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2015 é de ajuste, fundamental para retomar a trajetória de crescimento nos próximos anos

E não há como a economia nacional apresentar resultados positivos sem a recuperação e o fortalecimento da indústria. O Brasil tem pressa e a indústria precisa estar à frente

Nada melhor que começar um ano com boas propostas, incluindo a retomada da confiança. No Brasil, a esperança por uma nação melhor com uma indústria forte se renova a cada troca de equipe ministerial. E este é o momento atual.

A reforma nos ministérios tem o objetivo de dialogar com e acalmar os mercados. A opinião de Danilo Sartorello Spinola, pesquisador do Núcleo de Economia Industrial e da Tecnologia – NEIT da Unicamp e consultor da Divisão de Desenvolvimento Produtivo e Empresarial da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe, é também a de muitos especialistas consultados por NEI para esta reportagem. Na visão do economista Ricardo Amorim, se a “casa” for arrumada em 2015, recuperando a confiança de empresários e consumidores, pode-se retomar um ciclo de crescimento mais rápido a partir do final deste ano. “Só poderemos crescer como de 2004 a 2010 acelerando a produtividade, o que exige trabalhadores mais bem preparados e equipados, portanto muito investimento em educação, máquinas, equipamentos e tecnologia”, explicou Amorim, lembrando que a “mãe” das oportunidades são os problemas.

A indústria também se aproveita desse cenário de mudança, devido ao novo líder do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC. Armando Monteiro Neto, que presidiu entre 2002 e 2010 a Confederação Nacional da Indústria – CNI, o Senai e o Sesi, se diz disposto a manter parceria com todos os segmentos do setor produtivo e elenca como seu principal desafio a promoção da competitividade, o que significa reduzir custos sistêmicos e elevar a produtividade, a fim de proporcionar crescimento do País nos próximos anos. “Nesse contexto, a indústria tem papel central, pois crescer pela indústria é sempre o melhor caminho, porque há forte associação com a criação de empregos de qualidade, a disseminação do conhecimento, o desenvolvimento tecnológico e a geração de divisas”, afirmou Neto.

Para promover a competitividade, o novo ministro definiu cinco medidas: reformas microeconômicas, que envolvem melhorias no ambiente tributário e regulatório e simplificação dos processos; política de comércio exterior mais “ativa”, que amplie os acordos comerciais com parceiros estratégicos e permita maior inserção nas cadeias globais de valor; incentivo ao investimento e à renovação do parque fabril, de modo a reduzir a idade média das máquinas e equipamentos em operação no Brasil (que hoje é de 17 anos), e a adoção de modelo de financiamento de bancos públicos que viabilize crescentemente acesso dos recursos para pequenas e médias empresas; estimulo à inovação; e aperfeiçoamento do sistema que irá gerir a “agenda” da competitividade.

Por ser um nome ligado à indústria, a escolha de Neto à frente do MDIC é vista como positiva, por exemplo, pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica – Abinee e por especialistas, como Pedro Chadarevian, prof. dr. de economia da Unifesp e da pós-graduação de políticas públicas da UFABC. Para ele, o ano começa com outras duas boas notícias para a indústria. Uma é a maturação dos investimentos feitos nos últimos anos para a qualificação da mão de obra devido à expansão do acesso ao dos investimentos feitos nos últimos anos para a qualificação da mão de obra devido à expansão do acesso ao ensino superior. “Nos últimos dez anos mais que dobramos a proporção de pessoal ocupado na indústria com nível universitário, o que deve refletir mais cedo ou mais tarde em maior produtividade”, disse Chadarevian.

Outra previsão é a desvalorização do câmbio, encarecendo as importações. “Nesse sentido, deve ocorrer recuperação do segmento de máquinas e equipamentos, inclusive pela necessidade de mecanização generalizada, especialmente nos setores mais pressionados por salários, regulamentações trabalhistas e rentabilidade, como é o caso, entre outros, do agronegócio”, contou o economista.

