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Textos com Etiquetas ‘automóveis’

Nissan inicia atividades no complexo industrial em Resende

Começam as produções em série no complexo industrial da Nissan em Resende-RJ, com 220 mil m2 de área construída. O investimento de R$ 2,6 bilhões originou planta com ciclo de produção completo, da área de estamparia até as pistas de testes, incluindo chaparia, pintura, injeção de plásticos, montagem e inspeção de qualidade. As atividades iniciam com a fabricação do novo automóvel New March e do motor 1.6, 16 V, flexfuel – equipado com bloco de alumínio. No total, tem capacidade para produzir até 200 mil veículos e 200 mil motores por ano.

Além das fábricas, a empresa montou área ao lado da unidade de Resende para receber fornecedores, que já abriga quatro fabricantes de autopeças. Outros dois operam dentro da fábrica de veículos. A expectativa é incluir mais fornecedores no complexo. Assim, além de reduzir os custos com logística e deixar a produção mais ágil, a Nissan pretende aumentar gradativamente o índice de integração local de peças de seus veículos e motores produzidos no Brasil. O objetivo é chegar a quase 80% até 2016.

Cerca de 1.500 pessoas já trabalham na área e a previsão é somar dois mil empregos diretos. Todos os funcionários da nova unidade passaram por formação no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai de Resende e dentro da Nissan. Além disso, mais de 300 tiveram treinamento de até três meses fora do País, em fábricas da companhia no Japão, México, Estados Unidos e Inglaterra. No último ano, para a realização da capacitação técnica dos funcionários, a empresa investiu R$ 9 milhões.

No total, 88 robôs são usados na linha de produção. Na maioria das áreas, o transporte dos automóveis durante o processo é realizado por Automatic Guided Vehicles – AGVs, pequenos robôs autoguiados que conduzem carrinhos de peças e plataformas.

A estamparia conta com linha de prensas com quatro estágios, sendo o primeiro estágio de 2.400 toneladas e os três restantes com 1.000 toneladas cada. A área dispõe de tecnologia de transferência em V-Transfer, em que as peças são transferidas de uma estação para outra automaticamente.

“Nossa meta é atingir 5% de participação de mercado, ser a primeira entre as marcas japonesas e a líder em qualidade de produtos e serviços no Brasil até 2016”, afirmou Carlos Ghosn, presidente e CEO global da Nissan.


Brasil se manterá entre os maiores mercados de automóveis até 2020, revela estudo

Os países do BRIC continuarão a dominar os rankings de vendas de automóveis no futuro, aponta o relatório da KPMG “Mercado varejista global de automóveis”, que fornece informações, análises e previsões até 2020. “O Brasil, que hoje ocupa a quarta colocação, deve manter essa posição até 2020, com algumas oscilações nos próximos dois anos”, afirmou Charles Krieck, da KPMG. “O País possui mercado com grande potencial de expansão de consumo, e as montadoras têm enxergado ótimas oportunidades de investimentos no Brasil, inclusive em novas plantas.”

De acordo com o relatório, prevê-se aumento nas vendas de carros na China em mais de 60% até 2020, quase duas vezes mais a taxa esperada de crescimento para a Europa Ocidental e quatro vezes mais para a América do Norte. “De acordo com nossas estimativas, em 2020, quase um em três carros fabricados será vendido na China,” disse Krieck.

A Índia terá ascensão “meteórica”, com taxa ao redor de 300% até 2020. Mas é preciso destacar que o país teve patamar relativamente baixo, de 3,6 milhões de vendas de veículos leves, em 2013. “A característica mais importante dos mercados chinês e indiano é que essas taxas de crescimento parecem ser razoavelmente sustentáveis no longo prazo”, complementou o executivo.

Apesar de as vendas terem se deslocado para mercados emergentes, o relatório revela que o centro da fabricação de automóveis provavelmente permanecerá nos Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia, com três dos quatro novos carros originários desses mercados em 2020.

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui.


Honda confirma segunda fábrica de automóveis no Brasil. Investimento será de R$ 1 bi

planta_hondaA Honda construirá uma nova fábrica de automóveis no Brasil, em Itirapina (SP). A cidade do interior paulista, que possui cerca de 15 mil habitantes, fica a 200 quilômetros da capital do Estado e a 115 quilômetros da outra fábrica de carros da Honda, em Sumaré (SP). A nova planta terá capacidade produtiva de 120 mil veículos por ano, dobrando a capacidade nacional da companhia. A previsão é iniciar as operações em 2015.

Somando terreno de 5,8 milhões de m², aquisição de máquinas e equipamentos e construção das instalações, a Honda prevê investir R$ 1 bilhão. Cerca de 2.000 profissionais serão contratados para contribuir na produção de um veículo compacto (estilo Honda Fit). Com a nova unidade, o investimento acumulado da Honda (automóveis) no Brasil atingirá R$ 3,5 bilhões.

Meio ambiente. A preocupação com os aspectos e impactos ambientais estará presente na nova unidade da Honda. Entre as tecnologias e processos previstos para minimizar as emissões de poluentes, está a pintura a base d’água que promete utilizar menos tinta, reduzindo a emissão de gases.

Centro de Pesquisa. Até o final deste ano a Honda promete inaugurar um Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Automóveis, nas dependências da fábrica de Sumaré. Em nota, a empresa diz que “o objetivo é fortalecer o desenvolvimento de produtos, atender às necessidades dos consumidores brasileiros e aumentar a nacionalização de componentes”.


