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Produção industrial brasileira se mantém estável, com destaque positivo para Bens de capital

A produção industrial do Brasil se manteve estável entre julho e agosto, após apontar queda de 2,4% em julho na comparação com o mês anterior. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, divulgados hoje (2).

Três das quatro categorias de uso da indústria tiveram alta: bens de capital (2,6%), bens intermediários (0,6%) e bens de consumo duráveis (0,2%). Já os bens de consumo semi e não duráveis tiveram queda na produção (-0,3%).

Além disso, 15 das 27 atividades industriais pesquisadas tiveram alta entre julho e agosto, com destaque para o setor alimentício (2,5%), de veículos automotores (1,7%), máquinas e equipamentos (1,2%) e vestuário e acessórios (7,2%).

Entre as 11 atividades em queda, o destaque negativo é o resultado da indústria farmacêutica, que recuou 5,6% entre julho e agosto. Também tiveram reduções consideráveis na produção os setores de bebidas (-3,1%) e outros equipamentos de transporte (-3,7%).

Na comparação com agosto do ano passado, houve queda de 1,2%. Porém, nos acumulados do ano e dos últimos 12 meses, foram registradas altas de 1,6% e 0,7%, respectivamente.

Fonte: com informações da Agência Brasil


Exportação de agosto é histórica: 64 mil veículos

O resultado representou um aumento de 28,4% frente a agosto de 2012, segundo dados da Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea. Na comparação com o mês anterior, houve aumento de 22,1%. Entre automóveis, caminhões e ônibus, foram 64.071 unidades exportadas, somando US$ 1,67 bilhão, sendo o melhor agosto da história – em termos de exportações. “O aumento das exportações se deve não por ganho de competitividade, mas pelo crescimento dos mercados para os quais exportamos”, avaliou Luiz Moan, presidente da Anfavea.

Exportação em alta. No acumulado entre janeiro e agosto, as exportações cresceram 28,4% ou 84,7 mil veículos a mais vendidos para fora do Brasil. Automóveis e comerciais leves são responsáveis por 77,8% do volume total. Segundo a Anfavea, a indústria automobilística deve exportar 20% mais em 2013 na comparação com 2012.

Empregos. Ainda de acordo com o presidente da Anfavea, em agosto foram gerados 500 postos de trabalho na comparação com julho, fechando o mês em 154,5 mil profissionais. A previsão é de estabilidade dos empregos no setor.


US$ 973,9 mi: exportações de agosto têm a segunda maior média diária mensal

As exportações brasileiras somaram, em agosto, US$ 21,4 bilhões, apontando a segunda maior média diária mensal, na série histórica da balança comercial, com US$ 973,9 milhões. O valor é abaixo somente do registrado em agosto de 2011, quando as vendas externas brasileiras atingiram US$ 1,1 bilhão. Considerando a média diária, o crescimento foi de 7,7% em relação a julho deste ano e de 0,1% em relação a agosto do ano anterior.

As importações também atingiram a segunda maior média já registrada, somando US$ 20,1 bilhões ou média diária de US$ 918,1 milhões. Pela média diária, as compras externas brasileiras cresceram 10,2% em relação agosto de 2012 e houve diminuição de 7% na comparação com julho deste ano.

Na soma, a corrente de comércio teve, assim, o segundo maior valor para meses de agosto, totalizando US$ 41,6 bilhões. O recorde do mês aconteceu em 2011, quando foi movimentado US$ 48,4 bilhões. Em relação a agosto de 2012, houve crescimento de 4,8% na corrente de comércio, tendo como base a média diária.

Com os resultados de agosto, a balança comercial brasileira teve superávit de US$ 1,2 bilhão, sendo o segundo maior saldo positivo deste ano, superado apenas pelo resultado de junho, que atingiu US$ 2,3 bilhões. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve superávit de US$ 3,2 bilhões, houve recuo de 61,9% no saldo comercial.

Os últimos doze meses. No acumulado de setembro de 2012 a agosto de 2013, as exportações brasileiras somam US$ 238,6 bilhões e as importações US$ 236,1 bilhões, apontando superávit de US$ 2,5 bilhões.

“Para que se entenda o resultado da balança comercial deste ano, é necessária uma compreensão da participação do petróleo e seus derivados  no saldo comercial. Enquanto há uma queda global de 1,3 % nas exportações, vemos uma queda concentrada em petróleo e derivados, no montante de 38%. Tirando o petróleo e os derivados há, na verdade, um aumento das exportações brasileiras. O déficit em petróleo e derivados atinge a casa dos 16 bilhões, enquanto que nos demais produtos há um superávit expressivo de US$ 12 bilhões”, contextualiza os números Daniel Godinho, secretário de Comércio Exterior.

Para o secretário de Comércio Exterior, o impacto do câmbio na balança comercial ainda é fraco. Segundo ele, em curto prazo, a tendência é de redução nas importações de bens de consumo e, em médio prazo, aumento das exportações. “É uma tendência que poderá ser confirmada nos próximos meses”, diz.

China e Argentina. Na comparação de janeiro a agosto deste ano com o mesmo período de 2012, as vendas para a China cresceram 10%. O Mercosul comprou 4,9% mais, sendo que o mercado argentino comprou 9,7% mais mercadorias brasileiras. Só em agosto, as exportações brasileiras para a Argentina aumentaram 13%.