Quanto ao câmbio, entidades ligadas à indústria, a exemplo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos – Abimaq e Abinee e de economistas, como José Luís Oreiro, prof. dr. da UFRJ, defendem que tem de ser no mínimo R$ 3,00 para começar a ser bom para a indústria nacional. Victor Gomes, doutor em economia, docente da UNB e pesquisador associado da Rede de Economia Aplicada, disse que esse cenário já está ocorrendo. “No caso, o fortalecimento do dólar deve fortalecer as exportações brasileiras”, explicou. “Com essa ótica, medidas que facilitem negócios internacionais são bem-vindas. Se o governo for ‘claro’ em suas ações, empresas brasileiras podem aproveitar e expandir suas operações no mercado doméstico ou internacional. Os desafios são enormes, mas grandes dificuldades trazem boas oportunidades.”

Os setores de máquinas e equipamentos e de infraestrutura deverão ser os primeiros a apresentar melhoras a partir de 2015, conforme a confiança recuperada elevar os investimentos em projetos, prevê Alberto Suen, prof. dr. de finanças da UFABC e engenheiro de produção. Assim como para esses dois setores, também para a cadeia do petróleo estão programados investimentos, seja devido aos últimos leilões de concessão e/ou aos desembolsos necessários à viabilização da exploração do pré-sal, afirmou a economista Roberta Possamai, pesquisadora e mestranda da FGV. Outra aposta de boas perspectivas envolve a indústria alimentícia, como indicou Ana Elisa Périco, docente de finanças da Unesp, pesquisadora das infraestruturas produtivas e doutora em engenharia de produção. Segundo a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação, a previsão do setor para 2015 é de crescimento de 2,5% no volume de produção industrial, 3% de vendas e exportações de US$ 40 bilhões.

A Abinee projeta crescimento nominal e investimentos em reais de cerca de 2% em relação a 2014, e a indústria de transformação do plástico deverá ter aumento de 1% na produção física, 2% no índice de emprego e 2% no consumo aparente dos transformados plásticos (em toneladas), informou a Associação Brasileira da Indústria do Plástico.

Para completar as perspectivas para os setores, Antônio Márcio Buainain, prof. dr. de economia da Unicamp, crê em recuperação, no segundo semestre, da construção civil e transportes. Já Elton Eustáquio Casagrande, doutor em economia e docente da Unesp, aposta que a cadeia do agronegócio será outro destaque em 2015.

A energia é mais um tema comentado pelos especialistas que deve pautar ainda mais as discussões neste ano. O professor da UNB alertou que medidas sustentáveis e competitivas para o setor de energia são cruciais para o avanço industrial e para atrair investimentos.

Outra boa notícia para a indústria em 2015, de acordo com Buainain e Spinola, é que o crescimento pode se dar também pela ocupação de capacidade ociosa, porque em 2014 elevou-se a ociosidade, podendo, neste ano, ser recolocadas máquinas em operação. “Deve-se lembrar que Copa do Mundo, com forte elevação de preços no período, e eleições afetam as decisões de gasto, fatores que não ocorrerão em 2015”, opinou o pesquisador do NEIT. “A Copa também afetou a produção industrial pelo aumento dos feriados, que também gerou retração do consumo.”

No curto prazo, além de o Banco Central deixar a taxa de câmbio se acomodar em um patamar mais alto e o governo recuperar a confiança do setor produtivo, outra medida é fundamental: apresentação de programa de investimentos em infraestrutura crível, reduzindo parte do chamado custo Brasil, citou Roberta.

Amorim completa a lista de melhorias para a indústria nacional, sugerindo reforma das leis trabalhistas.

