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Abimaq realizará três feiras a partir de 2016

Vem aí a Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos – Feimec, a Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Automação Industrial – Expomafe e a Feira Internacional do Plástico e da Borracha – Plástico Brasil, os novos eventos da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, que ocorrerão no São Paulo Expo. A entidade escolheu a BTS Informa, empresa integrante do Informa Group, como parceira na realização dessas feiras. Em maio de 2016 será realizada a primeira edição do evento do setor metalmecânico e em 2017, de máquinas-ferramenta e do plástico.

“Há décadas a Abimaq sonha com suas próprias feiras”, celebrou Carlos Pastoriza, presidente do Conselho de Administração da associação. “Estamos deixando de ser clientes para ser organizadores, com total controle para traçar estratégias em defesa dos setores”, completou José Velloso, presidente executivo da entidade.

As vantagens para as empresas associadas, de acordo com Velloso, são várias, entre elas: melhor infraestrutura do pavilhão, redução dos custos de montagem, força da entidade, condições especiais de financiamento durante os eventos, alianças com órgãos governamentais e institucionais e ações do projeto Abimaq-Apex.

Com a iniciativa, a associação deixa de apoiar, a partir de 2016, a Mecânica, a Feimafe e a Feiplastic.


Por que modernizar o parque fabril?

A idade média dos equipamentos e instalações nas empresas brasileiras é de 17 anos, aponta o último estudo da manutenção no Brasil realizado pela Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – Abraman. Equipamentos e máquinas com essa idade são considerados de 30 a 40% menos eficientes e consomem geralmente mais energia, prejudicando a melhoria de produtividade e de eficiência energética. O alerta, feito pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, reforça a importância da modernização do parque industrial, principalmente no momento em que as questões energética e hídrica impõem novos desafios e a adoção de soluções tecnológicas mais eficazes que façam uso inteligente dos recursos naturais.

Para apoiá-lo a encontrar soluções que colaborem para a melhoria dos processos produtivos, reunimos nesta edição 75 lançamentos que serão apresentados na Feimafe 2015 – Feira Internacional de Máquinas ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, que acontece em São Paulo, neste mês. Com a edição de abril de NEI, totalizam mais de 110 novas soluções, pesquisadas antecipadamente pela equipe editorial junto aos expositores. É uma oportunidade de conhecer novas máquinas e equipamentos e linhas recém-aprimoradas pelos fabricantes. Além dos produtos da Feimafe 2015, há lançamentos dos mercados internacional e nacional.

Neste mês também trazemos a opinião de especialistas sobre as tecnologias em destaque na indústria metalmecânica. A simulação total de operação de máquinas-ferramenta e sua integração em ambiente de fábrica 4.0 são avanços atuais de grandes centros de pesquisa na Europa, como nos informa o professor Stoeterau, da Poli, USP. E, mais uma vez, a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas também foi apontada como tema relevante para reduzir os custos na indústria, como destacou o professor Durval Braga, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Na próxima edição de NEI, os temas Água e Energia ganharão uma seção especial, reunindo soluções em máquinas e equipamentos que contribuem direta ou indiretamente para o uso eficiente desses recursos naturais. Estamos atentos a tudo o que tem acontecido no mercado industrial, por isso podemos ajudar sua empresa a encontrar soluções inteligentes que preparem melhor a indústria para o futuro.


Empresários e trabalhadores se unem para fortalecer a indústria de transformação

Na abertura do lançamento da Coalizão Indústria – Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento, realizado nesta semana, no Anhembi, em São Paulo-SP, Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, discorreu: “Este não é um movimento de oposição a quem quer que seja e não é partidário. É um grande grito de alerta à sociedade e ao governo, um grito de alerta para essa destruição da pátria”.

Reunindo cerca de duas mil pessoas, incluindo 42 entidades patronais da indústria da transformação de segmentos diversos e quatro centrais sindicais de trabalhadores, o movimento apresentou o manifesto “Em Defesa da Indústria e do Emprego”. O objetivo foi discutir propostas que viabilizem a retomada da competitividade da indústria nacional.

Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB, destacou que “a desnacionalização e a desindustrialização aumentam a cada dia e que a política atual está matando a indústria e os empregos”. O empresário Jorge Gerdau, representante do Instituto Aço Brasil, acrescentou: “Somando juros, impostos e esse câmbio, o resultado é a morte da indústria de transformação”.

