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Brasil receberá mais de R$ 100 mi para pesquisa

Neste mês, George Osborne, ministro das Finanças do Reino Unido, em cerimônia na Universidade de São Paulo – USP, anunciou o lançamento do Fundo Newton, que tem como foco o desenvolvimento científico em países emergentes. Totaliza cerca de R$ 1,4 bilhão para 15 países por três anos. O Brasil ficará com mais de R$ 100 milhões, com apoio financeiro de instituições do País voltadas à pesquisa. Estão inclusos no plano: Brasil, China, Índia, Turquia, África do Sul, México, Chile, Egito, Colômbia, Casaquistão, Tailândia, Indonésia, Vietnã, Filipinas e Malásia.

Serão apoiados projetos de pesquisa científica, desenvolvimentos de inovações, intercâmbios de pesquisadores e estudantes, relações entre instituições de ciência e criações de parcerias entre o Reino Unido e o Brasil em diversas áreas. A primeira parceria será com o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa – Confap.


Governo federal prepara plano de ciência e tecnologia para a região amazônica

Com previsão de lançamento para setembro, o plano foi anunciado por Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, durante a 65º Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC. Segundo Raupp, a ideia é que instituições de ciência e tecnologia da região, governos estaduais e federal aproveitem os recursos naturais da região para desenvolver planos de inovação.

Para Mariano Leplane, presidente do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos – CGEE e responsável pela coordenação do plano, a proposta foi elaborada de forma colaborativa, com estrito enfoque nas necessidades locais. “O plano é arrojado e parte de uma pergunta básica: como é que ciência, tecnologia e a inovação devem se estruturar e orientar seus esforços para promover o desenvolvimento da região amazônica?”, questiona. Ainda segundo Leplane, para obter sucesso, a iniciativa deve ser complementada por mais três eixos: pesquisadores especializados para o trabalho na região, boa infraestrutura de laboratórios e ambientes de inovação.

Tamanho do investimento e contratação de pesquisadores ainda estão sendo definidos.

Mais inovação
Em outro anúncio, o ministro Marco Antonio Raupp divulgou a aquisição do navio de pesquisas hidroceanográficas, após investimentos de R$ 162 milhões. O navio tem capacidade para 146 tripulantes, dos quais 60 pesquisadores, e contribuirá para o avanço de pesquisas nas áreas de química, geologia, biologia e de física marinha. O objetivo é ampliar a presença da ciência nacional no Atlântico Sul e Tropical.

Fonte: com informações da Agência Brasil


Alemanha quer parceria com o Brasil em bioeconomia

Representantes do Ministério Federal de Educação e Pesquisa, de instituições científicas e de empresas do setor de biotecnologia da Alemanha estiveram em São Paulo na semana passada para propor oportunidades de cooperação científica entre a Alemanha e o Estado de São Paulo especialmente na área de bioeconomia.

“O Brasil será um importante parceiro nesse projeto porque tem experiências muito interessantes e já bem estabelecidas de aproveitamento e conversão de biomassa para o desenvolvimento de novos produtos”, disse Henk van Liempt, chefe da divisão de bioeconomia do Ministério Federal de Educação e Pesquisa da Alemanha. “O Brasil é líder mundial na produção de combustíveis renováveis, como o etanol, e a Alemanha se destaca na área de biotecnologia. Podemos aprender e trocar experiências.”

A delegação alemã foi recebida por Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp, e Glaucia Mendes Souza, membro da coordenação do Programa Fapesp de Pesquisa em Bioenergia e professora da Universidade de São Paulo.

Fonte: Agência Fapesp.


TI Maior – R$ 500 milhões serão investidos para fomentar a indústria de softwares e serviços

Lançado no início da semana, o TI Maior, programa específico que prevê estimular o desenvolvimento do setor de software e Tecnologia da Informação – TI, está estruturado em cinco pilares: desenvolvimento econômico e social; posicionamento internacional; inovação e empreendedorismo; produção científica e tecnológica; e inovação e competitividade.

Dentre as ações previstas no TI Maior, estão: aceleração de empresas com base tecnológica, a consolidação de ecossistemas digitais, a preferência nas compras governamentais por softwares com tecnologia nacional, capacitação de jovens para atuar na área de TI e criação de centros de pesquisa.

“Queremos que a produção de softwares cresça no Brasil a uma taxa muito alta e que esse crescimento represente divisas para o País, geração de renda para as empresas e criação de postos de trabalho qualificado para os brasileiros. O software brasileiro deve fazer frente ao produzido no exterior”, afirma Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A defasagem científica e tecnológica que separa o Brasil dos países mais desenvolvidos é um dos principais desafios do programa. “O setor de TI já tem 73 mil empresas no Brasil e faturou US$ 37 bilhões apenas em 2011, ou seja, nossa indústria é qualificada. O TI Maior chega para fomentar esse campo portador de inovação, acelerando os demais setores econômicos do País”, crê Virgilio Almeida, secretário de política de informática do MCTI.

