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Fabricante alemã de equipamentos de movimentação planeja produção local no Brasil

O volume acumulado de investimentos alemães no Brasil é estimado em UU$ 25 bilhões. Das mais de 1.200 empresas de origem alemã instaladas no País, cerca de 800 delas estão sediadas na Grande São Paulo, região com a maior concentração de companhias alemãs no mundo. É o que mostram os dados da Câmara Brasil-Alemanha – AHK.

Para somar e consolidar melhor a presença de empresas alemãs nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, a Jungheinrich, grupo alemão focado na fabricação de máquinas e equipamentos de movimentação, está com estudo em andamento para realizar produção local no País, aumentando ainda mais a competitividade do setor. Atualmente, a empresa atua apenas com mediadores e vendas diretas no Sul e Sudeste.

O plano de fabricação local está em fase inicial. Segundo Markus Grallert, diretor da Jungheinrich no Brasil, a equipe ainda analisa as particularidades do mercado brasileiro. “Enquanto na Europa e nos Estados Unidos se usa mais máquinas elétricas, no Brasil, os caminhões a combustão representam cerca de 70% do mercado. Os clientes ainda priorizam equipamentos mais econômicos em relação à aquisição e manutenção”, comenta o diretor sobre uma das particularidades já apontadas pelo estudo.

Ford apresenta seu primeiro carro global criado no Brasil

O novo utilitário esportivo EcoSport é o primeiro veículo global de passageiros da Ford projetado na América do Sul. A fábrica de Camaçari, na Bahia, foi a responsável pelo desenvolvimento de engenharia e design do automóvel. A pré-estreia mundial ocorreu no dia 4 de janeiro, em Brasília e na capital da Índia, Nova Déli, e antecede o início da produção.

As especificações técnicas serão anunciadas futuramente. Para adiantar, segundo a empresa, o design inovador, além de reduzir o peso, tem linhas aerodinâmicas desenvolvidas em túnel de vento que aumentam a economia de combustível.

“O novo EcoSport mostra para o mundo a competência do design e da engenharia da Ford na América do Sul”, disse Marcos de Oliveira, presidente da Ford Brasil e Mercosul. “No modelo de nova geração, aprimoramos a proposta do EcoSport para atender cerca de cem mercados globais, além da América Latina. Ele é um símbolo do avanço e da excelência da região como centro de design e desenvolvimento de produtos de classe mundial.”

De acordo com a empresa, a Ford Nordeste foi inaugurada em 2001 com investimento de US$ 1,9 bilhão. Com capacidade para montar 250 mil carros por ano, a fábrica responde por cerca de 6,5% da produção brasileira de automóveis e exporta aproximadamente 20% do seu volume.

A companhia divulgou que mais de R$ 2,8 bilhões do investimento total de R$ 4,5 bilhões anunciado para o período de 2011 a 2015 destinam-se ao Nordeste. Esses recursos serão aplicados no aumento da capacidade de produção da unidade para 300 mil veículos por ano, além de aprimoramentos na engenharia e processos de manufatura para a fabricação do novo modelo global. Segundo a Ford, desde sua criação no Brasil em 2003, o EcoSport já vendeu mais de 700 mil unidades na América do Sul.

Brasil pode se tornar 3° maior mercado automobilístico em 2016

11, janeiro, 2012 Deixar um comentário

Executivos de empresas automobilísticas do mundo acreditam que o Brasil chegará em 2016 disputando a terceira posição no ranking dos maiores mercados automobilísticos do mundo. É o que revela a “Pesquisa Global do Setor Automobilístico”, realizada pela KPMG International.

A pesquisa, que contou com a participação de 200 executivos de várias partes do mundo, mostra também que a expectativa é a de que até 2017 o Brasil esteja exportando mais de 1 milhão de veículos ao ano. As vendas externas brasileiras em 2011 ficaram em torno de 540 mil unidades, de acordo com a Anfavea.

BRICs com 40% do mercado em 2016

Com a China liderando o mercado automobilístico, e Brasil e Índia em franco crescimento na disputa pelo terceiro posto do ranking global, as perspectivas são de que em 2016 os países do BRIC (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China) detenham mais de 40% do market share mundial, segundo a pesquisa.


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Outro tema abordado no levantamento está ligado à mobilidade urbana nas grandes cidades do mundo. Em relação a este assunto, os pesquisados avaliam que o mercado precisa estar atento a uma mudança significativa que tende a ocorrer, em que o conceito de propriedade de veículos tenderá a migrar ao de uso, tendo em perspectiva a evolução e consolidação do uso compartilhado de automóveis como uma resposta a questões ambientais, sociais, de mobilidade e de restrição de espaços vinculadas à consolidação das megacidades.

