Arquivo

Textos com Etiquetas ‘crescimento’

Atitude radical e planejada aumenta 30% a produtividade da Gühring

3, novembro, 2014 Deixar um comentário

Após parar de culpar o alto Custo Brasil pelos baixos resultados alcançados, a Gühring Brasil investiu em reestruturação de gestão, processos, pessoas e parques fabris. A empresa fechou duas fábricas, substituídas por uma planta moderna operando com tecnologia de ponta. As consequências foram produtividade 30% maior, custos operacionais 40% menores, crescimento de 57% de participação no mercado e, principalmente, competitividade assegurada para estar, até 2017, entre as três maiores fabricantes de ferramentas rotativas do País. E uma conclusão – vale a pena procurar soluções ativamente em vez de lançar culpa em bodes expiatórios.

Esse bode tem nome abrangente de Custo Brasil e frequenta as estatísticas econômicas com consequências desastrosas. O Brasil está entre os seis países que cobram mais impostos de empresas. Anualmente, o brasileiro
paga acima de R$ 1 trilhão de tributos. Brasil é campeão mundial em taxa real de juros . Entre 144 países, estamos na 113ª posição quando o assunto é disponibilidade de engenheiros e cientistas. Importação de máquinas e equipamentos chineses cresceu 121% em sete anos porque o “custo China” torna-se mais conveniente apesar da distância.

GRAFICO_NOVEMBRO_2014

Essas recentes manchetes são continuamente repetidas por empresários para justificar a falta de competitividade da indústria nacional. Na contramão, as empresas de sucesso encaram essa realidade. Corajosas, param de culpar o alto Custo Brasil por suas dificuldades e investem em revisão de processos, pesquisa e planejamento, descobrindo um único caminho para ser competitivas – o da modernização.

Inserida nesse cenário está a Gühring Brasil, fabricante alemã de ferramentas rotativas. Em 2011, após resultados nacionais 50% abaixo do esperado, corajosamente reestruturou processos e decidiu substituir suas duas fábricas brasileiras por uma planta altamente tecnológica. Hoje a empresa, 30% mais produtiva e com custos operacionais 40% menores, oferece mais produtos para uma carteira maior de clientes, de novos segmentos. Nos últimos três anos, viu crescer 57% sua participação no mercado.

Choque de realidade

Presente em 45 países e líder na Alemanha, a Gühring no Brasil ocupa a 8ª posição no mercado de ferramentas rotativas. Em 2011, ao ver suas fábricas brasileiras atingirem somente a metade da meta estipulada, a matriz alemã (em parceria com a equipe do Brasil) decidiu radicalizar, reestruturando gestão, processos, pessoas e parques fabris. Era preciso dar a volta por cima.

A missão foi dada para Jorge Jerônimo, o novo diretor-geral contratado ainda naquele ano. No início de 2012, contrataram também um consultor externo, especialista em reorganização e marketing. Os primeiros passos foram revisão de custos, processos e contratos existentes e análise de estrutura física e tecnológica. Resultado, um choque de realidade:

– Cultura organizacional deficiente;
– Comercial e marketing com pouco foco no cliente;
– Marca sem posicionamento;
– Foco apenas no mercado automobilístico;
– Falta de padrões na produção;
– Processos manuais;
– Falta de certificação de qualidade;
– Custos operacionais acima da média;
– Estrutura inchada e lenta.

Imediatamente, treinamentos direcionados para mudança da cultura organizacional passaram a acontecer periodicamente, em especial focados em aumento de vendas e recuperação da rentabilidade. Novas práticas
comerciais e oferecimento de novas opções de produtos complementaram as primeiras estratégias.

As vendas melhoraram e novos clientes foram conquistados, mas os resultados continuavam insuficientes em relação às ambições da companhia. Era preciso radicalizar. No primeiro trimestre de 2013, ainda resultado de todas as revisões e análises, decidiu-se então fechar as portas das duas fábricas brasileiras, inicialmente em Diadema (SP) e posteriormente em Joinville (SC). A ideia era construir uma nova planta industrial, dessa vez bem localizada e estruturada com máquinas mais modernas.

