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BNDES faz chamada pública para estudo sobre IoT

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou uma Chamada Pública que selecionará propostas para a realização de um amplo estudo técnico de diagnóstico e sugestão de políticas públicas no tema Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês).

O estudo, realizado a partir de uma parceria entre o BNDES e o Ministério das Comunicações, será o mais abrangente já realizado no Brasil sobre o tema. Ele deverá estimular a cooperação e articulação entre empresas, poder público, universidades e centros de pesquisa e será apoiado com recursos não reembolsáveis do Fundo de Estruturação de Projetos do BNDES, constituído com parcela dos lucros do Banco.

O estudo também avaliará o estágio e as perspectivas de implantação da IoT no mundo e no país. Com base nisso, deverá propor políticas públicas que potencializem tanto os benefícios para a sociedade brasileira, quanto impactos econômicos, tecnológicos e produtivos.

Como produto final, será entregue um plano de ação, com cronograma para cinco anos (2017 a 2022), que aponte objetivos, metas e ações a serem empreendidas. O plano deve ser referência para iniciativas concretas para acelerar a implantação de soluções em IoT em áreas que o estudo virá a selecionar, apontando as questões mais relevantes – tecnológicas, regulatórias e institucionais – a serem superadas.

Para mais detalhes sobre a chamada pública, a assessoria de imprensa do banco sugere que acesse o link: http://goo.gl/nmko8s


Novas medidas do BNDES melhoram condições de financiamento ao setor produtivo

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social -BNDES está adotando novas medidas para melhorar as condições de financiamento ao setor produtivo brasileiro que prevêem refinanciamento de operações do BNDES PSI; ampliação do apoio a exportações e capital de giro, com custos menores; e MPMEs com melhores condições em todas as linhas do Banco, além de aumento do prazo do cartão para 60 meses. 

Os custos dos financiamentos para aquisição de máquinas e equipamentos no mercado doméstico também foram reduzidos, estimulando o aumento da eficiência do sistema produtivo nacional. As novas medidas representam um volume de recursos da ordem de R$ 26 bilhões, o que não afeta o orçamento de disponibilidade do BNDES para 2016.

Veja, em detalhes, as informações fornecidas pela assessoria do BNDES:

Refin PSI – Poderão ser refinanciadas operações automáticas do BNDES PSI para máquinas e equipamentos. O custo será de 15,73% para todos os portes de empresas; e a demanda potencial do Refin PSI, da ordem de R$ 15 bilhões. Poderão ser renegociadas operações com até doze parcelas vincendas. As prestações renegociadas vão compor novo subcrédito que poderá ser amortizado em até 24 parcelas mensais.

Capital de giro – O BNDES baixou as taxas para financiamento de capital de giro por meio do Programa BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren). As menores taxas são para micro e pequenas empresas (com receita operacional bruta até R$16 milhões/ano). Para esse grupo, a redução foi de até 25%, com juros de 11,67% ao ano. Para as médias (ROB entre R$16 milhões e R$90 milhões/ano), a queda foi de cerca de 9%, com taxa de 14,71% ao ano. Sobre esses custos incidirá ainda a remuneração do agente financeiro, livremente negociada entre as partes.  O orçamento disponível do Progeren será de até R$ 5 bilhões. Essas operações podem contar com apoio do BNDES FGI – Fundo Garantidor para Investimentos, o que amplia a possibilidade dos agentes repassadores concederem financiamento.

Cartão BNDES – As micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) foram beneficiadas também pela ampliação do prazo de amortização do Cartão BNDES, de 48 meses para 60 meses. No ano passado, os desembolsos do Cartão BNDES atingiram R$ 11,2 bilhões, com cerca de 750 mil operações contratadas.