Cientes das dificuldades do governo de continuar a política de desoneração nesse momento, sem prejuízo das necessárias reformas institucionais, os membros da organização da coalizão acreditam que, mesmo sem renúncias fiscais sensíveis, seja possível reverter expectativas com uma agenda baseada em ações de curto e médio prazo que objetivem: câmbio competitivo, juros em padrões internacionais e sistema tributário/sem cumulatividade de impostos.


Feimafe 2015: conheça antecipadamente mais de 40 lançamentos do evento

Esta seção especial apresenta alguns dos lançamentos que serão destaque na 15ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece de 18 a 23 de maio no Anhembi, em São Paulo, SP, considerada a mais completa feira do segmento na América Latina. A próxima edição da Revista NEI e aqui, no NEI.com.br, também terá outros lançamentos da Feimafe, compondo uma série de soluções que podem contribuir para a modernização do parque fabril.

Para conhecer o principal avanço tecnológico na área de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI Soluções conversou com especialistas de processos produtivos. Adalto de Farias, mestre em engenharia mecânica, especialista em processos de produção e máquinas-ferramenta e professor do Centro Universitário da FEI, apontou o surgimento recente das máquinas multitarefas híbridas, conceito que será encontrado na Feimafe.

O termo híbrido, nessa situação, se refere à união de avançadas tecnologias da manufatura não subtrativa – isto é, sem remoção de material, o que é o oposto da usinagem –, em uma máquina-ferramenta CNC de usinagem, informou Farias.

“Os fabricantes de máquinas já enxergaram as possibilidades dessa tecnologia associada à usinagem convencional”, destacou o docente. “Trata-se de sistema de adição de material por fusão, chamado de Sinterização Seletiva por Laser, que faz a deposição consecutiva de pequenas camadas de material, praticamente na geometria final da peça. É similar à tecnologia utilizada nas máquinas para a fabricação de peças e protótipos rápidos com polímeros, porém esse é um caso mais recente, cujo trabalho é realizado com ligas metálicas. Para polímeros, já se tem um bom domínio, mas para metais ainda há bastante para ser desenvolvido.”

Como exemplo, Farias comentou a produção de peças extremamente técnicas que exigem resistências mecânicas diferenciadas ao longo dos perfis, como pontas de eixo, colos para rolamentos e colos de retentores em eixos. “Durante a usinagem, um módulo/cabeçote/ferramenta da máquina entra no eixo árvore e modifica a superfície depositando com Laser pó metálico de material com resistência mecânica diferente do metal-base. Logo após, a região pode ser usinada com uma ferramenta convencional”, disse. Outra utilização citada pelo professor é no reparo de lâminas de turbinas da indústria aeroespacial, peças de fabricação extremamente caras.

“Infelizmente ainda desconheço grandes estudos no Brasil”, destacou o professor. “O que vemos bastante é a expansão do comércio de máquinas de prototipagem de polímeros de pequeno porte, mas nada similar a uma
máquina com conceitos híbridos.”

Ainda nesse contexto de máquinas híbridas, mais uma novidade é a união de outra tecnologia de ponta: a solda por atrito linear (Friction Stir Welding – FSW), solda sem adição de material, que pode ser executada em centros de usinagem com as devidas adaptações.

Segundo o docente, a grande vantagem é unir duas ou mais peças de geometrias simples para gerar uma complexa – por exemplo, elemento da estrutura da asa de avião e longarina de carro ou caminhão –, por meio da usinagem, uma vez que o processo FSW pode ser um resíduo de material a ser removido.

“Trabalhei com a adaptação de um centro de usinagem convencional para tornar o processo mais acessível e simples de ser executado, já que esse tipo de máquina é especial, o que significa alto custo e aplicação limitada. E acredite, foi realmente um desafio”, contou Farias.