As máquinas de Diadema foram transferidas para o parque fabril de Joinville, que, apoiado por fábricas da Alemanha, passou a atender 100% a demanda do mercado nacional – considerado imprescindível no plano estratégico da Gühring. Em paralelo, a cidade de Salto, localizada no interior de São Paulo, foi escolhida para abrigar a nova planta industrial da empresa. A escolha minuciosa baseou-se em uma matriz de atributos e pontuações, que analisa, entre outros itens, infraestrutura da cidade, ocupação no entorno do imóvel, custo para aquisição e construção, acessibilidade e aspectos ligados à contratação, capacitação e desenvolvimento dos recursos humanos.

A estratégia vital da retomada

Em abril de 2013 iniciou-se uma maratona contra o tempo. Mais de R$ 30 milhões foram disponibilizados pela matriz alemã para construir a nova planta, reestruturar o modo de operação no Brasil, modernizar os maquinários já existentes e adquirir novos.

Para manter os funcionários, a empresa criou um programa de transferência com uma série de benefícios. Ainda assim, dos 43 profissionais, apenas 20% aceitaram o desafio. A distância foi determinante na decisão dos outros 80%. As contratações complementares vieram de Salto e região – o projeto não podia parar.

Após 12 meses de trabalhos intensos, em maio deste ano foi inaugurada a fábrica de Salto – na mesma época, a planta de Joinville foi fechada. Em agosto, a nova planta, instalada em um terreno de 14 mil m² (2 mil m² de área construída), já funcionava com 100% da sua capacidade.

Vale a pena modernizar-se

Ao longo dos últimos três anos, a Gühring, que em nível global conta com mais de 45 mil itens, passou a vender mais modelos de ferramentas ao mercado brasileiro, conquistando novos segmentos, como de petróleo e gás, energia e infraestrutura, além de fortalecer as vendas para a indústria automobilística. De 2012 a 2014, aumentou 57% sua participação no mercado. Nesse período vendeu mais de 600 mil ferramentas, sendo 55% nacionais. Somente em 2014 (até setembro) foram quase 300 mil produtos vendidos, representando um aumento de 73% em relação ao ano anterior.

O novo parque fabril da Gühring Brasil é equipado com máquinas (como retificadoras CNC e fornos de revestimentos) e softwares de última geração, muitos desenvolvidos pela própria Gühring. A infraestrutura, focada em novas tecnologias e automação, é similar à das plantas na Alemanha – um dos mercados mais exigentes do mundo. Produtividade 30% superior com custos operacionais 40% menores foram os benefícios consequentes. A maior demanda ocasionou a chegada de mais 20 funcionários.

A opção por Salto também foi estratégica e fundamental para as ambições da organização. Segundo o diretor-geral, a cidade está próxima das principais rodovias estaduais e federais e do Aeroporto Internacional
de Campinas (Viracopos). Conta com escolas técnicas, universidades e uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP, que facilitam o acesso à mão de obra qualificada. Comprar um terreno 50% mais barato em relação ao das cidades vizinhas com infraestrutura similar premiou o planejamento da empresa.

Inicia-se uma nova era

Segundo a Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos – Abraman, mais da metade do parque fabril nacional está obsoleto, com máquinas e equipamentos entre 11 e 40 anos de idade, agravando a falta de
competitividade do País. Agora, contrariando essa estatística, uma política de modernização contínua, seja de máquinas e/ou processos, é regra obrigatória na Gühring Brasil. Para cumpri-la, ela prevê investimentos de milhões de reais (valor definido conforme demanda) na atualização e inovação de sua fábrica.

Para facilitar as vendas, a fabricante pretende implantar novos processos – e tecnologias – para a nacionalização de produtos até então produzidos pela
matriz. A ideia principal é atender as especificidades do mercado brasileiro, aliando preço com qualidade. Além de custos mais competitivos, a estratégia facilitará financiamentos. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES, por exemplo, só aprova financiamentos de produtos com, no mínimo, 60% de componentes fabricados no Brasil.

Ampliar o atendimento em segmentos pouco explorados, como construção civil e petróleo e gás, é outra meta da companhia. Segundo o diretor-geral, isso será possível principalmente porque a empresa passou a oferecer ferramentas de alta performance, brocas para furação profunda, equipamentos para armazenamento de ferramentas, serviços de gerenciamento logístico e tecnológico e sistema de gestão de estoque, entre outros. Ainda hoje, centenária (há 25 anos no Brasil) e com 45 mil itens em seu portfólio, a Gühring é reconhecida por muitos apenas como uma fabricante de brocas de metal duro.