Venda e fabricação de veículos batem recordes

Neste semestre, o País bate recorde de venda e de produção de automóveis novos, entre veículos leves, caminhões e ônibus, informou a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores – Anfavea. No acumulado do ano, 1,8 milhão de unidades foram vendidas. O recorde anterior foi registrado em 2011, quando o setor licenciou 1,73 milhão de veículos. Já a fabricação totalizou 1,85 milhão de automóveis, número que supera o recorde de 2011, quando o Brasil produziu 1,737 milhão.

A comercialização no mês de junho também foi recorde. “Foram vendidos 318,6 mil veículos novos, foi o segundo melhor junho de toda a história do setor”, destacou Luiz Maon Yakibu Junior, presidente da associação.

Outro balanço divulgado pela entidade foi o da venda de veículos flex. Foram licenciadas, desde o lançamento dos primeiros modelos, em 2003, 20 milhões de unidades. “O veículo flex nacional é diferente do de qualquer outro lugar do mundo”, disse o presidente. “Na minha visão, é muito mais tecnológico porque permite a mistura de gasolina e álcool em qualquer proporção. Em outros mercados, que dizem que têm veículos flex, não existe essa possibilidade.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


AGC inicia obras da sua primeira fábrica no Brasil

A AGC, empresa focada na fabricação de vidros, produtos químicos e materiais de alta tecnologia, investirá R$ 800 milhões para construir sua primeira fábrica no Brasil, em Guaratinguetá, São Paulo. Prevista para inaugurar em 2013, a fábrica produzirá vidro para construção civil e segmento automotivo.

Em 2016, a empresa pretende contar com aproximadamente 500 funcionários, produzindo anualmente 220 mil toneladas de vidro para construção civil e vidros automotivos para mais de 500 mil carros.

“Nós, do Grupo AGC, pretendemos ficar no Brasil por um longo período e fornecer ao país produtos e serviços de avançada tecnologia, agora fabricados no Brasil por brasileiros para os clientes brasileiros”, comemora Kazuhiko Ishimura, presidente e CEO do Grupo AGC.


Volkswagen registra recorde de produção e anuncia investimentos de R$ 8,7 bilhões até 2016

Entre automóveis e comerciais leves, a Volkswagen do Brasil produziu 828.444 unidades em 2011, registrando recorde histórico. Foram 2.623 unidades a mais em relação ao índice registrado em 2010. Do total, 178 mil unidades foram exportadas para 10 países. “Estar no posto de maior fabricante de veículos do Brasil é um orgulho para a marca e seus colaboradores e, principalmente, reforça o compromisso com o País e nos motiva cada vez mais a buscar inovações para desenvolver, produzir e vender veículos que atendam as expectativas do nosso público”, comemora Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil.

Evolução de produção da Volkswagen do Brasil (2007-2011)

O recorde histórico consolidou a empresa alemã como a maior fabricante de veículos do Brasil, produzindo 22 modelos entre nacionais e importados. Buscando desenvolver novos produtos e ampliar a capacidade de produção, o presidente mundial do grupo, Martin Winterkorn, anunciou que serão investidos R$ 8,7 bilhões até 2016.

 


Brasil quer renegociar acordo automotivo com o México

O governo revê o contrato automotivo com o México, podendo até suspendê-lo, enquanto autoridades mexicanas têm interesse em renegociar os termos do acordo em vigência. Firmado em 2002, o documento permite as importações de automóveis, peças e partes de veículos do México. Uma das ideias é evitar a imposição de tarifas de importação para as compras mexicanas até 2013.

Ainda não há uma definição sobre o assunto. Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior, apenas confirmou no dia 1º de fevereiro as articulações em curso. “O assunto está em discussão no governo”, disse, sem detalhar a proposta.

Pelos dados preliminares do governo, nos primeiros anos do contrato, o Brasil registrou saldo positivo no comércio de automóveis com o México. Mas, nos últimos anos, esse resultado passou a indicar dados negativos. Dos países do Mercosul, o Brasil é o principal importador do México.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Um país desenvolvido precisa de uma indústria de transformação forte

“O atual modelo econômico nos empurra para uma reprimarização. O Brasil está priorizando a exportação de commodities e negligenciando a exportação de bens de maior valor agregado”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ, Carlos Pastoriza, durante sua palestra no NEI International Industrial Conference & Show sob o tema “O papel da indústria líder na cadeia de produção: uma reflexão necessária”. Um dos exemplos citados por Pastoriza foi o do minério de ferro, um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Segundo o diretor, a balança comercial dos setores que possuem o aço como principal matéria-prima (automóveis, máquinas e equipamentos, etc.) é deficitária. A balança comercial da indústria de transformação, no período de 2004 a 2011, acumula déficit superior a US$ 100 bilhões, mostrou o diretor.

“Não existe país desenvolvido que não tenha uma indústria de transformação forte. É bom que o Brasil seja um grande exportador de commodities, mas é preciso que haja políticas que também beneficiem e fortaleçam a indústria de transformação.”, afirmou Pastoriza. O representante da ABIMAQ ainda falou que os fabricantes internos de máquinas estão perdendo market share para os importados. “Qualquer investimento em máquinas é produtivo para o Brasil, mas quando há aumento desbalanceado no investimento de máquinas importadas em relação às nacionais, o País perde”, finalizou.

A ABIMAQ considera como pontos fundamentais para se resgatar a competitividade do setor a redução do Custo Brasil, a desoneração total dos investimentos, a oferta de financiamentos (PSI), o incentivo às exportações, a inovação e o desenvolvimento tecnológico.