Movimentação do mercado

O ano começou com a desvalorização do real frente ao dólar, encarecendo as importações, estimulando as exportações e abrindo espaço para a substituição por nacionais. E essa é a grande aposta de Henry Goffaux, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq para o fortalecimento do segmento de máquinas e equipamentos e um dos principais estímulos para a competitividade do País. Além de crer no movimento interno aquecido pela atualização do parque industrial. “Acredito, sim, na substituição de máquinas mais velhas, por meio de planos como o nosso Modermaq, isso pode ser um impulso importante para alcançarmos novamente a produtividade”, disse Goffaux. “O Modermaq é uma modalidade do Finame que permite financiamento de até 90%.

Para auxiliar o setor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES amplia as alternativas de financiamento para a compra de bens de capital de fabricação nacional. O banco passa a adotar uma nova taxa de juros fixa, a valores de mercado, para complementar os financiamentos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, cujo limite é de 50% (grande empresa) e de 70% do valor do bem (para empresas de porte menor). O cliente, entretanto, pode financiar até 90% do valor, complementando a taxa do PSI com taxas de mercado. A novidade é que o BNDES oferece aos clientes a opção de cobrir a parcela que exceder os 50% ou 70% também com uma taxa fixa, a custo de mercado.

O novo instrumento já está disponível, sendo adotado inicialmente para a aquisição de ônibus, caminhões e para o BNDES Procaminhoneiro. Na segunda etapa, o benefício será ampliado para o financiamento dos demais bens de capital financiados pelo BNDES PSI.

A indústria brasileira de bens de capital mecânicos fechou 2014 com faturamento real de R$ 71,2 bilhões, consumo aparente de R$ 108,2 bilhões, faturamento interno de R$ 39,5, exportações de US$ 13,4 bilhões (aumento de 7,4% em relação ao ano passado, impulsionado pelos Estados Unidos), importações de US$ 28,7 (queda de 12,1% em relação a 2013) e mais de 242 mil trabalhadores. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.


As novas tecnologias que estão contribuindo para aumentar a eficiência da Hidráulica e Pneumática

Atualmente em toda a indústria busca-se maior eficácia com redução de custos. Houve um período em que a produtividade era o foco, porém atender a demanda já não é mais suficiente. É preciso investir no desenvolvimento técnico de materiais, desenhos e/ou sistemas que resultem em produtos com melhor desempenho. No setor de hidráulica e pneumática não é diferente, afirmou Álvaro Camargo Prado, mestre em engenharia mecânica, com experiência em automação hidráulica e pneumática, e professor do Centro Universitário da FEI e Faculdade de Tecnologia de São Paulo – Fatec. Nessa área, segundo ele, há duas novidades: aumento dos controles eletrônicos em bombas e válvulas e atuadores hidráulicos com sensores de proximidade incorporados, que eliminam a necessidade de instalação na máquina, que muitas vezes trabalha em condições adversas de temperatura, umidade e outras.

Há ainda novas possibilidades de substituir efeitos de controles proporcionais por tecnologias mais simples, com resultados próximos e custos menores, completou o docente. Um exemplo é a troca das válvulas proporcionais por válvulas com solenoides de alta frequência de acionamento. Prado disse que há pesquisas sobre o tema em universidades brasileiras.

Mila Avelino, doutora em engenharia mecânica e professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, acrescentou que a hidráulica e a pneumática têm recebido crescente atenção por parte da comunidade científica, resultando em inovações. “Entre as mais recentes ressalto a dimensão reduzida dos sistemas”, comentou Mila. “A oferta de microdispositivos tem crescimento exponencialmente.”

Bombas hidráulicas e válvulas de controle de vazão em pequena escala são alguns exemplos, citados pela docente, empregados nos setores industriais, como têxtil, agrícola, farmacêutico e de petróleo. Como curiosidade, contou que, para doenças localizadas, os tratamentos podem ser potencializados com o uso desses microequipamentos que permitem a liberação dos medicamentos somente na área afetada.

A eletrônica tem se mostrado grande aliada da hidráulica e pneumática, permitindo a realização de tarefas complexas com controle de alta precisão. Entretanto, segundo a professora, se por um lado os dispositivos de controle eletrônico se apresentam como solução para tarefas complicadas, tem de se ressaltar os efeitos indesejados gerados pelos campos eletromagnéticos e sua interferência no funcionamento dos instrumentos, prejudicando funções de leitura e medição, por exemplo. “É preciso ampliar o entendimento da física envolvida nos fenômenos de natureza eletromagnética”, ressaltou Mila. “Esse tema já é pesquisado no Brasil e mundo.”

De acordo com Prado, o Laboratório de Sistemas de Hidráulica e Pneumática – Laship da Universidade Federal de Santa Catarina é o maior polo de pesquisas do setor no Brasil, sempre apoiando as indústrias em busca de soluções. “No exterior, existe muito estudo na Europa e há uns dez anos a China investe pesado na área”, destacou o professor.

Números do setor

Em julho de 2014, a área de hidráulica e pneumática apresentou faturamento nominal acumulado de 9,4% superior ao mesmo período do ano passado. A média do Nível de Utilização da Capacidade Instalada de janeiro a julho deste ano foi de 66,5%. Quanto ao nível de emprego, os sete primeiros meses do ano tiveram aumento em relação aos mesmos meses de 2013, com exceção de abril. Os dados são da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.

De janeiro a julho de 2014, o País exportou US$ 57 milhões e, nos mesmos meses de 2013, pouco mais US$ 58 milhões, registrando queda de 2%, sendo os maiores compradores deste ano Estados Unidos, Argentina, México, Alemanha e França. Quanto às importações do período, totalizaram US$ 398 milhões, contra US$ 440 milhões de janeiro a julho de 2013, apresentando redução de 9,7%, sendo os principais vendedores de 2014 Estados Unidos, Alemanha, Japão, China e Itália.

 

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Bombas e motobombas em 2014, segundo a Abimaq

O faturamento nominal divulgado pela Câmara Setorial de Bombas e Motobombas – CSBM da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq mostra que no acumulado de janeiro a agosto de 2014 houve aumento de 34% em relação ao mesmo período de 2013 e evolução da carteira de pedidos de 3%. Quanto às exportações de janeiro a agosto deste ano, somaram US$ 374 milhões, sendo os principais compradores, respectivamente, Estados Unidos, Alemanha e Argentina, enquanto em todo o ano de 2013 totalizaram US$ 371 milhões.


Abimaq recebe evento de hidráulica e pneumática em setembro

A segunda edição do workshop Innovative Engineering for Fluid Power será realizada nos dias 2 e 3 de setembro, na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, na cidade de São Paulo. Gratuito, o evento terá foco em aplicações aeronáuticas, veiculares e energéticas. Trata-se de iniciativa da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC, Universidade Federal do ABC – UFABC, Linköping University – LiU (Suécia), Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro – CISB e Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial da Abimaq. Para conferir a programação e fazer as inscrições, clique aqui. São 60 vagas.


Setor em números

13, abril, 2014 1 comentário

Segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, no primeiro bimestre, o consumo aparente apresentou retração de 1,3% sobre o mesmo período de 2013 em valores constantes e o faturamento teve queda de 3,8%. Ainda no bimestre, as exportações tiveram crescimento de 41,4% em relação ao ano anterior, observado em todos os setores, e as importações superaram em 0,26% o resultado de fevereiro de 2013, o que sinaliza, para a entidade, tendência de estabilização das importações e dos investimentos. Por fim, a balança comercial do período apresentou queda de 17,1% em relação ao anterior.

Em 2013, o consumo aparente foi de R$ 122,279 bilhões, 5,6% superior ao ano de 2012, e o faturamento, de R$ 79,079 bilhões, foi 5,7% inferior ao valor registrado no ano anterior. Apesar do forte resultado das exportações em dezembro, de US$ 1,335 bilhão, em 2013 o valor de US$ 12,475 bilhões é 7% inferior ao resultado registrado em 2012. No ano, a importação acumulada superou em 7% o resultado de 2012, totalizando US$ 32,617 bilhões.


Evento em Ribeirão Preto-SP terá sessão de hidráulica e pneumática

Para incrementar os debates sobre hidráulica e pneumática e propor novas tecnologias, o 22º International Congress of Mechanical Engineering – Cobem 2013, que será realizado de 3 a 7 de novembro, em Ribeirão Preto-SP, contará com simpósio de mecatrônica e automação, no qual está inserida a área de H&P. Com apoio da Câmara Setorial de Equipamentos Hidráulicos, Pneumáticos e Automação Industrial – CSHPA da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a sessão de H&P reunirá artigos e palestras de universidades, indústrias e da Abimaq. Em 4 de novembro serão exibidos pôsteres na sala 10 e no dia 5 de novembro, na sala 8, proferidas as apresentações.

