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Textos com Etiquetas ‘crise econômica’

Driblando as crises a partir de novas tecnologias

A indústria brasileira tem, neste ano, a difícil tarefa de enfrentar, além da crise econômica, as crises hídrica e energética, todas de uma só vez. Para driblar essa conjunção de fatores, a indústria precisa se planejar e ainda administrar de forma eficiente recursos como água e energia, indispensáveis à atividade industrial.

Para ajudá-lo a enfrentar mais esse desafio, a equipe editorial de NEI pesquisou novas tecnologias que contribuem para o uso eficiente da água e energia nos processos industriais. O resultado desse trabalho compõe a seção Água e Energia, que reúne soluções inéditas para melhor aproveitamento dos recursos e que colaboram para a redução de custos, principalmente de energia. Além disso, clique aqui para conhecer as tendências tecnológicas desses segmentos, na opinião de especialistas acadêmicos da área, e suas recomendações, entre elas, medição e monitoramento full time, facilitado pelo avanço tecnológico de hardwares, softwares e sensores. Uma série de dicas para reduzir custos com água e energia também complementa a reportagem.

Trazemos ainda neste mês as novidades na área da Embalagem, setor presente em toda cadeia industrial e que representa parcela significativa dos custos de produção. Neste ano, o segmento deverá movimentar, no Brasil, algo em torno de R$ 58 bilhões, 6% a mais que em 2014, portanto estar bem equipado nesse quesito é fundamental para a competitividade imposta pelo mercado. As novas matérias-primas, máquinas e equipamentos podem, sem dúvida, contribuir para o esforço de renovação dos processos de embalagem. 

Sempre há soluções para melhorar os processos produtivos, otimizar a performance das máquinas, reduzir perdas e custos. Novas tecnologias são introduzidas com frequência no mercado global, por isso NEI pesquisa diariamente os lançamentos de produtos e visita feiras no Brasil e no exterior. Como exemplo, visitamos recentemente a Hannover Messe 2015 para conhecer os últimos avanços, entre eles os relacionados às energias renováveis, que serão divulgados nas próximas edições. Nesses megaeventos percebemos que tecnologias que pareciam distantes, como os robôs colaborativos, por exemplo, despontam agora como realidade palpável e tecnicamente amadurecida. Conceitos como a indústria 4.0 ganham força e aos poucos vão sendo incorporados aos processos industriais.

Fica evidente que uma corrida tecnológica está em curso. O esforço para a atualização do parque fabril brasileiro é necessário e urgente. É preciso começar. E conhecimento é fundamental nesse processo!


Afetadas pela crise internacional, indústrias de transformação de plásticos e de bens de capital terão taxa de juros menor

Por meio do Programa Revitaliza, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES desde a última segunda-feira (9) oferece empréstimos a juros menores para as empresas afetadas pela crise financeira internacional. A taxa caiu de 9% para 8% ao ano, conforme decisão publicada no Diário Oficial da União.

Os principais setores beneficiados são: indústria de transformação de plásticos, fabricantes de material eletrônico e de comunicações, peças e componentes para veículos, instrumentos médicos e odontológicos, serviços de tecnologia da informação e softwares. A indústria de bens de capital também é contemplada pela nova taxa, com exceção às fabricantes de caminhões, ônibus, embarcações, aeronaves, tratores, colheitadeiras, máquinas rodoviárias, vagões e locomotivas.

Setores de frutas, pedras ornamentais, calçados, moveleiro, têxtil, fertilizantes e produtos cerâmicos também têm acesso à nova taxa.

Estão disponíveis R$ 6,7 bilhões. Os financiamentos podem ser usados para exportações e investimentos. O limite dos empréstimos é de R$ 150 milhões por empresa de cada setor.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Caos Econômico e Sustentabilidade (Parte II)

25, outubro, 2011 1 comentário

Curiosamente, o Brasil pode ser uma referência inspiradora à “Comunidade” Europeia na busca de soluções para a crise econômica: nossa Lei de Responsabilidade Fiscal, o PAC 1 e 2, a regulamentação do setor bancário, entre outras iniciativas. Mas ainda necessitamos urgentemente, no Brasil, combinar preservação e desenvolvimento sustentável com alta tecnologia. Precisamos internalizar os recursos ambientais como bens estratégicos nacionais: intervenção estratégica do Estado na proteção do meio ambiente e uso sustentável dos recursos hídricos, garantindo a soberania sobre o território nacional, em especial sobre a Amazônia, o Aquífero Guarani e o Pantanal. O desenvolvimento sustentável significa o resultado da melhor utilização possível, em termos de bem-estar socioambiental junto ao conjunto da população brasileira.

Precisamos garantir o direito inalienável de o Brasil agir para a elevação dos padrões de consumo da população para elevar o seu padrão de vida. O acesso a alguns serviços públicos e a certas formas de riqueza depende do aumento do consumo para atender as necessidades e aspirações básicas de desenvolvimento humano dos brasileiros, implica em aumentar o uso de recursos naturais (renováveis ou não).

A defesa do interesse nacional na segurança socioambiental compreende um conjunto de medidas e ações de Estado, com ênfase na formulação de políticas públicas (econômicas, ciência e tecnologia, agrícolas, socioambientais e outras áreas; defesa civil; defesa externa; segurança pública), planos e programas de governo, para garantia da posse e uso sustentável dos recursos ambientais (renováveis ou não) sob suas várias formas em quantidade, qualidade, preços competitivos e seus impactos na soberania nacional contra ameaças internas, externas, potenciais ou manifestas.

Como empreendedores, sob a ótica da sustentabilidade, precisamos inovar na maneira de fazer negócios, criando valor para os acionistas em uma perspectiva de longo prazo, através do aproveitamento das oportunidades e do gerenciamento dos riscos derivados de desenvolvimentos nas dimensões econômica, ambiental e social. Mesmo num cenário de elevada incerteza econômica.

Precisamos fazer da inovação a peça central do crescimento: i) Inovar é ampliar a produção (mais máquinas e equipamentos), é introduzir novos produtos e serviços, isto é, passar a produzir produtos e serviços que a empresa não fabricava/ofertava, mas que poderiam ser produzidos ou ofertados por outros fabricantes ou concorrentes; ii) A agregação de novas funcionalidades ao processo ou características ao produto ou serviço que implique melhorias incrementais e efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado; iii) A concepção de novo serviço, produto ou processo de construção ou fabricação (quando aplicável); e iv) Combinar desempenho econômico e ambiental, reduzindo impactos ambientais; usando mais racionalmente matérias-primas e energia; reduzindo os riscos de acidentes e melhorando a relação da organização com as partes interessadas (stakeholders).

A migração para uma “economia verde” com transição justa e socialmente aceitável, defendendo a competitividade e desenvolvimento da nossa base industrial e vantagens comparativas significa: i) Ter suas instalações, processos construtivos, operações, equipamentos, insumos, produtos e serviços “verdes”, que reduzem o impacto no meio ambiente e na saúde das pessoas quando comparados com os produtos e serviços similares utilizados para a mesma finalidade de fornecedores “verdes”; ii) Buscar soluções para os desafios diários de adequação à legislação ambiental e de inovação e ainda garantir a competitividade (em preço, disponibilidade de volume e prazo nos contratos) e a rentabilidade dos investimentos existentes e futuros; iii) Considerando preço e qualidade, é uma fuga da obsolescência através da mudança para padrões mais sustentáveis de produção e consumo; e iv) Inserir um componente sustentável aos produtos e serviços, necessário para uma maior competitividade inclusive nas exportações. Além de eventualmente garantir receitas não operacionais com a venda de créditos de carbono (quando aplicável) no mercado internacional. Ser “verde” se tornou valor esperado em vez de valor agregado. Quem não se tornar “verde” (perda de sustentabilidade) pode ficar no “vermelho” (perda de competitividade).

Planejar e decidir num cenário de elevada incerteza econômica significa minimizar o máximo arrependimento. Ou seja, ponderando riscos e oportunidades, que decisões devo tomar hoje para, considerando os possíveis cenários futuros, ter menor probabilidade de me arrepender?


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Individualmente contribuímos, mesmo que de forma involuntária, para o caos e a confusão com nossas escolhas de consumo, decisões de investimento, eleição de governantes, e outros pequenos gestos que nos trouxeram até aqui. Precisamos, na medida do possível, nos adaptar às mudanças e nos proteger de seus piores efeitos. Na percepção crítica da realidade (consciência) e na ação individual está a base de toda mudança.

Somos responsáveis pelo que fazemos, por financiarmos para que façam, por não nos importarmos que façam, por nos beneficiarmos quando outros fazem, pelo que não fazemos, mas deveríamos ter feito, e pelo que impedimos os outros de fazer.

Produzindo ou simplesmente consumindo, nossas escolhas futuras ficarão mais complexas e desafiadoras. Devemos dar mais atenção à maneira como temos vivido e melhorar o nosso comportamento e os nossos relacionamentos. A sabedoria constrói, e é o segredo da felicidade.

Veja aqui a primeira parte desse artigo.

Crédito: Decio Michellis Jr. é licenciado em eletrotécnica pela UNESP, extensão em Direito da Energia Elétrica pela UCAM, com MBA em Gestão Estratégica Socioambiental em Infraestrutura pela FIA/USP.