Apesar das novas equipes ministeriais, boas aspirações e algumas ações correntes que já entusiasmam, recuperar o crescimento sustentado já em 2015 será pouco provável na visão dos economistas entrevistados e associações ligadas à indústria. Em análise publicada no Valor Econômico de 1º de dezembro, Silvia Matos e Vinícius Botelho, pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia – IBRE da FGV, comentam que este deve ser um ano de ajustes, mas, reestabelecidas as condições de política econômica para gerar crescimento, a partir de 2016 o País voltará a apresentar taxas próximas do potencial estimado. Segundo a CNI, a indústria terá expansão de 1% em 2015.

Projeções para o macroBrasil

A reportagem de NEI conversou com economistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília para descobrir as palavras de ordem para o Brasil. O resultado é o conjunto de mandamentos: retomada da confiança, ajuste, controle de gastos e da inflação, competitividade, internacionalização, equilíbrio fiscal, fim da impunidade, austeridade fiscal, menor intervenção governamental, adequação das empresas para o retorno do crescimento econômico, emprego, inovação, responsabilidade social e distribuição de renda.

Felizmente, a nova equipe econômica já sinalizou que pretende trazer de volta a confiança perdida e realizar outros ajustes, que devem ser feitos para corrigir uma série de desequilíbrios que a economia brasileira acumulou. “Um dos motivos de Joaquim Levy no Ministério da Fazenda, um economista ortodoxo, é resgatar a credibilidade da equipe econômica do governo no segundo mandato”, opinou Marcel Grillo Balassiano, da área de Economia Aplicada do IBRE. Como medidas iniciais, Levy anunciou que o governo vai buscar superávit primário de 1,2% do PIB em 2015 e de 2% em 2016 e 2017.

Segundo Felippe Cauê Serigati, professor de economia da FGV, será necessário aumentar a taxa de juros e encarecer o crédito para acomodar a inflação; do lado das contas públicas, será preciso cortar algumas despesas e elevar impostos; por fim, para reduzir o déficit nas contas externas, o Banco Central terá de permitir que a taxa de câmbio se desvalorize, embora isso pressione ainda mais a inflação.

De acordo com a CNI, a economia crescerá 1% em 2015. Por trás disso, comentou Serigati, está a desaceleração do consumo interno e a queda dos preços das commodities que o Brasil exporta, bem como a menor capacidade do governo em repassar recursos para os bancos públicos. “Apesar disso, o crescimento de 2015 deve ser melhor que o de 2014 por causa de alguns investimentos que já foram contratados”, revelou. Já a inflação, possivelmente ficará em 6,5%, com novo aumento da taxa Selic para tentar diminuir a inflação. Lembrou Serigati que o ideal é a inflação ser acomodada em patamar próximo da meta, de 4,5% a.a.

Quanto aos investimentos no Brasil, economistas acreditam em ligeiro aumento devido, principalmente, aos resultados das últimas concessões de aeroportos, rodovias, ferrovias e portos, bem como à exploração do pré-sal. No tempo certo deve-se mobilizar o capital privado, que tem interesse em investir. Reforçam ainda que um tema crucial para a retomada do crescimento é a punição e o combate à corrupção.

bndes box

Responsabilidades do empresário industrial em 2015 

Em cenário de dificuldades, se o empresariado apenas se defender aumentando o nível de ociosidade e elevando margens e demissões, há o risco de se “entrar em uma espiral” de crise e desconfiança muito perigosa aos sistemas econômicos, alertou Spinola.

É preciso mudar o foco das reivindicações e negociações com o governo, que tem se concentrado em “pequenos favores” que não resolvem o problema, apenas produzem alívio imediato, sugeriu Buainain.

Para os especialistas, a princípio a missão é manter a empresa “saudável”. Se os ajustes prometidos para este ano forem feitos, a indústria deverá começar a colher os frutos nos próximos anos. À medida que a confiança aumentar, é hora de acreditar, investir, buscar produtividade com inovação para elevar a competitividade e aproveitar as oportunidades para o novo ciclo de crescimento que deve ter início em 2016. Para completar, há de acreditar mais nos trabalhadores e incentivá-los e desenvolver inteligência estratégica para assegurar empregos. Faz parte de todo o processo cobrar regras claras, sustentáveis e competitivas de regulação econômica e atuar em parceria com o setor público.