Além de torná-la mais produtiva, rentável e moderna, a atitude corajosa e planejada inseriu a empresa entre as principais do País e trouxe ambições por voos mais altos, como diz Jorge Jerônimo, “agora é manter o foco para cumprir nosso planejamento de dobrar as vendas nos próximos três anos. Em 2017, estaremos entre as três maiores fabricantes de ferramentas rotativas do Brasil, com 20% do market share”.

Reportagem produzida pela Central de Geração de Conteúdo de NEI Soluções. Este é o 10º texto da série Modernizar ou Modernizar. Todas as reportagens anteriores estão disponíveis no: http://www.nei.com.br/artigos/artigos.aspx

 

 


I Encontro de Líderes da Indústria debate produtividade e inovação para crescimento do Brasil

Em comemoração aos 40 anos da Revista NEI e 30 edições da Feira Internacional da Mecânica, foi realizada nesta manhã o I Encontro de Líderes da Indústria, no hotel Holiday Inn, ao lado do Anhembi, em São Paulo, onde é realizada a feira, que segue até 24 de maio. Organizado por NEI Soluções e pela Reed Exhibition Alcantara Machado, promotora da Mecânica, o encontro foi composto por duas palestras: “Produtividade e crescimento no Brasil”, com Ildefonso Alvim de Abreu e Silva e Bjorn Hagemann, sócios da McKinsey & Company; e “Inovação tecnológica na indústria – condição para a modernização e a competitividade interna e externa”, com Marcelo Prim, diretor nacional de Inovação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Senai.

Na ocasião, os sócios da McKinsey & Company comentaram cinco mudanças que influenciarão as empresas nacionais. São elas: grande equilíbrio entre as balanças dos países; desaceleração do crescimento demográfico populacional compensado por ganho de produtividade; demanda por recursos finitos aumentando e fornecimento se tornando mais volátil; crescente fluxo de dados permitirá novos níveis de controle, colaboração e extração de valor; e avanços econômicos. Para eles, parte dos ganhos sustentáveis de competitividade tem início na modernização das práticas e processos das empresas e, apesar da melhora da competitividade brasileira, o País está longe do patamar ideal. “A iniciativa privada continuará sendo a impulsionadora do desenvolvimento, devido aos desafios relacionados à eficácia do governo”, disseram. “A produtividade será o maior fator do crescimento futuro do PIB brasileiro, em função de nossa pirâmide populacional e nível de emprego.”

Já o diretor do Senai dedicou sua palestra aos problemas vividos no Brasil que atrasam a subida de posições na lista dos países mais  inovadores. Comentou a falta de investimento, laboratórios, centros de pesquisas e inovação, educação, profissionais qualificados e de parcerias entre empresas e universidades, entre outras necessidades. Além do trabalho realizado para melhorar essa posição, como as atividades do Senai, o Brasil tem muito para evoluir. Para Prim, a educação é a base, e citou como exemplo a Suíça, que se tornou a primeira do ranking porque investe arduamente em educação. O diretor afirmou que o trabalho é longo e vai demorar de 20 a 30 anos para o Brasil subir alguns níveis, mas que é possível acelerar se houver criação de muito mais parcerias internacionais e incentivos para que pequenas se tornem médias empresas e médias se transformem em grandes.

A maior feira industrial do Brasil é fundamental na trajetória de NEI

A Feira Internacional da Mecânica é parte importante da história de NEI. A equipe editorial visitou todas as edições desde 1974, a fim de divulgar as tendências mundiais de diversos setores, contribuindo para a modernização do parque industrial do Brasil e de vários países nestas três décadas. Além disso, como de costume, no mês do evento e no anterior, NEI antecipa diversos lançamentos para que os leitores possam fazer os contatos previamente e programar a visita aos expositores dessa megafeira.

Na 30ª edição são expostas mais de 2.100 marcas nacionais e internacionais, com participação de empresas da Itália, Espanha, Áustria, República Checa, Turquia, China, Taiwan, Japão, Argentina e outros países. A organizadora prevê 100 mil visitantes qualificados.


