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Inovação e Competitividade ganham destaque no Siemens Industry Symposium 2016

Para falar sobre as tendências, estratégias e desafios para a inovação da indústria no País, a Siemens PLM Software realizará nos dias 31 de outubro, em São Paulo, e 3 de novembro, em Porto Alegre, o Siemens Industry Symposium 2016.

Gratuito, o evento terá entre os palestrantes o vice-presidente e diretor gerente da Siemens PLM Software, Del Costy, responsável pelas vendas, suporte e serviços de entrega à região das Américas. Em sua apresentação, o executivo falará sobre a visão da empresa sobre a inovação na indústria.

Em São Paulo, outro destaque será a palestra de Paulo Mól Júnior, superintendente do IEL Nacional, associação ligada à CNI (Confederação Nacional da Indústria), que abordará o conceito de inovação no meio empresarial. Em Porto Alegre, os participantes poderão conferir a palestra de Heitor José Müller, presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul.

A agenda também inclui temas como gerenciamento da rentabilidade e dos custos na Indústria 4.0, digitalização da manufatura e desenvolvimento virtual com simulações avançadas. Para conferir a agenda completa e se inscrever, clique aqui .


Empresários e trabalhadores se unem para fortalecer a indústria de transformação

Na abertura do lançamento da Coalizão Indústria – Trabalho para a Competitividade e o Desenvolvimento, realizado nesta semana, no Anhembi, em São Paulo-SP, Carlos Pastoriza, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, discorreu: “Este não é um movimento de oposição a quem quer que seja e não é partidário. É um grande grito de alerta à sociedade e ao governo, um grito de alerta para essa destruição da pátria”.

Reunindo cerca de duas mil pessoas, incluindo 42 entidades patronais da indústria da transformação de segmentos diversos e quatro centrais sindicais de trabalhadores, o movimento apresentou o manifesto “Em Defesa da Indústria e do Emprego”. O objetivo foi discutir propostas que viabilizem a retomada da competitividade da indústria nacional.

Ubiraci Dantas de Oliveira, presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil – CGTB, destacou que “a desnacionalização e a desindustrialização aumentam a cada dia e que a política atual está matando a indústria e os empregos”. O empresário Jorge Gerdau, representante do Instituto Aço Brasil, acrescentou: “Somando juros, impostos e esse câmbio, o resultado é a morte da indústria de transformação”.

Cientes das dificuldades do governo de continuar a política de desoneração nesse momento, sem prejuízo das necessárias reformas institucionais, os membros da organização da coalizão acreditam que, mesmo sem renúncias fiscais sensíveis, seja possível reverter expectativas com uma agenda baseada em ações de curto e médio prazo que objetivem: câmbio competitivo, juros em padrões internacionais e sistema tributário/sem cumulatividade de impostos.


Dilma anuncia pacote de R$ 32,9 bilhões para incentivar inovação

16, março, 2013 Deixar um comentário

Aumentar a produtividade e competitividade das empresas é o objetivo do Plano Inova Empresas, que prevê aporte de R$ 32,9 bilhões até 2014 para incentivá-las a investir em inovação tecnológica. “Em alguns anos, três a cinco anos, nós teremos dois tipos de empresas, as inovadoras e as falidas. Não é possível competir sem inovação e, quanto antes os empresários souberem disso, melhor é”, diz Valter Pieracciani, consultor de empresas.

Lançado na última quinta-feira (14) pelo governo federal, o pacote se divide em R$ 28,5 bilhões de investimento direto e R$ 4,4 bilhões oriundos de instituições parceiras, como as agências nacionais de petróleo, gás natural e biocombustíveis (ANP) e de energia (Aneel) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae. “Sei que nós precisamos tomar uma providência, e a tomamos. Temos que dedicar toda nossa atenção para que tenhamos um País mais construtivo, menos desigual e uma economia com grande capacidade de ser produtiva e competitiva”, disse a presidenta Dilma.

