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Dilma anuncia pacote de R$ 32,9 bilhões para incentivar inovação

16, março, 2013 Deixar um comentário

Aumentar a produtividade e competitividade das empresas é o objetivo do Plano Inova Empresas, que prevê aporte de R$ 32,9 bilhões até 2014 para incentivá-las a investir em inovação tecnológica. “Em alguns anos, três a cinco anos, nós teremos dois tipos de empresas, as inovadoras e as falidas. Não é possível competir sem inovação e, quanto antes os empresários souberem disso, melhor é”, diz Valter Pieracciani, consultor de empresas.

Lançado na última quinta-feira (14) pelo governo federal, o pacote se divide em R$ 28,5 bilhões de investimento direto e R$ 4,4 bilhões oriundos de instituições parceiras, como as agências nacionais de petróleo, gás natural e biocombustíveis (ANP) e de energia (Aneel) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae. “Sei que nós precisamos tomar uma providência, e a tomamos. Temos que dedicar toda nossa atenção para que tenhamos um País mais construtivo, menos desigual e uma economia com grande capacidade de ser produtiva e competitiva”, disse a presidenta Dilma.

O investimento direto contém quatro linhas de financiamento: subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bilhões); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bilhões) e crédito para empresas (R$ 20,9 bilhões). A maior parte do montante (R$ 23,5 bilhões) destina-se a áreas estratégicas definidas no Plano Brasil Maior: cadeia agropecuária (R$ 3 bilhões), energias (R$ 5,7 bilhões), petróleo e gás (R$ 4,1 bilhões), complexo da saúde (R$ 3,6 bilhões), complexo aeroespacial e defesa (R$ 2,9 bilhões), tecnologias da informação e da comunicação (R$ 2,1 bilhões) e sustentabilidade socioambiental (R$ 2,1 bilhões).

Além dos R$ 32,9 bilhões anunciados, o plano deverá receber um aporte de mais R$ 3,5 bilhões da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, para atividades de Pesquisa & Desenvolvimento – P&D no setor de telecomunicações.

As empresas beneficiadas com o Plano Inova terão acesso a uma linha de crédito com juros de 2,5% a 5% ao ano, quatro anos de carência e prazo de até 12 anos para pagar. Os agentes executores são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI.

“Desinovação” no Brasil. A empresa que mais registra patentes no Brasil não é brasileira. É americana. No último ranking de inovação, publicado pela World Economic Forum, o Brasil ocupa a frustrante 49ª posição, atrás de países como Chile, Azerbaijão e Malta. Os primeiros colocados são Suíça, Finlândia e Israel, respectivamente.