Arquivo

Textos com Etiquetas ‘Brasil’

Eletroeletrônica: setor deve receber R$ 28 bi de investimentos entre 2015 e 2018

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES estima investimento de R$ 28 bilhões no Complexo Eletrônico entre 2015 e 2018, o que representará crescimento real de 25,9% em relação ao montante aplicado de 2010 a 2013. O Complexo Eletrônico envolve a indústria eletroeletrônica, que engloba componentes eletrônicos, eletrônica de consumo, equipamentos eletrônicos e de comunicação, automação industrial e informática; e também a indústria de software e serviços de Tecnologia da Informação.

No total, os investimentos na economia brasileira devem exceder R$ 4,1 trilhões no período, segundo a pesquisa do banco, nomeada “Perspectivas do investimento 2015-2018 e panoramas setoriais”. Esse valor é 17% superior ao investido entre 2010 e 2013. A indústria deve receber R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. No atual quadriênio os investimentos são mais intensivos em tecnologia e menos em capital, visando, inclusive, à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos.

No mercado de equipamentos do Complexo Eletrônico, segundo o estudo, o valor agregado se concentra cada vez mais nos componentes estratégicos dos produtos, isto é, em chips (circuitos integrados) e displays, porém para explorar o mercado de microeletrônica e displays, os investimentos são grandiosos (bilhões de dólares) e a qualificação tecnológica é um desafio, com muitos riscos. Cada vez mais a eletroeletrônica se beneficia dos recursos da informática.

Informa o relatório que os chips concentram a “inteligência” dos produtos na medida em que vão se tornando mais integrados, reunindo em um único componente: microcontroladores, processadores de dados e imagens, sensores e memória, entre outros. Há poucos anos, essas atribuições eram distribuídas entre diversos componentes. Desse modo, concluiu o estudo, o valor agregado na cadeia de bens eletrônicos se concentra mais a cada dia nas empresas que projetam e fabricam chips.

Uma das tendências dos chips é a miniaturização, a fim de permitir que a eletrônica esteja embarcada em todos os itens, incluindo eletrodomésticos e roupas, seguindo a tendência da Internet das Coisas. Além do tamanho, evoluem para utilizar cada vez menos energia, pois um dos grandes desafios para a expansão da eletrônica está em como carregar tantos dispositivos diferentes com chips embarcados. Há também a tendência de uso de novos materiais em chips e displays e formas de fabricação, saindo do modelo-padrão da utilização do silício e processos de difusão e deposição de gases em salas limpas e direcionando-se para a eletrônica orgânica, isso é, com base no carbono, cujos processos fabris associados exigem menor investimento em capital, o que pode mudar o padrão de concorrência no futuro, informa a pesquisa do BNDES

No futuro breve, a eletroeletrônica se beneficiará também da Indústria 4.0 (entre os conceitos estão o uso intensivo de robôs e o fluxo de dados proporcionado pela conectividade de pessoas e coisas), que proporcionará a criação de cadeias de suprimento mais flexíveis, adaptáveis e capazes de produzir produtos customizados em massa, tendendo a trazer a manufatura novamente para locais mais próximos aos mercados consumidores, impactando a divisão de trabalho da economia mundial, conforme consta no relatório.

Para esse novo cenário, lembra o estudo, a infraestrutura deverá ser capaz de armazenar (cloud computing), processar (alto desempenho computacional) e comunicar (ultrabanda larga) elevada quantidade de dados, disponibilizando-os em todo lugar (celulares, tablets, carros, eletrodomésticos, robôs, sensores) e por qualquer meio (redes de satélites, fibra óptica, sem fio e metálicas cabeadas). Um volume de dados da ordem de terabits exigirá o desenvolvimento de novos sistemas computacionais, elementos de rede, meios de comunicação (intenso uso da fotônica), elementos de armazenamento de dados e computadores com alto paralelismo e poder de processamento.

Na pesquisa do banco consta a afirmação de que o Complexo Eletrônico tem sido recorrentemente um dos focos estratégicos de políticas de desenvolvimento econômico nacional. Iniciativas atuais de destaque são o Plano TI Maior e a Portaria 950 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, que aumenta os benefícios fiscais da Lei de Informática para os produtos que, além de fabricados no Brasil, forem desenvolvidos localmente.

Cada vez mais a informática está associada à indústria eletroeletrônica. Já fazendo uso ou não da informática, há 60 novos produtos de eletroeletrônica para otimizar seus processos na seção de Eletroeletrônica no NEI.com.br.

E muito mais novidades você encontrará nas próximas edições da Revista e no site NEI, já que a Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções visitará neste mês a 28ª FIEE – Feira Internacional da Indústria Elétrica, Eletrônica, Energia e Automação, entre os dias 23 e 27, no Anhembi, em São Paulo – SP, para levar a você as informações técnicas dos lançamentos do setor. São cerca de 700 expositores nacionais e internacionais, representando mais de 1.400 marcas, que apresentarão suas novidades para um público esperado de 60 mil compradores.