Exportação – O Banco reduziu ainda os custos da Linha BNDES Exim Pré-Embarque, destinada ao financiamento da produção interna de bens e serviços que serão comercializados no mercado internacional. Assim cria condições para que a indústria nacional aproveite a conjuntura cambial favorável e amplie os mercados de exportação para seus produtos de maior valor agregado. Para isso, serão disponibilizados até R$ 4 bilhões. As taxas disponíveis do Exim Pré-Embarque tiveram redução de até 10% em relação às praticadas anteriormente, ao mesmo tempo em que foram ampliados os níveis de participação do BNDES no financiamento. Os custos mais baixos são para os chamados bens de capital com alta externalidade, isto é, com importante cadeia de valor no País e forte esforço em inovação. Para esses equipamentos (entre os quais máquinas e implementos agrícolas e rodoviários, equipamentos para energia, máquinas-ferramenta, etc.), a taxa cobrada pelo BNDES será de 11,62% ao ano, acrescida de um spread a ser negociado entre o cliente final e o agente financeiro, com cobertura de até 70% do valor a ser exportado. As taxas para os outros bens manufaturados, incluindo demais bens de capital, aeronaves, embarcações, caminhões, ônibus, autopeças e motores, ficaram em 13,64% ao ano, com cobertura de 50%.

Garantias com o BNDES FGI – Importante instrumento de acesso a crédito por meio da complementação de garantias em operações de financiamento, as MPMEs, os Micro Empreendedores Individuais (MEIs) e os caminhoneiros autônomos poderão contar com o FGI em suas operações de financiamento. O FGI poderá dar cobertura de até 80% do financiamento.  O custo será entre 0,8% e 4,9% do valor financiado, variando em função do prazo e do percentual garantido contratado.

Bens de capital – O BNDES melhorou as condições dos financiamentos à aquisição de bens de capital indutores de eficiência energética. A modalidade “BK Eficiência” da linha Finame teve juros reduzidos de 10% ao ano para 9%. Além de reduzir custos, foi ampliada a lista de máquinas e equipamentos passíveis de financiamento. Para essa modalidade, o BNDES destinou R$ 2 bilhões.Essa iniciativa se soma às medidas adotadas pelo BNDES no final do ano passado, de melhoria das condições do financiamento para a aquisição de bens de capital por meio da linha BNDES Finame.

Para esses bens de capital, inclusive agrícolas, o custo será de 9,9% ao ano, com 80% de participação do BNDES. Para a aquisição de ônibus e caminhões e para a produção de máquinas e equipamentos, o custo do financiamento do BNDES será de 11,8%. Sobre essas operações, incidirá também a remuneração do agente financeiro, negociada livremente entre o banco repassador e o cliente final, e a taxa de intermediação financeira, de 0,1% (MPMEs) e 0,5% (grande empresa).


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AZ Armaturen investe 1,5 mi para evitar queda de energia em sua fábrica

Devido principalmente à insegurança com a energia gerada no País, podendo prejudicar a produção industrial, a AZ Armaturen do Brasil, fabricante de válvulas localizada em Itatiba-SP, investe 1,5 milhão na captação de energia por meio de gerador a diesel para toda sua planta fabril de 25.000 m² – produção, fundição, setores administrativos, enfim todas as áreas estarão ligadas ao gerador. Na segunda etapa, prevista para o final do ano, adotará gerador solar. A mudança conta com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES.

Foto da Fábrica da AZ Armaturen do Brasil em Itatiba (SP)A fabricante trabalha com o projeto desde janeiro de 2015 e a intenção é terminar a primeira fase neste mês. Para isso, contratou uma empresa para executar a construção.

De acordo com o diretor Alexander Schmidt, não é possível prever um número exato da economia que será gerada, pois diariamente os valores da energia e diesel são alterados, mas a melhor forma de retorno financeiro é a normalidade da produção.

A princípio os geradores serão para uso próprio da empresa, porém, assim que permitido pela Portaria 44 da Aneel, é de interesse a venda da energia, a exemplo da matriz alemã.