Segundo indicações de 42% dos executivos brasileiros entrevistados, o Brasil tem grande potencial para o chamado mercado de mobility services (que inclui a o uso compartilhado de veículos), pois estimam que mais de 25% dos habitantes do país devem estar usando tais serviços em 2026.

Rockwell Automation anuncia nova fábrica no Brasil, em Jundiaí

25, novembro, 2011 1 comentário

O presidente da Rockwell Automation para a América Latina, Robert Becker, anunciou, em Chigaco, EUA, que a empresa está construindo uma nova fábrica no Brasil, cuja inauguração está prevista para o final do primeiro semestre de 2012. O executivo informou que, inicialmente, serão gerados 100 novos postos de trabalho diretos, e esse número deve duplicar em dois anos. Entre os itens a serem manufaturados na nova fábrica, estão inversores de média e baixa tensão.

A empresa já possui uma fábrica na capital paulista, desde 1983, onde produz controles industriais, centros de controle de motores e painéis de controle.

Brasil e Suécia buscam oportunidades de parcerias tecnológicas

3, novembro, 2011 Deixar um comentário

Empresários, gestores públicos e acadêmicos se reúnem em Estocolmo no próximo dia 9

Cerca de 80 empresários, pesquisadores e representantes de governo do Brasil e da Suécia vão se reunir, no dia 9 de novembro, em Estocolmo, para identificar novas oportunidades de projetos tecnológicos conjuntos, durante o 3º Laboratório de Aprendizagem em Inovação Brasil-Suécia. O encontro é promovido pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial – ABDI, em parceria com a Agência Sueca de Inovação (Vinnova).

“Brasil e Suécia são parceiros de longo prazo. Em 2009, foi assinado um acordo de cooperação entre os dois países e criado um programa de cooperação industrial em alta tecnologia. Desde então, a ABDI e a Vinnova estão coordenando esse processo, apoiando projetos e missões de ambos os países e promovendo o diálogo constante entre os stakeholders”, conta o diretor da ABDI, Clayton Campanhola, que participará do encontro.

Na pauta desta edição do evento está a co-incubação de empresas, iniciativa que pode auxiliar companhias a estabelecerem operações nos dois países. “Enquanto a Suécia é líder global em inovação e tem um histórico de sucesso na implementação e operação de incubadoras, na última década o Brasil experimenta uma grande expansão em seu ambiente de inovação. Portanto, parcerias dessa natureza seriam muito ricas para ambos”, afirma o diretor da ABDI.

Também serão debatidos temas como internacionalização de empresas, cooperação industrial e parcerias ligadas a grandes eventos – Copa do Mundo e Olimpíadas. “Buscamos a realização de parcerias em áreas intensivas em conhecimento, o que contribui para o aumento da competitividade da indústria brasileira”, destaca Campanhola.

Tanto a ABDI quanto a Vinnova atuam diretamente com políticas de competitividade. Ambas fazem parte da Federação Global de Conselhos de Competitividade (GFCC, na sigla em inglês), iniciativa internacional que reúne líderes de conselhos de competitividade de várias partes do mundo, para promover o diálogo contínuo, compartilhar melhores práticas e criar uma rede global de cooperação. Nos dias 21 e 22 de novembro, o Brasil sediará a 2ª Reunião Anual da GFCC, em Porto Alegre (RS).

KVT Koenig anuncia presença no Brasil

28, outubro, 2011 Deixar um comentário

A KVT SolutioneeringGroup, empresa internacional das áreas de fixação e vedação, anunciou que o Brasil faz parte de seus planos de investimento e de globalização do grupo. Com filiais em mais de 10 países, o Grupo KVT iniciou sua atividade no Brasil com um escritório de engenharia de aplicações na cidade de São Paulo em Abril deste ano.

De acordo com o diretor geral da divisão da América do Sul, Ney Peres, o crescimento sustentável do Brasil e a frequente participação do país em novos projetos de destaque, ajudou a decisão do Grupo em ter uma presença na região. “Quando realizamos uma análise dos países emergentes, identificamos que o Brasil é um país em destaque devido a sua cultura e ao crescimento das classes B e C, de forma contínua e sustentável, o que nos faz acreditar na utilização de nossos produtos na indústria” complementa o Diretor.

