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País precisará de 100 novas usinas de etanol até 2020, dizem especialistas

29, junho, 2013 1 comentário

Nos próximos oito anos a procura por combustíveis leves, como etanol, gasolina e gás natural, crescerá 50%, segundo estimativa da União da Indústria de Cana-de-Açúcar – Unica. Na avaliação de representantes do setor sucroalcooleiro, para atender o aumento da demanda serão necessárias pelo menos 100 novas usinas. Esses dados foram apresentados em 27 de junho, por Elisabeth Farina, presidente da entidade, durante a abertura do Ethanol Summit 2013.

Ela destacou que o setor tem condições de dar conta da expansão da demanda. “Nós temos que dobrar de fato a produção [de etanol] e isso significa ter de investir”, disse. “A gente precisaria repetir o crescimento de 2006 a 2009.” Elisabeth complementou que é preciso ter clareza na política de preço de combustível.

Marco Antônio Martins Almeida, secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, reforçou que os próximos anos serão de grande oportunidade para investimentos, a partir do que está previsto no Plano Decenal de Energia.

Para complementar, Wagner Bittencourt, vice-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, informou que neste ano o banco deve voltar aos patamares históricos de desembolso para o setor, alcançando R$ 6 bilhões. Em 2012 foram financiados R$ 4 bilhões. “De 2008 a 2012, o banco desembolsou cerca de R$ 30 bilhões”, informou. “Os investimentos resultaram em modernização e expansão de fábricas e lavouras.”

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Populismo verde: ouça o silêncio 6 | Produção e Consumo Sustentáveis

25, junho, 2011 Deixar um comentário

O glorioso mercado, que compra cada vez menos e remunera cada vez pior, está abarrotado de iniciativas “sustentáveis”. As empresas procuram ir além do cumprimento das regulamentações ambientais, de saúde e de segurança, na crença de que, quanto mais sustentável, maior sua lucratividade. Cresce o uso de Bancos de Práticas de Responsabilidade Social e Sustentabilidade: inventários de gases causadores do efeito estufa (GEE), redução do consumo de material de expediente (controlamos até o consumo de copos descartáveis), energia elétrica, água, combustíveis, gestão ambiental de resíduos sólidos, compras sustentáveis de quem preserva a natureza, plantio de milhares de árvores para neutralizar as emissões de GEE, dando a sensação de que tudo é ambientalmente correto.

Mas, na contramão, continuamos importando maciçamente insumos, produtos e equipamentos dentro da visão de compra mais vantajosa baseada em preço, em detrimento daquela baseada em custo, considerando o ciclo de vida do produto. Mesmo que isso signifique exportar resíduos, degradação ambiental, perda da cobertura vegetal, mais contaminação, uma conta energética maior, mais gastos em saúde e perda de biodiversidade no país de origem desses importados.

Dar preferência aos produtos similares nacionais com maior agregação de valor social e ambiental, eliminando a assimetria fiscal na importação, é uma ação afirmativa de ética com o planeta e com a sociedade brasileira, transformando o ato de consumo em um verdadeiro ato positivo de solidariedade, cidadania e soberania nacional.

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Populismo verde: ouça o silêncio 1

Populismo verde: ouça o silência 2 | Código Florestal

Populismo verde: ouça o silência 3 | Mudanças Climáticas

Populismo verde: ouça o silência 4 | Sacolas Plásticas

Populismo verde: ouça o silência 5 | Programas corporativos de qualidade de vida e sustentabilidade

Populismo verde: ouça o silência 7 | Conclusões

Crédito: Decio Michellis Jr. é licenciado em eletrotécnica pela UNESP, extensão em Direito da Energia Elétrica pela UCAM, com MBA em Gestão Estratégica Socioambiental em Infraestrutura pela FIA/USP.