Há 20 anos no Brasil a empresa de válvulas moderniza sua planta fabril, investindo em automatização da produção, readequação do projeto e construção de novos modelos de válvulas. De acordo com Luiz Fernando Santos, gerente de vendas da filial brasileira, os investimentos possibilitaram o lançamento de válvulas macho com tampas conforme a norma ISO 5211.

Outra novidade é a abertura de um escritório em Lima, no Peru. Esse é o primeiro escritório aberto no exterior pela divisão brasileira, responsável pelas operações da multinacional alemã na América Latina.


Feimafe 2015: conheça antecipadamente mais de 40 lançamentos do evento

Esta seção especial apresenta alguns dos lançamentos que serão destaque na 15ª Feira Internacional de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura – Feimafe 2015, que acontece de 18 a 23 de maio no Anhembi, em São Paulo, SP, considerada a mais completa feira do segmento na América Latina. A próxima edição da Revista NEI e aqui, no NEI.com.br, também terá outros lançamentos da Feimafe, compondo uma série de soluções que podem contribuir para a modernização do parque fabril.

Para conhecer o principal avanço tecnológico na área de máquinas-ferramenta, a equipe de reportagem de NEI Soluções conversou com especialistas de processos produtivos. Adalto de Farias, mestre em engenharia mecânica, especialista em processos de produção e máquinas-ferramenta e professor do Centro Universitário da FEI, apontou o surgimento recente das máquinas multitarefas híbridas, conceito que será encontrado na Feimafe.

O termo híbrido, nessa situação, se refere à união de avançadas tecnologias da manufatura não subtrativa – isto é, sem remoção de material, o que é o oposto da usinagem –, em uma máquina-ferramenta CNC de usinagem, informou Farias.

“Os fabricantes de máquinas já enxergaram as possibilidades dessa tecnologia associada à usinagem convencional”, destacou o docente. “Trata-se de sistema de adição de material por fusão, chamado de Sinterização Seletiva por Laser, que faz a deposição consecutiva de pequenas camadas de material, praticamente na geometria final da peça. É similar à tecnologia utilizada nas máquinas para a fabricação de peças e protótipos rápidos com polímeros, porém esse é um caso mais recente, cujo trabalho é realizado com ligas metálicas. Para polímeros, já se tem um bom domínio, mas para metais ainda há bastante para ser desenvolvido.”

Como exemplo, Farias comentou a produção de peças extremamente técnicas que exigem resistências mecânicas diferenciadas ao longo dos perfis, como pontas de eixo, colos para rolamentos e colos de retentores em eixos. “Durante a usinagem, um módulo/cabeçote/ferramenta da máquina entra no eixo árvore e modifica a superfície depositando com Laser pó metálico de material com resistência mecânica diferente do metal-base. Logo após, a região pode ser usinada com uma ferramenta convencional”, disse. Outra utilização citada pelo professor é no reparo de lâminas de turbinas da indústria aeroespacial, peças de fabricação extremamente caras.

“Infelizmente ainda desconheço grandes estudos no Brasil”, destacou o professor. “O que vemos bastante é a expansão do comércio de máquinas de prototipagem de polímeros de pequeno porte, mas nada similar a uma
máquina com conceitos híbridos.”

Ainda nesse contexto de máquinas híbridas, mais uma novidade é a união de outra tecnologia de ponta: a solda por atrito linear (Friction Stir Welding – FSW), solda sem adição de material, que pode ser executada em centros de usinagem com as devidas adaptações.

Segundo o docente, a grande vantagem é unir duas ou mais peças de geometrias simples para gerar uma complexa – por exemplo, elemento da estrutura da asa de avião e longarina de carro ou caminhão –, por meio da usinagem, uma vez que o processo FSW pode ser um resíduo de material a ser removido.

“Trabalhei com a adaptação de um centro de usinagem convencional para tornar o processo mais acessível e simples de ser executado, já que esse tipo de máquina é especial, o que significa alto custo e aplicação limitada. E acredite, foi realmente um desafio”, contou Farias.

