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BNDES libera R$ 43,8 bilhões à indústria em 2011

Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES somaram R$ 139,7 bilhões em 2011. O maior destaque foram os repasses para grandes projetos de infraestrutura, cujo setor liderou com R$ 56,1 bilhões ou 40% do total liberado. Os montantes mais significativos foram para transporte rodoviário, com R$ 26 bilhões, e energia elétrica, com R$ 15,9 bilhões. Para a indústria foram aprovados R$ 43,8 bilhões (participação de 32%), com ênfase em material de transporte (R$ 8,2 bilhões), química e petroquímica (R$ 7,1 bilhões), alimentos e bebidas (R$ 6,8 bilhões) e indústria mecânica (R$ 4,5 bilhões).

Os financiamentos de máquinas e equipamentos nas linhas do Programa BNDES de Sustentação do Investimento – BNDES PSI contribuíram para atender todos os setores apoiados pelo banco.

Outro destaque foi o recorde de operações. Foram 896 mil financiamentos, alta de 47% em relação a 2010, ampliando o acesso ao crédito especialmente para as micro, pequenas e médias empresas – MPMEs, cujo total liberado, de R$ 49,8 bilhões, foi recorde. A proporção dos recursos destinados às empresas de menor porte também fechou o ano no maior patamar da história, de 36% sobre os desembolsos totais. O Cartão BNDES foi um dos fatores que impulsionaram esse crescimento, assim como a descentralização geográfica do crédito.

Apesar de representarem queda de 17% em relação ao repasse de 2010, de R$ 168,4 bilhões, as liberações ficaram em patamar semelhante às realizadas naquele ano. Subtraindo-se os R$ 24,7 bilhões aplicados pelo BNDES na capitalização da Petrobras, os desembolsos de 2010 atingiram R$ 143,6 bilhões.

Impulsionado pelas micro, pequenas e médias empresas, BNDES desembolsou R$ 104 bilhões nos primeiros dez meses do ano

Entre os meses de janeiro e outubro deste ano, o Banco Nacional do Desenvolvimento – BNDES desembolsou R$ 104,2 bilhões. O setor de infraestrutura lidera a participação no resultado, respondendo por 41% das liberações globais. Os R$ 42,7 bilhões financiaram projetos em energia elétrica, telecomunicações e transportes,  entre outros de caráter estrutural, contribuindo para o processo de manutenção de taxas de expansão do investimento, superiores à do Produto Interno Bruto – PIB.

As Micro, Pequenas e Médias Empresas – MPMEs receberam o valor recorde de R$ 40,6 bilhões nos primeiros dez meses de 2011, representando 40% dos financiamentos totais do BNDES no período. O inédito resultado é fruto do Programa de Sustentação do Investimento – BNDES PSI e do Cartão BNDES. Somente o cartão, produto exclusivo para as MPMEs, registrou liberações de R$ 6 bilhões.

Impulsionado pelas MPMEs, o volume de movimentações também bateu recorde no período. Até outubro, foram 718 mil operações, sendo 94% delas (677 mil) com micro, pequenas e médias empresas. O crescimento dos financiamentos às MPMEs contribuiu para a democratização do crédito – uma das metas do BNDES.

A indústria recebeu 31% (R$ 32 bilhões) das liberações globais, seguida por comércio e serviços, com 20% (20,8 bilhões), e agropecuária, com 8% (8,3 bilhões).

 

Mas…

Em comparação com o mesmo período do ano passado, o desembolso do BNDES é 26% menor. Os números de outubro, isoladamente, também mostraram recuo de 4% em relação a outubro de 2010. Mesmo com resultados inferiores, o desempenho ainda está dentro da previsão estipulada pelo banco, de financiamentos totais na ordem de R$ 140 bilhões em 2011.

SENAI investirá R$ 1,5 bilhão em 34 novos laboratórios para inovação

18, outubro, 2011 Deixar um comentário

O SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial vai investir R$ 1,5 bilhão, até 2014, para criar Institutos de Inovação, com 34 laboratórios destinados a ampliar a inovação nas empresas e dar apoio à futura Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), a chamada Embrapa da indústria.