Brasil e Alemanha buscam acordo contra bitributação

21, setembro, 2011 Deixar um comentário

Brasil e Alemanha precisam chegar a um acordo que elimine a bitributação e dê mais segurança aos investidores. Os dois países também devem se empenhar no avanço das negociações para a liberalização do comércio entre a União Europeia e o Mercosul. O alerta foi feito na última segunda-feira (19),  pelo presidente da  Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, na abertura do 29º Encontro Empresarial Brasil-Alemanha, que reúne mais de 1.500 empresários no Pier Mauá, no Rio de Janeiro.

As oportunidades são muitas e há muitos campos em que podemos avançar para aumentar a corrente de comércio e de investimentos e a cooperação tecnológica entre os dois países”, disse Andrade. Lembrou que o Brasil está pronto para atrair investimentos a empreendimentos que vão desde  grandes obras de infraestrutura até a organização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas em 2016. Além disso,  há a exploração da camada pré-sal, que exigirá o fortalecimento da cadeia de petróleo e gás, e o desenvolvimento de energias alternativas, como o etanol, enumerou o presidente da CNI.

O secretário-geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Ruy Nunes Nogueira, destacou que a política industrial do governo brasileiro tem um compromisso com a inovação e a agregação de valor ao produto nacional. Esse contexto favorece os acordos com a Alemanha na área de tecnologia e de soluções para pequenas e médias empresas. “As pequenas empresas alemãs, que são reconhecidas pela sua capacidade de inovar e de exportar, devem ser um exemplo para o Brasil”, afirmou Nogueira.

Trocas – De acordo com Hans-Peter Keitel, presidente da Bundesverband der Deutchen Industries (BDI), a congênere alemã da CNI, os empresários da Alemanha têm interesses em estabelecer parcerias tecnológicas com os brasileiros. “Nós temos tecnologia e vocês têm matérias-primas. Podemos fazer trocas”, propôs Keitel.

Destacou que a Europa está tentando resolver a crise dos países com dificuldades de honrar suas dívidas, como a Grécia. Conforme o vice-ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Werner Hoyer, a Europa sairá fortalecida da crise porque os países aprenderão a lição de que há limites para o endividamento. “É irresponsável deixar dívidas para gerações futuras. Os irresponsáveis sucumbem à crise”, disse Hoyer.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN), Eduardo Eugênio Gouvea Vieira,  enfatizou que o Rio vive um momento histórico. Além de ser palco da Copa do Mundo de 2014 e sede das Olimpíadas de 2016, o estado tem atraído atenção do mundo e recebido investimentos por causa de sua indústria dinâmica, especialmente a de petróleo e gás.

Gouvea Vieira assegurou que os empresários fluminenses estão interessados em aprofundar a sinergia que já existe com os alemães. Num momento de descontração, alertou que essa sinergia não se estenderá, porém, aos gramados dos estádios de futebol, aproveitando para convidar os alemães a comemorar a vitória do Brasil na Copa de 2014.

Brasil & Brazil

O Brasil tem potencial para ser uma liderança na nova economia verde e de baixo carbono porque possui abundante capital natural, megabiodiversidade, sociodiversidade, matrizes energética e elétrica predominantemente renováveis, inflação sob controle (ainda), ambiente democrático, mobilidade social das populações menos favorecidas, uma política nacional de mudanças do clima e outros tantos aspectos, motivos de orgulho nacional.

Para o capitalismo global, o Brazil vem ampliando gradualmente sua presença e atuação internacional. Essa atuação é proeminente em áreas como as de commodities agrícolas, minerais, infraestrutura e construção pesada, em que empresas brasileiras são bem competitivas e ocupam posições de liderança em alguns mercados complexos. E isso incomoda nossos principais concorrentes.

O mundo nunca deixou de ser uma arena de competição na disputa por recursos naturais finitos e mercados idem, ainda que as formas pelas quais ela se manifesta variem com o tempo. Por isso mesmo, o mundo continua e continuará inseguro, porque é a própria essência da luta pela sobrevivência entre os Estados. O fundamentalismo das boas intenções, a pretexto da estabilidade climática e de crises ambientais, imbuído das mais nobres intenções, tem proposto e imposto uma série de convenções ambientais e climáticas exigindo a adoção das mais diversas políticas segregacionistas, protecionistas, discriminatórias e socialmente excludentes.

