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Ugas Brazil Forum 2013: mercado está otimista para explorar gás de produção não convencional no Brasil

Representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP, Ministério de Minas e Energia – MME, Cemig, Secretaria de Desenvolvimento de Estado de Minas Gerais e outras entidades públicas e privadas do setor petroleiro brasileiro participaram do primeiro dia de apresentações de debates do Fórum Nacional de Exploração de Gás Não Convencional – UGas Brazil Forum 2013. Questões essenciais para o setor foram abordadas, como regras, desenvolvimento da cadeia de valor, financiamentos de projetos e inovações tecnológicas para explorar estas novas reservas. Para os especialistas do setor, o gás de xisto (também conhecido como folhelhos) é um dos principais itens que vai impulsionar o desenvolvimento da indústria petroleira.

Dorothea Werneck, secretária de Estado (MG), disse que o gás de produção não convencional será um dos vetores de desenvolvimento regional nos próximos anos e, inclusive, está na lista de prioridades no plano de desenvolvimento industrial de Minas Gerais. Além disso, Symone Christine de Araújo, diretora de gás natural do Ministério de Minas e Energia, afirmou que o governo federal pretende incentivar a exploração deste insumo em âmbito nacional.

Outro importante impulso para o setor será a 12º rodada de leilões a realizar-se em novembro. Segundo Helder Queiroz, diretor da ANP, o foco das novas rodadas será as bacias terrestres. Serão 240 blocos, entre jazidas maduras e novas fronteiras.

Financiamentos específicos para quem deseja investir na exploração de gás não convencional também foi destacado. Entre os bancos apoiadores, estão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, Caixa Econômica Federal, Agência Brasileira de Inovação (Finep) e Banco Votorantim.

O UGas Brazil Forum 2013 termina hoje (20). Indústria consumidora de gás natural, operadoras que já atuam na exploração destas novas reservas, líderes do setor de geração termelétrica e especialistas nos desafios ambientais são os representantes do dia. Para mais informações, acesse aqui.


Agência Nacional do Petróleo publica anuário com dados de 2003 a 2012

A Agência Nacional do Petróleo – ANP publicou na última segunda-feira (29/07), em seu site, o Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2013, com dados estatísticos sobre o desempenho da indústria e do sistema de abastecimento nacionais no período de 2003 a 2012.

De acordo com a ANP, o destaque do anuário é o recorde da produção bruta de gás natural no Brasil, que atingiu em 2012 70,8 milhões de m²/dia – um crescimento de 7,3% frente a 2011. Outros dados expressivos são a redução de queimas e perdas (-17,8%) e do volume de gás reinjetado nos poços (-12,3%), que contribuíram para uma produção líquida 16,5% maior em relação a 2011, somando 46,5 milhões de m²/dia. A produção de petróleo e gás natural a partir do pré-sal também aumentou em 2012, atingindo em dezembro de 2012, respectivamente, 247 mil barris/dia e 7,9 milhões de m²/dia.

Mais inovação. Os investimentos obrigatórios da cláusula de Pesquisa e Desenvolvimento – P&D somaram R$ 1,2 bilhão em 2012 e o Programa de Recursos Humanos da ANP – PRH-ANP disponibilizou R$ 59,8 milhões para a concessão de bolsas de estudos e taxa de bancada nas universidades.

Mais incentivo público. Em 2012, as participações governamentais bateram recordes, atingindo R$ 31,8 bilhões. Deste total, R$ 15,6 bilhões são royalties e R$ 15,9 bilhões são participações especiais.

Para acessar a versão online do Anuário Estatístico 2013, clique aqui.


Recordes nacionais: processamento de petróleo e gás natural

A Petrobras bateu o recorde diário de processamento de petróleo em suas 12 refinarias brasileiras. A carga refinada no dia 30 de março alcançou 2,137 milhões de barris, elevando em 12 mil a marca de 2,125 milhões de barris registrada no último dia 3 de março. As informações foram divulgadas pela empresa no início desta semana.

Grande parte do resultado é atribuído à maior refinaria da Petrobras, a de Paulínia (SP), cuja capacidade de processamento atingiu 396 mil barris por dia. No exterior, a companhia tem três refinarias, cujo processamento é reduzido.

Além disso, o País bateu recorde em fevereiro na produção de gás natural, atingindo 76,5 milhões de metros cúbicos por dia. O recorde anterior havia sido obtido em dezembro do ano passado, com média de 76,2 milhões de m³/dia. Na comparação com fevereiro de 2012, houve aumento de 14,1%. As informações também foram divulgadas nesta semana pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP.

O campeão em produção é o Campo de Manati, na Bacia de Camamu (BA), que apresentou média de 6,6 milhões de metros cúbicos por dia.

