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Arquivo da Categoria ‘Produtos & Serviços’

As novidades para incrementar projetos e reduzir o consumo de energia

A cada ano cresce a participação da eletroeletrônica nos produtos finais e em toda a cadeia produtiva, inclusive no setor de bens de capital. Para os fabricantes de máquinas e equipamentos, as novas soluções contribuem com os novos projetos e incrementos de novos modelos e sistemas. Nesse campo, as inovações acontecem com rapidez, por isso trazemos na seção especial “Eletroeletrônica Industrial”, da edição de julho da Revista NEI, algumas soluções pesquisadas nos mercados nacional e internacional que podem ajudar sua empresa a melhorar e inovar seus processos.

A seção traz também produtos voltados à medição e economia de energia. A indústria, no Brasil, é considerada a maior consumidora de energia elétrica, respondendo por cerca de 40% do consumo. Setores como siderurgia, petroquímica, papel e celulose são os campeões. Segundo informações da WEG, cerca de 70% da energia utilizada na indústria é consumida por motores elétricos, abrindo mercado para os modelos de alto rendimento. Por isso, produtos que ajudam a controlar, medir e consumir menos energia interessam à indústria.

Além do uso de produtos mais eficientes e a adoção de fontes de energia renovável, é importante e recomendável que a indústria considere em seu planejamento um plano de eficiência energética capaz de ajudar a identificar perdas em etapas produtivas, mapeando cada processo. A gestão do consumo auxilia a monitorar recursos e desenvolver indicadores, podendo, assim, identificar oportunidades de melhoria e de redução de custos.

A Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – Abesco dá algumas orientações para reduzir o consumo de energia, entre elas a utilização de sistemas de automação; a instalação de lâmpadas mais eficientes, luminárias com melhor refletância, reatores eletrônicos, sensores de presença e temporizadores; e a adequação de grandezas elétricas, como harmônicos e fator de potência, às características da operação. Outra dica recai na substituição de insumo energético, como energia elétrica por energia solar em caso de aquecimento de água. A adoção dessas e de outras ações para reduzir o consumo de energia, passando pela modernização dos equipamentos e materiais que compõem um sistema energético, e aperfeiçoamento do processo produtivo, proporcionam, segundo a Abesco, redução de custos com manutenção e ainda aumento da vida útil dos sistemas substituídos, entre outros benefícios.

O setor eletroeletrônico – Segundo informações da Abinee – Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica, a produção do setor eletroeletrônico sofreu retração de 24,2% no acumulado dos quatro primeiros meses de 2016 em relação ao mesmo período de 2015 – um reflexo de toda a conjuntura político-econômica atual.  Sondagem realizada também pela Abinee, contudo, revela que empresas do setor eletroeletrônico voltarão a investir a partir de 2017. Segundo o levantamento da entidade, das empresas que suspenderam aportes em aumento da capacidade produtiva até abril deste ano, 47% planejam retomá-los no próximo ano.


Desafios e oportunidades

Um estudo recente e inédito sobre o uso das tecnologias digitais na indústria brasileira, realizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI com mais de 2 mil empresas, revela que o uso da digitalização ainda é pouco difundido por aqui: 58% conhecem a importância dessas tecnologias para a competitividade, mas menos da metade as utiliza. O avanço da Indústria 4.0, segundo a sondagem especial da CNI, depende da maior percepção das empresas pelos ganhos proporcionados pela digitalização, como aumento de produtividade, flexibilização da produção, redução de custos, eficiência energética, etc. Essa “fotografia” mostra que há muitos desafios tanto para o setor privado como o público. A cada um cabe uma lição de casa.

Os avanços proporcionados pela introdução de novas tecnologias abrem oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios e incrementos de processos atuais. Conhecer as tendências e as inovações que despontam, principalmente nos mercados mais desenvolvidos, é essencial para identificar soluções capazes de ajudar a indústria a modernizar seus modelos atuais de produção.

Em todas as edições de NEI, nossa equipe editorial tem se dedicado a pesquisar soluções alinhadas às necessidades da indústria, incluindo às relacionadas à Indústria 4.0. Na edição da Revista NEI de julho, o tema Eletroeletrônica Industrial ganha destaque; e nada mais alinhado a um dos grandes desafios atuais: o de reduzir e gerenciar o consumo de energia. No Brasil, a indústria é a maior consumidora de energia elétrica, respondendo por cerca de 40% do consumo. Por isso, produtos que ajudam a controlar, medir e usar menos energia interessam muito à indústria.