A geopolítica do clima diz respeito às disputas de poder e pressões de todo tipo no espaço mundial por meio do poder de influir na tomada de decisão dos Estados sobre o uso do território além dos próprios limites territoriais. Implicam também relações de assimetria que podem ser disputas econômicas, conflitos culturais, ideológicos, além de questões sobre mudanças climáticas, inovações tecnológicas e diferentes aspectos da globalização.

Vivemos uma combinação das anomalias climáticas cíclicas – El-Niño-La Niña – muito rigorosas, que produzem exacerbação dos fenômenos climáticos e desastres naturais e humanitários reais. À medida que terra e água se tornam mais escassas, que as mudanças climáticas se intensificam e a segurança alimentar mundial se deteriora, surge uma geopolítica perigosa de escassez de alimentos. Isso desencadeia uma luta pelo poder global para segurança alimentar.

A nova geopolítica do clima envolve questões tão complexas e difusas como: capitalismo de carbono, crise energética, ecoescravidão, perpetuação da exclusão social, armadilhas energéticas, riscos regulatórios, custos ambientais crescentes, limites do crescimento sustentável, barreiras socioambientais, biocomplexidade, níveis “ótimos” de poluição, esfriamento global, fraudes, destinação do CO2 sequestrado, etc.

Esse glorioso mercado global compra cada vez menos, remunera cada vez pior e está abarrotado de iniciativas “sustentáveis”. Entre elas, assistimos uma escalada de ações do aparato internacional, que se oculta por trás dos chamados movimentos sociais e das causas relacionadas ao meio ambiente e ao indigenismo, contra grandes projetos de infraestrutura em curso no País.

Às vezes a vida imita a arte: no filme Leap of Faith (Fé demais não cheira bem), de 1992, Steve Martin vive o reverendo Jonas Nightengale, um charlatão que vende a salvação em troca das ofertas que recebe por doação. Desconfie: fé demais (na causa aquecimentista) não cheira bem.

Não importa se você é um ardoroso defensor da causa do aquecimento global ou um cético do clima que luta contra o capitalismo de carbono: o aquecimento global transcende a questão técnica – atualmente é uma construção social, política e econômica. Temos marcos regulatórios, compromissos internacionais assumidos pelo Brasil e obrigações legais a serem cumpridas pelo setor produtivo.

Todas as causas climáticas e socioambientais são dignas. Ao escolher as ações a serem implementadas, devemos fazê-lo por dever moral, benevolência, melhoria de reputação ou reação à pressão de determinados grupos de interesse e, principalmente, a partir da análise criteriosa do potencial de “geração de valor compartilhado“ (a capacidade de produzir benefícios relevantes para o planeta e valiosos para o País) e da competitividade nacional. Adotar práticas de promoção do desenvolvimento sustentável e uma política ambiental direcionada à competitividade e não inibidora do crescimento econômico é a chave para liderar o processo de desenvolvimento sustentável nacional, fortalecendo nossa competitividade e buscando a melhoria contínua das condições socioeconômicas.

As duas lógicas – a climática e a econômica – são complementares, fortalecendo a noção de interdependência, pressupondo sinergias. É necessário reduzir as relações de assimetria materializadas nas políticas ambientais que apresentam características segregacionistas, protecionistas, discriminatórias, socialmente excludentes, e que não raro são acompanhadas de ciclos de eclosão, colapso econômico e ambiental, pois sem riqueza econômica é impossível investir na conservação e recuperação ambiental e numa economia de baixo carbono.

De todos os riscos que o Brasil enfrenta, nenhum é mais preocupante do que abrir mão de sua soberania (cada vez mais relativa) e dos interesses nacionais no uso sustentável e legítimo dos recursos naturais (renováveis ou não), curvando-se aos interesses do Brazil como falsa saída para o seu desenvolvimento.

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Um país desenvolvido precisa de uma indústria de transformação forte

“O atual modelo econômico nos empurra para uma reprimarização. O Brasil está priorizando a exportação de commodities e negligenciando a exportação de bens de maior valor agregado”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ, Carlos Pastoriza, durante sua palestra no NEI International Industrial Conference & Show sob o tema “O papel da indústria líder na cadeia de produção: uma reflexão necessária”. Um dos exemplos citados por Pastoriza foi o do minério de ferro, um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Segundo o diretor, a balança comercial dos setores que possuem o aço como principal matéria-prima (automóveis, máquinas e equipamentos, etc.) é deficitária. A balança comercial da indústria de transformação, no período de 2004 a 2011, acumula déficit superior a US$ 100 bilhões, mostrou o diretor.