O investimento direto contém quatro linhas de financiamento: subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bilhões); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bilhões) e crédito para empresas (R$ 20,9 bilhões). A maior parte do montante (R$ 23,5 bilhões) destina-se a áreas estratégicas definidas no Plano Brasil Maior: cadeia agropecuária (R$ 3 bilhões), energias (R$ 5,7 bilhões), petróleo e gás (R$ 4,1 bilhões), complexo da saúde (R$ 3,6 bilhões), complexo aeroespacial e defesa (R$ 2,9 bilhões), tecnologias da informação e da comunicação (R$ 2,1 bilhões) e sustentabilidade socioambiental (R$ 2,1 bilhões).

Além dos R$ 32,9 bilhões anunciados, o plano deverá receber um aporte de mais R$ 3,5 bilhões da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, para atividades de Pesquisa & Desenvolvimento – P&D no setor de telecomunicações.

As empresas beneficiadas com o Plano Inova terão acesso a uma linha de crédito com juros de 2,5% a 5% ao ano, quatro anos de carência e prazo de até 12 anos para pagar. Os agentes executores são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI.

“Desinovação” no Brasil. A empresa que mais registra patentes no Brasil não é brasileira. É americana. No último ranking de inovação, publicado pela World Economic Forum, o Brasil ocupa a frustrante 49ª posição, atrás de países como Chile, Azerbaijão e Malta. Os primeiros colocados são Suíça, Finlândia e Israel, respectivamente.

 


Competitividade – a chave que recoloca a indústria no rumo do País emergente

8, fevereiro, 2013 Deixar um comentário

O que existe para lembrar de 2012 é a esperança de que as medidas semeadas ao longo do período comecem a frutificar e construam um PIB mais encorpado neste ano que começa. As melhores esperanças para a indústria estão no elenco de providências introduzidas ou anunciadas em 2012.

A redução das tarifas de energia elétrica, que mereceu especial atenção e pressão da indústria, levou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp à televisão para defender a redução e pedir apoio para a presidência da República em sua disputa com concessionárias do Sudeste refratárias à proposta. Até quanto se sabia, o governo estaria disposto a abrir mão de impostos para manter a promessa dos 20% de redução.

A proposta tem tripla importância. Em primeiro lugar, permite às indústrias e às empresas em geral usar a redução no financiamento de melhorias de suas próprias instalações. Certamente ela poderá contribuir para a diminuição dos custos, tornando a empresa mais competitiva quando chegar a vez da fixação dos preços. Por fim, os benefícios se acumulam ao longo da cadeia produtiva, em que as reduções de preço oferecidas por cada fornecedor serão somadas para tornar o produto final mais competitivo na ponta do consumidor final.

A queda da taxa de juros também sobreviveu a pressões que surgiram de áreas preocupadas com uma inflação superior ao chamado centro da meta. A manutenção da política é fundamental para que os agentes econômicos ganhem confiança necessária para iniciativas de médio e longo prazo.

Aumentaram de forma importante também as preocupações com a inovação. Governo e entidades ligadas à indústria instituíram estímulos financeiros e premiações para desencadear um esforço criativo que desemboque em maior competitividade para os produtos fabricados no Brasil.

No último trimestre de 2012 o câmbio já se mostrou mais favorável à exportação, e sua flutuação será monitorada em função das necessidades de nossos exportadores.

Novas luzes aparecem no fim do túnel, e elas proveem da reativação dos mercados norte-americano e europeu. De acordo com os números da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq, entre janeiro e outubro de 2012, os EUA importaram do Brasil US$ 2,190 bilhões em máquinas e equipamentos, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2011. Na mesma época, a Europa importou 17% a mais, totalizando US$ 2,254 bilhões em pedidos… leia a integra do artigo, clicando aqui.