Dos 20 maiores campos de petróleo, 18 são operados pela Petrobras e dois por empresas estrangeiras: Peregrino, pela Statoil, e Ostra, pela Shell. Dos 20 maiores campos de gás, apenas um não é operado pela Petrobras: o de Gavião Real, da OGX Maranhão.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Produção de petróleo e gás da Petrobras no Brasil cresceu 3,1 % em setembro

28, outubro, 2011 Deixar um comentário

A produção de petróleo e gás natural da Petrobras no Brasil e no exterior em setembro foi de 2.591.624 barris de óleo equivalente por dia (boed). Esse resultado ficou 2,43% acima do volume registrado no mesmo mês de 2010 e foi 1,41% maior que o volume total extraído em agosto deste ano.

Considerados apenas os campos no Brasil, a produção média de petróleo e gás alcançou 2.353.057 boed, indicando um aumento de 3,1% em relação a setembro do ano passado e de 1,3% quando comparado a agosto deste ano. Contribuíram para o crescimento a entrada em produção de novos poços nas plataformas P-25 (Albacora), P-57 (Jubarte) e P-56 (Marlim), todas na Bacia de Campos; a retomada do teste de longa duração (TLD) do poço 1-ESS-103 (Jubarte), na parte capixaba da Bacia de Campos; e o retorno das plataformas P-20 e P-35 (Marlim), que estavam paradas para manutenção.

A produção exclusiva de petróleo dos campos nacionais chegou a 2.002.237 barris diários. Esse resultado reflete um acréscimo de 3% sobre setembro de 2010 e de 2% em relação à produção de agosto do corrente ano.

A produção de gás natural dos campos nacionais atingiu, em setembro, 55 milhões 776 mil metros cúbicos diários, indicando um aumento de 3,7% em relação ao mesmo mês do ano passado.

O volume de petróleo e gás natural dos campos situados nos países onde a Petrobras atua chegou a 238.567 boed em setembro. O resultado indica um crescimento de 2,2% comparado a agosto de 2011. Este aumento se deve à normalização na produção do reservatório D no Campo de Akpo, na Nigéria.

A produção de gás natural no exterior foi de 16 milhões 805 mil metros cúbicos, registrando um acréscimo de 5,1% em comparação ao volume de gás em setembro de 2010. Isso ocorreu em função da maior demanda pelo gás boliviano e maior produção nos campos de gás na Argentina.
A produção só de petróleo no exterior em setembro deste ano foi 5,7% superior à de agosto do mesmo ano.

O quadro mostra a produção por estado do Brasil e por região do exterior em setembro de 2011.

Observações:
* Produção Consolidada refere-se à produção proveniente das empresas controladas pela Petrobras.
** Produção Não-Consolidada refere-se à produção proveniente de empresas onde a Petrobras detém participação, mas não o controle.

Por solicitação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Petrobras informa, ainda, que a produção total divulgada ao órgão regulador foi de 8.975.384,55 m³ de óleo e 1.894.735.507,61 m³ de gás natural em setembro de 2011. Esses volumes correspondem à produção total das concessões em que a Petrobras é operadora. Além disso, não estão incluídos os volumes do xisto, LGN e produção de parceiros em concessões onde a Petrobras não é operadora.


Conteúdo Local é destaque em Conferência Internacional da Brasil Offshore

20, junho, 2011 Deixar um comentário

A plenária “Dos campos maduros ao novo desenvolvimento do pré-sal: desafios e oportunidades offhsore no Brasil”, que aconteceu na Conferência Internacional de Petróleo e Gás reuniu importantes nomes do setor Offshore, como Petrobras, Chevron, Schlumberger, Sinaval, ANP, ONIP e Wilson, Sons. Entre os assuntos mais abordados pelos palestrantes estavam o investimento em tecnologia, especialização e o conteúdo local.

Para o representante da ANP, Marcelo Borges de Macedo, Chefe da Coordenadoria de Conteúdo Local, é importante que as empresas sigam corretamente as regulamentações. “Conteúdo local não é reserva de mercado, adotamos esse critério para o desenvolvimento do parque industrial brasileiro e para a geração de empregos”, afirmou. O mesmo discurso foi reforçado pelo Sinaval (Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore), através do Secretário-Executivo, Sérgio Leal. “Precisamos construir no Brasil tudo o que pudermos. Com as regras de conteúdo nacional, todo mundo sai ganhando: o país, o estaleiro, o armador e a população, que terá mais emprego”, disse.

A discussão acerca do tema, porém, gerou opiniões diversas. Para João Felix, vice-presidente de Tecnologia e Marketing da Schlumberger na América Latina, as regras de conteúdo local deveriam ser mais flexíveis. “As metas de conteúdo local muitas vezes embarreiram o desenvolvimento, pois diminui a possibilidade de trazermos tecnologia e pessoas de fora. O conceito de conteúdo local devia mudar para conteúdo nacional, pois temos vários brasileiros trabalhando no exterior e também estamos investindo em centros de pesquisa no Brasil, e isso não conta como conteúdo local”, aponta.

