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Setor eletroeletrônico está mais confiante

Dois estudos realizados pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee mostram que o setor eletroeletrônico está mais confiante. Em junho, uma sondagem com as indústrias elétricas e eletrônicas revela que 66% delas estão confiantes na melhora do desempenho da economia em decorrência da mudança no Executivo. A consulta é a primeira realizada durante o governo Temer.

O levantamento revela que a expectativa é favorável, mas ainda não se converteu em alteração na decisão de investimentos. Entre as empresas consultadas, apenas 3% pretendem investir este ano impulsionadas pela troca no Executivo. “Considerando o nível de falta de confiança a que se chegou, é natural que a retomada dos investimentos ocorra de forma gradual”, afirma o presidente da Abinee, Humberto Barbato.

Outro levantamento  realizado pela Abinee mostra que o desempenho do setor eletroeletrônico, em maio, registrou a 16ª queda consecutiva no nível de emprego, apurado com base nas informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged).

Mesmo com o fechamento de 469 postos de trabalho, em maio, o resultado é o menor desde fevereiro de 2015, o que indica uma diminuição no ritmo de demissões no setor eletroeletrônico, que chegou a eliminar 2,8 mil vagas apenas no mês de março.

As duas sondagens revelam que a indústria, aos poucos, está retomando a confiança; o que é positivo para a geração de negócios.

                


Previsão para a eletroeletrônica e a automação

Segundo a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, o faturamento dessa indústria em 2015 deverá ter crescimento nominal de cerca 3% em relação a 2014, somando R$ 158 milhões. Os investimentos do setor em 2015 deverão ficar no mesmo nível de 2014, aproximadamente 2,4% sobre o faturamento. Por área, automação industrial poderá ter incremento de 7% em 2015 no faturamento de 2014.


Eletroeletrônica: setor deve receber R$ 28 bi de investimentos entre 2015 e 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES estima investimento de R$ 28 bilhões no Complexo Eletrônico entre 2015 e 2018, o que representará crescimento real de 25,9% em relação ao montante aplicado de 2010 a 2013. O Complexo Eletrônico envolve a indústria eletroeletrônica, que engloba componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, equipamentos eletrônicos e de comunicação, automação industrial e informática; e também a indústria de software e serviços de Tecnologia da Informação.

No total, os investimentos na economia brasileira devem exceder R$ 4,1 trilhões no período, segundo a pesquisa do banco, nomeada “Perspectivas do investimento 2015-2018 e panoramas setoriais”. Esse valor é 17% superior ao investido entre 2010 e 2013. A indústria deve receber R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. No atual quadriênio os investimentos são mais intensivos em tecnologia e menos em capital, visando, inclusive, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos.

No mercado de equipamentos do Complexo Eletrônico, segundo o estudo, o valor agregado se concentra cada vez mais nos componentes estratégicos dos produtos, isto é, em chips (circuitos integrados) e displays, porém para explorar o mercado de microeletrônica e displays, os investimentos são grandiosos (bilhões de dólares) e a qualificação tecnológica é um desafio, com muitos riscos. Cada vez mais a eletroeletrônica se beneficia dos recursos da informática.

Informa o relatório que os chips concentram a “inteligência” dos produtos na medida em que vão se tornando mais integrados, reunindo em um único componente: microcontroladores, processadores de dados e imagens, sensores e memória, entre outros. Há poucos anos, essas atribuições eram distribuídas entre diversos componentes. Desse modo, concluiu o estudo, o valor agregado na cadeia de bens eletrônicos se concentra mais a cada dia nas empresas que projetam e fabricam chips.

Uma das tendências dos chips é a miniaturização, a fim de permitir que a eletrônica esteja embarcada em todos os itens, incluindo eletrodomésticos e roupas, seguindo a tendência da Internet das Coisas. Além do tamanho, evoluem para utilizar cada vez menos energia, pois um dos grandes desafios para a expansão da eletrônica está em como carregar tantos dispositivos diferentes com chips embarcados. Há também a tendência de uso de novos materiais em chips e displays e formas de fabricação, saindo do modelo-padrão da utilização do silício e processos de difusão e deposição de gases em salas limpas e direcionando-se para a eletrônica orgânica, isso é, com base no carbono, cujos processos fabris associados exigem menor investimento em capital, o que pode mudar o padrão de concorrência no futuro, informa a pesquisa do BNDES

No futuro breve, a eletroeletrônica se beneficiará também da Indústria 4.0 (entre os conceitos estão o uso intensivo de robôs e o fluxo de dados proporcionado pela conectividade de pessoas e coisas), que proporcionará a criação de cadeias de suprimento mais flexíveis, adaptáveis e capazes de produzir produtos customizados em massa, tendendo a trazer a manufatura novamente para locais mais próximos aos mercados consumidores, impactando a divisão de trabalho da economia mundial, conforme consta no relatório.