TI Maior – R$ 500 milhões serão investidos para fomentar a indústria de softwares e serviços

24, agosto, 2012 Deixar um comentário

Lançado no início da semana, o TI Maior, programa específico que prevê estimular o desenvolvimento do setor de software e Tecnologia da Informação – TI, está estruturado em cinco pilares: desenvolvimento econômico e social; posicionamento internacional; inovação e empreendedorismo; produção científica e tecnológica; e inovação e competitividade.

Dentre as ações previstas no TI Maior, estão: aceleração de empresas com base tecnológica, a consolidação de ecossistemas digitais, a preferência nas compras governamentais por softwares com tecnologia nacional, capacitação de jovens para atuar na área de TI e criação de centros de pesquisa.

“Queremos que a produção de softwares cresça no Brasil a uma taxa muito alta e que esse crescimento represente divisas para o País, geração de renda para as empresas e criação de postos de trabalho qualificado para os brasileiros. O software brasileiro deve fazer frente ao produzido no exterior”, afirma Marco Antonio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação.

A defasagem científica e tecnológica que separa o Brasil dos países mais desenvolvidos é um dos principais desafios do programa. “O setor de TI já tem 73 mil empresas no Brasil e faturou US$ 37 bilhões apenas em 2011, ou seja, nossa indústria é qualificada. O TI Maior chega para fomentar esse campo portador de inovação, acelerando os demais setores econômicos do País”, crê Virgilio Almeida, secretário de política de informática do MCTI.

Os recursos serão subvencionados pela Financiadora de Estudos e Projetos – Finep e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq.

Startups. Um dos principais motores do Programa TI Maior será o estímulo às startups (empresas nascentes do setor). As startups serão estruturadas por mentores e investidores, todos identificados com consultorias tecnológicas, institutos de pesquisa e incubadoras, parcerias com universidades, articulação com grandes empresas nacionais e internacionais e programas de acesso a compras públicas.

Áreas estratégicas. Doze setores foram definidos para integrar os núcleos de pesquisa nas diversas áreas do conhecimento e desenvolver softwares e soluções de alta complexidade e impacto econômico e social. São eles: educação, defesa e segurança cibernéticas, saúde, petróleo e gás, energia, aeroespacial/aeronáutico, grandes eventos esportivos, agricultura e meio ambiente, finanças, telecomunicações, mineração e tecnologias estratégicas (computação em nuvem, internet, jogos digitais, computação de alto desempenho e software livre).

Em 100% dos casos, o TI Maior visa estimular o desenvolvimento de projetos em institutos de pesquisa públicos e também privados. “O TI Maior vem para elevar o Brasil ao papel de potência mundial no setor. Caberá ao setor privado garantir a excelência no desenvolvimento de softwares e serviços”, destaca Antônio Gil, presidente da Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação – Brasscom.

Qualificação profissional. Em parceria com o Ministério da Educação – MEC e associações empresariais, o MCTI analisou o mercado de profissionais de TI no Brasil. O resultado desse diagnóstico é o “Brasil Mais TI Educação”, que visa construir uma única plataforma de relacionamento digital entre estudantes e profissionais do setor de TI, oferecendo intermediação de vagas, cursos básicos e avançados, geração de informação profissional, oferta de cursos gratuitos para comunidades e estudantes, atualização tecnológica e acompanhamento de programas governamentais de apoio à iniciativa, como por exemplo o Pronatec.

A ideia é capacitar 50 mil novos profissionais até 2014 e, até 2022, formar 900 mil novos profissionais necessários. Atualmente, o Brasil possui cerca de 1,2 milhão de profissionais de TI.


A simulação e a competitividade na engenharia

18, novembro, 2011 1 comentário

A competitividade segue intensa no mercado automotivo e investir em ferramentas de simulação é uma estratégia decisiva para alavancar o desenvolvimento de forma rápida e otimizada, com redução de custos. A adoção crescente de tais recursos pela indústria automobilística em todo o mundo mostra a sua relevância.