Mario Winterstein, diretor de desenvolvimento de negócios da The Association For Manufacturing Technology (EUA) – AMT, recomenda que o Brasil siga os mesmos passos que permitiram aos EUA tornar-se o país com um dos custos de manufatura mais baixos, inclusive em relação à China, para bens duráveis a serem “consumidos” na América do Norte. Para ele, os passos incluem: baixar o custo de energia, inovar, utilizar máquinas avançadas, criar novos materiais e ferramentas, automatizar a usinagem e a montagem, definir ganho na produtividade e treinar a mão de obra. “Tudo isso deve ser acompanhado de bom senso, deixando o mercado achar seu caminho, sem interferência governamental e protecionismo. Das empresas de manufatura, somente as competitivas por mérito próprio sobrevivem e crescem.”

Para acessar a Revista NEI digital, basta fazer seu cadastro neste link: http://www.nei.com.br/revista/cadastro?origem=home 


Dilma assina decreto que transforma a Embrapii em organização social

4, setembro, 2013 Deixar um comentário

A informação foi anunciada por Marco Antônio Raupp, ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, durante o 5º Congresso Nacional de Inovação da Indústria, realizado pela Confederação Nacional da Indústria – CNI e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae, em São Paulo. “A partir de agora podemos prosseguir com o contrato de gestão que está sendo preparado para colocar a Embrapii em funcionamento”, diz. Segundo a CNI, a criação da Associação Brasil de Pesquisa e Inovação Industrial – Embrapii, deve fortalecer um novo ciclo de políticas de investimentos públicos, impulsionando o desenvolvimento tecnológico da indústria nacional.

Com a assinatura do decreto, a Embrapii passa a receber recursos públicos e ter agilidade administrativa para aplicação do dinheiro. “Um aspecto da Embrapii que merece consideração é a questão da burocracia zero”, afirma Raupp.

No mês passado, o Conselho de Administração da Embrapii confirmou a eleição do engenheiro João Fernando Gomes de Oliveira como diretor-presidente da entidade.


SBC receberá R$ 2,1 bi para infraestrutura e mobilidade urbana. Promessa da Dilma

19, agosto, 2013 Deixar um comentário

Hoje (19), a presidenta Dilma anunciou em SBC que o governo federal investirá R$ 2,1 bilhões para infraestrutura e mobilidade urbana, sendo R$ 793 milhões para mobilidade urbana, R$ 644 milhões para a construção de 8,5 mil unidades do Minha Casa Minha Vida, R$ 542 milhões para obras de infraestrutura e outros R$ 104 milhões para a contenção de encostas. Na ocasião, Dilma também entregou 100 retroescavadeiras a Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo do Campo.

Já no final de seu discurso, Dilma elogiou o Congresso pela aprovação, na semana passada, do destino de 75% dos royalties do petróleo advindo do Pré-Sal para a Educação.


SP receberá R$ 8 bilhões para mobilidade urbana, promete Dilma

31, julho, 2013 Deixar um comentário

“É a primeira vez que anunciamos de forma concentrada esse montante de recursos. E anunciamos a possibilidade de essas obras ocorrerem em curto prazo”, disse, hoje (31), a presidenta Dilma Rousseff acompanhada pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Segundo Aguinaldo Ribeiro, ministro das Cidades, R$ 3 bilhões serão investidos em corredores de ônibus e terminais de integração, R$ 1,4 bilhão será destinado para drenagem, R$ 2,2 bilhões vão para recuperação de mananciais e R$ 1,5 bilhão para construção de 20 mil moradias de acordo com o programa Minha Casa, Minha Vida. Ainda de acordo com Ribeiro, a soma desses investimentos representa 30% dos R$ 89 bilhões previstos para serem investidos no País.