Para esse novo cenário, lembra o estudo, a infraestrutura deverá ser capaz de armazenar (cloud computing), processar (alto desempenho computacional) e comunicar (ultrabanda larga) elevada quantidade de dados, disponibilizando-os em todo lugar (celulares, tablets, carros, eletrodomésticos, robôs, sensores) e por qualquer meio (redes de satélites, fibra óptica, sem fio e metálicas cabeadas). Um volume de dados da ordem de terabits exigirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais, elementos de rede, meios de comunicação (intenso uso da fotônica), elementos de armazenamento de dados e computadores com alto paralelismo e poder de processamento.

Na pesquisa do banco consta a afirmação de que o Complexo Eletrônico tem sido recorrentemente um dos focos estratégicos de políticas de desenvolvimento econômico nacional. Iniciativas atuais de destaque são o Plano TI Maior e a Portaria 950 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aumenta os benefícios fiscais da Lei de Informática para os produtos que, além de fabricados no Brasil, forem desenvolvidos localmente.

Cada vez mais a informática está associada à indústria eletroeletrônica. Já fazendo uso ou não da informática, há 60 novos produtos de eletroeletrônica para otimizar seus processos na seção de Eletroeletrônica no NEI.com.br.

E muito mais novidades você encontrará nas próximas edições da Revista e no site NEI, já que a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções visitará neste mês a 28ª FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, entre os dias 23 e 27, no Anhembi, em São Paulo – SP, para levar a você as informações técnicas dos lançamentos do setor. São cerca de 700 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 1.400 marcas, que apresentarão suas novidades para um público esperado de 60 mil compradores.

Uma das novidades da feira é a setorização com sinalização diferenciada para os quatro setores macro (equipamentos industriais, eletrônica, automação e energia). As outras são: Ilhas Temáticas, apresentação prática das tecnologias em espaços reservados em cada setor; showroom de lançamentos na entrada da feira; e workshops gratuitos em pequenos auditórios para mostra de produtos/serviços. Para completar as atrações, nos mesmos dias em que ocorrerá a FIEE, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o Abinee TEC 2015 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas e Eficiência Energética. Serão abordados os temas: aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética e segurança das instalações, Lei de Informática, inovação, startups, sustentabilidade e futuro das micros, pequenas e médias empresas no Brasil.

Projeções econômicas para 2015

Dada a necessidade de ajustes na economia do País, para 2015 o setor não projeta aumentos significativos nos negócios, segundo a Abinee. O faturamento deverá apresentar crescimento nominal de cerca de 2% em relação a 2014, somando R$ 163 milhões, sendo modesto em todas as áreas.

As importações deverão ficar no mesmo patamar de 2014, atingindo US$ 41,9 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno. Por sua vez, as exportações deverão ficar 1% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,6 bilhões. Os investimentos do setor em 2015 ficarão 2% acima em relação aos de 2014, de R$ 4 bilhões, e o número de empregados permanecerá em 175 mil.

Projeção para var. % do faturamento nominal do setor

2015 x 2014

Áreas                                          Var %

  • Automação Industrial                                           6%
  • Componentes Elétricos e Eletrônicos             5%
  • Equipamentos Industriais                                   6%
  • GTD                                                                              -4%
  • Informática                                                                0%
  • Material Elétrico de Instalação                         6%
  • Telecomunicações                                                  4%
  • Utilidades Domésticas                                           2%
  • Total                                                                              2%

Palestras sobre energias alternativas ocorrem em setembro, no RJ

O 1º Fórum de Fontes Energéticas Alternativas será realizado nos dia 23 e 24 de setembro, no auditório de Furnas, no Rio de Janeiro-RJ. Especialistas apresentarão temas relacionados a conteúdo local, competitividade, política, tipos de energias alternativas, uso eficiente, ampliação da participação na matriz brasileira, projeções de preços, metodologias utilizadas nos leilões, tecnologias que o Brasil pode adotar e mudanças regulatórias, entre outros. Reunirá também profissionais de geradoras, associações, fornecedores de tecnologias e governo. É organizado pela Blue Ocean Business Events com apoio oficial e promoção de Furnas.

Os profissionais confirmados são: Élbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica – Abeeólica; Leônidas Andrade, diretor do Grupo Setorial de Sistemas Fotovoltaicos da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee; Cícero Bley Jr., superintendente de Energias Renováveis de Itaipu; e John McNeill Ingham, diretor regional de Aeroderivative Gas Turbines da GE.

O evento é resultado de pesquisa junto às empresas atuantes nesse setor. “Ficou claro para nós a demanda que o mercado possui de debater esse assunto a fundo, pensando na aceleração das fontes energéticas alternativas como passo inevitável para segurança energética e ampliação da matriz brasileira”, disse André Laurenti Ramos, diretor executivo da Blue Ocean Business Events. “Com o desenvolvimento de novas tecnologias e a ampliação das ofertas no País, reduzem-se os custos de produção e aquisição, promovendo ganhos para os consumidores como um todo.”