Durante o recente Simpósio de Testes e Simulações, realizado em São Paulo pela SAE BRASIL, cujo foco foi o consistente avanço da engenharia brasileira nesse campo, tivemos bons exemplos da evolução dessa corrente em nosso País. O simpósio reuniu muitos especialistas em testes, simulações e homologações, do Brasil e do Exterior, e contou com apresentações de grandes montadoras e sistemistas.

Entre os inúmeros aspectos levantados, ficou notória a convergência quanto ao uso de tecnologias computacionais para o sucesso de novos produtos, no qual o tempo de desenvolvimento se tornou crucial nesses dias de alta concorrência. A conclusão geral é que a aplicação de ferramentas de otimização deixou de ser um adicional para ser considerada imprescindível, quase uma garantia de competitividade.

A importância das ferramentas de simulação para a análise de qualquer projeto de engenharia tem sido amplamente demonstrada, assim como sua evolução, tanto em qualidade quanto na confiabilidade da representação de modelos computacionais. Sua natureza multifísica permite simulações de fenômenos de origem estrutural, fluida e eletromagnética presentes no desenvolvimento de veículos, o que reduz a possibilidade de erros no processo. Sua aplicação nas mais intrincadas etapas da operação automobilística facilita a tomada de decisões aos engenheiros e projetistas, diminui custos de produção e contribui para o desenvolvimento de produtos de alta qualidade. A simulação pode substituir algumas etapas do desenvolvimento de produto. Entretanto, não elimina a necessidade de testes físicos, mas os complementa.

Os desafios ainda são muitos. Valdir Mendes Cardoso, da Altair Engineering, listou alguns em apresentação feita durante o simpósio, em que explicou como a otimização pode reduzir as incertezas na simulação e melhorar a interpretação de resultados de laboratório: a obtenção de dados confiáveis, o conhecimento das limitações tecnológicas na simulação, a quantidade de protótipos, além da decisão sobre o que e onde medir nos testes. Segundo Cardoso, a otimização é capaz de reduzir em 80% o tempo de correlação teste e simulação – de duas semanas para apenas dois dias.

A utilização eficaz da simulação e da construção de protótipos físicos e a compreensão de que o desenvolvimento de um produto é beneficiado quando os times de simulação e de ensaios trabalham de maneira integrada, representam outros desafios a serem vencidos pela engenharia no caminho da eficiência.

A simulação é uma tendência tão dinâmica e irreversível quanto as mudanças do mercado automobilístico, que impõem o desenvolvimento de novos veículos em prazos menores, com custos otimizados e requisitos de desempenho cada vez mais exigentes. Na outra ponta, está a demanda permanente de preservação do lucro das empresas.

O Brasil precisa formar mais engenheiros com o perfil adequado para essa revolução, que já está em curso e que se faz mais intensa a cada dia.

Artigo escrito por Alberto Rejman, diretor da Seção Regional São Paulo da SAE BRASIL.


Inovação é caminho para indústria de celulose e papel manter competitividade

17, outubro, 2011 Deixar um comentário

Durante o ABTCP 2011- 44º Congresso e Exposição Internacional do setor, entidades do setor, como a ABTCP, e dirigentes das maiores empresas apontam oportunidades de mercado

Desenvolver novos produtos, ampliar a competitividade da base florestal brasileira, bem como investir em tecnologias novas em todas as pontas da cadeia produtiva são algumas das iniciativas que o setor está implementando para manter sua competitividade.

Em um cenário de retração da demanda nos mercados europeu e norte-americano, de forte competição com empresas asiáticas e de risco por conta da taxa de câmbio, o ABTCP 2011 – 44º Congresso Internacional de Celulose e Papel, realizado em São Paulo, discutiu os caminhos que a indústria de celulose e papel deve seguir para crescer, seus desafios e oportunidades.

Nos ativos florestais, o avanço da biotecnologia permitirá dar um salto de produtividade de 10%, 20% e até 40%, com a produção customizada do eucalipto para a fabricação de papel tissue, por exemplo. “Essa é uma grande oportunidade”, observou o presidente da Cia. Suzano de Papel e Celulose, Antônio Maciel, durante painel do evento que reuniu presidentes de várias empresas do setor, na última segunda-feira (03/10).

Novas tecnologias que permitem reduzir em até 25% o consumo de energia, ampliando a produtividade, são outra inovação do setor, lembrou o presidente da Voith Paper América do Sul, Nestor de Castro Neto, reforçando a constatação de que racionalizar o consumo dos recursos naturais está na pauta do setor.

Justamente com o objetivo de reduzir o consumo de energia, o diretor industrial e de engenharia da Fibria, Francisco Valério, citou iniciativas como o trabalho conjunto com fornecedores de equipamento e empresas de engenharia para modificar o lay out das fábricas e diminuir as distâncias das operações.

Em relação às iniciativas de inovação, o presidente da Suzano lembrou que 85% da inovação no mundo se refere a melhorias de produtos já existentes. Nesse sentido, constata-se o desenvolvimento de aplicações diferentes de embalagens que já existem, por exemplo, na área de alimentos.

As pesquisas e desenvolvimento de novos produtos no segmento de embalagens estão avançando em ritmo acelerado. “A indústria vem trabalhando para tornar as embalagens mais leves e resistentes”, ressaltou o presidente da ABTCP, Lairton Leonardi. Ele lembrou ainda que, com o avanço de novas tecnologias, tanto na matéria-prima do papelão ondulado, como no acabamento de impressão, as embalagens passaram a ter maior apelo funcional e visual.

Sérgio Amoroso, presidente do Grupo Orsa, destacou as inovações no mercado de papelão ondulado. “Estamos realizando estudos de mistura com amido que propiciarão a redução de 4% da gramatura do papel, o que demandará menos matéria-prima”, antecipou.

O VP executivo do Grupo Pöyry, Carlos Farinha e Silva, citou outras inovações no mercado de papel como o uso da nanotecnologia para a fabricação de embalagens, o desenvolvimento de folhas de papel tissue que se dissolvem em água e formam espuma e as tecnologias de impressão de circuitos elétricos e células fotovoltaicas diretamente em bobinas.

Por outro lado, observou Sérgio Amoroso, os fabricantes de papel ainda não investiram em máquinas de maior porte, o que é sentido no segmento de papelão ondulado, embora haja exceções, conforme ressaltou o presidente da Voith Paper América do Sul – empresa que está instalando, em um cliente do setor, uma máquina de grande porte, para produzir 300 mil toneladas de papel. “Quem investir em equipamentos e novas tecnologias, será competitivo, mesmo que a opção seja por máquinas menores”, completou Castro Neto.


DHs se reúnem em busca de competitividade

20, setembro, 2011 Deixar um comentário

O mercado de semicondutores no mundo é pujante, movimentando cerca de US$ 280 bilhões por ano. No Brasil, a indústria eletroeletrônica tem relevância significativa no Produto Interno Bruto (PIB), principalmente pela intensidade tecnológica e pela influência em outras áreas industriais, como o aeronáutico, o automotivo e o de equipamentos médico-hospitalares.

Em 2008, segundo dados da Apex-Brasil, o movimento desse mercado foi de US$ 4 bilhões, sendo US$ 616,8 milhões correspondentes ao segmento de Circuitos Digitais Integrados (Digital IC). Porém, nesse mesmo ano, o Brasil importou US$ 1 bilhão em displays (plasma e LCD), o que confirma a forte dependência das importações e o enorme déficit na balança comercial, um dos principais desafios do setor.

Em busca de crescimento nesse mercado, indústrias brasileiras que projetam Circuitos Integrados, conhecidas como Design Houses (DHs), se reunirão nos dias 20 e 21 de setembro, em São Paulo, para discutir as oportunidades e os desafios do setor, durante o Workshop Design Houses Brasileiras, que será realizado na sede da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), na Avenida Paulista.

Segundo a diretora da ABDI, Maria Luisa Leal, a proposta do Workshop é fazer uma grande mobilização das indústrias de projeto de circuitos integrados (chips), de forma a promover a competitividade do setor eletroeletrônico brasileiro. “O momento é bastante oportuno para discutirmos novas ações e projetos para capacitação, incentivo e fortalecimento das DHs. Queremos ampliar a inovação e o domínio tecnológico dos produtos eletroeletrônicos, ancorados nos chips produzidos no Brasil”, adiantou a diretora.

O workshop faz parte do Programa de Capacitação das Design Houses Brasileiras, previsto nas medidas de fortalecimento do ecossistema brasileiro de semicondutores, incluídas na recém-lançada política industrial, o Plano Brasil Maior. Durante o evento, será apresentado o planejamento estratégico completo do Programa de Capacitação das DHs, com seus objetivos, metodologia, etapas e o cronograma de ações. O encontro contará, ainda, com uma palestra do consultor português Professor Franca, que falará do case das DHs de Portugal. O Sebrae nacional apresentará o programa Empretec, que tem como objetivo capacitar empresas e fornecedores do setor de circuitos integrados.

Também estão incluídas na programação apresentações de cases das DHs brasileiras e informações sobre linhas de financiamento, editais, fundos setoriais, além de informações sobre o Programa CI-Brasil, o maior programa de capacitação de recursos humanos especializados para projetar circuitos integrados, coordenado pelo MCTI.


Brasil Maior – a indústria agradece o pacote mas espera complementações

Para fortalecer a competitividade da indústria brasileira, o Governo lançou, em agosto, o Plano Brasil Maior. O pacote de medidas zera a contribuição patronal sobre a folha de pagamentos nos setores de calçados, móveis, softwares e confecções, prorroga a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados – IPI nas compras de máquinas, equipamentos, materiais de construção, caminhões e veículos comerciais leves e ainda reserva o financiamento, pelos bancos públicos, somente para os projetos em que haja conteúdo nacional. A contrapartida da desoneração fiscal, que representa hoje 20% da folha, é um imposto de 1,5% sobre o faturamento das empresas beneficiadas pela desoneração, 2,5% no caso de empresas de software. A repercussão foi boa, de maneira geral, ressalvado o fato de que ainda faz falta uma política industrial estruturada e sintonizada com o projeto de crescimento do País.

O incentivo à inovação também é destaque no novo pacote. A Financiadora de Estudos e Projetos – Finep terá mais R$ 2 bilhões em crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, com taxa de 4 a 5% ao ano. A importância do estímulo ao investimento privado no desenvolvimento tecnológico é uma exigência do mercado, que foi reafirmada pela Confederação Nacional da Indústria – CNI durante o 40 Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria, realizado em agosto, em São Paulo. A meta é dobrar em quatro anos o número de empresas inovadoras no Brasil. Em 2009, eram 40 mil. Em 2013, prevê-se 80 mil.

O Governo e as instituições que representam a indústria estão fazendo a sua parte, mas ambos reconhecem que o mercado industrial precisa de outras medidas complementares e de consolidação de medidas incluídas neste pacote Brasil Maior em caráter experimental. Em especial é preciso esperar a comparação entre o custo da desoneração e a receita adicional do imposto sobre o faturamento. O resultado da comparação é decisivo para a ampliação da medida a outros setores.

O apoio à inovação e ao desenvolvimento de tecnologias tem sido uma preocupação constante no discurso das entidades da indústria e do próprio Governo. Com igual ênfase, Governo e entidades têm enfatizado a necessidade de elevar a preparação dos novos profissionais da indústria a níveis compatíveis com os novos padrões de qualidade propiciados pelas tecnologias emergentes.