Uma das novidades da feira é a setorização com sinalização diferenciada para os quatro setores macro (equipamentos industriais, eletrônica, automação e energia). As outras são: Ilhas Temáticas, apresentação prática das tecnologias em espaços reservados em cada setor; showroom de lançamentos na entrada da feira; e workshops gratuitos em pequenos auditórios para mostra de produtos/serviços. Para completar as atrações, nos mesmos dias em que ocorrerá a FIEE, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee realizará no hotel Holiday Inn Parque Anhembi, o Abinee TEC 2015 – Fórum de Sustentabilidade, Energias Alternativas e Eficiência Energética. Serão abordados os temas: aperfeiçoamento do setor elétrico brasileiro, eficiência energética e segurança das instalações, Lei de Informática, inovação, startups, sustentabilidade e futuro das micros, pequenas e médias empresas no Brasil.

Projeções econômicas para 2015

Dada a necessidade de ajustes na economia do País, para 2015 o setor não projeta aumentos significativos nos negócios, segundo a Abinee. O faturamento deverá apresentar crescimento nominal de cerca de 2% em relação a 2014, somando R$ 163 milhões, sendo modesto em todas as áreas.

As importações deverão ficar no mesmo patamar de 2014, atingindo US$ 41,9 bilhões, influenciadas pela estabilidade esperada para o mercado interno. Por sua vez, as exportações deverão ficar 1% abaixo das realizadas em 2014, registrando US$ 6,6 bilhões. Os investimentos do setor em 2015 ficarão 2% acima em relação aos de 2014, de R$ 4 bilhões, e o número de empregados permanecerá em 175 mil.

Projeção para var. % do faturamento nominal do setor

2015 x 2014

Áreas                                          Var %

  • Automação Industrial                                           6%
  • Componentes Elétricos e Eletrônicos             5%
  • Equipamentos Industriais                                   6%
  • GTD                                                                              -4%
  • Informática                                                                0%
  • Material Elétrico de Instalação                         6%
  • Telecomunicações                                                  4%
  • Utilidades Domésticas                                           2%
  • Total                                                                              2%

2015 é de ajuste, fundamental para retomar a trajetória de crescimento nos próximos anos

E não há como a economia nacional apresentar resultados positivos sem a recuperação e o fortalecimento da indústria. O Brasil tem pressa e a indústria precisa estar à frente

Nada melhor que começar um ano com boas propostas, incluindo a retomada da confiança. No Brasil, a esperança por uma nação melhor com uma indústria forte se renova a cada troca de equipe ministerial. E este é o momento atual.

A reforma nos ministérios tem o objetivo de dialogar com e acalmar os mercados. A opinião de Danilo Sartorello Spinola, pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia – NEIT da Unicamp e consultor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, é também a de muitos especialistas consultados por NEI para esta reportagem. Na visão do economista Ricardo Amorim, se a “casa” for arrumada em 2015, recuperando a confiança de empresários e consumidores, pode-se retomar um ciclo de crescimento mais rápido a partir do final deste ano. “Só poderemos crescer como de 2004 a 2010 acelerando a produtividade, o que exige trabalhadores mais bem preparados e equipados, portanto muito investimento em educação, máquinas, equipamentos e tecnologia”, explicou Amorim, lembrando que a “mãe” das oportunidades são os problemas.

A indústria também se aproveita desse cenário de mudança, devido ao novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC. Armando Monteiro Neto, que presidiu entre 2002 e 2010 a Confederação Nacional da Indústria – CNI, o Senai e o Sesi, se diz disposto a manter parceria com todos os segmentos do setor produtivo e elenca como seu principal desafio a promoção da competitividade, o que significa reduzir custos sistêmicos e elevar a produtividade, a fim de proporcionar crescimento do País nos próximos anos. “Nesse contexto, a indústria tem papel central, pois crescer pela indústria é sempre o melhor caminho, porque há forte associação com a criação de empregos de qualidade, a disseminação do conhecimento, o desenvolvimento tecnológico e a geração de divisas”, afirmou Neto.

Para promover a competitividade, o novo ministro definiu cinco medidas: reformas microeconômicas, que envolvem melhorias no ambiente tributário e regulatório e simplificação dos processos; política de comércio exterior mais “ativa”, que amplie os acordos comerciais com parceiros estratégicos e permita maior inserção nas cadeias globais de valor; incentivo ao investimento e à renovação do parque fabril, de modo a reduzir a idade média das máquinas e equipamentos em operação no Brasil (que hoje é de 17 anos), e a adoção de modelo de financiamento de bancos públicos que viabilize crescentemente acesso dos recursos para pequenas e médias empresas; estimulo à inovação; e aperfeiçoamento do sistema que irá gerir a “agenda” da competitividade.