A presidenta salientou que os 2,2 bilhões previstos para melhorar os mananciais de água englobam, principalmente, a recuperação das represas Billings e Guarapiranga. “Obras de drenagem garantem a mobilidade do cidadão”, disse.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Dilma veta fim da multa de 10% sobre saldo do FGTS. Fiesp reclama.

25, julho, 2013 Deixar um comentário

Hoje (25), a presidenta Dilma Rousseff vetou o Projeto de Lei Complementar nº 200 de 2012 que eliminaria a multa de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS de trabalhadores, em casos de demissão sem justa causa. Uma das justificativas para a não aprovação é que a extinção da cobrança geraria impacto superior a R$ 3 bilhões ao FGTS. Após as explicações da presidenta, o Congresso Nacional, os ministérios do Trabalho e Emprego, do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda manifestaram-se a favor do veto.

Dilma também destaca que a proposta não estava acompanhada das estimativas de impacto orçamentário-financeiro e da indicação das devidas medidas compensatórias, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal. “A sanção do texto levaria à redução de investimentos em importantes programas sociais e em ações estratégicas de infraestrutura”, disse. Ainda segundo a presidenta, o Programa Minha Casa, Minha Vida, cujos beneficiários são majoritariamente os próprios correntistas do FGTS, seria um dos principais prejudicados, caso a emenda fosse aprovada.

Após o anúncio, em nota oficial, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp se mostrou insatisfeita, afirmando que “o veto não contribui para o crescimento do País”. “A multa deveria ter acabado há muito tempo. Somente em 2012, empresas de todos os tamanhos desembolsaram mais de 2,7 bilhões de reais, que foram diretamente para o caixa do governo e não para investimentos”, declarou Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Para Skaf, o veto, além de prejudicar a criação de empregos, penaliza o cidadão brasileiro, que já arca com uma carga tributária elevada – uma das maiores do mundo. “É preciso acabar de uma vez por todas com esse tipo de cobrança indevida que encarece o custo de pequenas, médias e grandes empresas em todos os setores no Brasil”, reclamou.

O projeto
Caso aprovado, o projeto de lei extinguiria os 10% de multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS pagos pelas empresas em casos de demissão sem justa causa. Criada em 2011, a contribuição extra tinha o objetivo – segundo a Fiesp, já atingido – de compensar prejuízos na conta do Fundo após os fracassados planos Verão e Collor.

Vale salientar que esse adicional não teria relação com a multa rescisória de 40% sobre o saldo do FGTS em caso de dispensa sem justa causa. A multa de 40% continuaria a ser pago normalmente.


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MP dos Portos impulsionará R$ 50 bilhões em investimentos, prevê Abdib

19, maio, 2013 Deixar um comentário

O novo marco regulatório para os portos brasileiros (Medida Provisória dos Portos), aprovado pelo Congresso Nacional, resultará, a médio prazo, em investimentos privados superiores a R$ 50 bilhões. É o que afirma a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base – Abdib. Segundo a entidade, esses investimentos também impulsionarão os polos produtivos em desenvolvimento no interior do País.

Ainda de acordo com a Abdib, a nova legislação vai impulsionar os recursos necessários para aumentar a concorrência, reduzir custos, melhorar a eficiência logística e retirar as barreiras que dificultam o investimento privado em novos terminais ao longo da costa brasileira. Além disso, a nova medida criará condições para atender a demanda de diferentes polos produtivos que se desenvolvem pelo interior do Brasil.

Foi elogiado pela Abdib o parágrafo da MP dos Portos que defende o fim da distinção entre mercadoria própria e de terceiros. Isso permitirá que os empreendedores privados voltem a construir terminais portuários para escoar qualquer tipo de carga, contribuindo para dinamizar o fluxo de transporte e o comércio exterior, bem como reduzir custos por meio do aumento da concorrência e da produtividade. Até o momento, os terminais privados só podem movimentar cargas próprias.

Para o marco regulatório entrar em vigor, precisa agora ser sancionado pela presidenta Dilma. O prazo termina em 5 de junho.

Fonte: com informações da Agência Brasil


Dilma anuncia pacote de R$ 32,9 bilhões para incentivar inovação

16, março, 2013 Deixar um comentário

Aumentar a produtividade e competitividade das empresas é o objetivo do Plano Inova Empresas, que prevê aporte de R$ 32,9 bilhões até 2014 para incentivá-las a investir em inovação tecnológica. “Em alguns anos, três a cinco anos, nós teremos dois tipos de empresas, as inovadoras e as falidas. Não é possível competir sem inovação e, quanto antes os empresários souberem disso, melhor é”, diz Valter Pieracciani, consultor de empresas.

Lançado na última quinta-feira (14) pelo governo federal, o pacote se divide em R$ 28,5 bilhões de investimento direto e R$ 4,4 bilhões oriundos de instituições parceiras, como as agências nacionais de petróleo, gás natural e biocombustíveis (ANP) e de energia (Aneel) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas – Sebrae. “Sei que nós precisamos tomar uma providência, e a tomamos. Temos que dedicar toda nossa atenção para que tenhamos um País mais construtivo, menos desigual e uma economia com grande capacidade de ser produtiva e competitiva”, disse a presidenta Dilma.

O investimento direto contém quatro linhas de financiamento: subvenção econômica a empresas (R$ 1,2 bilhão); fomento para projetos em parceria entre instituições de pesquisa e empresas (R$ 4,2 bilhões); participação acionária em empresas de base tecnológica (R$ 2,2 bilhões) e crédito para empresas (R$ 20,9 bilhões). A maior parte do montante (R$ 23,5 bilhões) destina-se a áreas estratégicas definidas no Plano Brasil Maior: cadeia agropecuária (R$ 3 bilhões), energias (R$ 5,7 bilhões), petróleo e gás (R$ 4,1 bilhões), complexo da saúde (R$ 3,6 bilhões), complexo aeroespacial e defesa (R$ 2,9 bilhões), tecnologias da informação e da comunicação (R$ 2,1 bilhões) e sustentabilidade socioambiental (R$ 2,1 bilhões).

Além dos R$ 32,9 bilhões anunciados, o plano deverá receber um aporte de mais R$ 3,5 bilhões da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel, para atividades de Pesquisa & Desenvolvimento – P&D no setor de telecomunicações.

As empresas beneficiadas com o Plano Inova terão acesso a uma linha de crédito com juros de 2,5% a 5% ao ano, quatro anos de carência e prazo de até 12 anos para pagar. Os agentes executores são o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES e a Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI.

“Desinovação” no Brasil. A empresa que mais registra patentes no Brasil não é brasileira. É americana. No último ranking de inovação, publicado pela World Economic Forum, o Brasil ocupa a frustrante 49ª posição, atrás de países como Chile, Azerbaijão e Malta. Os primeiros colocados são Suíça, Finlândia e Israel, respectivamente.

 


País economizará R$ 7,5 bilhões anuais com redução na conta de consumo de energia

30, janeiro, 2013 Deixar um comentário

Segundo Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo – Fiesp, todos os setores da indústria ganham com a nova medida. Reduzindo o custo do consumo de energia elétrica, os custos de produção também serão mais baixos, e bilhões de reais poupados neste consumo forçado vão movimentar a economia. 

Com os descontos de 18% para o consumidor e de até 32% para a indústria e comércio, a economia média anual no consumo de energia elétrica será de R$ 7,5 bilhões. Considerando os próximos 30 anos (duração do contrato das novas licitações), a economia será de R$ 225 bilhões. É que afirma um estudo realizado pela Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp).

Para Skaf, o governo deu um passo importante para que o Brasil possa recuperar sua competitividade. “Dilma tem mostrado sensibilidade, e suas ações concretas apontam a preocupação do governo com a competitividade do País. Todos usam energia, todos os produtos precisam de energia para serem produzidos, todos os serviços consomem energia. Ao reduzir as tarifas embutidas na conta de luz, o benefício é de todos”, avalia.