Para mais informações, acesse www.blueoceanevents.com.br. Inscrições por meio do (11) 3266-3591 ou contato@blueoceanevents.com.br.


Abinee lança página na web que reúne currículos e vagas

O recém-lançado Banco de Talentos da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee tem o objetivo de promover o encontro entre oferta e demanda de vagas do setor. Os profissionais e os estudantes podem cadastrar seu currículo no site da entidade, o qual ficará disponível para consulta de cerca de 600 associadas. É possível também candidatar-se às vagas cadastradas. Os currículos são enviados automaticamente para o responsável pela divulgação.

As empresas que estiverem interessadas em anunciar suas vagas devem preencher o formulário que está disponível na Área Reservada do site da Abinee, em que também poderão consultar os currículos já cadastrados. As vagas e os currículos ficarão disponíveis gratuitamente durante 90 dias. Para mais informações, acesse www.abinee.org.br/talentos.


Empresas do setor eletroeletrônico criam associação para promover a inovação

8, março, 2013 1 comentário

Formada por 28 empresas – com média de 30 anos de existência – do setor eletroeletrônico, máquinas e equipamentos com foco principalmente nos mercados de telecomunicações, energia e automação e com faturamento de R$ 3 bilhões, a recém-criada Associação de Empresas do Setor Eletroeletrônico de Base Tecnológica (P&D Brasil) se compromete a intermediar os interesses do setor junto ao governo e promover a inovação no Brasil.

Segundo Luiz Gerbase, diretor-presidente da nova entidade, as 28 associadas aplicam em média 16% da receita líquida em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Índice dez vezes superior à média nacional, de 1,6%. Ainda de acordo com Gerbase, atualmente 200 empresas no País dominam o ciclo de inovação. “O Brasil hoje sabe fazer qualquer tipo de eletroeletrônico, graças às políticas que vêm sendo adotadas pelo governo, mas precisa evoluir. Não estamos atrasados”, analisa.

Para o diretor-presidente, a P&D Brasil complementa as outras associações do setor, “não é uma dissidência da Abinee [Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica]”.

A Associação de Empresas do Setor Eletroeletrônico de Base Tecnológica Nacional está localizada em Brasília (DF), no Brasília Shopping, Torre Norte, Sala 226. Para mais informações, acesse www.pedbrasil.org.br.

+ Inovação
Presente na cerimônia de lançamento, Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai, comemorou a iniciativa e disse que o tema pesquisa e desenvolvimento “é uma agenda urgente para o Brasil”. Ele contou ainda que o Senai está criando 23 instituições de inovação tecnológica, nas áreas de Laser, microeletrônica, energia e defesa.


GTD: o setor da Abinee que mais faturou em 2012

A área de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica – GTD apresentou em 2012 crescimento de 18% em relação a 2011, faturamento de R$ 15,4 bilhões. As exportações tiveram queda de 3% em comparação com o ano passado, atingindo US$ 665 milhões. As importações foram de US$ 1,3 bilhão, com queda de 23% em relação a 2011. Para 2013, o faturamento da área deve chegar a R$ 16,9 bilhões, 10% maior do que em 2012. As informações são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee.

“A retomada de um nível mais realista do câmbio e a consequente melhora da competitividade externa da nossa indústria esbarram em um mercado externo retraído. O mercado interno, esse sim, poderá promover um real crescimento da nossa indústria se forem tomadas ações de diminuição dos custos de produção e adensamento das cadeias produtivas no Brasil”, disse Newton Duarte, diretor da área de GTD da Abinee.

A associação estima aumento da indústria elétrica e eletrônica de 8% em 2013, atingindo faturamento de R$ 156,7 bilhões. Entre as oito áreas, as que mais devem crescer são: automação industrial e equipamentos industriais, 12%; geração, transmissão e distribuição – GTD e utilidades domésticas eletroeletrônicas, 10%; e telecomunicações, 7%. Espera-se que as exportações aumentem 4%, com US$ 8,1 bilhões, enquanto que as importações devem crescer 6%, atingindo US$ 43,6 bilhões.


Vídeo – Apresentação estilo TED Talk sobre eficiência energética

22, julho, 2012 Deixar um comentário

Assista abaixo a apresentação no estilo TED Talk sobre eficiência energética, com Fabian Yaksic, gerente do departamento de tecnologia e política industrial da Associação Brasileira da Indústria Eletroeletrônica – Abinee.


