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FGV cria centro para estudar energia

20, outubro, 2013 1 comentário

A Fundação Getulio Vargas acaba de criar o FGV Energia. Dirigido pelo engenheiro e professor Carlos Otavio Quintella, o centro pretende formular estudos, políticas e diretrizes de energia e estabelecer parcerias para auxiliar empresas e governo nas tomadas de decisão.

O FGV Energia estudará o setor energético com ênfase nas áreas: petróleo, gás natural, energia elétrica, nuclear, biocombustíveis, fontes renováveis e eficiência energética. O centro dará destaque também para estudos de exemplos internacionais, permitindo identificar elementos fundamentais para o setor no País. Para Quintella, o segmento passa por mudanças significativas em virtude do gás de xisto, que transformará a matriz energética mundial.

Para Quintella, o segmento passa por mudanças significativas em virtude do gás de xisto, que transformará a matriz energética mundial. Na avaliação dele, o setor carece de planejamento de longo prazo, desenvolvimento de negócios e investimentos em linhas de transmissão. “O grande desafio é obter e disponibilizar fontes de energia sustentáveis”, alertou.

Além de especialistas convidados, o FGV Energia possui corpo de pesquisadores provenientes das escolas da instituição.


Estudo pretende viabilizar uso de biocombustíveis na aviação brasileira

Relatório da Boeing, Embraer e Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp, coordenado pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, aponta caminhos que o País deve percorrer para ocupar posição de destaque na indústria mundial de biocombustíveis para aviação. Entre os itens do estudo estão mais pesquisa nas áreas de matérias-primas e produção, logística de distribuição e adequação da legislação. O relatório foi divulgado pelos três parceiros nesta semana, em evento realizado na Fapesp.

O “Plano de voo para biocombustíveis de aviação no Brasil: plano de ação” balizará projetos de pesquisa apoiados pela Fapesp e pelas duas empresas de aviação no âmbito de um acordo de cooperação mantido pelas instituições, com o objetivo de estimular a pesquisa e o desenvolvimento de biocombustíveis para aviação no Brasil. O documento é resultado de uma série de oito workshops realizados entre maio e dezembro de 2012, em São Paulo, Belo Horizonte, Piracicaba, Campinas, São José dos Campos, Rio de Janeiro e Brasília, envolvendo representantes do setor aéreo, de universidades e de institutos de pesquisa, entre outros participantes.

O grande desafio científico e tecnológico hoje, em todo o mundo, de acordo com os pesquisadores, é desenvolver um biocombustível a partir de qualquer biomassa produzida em escala comercial, que tenha custo competitivo e possa ser misturado ao querosene de aviação convencional, sem a necessidade de modificações nos motores e nas turbinas e no sistema de distribuição do combustível aeronáutico.

Uma das principais conclusões do relatório é de que no Brasil há uma série de matérias-primas que se mostram promissores para a produção de bioquerosene. A cana-de-açúcar, a soja e o eucalipto são apontados como os três melhores candidatos para iniciar uma indústria de biocombustível para aviação no País. Isso, no entanto, dependerá do processo de conversão e refino escolhido, destacaram os autores. “Também há outras matérias-primas, como camelina, pinhão-manso, algas e resíduos, que podem se tornar opções viáveis”, disse Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer.

Os pesquisadores também analisaram diversas tecnologias de conversão e refino, como gaseificação, pirólise rápida, liquefação por solvente, hidrólise enzimática de biomassa celulósica e lignocelulósica, oligomerização de álcool para combustível de aviação, hidroprocessamento de ésteres e ácidos graxos, bem como a fermentação de açúcares e dejetos (resíduos sólidos urbanos, gases de combustão, resíduos industriais) em álcoois, hidrocarbonetos e lipídios. Todas essas tecnologias têm potencial e, no Brasil, diversas têm sido testadas para produzir biocombustíveis usados em voos de demonstração no País e também no exterior, ressaltaram os autores.

Combinadas às matérias-primas, essas tecnologias formam matriz de 13 possíveis rotas tecnológicas (pathways) indicadas no relatório como alternativas viáveis à produção de biocombustível de aviação no médio prazo.

