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Apex-Brasil incentiva negócios com a Arábia Saudita

O Seminário Mercado Foco Arábia Saudita, promovido hoje pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – Apex-Brasil, em São Paulo, apresentou as oportunidades para exportadores brasileiros e as informações sobre o panorama atual, as tendências e as ferramentas de promoção de comércio mais adequadas à atuação das empresas naquele país. Também foram abordadas questões culturais, jurídicas, econômicas e logísticas. Técnicos da Apex-Brasil comentaram o apoio oferecido ao exportador brasileiro pelo Centro de Negócios da Agência em Dubai, que atende toda a região do Oriente Médio.

“Pretendemos trabalhar para suprir a necessidade de informação que o brasileiro tem em relação ao mercado saudita e mostrar que há espaço para diversificarmos o comércio bilateral”, disse Juarez Leal, coordenador da Unidade de Estratégia de Mercado da Apex-Brasil. “As empresas que já operam na região encontram um mercado fértil e interessado no Brasil. Os números mostram isso. As exportações brasileiras para a Arábia Saudita tiveram crescimento nos últimos anos.”

A programação incluiu ainda depoimentos de empresas brasileiras que comercializam seus produtos na Arábia Saudita, como a Garoto, e de empresários instalados na região, como Omar Khaled Hamaqui, diretor da Engreport, empresa de tecnologia de construção e serviços de engenharia.

O evento teve apoio da Confederação Nacional da Indústria e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo e colaboração da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira.

A Apex-Brasil produziu um estudo de oportunidades de negócios na Arábia Saudita que apontou os principais produtos brasileiros com maior potencial de crescimento naquele mercado. Acesse o estudo aqui.


Expectativas das empresas norte-americanas para 2013

Pesquisa nacional sobre as perspectivas da economia brasileira para 2013, feita com 214 empresas sócias da Câmara Americana de Comércio (Amcham), aponta que em relação à inflação: 51% preveem que 2013 será estável em comparação a 2012; quanto ao PIB: 52% estimam que crescerá; e sobre os juros: 60% acreditam que será estável.

Quando questionados sobre como será 2013 em relação a 2012 quanto a vendas, lucro, preço unitário, investimentos, número de funcionários, market share e expansão, a maioria dos entrevistados cre que aumentará, com exceção do item preço unitário, que apostam será estável.

Outro elemento da pesquisa aborda a atratividade do Brasil em relação aos investimentos estrangeiros. O porcentual de 44% acredita que o País apresentará performance semelhante e não terá alterações no ranking mundial de investimentos estrangeiros. E para que o comércio exterior brasileiro evolua mais em 2013, a maior parte disse que o governo deve buscar aproximação com economias já consolidadas, como Estados Unidos, China e Alemanha, e com países emergentes – Rússia, Índia, África do Sul e México.

Para completar, 60% opinaram que o porcentual de compra de matérias-primas, componentes ou produtos importados em 2013 permanecerá no nível atual, e 30% esperam crescimento.

Sobre as principais dificuldades que o governo enfrenta para solucionar os gargalos de competitividade no País, eles apontaram que as duas principais são gestão e execução do orçamento e excesso de burocracia. E para a iniciativa privada, as duas principais dificuldades de atuar nas soluções desses gargalos são excesso de burocracia e falta de clareza nos mecanismos e possibilidades de participação. Desoneração setorial da folha de pagamento e custo da energia foram classificados como maiores impactantes nos negócios dessas empresas. Finalizando, foi questionado, caso a empresa seja estrangeira ou tenha operações fora do Brasil, se a operação brasileira tem recebido investimentos crescentes em relação a outros países. 40% responderam não, 20%, sim, e 40% não têm matriz fora do Brasil.


Exportações para 2012 devem aumentar 3%

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC, Alessandro Teixeira, anunciou estimativa do governo para as exportações em 2012 de US$ 264 bilhões, valor 3,1% superior à avaliação de vendas externas no ano passado, que foi de US$ 257 bilhões. O número segue a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto – PIB em 2012, que é de 3,0%, segundo a Confederação Nacional da Indústria – CNI.