A participação da eletroeletrônica nos produtos finais e em toda a cadeia produtiva também tem crescido rapidamente; por isso conhecer essas inovações pode ser determinante para o desenvolvimento de novos projetos e a inovação de máquinas e equipamentos. Essas novas soluções estão reunidas a partir da página 10 da Revista NEI de julho. Algumas delas foram apresentadas na Hannover Messe 2016, uma referência mundial em tecnologia industrial, que colocou em pauta novamente o tema Indústria Integrada, fazendo referência à Indústria 4.0 e às energias renováveis.

Temos pela frente um cenário desafiador, mas também de oportunidades. É preciso se preparar para a retomada.


As novas soluções para melhorar o gerenciamento logístico das indústrias

Tudo na indústria deve e precisa ser otimizado: não se produz em excesso, planeja-se o que será fabricado e, consequentemente, sua destinação ao cliente final. Portanto, gerenciar de modo eficiente e integrado a cadeia logística, da produção à distribuição, permite disponibilizar o produto certo, na quantidade e lugar certos, dentro do prazo e com o mínimo custo, sem desperdício. A gestão logística deve ser percebida como um processo integrado capaz de apoiar a tomada de decisões.

Considerada uma atividade estratégica para as indústrias, já que impacta diretamente no custo final e no nível de satisfação do cliente, a logística está levando as empresas a buscarem novas soluções tecnológicas para planejar e otimizar seus estoques e suas entregas. Com esta seção, você tem a oportunidade de conhecer novas soluções em máquinas, equipamentos e produtos voltados ao setor logístico, incluindo o de embalagem – todos pesquisados pela equipe editorial nos mercados nacional e internacional. Alguns deles, internacionais, são de expositores da CeMAT Hannover 2016, importante feira de movimentação de materiais e logística, que acontece de 31 de maio a 3 de junho, em Hannover, na Alemanha.

O tema ganha relevância nessa seção pela sua importância nas atividades industriais; mas não se esgota. Nas próximas edições de NEI você encontrará outras soluções que também podem ajudá-lo a gerenciar melhor seus processos de movimentação, armazenagem e transporte de materiais, entre outros de suma importância nas demais áreas das plantas fabris.

O mercado logístico

Uma pesquisa sobre custos logísticos no Brasil, realizada pela Fundação Dom Cabral, através de seu Núcleo de Logística, Supply Chain e Infraestrutura, mostra o quanto a logística impacta nos negócios. Segundo o estudo, os custos logísticos no Brasil consomem 11,73% da receita das empresas – aumento de 1,8% em relação a 2014 –, revelando alto nível de dependência de rodovias (98%), profissionais qualificados (85%) e máquinas e equipamentos (78%).

Esse custo sofreu crescimento de 30% nas empresas com volume de vendas entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. Os principais fatores de impacto no preço final são: custos com transporte, distribuição urbana e armazenagem. Para esse levantamento foram consultadas 142 empresas brasileiras de 22 segmentos industriais, cujo faturamento total equivale a 15% do PIB brasileiro. Para obter mais informações sobre a pesquisa acesse o site da Fundação Dom Cabral: www.fdc.org.br


Sua indústria mais integrada

Planejamento eficiente e gerenciamento eficaz de todos os processos na indústria, da produção à distribuição, ajudam a incrementar a produtividade, a evitar desperdícios e a reduzir custos em toda a cadeia logística, disponibilizando o produto certo, no local programado e no prazo, dentro do planejado com o cliente final.

Considerada uma atividade estratégica nos negócios, a logística vem recebendo atenção especial, principalmente porque os custos logísticos no Brasil consomem 11,73% da receita das empresas, segundo uma pesquisa realizada pela Fundação Dom Cabral. O tema ganha, inclusive, uma seção na edição de junho/16 da Revista NEI que reúne novas soluções tecnológicas para incrementar suas atividades de armazenagem, movimentação e transporte de materiais. Algumas dessas novidades são de empresas da CeMAT Hannover 2016; uma oportunidade para você conhecer novas tecnologias.

A indústria está vivenciando uma nova revolução nos métodos produtivos, com sistemas cada vez mais integrados e interconectados no chão de fábrica. A Indústria 4.0 ou Manufatura Avançada tem pautado discussões em vários países, e está impondo novos desafios e quebra de paradigma, até para as pequenas indústrias.

Bastante difundida na Alemanha e nos Estados Unidos, a quarta revolução industrial está ganhando espaço por aqui, nas feiras industriais, nos fóruns, seminários e já conta até com um Grupo de Trabalho formado por membros do governo e setor privado. Enquanto se discute toda a regulação necessária, o profissional da indústria precisa conhecer as novas tecnologias, entender as necessidades de seus clientes e, então, se preparar para projetar soluções que promovam maior integração, aumento de produtividade e eficiência.