Segundo os pesquisadores, a maioria das iniciativas para desenvolver biocombustíveis para aviação no Brasil e em outros países ainda está em estágio laboratorial – de desenvolvimento da tecnologia. Embora várias tenham recebido aprovação da American Society for Testing and Materials, entidade norte-americana certificadora de testes e materiais, nenhuma delas pode ser considerada comercial.

“Além de dificuldades técnicas, precisam ser enfrentadas questões de viabilidade econômica e demonstrados os benefícios ambientais, como a redução das emissões de gases de efeito estufa. É preciso mais pesquisa, desenvolvimento e distribuição para estabelecer tecnologias comerciais de refino de biocombustíveis e distribuição para a aviação”, lê-se no relatório.

Fonte: com informações da Agência Fapesp.


Centro de pesquisa da Boeing no País focará biocombustíveis e biomateriais

O novo Centro de Pesquisa e Tecnologia da Boeing no Brasil será inaugurado neste ano após reforma de um espaço já existente no Parque Tecnológico – São José dos Campos – SP. Sendo o sexto centro de pesquisa da empresa fora dos Estados Unidos, concentrará os trabalhos em biocombustíveis sustentáveis para aviação, gestão avançada de tráfego aéreo, metais e biomateriais avançados e tecnologias de suporte e de serviços.

Será composto por até 12 pesquisadores e cientistas da Boeing que desenvolverão projetos com instituições de tecnologia do governo brasileiro, incluindo o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, e empresas brasileiras, como a Embraer. Além disso, servirá como ponto central de colaboração da empresa com universidades do Brasil, incluindo a Universidade de São Paulo e a Universidade Federal de Minas Gerais.

“Estamos muito animados em dar esse próximo passo para o fortalecimento do nosso relacionamento com a comunidade brasileira de pesquisa para desenvolver tecnologia para o mundo”, disse Donna Hrinak, presidente da Boeing Brasil. “Juntos podemos aumentar a capacidade do Brasil de maneira que beneficie o setor aeroespacial, bem como ajude o País a atingir suas metas de desenvolvimento econômico e tecnológico.”


Fapesp e Peugeot Citroën apoiarão centro de pesquisa para motores a combustão

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp e a Peugeot Citroën anunciam chamada pública de propostas para a seleção de projetos que visam à criação do Centro de Pesquisas em Engenharia voltado para o desenvolvimento de motores movidos a biocombustíveis. Com sede em uma instituição de pesquisa no Estado de São Paulo, o centro terá apoio da Fapesp e da empresa por até dez anos para desenvolver projetos sobre motores de combustão interna, adaptados ou desenvolvidos especificamente para biocombustíveis, e sobre a sustentabilidade dos biocombustíveis.

Entre os temas que serão investigados estão as novas configurações de motores movidos a diferentes biocombustíveis, incluindo veículos híbridos, a redução de consumo e de emissões de gases e os impactos e a viabilidade econômica e ambiental desses combustíveis. O centro agregará integrantes de diferentes universidades e institutos de pesquisa com a missão de executar projetos, formar pesquisadores e disseminar o conhecimento.

O valor previsto para o período de apoio é de até R$ 1,6 milhão por ano, dividido em partes iguais entre as duas parceiras. Mais informações sobre o acordo e a chamada: www.fapesp.br/acordos/pcba

Fonte: Agência Fapesp.


R$ 2,2 bi em negócios e mais de 32 mil visitantes de 40 países resumem o resultado da Fenasucro & Agrocana 2012

7, setembro, 2012 Deixar um comentário

Recém-terminada, a Fenasucro & Agrocana 2012 – XX Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira e X Feira de Negócios e Tecnologia da Agricultura da Cana-de-Açúcar, recebeu 32.914 visitantes de 40 países, número 15% maior em relação à edição de 2011, movimentando R$ 2,2 bilhões em negócios. Foram 530 empresas distribuídas pelos 60 mil metros quadrados de exposição. Os dados são da Reed Multiplus, do Centro Nacional das Indústrias do Setor Sucroenergético e Biocombustíveis – Ceise Br e do Sindicato Rural de Sertãozinho.