O atual momento de instabilidade econômica exigiu “cautela” por parte do governo na definição da meta. “Hoje, conseguimos ter visão mais clara do que está acontecendo na economia europeia e na americana. A meta podia ser mais ambiciosa sim, mas não posso afirmar [se vai aumentar], por conta da falta de clareza da economia da União Europeia”, disse.

Apesar do quadro crítico no cenário internacional, o momento de recuperação na economia norte-americana, aliado ao aumento das exportações de produtos manufaturados, permitiu que a meta de exportações continuasse em ritmo crescente. “A recuperação dos Estados Unidos, economicamente, é muito importante, e já notamos recuperação da economia. Mas a União Europeia ainda tem ponto de interrogação, o que faz com que sejamos mais cautelosos”, finalizou.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Um novo conceito de polo exportador

24, setembro, 2010 Deixar um comentário

A Zona de Processamento de Exportações (ZPE) do Acre, instituída por recente decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, será uma das primeiras a entrar em operação – se depender do entusiasmo dos setores privado e público -, estabelecendo no Brasil um dos modelos mais utilizados no mundo para o fomento do comércio exterior. A previsão é que, em dezembro próximo, as empresas previamente cadastradas já possam iniciar suas atividades, pois estará concluída toda a infraestrutura, incluindo o posto alfandegário.

A ZPE acreana antecipa-se, assim, às outras 21 anteriormente criadas, mas que ainda se encontram em processo de implantação. Esses polos alinham o País às nações que já utilizam, com sucesso, mecanismos semelhantes para atrair investimentos estrangeiros voltados às exportações, colocar as empresas nacionais em igualdade de condições com suas concorrentes estrangeiras, reduzir desequilíbrios regionais e aumentar o valor agregado das vendas externas.

A agilidade na instalação da ZPE deve-se à mobilização e às ações conjuntas do poder público local e da iniciativa privada, em especial o setor manufatureiro, por intermédio da Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac). Lei estadual, sancionada pelo governador Binho Marques, em seminário na sede da entidade, criou uma empresa de economia mista dedicada especialmente à gestão do novo polo. Como resultado de todo esse empenho, a ZPE entrará em operação rapidamente. Estima-se que, em menos de dois anos, 14 empreendimentos estejam instalados no local, com a criação de seis mil empregos e um fluxo consistente de exportações, em especial para a América do Sul, Ásia e a Costa Oeste dos Estados Unidos.

O acesso a esses mercados será facilitado pela localização estratégica do Acre, que estará ligado aos portos do Sul do Pacífico, no Peru, a partir da inauguração da Rodovia Transoceânica, prevista para dezembro próximo. Teremos, portanto, um custo de transporte e frete bem mais competitivo em relação aos portos de outras regiões de nosso país. Localizada na BR 317, o trecho brasileiro do novo caminho para o Pacífico, a ZPE acreana será importante não apenas para o Estado, mas também os vizinhos e todo o Brasil, constituindo-se no epicentro de um novo corredor de exportações.

Recursos para concretizar esse projeto não faltarão, pois no seminário que realizamos, representantes de instituições financeiras disponibilizaram as linhas de crédito necessárias. O Banco da Amazônia tem R$ 275 milhões para aplicação no Acre. O Banco do Brasil apresentou suas fontes de financiamento para infraestrutura pública de logística e a Caixa Econômica Federal já tem autorização do Banco Central para trabalhar com a troca de moedas nas agências de fronteira, auxiliando o processo de exportação. Anteriormente, o BNDES já havia financiado R$ 5,8 milhões para a construção do Porto Seco, projeto de transportes intermodal integrado à ZPE.  

O setor produtivo acreano empenhou-se muito no sentido de contribuir para a instalação da ZPE, pois essa iniciativa amplia as perspectivas de desenvolvimento do Estado. É uma porta para o mundo aberta a toda empresa interessada em conquistar ou ampliar sua ação no comércio internacional. Trata-se, ainda, de oportunidade significativa para os pequenos e médios empreendedores, que terão nas exportações uma nova, segura e rentável alternativa para expandir seus negócios e gerar emprego e renda!

Por João Francisco Salomão, Presidente da Federação das Indústrias do Estado do Acre — FIEAC