Por ser um nome ligado à indústria, a escolha de Neto à frente do MDIC é vista como positiva, por exemplo, pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee e por especialistas, como Pedro Chadarevian, prof. dr. de economia da Unifesp e da pós-graduação de políticas públicas da UFABC. Para ele, o ano começa com outras duas boas notícias para a indústria. Uma é a maturação dos investimentos feitos nos últimos anos para a qualificação da mão de obra devido à expansão do acesso ao dos investimentos feitos nos últimos anos para a qualificação da mão de obra devido à expansão do acesso ao ensino superior. “Nos últimos dez anos mais que dobramos a proporção de pessoal ocupado na indústria com nível universitário, o que deve refletir mais cedo ou mais tarde em maior produtividade”, disse Chadarevian.

Outra previsão é a desvalorização do câmbio, encarecendo as importações. “Nesse sentido, deve ocorrer recuperação do segmento de máquinas e equipamentos, inclusive pela necessidade de mecanização generalizada, especialmente nos setores mais pressionados por salários, regulamentações trabalhistas e rentabilidade, como é o caso, entre outros, do agronegócio”, contou o economista.

Quanto ao câmbio, entidades ligadas à indústria, a exemplo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq e Abinee e de economistas, como José Luís Oreiro, prof. dr. da UFRJ, defendem que tem de ser no mínimo R$ 3,00 para começar a ser bom para a indústria nacional. Victor Gomes, doutor em economia, docente da UNB e pesquisador associado da Rede de Economia Aplicada, disse que esse cenário já está ocorrendo. “No caso, o fortalecimento do dólar deve fortalecer as exportações brasileiras”, explicou. “Com essa ótica, medidas que facilitem negócios internacionais são bem-vindas. Se o governo for ‘claro’ em suas ações, empresas brasileiras podem aproveitar e expandir suas operações no mercado doméstico ou internacional. Os desafios são enormes, mas grandes dificuldades trazem boas oportunidades.”

Os setores de máquinas e equipamentos e de infraestrutura deverão ser os primeiros a apresentar melhoras a partir de 2015, conforme a confiança recuperada elevar os investimentos em projetos, prevê Alberto Suen, prof. dr. de finanças da UFABC e engenheiro de produção. Assim como para esses dois setores, também para a cadeia do petróleo estão programados investimentos, seja devido aos últimos leilões de concessão e/ou aos desembolsos necessários à viabilização da exploração do pré-sal, afirmou a economista Roberta Possamai, pesquisadora e mestranda da FGV. Outra aposta de boas perspectivas envolve a indústria alimentícia, como indicou Ana Elisa Périco, docente de finanças da Unesp, pesquisadora das infraestruturas produtivas e doutora em engenharia de produção. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, a previsão do setor para 2015 é de crescimento de 2,5% no volume de produção industrial, 3% de vendas e exportações de US$ 40 bilhões.

A Abinee projeta crescimento nominal e investimentos em reais de cerca de 2% em relação a 2014, e a indústria de transformação do plástico deverá ter aumento de 1% na produção física, 2% no índice de emprego e 2% no consumo aparente dos transformados plásticos (em toneladas), informou a Associação Brasileira da Indústria do Plástico.

Para completar as perspectivas para os setores, Antônio Márcio Buainain, prof. dr. de economia da Unicamp, crê em recuperação, no segundo semestre, da construção civil e transportes. Já Elton Eustáquio Casagrande, doutor em economia e docente da Unesp, aposta que a cadeia do agronegócio será outro destaque em 2015.

A energia é mais um tema comentado pelos especialistas que deve pautar ainda mais as discussões neste ano. O professor da UNB alertou que medidas sustentáveis e competitivas para o setor de energia são cruciais para o avanço industrial e para atrair investimentos.

Outra boa notícia para a indústria em 2015, de acordo com Buainain e Spinola, é que o crescimento pode se dar também pela ocupação de capacidade ociosa, porque em 2014 elevou-se a ociosidade, podendo, neste ano, ser recolocadas máquinas em operação. “Deve-se lembrar que Copa do Mundo, com forte elevação de preços no período, e eleições afetam as decisões de gasto, fatores que não ocorrerão em 2015”, opinou o pesquisador do NEIT. “A Copa também afetou a produção industrial pelo aumento dos feriados, que também gerou retração do consumo.”

No curto prazo, além de o Banco Central deixar a taxa de câmbio se acomodar em um patamar mais alto e o governo recuperar a confiança do setor produtivo, outra medida é fundamental: apresentação de programa de investimentos em infraestrutura crível, reduzindo parte do chamado custo Brasil, citou Roberta.

Amorim completa a lista de melhorias para a indústria nacional, sugerindo reforma das leis trabalhistas.