Rio+20: indústria pede apoio para valorizar “produtos verdes”

Representantes de associações defenderam nesta semana no seminário Encontro da Indústria para a Sustentabilidade, promovido pela Confederação Nacional da Indústria – CNI, em paralelo ao evento Rio+20, políticas que valorizam os “produtos verdes”. Segundo eles, muitas empresas que investem em inovação para reduzir o impacto ambiental perdem mercado por questão de preço.

“A sustentabilidade tem de ser um caráter importante de compra, inclusive no sistema governamental, que prioriza o menor preço”, afirmou André Saraiva, diretor de responsabilidade ambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica Eletrônica – Abinee. Assinalou que, sem incentivos, o consumidor acaba optando por produtos importados, sem qualquer garantia de “produção limpa”. “Precisamos criar um sistema de precificação adequado”, completou Carlos Calmanovici, representante da Associação Brasileira da Indústria Química –Abiquim.

Criar políticas voltadas para a sustentabilidade impulsionaria o mercado desses produtos, na opinião de Paulo Simão, presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção – CBIC. As iniciativas existentes no setor de construção, segundo ele, trouxeram avanços importantes para reduzir o impacto da atividade no meio ambiente, mas ainda não suficientes. Simão informou que o setor aguarda a certificação de 90 processos que tornam a atividade mais sustentável.


Indústria elétrica e eletrônica na Rio+20

8, junho, 2012 Deixar um comentário

A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee e as indústrias do setor eletroeletrônico entendem que o novo momento é uma oportunidade para a promoção, em novas bases, da competitividade da indústria e de empresas de todas as demais esferas econômicas. As empresas do setor fazem da sustentabilidade uma missão e um objetivo estratégico, e percebem que este novo momento abre, também, uma seara promissora para novos negócios.

A indústria elétrica e eletrônica instalada no País tem a expectativa de que a Conferência Rio+20 represente, neste contexto, um salto de qualidade no caminho da sustentabilidade e da economia verde. Talvez o maior desafio da indústria eletroeletrônica e, por extensão, de todos os que se debruçam sobre o tema, seja sensibilizar corações e mentes quanto à incrível oportunidade que mais uma vez a natureza dá ao homem de aprender com ela, de mudar posturas, de criar e garantir empregos saudáveis, de respeitar os limites intransponíveis do planeta Terra – o único, até agora, que pode ser habitado pelo homem.

Além de seguir os conceitos e práticas sustentáveis no planejamento e na gestão de seus processos produtivos e administrativos, a indústria eletroeletrônica é indutora da sustentabilidade em praticamente todos os setores da indústria de manufatura e de processos e, também, em áreas como transportes, automação predial e comercial. Com produtos e soluções tecnológicas inovadoras, o setor eletroeletrônico contribui decisivamente para aumentar a eficiência energética, a produtividade, a flexibilidade e os níveis de sustentabilidade de indústrias e empresas de quase todos os segmentos. Esta é a principal contribuição que o setor pode dar para a construção de uma nova era para a humanidade, em que o homem e o planeta convivam em equilíbrio.

Há sem dúvida desafios específicos de vulto, envolvendo especialmente a logística reversa, para recolher e dar a destinação ambientalmente correta a produtos como computadores, celulares, eletrodomésticos em geral, que já tenham esgotado sua vida útil. Esse é um desafio cuja superação vai exigir a atuação conjunta de governos, indústrias, atacadistas, varejistas e, finalmente, do próprio consumidor. Só assim, compartilhando responsabilidades, será possível caminhar para a solução desse passivo potencial.

Outro desafio relevante envolve a importação ilegal de produtos eletroeletrônicos. Muitos deles não atendem a legislação interna, que deve ser obedecida rigorosamente pelas indústrias aqui instaladas e pelos produtos aqui fabricados. Além de representar clara concorrência desleal, essa importação irregular cria um passivo ambiental expressivo, sem que nenhum órgão público ou privado se responsabilize por ele. Criam-se, assim, os chamados ‘produtos órfãos’, dos quais ninguém quer cuidar.

Esses desafios apontam para a importância de estruturas de governança que envolvam os principais atores – governos, empresas e sociedade. A dimensão de governança é entendida como eixo da sustentabilidade nos planos institucional, político, econômico e social. Para criar um mundo sustentável é preciso engajar a todos nesse movimento. Não é possível fazer isso isoladamente, com a ação de alguns poucos.

Nesse sentido, é preciso definir e encontrar formas aprimoradas de participação dos principais agentes, de modo que as leis e regras ambientais tenham aceitação e eficácia e que a sustentabilidade seja, de fato, o princípio essencial da nova era. A indústria eletroeletrônica está preparada para participar e contribuir, através de suas entidades representativas, com soluções que levem adiante a sustentabilidade e que apontem, no horizonte próximo, para a economia verde, amigável e sustentável segundo a perspectiva ambiental, econômica e social.

Artigo redigido por André Luís Saraiva, diretor da área de Responsabilidade Ambiental da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee.