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Inovação é melhor caminho para ganhar competitividade?

29, dezembro, 2009 2 comentários

IdeiaA inovação é a única maneira e, provavelmente, a mais sustentável, para ganhar competitividade. A afirmação é do diretor de pesquisa do Science and Technology Policy Research  e professor de gestão em tecnologia e inovação da universidade britânica de Sussex, Joe Tidd. Segundo Tidd, as organizações que possuem um sucesso consistente em administrar a inovação superam os seus parâmetros em termos de crescimento e desempenho financeiro.

NEI recebe hoje centenas de lançamentos de produtos industriais todos os meses. Nossos consultores trabalham incansavelmente para selecionar aquilo que identificam como mais inovador para colocar nas páginas da revista NEI e no portal nei.com.br, sempre com o intuito de fornecer a melhor informação industrial para os profissionais da indústria se atualizarem. Isso significa que inovações são feitas o tempo todo, mas será que as empresas continuam dando continuidade ao processo de inovação após o primeiro passo?

Segundo Joe Tidd, estudos confirmam que apenas cerca de 12% das organizações administram a inovação com sucesso e somente metade dessas organizações dá continuidade nesse trabalho ao longo do tempo.

Sobre o tema, Tidd adianta que empreender está relacionado a atitude, oportunidade e recursos, e inovar significa administrar um processo de mudança, sendo um processo mais complexo, pois um empreendedor é um inovador na medida em que se posiciona aberto aos novos processos, aos estudos.

Você concorda que inovar e empreender são coisas diferentes? Há processos de inovação na sua indústria? Como são feitos? Esses processos são mantidos a longo prazo? Conte sua experiência para nós!

Crédito: Suzie Clavery Caldas é graduada em desenho industrial com especialização em design gráfico e pós-graduada em Marketing pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.


Mais da mesma fórmula

A indústria entra no último trimestre de 2009 experimentando dupla e contraditória sensação.

foto_dialogo_outAlívio, com certeza, porque reconhece a eficácia das medidas anticrise praticadas pelo governo, mas também incertezas que travam as decisões até dos mais ousados.

Como o mais afetado dos setores econômicos, a indústria tem direito a suas dúvidas, e as últimas manifestações do Ministério da Fazenda e do Banco Central reconhecem a especificidade da situação de nossa indústria no cenário pós-crise.

Em primeiro lugar, parece garantido que não será desmobilizado o elenco de providências adotadas para surfar a gigantesca “marola” que nos acometeu vinda do norte, até porque é preciso manter a vigilância contra eventuais e possíveis recaídas.

Medidas de ordem financeira, entre as quais a sustentação de uma política de juros que encoraje a produção, associadas a novas medidas no campo fiscal, como por exemplo a aguardada e sempre protelada  desoneração da folha de pagamento, são providências que não eliminam, mas vão impactar positivamente no sempre desgostante e desgastante “custo Brasil”.

O conjunto das medidas em gestação para apoiar a indústria revela que seu objetivo mais importante é a melhoria da competitividade da indústria nos mercados interno e externo.

A crise que atormentou o mundo nos últimos 12 meses serviu para revelar com maior clareza as nossas insuficiências e deve servir agora para orientar um programa de reativação e nova fase de desenvolvimento da indústria. Um programa que passa necessariamente pelas providências fiscais e financeiras, como as que mencionamos acima, mas também – quiçá devamos dizer sobretudo – pelo apoio à inovação.