Apesar das novas equipes ministeriais, boas aspirações e algumas ações correntes que já entusiasmam, recuperar o crescimento sustentado já em 2015 será pouco provável na visão dos economistas entrevistados e associações ligadas à indústria. Em análise publicada no Valor Econômico de 1º de dezembro, Silvia Matos e Vinícius Botelho, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia – IBRE da FGV, comentam que este deve ser um ano de ajustes, mas, reestabelecidas as condições de política econômica para gerar crescimento, a partir de 2016 o País voltará a apresentar taxas próximas do potencial estimado. Segundo a CNI, a indústria terá expansão de 1% em 2015.

Projeções para o macroBrasil

A reportagem de NEI conversou com economistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília para descobrir as palavras de ordem para o Brasil. O resultado é o conjunto de mandamentos: retomada da confiança, ajuste, controle de gastos e da inflação, competitividade, internacionalização, equilíbrio fiscal, fim da impunidade, austeridade fiscal, menor intervenção governamental, adequação das empresas para o retorno do crescimento econômico, emprego, inovação, responsabilidade social e distribuição de renda.

Felizmente, a nova equipe econômica já sinalizou que pretende trazer de volta a confiança perdida e realizar outros ajustes, que devem ser feitos para corrigir uma série de desequilíbrios que a economia brasileira acumulou. “Um dos motivos de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, um economista ortodoxo, é resgatar a credibilidade da equipe econômica do governo no segundo mandato”, opinou Marcel Grillo Balassiano, da área de Economia Aplicada do IBRE. Como medidas iniciais, Levy anunciou que o governo vai buscar superávit primário de 1,2% do PIB em 2015 e de 2% em 2016 e 2017.

Segundo Felippe Cauê Serigati, professor de economia da FGV, será necessário aumentar a taxa de juros e encarecer o crédito para acomodar a inflação; do lado das contas públicas, será preciso cortar algumas despesas e elevar impostos; por fim, para reduzir o déficit nas contas externas, o Banco Central terá de permitir que a taxa de câmbio se desvalorize, embora isso pressione ainda mais a inflação.

De acordo com a CNI, a economia crescerá 1% em 2015. Por trás disso, comentou Serigati, está a desaceleração do consumo interno e a queda dos preços das commodities que o Brasil exporta, bem como a menor capacidade do governo em repassar recursos para os bancos públicos. “Apesar disso, o crescimento de 2015 deve ser melhor que o de 2014 por causa de alguns investimentos que já foram contratados”, revelou. Já a inflação, possivelmente ficará em 6,5%, com novo aumento da taxa Selic para tentar diminuir a inflação. Lembrou Serigati que o ideal é a inflação ser acomodada em patamar próximo da meta, de 4,5% a.a.

Quanto aos investimentos no Brasil, economistas acreditam em ligeiro aumento devido, principalmente, aos resultados das últimas concessões de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos, bem como à exploração do pré-sal. No tempo certo deve-se mobilizar o capital privado, que tem interesse em investir. Reforçam ainda que um tema crucial para a retomada do crescimento é a punição e o combate à corrupção.

bndes box

Responsabilidades do empresário industrial em 2015 

Em cenário de dificuldades, se o empresariado apenas se defender aumentando o nível de ociosidade e elevando margens e demissões, há o risco de se “entrar em uma espiral” de crise e desconfiança muito perigosa aos sistemas econômicos, alertou Spinola.

É preciso mudar o foco das reivindicações e negociações com o governo, que tem se concentrado em “pequenos favores” que não resolvem o problema, apenas produzem alívio imediato, sugeriu Buainain.

Para os especialistas, a princípio a missão é manter a empresa “saudável”. Se os ajustes prometidos para este ano forem feitos, a indústria deverá começar a colher os frutos nos próximos anos. À medida que a confiança aumentar, é hora de acreditar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e aproveitar as oportunidades para o novo ciclo de crescimento que deve ter início em 2016. Para completar, há de acreditar mais nos trabalhadores e incentivá-los e desenvolver inteligência estratégica para assegurar empregos. Faz parte de todo o processo cobrar regras claras, sustentáveis e competitivas de regulação econômica e atuar em parceria com o setor público.

Mario Winterstein, diretor de desenvolvimento de negócios da The Association For Manufacturing Technology (EUA) – AMT, recomenda que o Brasil siga os mesmos passos que permitiram aos EUA tornar-se o país com um dos custos de manufatura mais baixos, inclusive em relação à China, para bens duráveis a serem “consumidos” na América do Norte. Para ele, os passos incluem: baixar o custo de energia, inovar, utilizar máquinas avançadas, criar novos materiais e ferramentas, automatizar a usinagem e a montagem, definir ganho na produtividade e treinar a mão de obra. “Tudo isso deve ser acompanhado de bom senso, deixando o mercado achar seu caminho, sem interferência governamental e protecionismo. Das empresas de manufatura, somente as competitivas por mérito próprio sobrevivem e crescem.”