O anúncio foi feito nesta segunda-feira (17), pelo presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, após reunião da MEI (Mobilização Empresarial pela Inovação), no escritório da CNI em São Paulo. A MEI, programa coordenado pela CNI com o objetivo de duplicar para 80 mil o número de empresas inovadoras no país, reúne regularmente os dirigentes das maiores empresas do país. “ Os laboratórios abrangerão ampla área de atuação, como desenvolvimento de materiais, por exemplo”, informou Andrade.

O secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Elias, que participou da reunião da MEI, revelou que as empresas que apresentarem projetos de inovação de produtos e processos à Embrapii terão garantido 1/3 dos investimentos necessários. Tais recursos virão do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O restante será completado pelo setor privado e instituições de pesquisa ou laboratórios.


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Segundo Elias, inicialmente a Emprapii, que terá capital de R$ 90 milhões e cuja criação será formalizada esta semana, será formada pelo Instituto de Pesquisa Tecnológica, Instituto Nacional de Tecnologia e o SENAI-Cimatec (Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia), da Bahia.  Mais 30 instituições de pesquisa e inovação serão conveniadas posteriormente à futura empresa. “Esses institutos e o SENAI serão os pontos focais para o encaminhamento dos projetos, que terão de ser propostas para dar resultados e relevância à indústria brasileira”, explicou.

O presidente da CNI ressaltou que a fase de viabilidade dos projetos de inovação é a mais complexa e difícil para as empresas por envolver altos riscos e, em conseqüência, possibilidade de perda dos investimentos. “Com o modelo da Embrapii,  as empresas terão mais segurança para investir em inovação”, avaliou ele.

Para o presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, que também participou da reunião da MEI, não há risco de redução dos investimentos em inovação, apesar da crise econômica internacional. “Os planos de investimento no Brasil estão firmes, estão mantidos. Não estamos vislumbrando desaceleração dos investimentos. Portanto, acreditamos na capacidade da economia brasileira de sustentar o crescimento, apesar dos efeitos da crise internacional” assegurou.

BNDES prevê aumento de 20% nos investimentos japoneses no Brasil

30, agosto, 2011 Deixar um comentário

Os investimentos diretos japoneses no Brasil deverão crescer cerca de 20% este ano e atingir US$ 12 bilhões. A previsão foi feita no dia 10 de agosto, pelo superintendente da área internacional do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Sérgio Foldes, em debate na XIV Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão. O encontro, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua congênere japonesa, a Nippon Keidanren, reuniu durante dois dias, em Salvador, mais de 200 empresários dos dois países.

Segundo Foldes, os investimentos japoneses serão aplicados principalmente nos setores automotivo, eletroeletrônico, siderúrgico e farmacêutico. Ele informou que o recente acordo firmado entre  BNDES e o Japan Bank For International Cooperation para uma linha de crédito de até US$ 3 bilhões em projetos de infraestrutura no Brasil deverá atrair mais empreendimentos japoneses para os segmentos de energia elétrica, petróleo e gás.
No painel do qual Foldes participou, sobre finanças, o diretor-presidente do Banco Sumitomo Mitsui no Brasil, Teruhisa Konish, queixou-se de que as altas taxas de juros cobradas no país afugentam a demanda por empréstimos a empresas, especialmente de longo prazo.

Sem solução – Outra queixa dos empresários japoneses – o fim de voos diretos entre São Paulo e Tóquio, desde março último, pelas dificuldades financeiras da Japan Airlines (JAL) – não terá solução no curto prazo.  O diretor-executivo da All Nippon Airways, Hiromichi Toya, que participou do painel, disse não estar nos planos da companhia a realização de voos diretos entre os dois países. Toya afirmou que a All Nippon Ayrways se limitará a estender para a Ásia voos da TAM. Os empresários afirmaram que a ausência de voos diretos dificulta não só o trânsito de dirigentes das empresas japonesas e brasileiras, como o intercâmbio de técnicos, com prejuízos à transferência de tecnologia.
Os empresários japoneses criticaram também a precariedade da infraestrutura brasileira, especialmente de ferrovias, e o sistema tributário do país, pela sua complexidade. De acordo com os presidentes da Multigrain, Nobuhiko Tomishima, e da Sumitomo Chemical do Brasil, Toshiaki Matsushita, são dois dos fatores que encarecem a produção agrícola. A crítica foi endossada pelo presidente da Associação Brasileira da indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, moderador dos debates sobre agricultura.

