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Brasil sediará em 2016 a primeira edição latina da Pollutec

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no novo espaço de eventos, o São Paulo Expo, antigo Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo-SP, será realizada a primeira edição na América Latina da feira bianual de origem francesa Pollutec. Já promovida também no Marrocos e Argélia, a Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais é dedicada a apresentar as mais recentes inovações para o setor ambiental no mundo.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento com os temas: Cidade sustentável, Indústria sustentável e competitiva, Desafios do setor de saneamento no Brasil e na América Latina, Economia circular e verde e Melhores práticas internacionais. Visitas técnicas em empreendimentos sustentáveis completarão a programação.

No Brasil, a organização e a promoção são da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que conta com apoio da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – Abes para realizar esse evento. O anúncio da nova feira foi feito nessa quarta-feira em encontro para convidados na cidade de São Paulo. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.


Brasil torna-se o 10º maior mercado de software, mas especialistas apontam falhas

12, agosto, 2012 Deixar um comentário

Em 2011, o mercado brasileiro de software movimentou US$ 21,4 bilhões, sendo US$ 1,95 bilhão proveniente de exportação. Com o resultado, o Brasil se tornou o décimo maior mercado em venda de software do mundo, segundo dados da “Pesquisa sobre a Indústria Brasileira de Software e Serviços”, desenvolvida pela Associação Brasileira de Software – Abes e a International Data Corporation – IDC. O resultado é 12,6% superior ao de 2010.

O faturamento do segmento é composto por duas frentes: prestação de serviços e venda de softwares e licenças de uso. A pesquisa aponta que o setor de serviço atingiu US$ 15,1 bilhões, crescimento de 11,9% na comparação anual. Já o mercado de software foi responsável por uma receita de US$ 6,3 bilhões, alta de 14,9% frente a 2010.

Colonização tecnológica
Mesmo diante dos números positivos, o resultado não é bem-vindo pelo setor – que aponta falhas na estratégia de crescimento. “Corremos o risco de sofrer uma colonização tecnológica”, afirma Gérson Schimitt, presidente da Abes.

Segundo Schimitt, a “colonização tecnológica” ocorre quando as vendas no país são de programas desenvolvidos no exterior. No Brasil, esse índice é de contínuo crescimento e atualmente chega a 80%, deixando a balança comercial do setor cada vez mais negativa.


O mercado brasileiro se apoia principalmente na prestação de serviços, que representa 68% do faturamento. Mas para o presidente da Abes, o setor de serviços apresenta algumas desvantagens em relação ao mercado de desenvolvimento e comércio de softwares.

A defasagem na remuneração dos profissionais é uma delas. Enquanto um prestador de serviço recebe, em média, R$ 40,00 por hora, o desenvolvedor de software fatura R$ 120,00.

Outra desvantagem é a falta de estímulo ao mercado nacional, que bloqueia a formação de novas empresas com foco em pesquisa e desenvolvimento de produtos e impossibilita a competitividade com empresas internacionais.

Ainda de acordo com o estudo, o setor de software é formado por 94% de microempresas, o que incentiva o crescimento da presença de capital internacional nas poucas grandes companhias.

Além disso, segundo levantamento da Brasscom (Associação de Empresas de Tecnologia), em 2011 o setor de prestação de serviços – que depende de mão de obra para crescer – teve um déficit de 100 mil profissionais.

Tendência
Entre dados positivos e possíveis falhas de planejamento, a Abes prevê crescimento contínuo do mercado brasileiro. Segundo a associação, o Brasil triplicará o mercado interno de software até 2020, gerando faturamento de cerca de US$ 60 bilhões. O resultado colocará o País entre o sexto e oitavo maior mercado do mundo.

A necessidade de modernização das empresas nacionais para competirem globalmente é a principal justificativa da Abes para apontar tamanho crescimento.