Para acessar a Revista NEI digital, basta fazer seu cadastro neste link: http://www.nei.com.br/revista/cadastro?origem=home 


Foxconn inicia obras da nova fábrica em SP, com operações previstas para 2015

A fabricante taiwanesa de produtos eletrônicos Foxconn começa a construção de sua nova unidade, dessa vez na cidade de Itu-SP. A expectativa é de que a fábrica comece a operar até o fim de 2015.

A primeira fase, que irá até 2016, contará com R$ 400 milhões para a construção e a operação de uma unidade de 40 mil m2 e gerará a contratação de cerca de 5 mil trabalhadores. No total, a expectativa é de que a planta de Itu gere cerca de 10 mil empregos diretos, que serão criados ao longo de todas as fases do empreendimento. A empresa contratará funcionários nas áreas de engenharia, tecnologia da informação e administrativa.

A produção nas demais fábricas da Foxconn no Brasil não será alterada com a nova planta. Essa será a sexta unidade fabril da empresa no País. O processo de escolha do local da nova planta durou mais de dois anos. Foram visitados diversos municípios paulistas, além de cidades em outros Estados.


Próspero Ano Novo

Começamos 2015 mais confiantes. A relação entre o setor produtivo e o governo deve se fortalecer, e a competitividade ser colocada no centro da agenda política do País. A escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda e de Armando Monteiro para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC foi bem recebida pelo mercado e avaliada positivamente pela Confederação Nacional da Indústria – CNI. As novas diretrizes preveem elevar a produtividade, desburocratizar processos tributários, dar incentivos ao parque fabril e favorecer a inovação, entre outras.

Outra boa notícia é que estão previstos investimentos na economia brasileira, entre 2015 e 2018, de R$ 4,1 trilhões, representando crescimento de 17% frente aos valores efetivamente realizados entre 2010
e 2013, segundo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES. Para a indústria estão estimados R$ 909 bilhões, 18,5% a mais que no período anterior. De acordo com BNDES, os investimentos previstos a partir de 2015 vão privilegiar projetos mais intensivos em tecnologia.

Para as empresas que planejam inovar e alcançar melhores níveis de produtividade e qualidade – todas deveriam perseguir essas diretrizes – duas frentes precisam ser alcançadas: qualificação de mão de obra, cada vez mais necessária, e investimentos em tecnologias modernas. Conhecer novos equipamentos e máquinas permite identificar soluções para incrementar os processos de manufatura. Sem investimento em soluções tecnológicas, não há inovação.

Parte de uma nova era na indústria de manufatura em nível mundial, a impressão 3D é um bom exemplo de tecnologia em desenvolvimento que vem ganhando espaço e importância no setor industrial. Pela segunda vez consecutiva, uma impressora 3D foi o produto que despertou maior interesse dos profissionais que acessaram o NEI.com.br. A seção Campeões de Interesse 2014 traz a impressora vencedora, da Ex One, e mais de 60 produtos, dos mais diversos segmentos, que também chamaram a atenção desses profissionais, mostrando sobre quais tecnologias recai o interesse do mercado.

A impressão 3D é apenas um exemplo de quanto é importante estar atento às novas tecnologias que podem abrir horizontes para sua empresa.


Lean Manufacturing: qual é seu nível de aplicação na indústria brasileira?

27, junho, 2014 1 comentário

A filosofia Lean (produção enxuta) ganha cada vez mais espaço nas indústrias e nas operações logísticas da indústria brasileira. Como são diversas técnicas, com aplicações diferentes e variáveis em cada situação, nem sempre a aplicação do Lean é feita de maneira eficiente ou adequada.

A IMAM Consultoria realizou uma pesquisa para medir qual é o nível de aplicação da filosofia enxuta nas empresas e quais as técnicas aplicadas, as vantagens e dificuldades para essa implementação.

De imediato, o resultado mostrou que o método Lean Manufacturing ainda tem muito espaço para conquistar na indústria brasileira. Com base nas 230 empresas pesquisadas, de segmentos como alimentício, de saúde e higiene, construção e varejo, foi apurado que apenas 55% delas aplicam o Lean.

Segundo a pesquisa, 37,7% dos entrevistados elegeram a falta de metodologia de implementação como a principal dificuldade em adotar o Lean. Em seguida, com 36,3%, está a falta de conhecimento sobre o que é e quais os benefícios da metodologia. E, 32,9%, culparam o fato dos colaboradores não se envolverem em um projeto complexo como esse. Uma pequena parcela (13,8%) justificou a não aplicação pela falta de apoio da diretoria. Falta de mão de obra qualificada, falta de tempo devido o acumulo de funções, necessidade de mudança de cultura e pouca disseminação do tema foram outros empecilhos citados.

