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Produção de biomassa a partir de tocos e raízes de eucaliptos leva a Eldorado a anunciar investimentos de R$300 milhões em térmica no MS

A fabricante de celulose Eldorado Brasil vai aproveitar tocos e raízes de eucalipto, não utilizados na operação de colheita, para geração de energia a partir de biomassa. A empresa venceu o leilão da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), realizado no final de abril 2016, com o projeto Usina Termoelétrica (UTE) Onça Pintada, que vai gerar energia utilizando cavacos de madeira como principal combustível, com potência instalada de 50 MW. O investimento de R$ 300 milhões na construção da UTE de biomassa prevê gerar mais de 1.000 empregos diretos e indiretos para a região.

Um projeto-piloto de utilização da biomassa extraídas dos tocos e raízes de eucalipto das florestas da Eldorado foi realizado durante quatro meses ao longo de 2015. Esses cavacos de madeira, de elevado poder calorífico –superior ao da cana, por exemplo–, foram processados em térmicas da região de Três Lagoas, evidenciado a viabilidade da biomassa da companhia para geração de energia.

A UTE Onça Pintada será instalada em uma fazenda da companhia em Aparecida do Taboado (MS) e irá iniciar o fornecimento ao sistema elétrico nacional em janeiro de 2021, conforme previsto em leilão. O projeto agora segue para homologação na Aneel.

 


Brasil tem chances de liderar a produção de etanol de segunda geração

Márcio Rebouças, gerente de desenvolvimento de processos da GranBio, disse que serão investidos cerca de R$ 4 bilhões até 2020 no projeto do etanol de segunda geração, o qual deverá ter capacidade anual de produção de 82 milhões de litros. A empresa, cuja planta está instalada no Estado de Alagoas, será a primeira fábrica de etanol do Brasil e do Hemisfério Sul. Deve iniciar em breve suas operações em escala comercial. “Vejo que o Brasil pode assumir essa liderança”, ressaltou Rebouças.

O gerente contou que a GranBio tem na palha de cana sua matéria-prima, mas que está buscando outras variedades, como biomassa a partir do trigo, milho, resíduo de milho e capim. “Pretendemos acessar o açúcar que está na fibra e tentar o melhoramento genético”, contou. O etanol celulósico é desenvolvido na planta da empresa, mas sua obtenção ainda encontra gargalos de caráter tecnológico.

A GranBio foi fundada em 2011. Tornou-se sócia em 2013 do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e depois da Rhodia, para desenvolver bio n-butanol, que será primeiro bioquímico desenvolvido. O centro de pesquisa e desenvolvimento da empresa fica em Campinas, no Technopark.

Fonte: Unicamp.


Unicamp e Shell inauguram laboratório de biomassa

Dia 25 de novembro será inaugurado o Laboratório de Caracterização de Biomassa na Unicamp, construído com o apoio da Shell Brasil Petróleo, que investiu R$ 7,9 milhões, sendo R$ 6 milhões em obras físicas e aquisição de equipamentos. A contrapartida da universidade foi a cessão do terreno e as obras de infraestrutura urbana e sistema de comunicação. A unidade, vinculada à Faculdade de Engenharia Química-FEQ, prestará serviços de análises para docentes e pesquisadores da universidade, bem como para clientes externos, mediante agendamento.

O laboratório dará suporte às pesquisas em torno da biomassa, mas pode servir a quaisquer outras áreas que precisem de caracterização de sólidos, como afirmou a professora Maria Aparecida Silva, uma das idealizadoras do projeto. De acordo com a docente, o laboratório é constituído por equipamentos novos e por alguns que já estavam em operação no Laboratório de Recursos Analíticos e de Calibração da FEQ. “Nós dispomos, por exemplo, desde microscópio eletrônico até microbiorreatores de última geração”, informou Maria Aparecida.

Esse laboratório compõe orçamento anual de mais de US$ 1 bilhão investido pela Shell em pesquisa e desenvolvimento no mundo.  Em dezembro, a companhia espera inaugurar o maior tanque estratigráfico (destinado ao estudo das camadas de rochas) da América Latina, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul.


Energia renovável atingirá 25% da produção mundial em 2018, informa IEA

A produção de energia renovável crescerá 40% até 2018, alcançando 7 mil TWh ou 25% da matriz mundial. Em 2035, a previsão é de que as fontes renováveis superem o gás natural, ficando atrás apenas do carvão na geração de energia. Os dados constam do Relatório de Médio Prazo do Mercado de Energia Renovável, produzido pela Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês).