Venda de equipamentos para construção deve ter alta de 5% em 2013

A comercialização de equipamentos para a construção deve crescer 5% em comparação a 2012. A previsão é de mais de 74,1 mil unidades vendidas contra 70,3 mil comercializadas no ano anterior. A informação é do Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração – Sobratema e divulgado em 13 de novembro.

Esse resultado decorre do crescimento estimado de 13% na comercialização de máquinas da linha amarela (terraplenagem e compactação) neste ano, com 33,3 mil unidades vendidas (novo recorde no setor, o anterior ocorreu em 2011) contra mais de 29,4 mil em 2012, e também do desempenho geral de outros equipamentos para construção, grupo formado por gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos e tratores de pneus, que deve apresentar alta de 19% em 2013.

De acordo com Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, o desempenho das vendas dos equipamentos para construção será menor que da linha amarela e das demais máquinas, principalmente por conta dos resultados dos caminhões rodoviários, que devem obter decréscimo de 7% nas unidades vendidas.

Em relação aos setores que utilizam máquinas para a construção, a área de infraestrutura responde pela maior parte dos equipamentos adquiridos em 2013, com 35 mil unidades, o que significa crescimento de 9,9% ante 2012. A construção civil é o segundo segmento em termos de vendas, com 28 mil unidades, que representa alta de 1,4% em comparação com o ano passado.


Brasil se manterá entre os maiores mercados de automóveis até 2020, revela estudo

Os países do BRIC continuarão a dominar os rankings de vendas de automóveis no futuro, aponta o relatório da KPMG “Mercado varejista global de automóveis”, que fornece informações, análises e previsões até 2020. “O Brasil, que hoje ocupa a quarta colocação, deve manter essa posição até 2020, com algumas oscilações nos próximos dois anos”, afirmou Charles Krieck, da KPMG. “O País possui mercado com grande potencial de expansão de consumo, e as montadoras têm enxergado ótimas oportunidades de investimentos no Brasil, inclusive em novas plantas.”

De acordo com o relatório, prevê-se aumento nas vendas de carros na China em mais de 60% até 2020, quase duas vezes mais a taxa esperada de crescimento para a Europa Ocidental e quatro vezes mais para a América do Norte. “De acordo com nossas estimativas, em 2020, quase um em três carros fabricados será vendido na China,” disse Krieck.

A Índia terá ascensão “meteórica”, com taxa ao redor de 300% até 2020. Mas é preciso destacar que o país teve patamar relativamente baixo, de 3,6 milhões de vendas de veículos leves, em 2013. “A característica mais importante dos mercados chinês e indiano é que essas taxas de crescimento parecem ser razoavelmente sustentáveis no longo prazo”, complementou o executivo.

Apesar de as vendas terem se deslocado para mercados emergentes, o relatório revela que o centro da fabricação de automóveis provavelmente permanecerá nos Estados Unidos, Europa, Japão e Coreia, com três dos quatro novos carros originários desses mercados em 2020.

Para ter acesso ao estudo completo, clique aqui.


Previsão de aumento de mais de 10% da produção de cana na Região Centro-Sul

As unidades produtoras do setor sucroenergético da Região Centro-Sul do País estimam crescimento de 10,67% para a safra 2013/2014, de acordo com levantamento divulgado hoje pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar – Unica. A projeção indica moagem de 589,60 milhões de toneladas neste ciclo. Na safra anterior, foram processados 532,76 milhões de toneladas. As associadas à Unica, localizadas na Região Centro-Sul, são responsáveis por cerca de 50% da produção nacional de cana e 60% da produção de etanol.

Entre os fatores que favorecem o aumento está a expansão de 6,5% da área disponível para colheita. Além disso, a expectativa de aumento significativo da produtividade agrícola é devido à redução da idade da lavoura e à melhora da condição climática verificada nos últimos meses, que favoreceu o crescimento da produção. Segundo a Unica, a alta de 7,67% na produtividade deve resultar em aumento de 14% na disponibilidade de cana para a produção de açúcar e etanol.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Vendas brasileiras para a China devem triplicar até 2021, aponta estudo

Até 2021 a venda de bens e serviços nacionais para o exterior crescerá de 50% a 100% em praticamente todos os setores de exportação do País, informa pesquisa realizada pela Ernst & Young. A China aparece como o principal parceiro comercial do Brasil, já que as exportações brasileiras para o país passarão de US$ 44 bilhões, em 2011, para US$ 125 bilhões, em 2021. O mercado chinês representará mais para o Brasil do que Estados Unidos e América Latina combinados. Os três setores que experimentarão os maiores aumentos no volume de negócios serão metais, combustíveis brutos e minerais.