Os recursos serão subvencionados pela Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

Startups. Um dos principais motores do Programa TI Maior será o estímulo às startups (empresas nascentes do setor). As startups serão estruturadas por mentores e investidores, todos identificados com consultorias tecnológicas, institutos de pesquisa e incubadoras, parcerias com universidades, articulação com grandes empresas nacionais e internacionais e programas de acesso a compras públicas.

Áreas estratégicas. Doze setores foram definidos para integrar os núcleos de pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e desenvolver softwares e soluções de alta complexidade e impacto econômico e social. São eles: educação, defesa e segurança cibernéticas, saúde, petróleo e gás, energia, aeroespacial/aeronáutico, grandes eventos esportivos, agricultura e meio ambiente, finanças, telecomunicações, mineração e tecnologias estratégicas (computação em nuvem, internet, jogos digitais, computação de alto desempenho e software livre).

Em 100% dos casos, o TI Maior visa estimular o desenvolvimento de projetos em institutos de pesquisa públicos e também privados. “O TI Maior vem para elevar o Brasil ao papel de potência mundial no setor. Caberá ao setor privado garantir a excelência no desenvolvimento de softwares e serviços”, destaca Antônio Gil, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação – Brasscom.

Qualificação profissional. Em parceria com o Ministério da Educação – MEC e associações empresariais, o MCTI analisou o mercado de profissionais de TI no Brasil. O resultado desse diagnóstico é o “Brasil Mais TI Educação”, que visa construir uma única plataforma de relacionamento digital entre estudantes e profissionais do setor de TI, oferecendo intermediação de vagas, cursos básicos e avançados, geração de informação profissional, oferta de cursos gratuitos para comunidades e estudantes, atualização tecnológica e acompanhamento de programas governamentais de apoio à iniciativa, como por exemplo o Pronatec.

A ideia é capacitar 50 mil novos profissionais até 2014 e, até 2022, formar 900 mil novos profissionais necessários. Atualmente, o Brasil possui cerca de 1,2 milhão de profissionais de TI.


Governo lança em agosto novo estímulo para a TI

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI implantará em agosto o Programa Estratégico de Softwares e Tecnologia de Informação – TI para estimular o crescimento do setor, aumentar a presença de empresas internacionais no mercado nacional e melhorar o desempenho das exportações.

A meta é aumentar em 50% a participação do segmento na economia até 2020, informou Virgílio Almeida, secretário de Política de Informática do MCTI. Atualmente, a área de TI tem cerca de 4% do Produto Interno Nacional e o governo quer que em oito anos o peso alcance 6%.

Para atingir a meta, Almeida considera fundamental aumentar as exportações da indústria instalada no Brasil e a presença de prestadores de serviço no exterior. O setor movimenta cerca de US$ 73 bilhões por ano, mas desse valor apenas US$ 3,1 bilhões foram obtidos com exportações. Para vender mais, o governo espera que empresas estrangeiras se instalem no Brasil e tragam seus centros de pesquisa.

O programa adotará a certificação de produtos desenvolvidos no País como exigência para dar margem de preferência nas compras públicas.

Além do uso de compras públicas (já previsto em lei), certificação e mercado interno, Almeida crê que o País poderá ser atrativo ao se especializar no fornecimento de tecnologias de informática para atividades econômicas em que se destaca, como óleo e gás. Ele também acredita que o País poderá ser plataforma de produção para o mercado latino-americano e lusófono.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Brasil e EUA discutem avanços na cooperação em ciência e tecnologia

Autoridades norte-americanas e brasileiras se reuniram nesta semana para mais uma rodada da Comissão Mista Brasil-Estados Unidos de Cooperação Científica e Tecnológica do Comitê Conjunto sobre Cooperação em Ciência e Tecnologia. Esteve em discussão o papel das mulheres na ciência e no programa Ciência sem Fronteiras, cujo objetivo é enviar 101 mil estudantes brasileiros ao exterior para estudos nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática. O governo patrocinará 75 mil estudantes e a iniciativa privada, 26 mil. O objetivo do encontro também foi analisar os avanços obtidos e identificar novas áreas de cooperação científica.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, coordenou as reuniões em Brasília ao lado do assessor especial da Casa Branca para Ciência e Tecnologia,  John P. Holdren, que liderou a delegação norte-americana. Estiveram presentes também representantes de agências governamentais e instituições de pesquisa norte-americanas que desejam trocar experiências com o Brasil. Há 18 anos, os dois governos firmaram ato de cooperação científica e tecnológica.

Fonte: com informações da Agência Brasil