O documento aponta que o Brasil acrescentará 130 TWh de energia renovável até 2018. Com isso, a matriz nacional será de 600 TWh. Podem contribuir leilões com contratos de venda de energia de longo prazo e financiamento a baixo custo. O potencial de crescimento recai sobre hidrelétricas, parques eólicos e usinas de biomassa de cana-de-açúcar.

De acordo com Paolo Frankl, chefe da Divisão de Energia Renovável da agência, China e Brasil liderarão o incremento das fontes renováveis nos próximos anos. Ele frisou que a expansão do mercado será acelerada mesmo em meio a incertezas sobre os rumos da economia mundial. “Os países emergentes compensarão o menor ritmo de crescimento e a volatilidade dos mercados norte-americano e europeu”, afirmou Frankl.

Fonte: com informações de Furnas.


Etanol 2G de biomassa da cana será produzido em Piracicaba

Unidade de fabricação de etanol de 2ª geração – 2G a partir da biomassa da cana-de-açúcar será construída na Usina Costa Pinto, em Piracicaba-SP, e deve ter capacidade anual de 40 milhões de litros. O projeto utilizará tecnologias para conversão do bagaço e da palha da cana em escala industrial totalmente integradas ao processo de etanol convencional, obtido a partir do caldo da cana-de-açúcar (1G). Será realizado em um prazo de dois anos.

Na nova usina, o processo produtivo englobará as seguintes etapas: (1) pré-tratamento; (2) hidrólise enzimática; (3) fermentação e (4) purificação. As duas últimas tecnologias já são utilizadas em escala comercial na produção do etanol de primeira geração, enquanto as duas primeiras serão desenvolvidas com base nos testes realizados por parceiros tecnológicos no Brasil e no exterior.

A iniciativa receberá financiamento de R$ 207,7 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES com objetivo de possibilitar maior produtividade por hectare plantado. O empreendimento é de propriedade da Raízen Energia, uma associação entre a Cosan, grupo brasileiro de energia e infraestrutura, e a Shell.

Além dessa operação, o BNDES já aprovou financiamento para quatro projetos destinados ao desenvolvimento de etanol 2G, no valor total de R$ 991 milhões.


Alemães procuram parceiros para gerar energia renovável

Representantes de quatro empresas alemãs especializadas em produtos e serviços para a produção de energia a partir de biomassa e biogás visitarão a cidade de São Paulo entre 27 e 30 de novembro em busca de parceiros. Esses profissionais procurarão distribuidores, representantes e clientes cujo perfil contempla todo tipo de organização que produz ou tenha envolvimento com resíduos orgânicos, como produtoras de cana-de-açúcar, processadoras de suco de frutas, indústrias de papel e celulose e de alimentos.

A delegação participará de seminário gratuito sobre energias renováveis no dia 27, no Club Transatlântico, às 9 horas, organizado pela Câmara Brasil-Alemanha. A programação está disponível aqui. As inscrições terminam no dia 26. Após o seminário, nos dias 28 e 29, os alemães visitarão potenciais parceiros já identificados pela câmara.

Ricardo Rose, diretor do departamento de meio ambiente, energias renováveis e eficiência energética da câmara, disse que a biomassa e o biogás são grandes apostas da Alemanha para a produção energética. A intenção é substituir totalmente a energia nuclear da matriz energética por fontes renováveis, ação que deve ser concluída até 2020.

Segundo a câmara, entre 1999 e 2011, o número de unidades de produção de biogás no país europeu saltou de cerca de 700 para 7.200, o que representa capacidade instalada de aproximadamente 2.850 MW em operação, o equivalente à produção de energia de duas usinas nucleares ou abastecimento de cinco milhões de alemães.


Planta-piloto de gaseificação de biomassa deve iniciar operações em 2017

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT está prestes a aprovar financiamento para a planta-piloto de gaseificação de biomassa, que deve ser construída até 2016, para começar a operar no ano seguinte, em Piracicaba (SP). A intenção é de que o financiamento seja composto por R$ 30 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, R$ 30 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, R$ 10 milhões de parceiros industriais e R$ 10 milhões do IPT e do governo paulista. A previsão é de que a tecnologia seja desenvolvida integralmente até 2020 para começar a atuar como comercial.

Segundo Fernando Landgraf, presidente do IPT, a planta-piloto processará 400 mil toneladas anuais de bagaço e palha de cana-de-açúcar. O objetivo é gaseificar o bagaço para depois gerar combustíveis, energia elétrica ou até mesmo biopolímeros.

“As plantas-piloto são difíceis de construir e ainda mais difíceis de operar. Os casos de fracasso se acumulam. Mesmo assim, achamos que o risco é válido, porque o potencial brasileiro de aumento da produção de cana-de-açúcar é tão grande que precisamos investir seriamente em diversas opções bioquímicas e petroquímicas”, disse Landgraf.

Atualmente, de acordo com ele, não existem plantas comerciais de gaseificação de biomassa no mundo. “Há plantas-piloto em vários estágios de desafio tecnológico. Os maiores investimentos estão na Alemanha, Suécia e Estados Unidos”, afirmou.

Fonte: Agência Fapesp.


Matriz energética brasileira – como era, como é e como pode ser

“Em 1979, época do segundo choque do petróleo, a oferta de energia no Brasil era 50% baseada nesse energético, sendo 45% importado. Já em 2010, a importação de petróleo caiu para 8%, ou seja, conseguimos diminuir a dependência externa e criar novas fontes de energia, principalmente, renováveis. Para os próximos anos, a tendência da matriz é continuar a evolução das fontes renováveis”, resume Altino Ventura Filho, secretário de planejamento e desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia – MME.

A afirmação do secretário foi feita no último dia do Abinee Tec 2012, evento sobre sustentabilidade, energias alternativas e eficiência energética, organizado pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee, que aconteceu este mês no Centro de Convenções Frei Caneca, em São Paulo.

Como era

Na década de 1970, 75% da matriz energética brasileira era composta por petróleo e derivados e lenha e carvão vegetal – fontes mais poluentes e menos eficientes. Segundo Ventura, três decisões estratégicas naquela década impactaram positivamente na estrutura da matriz energética brasileira: o início da construção de grandes e médias usinas hidrelétricas pela Eletrobras, a prospecção de petróleo no mar pela Petrobras e a criação do Pro-Álcool, programa de fontes renováveis de combustíveis líquidos não derivados do petróleo. “Naquela época, poucos países acreditavam no álcool como combustível e o Brasil apostou. Além disso, nesses 30 anos, a mudança foi significativa e, hoje, o Brasil produz energia elétrica com alta sustentabilidade”, conta.

Como é

Na comparação entre 2010 e 1980 a evolução da matriz brasileira foi significativa. Enquanto na década de 1980, o Brasil produzia 48% da sua energia à base de petróleo, hoje essa fonte representa 38%. Lenha e carvão vegetal apresentaram queda ainda mais brusca. Em 1980, somavam 27% da energia produzida e hoje representam apenas 10%.

A queda da representatividade dos combustíveis fósseis abriu espaço às fontes mais limpas e, segundo o secretário, mais eficientes, principalmente se comparadas à lenha e ao carvão vegetal. Os derivados de cana que representavam apenas 8%, atualmente somam 18%. A hidreletricidade passou de 10% para 14%. O gás natural aumentou dez vezes sua participação, de 1% para 10%.

Hoje, o equilíbrio do uso de combustíveis fósseis e energias renováveis resume o porquê a matriz energética brasileira é exemplo mundial a ser seguido. Segundo dados da Resenha Energética MME 2011, enquanto o mundo em 2010 produziu apenas 13% de energia à base de fontes renováveis, o Brasil gerou 45% de eletricidade à base de fontes limpas.

Como pode ser
Segundo o secretário do MME, a tendência da matriz energética brasileira é ampliar cada vez mais o uso de fontes renováveis. “Dos 70 mil MW que o País precisa gerar até 2020, 81% serão baseados principalmente em hidrelétrica, mas também em eólica e biomassa, que possuem disponibilidade, tecnologia nacional e menos emissão de CO2”, afirma.

De acordo com o planejamento do Ministério de Minas e Energia, até 2020 o Brasil precisará de 69.200 MW para atender a demanda, sendo que 35.000 MW será produzido pela hidreletricidade, 12.300 MW por biomassa e 10.600 MW pela eólica. Petróleo (4.100), gás natural (2.200), carvão (1.800), gás industrial (1.800) e nuclear (1.400) completam o planejamento.


Produção do etanol de bagaço da cana deve ser otimizada para produto ser rentável, diz pesquisador

O desenvolvimento de processos para a produção de etanol de segunda geração – obtido a partir do bagaço de cana (biomassa) – envolve etapas que precisam ser otimizadas de forma integrada, para que haja rentabilidade econômica. Essa é a opinião de Rubens Maciel Filho, que, com Aline Carvalho da Costa, foi orientador da tese de doutorado “Avaliação e otimização de pré-tratamentos e hidrólise enzimática para a produção de etanol de segunda geração”, de Sarita Cândida Rabelo, defendida na Faculdade de Engenharia Química da Unicamp.

