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Esalq testa Veículos Aéreos Não Tripulados para Agricultura de Precisão

Pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Esalq da Universidade de São Paulo – USP, em Piracicaba-SP, coordenados pelo professor Rubens Duarte Coelho testam o uso de Veículos Aéreos Não Tripulados – VANTs ou Drones (zangão, em inglês) na captação de imagens para estudos sobre Agricultura de Precisão.

“A utilização desses veículos tem despertado atenções em diversos segmentos”, disse Coelho. “No caso do setor agrícola, a grande vantagem é a precisão com que se pode monitorar grandes áreas quase que em tempo real. É uma realidade de sensoriamento remoto nunca antes imaginada, com alta definição e alta frequência de captura das imagens.”

Com o Drone voando a 300 metros, limite máximo autorizado para voo não tripulado, com câmeras especiais multiespectral/térmica acopladas, tem-se para uma foto de 6 hectares de área nas bandas espectrais da radiação visível, cada pixel representando uma área equivalente à tela de um smartphone (49 cm2). “Nas imagens térmicas, cada pixel representa a área equivalente à tela de um tablet, cerca de 197 cm2, sendo que as imagens podem ser captadas a qualquer hora do dia e inúmeras vezes em um mesmo dia. Diminuindo-se a altitude, aumenta-se ainda mais essa resolução”, contou.

De acordo com Coelho, a princípio essas aplicações serão priorizadas em áreas de pesquisa e cultivos tecnificados, como cana-de-açúcar, café, citros, uva e hortaliças. “Esperamos desenvolver nos próximos anos aplicações visando à detecção da variabilidade espacial do estresse hídrico no campo, deficiências nutricionais, falta de uniformidade de aplicação de água em sistemas de irrigação e danos foliares causados por pragas e doenças”, comentou.

Os VANTs foram criados para fins militares, sendo empregados em ações de espionagem, patrulhamento e apoio em artilharia. Atualmente são empregados também em coberturas jornalísticas de eventos públicos.

Confira no http://youtu.be/Il80FJpJR4M o vídeo captado no voo inaugural, realizado em agosto, sobre a Fazenda Areão (estação experimental da Esalq). Foi equipado com câmera convencional, aterrizando ao final sob condição de piloto automático via GPS.


Acompanhando a dinâmica do mercado industrial

Diariamente a Revista NEI pesquisa nos mercados nacional e internacional, em feiras e diretamente com os fabricantes, os produtos recém-lançados ou que sofreram importantes aprimoramentos em seu desempenho. Um processo criterioso de seleção nos permite escolher os mais relevantes, os mais recentes, aqueles que agregam tecnologias capazes de beneficiar os processos industriais de diversos segmentos. São cerca de 200 notícias, a cada mês!

Acompanhar a dinâmica do mercado industrial e as tendências faz parte de nossa rotina. Em cada edição, a Revista NEI destaca, em seção especial, um ou dois nichos de mercado, escolhidos por sua importância e abrangência. Além de reunirem os principais lançamentos de produtos, essas seções divulgam as tendências tecnológicas, na opinião de especialistas e docentes das principais universidades do País.

Nesta edição, dois temas ganham destaque. A partir da página 26, você conhecerá 50 novos produtos da seção Manutenção, cujas tecnologias estão voltadas atualmente para evitar ao máximo as perdas e otimizar a produção com o menor custo possível, respeitando normas de segurança e o meio ambiente. A segunda seção, a Agroindústria, com 25 produtos, é inédita na Revista NEI. Em expansão, esse setor demanda novas tecnologias, inovações e métodos que podem estimular o desenvolvimento da Agricultura de Precisão no Brasil, tendência que você acompanha na página 52.

