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ABDI procura parceria para criar a “empresa de confecção do futuro”

A expectativa da ABDI é de que a “empresa de confecção do futuro” seja diferenciada da confecção tradicional tanto em modelo de negócio quanto em gestão, processo e produto

Foto: www.sxu.hu

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Elaborar um estudo de viabilidade técnica e econômica da “empresa de confecção do futuro“, com modelo de negócio baseado em conceitos inovadores, para servir de referência aos empresários do setor no Brasil é o objetivo de um dos projetos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI para a cadeia produtiva de têxteis e confecções. Uma consultoria especializada em projetos de manufatura e instalação de unidades produtivas foi contratada para estudar o negócio e selecionar um empreendedor interessado em implementá-lo.

“Num primeiro momento, uma equipe formada por consultores e representantes da ABDI e da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) vai debater e definir os conceitos básicos que serão adotados no pré-projeto da empresa, sempre levando em consideração a viabilidade técnica e econômica de implementação. Essas escolhas iniciais permitirão projetarmos uma empresa que provoque verdadeiras rupturas inovativas”, explica Caetano Ulharuzo, especialista da ABDI.

A segunda fase envolve a apresentação dos conceitos a empresários do setor, durante um workshop que será promovido em São Paulo. Já a terceira etapa será pautada pelo processo de escolha de um realizador para o empreendimento. “A seleção do empresário que melhor se encaixa no perfil esperado será feita por uma comissão de cinco pessoas, a partir de critérios objetivos previamente elaborados pela consultoria. Participarão dessa comissão, além de um consultor, um representante da ABDI, um da Abit, um do Centro de Tecnologia da Indústria Química e Têxtil do Senai (Senai Cetiqt) e mais um representante escolhido por estas entidades”, revela Ulharuzo.

Por fim, o empresário escolhido se comprometerá a fazer os investimentos necessários. Nessa última fase, está previsto a elaboração de um estudo de viabilidade definitivo, com conceitos sobre o empreendimento e os produtos a serem realizados, um estudo de mercado, funções mercadológicas, localização, além de aspectos básicos de engenharia, ambientais e financeiros.

As quatro etapas durarão cerca de 12 meses e serão custeadas pela ABDI. A expectativa da ABDI é de que a “empresa de confecção do futuro” seja diferenciada da confecção tradicional tanto em modelo de negócio quanto em gestão, processo e produto. “As modernizações que pretendemos alcançar vão desde vendas pela internet até integração mercadológica apoiada em tecnologias da informação e comunicação, conexão com redes de inovação industrial e institucional, postura mercadológica ofensiva, atuação global, responsabilidade social e ambiental, estrutura administrativa horizontal, gestão profissionalizada, produção em células, customização em massa, tecnologia embarcada na roupa, qualidade certificada e design incorporado ao modelo de negócio”, elenca e finaliza Ulharuzo.

 


ABDI vai mapear indústria eólica no Brasil

Novo estudo da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI terá diagnóstico da indústria eólica no País, informou Eduardo Tosta, especialista de projetos da agência. O anúncio foi realizado durante o 2º Encontro de Negócios da Associação Brasileira de Energia Eólica – Abeeólica, realizado em São Paulo, neste mês, que reuniu empresas do setor para promover debate e tratar do Finame, linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Intitulada “Mapeamento da Cadeia Produtiva da Indústria Eólica do País”, a análise mostrará o atual panorama da produção brasileira no setor e apontará suas potencialidades. “Vamos fazer o mapeamento de quais itens da cadeia produtiva da indústria eólica são produzidos no Brasil e quais são importados, apontar os gargalos produtivos e identificar potenciais fornecedores”, detalhou Tosta.

Durante o evento, o especialista da ABDI solicitou o apoio das empresas participantes, já que os consultores farão entrevistas com todos os fabricantes de aerogeradores e principais fornecedores do setor. O projeto terá duração de dez meses.


