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Valor da mão de obra no País cresceu 7,2% em 2012, revela Firjan

O custo do trabalho no Brasil teve alta de 7,2% no ano passado, o que significa que o valor da hora da mão de obra no País avançou em maior ritmo do que a quantidade de unidade produzida. Em 2011, o aumento foi de 3,8%. Os dados estão no estudo Custo do Trabalho no Brasil da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro – Firjan.

O Custo Unitário do Trabalho – CUT mede a relação entre o custo da hora trabalhada e a produtividade do trabalhador. “Se os custos de produção ficam maiores, mais caro se torna o produto final”, ressaltou Guilherme Mercês, gerente de economia e estatística da Firjan. “O custo de produção no Brasil aumentou não só por conta do crescimento dos salários, mas também porque passou a ser preciso mais horas de trabalho para produzir o mesmo produto.”

De 15 segmentos pesquisados que integram a indústria da transformação, 13 apresentaram aumento no custo do trabalho. O segmento têxtil foi o que mais cresceu no acumulado de 2011 e 2012: 25,3%, seguido por material de transporte (21,3%) e máquinas e equipamentos (21%), refletindo queda de produtividade dos três setores no período. Papel e gráfica (-6,3%) e madeira (-13,6%) foram os únicos segmentos a apresentar recuo, o que indica que a produtividade cresceu em maior ritmo do que o custo da mão de obra.

Em comparação com as maiores economias mundiais, o Brasil foi o único a apresentar crescimento do CUT entre 2004 e 2011: alta de 6%. Na França, Alemanha, Reino Unido, Japão, Coreia do Sul e Estados Unidos, o CUT apresentou recuo de, em média, 14,6%. Nos Estados Unidos, a queda foi de 22% no período, enquanto na Coreia do Sul e no Japão a variação foi negativa, respectivamente, -20,1% e -18,7%.

Para a Firjan, os dados confirmam a importância de políticas voltadas ao aumento da produtividade do trabalho no Brasil, o que envolve mais investimentos em educação, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, além de mais abertura comercial e modernização das leis trabalhistas. Mais informações do Custo do Trabalho no Brasil estão disponíveis em http://migre.me/gxbS7


Indústria de metal precisa sofrer mudanças radicais, revela pesquisa

As empresas do setor de metais com maior desenvolvimento serão aquelas que aplicarem mudanças radicais nos negócios. É o que aponta pesquisa realizada pela KPMG nomeada “Perspectivas globais para o setor de metais”. A publicação traça panorama e examina tendências e oportunidades em novos mercados com base em entrevistas realizadas com executivos de vários países.

O levantamento também revela que, enquanto entre 2004 e 2008 a consolidação da indústria siderúrgica foi um dos principais motores nas atividades de fusões e aquisições do setor de metais, desde o início de 2012 o mercado sofre desaceleração. “Em parte, isso ocorre porque as organizações de aço estão mais preocupadas com a otimização de custos e com a gestão de carteira de ativos já existentes”, disse Charles Krieck, sócio líder de Indústrias Diversificadas da KPMG no Brasil. “Aqueles que souberem reduzir seus custos, criar produtos e entrar em mercados em desenvolvimento conseguirão vantagem competitiva para sobreviver às turbulências.”

KPMG

O estudo conclui que a indústria de metais deve focar em quatro itens principais: pensar na vantagem competitiva a longo prazo, aprimorar a cadeia de suprimentos, focar em novos mercados e produtos e criar parcerias.

“O ano de 2013 provavelmente será lembrado como período de mudanças fundamentais para o setor. Os mercados com crescimento lento na Europa devem focar na reestruturação e corte de custos, enquanto os países emergentes da Ásia, América Latina e África devem aumentar seus investimentos, visto que ainda há bastante espaço para a modernização das indústrias”, afirmou Krieck.

Para visualizar o estudo completo, clique aqui.


A revolução silenciosa da energia solar no Brasil

20, janeiro, 2013 Deixar um comentário

As fontes de energia tradicionalmente utilizadas são, em sua maioria, formas indiretas de energia solar. A utilização direta da radiação solar ganha na atual conjuntura mundial grande relevância, principalmente quando se projeta sua utilização como fonte de energia térmica para aquecimento de fluidos e ambientes e para a geração de potência mecânica ou elétrica.

No Brasil e no Estado de São Paulo, esses números chegam, respectivamente, a invejáveis 45,5% e 55,1% com tendência a aumentar a participação de renováveis em sua matriz energética. Nesses dois casos é evidente a importância da energia hidroelétrica e dos produtos provenientes da cana de açúcar.

Clique aqui para ler o artigo completo de Marco Antonio Mroz, presidente da Fundação Verde Herbert Daniel, presidente e secretário de Relações Internacionais do Partido Verde de São Paulo e ex-subsecretário de Energias Renováveis do Estado de São Paulo.


Energia elétrica mais barata – queda de 16,2% para os consumidores e até 28% para as indústrias

12, setembro, 2012 Deixar um comentário

O custo de energia elétrica cairá, em média, 20,2% a partir de 5 de fevereiro de 2013, anunciaram ontem (11) a presidenta Dilma Rousseff e o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Além de reduzir encargos setoriais da conta de luz, o governo renovará por mais trinta anos as concessões de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. No início de 2013, os consumidores residenciais terão redução média de 16,2% na conta de luz e as indústrias, até 28%.

“Essas medidas representam aumento do poder aquisitivo da população brasileira, com a redução drástica do custo de produção e da conta de luz paga pelo consumidor. As decisões de agora constituem uma das mais arrojadas iniciativas para impulsionar o desenvolvimento do Brasil”, comemorou Lobão. Ainda segundo o ministro, a queda no custo de energia elétrica resultará em mais empregos e melhor qualidade de vida à população.

Menos tarifas
Para atingir a meta prometida, o governo extinguirá as cobranças da Reserva Global de Reversão – RGR (de novos empreendimentos concedidos e dos distribuidores de energia elétrica) e da Conta de Consumo de Combustíveis Fósseis – CCC. Além disso, reduzirá os encargos da Conta de Desenvolvimento Energético – CDE.

Programas como o “Luz para Todos” e “Tarifa Social” serão mantidos, acarretando uma redução de custo de 7% na conta de luz do consumidor final. A renúncia fiscal será aproximadamente de R$ 3,3 bilhões por ano.

Redução da tarifa média de geração e queda nos encargos da Receita Anual Permitida da transmissão de energia são outros fatores que contribuirão para diminuir os custos.

Segundo Dilma Rousseff, dependendo da análise segmentada que a Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel disponibilizará em março de 2013, os percentuais de redução poderão ser ainda maiores.

Outra medida importante no pacote é a possibilidade da renovação antecipada de contratos de concessão de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, que venceriam entre 2015 e 2017. A renovação será condicionada a melhorias de eficiência e prestação de serviços. O cenário do pacote apresentado é:

Geração: serão 20 contratos renovados, que totalizam aproximadamente 20% do parque gerador do Brasil. CEEE, Cemig, Cesp, Copel e Emae estão entre grandes empresas geradoras estaduais. Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte e Eletrobras Furnas estão entre as concessionárias federais;

Transmissão: nove contratos serão renovados, representando 67% do sistema de transmissão. Eletrobras Chesf, Eletrobras Eletronorte, Eletrobras Eletrosul e Eletrobras Furnas possuem os contratos federais, enquanto Copel, Cemig, CEEE e Celg representam os estaduais. A CTEEP responde pelo único contrato privado;

Distribuição: 44 contratos serão renovados, o que equivale a aproximadamente 35% desse mercado. Entre as concessionárias responsáveis, estão CEA, CEB, Cemig, Celesc, Celg, CERR, Eletrobras, AME, Bovesa, Ceal, Ceron e Eletroacre.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia – MME, esses contratos respondem pelo atendimento de mais de 24 milhões de consumidores.


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Duas causas da desindustrialização

21, março, 2012 Deixar um comentário

Em oito anos, a energia elétrica subiu 246% no Brasil, enquanto a alta nos Estados Unidos foi de 35,3%. O levantamento realizado pela MB Associados também mostra que em Camaçari, na Bahia, o gás natural custa US$ 15 por milhão de British Thermal Unit – BTU (medida-padrão do setor), ante US$ 2,50 em Louisiana, nos Estados Unidos. Para o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, o início da exploração das imensas jazidas de gás de xisto deve assegurar o baixo custo de gás natural nos EUA. “Com insumos e mão de obra mais baratos, os Estados Unidos estão se tornando novamente atrativos para a produção industrial”, diz.

Entre 2003 e 2009, o custo da mão de obra na indústria brasileira aumentou 150% em relação ao custo dos parceiros comerciais do País, segundo trabalho recente do economista Regis Bonelli, do Instituto Brasileiro de Economia – Ibre, da Fundação Getulio Vargas – FGV no Rio de Janeiro. “A produtividade do trabalho teria de ter crescido a uma taxa cavalar para compensar o aumento do custo unitário do trabalho”, explica.

O custo unitário do trabalho, de forma simplificada, é o custo do trabalhador brasileiro comparado ao de outros países. Esse dado é um dos principais componentes para medir a competitividade internacional, principalmente em setores que empregam muita mão de obra, como o industrial.

No geral, o custo unitário do trabalho brasileiro subiu 120% entre 2003 e 2009. No setor agropecuário, a alta foi de 82%, e no setor de serviços, de 114%.

Mesmo considerando o ano de 2000 como ponto inicial, ano em que o câmbio estava bem mais valorizado do que em 2003, o encarecimento da mão de obra até 2009 ainda é alto: 72% para a economia como um todo, 57% para a agropecuária, 61% para os serviços, e 93% para a indústria.

Em números gerais, a produtividade (média produzida por trabalhador) cresceu em média 0,6% entre 2000 e 2009. Mas se considerar somente a indústria, esse desempenho aponta queda média de 0,8% ao ano de 2000 a 2009. A indústria não só sofre com a concorrência internacional, como vê seus preços serem comprimidos pelo crescimento da produção chinesa e pela redução da demanda dos países avançados, ocasionada pela crise.

O setor de serviços teve aumento anual de 0,5%, próximo da economia como um todo. Como esse segmento não sofre tanto com a concorrência internacional, o aumento dos custos acaba sendo repassados aos preços praticados.

Já o segmento agropecuário apresentou resultado positivo, com aumento de produtividade ao ritmo médio anual de 4,3%. Além dos ganhos de produtividade, o setor foi beneficiado pela incomum alta da cotação das commodities na esteira da demanda asiática.

Essas divergências explicam boa parte da diferença na evolução do custo unitário do trabalho dos diversos setores. Quanto pior a produtividade, mais caro é produzir para um mesmo nível de salário.

“A rentabilidade total das exportações caiu 19% entre 2003 e 2011, mas a da indústria de transformação caiu 35%, com destaque para material eletrônico e comunicações, com queda de mais de 60%”, resume o economista da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior – Funcex, Rodrigo Branco.

Fonte: Raquel Landim, O Estado de S. Paulo, seção Economia. Fernando Dantas, O Estado de S. Paulo, seção Economia.


Sustentabilidade e Inovação: produtos, serviços e embalagens I

20, outubro, 2010 Deixar um comentário

À medida que o conhecimento em torno da demanda por práticas industriais mais sustentável se desenvolve, as propostas inovadoras recebem, cada vez mais, atenção da sociedade. O marketing social e/ou marketing verde – fazem o papel de divulgadores dessas práticas, alavancando uma imagem positiva da marca, frente a demanda global pela sustentabilidade do planeta. As indústrias, atentas a esta combinação de inovação, sustentabilidade e marketing, já estão lançando no mercado produtos, serviços e embalagens aderente a esta visão.

Assim, os padrões de exigência aumentam, tanto para a empresa, quanto para os profissionais que nela trabalham, aliando competência e compromisso, aos investimentos em pesquisa e inovação, as empresas passam a oferecer, aos consumidores e ao planeta, benefícios advindos dessa postura.

Além de investir em inovação sustentável, outra variável a ser considerada é o custo. Um dos maiores dilemas para os profissionais é aliar estes processo de inovação de produtos, serviços e embalagens, à custos menores para o mercado. O público ainda tem consolidada a imagem de que, se é produto sustentável, é mais caro! Temos como exemplos os produtos orgânicos, os produtos advindos de processo de produção do “algodão limpo” – cujos produtos possuem uma preço acima dos demais ( se compararmos as ilhas de produtos com o selo “algodão limpo” como existe na GAP, podemos ver a variável preço bem delineada – o mesmo ocorre no Brasil com as marcas Cantão que lançou sua coleção). A percepção do consumidor ainda é uma “barreira de entrada” para a chegada de produtos sustentáveis ao cotidiano dos cidadãos. No entanto, esta percepção é flexibilizada pelos consumidores com um maior nível educacional.

Nos próximos dois posts você poderá acompanhar casos na indústria têxtil que já estão inserindo no mercado produtos aliados à sustentabilidade. Não perca!

Crédito: artigo escrito por Ana Paula Arbache, sócia diretora da Arbache Consultoria e responsável pelas ações de gestão de pessoas, cidadania corporativa, sustentabilidade ética, social e ambiental.