“Tecnicamente, nós já somos capazes de produzir o combustível em escala laboratorial. Agora, precisamos avançar em direção à escala-piloto e, posteriormente, à industrial”, disse Aline.

Para Maciel Filho, se existe um país que reúne condições favoráveis para a produção em larga escala do etanol de segunda geração é o Brasil. “Se resolvermos os desafios tecnológicos já mencionados, nós aumentaremos substancialmente a produção do biocombustível, sem a necessidade de ampliarmos a área plantada de cana-de-açúcar.” Aline destacou que o etanol de segunda geração tem a mesma qualidade e valor energético que o de primeira geração.

Conforme o docente, se os obstáculos apontados forem superados, deve ser possível obter entre 30 e 40 litros de álcool a mais por hectare de cana plantado. “Isso significa que o etanol de segunda geração apresenta potencial e perspectivas para ser, sim, economicamente viável e sustentável.”

Para o estudo de Sarita foram analisados os desafios e as perspectivas da produção de etanol de segunda geração no Brasil, buscando aprimorar as etapas do processo produtivo por meio do emprego de novas tecnologias. “No trabalho, nós utilizamos o conceito de biorrefinaria, cuja proposta foi aproveitar os resíduos gerados pela produção do etanol celulósico para a fabricação de outros produtos, como o biogás”, explicou a autora.

Sarita analisou três etapas da produção do etanol de segunda geração: pré-tratamento, hidrólise enzimática e fermentação. Na primeira, ela empregou o peróxido de hidrogênio alcalino e o hidróxido de cálcio para o pré-tratamento do bagaço. “Ambos os reagentes apresentaram bom desempenho, possibilitando a liberação de açúcares fermentescíveis [fermentáveis] a partir do bagaço de cana. Dessa forma, foi possível produzir em torno de 250 litros de etanol por tonelada de biomassa, após as etapas de hidrólise e fermentação”, disse. Em relação à segunda fase, Sarita otimizou a carga enzimática e avaliou o impacto do aumento na concentração de sólidos. Na terceira, aperfeiçoou a fermentação dos licores resultantes da hidrólise. Esses estudos foram necessários para estabelecer as condições de processo. O passo seguinte foi produzir o biogás a partir dos resíduos obtidos durante o processo.


Brasil investiu US$ 8 bilhões em energia limpa, em 2011

O Brasil é líder mundial em capacidade instalada para a geração de energia por biomassa, totalizando 8.7 GW. O País também lidera o ranking mundial de produção de biodiesel. Considerando os últimos cinco anos, registramos a terceira maior taxa de crescimento no setor de energia renovável – aumento de 49%. E, em 2011, os US$ 8 bilhões – um aumento de 15% em relação a 2010 – investidos em energia limpa posicionaram o Brasil como o décimo maior investidor no mundo. As afirmações constam no documento “Who is Winning the Clean Energy Race”, elaborado pelo instituto americano PEW Environment Group.

Apesar de ter investido mais, o Brasil caiu quatro posições em relação a 2010, passando da sexta para a décima colocação. Os Estados Unidos voltaram ao primeiro lugar, posição ocupada pela China nos últimos três anos. Em 2011, os Estados Unidos investiram US$ 48 bilhões em energia limpa, enquanto a China desembolsou US$ 45,5 bilhões.

Mercado Global. No último ano, o investimento de US$ 263 bilhões em tecnologias para a geração de energia limpa foi recorde, representando um aumento de 6,5% frente a 2010. O setor de energia solar obteve o maior crescimento, com 44%, absorvendo US$ 128 bilhões em investimentos e respondendo por mais da metade da energia limpa produzida pelos países do G20, que, segundo o relatório, respondem por 95% dos investimentos no setor.

“O investimento em energias limpas, sem contar pesquisa e desenvolvimento, cresceu 600% desde 2004, com base nas políticas nacionais que criaram estabilidade no mercado”, disse a BBC Phyllis Cuttino, diretora do programa de energia limpa do PEW. “Portanto, esses fatos evidenciam o erro daqueles que categorizam o setor como uma indústria de nicho. Trata-se de um segmento que está crescendo e amadurecendo”, finaliza.

Para acessar o relatório completo, clique aqui.

Fonte: com informações de “O Estadão”.

Top 10 – investimentos em energia limpa, 2011 (em US$)