Movimentação do mercado

O ano começou com a desvalorização do real frente ao dólar, encarecendo as importações, estimulando as exportações e abrindo espaço para a substituição por nacionais. E essa é a grande aposta de Henry Goffaux, presidente da Câmara Setorial de Máquinas-Ferramenta e Sistemas Integrados de Manufatura da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq para o fortalecimento do segmento de máquinas e equipamentos e um dos principais estímulos para a competitividade do País. Além de crer no movimento interno aquecido pela atualização do parque industrial. “Acredito, sim, na substituição de máquinas mais velhas, por meio de planos como o nosso Modermaq, isso pode ser um impulso importante para alcançarmos novamente a produtividade”, disse Goffaux. “O Modermaq é uma modalidade do Finame que permite financiamento de até 90%.

Para auxiliar o setor, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES amplia as alternativas de financiamento para a compra de bens de capital de fabricação nacional. O banco passa a adotar uma nova taxa de juros fixa, a valores de mercado, para complementar os financiamentos no âmbito do Programa de Sustentação do Investimento – PSI, cujo limite é de 50% (grande empresa) e de 70% do valor do bem (para empresas de porte menor). O cliente, entretanto, pode financiar até 90% do valor, complementando a taxa do PSI com taxas de mercado. A novidade é que o BNDES oferece aos clientes a opção de cobrir a parcela que exceder os 50% ou 70% também com uma taxa fixa, a custo de mercado.

O novo instrumento já está disponível, sendo adotado inicialmente para a aquisição de ônibus, caminhões e para o BNDES Procaminhoneiro. Na segunda etapa, o benefício será ampliado para o financiamento dos demais bens de capital financiados pelo BNDES PSI.

A indústria brasileira de bens de capital mecânicos fechou 2014 com faturamento real de R$ 71,2 bilhões, consumo aparente de R$ 108,2 bilhões, faturamento interno de R$ 39,5, exportações de US$ 13,4 bilhões (aumento de 7,4% em relação ao ano passado, impulsionado pelos Estados Unidos), importações de US$ 28,7 (queda de 12,1% em relação a 2013) e mais de 242 mil trabalhadores. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq.


Eletroeletrônica: setor deve receber R$ 28 bi de investimentos entre 2015 e 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES estima investimento de R$ 28 bilhões no Complexo Eletrônico entre 2015 e 2018, o que representará crescimento real de 25,9% em relação ao montante aplicado de 2010 a 2013. O Complexo Eletrônico envolve a indústria eletroeletrônica, que engloba componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, equipamentos eletrônicos e de comunicação, automação industrial e informática; e também a indústria de software e serviços de Tecnologia da Informação.

No total, os investimentos na economia brasileira devem exceder R$ 4,1 trilhões no período, segundo a pesquisa do banco, nomeada “Perspectivas do investimento 2015-2018 e panoramas setoriais”. Esse valor é 17% superior ao investido entre 2010 e 2013. A indústria deve receber R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. No atual quadriênio os investimentos são mais intensivos em tecnologia e menos em capital, visando, inclusive, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos.

No mercado de equipamentos do Complexo Eletrônico, segundo o estudo, o valor agregado se concentra cada vez mais nos componentes estratégicos dos produtos, isto é, em chips (circuitos integrados) e displays, porém para explorar o mercado de microeletrônica e displays, os investimentos são grandiosos (bilhões de dólares) e a qualificação tecnológica é um desafio, com muitos riscos. Cada vez mais a eletroeletrônica se beneficia dos recursos da informática.

Informa o relatório que os chips concentram a “inteligência” dos produtos na medida em que vão se tornando mais integrados, reunindo em um único componente: microcontroladores, processadores de dados e imagens, sensores e memória, entre outros. Há poucos anos, essas atribuições eram distribuídas entre diversos componentes. Desse modo, concluiu o estudo, o valor agregado na cadeia de bens eletrônicos se concentra mais a cada dia nas empresas que projetam e fabricam chips.