Encontro discute acesso das PME ao mercado de capitais

Maria Luisa Campos Machado Leal, diretora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI informou que, no Brasil, somente grandes empresas têm acesso ao mercado de capitais, ao contrário do que ocorre no Canadá, Austrália, Inglaterra e Polônia, em especial. “No Brasil, hoje, é impeditivo. As empresas menores não conseguem ter acesso. E nós precisamos entender o que eles [os países] fazem com esse instrumento. É o primeiro momento de discussão”. Esse comentário foi feito por Maria Luisa em encontro realizado nesta semana que discutiu experiências efetuadas em sete países (Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Espanha, Inglaterra e Polônia) que têm o mercado de capitais como instrumento para financiar as empresas de pequeno e médio porte.

Participaram do evento representantes da ABDI, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, BM&F Bovespa, Comissão de Valores Mobiliários – CVM e Financiadora de Estudos e Projetos – Finep.

Maria Luisa comentou que um estudo está sendo realizado pelas entidades e deverá ser finalizado até dezembro. Questões como custo de acesso, incentivos dados por esses sete países, simplificação de normas e processos estão sendo debatidas. Segundo a diretora da ABDI, a ideia é facilitar o processo para que as médias empresas, em um primeiro momento e, posteriormente, as pequenas companhias tenham acesso ao mercado de capitais, além de reduzir custos.

Na redução de custos, deverá ser avaliada a publicação de balanços após as empresas abrirem o capital. “Uma das coisas que reduziriam o custo delas é não precisar publicar nos jornais após as empresas abrirem o capital. Poderiam fazer pela internet”, comentou. No Brasil, entretanto, reconheceu que isso exigiria uma mudança na lei.

Outra análise é do ponto de vista tributário. “O mais importante para ter um mercado de ações desenvolvido o Brasil já fez, que foi baixar os juros”, disse. “Isso é fundamental”. Com juros altos, ela afirmou ser impossível ter um mercado de capitais desenvolvido, onde existe risco e há dificuldade de liquidez.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


No Abinee Tec, ABDI apresenta estudo de logística reversa de eletroeletrônicos

No primeiro dia do Abinee Tec 2012 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas, Eficiência Energética e Normalização, que ocorre até amanhã em São Paulo, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI abordou em palestra o estudo  de viabilidade técnica e econômica da logística reversa de eletroeletrônicos, encomendado pela ABDI e pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, que deverá nortear a implantação da política de reciclagem e destinação adequada de resíduos eletroeletrônicos no País.

Ainda em fase de ajuste, o levantamento, entre outros pontos, avalia o custo de implantação do sistema e a divisão de responsabilidades entre indústria, comércio, consumidores e governos federal, estadual e municipal. Porém, algumas questões já estão definidas, como a devolução de aparelhos de pequeno porte. Nesse caso, caberá ao consumidor fazer a devolução do produto em pontos credenciados. Em relação à linha branca, por exemplo, o consumidor terá de agendar o horário de coleta do produto com uma organização gestora, que será responsável por levá-lo ao centro de triagem mais próximo.

A primeira versão do estudo já foi apresentada ao grupo técnico e deve ser novamente avaliada na próxima reunião, prevista para setembro. A versão final deve ser concluída em outubro, quando será colocada em consulta pública.

O Abinee Tec, organizada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, ocorre até 5 de setembro, no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo. Palestrantes destacam as inovações, os desafios, as tendências e os programas de investimentos. O evento reserva espaço para a exposição de atividades de empresas e entidades no campo da eficiência energética e sustentabilidade.


Governo federal quer fortalecer a indústria de petróleo, gás e naval

Alinhado com as diretrizes do Plano Brasil Maior, o governo federal prometeu implementar projetos do Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo & Gás Natural – Prominp, visando aumentar a competitividade e a quantidade de fornecedores da cadeia produtiva de petróleo, gás e naval. O acordo foi assinado em 13 de agosto, na sede da Petrobras, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI e Petrobras.

Apoio ao desenvolvimento de polos empresariais e Arranjos Produtivos Locais – APLs, identificação de oportunidades financeiras e tributárias ao longo da cadeia de fornecedores, estímulo ao desenvolvimento da engenharia nacional, o aprimoramento da inteligência em logística e o fortalecimento da política de conteúdo local são algumas das ações previstas no acordo. O detalhamento de cada uma delas será divulgado conforme os programas forem definidos.