Os investimentos em inovação, assim como os estímulos para incentivá-la, são cruciais para o desenvolvimento da indústria. Não há dúvidas. Uma boa notícia para as empresas brasileiras que pretendem investir em inovação, pesquisa e desenvolvimento foi anunciada recentemente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI e pela Agência Brasileira de Inovação – Finep: os pedidos de financiamento público para projetos inovadores serão analisados, a partir de agora, em até 30 dias, prazo que chegava a 112 dias. O Finep 30 Dias, que faz parte do Plano Inova Empresa, revoluciona a maneira como a inovação é tratada no País, nas palavras do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Menos burocracia, mais facilidades para a concessão de crédito, melhor para o avanço das novas tecnologias.


Boas notícias para a agroindústria

Com investimentos de R$ 136 bilhões, o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 prevê 18% a mais de recursos em comparação à safra que se encerra. O volume disponibilizado está distribuído em R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. A taxa de juros anual média será de 5,5%, podendo chegar a 3,5% em programas de aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem.

Faz parte do plano o lançamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária – Inova Agro, que destinará R$ 3 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para pesquisa e desenvolvimento de máquinas e equipamentos e R$ 1 bilhão para que os produtores rurais incorporem novas tecnologias. Um dos temas ligados a esse programa é a Agricultura de Precisão. O dinheiro do Inova Agro sairá da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Para Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a agricultura brasileira é uma das mais competitivas e produtivas do mundo. “Um exemplo é o setor de máquinas e implementos agrícolas, também representado pela associação, que diferentemente dos demais setores vive momento de plena produção, fruto de eficaz política agrícola.” 

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos agrícolas encerrou 2012 com receita bruta de R$ 11,2 bilhões, crescimento de 13% sobre o desempenho do ano anterior, segundo a Abimaq. Para 2013, a estimativa de aumento é de 10% a 15%.

Dados da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq apontam que, de janeiro a maio deste ano, o faturamento nominal foi de R$ 4,8 milhões, crescimento de 15,6% em relação ao valor do mesmo período de 2012; as exportações somaram US$ 392 mil e as importações, US$ 260 mil.

Além disso, outra boa notícia é que a sexta estimativa do ano da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 185,7 milhões de toneladas. Caso se confirme, será 14,7% superior à obtida em 2012. A previsão da área a ser colhida em 2013, de 52,6 milhões de hectares, cresceu 7,8% frente à área colhida em 2012. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos desse grupo, que somados representam 92,2% da estimativa da produção e respondem por 86,2% da área a ser colhida. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Para completar o quadro positivo, as vendas internacionais do agronegócio brasileiro foram recordes. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil exportou US$ 100,61 bilhões em produtos durante a safra 2012/13 (julho de 2012 a junho deste ano), o que representou crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período anterior. O superávit comercial do setor também atingiu novo recorde, somando US$ 83,91 bilhões.

“O resultado deve-se ao crescimento das vendas externas dos principais complexos agropecuários, como carnes e sucroalcooleiro, e principalmente de cereais, que aumentaram 115% no período”, afirmou o ministro Antônio Andrade. Em relação aos cereais, destaque para o aumento de 211,5% das vendas de milho, que passaram para 26,44 milhões de toneladas na temporada 2012/13.

Para o setor sucroenergético, a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab prevê que a produção brasileira de cana deve crescer 11% na safra 2013/14, atingindo 653,8 milhões de toneladas (levantamento realizado em março). No etanol, o crescimento esperado alcança 8,99%, com a produção passando de 23,64 bilhões de litros para 25,77 bilhões.

Algumas ações são implementadas para fomentar a competitividade e o desenvolvimento do etanol no Brasil. Uma delas é o aumento do percentual de mistura de etanol anidro à gasolina de 20% para 25% que está em vigor desde 1º de maio. Outra é a redução dos juros do Prorenova, linha de financiamento BNDES para renovação e implantação de novos canaviais. Com recursos de R$ 4 bilhões, o programa tem taxa de juros de 5,5% ao ano, ante 8,5% a 9,5% que vigoraram no ano passado. O prazo de pagamento é de 72 meses, com 18 meses de carência. Além disso, há estudos para desenvolvimento de tecnologias para produção do etanol celulósico, que utiliza matérias-primas vegetais, com baixo custo.