O estudo “Time to tune in: Latin American companies turn up the volume on global growth”, realizado em cooperação com a Oxford Economics, traz dados sobre a estratégia de internacionalização de companhias brasileiras e aponta que atualmente 68% das receitas das empresas nacionais que operam fora do País vêm de países emergentes.

Baseado em entrevistas com mais de 600 empresários do Brasil, Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México, realizadas entre novembro e dezembro de 2012, o relatório aponta que a expansão para além das fronteiras nacionais é necessária para preparar as companhias para novos desafios domésticos e estrangeiros.

O estudo mostra ainda que a estratégia predominante dos brasileiros que investem no exterior é a aquisição de empresas nos países de destino. Para adequar-se ao ambiente em países que contam com uma realidade bastante distinta da brasileira, as companhias têm buscado também diversificar seus cargos de gestão, atraindo profissionais com experiência profissional internacional.


GTD: o setor da Abinee que mais faturou em 2012

A área de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica – GTD apresentou em 2012 crescimento de 18% em relação a 2011, faturamento de R$ 15,4 bilhões. As exportações tiveram queda de 3% em comparação com o ano passado, atingindo US$ 665 milhões. As importações foram de US$ 1,3 bilhão, com queda de 23% em relação a 2011. Para 2013, o faturamento da área deve chegar a R$ 16,9 bilhões, 10% maior do que em 2012. As informações são da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee.

“A retomada de um nível mais realista do câmbio e a consequente melhora da competitividade externa da nossa indústria esbarram em um mercado externo retraído. O mercado interno, esse sim, poderá promover um real crescimento da nossa indústria se forem tomadas ações de diminuição dos custos de produção e adensamento das cadeias produtivas no Brasil”, disse Newton Duarte, diretor da área de GTD da Abinee.

A associação estima aumento da indústria elétrica e eletrônica de 8% em 2013, atingindo faturamento de R$ 156,7 bilhões. Entre as oito áreas, as que mais devem crescer são: automação industrial e equipamentos industriais, 12%; geração, transmissão e distribuição – GTD e utilidades domésticas eletroeletrônicas, 10%; e telecomunicações, 7%. Espera-se que as exportações aumentem 4%, com US$ 8,1 bilhões, enquanto que as importações devem crescer 6%, atingindo US$ 43,6 bilhões.


Indústria de materiais de construção cresce 2% neste ano

A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção – Abramat mantém a previsão de resultado para 2012 de 2%. Segundo o Índice de Vendas, o resultado acumulado de janeiro a novembro mostra crescimento de 1,9% com relação ao mesmo período de 2011. Também houve aumento de 2,4% em novembro de 2012 com relação ao mesmo mês de 2011 e queda de 5% em comparação ao mês anterior (outubro de 2012).

Walter Cover, presidente da entidade, acredita que 2013 terá melhor cenário em função do maior número de desonerações, mais investimentos em obras de infraestrutura, maior volume de créditos com juros, prazos mais favoráveis e intensificação das obras para a Copa do Mundo no Brasil.


Categories: Economia Tags: , , , ,

Projeções da Sobratema para máquinas de construção até 2017

O Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção, elaborado pela Associação Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção – Sobratema, apresenta projeções para a venda de máquinas até 2017, cujo crescimento médio anual deverá ser de 10,42%. A previsão é de que até 2014 a taxa de evolução seja maior em decorrência da retomada das obras do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC e das possíveis concessões previstas. A partir de 2014, ano eleitoral, a estimativa de crescimento médio poderá cair para 8% até 2017.

A análise abrange os principais equipamentos da chamada linha amarela (terraplenagem e compactação), além de gruas, guindastes, compressores portáteis, plataformas aéreas, manipuladores telescópicos, tratores agrícolas e caminhões.

