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Empresários e trabalhadores se unem para fortalecer a indústria de transformação

Na abertura do lançamento da Coalizão Indústria – Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento, realizado nesta semana, no Anhembi, em São Paulo-SP, Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, discorreu: “Este não é um movimento de oposição a quem quer que seja e não é partidário. É um grande grito de alerta à sociedade e ao governo, um grito de alerta para essa destruição da pátria”.

Reunindo cerca de duas mil pessoas, incluindo 42 entidades patronais da indústria da transformação de segmentos diversos e quatro centrais sindicais de trabalhadores, o movimento apresentou o manifesto “Em Defesa da Indústria e do Emprego”. O objetivo foi discutir propostas que viabilizem a retomada da competitividade da indústria nacional.

Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB, destacou que “a desnacionalização e a desindustrialização aumentam a cada dia e que a política atual está matando a indústria e os empregos”. O empresário Jorge Gerdau, representante do Instituto Aço Brasil, acrescentou: “Somando juros, impostos e esse câmbio, o resultado é a morte da indústria de transformação”.

Cientes das dificuldades do governo de continuar a política de desoneração nesse momento, sem prejuízo das necessárias reformas institucionais, os membros da organização da coalizão acreditam que, mesmo sem renúncias fiscais sensíveis, seja possível reverter expectativas com uma agenda baseada em ações de curto e médio prazo que objetivem: câmbio competitivo, juros em padrões internacionais e sistema tributário/sem cumulatividade de impostos.


Um país desenvolvido precisa de uma indústria de transformação forte

“O atual modelo econômico nos empurra para uma reprimarização. O Brasil está priorizando a exportação de commodities e negligenciando a exportação de bens de maior valor agregado”, disse o diretor da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – ABIMAQ, Carlos Pastoriza, durante sua palestra no NEI International Industrial Conference & Show sob o tema “O papel da indústria líder na cadeia de produção: uma reflexão necessária”. Um dos exemplos citados por Pastoriza foi o do minério de ferro, um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Segundo o diretor, a balança comercial dos setores que possuem o aço como principal matéria-prima (automóveis, máquinas e equipamentos, etc.) é deficitária. A balança comercial da indústria de transformação, no período de 2004 a 2011, acumula déficit superior a US$ 100 bilhões, mostrou o diretor.

“Não existe país desenvolvido que não tenha uma indústria de transformação forte. É bom que o Brasil seja um grande exportador de commodities, mas é preciso que haja políticas que também beneficiem e fortaleçam a indústria de transformação.”, afirmou Pastoriza. O representante da ABIMAQ ainda falou que os fabricantes internos de máquinas estão perdendo market share para os importados. “Qualquer investimento em máquinas é produtivo para o Brasil, mas quando há aumento desbalanceado no investimento de máquinas importadas em relação às nacionais, o País perde”, finalizou.

A ABIMAQ considera como pontos fundamentais para se resgatar a competitividade do setor a redução do Custo Brasil, a desoneração total dos investimentos, a oferta de financiamentos (PSI), o incentivo às exportações, a inovação e o desenvolvimento tecnológico.