A organização da sessão de hidráulica e pneumática tem a participação de Victor Juliano De Negri, professor doutor em engenharia mecânica e coordenador do Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos – Laship do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC.

O Cobem terá ainda o simpósio “Desafios Tecnológicos da Indústria Brasileira” no dia 4 de novembro, formado por palestras de representantes da indústria e pesquisadores com experiência em relações entre universidades e empresas, como o professor Petter Krus, da Universidade de Linköping, Suécia; e por exposição de pesquisas tecnológicas de cerca de 15 instituições de ensino.


Boas notícias para a agroindústria

Com investimentos de R$ 136 bilhões, o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 prevê 18% a mais de recursos em comparação à safra que se encerra. O volume disponibilizado está distribuído em R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. A taxa de juros anual média será de 5,5%, podendo chegar a 3,5% em programas de aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem.

Faz parte do plano o lançamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária – Inova Agro, que destinará R$ 3 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para pesquisa e desenvolvimento de máquinas e equipamentos e R$ 1 bilhão para que os produtores rurais incorporem novas tecnologias. Um dos temas ligados a esse programa é a Agricultura de Precisão. O dinheiro do Inova Agro sairá da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Para Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a agricultura brasileira é uma das mais competitivas e produtivas do mundo. “Um exemplo é o setor de máquinas e implementos agrícolas, também representado pela associação, que diferentemente dos demais setores vive momento de plena produção, fruto de eficaz política agrícola.” 

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos agrícolas encerrou 2012 com receita bruta de R$ 11,2 bilhões, crescimento de 13% sobre o desempenho do ano anterior, segundo a Abimaq. Para 2013, a estimativa de aumento é de 10% a 15%.

Dados da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq apontam que, de janeiro a maio deste ano, o faturamento nominal foi de R$ 4,8 milhões, crescimento de 15,6% em relação ao valor do mesmo período de 2012; as exportações somaram US$ 392 mil e as importações, US$ 260 mil.

Além disso, outra boa notícia é que a sexta estimativa do ano da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 185,7 milhões de toneladas. Caso se confirme, será 14,7% superior à obtida em 2012. A previsão da área a ser colhida em 2013, de 52,6 milhões de hectares, cresceu 7,8% frente à área colhida em 2012. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos desse grupo, que somados representam 92,2% da estimativa da produção e respondem por 86,2% da área a ser colhida. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Para completar o quadro positivo, as vendas internacionais do agronegócio brasileiro foram recordes. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil exportou US$ 100,61 bilhões em produtos durante a safra 2012/13 (julho de 2012 a junho deste ano), o que representou crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período anterior. O superávit comercial do setor também atingiu novo recorde, somando US$ 83,91 bilhões.

“O resultado deve-se ao crescimento das vendas externas dos principais complexos agropecuários, como carnes e sucroalcooleiro, e principalmente de cereais, que aumentaram 115% no período”, afirmou o ministro Antônio Andrade. Em relação aos cereais, destaque para o aumento de 211,5% das vendas de milho, que passaram para 26,44 milhões de toneladas na temporada 2012/13.

Para o setor sucroenergético, a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab prevê que a produção brasileira de cana deve crescer 11% na safra 2013/14, atingindo 653,8 milhões de toneladas (levantamento realizado em março). No etanol, o crescimento esperado alcança 8,99%, com a produção passando de 23,64 bilhões de litros para 25,77 bilhões.

Algumas ações são implementadas para fomentar a competitividade e o desenvolvimento do etanol no Brasil. Uma delas é o aumento do percentual de mistura de etanol anidro à gasolina de 20% para 25% que está em vigor desde 1º de maio. Outra é a redução dos juros do Prorenova, linha de financiamento BNDES para renovação e implantação de novos canaviais. Com recursos de R$ 4 bilhões, o programa tem taxa de juros de 5,5% ao ano, ante 8,5% a 9,5% que vigoraram no ano passado. O prazo de pagamento é de 72 meses, com 18 meses de carência. Além disso, há estudos para desenvolvimento de tecnologias para produção do etanol celulósico, que utiliza matérias-primas vegetais, com baixo custo.