Somente nas Rodadas de Negócios Internacional, encontros comerciais organizados pelo Arranjo Produtivo Local do Álcool – Apla e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex, foram realizados US$ 1,6 milhões em negócios e projeção de concretização de negócios para os próximos 12 meses na ordem dos US$ 375 milhões. Aconteceram 448 reuniões entre 55 empresas brasileiras e 58 compradores estrangeiros.

Diante de uma economia instável provocada pela crise internacional, os resultados foram comemorados por Antonio Eduardo Tonielo, presidente de honra da Fenasucro & Agrocana. “A avaliação foi muito positiva e a presença de estrangeiros foi de extrema importância para ampliar os negócios”, diz.

Benefícios para a região
A Fenasucro & Agrocana 2012 gerou 13 mil empregos (diretos e indiretos). Foram R$ 19 milhões em negócios, sendo R$ 5 milhões investidos pela organizadora, a Reed Multiplus, R$ 10 milhões gastos no comércio ou nos serviços locais, e R$ 4 milhões investidos pelos expositores.

O “fim” da Fenasucro & Agrocana
Após 20 anos de Fenasucro e 10 anos de Agrocana, as feiras terão novo formato e nome em 2013. Agora chamada de Nova Fenasucro, a feira será dividida entre processos industriais, transporte e logística, setores agrícola e fornecedores industriais, contemplando a cadeia produtiva do setor sucroenergético. A ideia é unificar a Fenasucro, Agrocana e Forind SP.

Outra novidade será o layout da exposição. Separada por setores, a feira oferecerá novos acessos, nova circulação, áreas verdes e melhorias em infraestrutura. “A setorização otimiza o tempo do visitante, facilitando a procura pelos produtos e o contato com os expositores”, explica Fernando Barbosa, diretor da Nova Fenasucro.

Os encontros comerciais e os debates sobre questões técnicas e políticas do setor serão mantidos pelos organizadores.

Já marcada para acontecer entre os dias 27 e 30 de agosto de 2013, a Nova Fenasucro ocupará uma área de 60 mil metros quadrados no Centro de Exposições Zanini, em Sertãozinho (SP). A expectativa dos organizadores é reunir mais de 500 empresas e receber mais de 30 mil visitantes.


Brasil Offshore: principal feira de petróleo e gás começa daqui a pouco

Em poucas horas, começa em Macaé, RJ, a 6ª edição da Brasil Offshore, principal feira do setor de petróleo e gás offshore do Brasil, que este ano comemora dez anos. A cerimônia de abertura contará com a presença do Presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis – IBP, João Carlos de Luca; do Presidente da Society of Petroleum Engineers – SPE, Alain Labastie; do Diretor Geral da Organização Nacional da Indústria do Petróleo – ONIP, Eloi Fernández y Fernández; e do Presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira. Participam ainda da abertura o Prefeito de Macaé, Riverton Mussi, outras autoridades e representantes da Petrobras e Caixa Econômica Federal.

O evento reunirá cerca de 700 empresas em uma área de 35 mil m² e espera receber entre 14 e 17 de junho 50 mil profissionais qualificados e envolvidos diretamente nas tomadas de decisão e realização de grandes negócios.

Este ano, a Brasil Offshore terá pavilhões exclusivos para os expositores da França, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Estados Unidos e China, entre outros países. Em 2011, a participação internacional cresceu 22% em relação a 2009.

O setor de petróleo e gás está em plena expansão. A Empresa de Pesquisa Energética – EPE prevê que o setor deve receber investimentos de R$ 510 bilhões e que o Brasil destinará 50% de sua produção de petróleo ao mercado externo daqui a nove anos. A projeção faz parte do Plano Decenal de Energia – PDE para o período de 2011-2020. Dos atuais 2,1 milhões de barris diários, o Brasil fará a extração de 6,1 milhões ao dia.

Um estudo coordenado pela Organização Nacional da Indústria do Petróleo – ONIP revela que o setor offshore é composto, na média, por empresas de maior porte quando comparadas às de outros setores. As empresas de bens e serviços que fornecem ao setor faturam, em média, mais de R$ 80 milhões por ano. As que não fornecem faturam apenas R$ 23 milhões.


Assista aqui os vídeos da cobertura de NEI Soluções na Brasil Offshore:

Brasil Offshore – Ilha de Válvulas – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.