Para Heloisa Menezes, secretária de desenvolvimento da produção do MDIC e coordenadora do Conselho de Competitividade de Petróleo, Gás e Naval (um dos 19 grupos setoriais do Plano Brasil Maior), “a grande demanda por bens e serviços do setor é um incentivo para investir na qualificação e ampliação da cadeia produtiva, garantindo o cumprimento de uma política de conteúdo nacional que beneficie a produção do conhecimento científico e a tecnologia para inovação do setor”.

“A assinatura do acordo e a iniciativa da Petrobras para suportar a ampliação do conteúdo local sinalizam uma sintonia fina entre os setores público e privado para o fortalecimento da cadeia nacional de fornecedores. A elevada demanda de investimentos no setor requer ações coordenadas para aumentar a capacidade de gestão das empresas brasileiras, em termos de estrutura corporativa, escala produtiva, tecnologia, inovação e inserção internacional”, completa Mauro Borges Lemos, presidente da ABDI.

Inova Petro
Também em 13 de agosto, a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES lançaram o Inova Petro, programa que destinará R$ 3 bilhões para desenvolver fornecedores nacionais na cadeia produtiva de petróleo e gás natural, visando alavancar a competitividade da indústria nos mercados interno e externo e contribuir para a geração de empregos.

A voz da Petrobras
“A indústria de petróleo e gás no Brasil vai muito bem. No País, nós temos 278 blocos exploratórios em concessão, sendo praticamente a metade da Petrobras. São 78 empresas conduzindo atividades exploratórias, metade delas brasileiras”, disse Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, durante o 13º Encontro Internacional de Energia, promovido pela Federação das Indústrias de São Paulo – Fiesp.

O Brasil é o 14º país em tamanho de reservas provadas (92% offshore), com 15,7 milhões de barris de óleo equivalente – boe. “Nós temos um futuro promissor, prevendo crescer 15,8 bilhões de boe. Para 2020, esse volume já deve constar como reservas provadas”, afirma a presidente.

A priorização de conteúdo local nos projetos da Petrobras também será mantida e, possivelmente, ampliada para os próximos anos. De acordo com Foster, a política de conteúdo local da empresa não é um dogma, mas sim decisão gerencial que representa ganho de competitividade. De 2004 a 2011, o conteúdo local cresceu de 55% para 62% no setor de Exploração & Produção – E&P e de 70% para 90% em Gás e Energia.

No Plano de Negócios de Gestão 2012-2016 da Petrobras, estão previstos investimentos de US$ 236,5 bilhões, sendo US$ 131,6 bilhões (55,6%) destinados para Exploração e Produção – E&P. “Tudo começa no E&P. Todas as outras cadeias de valor da Petrobras dependem do sucesso de produção de petróleo e gás”, finaliza.


Faltam engenheiros ou falta engenharia?

Se por um lado há uma crise ligada à qualificação profissional, por outro, sem demanda contínua e estruturada não há como manter mão de obra ativa na quantidade e qualidade necessárias. Faltam engenheiros ou falta engenharia?

A dúvida foi uma das questões discutidas no primeiro de uma série de encontros para a elaboração do Programa de Governo para o Setor de Engenharia de Projeto no Brasil, promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

O encontro reuniu cerca de 60 participantes de importantes instituições públicas e privadas, e uma das bases de discussão foi o relatório “Engenharia Consultiva no Brasil (2011)”, elaborado pela ABDI. Segundo o estudo, o desenvolvimento pleno da capacidade competitiva de empresas fornecedoras de engenharia é condição fundamental para a indução da capacitação tecnológica, inovativa e produtiva de grande parte da estrutura econômica do Brasil. Sem dominar todas as etapas de produção de um projeto (engenharia básica, detalhamento, implementação, operação e manutenção), haveria pouco espaço, por exemplo, para o desenvolvimento de fornecedores de equipamentos, partes e peças de projetos de investimento industrial.

Divididos em grupos, os profissionais apontaram a falta de planejamento estratégico, escassez de instrumentos de apoio específicos, a alta carga tributária e a pouca exigência de conteúdo local como os principais gargalos do setor. “Precisamos debater profundamente sobre a qualificação de pessoal”, complementa Mauro Borges Lemos, presidente da ABDI.