Uma das tendências dos chips é a miniaturização, a fim de permitir que a eletrônica esteja embarcada em todos os itens, incluindo eletrodomésticos e roupas, seguindo a tendência da Internet das Coisas. Além do tamanho, evoluem para utilizar cada vez menos energia, pois um dos grandes desafios para a expansão da eletrônica está em como carregar tantos dispositivos diferentes com chips embarcados. Há também a tendência de uso de novos materiais em chips e displays e formas de fabricação, saindo do modelo-padrão da utilização do silício e processos de difusão e deposição de gases em salas limpas e direcionando-se para a eletrônica orgânica, isso é, com base no carbono, cujos processos fabris associados exigem menor investimento em capital, o que pode mudar o padrão de concorrência no futuro, informa a pesquisa do BNDES

No futuro breve, a eletroeletrônica se beneficiará também da Indústria 4.0 (entre os conceitos estão o uso intensivo de robôs e o fluxo de dados proporcionado pela conectividade de pessoas e coisas), que proporcionará a criação de cadeias de suprimento mais flexíveis, adaptáveis e capazes de produzir produtos customizados em massa, tendendo a trazer a manufatura novamente para locais mais próximos aos mercados consumidores, impactando a divisão de trabalho da economia mundial, conforme consta no relatório.

Para esse novo cenário, lembra o estudo, a infraestrutura deverá ser capaz de armazenar (cloud computing), processar (alto desempenho computacional) e comunicar (ultrabanda larga) elevada quantidade de dados, disponibilizando-os em todo lugar (celulares, tablets, carros, eletrodomésticos, robôs, sensores) e por qualquer meio (redes de satélites, fibra óptica, sem fio e metálicas cabeadas). Um volume de dados da ordem de terabits exigirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais, elementos de rede, meios de comunicação (intenso uso da fotônica), elementos de armazenamento de dados e computadores com alto paralelismo e poder de processamento.

Na pesquisa do banco consta a afirmação de que o Complexo Eletrônico tem sido recorrentemente um dos focos estratégicos de políticas de desenvolvimento econômico nacional. Iniciativas atuais de destaque são o Plano TI Maior e a Portaria 950 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aumenta os benefícios fiscais da Lei de Informática para os produtos que, além de fabricados no Brasil, forem desenvolvidos localmente.

Cada vez mais a informática está associada à indústria eletroeletrônica. Já fazendo uso ou não da informática, há 60 novos produtos de eletroeletrônica para otimizar seus processos na seção de Eletroeletrônica no NEI.com.br.

E muito mais novidades você encontrará nas próximas edições da Revista e no site NEI, já que a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções visitará neste mês a 28ª FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, entre os dias 23 e 27, no Anhembi, em São Paulo – SP, para levar a você as informações técnicas dos lançamentos do setor. São cerca de 700 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 1.400 marcas, que apresentarão suas novidades para um público esperado de 60 mil compradores.

Uma das novidades da feira é a setorização com sinalização diferenciada para os quatro setores macro (equipamentos industriais, eletrônica, automação e energia). As outras são: Ilhas Temáticas, apresentação prática das tecnologias em espaços reservados em cada setor; showroom de lançamentos na entrada da feira; e workshops gratuitos em pequenos auditórios para mostra de produtos/serviços. Para completar as atrações, nos mesmos dias em que ocorrerá a FIEE, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o Abinee TEC 2015 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas e Eficiência Energética. Serão abordados os temas: aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética e segurança das instalações, Lei de Informática, inovação, startups, sustentabilidade e futuro das micros, pequenas e médias empresas no Brasil.

Projeções econômicas para 2015

Dada a necessidade de ajustes na economia do País, para 2015 o setor não projeta aumentos significativos nos negócios, segundo a Abinee. O faturamento deverá apresentar crescimento nominal de cerca de 2% em relação a 2014, somando R$ 163 milhões, sendo modesto em todas as áreas.