O resultado mostra ainda que o Lean Manufacturing é pouco conhecido entre os profissionais da indústria. Apenas 27,3% dos funcionários ouviram falar a respeito e 15,1% nunca ouviram falar sobre o tema. Entre aqueles que tem noção sobre o assunto, 50,2% conheceram na faculdade, 48,9% em empresas que trabalham e/ou trabalharam, 38,5% leram livros técnicos e 34,6% viram em artigos de revistas. Treinamentos fora da empresa serviram como fonte de conhecimento para 29,9%, feiras e seminários 23,4% e consultorias 17,3%. MBA, pós-graduação, treinamentos internos e a própria IMAM Consultoria foram outras fontes citadas pelos participantes.

Por que adotar o Lean?
Minimizar ou eliminar perdas é a promessa do método Lean Manufaturing. Segundo o levantamento, minimizar refugos e retrabalhos foi citado por 49,8% dos entrevistados como o principal motivo para buscarem o Lean Manufacturing, 43,7% citaram a não utilização da plena capacidade das pessoas e 34,6% indicaram a falta de processamentos e métodos. Esperas (29,4%), distâncias percorridas por conta do layout (28,6%), quebras de máquinas (24,7%) e a superprodução (10,0%) complementam a pesquisa. Alguns citaram ainda o tempo de setup, os fornecedores externos, estoque e falta de espaço como problemas que geram perdas e estimulam a adoção do Lean.

As ferramentas de Lean
A principal ferramenta de aplicação do Lean Manufacturing é o 5“S”, citada por 80,1% dos entrevistados. Em seguida aparece a Kanban, com 50,7%. A terceira ferramenta mais utilizada é o Kaizen, com 46,8%. Logo depois vem a troca rápida (setup) de ferramentas com 36,8%, as células de manufatura com 34,6% e o A3 com 21,7%. Lean inventory, Jidoka, Poka Yoke, Manutenção Produtiva Total – MPT, Just In Time e gerenciamento visual são outras ferramentas indicadas pelos participantes.

Implementação
É preciso que alguém, um colaborador ou uma equipe, gerencie todo o processo de implementação do Lean, garantindo que as ferramentas sejam bem executadas por todos e traga resultados concretos. A pesquisa indicou que em 36,8% dos casos, quem ficou responsável pela gestão foi a área industrial. Em segundo lugar (19,9%) foi criada uma coordenação de Lean, seguida pela área de qualidade (13,9%) e da área de projetos (10,0%). A área administrativa foi responsável em 7,8% das vezes e o RH em apenas 4,8%.

A execução das tarefas de Lean é responsabilidade da gerência em 26,4% dos casos. Supervisores (23,8%), diretoria (18,6%) e operadores (13,0%) também assumem o gerenciamento. Mas, na maioria das vezes, a responsabilidade por gerenciar o Lean é de todos, sendo citado por mais da metade dos entrevistados (50,7%).

Vale enfatizar que 81,8% dos casos aplicaram o Lean Manufacturing não só no chão de fábrica ou nos armazéns, mas em escritórios e outras áreas da empresa.


I Encontro de Líderes da Indústria debate produtividade e inovação para crescimento do Brasil

Em comemoração aos 40 anos da Revista NEI e 30 edições da Feira Internacional da Mecânica, foi realizada nesta manhã o I Encontro de Líderes da Indústria, no hotel Holiday Inn, ao lado do Anhembi, em São Paulo, onde é realizada a feira, que segue até 24 de maio. Organizado por NEI Soluções e pela Reed Exhibition Alcantara Machado, promotora da Mecânica, o encontro foi composto por duas palestras: “Produtividade e crescimento no Brasil”, com Ildefonso Alvim de Abreu e Silva e Bjorn Hagemann, sócios da McKinsey & Company; e “Inovação tecnológica na indústria – condição para a modernização e a competitividade interna e externa”, com Marcelo Prim, diretor nacional de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai.

Na ocasião, os sócios da McKinsey & Company comentaram cinco mudanças que influenciarão as empresas nacionais. São elas: grande equilíbrio entre as balanças dos países; desaceleração do crescimento demográfico populacional compensado por ganho de produtividade; demanda por recursos finitos aumentando e fornecimento se tornando mais volátil; crescente fluxo de dados permitirá novos níveis de controle, colaboração e extração de valor; e avanços econômicos. Para eles, parte dos ganhos sustentáveis de competitividade tem início na modernização das práticas e processos das empresas e, apesar da melhora da competitividade brasileira, o País está longe do patamar ideal. “A iniciativa privada continuará sendo a impulsionadora do desenvolvimento, devido aos desafios relacionados à eficácia do governo”, disseram. “A produtividade será o maior fator do crescimento futuro do PIB brasileiro, em função de nossa pirâmide populacional e nível de emprego.”