Ao final da XIV Reunião do Comitê de Cooperação Econômica Brasil-Japão, os empresários dos dois países concordaram que a exploração de petróleo da camada do pré-sal e as obras de infraestrutura para a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 são ótimas oportunidades não apenas para ampliar os negócios bilaterais, como para promover a absorção de tecnologia de ponta japonesa.

“Espero que estas oportunidades sejam concretamente trabalhadas para que atinjam os resultados almejados”, declarou o presidente brasileiro do Comitê, José de Freitas Mascarenhas, ao encerrar a XIV Reunião. Mascarenhas também preside a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), anfitriã do encontro.

BNDES financia com R$ 210 milhões construção de seis PCHs

20, julho, 2011 Deixar um comentário

PCHs vão gerar 116,4 MW de potência, com criação de 3.250 empregos.

O BNDES financiará a construção de seis Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), no valor total de R$ 209,6 milhões e com potência instalada de 116,4 MW.

Parte dos recursos, R$ 84,4 milhões, será destinada ao Complexo Juruena, empreendimento que reúne cinco PCHs, com potência de 91,4 MW, em Mato Grosso. Os outros R$ 125,6 milhões foram aprovados para a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Lightger S/A, controladora da PCH Paracambi, no Rio de Janeiro, usina que terá 25 MW de potência instalada.

Durante a implantação do projeto no RJ serão criados 950 empregos diretos e indiretos. A Lightger tem como acionistas a Light S.A. e a Cemig S.A. O crédito para a usina Paracambi também contempla a construção da linha de transmissão associada, conectada à subestação Nilo Peçanha, no município de Paracambi. O BNDES financiará 61,8% dos investimentos totais, de R$ 157 milhões. A PCH entrará em operação em dezembro de 2011.

A usina será uma ampliação do Complexo das Lajes, que reúne as hidrelétricas Fontes Velha, Fontes Novas, Nilo Peçanha e Pereira Passos. O Complexo tem potência instalada de 668 MW. A energia gerada pela PCH Paracambi será comercializada com os dois acionistas da Lightger.

Já o Complexo Juruena, de cinco PCHs, integra o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa). O principal mérito do projeto é o de contribuir com o esforço do governo de descentralizar e universalizar o atendimento da geração de energia, em função do porte e da localização das usinas e do grande potencial de desenvolvimento do agronegócio na região.

As PCHs melhorarão, ainda, a estabilidade dos sistemas de transmissão e de distribuição de energia para a Cemat, concessionária de serviços públicos de distribuição de energia do Estado do Mato Grosso.

Boas notícias para a indústria

Para manter a retomada das atividades industriais, o Governo prorrogou até 31 de março de 2011 o BNDES PSI – Programa de Sustentação do Investimento e ainda ampliou em R$ 10 bilhões a linha de financiamento para bens de capital, produção de bens exportáveis e inovação tecnológica.

Serão, no total, R$ 134 bilhões disponíveis para crédito e com taxa de juros fixa de 5,5% ao ano.

A Petrobras também lançou recentemente o Programa Progredir para ampliar e facilitar o crédito a seus fornecedores diretos e indiretos, em especial aqueles com mais dificuldade em conseguir financiamento. Desenvolvido em conjunto com seis dos maiores bancos em operação no Brasil, o programa deve se iniciar em fevereiro de 2011. O Pré-Sal tem efeito impactante sobre toda a cadeia de produção industrial do País e vai criar oportunidades para que a indústria se modernize e se prepare para participar desse desenvolvimento.

Em dez anos, a previsão é de que a produção brasileira de petróleo passe de 2 milhões para 5 milhões de barris diários.