Antes do desconto, o custo médio de energia elétrica para a indústria brasileira era de R$ 330,00 por megawatt/hora. Apesar de o Brasil ter um dos menores custos de geração, o valor era o quarto mais caro do mundo, abaixo apenas do cobrado na Itália, Turquia e República Checa. Na ocasião, cerca de 50% da tarifa brasileira era composta por encargos e tributos.


Pacote para portos será anunciado hoje

A presidenta Dilma Rousseff lançará hoje medidas para os portos, com novas regras regulatórias, ações e investimentos. Segundo Dilma, elas têm o objetivo de dar estabilidade ao investimento no setor, ampliar a competitividade e reduzir a burocracia.

“Um dos desafios está aqui, em portos eficientes. Com eles, vamos diminuir os custos e melhorar os ganhos do agronegócio, reduzir os custos dos nossos produtos industrializados, vamos aumentar a nossa competitividade no que se refere a mercado internacional”, explicou.

O pacote de portos é mais uma etapa da série de medidas do governo para aprimorar a logística no País. As primeiras medidas anunciadas fazem parte do Programa de Investimentos em Logística para Rodovias e Ferrovias, que prevê R$ 133 bilhões em investimentos nos próximos 25 anos, sendo R$ 42 bilhões para rodovias e R$ 91 bilhões para ferrovias. O governo pretende ainda anunciar medidas para os aeroportos.

Fonte: com informações da Agência Brasil.


Presidenta Dilma promete anunciar incentivos à economia

3, agosto, 2012 Deixar um comentário

Entre agosto e setembro novas medidas do Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2 deverão ser anunciadas para estimular a economia brasileira. “Nós estamos focando a questão de energia elétrica. Além disso, o governo vai investir na área de portos, aeroportos, ferrovias e rodovias”, disse a presidenta Dilma Rousseff, durante a Olimpíada de Londres.

O governo prevê anunciar queda de 10% no custo da energia elétrica ainda no início deste mês. “A energia na origem e na geração é barata. Mas, ao longo do caminho, vai encarecendo. O que nós estamos fazendo, basicamente, é retirar os obstáculos do meio do caminho, para que ela chegue na ponta por um preço mais baixo”, disse Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, durante a apresentação do balanço do PAC 2.

Contas de Consumo de Combustíveis – CCC, Contas de Desenvolvimento Energético – CDE e Reserva Global de Reversão – RGR possivelmente serão os encargos extintos, comentou Lobão. “Deveremos mexer também no Proinfa (Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica)”, acrescentou.

Balanço do PAC 2. Segundo o Ministério do Planejamento, em um ano e meio, o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC 2 injetou R$ 324,3 bilhões na economia brasileira. O investimento representa 34% do total previsto até 2014.

Pagamentos e empenhos feitos com recursos do Orçamento Geral da União – OGU, de janeiro a julho de 2012, somam R$ 19,7 bilhões, valor 32% maior frente ao mesmo período do ano passado, R$ 14,9 bilhões. O valor empenhado, no mesmo período, teve aumento de 57%, atingindo R$ 18,3 bilhões.

Dentre os estímulos elogiados pela indústria, estão a queda histórica da taxa Selic (atualmente em 8%), a redução da Taxa de Juros de Longo Prazo – TJLP (de 6% para 5,5%), as desonerações nas folhas de pagamento e desonerações do IPI.

Alfinetada na GM. No momento em que a General Motors – GM sinaliza uma possível demissão de 1.500 funcionários da fábrica da montadora em São José dos Campos, interior de São Paulo, a presidenta Dilma fez questão de enfatizar que os incentivos fiscais concedidos para as empresas, como a desoneração do Imposto de Produtos Industrializados – IPI, devem ter como contrapartida a manutenção “do emprego e a renda do povo brasileiro”.