Dados de 2012 e projeções para 2013

Segundo a Sobratema, na linha amarela, a queda nas vendas está estimada em 3% em 2012 em comparação ao ano passado. Em 2011, esse segmento alcançou recorde histórico com mais de 30,5 mil equipamentos comercializados. “Os projetos em rodovias, ferrovias, portos e saneamento básico não aconteceram na intensidade que vinham ocorrendo”, disse Mario Humberto Marques, vice-presidente da Sobratema.

De acordo com a associação, o desempenho do setor no Brasil será superior ao obtido no exterior, cujas vendas devem apresentar recuo médio de 9%. Em relação às importações, que apresentaram aceleração em 2011, houve redução em 2012, registrando recuo de 14% na comparação de janeiro a agosto deste ano com igual período em 2011.

O estudo mostra que as vendas dos fabricados no Brasil se elevaram de forma mais acelerada que os importados a partir de agosto. Os motivos: a entrada em vigor de uma política de crédito especial para máquinas do Programa de Sustentação do Investimento – PSI e a desvalorização cambial. Esses dados indicam tendência de melhora nos últimos meses de 2012, sinalizando boas perspectivas para 2013.

Para a maioria dos fabricantes, importadores e usuários de equipamentos ouvidos para a elaboração do estudo, as expectativas em relação ao próximo ano apontam crescimento entre 5% e 20% nas vendas da linha amarela.


Recuperação da indústria de SC

A indústria catarinense apresenta os primeiros sinais de reação no ano, com perspectivas de crescimento da demanda, redução do nível de estoque e estabilidade no nível de emprego. As informações são da pesquisa indicadores industriais, realizada pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – Fiesc com 200 empresas. No acumulado do ano até agosto, o faturamento real do grupo pesquisado aumentou 10% frente ao mesmo período em 2011.

“Estamos iniciando um período em que normalmente o setor industrial tem aquecimento de suas atividades. Em agosto tivemos um bom crescimento das vendas em relação a julho (12%), confirmando as expectativas de recuperação da indústria até o final do ano“, afirmou Glauco José Côrte, presidente da Fiesc.

Apesar da alta nas vendas, os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE mostram que a produção industrial do Estado acumula queda de 2,8% até agosto. “O descompasso entre produção e vendas se deve à incorporação dos produtos importados ao portfólio de vendas das indústrias”, explicou Côrte. “Outro fator que explica a diferença é o fato de a indústria ter trabalhado ao longo do ano com estoques elevados e que começaram a ter redução significativa no segundo semestre.”

O emprego na indústria de transformação do Estado cresceu 4,4% até agosto, o terceiro melhor desempenho no País. Os dados dos últimos meses, contudo, indicam desaceleração no ritmo de abertura de novas vagas. Para Côrte, a menos que o processo de recuperação da economia seja mais vigoroso até o final do ano, a tendência é de estabilidade no número de emprego industrial daqui para a frente.

De janeiro a agosto, a massa salarial real fechou com alta de 1,8% e as horas trabalhadas na produção se reduziram em 1,4%. Dos 16 segmentos pesquisados, 13 registraram crescimento nas vendas, com destaque para máquinas e equipamentos que produzem a linha branca (31,8%); alimentos e bebidas (14,5%); artigos de plástico (11,5%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (8%); produtos de madeira (7,7%) e produtos químicos (6,4%). Os setores com desempenho negativo foram produtos metálicos (-18%); material eletrônico e equipamentos de comunicação (-3,4%) e veículos automotores, carrocerias e autopeças (-13%).

Para a Fiesc, algumas medidas tomadas ao longo do ano pelo governo, como a desoneração da folha de pagamento e a redução da taxa básica de juros, passarão a ter impacto. “Sempre há algum período de inércia, de 60 a 90 dias, entre a entrada em vigor das medidas e seu impacto na economia real”, disse Côrte. “O que nos parece mais positivo é que devemos entrar em 2013 em ritmo de crescimento. Em 2012, a economia crescerá pouco – em torno de 1,5% –, mas as projeções indicam que devemos encerrar o ano com nível de crescimento mais acentuado, apontando para uma boa recuperação em 2013”, afirmou.