A real empregabilidade

25, agosto, 2011 1 comentário

Profissionais que não apresentam resultados claros e consistentes têm dificuldades para permanecer e, especialmente, alçar vôos mais altos em organizações onde são avaliados e remunerados pela performance. 

A acirrada competitividade existente trouxe uma série de reflexos na relação entre as empresas e seus colaboradores. A mais expressiva delas e que você já deve estar sentindo em maior ou menor grau é a pressão por resultados expressivos.

Se o baixo desempenho antes era bem disfarçado pelo grande número de horas trabalhadas (sinônimo de comprometimento até então), por relações onde a subserviência prevalecia e por gestores que não se preocupavam em mensurar a real contribuição de cada colaborador, hoje a realidade é diferente. Profissionais que não apresentam resultados claros e consistentes têm dificuldades para permanecer e, especialmente, alçar voos mais altos em organizações onde são avaliados e remunerados pela performance.

Quando as empresas enviavam determinado funcionário para um curso a única obrigação deste era ser assíduo ao evento pouco importando o que aprendesse, já que provavelmente ninguém iria perguntar-lhe coisa alguma a respeito. Hoje, esta mesma pessoa sabe que seu papel de multiplicador implicará transmitir aos demais os conhecimentos obtidos.

Apenas um exemplo de inúmeros que poderiam ser mencionados para reforçar um modelo de gestão que tem sido implantado até mesmo nas organizações públicas, aonde avaliações de desempenho periódicas agora assustam aqueles que acreditavam estar protegidos pelo silencioso pacto de mediocridade. É claro que tais mudanças têm sofrido resistência, mas já se pode afirmar que este é um caminho sem volta.

No entanto, o que geralmente impede alguém de alcançar resultados fantásticos? O principal motivo já comprovado por pesquisas é a falta de foco, principalmente quando as metas da organização e seus desdobramentos no âmbito individual e por equipe não são visíveis para as pessoas. Neste caso é comum que muitas coisas sem a menor importância ocupem grande parte da rotina diária do trabalhador.

Também não se pode esquecer que nem sempre as pessoas são capazes de entregarem aquilo que se espera delas por falta de competência técnica ou aptidão para atingir determinado alvo. É o caso de alguém que insiste em ser jóquei mesmo pesando mais de 100 kg e com altura superior a dois metros. É melhor cavalgar como hobby e escolher outra profissão.

O grau de motivação também é decisivo para uma boa performance. Muitas pessoas que conhecem suas metas e têm grande potencial não atingem resultados fabulosos simplesmente porque não conseguem impingir grande significado ao seu trabalho. Por conseguinte, estão ali enquanto não encontrarem algo melhor, como afirmam costumeiramente.

Por fim, o profissional deve manter a consciência de que não basta obter um único resultado extraordinário, é necessário ser consistente. Adhemar, Rodrigo Fabri, Dimba e Josiel foram artilheiros do campeonato brasileiro de futebol em 2000, 2001, 2003 e 2007, respectivamente, contudo nenhum deles é reconhecido pelo grande público a não ser por torcedores apaixonados do São Caetano, Grêmio, Goiás e Paraná Clube.

Os resultados de ontem dão uma ideia acerca do que você pode fazer no futuro, isto é, servem para avaliar o seu potencial. Só isto, pois em tempos de constantes rupturas, a experiência de ontem poderá ter pouco valor ou até mesmo precisará ser “esquecida”. É o que acontece quando você usa o tablet da primeira vez e percebe que a habilidade de digitação no laptop tem limitada utilidade dentro deste novo paradigma.

Os resultados mais valiosos que você possibilitou à sua empresa nos últimos meses e aqueles que vislumbra conquistar daqui adiante é que lhe garantirão uma carreira de sucesso, afinal de contas – aos olhos do mercado – empregáveis são as pessoas que marcam gols corporativos seguidamente e, se possível, nos campeonatos mais disputados.

Artigo escrito por Wellington Moreira, palestrante e consultor empresarial.

Via Administradores.

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