Para a diretora da ABDI, Maria Luisa Campos Machado Leal, as organizações precisam de maior musculatura e mais solidez financeira e corporativa. “Para alcançar isso, temos que avançar em questões ligadas a financiamentos, formas de contratação, encomendas governamentais, retomada de investimentos públicos a longo prazo e custos de mão de obra”, sugere.

As conclusões dos encontros serão compiladas e o documento servirá de referência para tornar a engenharia de projeto brasileira mais competitiva.

 


ABDI lança Panorama de Patentes de Nanotecnologia

12, janeiro, 2012 Deixar um comentário

O boletim Panorama de Patentes de Nanotecnologia, resultado da parceria entre a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), acaba de ser lançada e está disponível no site da ABDI. A edição reúne os pedidos de patentes de residentes brasileiros feitos no mundo todo, com soluções técnicas em nanotecnologia que podem ajudar empresas de modo geral.

Os capítulos estão divididos pelos assuntos: nanomateriais com diversas aplicações; medicina/biotecnologia; cosméticos; ambiente/energia; agricultura; têxtil; medição/sensores; eletrônica e pesquisas espaciais. Vale citar que os pedidos de patentes presentes na edição, ainda não foram objeto de análise, o que significa que poderão ou não ser concedidos. Ainda assim, optou-se pela divulgação das tecnologias desenvolvidas mais recentemente, já que a concessão das respectivas patentes demanda algum tempo.

As patentes reúnem boa parte do que é produzido em termos de tecnologia no mundo. Afinal, se a patente é concedida, ganha-se o direito de exploração exclusiva por 15 ou 20 anos, dependendo da natureza do pedido. Em troca, o detentor é obrigado a revelar como gerou a invenção, abrindo caminho para negócios e parcerias com investidores e clientes. “Iniciativas como esta são grandes passos para dar mais visibilidade ao conhecimento neste campo, possibilitando parcerias, novas pesquisas e a geração de patentes”, afirmou o presidente do INPI, Jorge Avila.

O boletim está disponível no site da ABDI e pode ser acessado neste link.


Brasil e Suécia buscam oportunidades de parcerias tecnológicas

3, novembro, 2011 Deixar um comentário

Empresários, gestores públicos e acadêmicos se reúnem em Estocolmo no próximo dia 9

Cerca de 80 empresários, pesquisadores e representantes de governo do Brasil e da Suécia vão se reunir, no dia 9 de novembro, em Estocolmo, para identificar novas oportunidades de projetos tecnológicos conjuntos, durante o 3º Laboratório de Aprendizagem em Inovação Brasil-Suécia. O encontro é promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, em parceria com a Agência Sueca de Inovação (Vinnova).

“Brasil e Suécia são parceiros de longo prazo. Em 2009, foi assinado um acordo de cooperação entre os dois países e criado um programa de cooperação industrial em alta tecnologia. Desde então, a ABDI e a Vinnova estão coordenando esse processo, apoiando projetos e missões de ambos os países e promovendo o diálogo constante entre os stakeholders”, conta o diretor da ABDI, Clayton Campanhola, que participará do encontro.

Na pauta desta edição do evento está a co-incubação de empresas, iniciativa que pode auxiliar companhias a estabelecerem operações nos dois países. “Enquanto a Suécia é líder global em inovação e tem um histórico de sucesso na implementação e operação de incubadoras, na última década o Brasil experimenta uma grande expansão em seu ambiente de inovação. Portanto, parcerias dessa natureza seriam muito ricas para ambos”, afirma o diretor da ABDI.

Também serão debatidos temas como internacionalização de empresas, cooperação industrial e parcerias ligadas a grandes eventos – Copa do Mundo e Olimpíadas. “Buscamos a realização de parcerias em áreas intensivas em conhecimento, o que contribui para o aumento da competitividade da indústria brasileira”, destaca Campanhola.

Tanto a ABDI quanto a Vinnova atuam diretamente com políticas de competitividade. Ambas fazem parte da Federação Global de Conselhos de Competitividade (GFCC, na sigla em inglês), iniciativa internacional que reúne líderes de conselhos de competitividade de várias partes do mundo, para promover o diálogo contínuo, compartilhar melhores práticas e criar uma rede global de cooperação. Nos dias 21 e 22 de novembro, o Brasil sediará a 2ª Reunião Anual da GFCC, em Porto Alegre (RS).