Muitas máquinas e equipamentos aqui disponibilizados já dispõem de recursos alinhados à Indústria 4.0. Serviços de manutenção realizados em chão de fábrica, por exemplo, permitem transmissão de dados e comunicação com uma central. Trabalhos em zonas classificadas podem ser gerenciados remotamente. Tudo de modo mais integrado. É a nova era, que aos poucos vai mudando hábitos, criando novas necessidades. Sua indústria precisa acompanhar essa evolução. E é o que fazemos diariamente para identificar e levar até você as novidades dos mercados nacional e internacional.


Flutrol distribuirá com exclusividade no Brasil as válvulas e conexões Superlok

Especializada em soluções de alta pressão, a Flutrol está expandindo sua oferta de produtos, tornando-se distribuidora oficial, no Brasil, da marca internacional Superlok. Com rastreabilidade total de todos os componentes e intercambiabilidade com produtos de outros fabricantes, as válvulas e conexões Superlok são produzidas sob rígido controle de qualidade, desde a inspeção e especificação de matéria-prima, testes químicos, mecânicos, hidráulicos e pneumáticos até a inspeção final na expedição. .

O lançamento exclusivo para o mercado brasileiro das válvulas e conexões Superlok, pela Flutrol, ocorrerá durante a Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos – FEIMEC, de 3 a 7 de maio, e a 31ª Feira Internacional da MECÂNICA, de 17 a 21 de maio, ambas em São Paulo.

De atuação globalizada, fornecendo para países da Ásia, Oriente Médio, Europa e Américas, a Superlok  é certificada pela ASTM, ASME (tipo N) e DNV GL (antiga Germanischer Lloyd) e coleciona diversas premiações.

Para informações sobre os produtos Superlok, acesse: www.flutrol.com.br/Superlokbrasil


Novo canal de vídeos da VONDER destaca lançamentos de produtos

A VONDER – conhecida marca de ferramentas, ferragens, máquinas e equipamentos para uso profissional – apresenta seu novo canal de vídeos no YouTube, destacando o programa “Vonder –  Foco no Produto – O canal das ferramentas”, que mostra os lançamentos e os principais destaques da marca. O lançamento do canal de vídeos ocorre durante a Feicon Batimat 2016 – feira de construção que acontece de 12 a 16 de abril, no Anhembi, em São Paulo.

Além de trazer informações técnicas dos produtos, e suas características, o canal dá dicas de uso para quem vende ou usa ferramentas em suas atividades profissionais.

PaVonderra conhecer o canal, acesse o endereço www.youtube.com.br/vonderferramentas

 

 


Já disponíveis em português manuais sobre as normas alemãs VDA 19.1 e VDA 19.2

O Instituto da Qualidade Automotiva – IQA, organismo de certificação acreditado pela Coordenação Geral de Acreditação – CGCRE, do Inmetro, lança dois manuais em português da norma alemã VDA: a 2ª edição da VDA 19.1 – Inspeção de Limpeza Técnica e a 1ª edição da VDA 19.2 – Limpeza Técnica na Montagem. Os manuais da VDA são indicados para a cadeia automotiva, montadoras, fornecedores e profissionais de uso geral.

O manual VDA 19.1 – Inspeção de Limpeza Técnica apresenta as condições para a aplicação de métodos que determinam a contaminação por partículas em componentes. O conteúdo dessa norma permite melhorar a comparabilidade dos resultados de análise de limpeza; inclui técnicas de extração e análise; considera a proteção do trabalho dentro do escopo da diretriz; e fornece informações sobre como definir as especificações de limpeza e explica como reagir em caso de valores-limite de limpeza excedidos.

Já o manual VDA 19.2 – Limpeza Técnica na Montagem apresenta os métodos de inspeção de limpeza para áreas fabris, com foco no monitoramento das linhas de manuseio, montagem, logística e transporte.

Destinada a profissionais envolvidos no planejamento de novos processos e na otimização dos já existentes, a publicação mostra os requisitos para evitar a contaminação por partículas críticas em locais sensíveis, remover partículas inevitáveis e proteger componentes e sistemas montados contra a entrada de partículas dos arredores.

Os volumes 19.1 e 19.2 em breve estarão disponíveis para compra no site www.iqa.org.br. Mais informações sobre essas e outras publicações relacionadas à qualidade no setor automotivo podem ser obtidas por meio do telefone (11) 5091-4545 ou do e-mail manuais@iqa.org.br.

