações Elétricas. Desde 2006, mais de 4 mil profissionais já foram capacitados.

Acordado entre Petrobras e o Senai/Firjan, a ideia do projeto é viabilizar um treinamento altamente qualificado para profissionais do setor, focado tanto no aumento da eficiência quanto na segurança operacional. A longo prazo, os novos simuladores buscam acelerar a curva de aprendizado das equipes de operação, de modo a atender a demanda de capacitação decorrente das novas unidades da Petrobras que entrarão em operação até 2020.

“É importante termos mão de obra qualificada para conseguir tripular nossas sondas, plataformas e embarcações, sejam elas próprias ou afretadas. Os simuladores são importantes nos quesitos de segurança e confiabilidade das operações”, finaliza José Formigli, diretor de exploração e produção da Petrobras.


Construção de duas plataformas de petróleo e gás deve gerar 4.500 vagas

A produção de petróleo no pré-sal da Bacia de Santos, nos campos de Franco e Franco do Sul, ganhará duas plataformas que agregarão, quando estiverem em plena operação, mais 300 mil barris de petróleo e 14 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente à produção nacional. A construção e a integração dos módulos da P-74 e da P-76 gerarão cerca de 4.500 empregos diretos e indiretos nas regiões de São José do Norte – RS e Pontal do Paraná – PR, onde estão os estaleiros que executarão os serviços.

A Petrobras informou que, para a construção dos módulos das plataformas, os contratos estipulam índice de conteúdo local de 65% nos serviços de construção e montagem; 65% nos serviços de engenharia de detalhamento; 65% nos serviços de gerenciamento; e 71% para o fornecimento de materiais. A instalação e a integração dos módulos no casco também terão conteúdo local de 65%.

O prazo contratual total é de 42 meses. A produção de petróleo da P-74 está prevista para o segundo semestre de 2016, e a da P-76, para o segundo semestre de 2017.


Recordes nacionais: processamento de petróleo e gás natural

A Petrobras bateu o recorde diário de processamento de petróleo em suas 12 refinarias brasileiras. A carga refinada no dia 30 de março alcançou 2,137 milhões de barris, elevando em 12 mil a marca de 2,125 milhões de barris registrada no último dia 3 de março. As informações foram divulgadas pela empresa no início desta semana.

Grande parte do resultado é atribuído à maior refinaria da Petrobras, a de Paulínia (SP), cuja capacidade de processamento atingiu 396 mil barris por dia. No exterior, a companhia tem três refinarias, cujo processamento é reduzido.

Além disso, o País bateu recorde em fevereiro na produção de gás natural, atingindo 76,5 milhões de metros cúbicos por dia. O recorde anterior havia sido obtido em dezembro do ano passado, com média de 76,2 milhões de m³/dia. Na comparação com fevereiro de 2012, houve aumento de 14,1%. As informações também foram divulgadas nesta semana pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP.

O campeão em produção é o Campo de Manati, na Bacia de Camamu (BA), que apresentou média de 6,6 milhões de metros cúbicos por dia.

Dos 20 maiores campos de petróleo, 18 são operados pela Petrobras e dois por empresas estrangeiras: Peregrino, pela Statoil, e Ostra, pela Shell. Dos 20 maiores campos de gás, apenas um não é operado pela Petrobras: o de Gavião Real, da OGX Maranhão.

Fonte: com informações da Agência Brasil.