Brasil Offshore – Sistema de detecção de fumaça, chama e gás – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.

Brasil Offshore – Válvula de Esfera Bipartida – Clique aqui para mais informações sobre a empresa e o produto.


A sustentabilidade dos incentivos às fontes alternativas renováveis

4, janeiro, 2011 2 comentários

Na área ambiental, o quilowatt mais eficiente é o que não consumimos. Para uma matriz elétrica sustentável não basta boa vontade, ideologia ecológica ou visão ambiental estratégica.

É inegável a importância das fontes alternativas e renováveis sob o aspecto de alternativa para a matriz energética nacional, sob a perspectiva da sustentabilidade ambiental na exploração de fontes com baixa emissão de carbono.

No Brasil, energias renováveis são também as mais competitivas (hidro e biomassa). A adoção de energias renováveis, sem prestar muita atenção aos custos imediatos, pode ser temerária, já que pagar mais por energia ainda não é uma opção desejada pelos consumidores brasileiros.

Porém, existe uma janela de oportunidade excepcional para os biocombustíveis nos próximos anos, atendendo o crescimento da demanda numa conjuntura de escassez de hidroeletricidade e gás natural. O etanol de segunda geração, produzido a partir da celulose, presente nos resíduos da cana-de-açúcar e em outras matérias-primas vegetais, é uma alternativa fundamental para produzir o combustível renovável e fazê-lo em bases sustentáveis sem prejudicar a produção de alimentos. O preço da bioeletricidade tende a aumentar devido ao etanol celulósico, em consequência do custo de oportunidade para o bagaço de cana com essa nova utilidade.

A energia eólica poderá ser uma opção competitiva numa “segunda onda”, com tendência de queda do preço dos equipamentos eólicos para as próximas décadas. Na Europa, o investimento crescente em energia eólica se dá por absoluta falta de alternativa mais viável economicamente, o que não é o caso brasileiro.

A sustentabilidade é um conceito indeterminado. Não dispomos de indicadores objetivos e quantitativos mínimos para avaliar os resultados alcançados. O foco está nos processos de governança e na utilização das melhores práticas técnica e economicamente viáveis e disponíveis.

Comparativamente com outras nações, podemos nos orgulhar do quanto evoluímos em direção a sustentabilidade. Nossas matrizes de geração de energia elétrica e a matriz de energia primária são “limpas”, com baixa utilização de carbono, sendo, portanto, um crédito ambiental, patrimônio da sociedade brasileira. Somos hoje o que muitas nações gostariam de ser amanhã.

O Projeto de Lei Nº 630, de 2003, estabelece incentivos à produção de energia a partir de fontes alternativas renováveis e biocombustíveis; fomenta a realização de pesquisas relacionadas a essas fontes de energia e ao hidrogênio para fins energéticos e institui o Fundo Nacional para Pesquisa e Desenvolvimento das Fontes Alternativas Renováveis.

O maior obstáculo para o avanço das fontes alternativas renováveis é a falta de recursos para financiar os custos de instalação e operação desses empreendimentos. Quando as energias alternativas renováveis estiverem ao alcance de todos e a efetividade climática e a ética de implementação forem inquestionáveis, haverá possibilidades concretas de redução das emissões de CO2.

São fatores críticos de sucesso para a sustentabilidade dos incentivos às fontes alternativas renováveis:

1) A concessão de subsídios com tempo definido, visando evitar onerar desnecessariamente os contribuintes e os consumidores;

2) Mecanismos de inserção aderentes às regras de mercado, com respeito aos contratos existentes, dando preferência a incentivos em lugar de imposições e prioridade às fontes menos onerosas;

3) Uma política industrial para que os complexos industriais fabricantes desses equipamentos se instalem/permaneçam no país.

Apesar dos diversos mecanismos propostos pelo PL 630/03 terem como objetivo o fomento das energias incentivadas, o mesmo apresenta impactos negativos nos demais agentes de geração, com aumento de tarifas de difícil aceitação à sociedade.

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Crédito: Decio Michellis Jr. é licenciado em eletrotécnica pela UNESP, extensão em Direito da Energia Elétrica pela UCAM, com MBA em Gestão Estratégica Socioambiental em Infraestrutura pela FIA/USP.