 


Pilz do Brasil inaugura novas instalações

Em plena crise econômica, a Pilz do Brasil amplia seus negócios no País. Empresa do segmento de automação industrial segura, de origem alemã, presente em mais de 26 países e no Brasil desde 1998, inaugurou este mês suas novas instalações, apresentando a nova linha para a montagem de painéis elétricos e retrofit de máquinas in house.

A subsidiária brasileira é a primeira entre as demais que fará a montagem de painéis e adequação em máquinas de acordo com as normas internacionais e nacionais (NR12) in house, com o objetivo de evitar impactos na produção do cliente e diminuir custos. O prédio foi totalmente reformado e adequado para o novo negócio da empresa.

Estiveram no evento Renate Pilz, Presidente global da empresa; Klaus Stark, Vice-presidente em vendas; Pedro Medina, Diretor geral da Pilz do Brasil, além dos principais clientes e Hitoshi Hyodo, Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Turismo de São Bernardo do Campo – SP.


Novos produtos que vão ajudar a indústria a economizar

Energia e água são insumos essenciais para a atividade industrial e, como dizem os especialistas, com demanda crescente e oferta com restrições.

 A indústria brasileira é responsável por cerca de 41% do consumo de energia elétrica do País, segundo a Confederação Nacional da Indústria – CNI. Motores elétricos, refrigeração, ar comprimido e iluminação, juntos, representam mais de 50% desses custos. Em 2015, os preços da energia subiram aproximadamente 50%; e em 2016 os aumentos também serão salgados. Além disso, o Brasil desperdiçou R$ 12 bilhões com energia elétrica nos últimos cinco anos, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – Abesco, sendo uma das razões o fato de os equipamentos consumidores de energia elétrica em todos setores estarem obsoletos, consumindo mais energia para fazer o mesmo trabalho.

A maior parte da energia elétrica produzida no Brasil vem das hidrelétricas. Com a crise hídrica, a preocupação com a geração de energia cresce.

Esse cenário exige a adoção de medidas urgentes e soluções tecnológicas capazes de promover a redução do consumo de energia e água, e seu uso eficiente, bem como o uso de fontes renováveis, gerando ganhos econômicos e ambientais.

Para facilitar sua busca por essas soluções, nesta seção estão reunidos novos produtos – pesquisados no Brasil e no exterior – que propiciam economia de água e/ou energia, apoiando sua empresa a enfrentar mais esse desafio. Consultamos também especialistas para conhecer as tecnologias em evidência e as tendências para essa área. No quesito Água, as atenções se voltam à pesquisa de tecnologias para reúso. Em relação à Energia, os sistemas fotovoltaicos estão em evidência. Para se ter uma ideia dessa dimensão, relatório da Agência Internacional de Energia – AIE aponta que as energias renováveis devem representar 26% da produção de eletricidade em todo o mundo em 2020, mobilizando investimentos em torno de US$ 230 bilhões anualmente; em 2013, o índice foi de 22%.

 

As dicas dos especialistas

Haroldo de Araújo Ponte, professor da Universidade Federal do Paraná e engenheiro mecânico doutor em Ciência e Engenharia dos Materiais destaca, como tecnologia limpa, o reprocesso de resíduos industriais, transformando-os em matéria-prima para novos processos ou aplicações diretas. “Quando o reprocessamento é possível, o que se tem é o aproveitamento indireto da água e energia que foram utilizadas em alguma produção”, explicou o docente, que desenvolve pesquisas na área de Tecnologia Ambiental. “Um exemplo: estamos finalizando a criação de um processo para reciclagem de embalagens longa vida após a remoção do papel, nesse caso visamos à obtenção de alumínio na forma metálica e do Polietileno de Baixa Densidade – PEBD como palet. Toda energia e água gastas na produção do alumínio são preservadas, assim como para o PEBD. Nesse processo, praticamente, toda a água é reprocessada e a quantidade de energia utilizada é mínima. Ao final, os reativos químicos usados geram como resíduo um produto de alto valor agregado.

Para colaborar com a contenção de energia e/ou água em uma indústria, a professora da pós-graduação em engenharia de produção e sistemas da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, Cláudia Viegas, sugere investir em sistemas de automação, os quais considera úteis para controlar tempo de uso. Mas orienta: “a melhor tecnologia ou o conjunto delas precisa ser escolhido de acordo com uma avaliação prévia dos sistemas industriais em questão; primeiramente é necessário fazer uma análise de todas as matérias-primas e os insumos utilizados (entradas) e seu ciclo de vida.”