As importações deverão ficar no mesmo patamar de 2014, atingindo US$ 41,9 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno. Por sua vez, as exportações deverão ficar 1% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,6 bilhões. Os investimentos do setor em 2015 ficarão 2% acima em relação aos de 2014, de R$ 4 bilhões, e o número de empregados permanecerá em 175 mil.

Projeção para var. % do faturamento nominal do setor

2015 x 2014

Áreas                                          Var %

  • Automação Industrial                                           6%
  • Componentes Elétricos e Eletrônicos             5%
  • Equipamentos Industriais                                   6%
  • GTD                                                                              -4%
  • Informática                                                                0%
  • Material Elétrico de Instalação                         6%
  • Telecomunicações                                                  4%
  • Utilidades Domésticas                                           2%
  • Total                                                                              2%

Próspero Ano Novo

Começamos 2015 mais confiantes. A relação entre o setor produtivo e o governo deve se fortalecer, e a competitividade ser colocada no centro da agenda política do País. A escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e de Armando Monteiro para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC foi bem recebida pelo mercado e avaliada positivamente pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. As novas diretrizes preveem elevar a produtividade, desburocratizar processos tributários, dar incentivos ao parque fabril e favorecer a inovação, entre outras.

Outra boa notícia é que estão previstos investimentos na economia brasileira, entre 2015 e 2018, de R$ 4,1 trilhões, representando crescimento de 17% frente aos valores efetivamente realizados entre 2010
e 2013, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Para a indústria estão estimados R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. De acordo com BNDES, os investimentos previstos a partir de 2015 vão privilegiar projetos mais intensivos em tecnologia.

Para as empresas que planejam inovar e alcançar melhores níveis de produtividade e qualidade – todas deveriam perseguir essas diretrizes – duas frentes precisam ser alcançadas: qualificação de mão de obra, cada vez mais necessária, e investimentos em tecnologias modernas. Conhecer novos equipamentos e máquinas permite identificar soluções para incrementar os processos de manufatura. Sem investimento em soluções tecnológicas, não há inovação.

Parte de uma nova era na indústria de manufatura em nível mundial, a impressão 3D é um bom exemplo de tecnologia em desenvolvimento que vem ganhando espaço e importância no setor industrial. Pela segunda vez consecutiva, uma impressora 3D foi o produto que despertou maior interesse dos profissionais que acessaram o NEI.com.br. A seção Campeões de Interesse 2014 traz a impressora vencedora, da Ex One, e mais de 60 produtos, dos mais diversos segmentos, que também chamaram a atenção desses profissionais, mostrando sobre quais tecnologias recai o interesse do mercado.

A impressão 3D é apenas um exemplo de quanto é importante estar atento às novas tecnologias que podem abrir horizontes para sua empresa.


Três parques eólicos serão instalados no RN

No município de Areia Branca-RN serão construídos três parques eólicos e seus respectivos sistemas de transmissão. Os projetos – Usina de Energia Elétrica Carcará I, II e Terral – fazem parte do Complexo Areia Branca, controlado pela Voltalia Energia do Brasil, e terão capacidade instalada de 90 MW. Serão formados por 30 aerogeradores, produzidos pela Acciona Windpower do Brasil. Na etapa de obras, devem ser gerados 660 empregos.

Os novos parques contribuirão para a diversificação da matriz energética brasileira com uma fonte de recursos renovável, sem risco hidrológico, além de permitir a complementação sazonal entre o regime hídrico e o eólico, evitando o despacho das hidrelétricas nos períodos de menores vazões.

As empresas têm contrato de 20 anos para a comercialização de energia com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, para início de suprimento no segundo semestre de 2014.

Para esse projeto, a diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES aprovou financiamento de R$ 309,4 milhões. O apoio equivale a 74,6% do investimento total e contribuirá para a criação dos 660 empregos durante a execução das obras. O financiamento inclui subcrédito por meio da linha Investimentos Sociais de Empresas, que prevê programas de educação e capacitação de mão de obra.