Já o diretor do Senai dedicou sua palestra aos problemas vividos no Brasil que atrasam a subida de posições na lista dos países mais  inovadores. Comentou a falta de investimento, laboratórios, centros de pesquisas e inovação, educação, profissionais qualificados e de parcerias entre empresas e universidades, entre outras necessidades. Além do trabalho realizado para melhorar essa posição, como as atividades do Senai, o Brasil tem muito para evoluir. Para Prim, a educação é a base, e citou como exemplo a Suíça, que se tornou a primeira do ranking porque investe arduamente em educação. O diretor afirmou que o trabalho é longo e vai demorar de 20 a 30 anos para o Brasil subir alguns níveis, mas que é possível acelerar se houver criação de muito mais parcerias internacionais e incentivos para que pequenas se tornem médias empresas e médias se transformem em grandes.

A maior feira industrial do Brasil é fundamental na trajetória de NEI

A Feira Internacional da Mecânica é parte importante da história de NEI. A equipe editorial visitou todas as edições desde 1974, a fim de divulgar as tendências mundiais de diversos setores, contribuindo para a modernização do parque industrial do Brasil e de vários países nestas três décadas. Além disso, como de costume, no mês do evento e no anterior, NEI antecipa diversos lançamentos para que os leitores possam fazer os contatos previamente e programar a visita aos expositores dessa megafeira.

Na 30ª edição são expostas mais de 2.100 marcas nacionais e internacionais, com participação de empresas da Itália, Espanha, Áustria, República Checa, Turquia, China, Taiwan, Japão, Argentina e outros países. A organizadora prevê 100 mil visitantes qualificados.


Renault aposta mais de R$ 500 mi no Brasil até 2019

O Grupo Renault anuncia novo ciclo de investimentos no valor de R$ 500 milhões para o período 2014-2019, que serão aplicados no desenvolvimento e produção de dois novos veículos no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais-PR.

Além disso, informa a implementação do novo Centro Nacional de Distribuição de Peças em Quatro Barras-PR, com 66 mil m2 de área construída e início das operações previsto para o segundo semestre de 2015. Deve gerar cerca de 250 empregos e representa investimento de R$ 240 milhões, compreendidas as operações dos próximos dez anos. O centro deverá movimentar cerca de 200 carretas por mês. Além de atender toda a rede de concessionárias do País, realizará exportações de peças e componentes para México, Argentina, Chile, América Central, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Paraguai, Peru, África do Sul e França.

A Renault reforçou sua estratégia de crescimento no País baseada em três pilares: aumento da capacidade (em 2013 a produção saltou de 280 mil para 380 mil unidades por ano); renovação da gama de produtos (foram lançados dois modelos novos em 2013); e ampliação da rede de concessionárias (nos últimos três anos foram inauguradas 100, totalizando 275). No acumulado de janeiro a março deste ano, a companhia registrou 6,7% de participação de mercado. A meta é alcançar 8% até 2016.

No Brasil, os investimentos de R$ 1,5 bilhão para o ciclo 2010-2015 já foram concluídos. “Desde 2011 o País é segundo maior mercado da marca depois da França e está entre as prioridades estratégicas de crescimento mundial do Grupo”, destacou Carlos Ghosn, presidente mundial do grupo.


Ensino de hidráulica e pneumática no Brasil

14, novembro, 2013 Deixar um comentário

Durante muitos anos, o ensino na área de hidráulica e pneumática – H&P foi mais técnico que científico. Porém, na última década, além do surgimento de laboratórios nas instituições privadas, como no campus de Panambi da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, houve grande expansão do número e tamanho das escolas técnicas federais no Brasil, que, além dos tradicionais cursos técnicos, oferecem ainda cursos superiores, entregando ao mercado de trabalho também tecnólogos e bacharéis. Por anos, o único laboratório consolidado na área de H&P foi o Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos – Laship da Universidade Federal de Santa Catarina.

Complementando essa revitalização, na rede federal de educação superior, além da expansão do número de universidades e de cursos nas já existentes, houve aumento de vagas e ampliação da infraestrutura, incluindo a construção de laboratórios, como no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – IFRS de Erechim, que recentemente ganhou moderno laboratório de H&P. Houve investimento em muitas áreas, dentre elas a de automação industrial.

Seguindo essa tendência, a Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS incorporou recentemente ao seu elenco de cursos o de Engenharia de Controle e Automação, para o qual foi estruturada uma série de laboratórios, dentre os quais, o de ensino de hidráulica e pneumática.