A Petrobras, por meio do Coordenador Corporativo de E&P, Eduardo Alessandro Molinari, citou a parceria da empresa com mais de 120 universidades e o Cenpes, seu centro de pesquisa no Rio de Janeiro, que vai receber novos vizinhos em breve, entre eles, as empresas Halliburton, TenarisConfab, Siemens, EMC Computer Systems, Baker Hughes, FMC Technologies, Usiminas e BG. Carlos Camerini, Superintendente de Tecnologia da Onip, também lembrou que os fornecedores menores são os que mais encontram dificuldade de acesso à tecnologia.

Em relação aos desafios na área de RH, Patrícia Pradal, Diretora de Desenvolvimento de Negócios da Chevron, destacou a necessidade de investimento em qualificação profissional. “No Brasil, há um grande gap na área de Recursos Humanos. Se cada um de nós puder exportar nossa expertise, por exemplo, a partir da parceria com universidades, todos têm a ganhar. Assim podemos acompanhar o desenvolvimento das tecnologias necessárias para o setor.

Encerrando, Renata Pereira, da Wilson, Sons, lembrou que outro grande desafio no Brasil é a logística. “O país tem dimensões continentais, o que torna a logística complexa, principalmente no que diz respeito a armazenamento e transporte de pessoas e equipamentos”.

Assista aqui os vídeos da cobertura de NEI Soluções na Brasil Offshore:

Brasil Offshore – Ilha de Válvulas – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.

Brasil Offshore – Sistema de detecção de fumaça, chama e gás – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.

Brasil Offshore – Válvula de Esfera Bipartida – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.


Inmetro inaugura laboratórios de Velocidade de Fluidos e de Vazão de Líquidos

11, agosto, 2010 Deixar um comentário

O Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade (Inmetro) inaugurou, no Campus de Laboratórios de Xerém, no Rio de Janeiro, os laboratórios de Velocidade de Fluidos e de Vazão de Líquidos, parceria com a Petrobras, por meio da Rede Temática em Metrologia regulamentada pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustível), e com a Finep (Financiadora de Estudos e Pesquisas), e o Laboratório de Computador de Vazão, com recursos do próprio Inmetro. Os laboratórios darão maior independência ao país, oferecendo mais agilidade e reduzindo custos para a indústria nacional, sobretudo nos setores de óleo e gás, garantindo rastreabilidade às medições. “Esta parceria é muito importante para todos nós. É o que precisamos para o Brasil e para o desenvolvimento da sociedade”, citou João Jornada, presidente do Inmetro, durante a apresentação.

O Laboratório de Vazão de Líquidos oferece maior confiabilidade aos sistemas de calibração – isto é, de determinação de erros e incertezas de instrumentos – para medidores de vazão de líquidos, mesmo em pontos de difícil acesso, como plataformas de petróleo. Já o Laboratório de Velocidade de Fluidos provê mais confiança às medições de escoamento, valendo-se de aparatos e instrumentos de última geração, que possibilitam, entre outros, ensaios de desempenho aerodinâmico de veículos terrestres e aviões. O laboratório também atua na validação de teorias por meio de experimentos e simulações computacionais, aplicada, por exemplo, ao processo de escoamento de petróleo e gás em tubos horizontais durante a extração, o que otimizaria o dimensionamento da tubulação para a exploração, permitindo maior produtividade e menor gasto de energia.

“A confiabilidade e a aceitação dessas medições interessam aos municípios, aos estados e à União, por receberem royalties e tributos pela quantidade de petróleo e gás natural produzida e transportada. Da mesma forma, as empresas de petróleo e gás necessitam saber com exatidão a produção e o valor de royalties a pagar, enquanto as transportadoras precisam saber a quantidade que receberam e entregaram. Já as distribuidoras têm igual interesse em saber com precisão o volume recebido e entregue aos consumidores finais”, explicou Humberto Brandi, diretor de Metrologia Científica e Industrial do Inmetro, área que ficará responsável pelos laboratórios de Velocidade de Fluidos e de Vazão de Líquidos, durante a cerimônia.

Uma iniciativa com investimento do Inmetro, o Laboratório de Computador de Vazão vem fortalecer o Controle Metrológico Legal nas medições de vazão e volume de petróleo, gás e biocombustíveis. “Neste laboratório, validamos os cálculos das conversões e totalizações, além dos registros dos dados computados e demais características metrológicas dos computadores de vazão que compõem as estações de medição, oferecendo segurança das informações coletadas, imprescindível para o pagamento de royalties do petróleo, por exemplo”, explicou Renato Ferreira Lazari, chefe da Divisão de Fluidos da Diretoria de Metrologia Legal, responsável pelo laboratório.

Com 940 metros quadrados de área construída, os laboratórios de Velocidade de Fluidos, de Vazão de Líquidos e de Computador de Vazão oferecerão, também, maior confiabilidade na medição durante a captação, a distribuição e a quantificação de água para abastecimento doméstico ou industrial; nas medições de produção da indústria de bebidas; nos estudos dos movimentos oceânicos e atmosféricos; e nas medições para a produção de fármacos, entre outros.