AGC Vidros inaugura fábrica em Guaratinguetá

7, maio, 2014 Deixar um comentário

Com investimentos de R$ 900 milhões, é a primeira planta da multinacional japonesa na América Latina, que atenderá, principalmente, os setores automotivo e de construção civil

Recentemente a empresa japonesa AGC Vidros inaugurou às margens do quilômetro 55 da rodovia Presidente Dutra sua primeira fábrica na América Latina. Ao todo, a AGC, que contratou mais de 500 profissionais, espera produzir cerca de 220 mil toneladas de vidro plano por ano e processar mais de 500 mil car sets no mesmo período. O objetivo da empresa é abastecer 80% do mercado de vidros planos no setor da construção civil e aumentar em 20% as vendas voltadas à indústria automotiva. “Além disso, a nossa unidade brasileira terá como premissa cuidar do meio ambiente, aplicando tecnologia de ponta para cuidar de recursos hídricos”, disse Kasuhiko Ishimura, o CEO da AGC Américas.

Para Davide Cappellino, presidente da AGC no Brasil, o país é hoje um dos principais mercados do mundo e será fundamental para o crescimento da empresa globalmente. Segundo ele, os principais eventos esportivos organizados pelo Brasil, foram decisivos para a construção da nova fábrica. “Estaremos presente na Copa do Mundo e caminharemos junto com o País rumo ao crescimento sustentado”, disse Cappellino, informando ainda que a AGC é a fornecedora oficial da cobertura de vidro para o banco de reservas de todos os estádios que sediarão os jogos do maior evento esportivo do mundo.

Parceria com a Investe SP
Atendida pela Investe SP desde setembro de 2010, a AGC escolheu a cidade de Guaratinguetá a partir do mapeamento de municípios sinalizado pela Agência Paulista. “A prefeitura tem trabalhado para o desenvolvimento do município e a parceria com o Governo do Estado vai fazer com que a cidade de Guaratinguetá seja conhecida como a terra de Frei Galvão e, agora, a capital brasileira do vidro”, avaliou o prefeito do município, Francisco Carlos Moreira dos Santos, durante a inauguração.


Prati-Donaduzzi expandirá fábrica de medicamentos no Paraná

A empresa farmacêutica Prati-Donaduzzi ampliará sua fábrica no município paranaense de Toledo. Contará com nova unidade de 8,2 mil m² e capacidade de 3,6 bilhões de doses terapêuticas por ano. O projeto tem conclusão prevista para o primeiro semestre de 2015 e deve gerar cerca de 350 novos empregos.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES colabora com R$ 50,8 milhões. Os recursos, do Programa BNDES de Apoio ao Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (BNDES Profarma), correspondem a 36% dos investimentos necessários para expansão da unidade industrial.


Colatina-ES ganhará duas fábricas moveleiras em 2014

Duas plantas fabris estão em construção em Colatina-ES. São elas: Bertolini Móveis de Aço e Bertolini Sistemas de Armazenagem. A intenção é criar 2.335 postos de trabalho, sendo 435 empregos diretos e 1.900 indiretos. A inauguração das unidades está prevista para o primeiro semestre de 2014.

Cada uma, com 50 mil m2, compreenderá, além das áreas de produção, espaços específicos para embalagem, estoque, distribuição, almoxarifado e devolução. A estrutura contará ainda com prédios administrativos, refeitórios, vestiários, área de recreação, área de conveniência e guaritas.

As fábricas trabalharão com descarte zero de água, por meio da instalação de sistemas coletores nas coberturas das edificações e uma estação de tratamento de efluentes domésticos. Depois de serem tratados, eles serão encaminhados para uma lagoa de captação pluvial, possibilitando a reutilização da água em jardins, hidrantes e na limpeza.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social-BNDES financiará R$ 37,2 milhões, sendo que R$ 20,5 milhões serão destinados à Bertolini Móveis de Aço e R$ 16,7 milhões, à Bertolini Sistemas de Armazenagem.