Porém, reforçou que medidas simples e baratas como redução do fator de carga e do fator de potência ajudam muito, elevando a eficiência energética. Além dessas, orienta a remodelação de ambientes internos, com uso de telhados de material transparente ou translúcido, ajudando a “salvar” energia; e o uso de lâmpadas LED.

Já Guilherme Luz Tortorella, engenheiro mecânico pós-doutor em sistemas de produção e professor de engenharia de produção da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, recomenda para a indústria metalmecânica o uso de equipamentos que propiciam usinagem a seco (sem utilização de óleo de refrigeração). “Não só pelos benefícios ambientais, uma vez que gera menos efluentes para tratamento, mas também por apresentarem em média menor consumo de energia”, disse Tortorella, que é membro dos Laboratórios de Gestão e Avaliação Ambiental e de Simulação de Sistemas de Produção.

Para o docente da UFSC, ainda há uma grande gama de empresas que não adotam práticas sustentáveis, por isso cabe aos órgãos de fiscalização serem mais severos com tais companhias para que possam encarar tal aspecto com a seriedade que ele merece. “Por outro lado, há um grande movimento em prol do desenvolvimento de pesquisas voltadas à sustentabilidade, fato que deve repercutir em resultados consistentes nos próximos anos”, revelou. Ele mesmo desenvolve pesquisas que associam práticas de produção enxuta com práticas “green”, trazendo como principal resultado a evidência de que é possível ser competitivo em termos globais e possuir ações de sustentabilidade robustas nas empresas. “Isto quebra alguns paradigmas acerca do tema, pois permite lapidar a visão de negócio dos empresários que eventualmente correlacionam tais atitudes com custos altos de implementação, comprometendo a viabilidade do negócio”, informou.

Exemplos de alguns novos produtos que vão ajudar a industria a economizar água e energia:

Máquina p/limpeza a seco economiza mais de 50% de energia: Destinada à limpeza intermediária de componentes de motores e transmissões, a EcoCVac remove a seco e sem ar comprimido contaminantes em 1,30 a 3 segundos, não apenas da peça, mas também …

Compressor Scroll tem desempenho otimizado – A série compreende o modelo DSH, com capacidade de 7,5 a 40 TR e até 120 TR, quando configurado em trio, e o modelo DCJ, com …

Sensor digital inteligente possui transmissor integrado – Para medição de pH, ORP e condutividade, o Smartsens possui transmissor integrado, oferecendo sinal de saída de 4-20 mA/Hart 7, para controle de …

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Reduza, reutilize, recicle

Reduzir o consumo, reutilizar os recursos e reciclar os rejeitos compõem a política dos 3R, há anos ensinada nas escolas dos EUA como iniciação aos conceitos de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. No Brasil, acrescentamos a essa nobre intenção a urgente necessidade de preservar margens de lucro, hoje tão comprometidas. As perspectivas para este ano indicam uma clara tendência de aumento para os produtos com preços chamados “controlados”, ou seja, as tarifas de água e energia devem ficar mais salgadas, desafiando os setores produtivos – em particular a indústria – a encontrar alternativas que ajudem a enfrentar mais um ano de vacas magras.

Felizmente, o mercado oferece uma grande variedade de produtos e serviços que devem ajudar na missão de economizar água e energia. O leitor encontrará na edição de fevereiro/16 da Revista NEI, a partir da página 10 (acesse a versão digital da revista), uma seleção de soluções tecnológicas que vão auxiliá-lo na tarefa de se adequar ao novo cenário, desde uma simples lâmpada de LED até um sistema completo de reaproveitamento de águas de processo, ou seja, o investimento necessário para tornar uma empresa mais sustentável cabe em qualquer orçamento.

Nos últimos 5 anos, o Brasil desperdiçou R$ 12 bilhões apenas com energia elétrica e a tendência é que o desperdício aumente proporcionalmente nos próximos anos, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO). Uma das razões para esse desperdício é a idade dos equipamentos consumidores de energia elétrica em todos os setores – inclusive o industrial, que estão ficando obsoletos, consumindo mais energia. A renovação do parque fabril, com a introdução de novas tecnologias que favoreçam a eficiência energética, é, portanto, necessária e importante para reduzir custos operacionais.

A ABESCO tem trabalhado junto com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para montar uma agenda de ações que viabilizem o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEF a partir de 2016 e assim seja possível alcançar a meta de redução de 10% no consumo de energia em 2030. Soluções para eficiência energética, e também reúso da água, não são apenas uma opção, mas prioridade nos dias de hoje e imprescindíveis para o futuro.