Atualmente, praticamente qualquer ramo de atividade industrial consiste de um potencial usuário de tecnologia pneumática e/ou hidráulica. De forma geral, os sistemas de ambas as naturezas são empregados para operações mecânicas de movimentação ou aplicação de força ou pressão. Exemplos de aplicação tanto da hidráulica quanto da pneumática vão desde as tradicionais indústrias de manufatura (metalmecânica, calçadista, plásticos, móveis, etc.) até atividades navais, portuárias e automobilísticas, em unidades automáticas de montagem, sistemas robotizados e linhas de produção automatizadas.

Ainda como aplicação da hidráulica estão: área móbil (equipamentos rodoviários, implementos agrícolas, guindastes e outros equipamentos de movimentação), aeronáutica, de máquinas-ferramenta e prensas. Na pneumática, destacam-se também: indústria farmacêutica, de produção de alimentos e bebidas e rações. Tem ocorrido ainda aumento de aplicações de pneumática em indústrias de células fotoelétricas, de displays de monitores de telas planas e de montagem de veículos automotivos, além de segurança de máquinas, automação de laboratórios e sistemas embarcados em veículos.

O ensino com mais qualidade e infraestrutura, que formará novos profissionais, ajudará os fabricantes nacionais no desenvolvimento de novas tecnologias de H&P.

Crédito:

Artigo escrito por Eduardo André Perondi, professor doutor do curso de Engenharia de Controle e Automação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.


Valor da mão de obra no País cresceu 7,2% em 2012, revela Firjan

O custo do trabalho no Brasil teve alta de 7,2% no ano passado, o que significa que o valor da hora da mão de obra no País avançou em maior ritmo do que a quantidade de unidade produzida. Em 2011, o aumento foi de 3,8%. Os dados estão no estudo Custo do Trabalho no Brasil da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan.

O Custo Unitário do Trabalho – CUT mede a relação entre o custo da hora trabalhada e a produtividade do trabalhador. “Se os custos de produção ficam maiores, mais caro se torna o produto final”, ressaltou Guilherme Mercês, gerente de economia e estatística da Firjan. “O custo de produção no Brasil aumentou não só por conta do crescimento dos salários, mas também porque passou a ser preciso mais horas de trabalho para produzir o mesmo produto.”

De 15 segmentos pesquisados que integram a indústria da transformação, 13 apresentaram aumento no custo do trabalho. O segmento têxtil foi o que mais cresceu no acumulado de 2011 e 2012: 25,3%, seguido por material de transporte (21,3%) e máquinas e equipamentos (21%), refletindo queda de produtividade dos três setores no período. Papel e gráfica (-6,3%) e madeira (-13,6%) foram os únicos segmentos a apresentar recuo, o que indica que a produtividade cresceu em maior ritmo do que o custo da mão de obra.

Em comparação com as maiores economias mundiais, o Brasil foi o único a apresentar crescimento do CUT entre 2004 e 2011: alta de 6%. Na França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, o CUT apresentou recuo de, em média, 14,6%. Nos Estados Unidos, a queda foi de 22% no período, enquanto na Coreia do Sul e no Japão a variação foi negativa, respectivamente, -20,1% e -18,7%.

Para a Firjan, os dados confirmam a importância de políticas voltadas ao aumento da produtividade do trabalho no Brasil, o que envolve mais investimentos em educação, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, além de mais abertura comercial e modernização das leis trabalhistas. Mais informações do Custo do Trabalho no Brasil estão disponíveis em http://migre.me/gxbS7


Brasil se manterá entre os maiores mercados de automóveis até 2020, revela estudo

Os países do BRIC continuarão a dominar os rankings de vendas de automóveis no futuro, aponta o relatório da KPMG “Mercado varejista global de automóveis”, que fornece informações, análises e previsões até 2020. “O Brasil, que hoje ocupa a quarta colocação, deve manter essa posição até 2020, com algumas oscilações nos próximos dois anos”, afirmou Charles Krieck, da KPMG. “O País possui mercado com grande potencial de expansão de consumo, e as montadoras têm enxergado ótimas oportunidades de investimentos no Brasil, inclusive em novas plantas.”

De acordo com o relatório, prevê-se aumento nas vendas de carros na China em mais de 60% até 2020, quase duas vezes mais a taxa esperada de crescimento para a Europa Ocidental e quatro vezes mais para a América do Norte. “De acordo com nossas estimativas, em 2020, quase um em três carros fabricados será vendido na China,” disse Krieck.

A Índia terá ascensão “meteórica”, com taxa ao redor de 300% até 2020. Mas é preciso destacar que o país teve patamar relativamente baixo, de 3,6 milhões de vendas de veículos leves, em 2013. “A característica mais importante dos mercados chinês e indiano é que essas taxas de crescimento parecem ser razoavelmente sustentáveis no longo prazo”, complementou o executivo.

Apesar de as vendas terem se deslocado para mercados emergentes, o relatório revela que o centro da fabricação de automóveis provavelmente permanecerá nos Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia, com três dos quatro novos carros originários desses mercados em 2020.

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui.