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“Coalizão Cidades pela Água” – saiba como sua empresa pode se engajar nesse movimento

Até 20coalizão250, a demanda mundial por água nas indústrias será 55% maior do que a atual. Na agricultura e produção de alimentos, o crescimento previsto é de 60%, segundo a Unesco.  São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, enfrentam a pior crise hídrica de décadas. A demanda mundial pela água vem crescendo cada vez mais, enquanto a sua oferta só diminui. O grande desafio está em equilibrar a equação oferta e demanda, garantindo que a água esteja sempre disponível.

Por isso, o assunto, de tão importante, levou a TNC – The Nature Conservancy –  a maior organização de conservação ambiental do mundo, presente em mais de 35 países –, a  criar a “Coalizão Cidades pela Água”, um movimento que tem como objetivo engajar empresas, pessoas e governos a garantir, juntos, a segurança hídrica para todos. Saiba como sua empresa pode ajudar, acessando tnc.org.br/agua

A Coalizão vai atuar em 12 regiões metropolitanas que já apresentam estresse hídrico e onde as ações de conservação de bacias hidrográficas contribuem positivamente para a segurança hídrica.
Essas regiões representam mais de 35% da população e quase 40% do PIB brasileiro. É um trabalho de conservação e restauração de florestas em 21 bacias hidrográficas que abastecem quase 63 milhões de pessoas em mais de 250 cidades brasileiras.

A infraestrutura verde é vital para ajudar a garantir água para as cidades. Estudos da TNC apontam que a restauração de apenas 3% de floresta em áreas prioritárias dos sistemas Cantareira e Alto Tietê, na região metropolitana, por exemplo, pode reduzir sedimentos de terra e areia dos rios e represas em até 50%.

Antonio Werneck, diretor executivo da TNC Brasil, diz que a Coalizão espera mobilizar o setor privado. “Este precisa entender o risco que está correndo em meio à crise hídrica, o risco físico de não ter água para operar, o risco de seus fornecedores não terem água para produzir, o risco de não ter matéria-prima e ainda o risco dos clientes não terem água para consumir seus produtos. Existe ainda o risco de reputação, de ser vista como uma empresa irresponsável no uso de um recurso que é tão crítico, vital e escasso na sociedade, e o risco financeiro, com fábricas paradas, operando com meia capacidade”, afirma.

O investimento na proteção da natureza é uma das importantes ações que ajudará a garantir a segurança hídrica para uma população cada vez mais concentrada.

Para mais informações, acesse o site da TNC e o da Coalizão Cidades pela Água, cujos links estão abaixo. No site do projeto, você encontra informações detalhadas do movimento, tem à disposição um canal de comunicação, que permite às empresas conhecer como podem participar, e ainda pode assistir a vídeos.

 http://www.cidadespelaagua.com.br/

http://www.tnc.org.br/quem-e-a-tnc/index.htm


Reduza, reutilize, recicle

Reduzir o consumo, reutilizar os recursos e reciclar os rejeitos compõem a política dos 3R, há anos ensinada nas escolas dos EUA como iniciação aos conceitos de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente. No Brasil, acrescentamos a essa nobre intenção a urgente necessidade de preservar margens de lucro, hoje tão comprometidas. As perspectivas para este ano indicam uma clara tendência de aumento para os produtos com preços chamados “controlados”, ou seja, as tarifas de água e energia devem ficar mais salgadas, desafiando os setores produtivos – em particular a indústria – a encontrar alternativas que ajudem a enfrentar mais um ano de vacas magras.

Felizmente, o mercado oferece uma grande variedade de produtos e serviços que devem ajudar na missão de economizar água e energia. O leitor encontrará na edição de fevereiro/16 da Revista NEI, a partir da página 10 (acesse a versão digital da revista), uma seleção de soluções tecnológicas que vão auxiliá-lo na tarefa de se adequar ao novo cenário, desde uma simples lâmpada de LED até um sistema completo de reaproveitamento de águas de processo, ou seja, o investimento necessário para tornar uma empresa mais sustentável cabe em qualquer orçamento.

Nos últimos 5 anos, o Brasil desperdiçou R$ 12 bilhões apenas com energia elétrica e a tendência é que o desperdício aumente proporcionalmente nos próximos anos, segundo análise da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (ABESCO). Uma das razões para esse desperdício é a idade dos equipamentos consumidores de energia elétrica em todos os setores – inclusive o industrial, que estão ficando obsoletos, consumindo mais energia. A renovação do parque fabril, com a introdução de novas tecnologias que favoreçam a eficiência energética, é, portanto, necessária e importante para reduzir custos operacionais.

A ABESCO tem trabalhado junto com a Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL para montar uma agenda de ações que viabilizem o Plano Nacional de Eficiência Energética – PNEF a partir de 2016 e assim seja possível alcançar a meta de redução de 10% no consumo de energia em 2030. Soluções para eficiência energética, e também reúso da água, não são apenas uma opção, mas prioridade nos dias de hoje e imprescindíveis para o futuro.


Consumo de água da BCF Plásticos cai pela metade

Graças aos investimentos para economizar água, como a implementação de sistema de reúso da água, a troca das torneiras e válvulas por equipamentos mais econômicos, a ampliação da captação da água da chuva e a instalação de sistema eletrônico de controle de caixas e bombas, o consumo mensal para a fabricação dos produtos da BCF Plásticos, localizada em São Paulo-SP, caiu 50% e hoje fica em aproximadamente 35 m³ por mês, o que implica em 0,26m³ de água por tonelada de PVC processado. “Também fizemos uma ampla campanha interna”, contou Marco Antonio Capozzielli, diretor administrativo da empresa.

Capozzielli disse que as máquinas possuem sistema de reúso de água no processo de fabricação e basicamente a água reposta é somente a evaporada. “Nosso objetivo é tornar a empresa autossuficiente e imune a qualquer tipo de crise que possa surgir, ao mesmo tempo reduzimos custos e ajudamos o meio ambiente.”

 


Com tanque de águas pluviais no Guarujá, Dow pretende recuperar 50 milhões de litros por ano

Para aumentar a coleta de água da chuva em diversos pontos da sua planta fabril no Guarujá-SP, a Dow construiu um tanque com capacidade de 450 mil litros e realizou ajustes na bacia de contenção capaz de armazenar 700 mil litros, totalizando capacidade de armazenagem de mais de 1 milhão de litros de águas pluviais. A expectativa é recuperar 50 milhões de litros de água por ano, quantidade que reduz significativamente a demanda por água de fontes externas do Complexo Fabril do Guarujá.

Para o projeto, além da construção do tanque e da adaptação da bacia de contenção, foram instaladas cinco bombas e 1 km de tubulação. A água da chuva é coletada por canaletas e bacias de contenção e, então, bombeada para o tanque.

O armazenamento é estratégico para os processos da Dow, uma vez que a água da chuva é a ideal para as operações da planta, que a utiliza aos poucos.


Soluções que ajudam a indústria a usar de modo eficiente água e energia

Água e energia são recursos importantíssimos para as atividades industriais. O cenário atual, marcado pela falta de água, crise de racionamento e custos altos de energia, sobretudo porque nossa matriz energética é dominada pelas hidrelétricas, desafia as fabricantes a lançar novos produtos que utilizam de forma racional água e/ou energia, visando proporcionar “alívio” ao meio ambiente e economia financeira aos negócios, sem perder qualidade e produtividade. Nesta seção estão reunidas diversas novas soluções para beneficiar as fábricas, já que o setor industrial é, segundo o Mapa Estratégico da Indústria 2013-2022, elaborado pela CNI, o maior consumidor de energia elétrica no Brasil, respondendo por cerca de 43% do consumo total.

Conversamos com especialistas de engenharia ambiental e sanitária, elétrica, eletrônica e de automação para trazer as tendências quando o assunto é economia de água e/ou energia nas indústrias.

Segundo Carmela Maria Polito Braga, professora do Depto. de Engenharia Eletrônica da Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, e Anísio Rogério Braga, docente do Setor de Eletrônica do colégio técnico da UFMG, o uso racional desses elementos é viável por meio de medições e monitoramentos ubíquos, isto é, em toda parte, o tempo todo, o que torna possível: planejamento de oferta, demanda e comercialização; minimização de custos de produção, otimização do uso e redução de perdas.

Quanto às tecnologias para medição distribuída de água e energia, os docentes informaram que elas evoluem rapidamente, como soluções de hardwares, softwares e os sistemas microcontrolados – com capacidade de comunicação em rede, com ou sem fio, de baixo custo, associados à miniaturização dos sensores eletrônicos. Comentaram também que os aplicativos de softwares para monitoramento de grandes massas de dados ainda são caros, mas opções de baixo custo para viabilizar aplicações em larga escala estão em desenvolvimento.

Para que seja possível o acesso remoto aos dados das medições, é preciso identificar os pontos de entrada do consumo de cada área de processo, incluindo de equipamentos especiais com grande consumo de água e/ou energia elétrica, e estudar e especificar a instalação de medições nesses pontos, bem como sua integração aos sistemas de automação.

De acordo com os professores, as medições permitem um bom diagnóstico dos usos desses insumos nos processos. Quando o consumo de uma determinada área for o esperado, sua prática pode servir de referência e deve ser valorizada; quando for desproporcional, pode indicar a necessidade de investimentos em projeto e melhoria nas instalações para redução dos consumos. A automação de processos que regula segundo as referências pré-estabelecidas também pode contribuir para a redução dos consumos, uma vez que estabelece os valores devidos para as vazões e/ou acionamentos, e o sistema de controle automático regula o funcionamento compensando perturbações nas demandas e garantindo o uso minimizado dos insumos.

Carmela e Braga informaram que os melhores resultados de uso racional de energia elétrica e água com os consumos típicos de ambos, em condições normais de operação, são obtidos com modelos estatísticos, a partir dos quais monitora-se no tempo certo (just in time) os consumos em relação ao perfil típico nominal. Esse monitoramento pode se valer de técnicas de controle estatístico de processos, que detectam desvios dos consumos médios em relação ao perfil usual. Uma mudança no perfil de consumo, se esperada por alguma operação ou alteração programada no processo, estará justificada, mas quando não houver nenhuma razão conhecida poderá ser indício de uso indevido dos insumos ou perda. Como exemplos, fuga de corrente, no caso de energia elétrica, e vazamento, no caso de água.

Alertaram os docentes que as medições e os monitoramentos podem ser usados também como subsídios para medidas educativas na planta. Mesmo automatizando muitos sistemas, ainda restam aqueles que demandam decisão humana. Nesses casos, apenas medidas educativas continuadas podem prover resultados de uso racional de água e energia elétrica.

Para os professores, com certeza, as indústrias que se antecipam tecnologicamente a esse novo contexto reduzem seus riscos, pois conhecendo quanto e como consomem podem planejar o investimento em melhorias para o uso racional dos elementos.

“A medição é imprescindível para alcançarmos três objetivos estruturantes: conhecer o consumo típico e a perda, valorizar as boas práticas de uso racional de água e energia e responsabilizar consumidores e fornecedores”, finalizaram Carmela e Braga.

Outras novidades tecnológicas que contribuem para economizar energia foram apresentadas por Helmo Morales Paredes, doutor em engenharia elétrica e docente do curso de Engenharia de Controle e Automação da Unesp. São as microrredes inteligentes (smart micro-grid). “Esse conceito não envolve apenas medição eletrônica, é a integração dos sistemas computacionais, mini e micro geração distribuída (energias renováveis) e automação de redes”, explicou Paredes. “Por exemplo, sistemas de telecomunicação, que captam informações da operação em tempo real, contribuem para a otimização dinâmica do sistema elétrico da empresa, e a tecnologia de informação abrange todos os controles de gestão das companhias.”

Para Hermes José Gonçalves Júnior, docente do curso de Tecnologia em Sistemas Embarcados e coordenador do Laboratório de Eficiência Energética da Faculdade Senai de Tecnologia, em Porto Alegre-RS, as energias renováveis também se destacam com alta inovação. A instituição desenvolve pesquisa aplicada em geração e condicionamento de energia proveniente de fontes alternativas e renováveis.

Finalizando a parte tecnológica, Marlon Cavalcante Maynart, docente de engenharia ambiental e sanitária do Centro Universitário Senac, informou que diversos estudos são realizados para aperfeiçoar o sistema de tratamento por osmose reversa, como o desenvolvido por ele em seu doutorado em ciência e tecnologia/química na Universidade Federal do ABC com tecnologia eletroanalítica que possibilita identificar contaminantes, como pesticidas em óleo, exemplo do petróleo.

Há quem diga que a economia de água e energia é muito mais uma questão de atitude que de tecnologia, como Alexandre Marco da Silva, pós-doutor em ecologia, ciências ambientais e engenharia sanitária, livre-docente e professor da Unesp. “É preciso trabalhar em prol da melhoria da educação, incentivo, comprometimento das pessoas para economizar água e energia elétrica, mostrando as contas do mês anterior e atual, evidenciando ganhos e perdas, desde o faxineiro ao presidente da indústria.”

Como enfrentar a crise

Algumas dicas dos especialistas para reduzir o gasto com água e/ou energia; afinal, a crise tem de servir também para mudar o comportamento das empresas e da sociedade em geral.

  • Para um planejamento eficiente se faz necessário mapear o uso da água e energia conforme equipamentos, atividades, ambientes, etc., chegando às prioridades. Esse processo deve ser construído com as pessoas que participam das atividades.
  • Substituir máquinas e equipamentos ineficientes e planejar consumo adequado de seus energéticos.
  •  Manutenção frequente dos ativos.
  •  Alteração de energéticos. Exemplos: energia solar, gás natural, biomassa, resíduos industriais.
  •  Cogeração de energia.
  •  Combate intenso ao desperdício.
  •  Reduzir o consumo e trocar produtos, como torneiras, mangueiras, chuveiros e descargas, por versões mais eficientes.
  •  Aumentar o reúso: coletar e tratar a água de chuva e esgoto.
  •  Uso de poços artesianos e de águas subterrâneas.
  •  Apagar as luzes e desligar os aparelhos de ar-condicionado em ambientes vazios;
  •  Usar lâmpadas econômicas.
  •  Colocar sensor de presença em locais de passagem, como corredores e garagens;
  •  Aproveitar a luz natural.
  •  Ações de conscientização, como oferecer palestras para funcionários e clientes.
  •  Valorizar ideias e atitudes que contribuem para o uso parcimonioso.
  •  A gerência deve estabelecer metas de caráter ambiental. A distribuição dos lucros para a equipe pode estar associada a essas novas metas.
  •  Apresentação trimestral dos dados.

Mais um desafio para o Brasil em 2015: tornar-se exemplo de boas ações a favor do meio ambiente.

Brasil sediará 1ª edição latina de feira de tecnologias ambientais

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no São Paulo Expo, na cidade de São Paulo, será realizada a primeira edição na América Latina da Pollutec – Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais, organizada pela Reed Exhibitions Alcantara Machado. Bianual de origem francesa, também já promovida em Marrocos e Argélia, contemplará tratamento de água e efluentes; gestão de resíduos, reciclagem e limpeza; eficiência energética; remediação de áreas contaminadas; medição, monitoramento, análise; e gerenciamento de riscos.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento, assim como visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.

 


Driblando as crises a partir de novas tecnologias

A indústria brasileira tem, neste ano, a difícil tarefa de enfrentar, além da crise econômica, as crises hídrica e energética, todas de uma só vez. Para driblar essa conjunção de fatores, a indústria precisa se planejar e ainda administrar de forma eficiente recursos como água e energia, indispensáveis à atividade industrial.

Para ajudá-lo a enfrentar mais esse desafio, a equipe editorial de NEI pesquisou novas tecnologias que contribuem para o uso eficiente da água e energia nos processos industriais. O resultado desse trabalho compõe a seção Água e Energia, que reúne soluções inéditas para melhor aproveitamento dos recursos e que colaboram para a redução de custos, principalmente de energia. Além disso, clique aqui para conhecer as tendências tecnológicas desses segmentos, na opinião de especialistas acadêmicos da área, e suas recomendações, entre elas, medição e monitoramento full time, facilitado pelo avanço tecnológico de hardwares, softwares e sensores. Uma série de dicas para reduzir custos com água e energia também complementa a reportagem.

Trazemos ainda neste mês as novidades na área da Embalagem, setor presente em toda cadeia industrial e que representa parcela significativa dos custos de produção. Neste ano, o segmento deverá movimentar, no Brasil, algo em torno de R$ 58 bilhões, 6% a mais que em 2014, portanto estar bem equipado nesse quesito é fundamental para a competitividade imposta pelo mercado. As novas matérias-primas, máquinas e equipamentos podem, sem dúvida, contribuir para o esforço de renovação dos processos de embalagem. 

Sempre há soluções para melhorar os processos produtivos, otimizar a performance das máquinas, reduzir perdas e custos. Novas tecnologias são introduzidas com frequência no mercado global, por isso NEI pesquisa diariamente os lançamentos de produtos e visita feiras no Brasil e no exterior. Como exemplo, visitamos recentemente a Hannover Messe 2015 para conhecer os últimos avanços, entre eles os relacionados às energias renováveis, que serão divulgados nas próximas edições. Nesses megaeventos percebemos que tecnologias que pareciam distantes, como os robôs colaborativos, por exemplo, despontam agora como realidade palpável e tecnicamente amadurecida. Conceitos como a indústria 4.0 ganham força e aos poucos vão sendo incorporados aos processos industriais.

Fica evidente que uma corrida tecnológica está em curso. O esforço para a atualização do parque fabril brasileiro é necessário e urgente. É preciso começar. E conhecimento é fundamental nesse processo!


Por que modernizar o parque fabril?

A idade média dos equipamentos e instalações nas empresas brasileiras é de 17 anos, aponta o último estudo da manutenção no Brasil realizado pela Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – Abraman. Equipamentos e máquinas com essa idade são considerados de 30 a 40% menos eficientes e consomem geralmente mais energia, prejudicando a melhoria de produtividade e de eficiência energética. O alerta, feito pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, reforça a importância da modernização do parque industrial, principalmente no momento em que as questões energética e hídrica impõem novos desafios e a adoção de soluções tecnológicas mais eficazes que façam uso inteligente dos recursos naturais.

Para apoiá-lo a encontrar soluções que colaborem para a melhoria dos processos produtivos, reunimos nesta edição 75 lançamentos que serão apresentados na Feimafe 2015 – Feira Internacional de Máquinas ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura, que acontece em São Paulo, neste mês. Com a edição de abril de NEI, totalizam mais de 110 novas soluções, pesquisadas antecipadamente pela equipe editorial junto aos expositores. É uma oportunidade de conhecer novas máquinas e equipamentos e linhas recém-aprimoradas pelos fabricantes. Além dos produtos da Feimafe 2015, há lançamentos dos mercados internacional e nacional.

Neste mês também trazemos a opinião de especialistas sobre as tecnologias em destaque na indústria metalmecânica. A simulação total de operação de máquinas-ferramenta e sua integração em ambiente de fábrica 4.0 são avanços atuais de grandes centros de pesquisa na Europa, como nos informa o professor Stoeterau, da Poli, USP. E, mais uma vez, a preocupação com a redução do consumo de água e energia nas máquinas também foi apontada como tema relevante para reduzir os custos na indústria, como destacou o professor Durval Braga, da Universidade Federal de São João del-Rei.

Na próxima edição de NEI, os temas Água e Energia ganharão uma seção especial, reunindo soluções em máquinas e equipamentos que contribuem direta ou indiretamente para o uso eficiente desses recursos naturais. Estamos atentos a tudo o que tem acontecido no mercado industrial, por isso podemos ajudar sua empresa a encontrar soluções inteligentes que preparem melhor a indústria para o futuro.


Soluções para reduzir custos

Esta edição da Revista NEI apresenta as novidades em produtos de duas grandes feiras industriais: a Feimafe 2015, a mais importante da América Latina em máquinas-ferramenta, que acontece em maio, em São Paulo, e que estamos antecipando nessa edição; e a Hannover Messe, da Alemanha, que ocorre este mês, considerada a maior e mais expressiva feira industrial do mundo, focada em soluções para as fábricas inteligentes e energias renováveis.

As seleções de novos produtos desses dois megaeventos, pesquisados pela equipe editorial de NEI Soluções, têm como objetivo levar até você soluções que contribuem para a melhoria de processos e, consequentemente, a modernização do parque fabril, principalmente num momento crítico para a indústria, em que a redução de custos – grande parte proporcionada pela introdução de novas tecnologias – é prioridade número 1.

iconeA adoção de novas máquinas e equipamentos com certeza incrementa toda a atividade produtiva. O momento exige maior eficiência das empresas e também maior responsabilidade ambiental. As crises hídrica e energética atuais, por exemplo, requerem soluções urgentes para uso eficiente da água e energia. A indústria responde por cerca de 43% do consumo de energia elétrica e já está pagando taxas altíssimas pelo seu uso. Economizar é uma medida urgentíssima! Para ajudar a indústria a encontrar produtos que colaborem direta ou indiretamente para a economia desses recursos, vamos identificar com um ícone, a partir dessa edição, máquinas e equipamentos que possuem tecnologias voltadas para esse fim. Serão identificados apenas os produtos divulgados no espaço editorial e selecionados pelos editores de NEI.
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A indústria está preocupada em produzir melhor, com menor custo e de modo mais eficiente e responsável. O momento é de ajuste e requer de cada empresa empenho para rever processos e investir em soluções que proporcionem melhoria contínua de processos, a curto, médio ou longo prazo.

Precisamos, juntos, buscar soluções. Compartilhe conosco o que sua empresa está fazendo para economizar água e energia. Que medidas e novas tecnologias está adotando para o uso eficiente desses recursos? Os cases recebidos serão avaliados pelos editores de NEI e poderão ser divulgados aqui, no blog.nei.com.br, ajudando outras indústrias a superar mais esses desafios. Envie sua sugestão pelo e-mail editornei@nei.com.br.


Brasil sediará em 2016 a primeira edição latina da Pollutec

A data e o local estão marcados. De 12 a 14 de abril de 2016, no novo espaço de eventos, o São Paulo Expo, antigo Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo-SP, será realizada a primeira edição na América Latina da feira bianual de origem francesa Pollutec. Já promovida também no Marrocos e Argélia, a Feira Internacional de Tecnologias e Soluções Ambientais é dedicada a apresentar as mais recentes inovações para o setor ambiental no mundo.

São esperados 100 expositores e mais de quatro mil visitantes. Palestras farão parte do evento com os temas: Cidade sustentável, Indústria sustentável e competitiva, Desafios do setor de saneamento no Brasil e na América Latina, Economia circular e verde e Melhores práticas internacionais. Visitas técnicas em empreendimentos sustentáveis completarão a programação.

No Brasil, a organização e a promoção são da Reed Exhibitions Alcantara Machado, que conta com apoio da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária – Abes para realizar esse evento. O anúncio da nova feira foi feito nessa quarta-feira em encontro para convidados na cidade de São Paulo. Para mais informações, acesse http://www.pollutec-brasil.com/.


Sebrae-SP disponibiliza cartilha para incentivar mudanças sustentáveis nas empresas

O material “Os primeiros passos de uma empresa sustentável”, que visa orientar empresários das micros e pequenas empresas a adotar práticas sustentáveis, está disponível no site do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo – Sebrae-SP. A cartilha foi lançada neste mês durante a 12ª Conferência de Produção Mais Limpa e Mudanças Climáticas da Cidade de São Paulo.

Apresenta capítulos especiais sobre três itens: água, resíduos sólidos e energia. O leitor encontra informações sobre a importância de economizar ou reaproveitar tais recursos e as consequências dessa ação para a competitividade do negócio, além de questionário para avaliar o desempenho da sua empresa.

“A ideia é estimular o empresário para que ele adote práticas orientadas ao equilíbrio entre eficiência econômica do negócio, responsabilidade social e proteção ambiental”, explicou Bruno Caetano, diretor-superintendente do Sebrae-SP.

Quem pretende adotar práticas ambientais em seus negócios pode acessar a cartilha pelo http://migre.me/gglWy.