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Usina Batatais investe em máquinas para aumentar a produção

Projeto da Usina Batatais para alterar a linha de produtos e modernizar a parte agrícola prevê investimentos para instalação de torre de desidratação, com capacidade de 500 metros cúbicos diários, para a produção de etanol anidro na unidade de Lins-SP; plantio de 6.406 hectares de cana para renovar o canavial; e aquisição de máquinas, equipamentos e implementos para a mecanização da colheita.

Também haverá investimentos no aumento da produção de açúcar branco para 9.000 sacas/dia na unidade de Batatais-SP, na instalação de nova caldeira com maior capacidade de geração de energia, no plantio de 8.336 hectares de cana e na compra de máquinas, equipamentos e implementos para a colheita. A iniciativa envolve também projetos ambientais e sociais no entorno das duas unidades.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou a concessão de apoio financeiro para a Usina Batatais no valor de R$ 145,9 milhões.


Acompanhando a dinâmica do mercado industrial

Diariamente a Revista NEI pesquisa nos mercados nacional e internacional, em feiras e diretamente com os fabricantes, os produtos recém-lançados ou que sofreram importantes aprimoramentos em seu desempenho. Um processo criterioso de seleção nos permite escolher os mais relevantes, os mais recentes, aqueles que agregam tecnologias capazes de beneficiar os processos industriais de diversos segmentos. São cerca de 200 notícias, a cada mês!

Acompanhar a dinâmica do mercado industrial e as tendências faz parte de nossa rotina. Em cada edição, a Revista NEI destaca, em seção especial, um ou dois nichos de mercado, escolhidos por sua importância e abrangência. Além de reunirem os principais lançamentos de produtos, essas seções divulgam as tendências tecnológicas, na opinião de especialistas e docentes das principais universidades do País.

Nesta edição, dois temas ganham destaque. A partir da página 26, você conhecerá 50 novos produtos da seção Manutenção, cujas tecnologias estão voltadas atualmente para evitar ao máximo as perdas e otimizar a produção com o menor custo possível, respeitando normas de segurança e o meio ambiente. A segunda seção, a Agroindústria, com 25 produtos, é inédita na Revista NEI. Em expansão, esse setor demanda novas tecnologias, inovações e métodos que podem estimular o desenvolvimento da Agricultura de Precisão no Brasil, tendência que você acompanha na página 52.

Os investimentos em inovação, assim como os estímulos para incentivá-la, são cruciais para o desenvolvimento da indústria. Não há dúvidas. Uma boa notícia para as empresas brasileiras que pretendem investir em inovação, pesquisa e desenvolvimento foi anunciada recentemente pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI e pela Agência Brasileira de Inovação – Finep: os pedidos de financiamento público para projetos inovadores serão analisados, a partir de agora, em até 30 dias, prazo que chegava a 112 dias. O Finep 30 Dias, que faz parte do Plano Inova Empresa, revoluciona a maneira como a inovação é tratada no País, nas palavras do ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.

Menos burocracia, mais facilidades para a concessão de crédito, melhor para o avanço das novas tecnologias.


Boas notícias para a agroindústria

Com investimentos de R$ 136 bilhões, o Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 prevê 18% a mais de recursos em comparação à safra que se encerra. O volume disponibilizado está distribuído em R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. A taxa de juros anual média será de 5,5%, podendo chegar a 3,5% em programas de aquisição de máquinas agrícolas, equipamentos de irrigação e estruturas de armazenagem.

Faz parte do plano o lançamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica da Produção Agropecuária – Inova Agro, que destinará R$ 3 bilhões, sendo R$ 2 bilhões para pesquisa e desenvolvimento de máquinas e equipamentos e R$ 1 bilhão para que os produtores rurais incorporem novas tecnologias. Um dos temas ligados a esse programa é a Agricultura de Precisão. O dinheiro do Inova Agro sairá da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Para Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, a agricultura brasileira é uma das mais competitivas e produtivas do mundo. “Um exemplo é o setor de máquinas e implementos agrícolas, também representado pela associação, que diferentemente dos demais setores vive momento de plena produção, fruto de eficaz política agrícola.” 