Outra boa notícia é que estão previstos investimentos de quase R$ 1 trilhão até 2019 no setor de energia, priorizando-se as fontes hidroelétricas e alternativas, como as eólicas, acrescentando mais oportunidades a esse cenário econômico. O anúncio foi feito pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética – EPE, Maurício Tolmasquim, durante a apresentação do Plano Decenal de Energia aos membros do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp.

Com esses incentivos e as perspectivas de desenvolvimento, as empresas poderão planejar e executar seus projetos de ampliação e modernização e ainda se equipar melhor para enfrentar os novos desafios, favorecidas pelas grandes obras de infraestrutura exigidas para o desenvolvimento do País e pelos megaeventos esportivos programados para os próximos anos.

Lançamentos que otimizam seus processos de movimentação e armazenagem

Para garantir a integridade dos produtos fabricados e sua destinação dentro do planejado e com foco na satisfação do cliente, a Logística levou as empresas a buscar novas soluções tecnológicas para planejar seus estoques.

Em períodos pós-crise, ela desenvolve papel importante na redução de custos, pois envolve gerenciamento de recursos e tempo: não se produz em excesso, planeja-se o que é produzido e, consequentemente, seu destino final.

Segundo Frank Bender, presidente da CSMAM – Câmara Setorial de Equipamentos para Movimentação e Armazenagem de Materiais da ABIMAQ, em depoimento ao Departamento Editorial de NEI, “A Logística é a base de toda a cadeia de suprimentos de uma empresa, principalmente na indústria, que, para efetivamente produzir e entregar seus produtos, necessita de uma integração completa com seus fornecedores e parceiros.”

Ainda segundo Frank Bener: “A Logística no Brasil evoluiu e amadureceu muito nos últimos dez anos no que diz respeito a produtos e processos” …“As políticas governamentais de incentivo à indústria de máquinas e a redução dos juros de financiamento dos equipamentos com o programa BNDES-PSI foram fundamentais na recuperação do mercado brasileiro de movimentação e armazenagem.”

Confira AQUI os lançamentos de produtos e equipamentos que otimizam seus processos de movimentação e armazenagem.

Medida excepcional ou política permanente

Que pena! No final de 2009, essa foi uma expressão possível para descrever a reação unânime, mas igualmente diplomática, da indústria diante da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central – Copom de manter em 8,5% a taxa Selic.

Para CNI, Fiesp, Abimaq/Sindimaq, CUT e Força Sindical foi uma oportunidade perdida de estimular o desenvolvimento econômico. Afinal, com inflação prevista na casa dos 4,5% para 2010, e com a maioria dos países praticamente zerando suas taxas reais de juros, a manutenção da Selic, entendeu a indústria, limitava seriamente o investimento.

Diante de um Banco Central que mostrou competência e agilidade na superação da crise financeira e de um governo que exibe, após dois mandatos, uma inédita e quase incrível aceitação popular, seria politicamente incorreto aprofundar a crítica.

Em novembro e dezembro, contudo, a crítica começa a produzir seus resultados. O ministro da Fazenda assume a preocupação com o investimento e, em diferentes oportunidades, anuncia medidas que podem eliminar alguns de seus gargalos.

O próprio crescimento econômico de 5%, projetado para este e para os próximos anos, expandindo a demanda, pedia uma expansão paralela da produção. A falta de sintonia entre crescimento e produção resultaria forçosamente na revisão para mais da taxa de inflação.

Nessa linha de raciocínio, o Ministério da Fazenda aumentou de forma importante as renúncias fiscais este ano, agora no patamar de R$ 5,5 bilhões. As desonerações do IPI que incidiam sobre bens de capital foram prorrogadas. Igualmente prorrogados os créditos subsidiados para investimentos concedidos pelo BNDES, cujo caixa foi reforçado em R$ 80 bilhões.

Neste início de 2010, contudo, a indústria pode repetir o refrão do final de 2009 – “Que pena!”, porque o governo perdeu a oportunidade de transformar remédios excepcionais em política de Estado.