“Não existe país desenvolvido que não tenha uma indústria de transformação forte. É bom que o Brasil seja um grande exportador de commodities, mas é preciso que haja políticas que também beneficiem e fortaleçam a indústria de transformação.”, afirmou Pastoriza. O representante da ABIMAQ ainda falou que os fabricantes internos de máquinas estão perdendo market share para os importados. “Qualquer investimento em máquinas é produtivo para o Brasil, mas quando há aumento desbalanceado no investimento de máquinas importadas em relação às nacionais, o País perde”, finalizou.

A ABIMAQ considera como pontos fundamentais para se resgatar a competitividade do setor a redução do Custo Brasil, a desoneração total dos investimentos, a oferta de financiamentos (PSI), o incentivo às exportações, a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

Setores econômicos que têm boas perspectivas de crescimento

8, outubro, 2010 Deixar um comentário

Depois de ser pontualmente atingido pela crise financeira mundial de 2008/2009, o Brasil tem retomado de forma vigorosa o rumo do crescimento, o que abre grandes perspectivas para a economia. Além disso, uma série de grandes eventos e o surgimento de novas oportunidades de negócio deverão movimentar e estimular significativamente alguns setores produtivos e prestadores de serviços.

Primeiro, podemos destacar o início da exploração comercial do petróleo da área do pré-sal, previsto para acontecer dentro de quatro ou cinco anos. A seguir, é importante lembrarmos dos dois maiores eventos esportivos de nosso planeta, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ambos a ocorrer no Brasil. Também não devemos nos esquecer do agronegócio, que é um dos grandes motores do crescimento nacional e tem ótimas perspectivas de expansão no breve futuro.

Sem grande esforço, percebermos que o setor de construção de infraestruturas será um dos mais requisitados nos próximos anos. Por exemplo, algumas das obras necessárias para a Copa da Mundo de 2014 já foram iniciadas, como é o caso da reforma do Maracanã. Para além das óbvias intervenções e novas construções de estádios, serão realizados investimentos bilionários na renovação e ampliação dos sistemas de transportes coletivos (metrô, trens, ônibus, etc.) e da estrutura aeroportuária nacional, tocadas obras de adequação da malha viária (estradas, pontes, viadutos…), além de implementados novos sistemas de telecomunicações mais eficientes e modernos.

A exploração de petróleo e gás dos campos do pré-sal estimulará não apenas a indústria ligada a este setor específico, mas mexerá também com as indústrias naval (na construção de navios e plataformas), petroquímica, aérea (com a demanda por helicópteros e aviões), da mineração e metalúrgica (pelo uso de metais em gasodutos, equipamentos, veículos, etc.); com o setor de serviços; com as áreas de desenvolvimento tecnológico; e com o ramo da logística.

Já o agronegócio demandará investimentos vultosos no desenvolvimento de tecnologias para a otimização da produtividade, na mecanização do setor e na ampliação e qualificação das estruturas de escoamento da produção, com a aplicação de recursos em nova e melhor malha viária, em ferrovias e hidrovias e, especialmente, na adequação e ampliação da capacidade portuária nacional.

Desta forma, e conhecendo as carências existentes, a indústria da construção civil será a mais requisitada nesse processo de adequação infraestrutural. A ela caberá responder também a necessidades acessórias ao crescimento previsto, como é o caso de um esperado boom no mercado imobiliário, especialmente em cidades que receberão a Copa do Mundo e a Olimpíada (neste caso, o Rio de Janeiro), além daquelas que se desenvolverão a reboque da exploração do petróleo do pré-sal.

O turismo receberá também grande estímulo, em suas duas principais vertentes: a do lazer e a dos negócios. Serão necessários novos hotéis, além da modernização da rede hoteleira já existente. Também haverá oportunidades para os segmentos de negócios e serviços que se alinham ao Turismo, especialmente no que tange às estruturas de lazer, de gastronomia e de esportes.

Sem considerar outros segmentos, que naturalmente se desenvolverão e exigirão investimentos ao longo dos próximos anos, é possível prever estímulos aos setores aéreo, automobilístico, eletroeletrônico, de serviços e logística, TICs (tecnologias da informação e da comunicação), saúde e segurança. Para concluir, e como não poderia deixar de ser, precisamos estar muito bem preparados, pois será necessário investir fortemente em educação para a formação de pessoal capacitado a atuar e a atender às necessidades de todos e de cada um desses setores e desafios citados.

Por Eduardo Pocetti, CEO da BDO no Brasil, integrante da quinta maior rede do mundo em auditoria, tributos e advisory services.