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos agrícolas encerrou 2012 com receita bruta de R$ 11,2 bilhões, crescimento de 13% sobre o desempenho do ano anterior, segundo a Abimaq. Para 2013, a estimativa de aumento é de 10% a 15%.

Dados da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Abimaq apontam que, de janeiro a maio deste ano, o faturamento nominal foi de R$ 4,8 milhões, crescimento de 15,6% em relação ao valor do mesmo período de 2012; as exportações somaram US$ 392 mil e as importações, US$ 260 mil.

Além disso, outra boa notícia é que a sexta estimativa do ano da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas totalizou 185,7 milhões de toneladas. Caso se confirme, será 14,7% superior à obtida em 2012. A previsão da área a ser colhida em 2013, de 52,6 milhões de hectares, cresceu 7,8% frente à área colhida em 2012. O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos desse grupo, que somados representam 92,2% da estimativa da produção e respondem por 86,2% da área a ser colhida. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

Para completar o quadro positivo, as vendas internacionais do agronegócio brasileiro foram recordes. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o Brasil exportou US$ 100,61 bilhões em produtos durante a safra 2012/13 (julho de 2012 a junho deste ano), o que representou crescimento de 4,2% em relação ao mesmo período anterior. O superávit comercial do setor também atingiu novo recorde, somando US$ 83,91 bilhões.

“O resultado deve-se ao crescimento das vendas externas dos principais complexos agropecuários, como carnes e sucroalcooleiro, e principalmente de cereais, que aumentaram 115% no período”, afirmou o ministro Antônio Andrade. Em relação aos cereais, destaque para o aumento de 211,5% das vendas de milho, que passaram para 26,44 milhões de toneladas na temporada 2012/13.

Para o setor sucroenergético, a Companhia Nacional de Abastecimento – Conab prevê que a produção brasileira de cana deve crescer 11% na safra 2013/14, atingindo 653,8 milhões de toneladas (levantamento realizado em março). No etanol, o crescimento esperado alcança 8,99%, com a produção passando de 23,64 bilhões de litros para 25,77 bilhões.

Algumas ações são implementadas para fomentar a competitividade e o desenvolvimento do etanol no Brasil. Uma delas é o aumento do percentual de mistura de etanol anidro à gasolina de 20% para 25% que está em vigor desde 1º de maio. Outra é a redução dos juros do Prorenova, linha de financiamento BNDES para renovação e implantação de novos canaviais. Com recursos de R$ 4 bilhões, o programa tem taxa de juros de 5,5% ao ano, ante 8,5% a 9,5% que vigoraram no ano passado. O prazo de pagamento é de 72 meses, com 18 meses de carência. Além disso, há estudos para desenvolvimento de tecnologias para produção do etanol celulósico, que utiliza matérias-primas vegetais, com baixo custo.


TOTVS terá Centro de Excelência para Agroindústria

Devido à compra da PRX, a TOTVS criará o Centro de Excelência para Agroindústria com o objetivo de reunir tecnologias e serviços voltados para esse mercado, já que a PRX é especializada no fornecimento de soluções para agronegócio. As empresas já trabalhavam juntas antes da aquisição.

Segundo a TOTVS, atualmente 60% das usinas sucroalcooleiras do País são atendidas pela empresa, que também atua com culturas como grãos e frutas cítricas. A PRX teve faturamento líquido de R$ 21 milhões em 2012 e cresceu à taxa anual média de 47% nos últimos quatro anos. Trabalham na PRX, sediada em Assis-SP, mais de 180 colaboradores.

A TOTVS pagará inicialmente R$ 11 milhões por 60% do capital social da PRX. A compra da participação remanescente está prevista para acontecer até fevereiro de 2015, por valor que será fixado de acordo com métricas definidas no contrato e baseadas no desempenho da PRX.

Em 2013, a TOTVS comprou a PC Sistemas, desenvolvedora de soluções de gestão empresarial para os segmentos de distribuição, atacado e varejo, e adquiriu participação de 20% da uMov.me, fornecedora de plataforma de mobilidade corporativa na nuvem.